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PODCAST · 3395 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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PENSANDO NA MORTE
18 Set 20143:00EP 107

PENSANDO NA MORTE

Pensando na morte<br /> <br /> N&oacute;s, seres humanos, somos de ra&ccedil;as e cores diferentes. Temos m&uacute;ltiplas formas de nos expressar, atrav&eacute;s da linguagem e da diversidade dos costumes.<br /> Em mat&eacute;ria de cren&ccedil;a religiosa, filiamo-nos &agrave;quela que melhor nos fale ao cora&ccedil;&atilde;o.<br /> Somos de graus variados em intelecto, posi&ccedil;&atilde;o social e sentimentos.<br /> Mas, se h&aacute; um verdadeiro ponto comum para todos n&oacute;s, esse se chama morte.<br /> Todos estamos fadados a ela e, de forma paradoxal, &eacute; com o que menos nos preocupamos.<br /> Planificamos nossa vida como se esta jamais fosse findar. Criamos rixas e desaven&ccedil;as com pessoas e na&ccedil;&otilde;es, disputando coisas passageiras, sem nos darmos conta de que tudo ficar&aacute; aqui, na Terra, quando chegar nossa hora de partir.<br /> Acumulamos bens e trabalhamos muito al&eacute;m da conta, para encher cofres e contas banc&aacute;rias, sem pensar que isso somente vale enquanto estamos por aqui.<br /> Enfim, vivemos como se a carne fosse imortal e a morte nunca nos houvesse de alcan&ccedil;ar.<br /> Para quase todos, ali&aacute;s, falar em morte equivale a algo l&uacute;gubre, tenebroso.<br /> Um conceito que foi fabricado especialmente pela grande noite da Idade M&eacute;dia, com suas supersti&ccedil;&otilde;es e fanatismo, envolveu a morte em terr&iacute;veis sombras, vestindo-a de pavor.<br /> As carpideiras, as vestes negras e roxas, as cerim&ocirc;nias macabras, tudo dava a impress&atilde;o de horror e desalento em refer&ecirc;ncia &agrave; morte.<br /> &Eacute; hora de retornar &agrave;s fontes primitivas. Com a certeza da continua&ccedil;&atilde;o da vida, a morte passar&aacute; a ser recebida com serenidade.<br /> Morrer deixar&aacute; de ser trag&eacute;dia. Ser&aacute;, sim, o mecanismo que facilitar&aacute; o renascimento em outra esfera, no Mundo Espiritual.<br /> <br /> <br /> Sigamos, pois, na sua dire&ccedil;&atilde;o, com tranquilidade e sem temor.<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base no cap. 29, do<br /> livro Desperte e seja feliz, pelo Esp&iacute;rito Joanna de<br /> &Acirc;ngelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.<br />

