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PODCAST · 3394 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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COMBATENDO O PRECONCEITO
13 Nov 20143:57EP 137

COMBATENDO O PRECONCEITO

&nbsp;Combatendo o preconceito<br /> <br /> Quando Gandhi trabalhava pela independ&ecirc;ncia da &Iacute;ndia, empenhou-se tamb&eacute;m em combater uma quest&atilde;o interna: o preconceito de castas.<br /> <br /> Tradi&ccedil;&atilde;o milenar que divide a sociedade indiana em religiosos, guerreiros, agricultores, comerciantes e servos, as castas at&eacute; hoje persistem.<br /> <br /> Na base da pir&acirc;mide social, uma categoria desprezada: os p&aacute;rias.<br /> <br /> Sem casta, os p&aacute;rias s&atilde;o considerados impuros e acredita-se que quem os toca fica impuro tamb&eacute;m. Por isso s&atilde;o chamados intoc&aacute;veis.<br /> <br /> Mas Gandhi, ao estudar profundamente os ensinos de Krishna, aprendeu que Deus n&atilde;o faz diferen&ccedil;a entre Seus filhos.<br /> <br /> Ele compreendeu que o sistema de castas havia sido modificado pelos homens, que o usaram para fins de domina&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e social.<br /> <br /> E foi assim que Gandhi passou a combater o preconceito contra os p&aacute;rias, que ele chamava harijans, palavra que significa filhos de Deus.<br /> <br /> Estava certo Gandhi. <br /> Os preconceitos que carregamos s&atilde;o parte de um contexto social e cultural que devemos combater.<br /> <br /> &Agrave; medida que a Humanidade progride, os preconceitos v&atilde;o perdendo espa&ccedil;o.<br /> <br /> A ci&ecirc;ncia vai demonstrando que certas teorias n&atilde;o t&ecirc;m validade e aos poucos vamos expurgando pr&aacute;ticas vergonhosas.<br /> <br /> Vejamos, por exemplo, o preconceito racial. Ele &eacute; decorrente de uma vis&atilde;o que data da &eacute;poca da coloniza&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> Os europeus se achavam superiores aos povos ind&iacute;genas ou africanos. &Eacute; uma tese absurda que o tempo se encarregou de derrubar.<br /> <br /> Sim, pois quando se ofereceu oportunidade, negros e &iacute;ndios mostraram tanta capacidade intelecto-moral quanto os demais.<br /> <br /> Nunca &eacute; demais lembrar que &ndash; mesmo na &eacute;poca do mais rigoroso preconceito racial no Brasil &ndash; houve quem triunfasse.<br /> <br /> &Eacute; o caso do maior escritor brasileiro de todos os tempos: Machado de Assis.<br /> <br /> Filho de uma ex escrava, que trabalhava como lavadeira, ele trabalhava durante o dia e estudava &agrave; noite, sob a luz de um lampi&atilde;o.<br /> <br /> Demonstrou que o talento e o esfor&ccedil;o vencem o preconceito, por mais forte que seja.<br /> <br /> Hoje, por mais que se combata o preconceito, muitas vezes ele ainda aparece inesperadamente.<br /> <br /> &Eacute; porque estava apenas oculto, escondido sob o verniz social.<br /> <br /> &Eacute; assim na quest&atilde;o dos homossexuais. Os preconceitos contra eles se manifestam de forma agressiva.<br /> <br /> Eles s&atilde;o ridicularizados, alvo de piadas e at&eacute; de viol&ecirc;ncia. Muitos s&atilde;o espancados e assassinados.<br /> <br /> <br /> Ser&aacute; que j&aacute; conseguimos ver todos os demais seres humanos como irm&atilde;os que tamb&eacute;m amam, sofrem e querem ser felizes?<br /> <br /> Ser&aacute; que ainda &eacute; preciso ter uma data, pra se conscientizar do quanto o preconceito &eacute; sinal de barbarismo e ignor&acirc;ncia? <br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso- com base no livro<br /> Momento Esp&iacute;rita, v. 7, ed. Fep.<br /> Em 19.05.2008.<br />

MANEIRAS DE VER AS COISAS
11 Nov 20143:57EP 136

MANEIRAS DE VER AS COISAS

&nbsp;Maneiras de ver as coisas<br /> <br /> <br /> Conta-se que uma ind&uacute;stria de cal&ccedil;ados do Brasil desenvolveu um projeto de exporta&ccedil;&atilde;o de sapatos para a &Iacute;ndia e, em seguida, mandou dois de seus consultores a pontos diferentes daquele pa&iacute;s para fazer as primeiras observa&ccedil;&otilde;es do potencial daquele futuro mercado.<br /> Ap&oacute;s alguns dias de pesquisas, um dos consultores enviou o seguinte fax para a dire&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria:<br /> Senhores, cancelem o projeto de exporta&ccedil;&atilde;o de sapatos para a &Iacute;ndia. Aqui ningu&eacute;m usa sapatos.<br /> Sem saber desse fax, alguns dias depois o segundo consultor mandou o seu parecer:<br /> Senhores, tripliquem a quantidade de sapatos do projeto de exporta&ccedil;&atilde;o para a &Iacute;ndia, pois aqui ningu&eacute;m usa sapatos, ainda.<br /> A mesma situa&ccedil;&atilde;o era um tremendo obst&aacute;culo para um dos consultores e uma fant&aacute;stica oportunidade para o outro.<br /> Da mesma forma, tudo na vida pode ser visto com enfoques e maneiras diferentes.<br /> A sabedoria popular traduz essa situa&ccedil;&atilde;o com a seguinte frase:<br /> Os tristes acham que o vento geme. Os alegres e cheios de esp&iacute;rito afirmam que ele canta.<br /> Os derrotistas falam da crise como se o mundo fosse acabar por causa dela, mas os otimistas e empreendedores dizem o seguinte:<br /> Bendita crise que sacode o mundo e a minha vida