SUPERSTIÇÕES
17 Set 20144:14EP 106

SUPERSTIÇÕES

&nbsp;Supersti&ccedil;&otilde;es<br /> <br /> O que voc&ecirc; faz quando um gato preto lhe atravessa o caminho? E se derramar sal, sem querer?<br /> Voc&ecirc; acredita que plantas, como arruda e guin&eacute;, s&atilde;o segura prote&ccedil;&atilde;o ao mal?<br /> &Eacute; interessante observar como no S&eacute;culo de tanta tecnologia, em que o homem conquistou a lua, envia naves para investigar o Cosmo, ainda se entret&eacute;m com coisas da ignor&acirc;ncia.<br /> &Eacute; comum visitar-se um doente e encontrar debaixo da cama tesouras abertas, carv&otilde;es acesos.<br /> Na era em que a medicina realiza extraordin&aacute;rias cirurgias, devassando a intimidade do ser humano, ainda mesmo antes dele nascer.<br /> Os supersticiosos s&atilde;o almas infantis. Preferem o temor ao amor, sufocam a esperan&ccedil;a na desconfian&ccedil;a.<br /> Ao inv&eacute;s de combater os inimigos de dentro, acreditam ser mais f&aacute;cil se utilizar de subterf&uacute;gios.<br /> Para o sucesso, a cor certa, o amuleto devido. H&aacute; os que falam em come&ccedil;ar o dia com o p&eacute; direito. Oxal&aacute; Deus nos permita dispor dos dois - o que nos facilita a locomo&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o &eacute; mesmo?<br /> Os que se deixam enlear pelas supersti&ccedil;&otilde;es acabam v&iacute;timas de enganadores da Terra , que os exploram. Basta lembrar das in&uacute;meras cestinhas da fortuna &agrave; venda, dos gnomos da sorte, das bruxinhas, das flores ex&oacute;ticas ou populares para atra&iacute;rem isso ou aquilo.<br /> Tamb&eacute;m se tornam excessivamente preocupados, infelicitando-se.<br /> <br /> N&atilde;o se torne vitima de pessoas que se dizem revestidas de poderes m&aacute;gicos.Se busca o &ecirc;xito nos seus empreendimentos, esfor&ccedil;a-se no estudo e no trabalho, caminhos que o conduzem ao progresso, sem d&uacute;vida.<br /> As supersti&ccedil;&otilde;es e os supersticiosos s&atilde;o heran&ccedil;as da insensatez e do obscurantismo. &Eacute; pr&oacute;prio do homem que prefere a treva &agrave; luz, o sofrimento ao amor, a piedade ao respeito.<br /> Os que apregoam amuletos e f&oacute;rmulas m&aacute;gicas s&atilde;o criaturas que ainda se mant&eacute;m presas ao pret&eacute;rito da Humanidade.<br /> Ningu&eacute;m conceberia chamar Deus a um homem somente porque descesse de um avi&atilde;o.<br /> N&atilde;o se pode conceber que uma fita, uma planta, uma est&aacute;tua possa nos modificar a vida. Seria jogar por terra conquistas intelectuais e morais j&aacute; realizadas.<br /> Conhecereis a verdade e a verdade vos libertar&aacute;. A frase foi dita tem mais de vinte s&eacute;culos. Continua atual. O convite persiste. Vamos ler e nos instruir?<br /> Vamos movimentar nossas energias mentais nos pensamentos positivos?<br /> Bertrand Russel, filosofo, matem&aacute;tico e Nobel de literatura disse uma vez: &ldquo; h&aacute; algo d&eacute;bil e um pouco desprez&iacute;vel no homem que n&atilde;o consegue encarar as adversidades da vida sem a ajuda de mitos confortantes&rdquo;. <br /> Pense nisso e libertar-se.<br /> <br /> <br /> <br /> Pensa em prosperidade, abund&acirc;ncia, mas n&atilde;o s&oacute; de valores materiais, e sim, dos demais bens , que s&atilde;o essenciais para uma vida de qualidade.<br /> Pensa e viver&aacute;s consoante a onda mental que emitires.<br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base nos pensamentos <br /> do filosofo ingl&ecirc;s Bertrand Russel.<br />

GENEROSIDADE
15 Set 20143:29EP 105

GENEROSIDADE

&nbsp;GENEROSIDADE<br /> <br /> <br /> Quando tinha treze anos, Severino saiu de Olho D&rsquo;&aacute;gua Seco, no sert&atilde;o de Pernambuco, para morar com um tio na capital, Recife.<br /> Certo dia perdeu-se na cidade grande. Sem saber ler, n&atilde;o conseguia encontrar o caminho de volta olhando as placas e o nome das ruas. Era como se fosse cego, diz.<br /> Quando, afinal, achou o endere&ccedil;o, pediu ao tio para lhe comprar uma cartilha de alfabetiza&ccedil;&atilde;o. Sozinho, aprendeu a ler e a escrever. Um ano depois, voltou ao sert&atilde;o e tratou de ensinar o que sabia &agrave; irm&atilde;.<br /> N&atilde;o era muito, mas era o bastante. Depois, improvisou uma escolinha para alfabetizar outros moradores. J&aacute; tinha ensinado duzentas e trinta e uma pessoas a ler quando deixou Pernambuco por uma vida melhor em S&atilde;o Paulo.<br /> Gosto de passar adiante tudo o que aprendo. N&atilde;o vou levar nada para o caix&atilde;o. Ent&atilde;o tenho de compartilhar o que sei com quem precisa, sen&atilde;o esse conhecimento morre comigo, conta ele.<br /> * * *<br /> Estamos acostumados a reconhecer a generosidade em gestos grandiosos como o de Bill Gates, fundador da Microsoft e um dos homens mais ricos do planeta, que doou vinte e nove bilh&otilde;es de d&oacute;lares &agrave; institui&ccedil;&atilde;o de combate &agrave; pobreza que fundou com a mulher, Melinda.<br /> Mas a hist&oacute;ria de Severino n&atilde;o deixa d&uacute;vida de que a generosidade pode ser praticada mesmo por quem tem pouco ou quase nada &ndash; e de v&aacute;rias formas, muito al&eacute;m de dar bens que sobram.<br /> Alguns exemplos s&atilde;o:Ant&ocirc;nio, um desembargador de justi&ccedil;a, que conta hist&oacute;rias para crian&ccedil;as num hospital. &Eacute;lcio, que incentiva a solidariedade na empresa que lidera, e ajudou a fazer dela um dos melhores lugares do mundo para trabalhar.<br /> Danielle, que aos sessenta e tr&ecirc;s anos, ajuda milhares de deficientes visuais a ter acesso a livros.<br /> Todos podemos ser generosos, e se desejamos realmente um mundo melhor, come&ccedil;ar pela benevol&ecirc;ncia nas pequenas coisas, nos gestos singelos, &eacute; fundamental.<br /> * * *<br /> Proponha a voc&ecirc; mesmo este desafio. Pratique um ato de generosidade, no dia de hoje e veja os resultados.<br /> N&atilde;o o resultado do reconhecimento &ndash; pois ele quase sempre n&atilde;o vem, e n&atilde;o deve ser nosso foco &ndash; mas o resultado em sua alma, em sua alegria interior.<br /> Doe-se ao outro. Doe-se ao mundo. Doe sua vida ao amor e ganhe a felicidade t&atilde;o sonhada!<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Momento Esp&iacute;rita com base em artigo da revista<br /> Sorria, v.1, de mar&ccedil;o/abril de 2008, e no item 886, de O livro dos<br /> Esp&iacute;ritos, de Allan Kardec, <br /> ed .Feb.<br />

IDEIAS INATAS
13 Set 20143:56EP 104

IDEIAS INATAS

&nbsp;IDEIAS INATAS<br /> <br /> Ivan M&aacute;rcio Gomes Barbosa nasceu em Surubim, Pernambuco, em 1977. Filho de pedreiro e de uma dom&eacute;stica.<br /> Aos cinco anos come&ccedil;ou a montar carrinhos de madeira. Aos doze anos come&ccedil;ou a fazer os carrinhos com sucatas de latas de &oacute;leo de cozinha, pois n&atilde;o tinha condi&ccedil;&otilde;es financeiras para comprar material.<br /> Foi engraxate, vendedor de algod&atilde;o doce e picol&eacute;, catador de lixo, pipoqueiro e verdureiro. Sempre juntando sucatas para seus inventos.<br /> Aos vinte anos come&ccedil;ou a fazer rob&ocirc;s com sucatas eletr&ocirc;nicas: materiais de vitrolas, de aparelhos de som, de r&aacute;dio, de televisores que conseguia no ferro velho.<br /> Sua facilidade para manipular esses materiais fez com que ele procurasse uma escola t&eacute;cnica em mec&acirc;nica industrial. Assim o fez, come&ccedil;ou a estudar e, em 1998, obteve o primeiro lugar na Feira de Conhecimentos.<br /> Foi primeiro colocado numa Feira de Ci&ecirc;ncias em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.<br /> Em 1999, em Recife, Pernambuco, concorreu com 54 col&eacute;gios noutra Feira, onde, da mesma forma, obteve a primeira premia&ccedil;&atilde;o.<br /> Atualmente, &eacute; membro do Espa&ccedil;o Ci&ecirc;ncia, em Pernambuco e j&aacute; fez 15 rob&ocirc;s de sucata.<br /> Entre eles, um rob&ocirc; antibomba e anti-inc&ecirc;ndio, com manipulador de materiais, para proteger a vida de bombeiros, por exemplo.<br /> Seu dom atraiu o Fant&aacute;stico, da TV Globo, em meados de 2005.<br /> Por ter sido premiado v&aacute;rias vezes ao vencer concursos de inventos, mesmo em outros Estados e querendo desenvolver seus dons e tend&ecirc;ncias de crian&ccedil;a, Ivan quer estudar Mecatr&ocirc;nica e Rob&oacute;tica.<br /> <br /> Essa facilidade de Ivan para criar rob&ocirc;s, desde pequeno, primeiro com madeiras e depois com sucatas, at&eacute; eletronicamente, s&atilde;o ind&iacute;cios que nos fazem pensar.<br /> De onde Ivan trouxe esses conhecimentos?<br /> N&atilde;o os adquiriu nesta vida, porque nasceu e cresceu num meio totalmente diverso a isso.<br /> Qual a origem das faculdades extraordin&aacute;rias dos indiv&iacute;duos que, sem estudo pr&eacute;vio, parecem ter a intui&ccedil;&atilde;o de certos conhecimentos, o das l&iacute;nguas, do c&aacute;lculo e das artes?<br /> Lembran&ccedil;a do passado? Progresso anterior da alma?<br /> Sem querer defender, essa ou aquela doutrina religiosa, podemos pensar que, o corpo muda, o Esp&iacute;rito, por&eacute;m, n&atilde;o muda, embora troque de roupagem.<br /> Podemos pensar assim, que a Lei da multiplicidade das exist&ecirc;ncias para o Esp&iacute;rito &eacute; imprescind&iacute;vel &agrave; Lei de progresso.<br /> Os conhecimentos adquiridos em cada exist&ecirc;ncia n&atilde;o se perdem.<br /> O Esp&iacute;rito at&eacute; pode esquec&ecirc;-los, de forma moment&acirc;nea, em uma vida. Mas a intui&ccedil;&atilde;o que deles conserva lhe auxilia o progresso.<br /> Pensemos nisso. E nunca deixemos de investir em n&oacute;s mesmos, porque nada que se aprenda ou assimile se perder&aacute;.<br /> Tudo constitui crescimento, progresso, ascens&atilde;o.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em artigo de<br /> Washington Fernandes, publicado na Revista Internacional de <br /> Espiritismo, de mar&ccedil;o de 2006 e nos itens 218 e 219 <br /> de O livro dos Esp&iacute;ritos, de Allan Kardec, ed. Feb.<br />

BARBEIROS NÃO EXISTEM
12 Set 20142:48EP 103

BARBEIROS NÃO EXISTEM

&nbsp;BARBEIROS N&Atilde;O EXISTEM!<br /> <br /> Conta-se que, um dia, um homem foi &agrave; barbearia para cortar os cabelos e, enquanto o barbeiro o atendia, ambos mantinham uma conversa animada.<br /> Falavam de muitas coisas, at&eacute; que o homem resolveu falar da vida e, para explic&aacute;-la, falou a respeito de Deus.<br /> O barbeiro, homem muito incr&eacute;dulo, come&ccedil;ou a contestar a exist&ecirc;ncia de Deus e falou:<br /> Deixe disso, meu caro! Deus n&atilde;o existe!<br /> E por qu&ecirc;? Perguntou o homem.<br /> Ora, se Deus existisse n&atilde;o haveria tantos miser&aacute;veis passando fome! Olhe &agrave; sua volta e veja quanta tristeza. &Eacute; s&oacute; andar pelas ruas e enxergar!<br /> Bem, se essa &eacute; a sua maneira de pensar, eu a respeito.<br /> Sim, claro. Falou rapidamente o barbeiro.<br /> O homem pagou o corte e ia saindo, quando avistou um maltrapilho com longos e feios cabelos, barba desgrenhada, suja, abaixo do pesco&ccedil;o.<br /> N&atilde;o se conteve, deu meia volta e falou ao barbeiro:<br /> Sabe de uma coisa? N&atilde;o acredito em barbeiros! Barbeiros n&atilde;o existem.<br /> Como assim? Perguntou surpreso o descrente.<br /> Sim, falou o homem, se existissem barbeiros n&atilde;o haveria pessoas de cabelos e barbas compridas!<br /> Ora, existem tais pessoas porque evidentemente n&atilde;o v&ecirc;m a mim!<br /> Que bom! Disse o homem. Agora voc&ecirc; entendeu.<br /> * * *<br /> Se o fato de existirem pessoas passando fome, enfrentando dificuldades, sofrimentos, dores fosse suficiente para provar que Deus n&atilde;o existe, estar&iacute;amos observando a realidade de um ponto de vista muito estreito.<br /> A exist&ecirc;ncia de Deus &eacute; uma verdade subjetiva, e como tal, deve ser buscada com a raz&atilde;o e o sentimento.<br /> Cada pessoa pode encontrar Deus de maneira diferente, mas existe uma condi&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica: &eacute; preciso busc&aacute;-Lo com firme desejo de encontr&aacute;-Lo.<br />

UM SABIO CONSELHO
10 Set 20143:32EP 102

UM SABIO CONSELHO

&nbsp;Um s&aacute;bio conselho<br /> <br /> <br /> Geralmente as pessoas gostam de dar conselhos, mas nem sempre s&atilde;o conselhos dignos de serem seguidos.<br /> No entanto, com aquele jovem m&eacute;dico foi diferente.<br /> Quase ao t&eacute;rmino da festa de sua formatura, um de seus professores se aproximou, colocou a m&atilde;o sobre seu ombro, e lhe disse:<br /> Meu filho, vou lhe dar um conselho. Sempre que voc&ecirc; for receitar um rem&eacute;dio para um paciente, pergunte-se primeiro: &quot;Eu tomaria esse rem&eacute;dio? Eu o daria para minha esposa, minha m&atilde;e, meu pai? Receitaria para um filho ou um irm&atilde;o?&quot; Se a resposta for sim, ent&atilde;o pode prescrever a medica&ccedil;&atilde;o e guardar a consci&ecirc;ncia tranquila.<br /> Bom seria que cada formando, ao deixar a Universidade, recebesse um conselho desses e o seguisse na sua vida profissional.<br /> Se engenheiros e arquitetos se perguntassem sempre, antes de fazer um projeto, se morariam naquele edif&iacute;cio ou casa, se colocariam um ente querido para morar no seu interior;<br /> se o fabricante desse ou daquele produto usasse o mesmo crit&eacute;rio, e jamais colocasse em circula&ccedil;&atilde;o mercadorias que n&atilde;o deseja para si nem para os seus, n&atilde;o ter&iacute;amos reclama&ccedil;&otilde;es de consumidores;<br /> se pol&iacute;ticos, advogados, magistrados refletissem sobre suas a&ccedil;&otilde;es, perguntando-se se as aplicariam a si mesmos ou aos seus amores, ter&iacute;amos uma sociedade bem melhor e mais justa;<br /> se os professores, enfermeiros, farmac&ecirc;uticos fizessem o mesmo, o mundo seria melhor.<br /> Se os governantes, antes de fazer a guerra, se perguntassem se iriam para a frente de batalha, se mandariam a sua m&atilde;e, seu filho, sua esposa, seus mais diletos amigos, certamente optariam pela diplomacia.<br /> Enfim, se todos os indiv&iacute;duos, em qualquer atividade que desempenhem agissem sempre tendo por base fazer aos outros o que aceitariam de bom grado para si mesmos, n&atilde;o haveria viol&ecirc;ncia, injusti&ccedil;a, desamor...<br /> A solu&ccedil;&atilde;o de todos os problemas da Humanidade num preceito t&atilde;o simples e f&aacute;cil de entender...<br /> No entanto, poucos est&atilde;o dispostos a lan&ccedil;ar m&atilde;o desse recurso.<br /> E sabe por qu&ecirc;?<br /> Porque precisaria derrotar os vil&otilde;es mais poderosos que ainda habitam o cora&ccedil;&atilde;o do homem: o orgulho e o ego&iacute;smo.<br /> Mas voc&ecirc;, que deseja construir um mundo mais feliz e mais justo, pode fazer a sua parte sem se preocupar com aqueles que ainda se comprazem na explora&ccedil;&atilde;o dos semelhantes.<br /> Pois voc&ecirc; s&oacute; responder&aacute; pelos pr&oacute;prios atos, perante sua pr&oacute;pria consci&ecirc;ncia e de mais ningu&eacute;m.<br /> Pense nisso, e fa&ccedil;a a sua parte no exerc&iacute;cio da sua profiss&atilde;o, seja ela qual for.<br />

O VELHO PROBLEMA DAS DROGAS
9 Set 20144:31EP 101

O VELHO PROBLEMA DAS DROGAS

&nbsp;O velho problema das drogas<br /> <br /> H&aacute; algum tempo, certa emissora de r&aacute;dio levou ao ar uma s&eacute;rie de reportagens sobre o velho problema das drogas.<br /> V&aacute;rios profissionais da &aacute;rea foram ouvidos e, infelizmente, pelas considera&ccedil;&otilde;es feitas, ficou entendido que grande parte da responsabilidade pelo uso de drogas, na adolesc&ecirc;ncia, recai sobre os ombros dos pais.<br /> O que geralmente acontece &eacute; que os pais n&atilde;o observam algumas no&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas para se formar um indiv&iacute;duo consciente das suas responsabilidades e resistente ao apelo das drogas.<br /> Pensando em fazer o melhor, os pais come&ccedil;am por isentar os filhos de qualquer obriga&ccedil;&atilde;o.<br /> Para poup&aacute;-los, executam as tarefas que lhes dizem respeito.<br /> Quando os filhos s&atilde;o pequenos os pais se desdobram para fazer tudo, providenciar para que nada lhes falte e para que n&atilde;o tenham que enfrentar frustra&ccedil;&otilde;es nem quaisquer dificuldades.<br /> Quando a crian&ccedil;a come&ccedil;a sua jornada na escola, os pais as acompanham, carregam a sua mochila e, alguns at&eacute; fazem as li&ccedil;&otilde;es de casa para poupar poss&iacute;veis reprimendas de seus mestres.<br /> Assim a crian&ccedil;a vai crescendo num mundo de ilus&otilde;es, pois essa n&atilde;o &eacute; a realidade que ter&atilde;o que enfrentar logo mais, quando tiverem que caminhar com as pr&oacute;prias pernas.<br /> &Eacute; evidente que essa crian&ccedil;a, quando chegar na adolesc&ecirc;ncia, n&atilde;o ter&aacute; estrutura nenhuma.<br /> Diante da primeira dificuldade ficar&aacute; vulner&aacute;vel como uma flor de estufa aos primeiros golpes do vento.<br /> Ela n&atilde;o aprendeu a suportar frustra&ccedil;&otilde;es, pois os pais as evitaram o quanto puderam. Ela nunca teve nenhuma responsabilidade a lhe pesar sobre os ombros.<br /> Essas crian&ccedil;as n&atilde;o est&atilde;o preparadas para pensar, nem para sair de dificuldades, nem para resolver problemas. Sempre esperam que algu&eacute;m resolva tudo por elas, pois essa foi a li&ccedil;&atilde;o que receberam dos pais ou respons&aacute;veis.<br /> Afinal de contas, quem &eacute; que pode passar pelo mundo isento de dificuldades?<br /> Isso &eacute; imposs&iacute;vel, em se tratando do nosso mundo.<br /> E o problema est&aacute; justamente quando a crian&ccedil;a, agora adolescente, sofre seu primeiro solavanco, que pode at&eacute; n&atilde;o ser t&atilde;o grave, mas &eacute; suficiente para abalar sua estrutura fr&aacute;gil, agora longe do olhar vigilante dos pais.<br /> &Eacute; preciso que os pais repensem essa forma de amor sem racioc&iacute;nio, esse amor permissivo, bajulador e sem consist&ecirc;ncia.<br /> &Eacute; preciso permitir que os filhos andem com as pr&oacute;prias pernas, amparando-os sempre, mas deixando-os fortalecer os pr&oacute;prios m&uacute;sculos.<br /> &Eacute; preciso deix&aacute;-los enfrentar pequenas frustra&ccedil;&otilde;es, como n&atilde;o ganhar o brinquedo igual ao do filho do vizinho, por exemplo.<br /> Assim, se voc&ecirc; &eacute; pai ou m&atilde;e e tem interesse em manter seu filho longe das drogas, pense com carinho a respeito das recomenda&ccedil;&otilde;es que lhe chegam.<br /> E, acima de tudo, doe muito amor e aten&ccedil;&atilde;o aos seus pequenos pois quem ama, verdadeiramente, ensina a viver e n&atilde;o faz sombra para impedir o crescimento dos seus amores.<br /> * * *<br /> Se voc&ecirc; quer que seu filho tenha os p&eacute;s no ch&atilde;o, coloque responsabilidades sobre seus ombros.<br /> Se voc&ecirc; quer que seu filho resista aos vendavais da exist&ecirc;ncia e ao convite mortal das drogas, permita que ele firme suas ra&iacute;zes bem fundo, mesmo que para isso tenha que se dobrar de vez em quando, como faz a pequena &aacute;rvore enquanto seu tronco est&aacute; em forma&ccedil;&atilde;o.<br /> Pense nisso, mas, pense agora!<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base <br /> no artigo publicado no site da Federa&ccedil;&atilde;o Esp&iacute;rita do Paran&aacute;.<br />

O ESSENCIAL
8 Set 20144:08EP 100

O ESSENCIAL

&nbsp; O ESSENCIAL<br /> <br /> <br /> A mulher entrou no consult&oacute;rio do psicoterapeuta e se sentou. Antes de come&ccedil;ar a falar, j&aacute; chorava.<br /> <br /> Quando finalmente conseguiu parar de solu&ccedil;ar, disse: Estou sozinha. Meu marido me largou h&aacute; dois meses. Viajei, pensando que esqueceria, mas n&atilde;o consigo esquecer.<br /> <br /> Ele &eacute; um ingrato. Afinal, eu lhe dei os melhores anos de minha vida. Eu lhe dei filhos lindos. Eles sempre estavam prontos, bem vestidos e penteados, com as mochilas &agrave;s costas, na hora de ir para a escola.<br /> <br /> Sempre tive a refei&ccedil;&atilde;o pronta quando ele chegava, n&atilde;o importando a hora. Sempre recebi os amigos dele. Sempre fui a todos os lugares com ele, mesmo que n&atilde;o gostasse. Sempre sorri, para que todos soubessem que ele tinha uma esposa feliz.<br /> <br /> Dei-lhe uma casa maravilhosa. Nunca permiti que existisse p&oacute; sobre os m&oacute;veis. Sempre tive o m&aacute;ximo de cuidado com os len&ccedil;&oacute;is para que estivessem brancos, bem passados, perfumados.<br /> <br /> E agora, isso! Ele conheceu uma mocinha no escrit&oacute;rio, se apaixonou por ela e me deixou.<br /> <br /> O psicoterapeuta olhou para ela e lhe perguntou: E o que &eacute; que voc&ecirc; deu de voc&ecirc; para ele?<br /> <br /> Ela n&atilde;o entendeu. Sim, durante anos ela o servira como cozinheira, arrumadeira, bab&aacute; dos filhos dele. Mas nunca se lembrara de que era a esposa, a companheira, a amiga.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Naturalmente, ter a casa arrumada, len&ccedil;&oacute;is limpos, crian&ccedil;as alinhadas e prontas &eacute; importante. Mas n&atilde;o &eacute; tudo. Mesmo porque, algumas dessas tarefas podem ser delegadas a terceiros. <br /> <br /> Uma refei&ccedil;&atilde;o pode ser conseguida em um restaurante, roupas limpas na lavanderia, a casa pode ser limpa pela faxineira.<br /> <br /> Mas o carinho de uma esposa n&atilde;o se compra. Espera-se, simplesmente, como a esposa aguarda o do marido.<br /> <br /> Mais importante do que a casa sem p&oacute;, &eacute; um sorriso e um abra&ccedil;o de ternura quando os dois se encontram.<br /> <br /> Mais importante do que o tapete exatamente no lugar e todos os enfeites bem dispostos sobre os m&oacute;veis, &eacute; uma m&atilde;o que aperta a outra com for&ccedil;a.<br /> <br /> &Eacute; a companhia agrad&aacute;vel de quem se senta ao lado, olha nos olhos e descobre que o outro teve um dia terr&iacute;vel.<br /> <br /> Um confia ao outro as suas dificuldades e suas ansiedades, encontrando aconchego m&uacute;tuo.<br /> <br /> Amar &eacute; dar-se, &eacute; confiar. Olhar juntos para os filhos que crescem e v&atilde;o se tornando independentes.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Lembre-se: o mais importante s&atilde;o as pessoas. De que adianta a casa, o carro, as joias, se n&atilde;o houver pessoas para partilhar com voc&ecirc;?<br /> <br /> Entre as pessoas existem aquelas que dependem do nosso afeto. Por isso, n&atilde;o se canse de amar.<br /> <br /> Olhe para as pessoas. Preste aten&ccedil;&atilde;o nas suas palavras, gestos, olhares, sentimentos. Em especial aquelas que compartilham com voc&ecirc; do mesmo teto, pois s&atilde;o as que mais necessitam do seu amor.<br /> Pense Nisso!<br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. &Eacute; a&iacute; que est&aacute; a<br /> luz (a busca do ser), do livro Vivendo, amando e aprendendo, de Leo<br /> Buscaglia, ed. Nova era.<br />

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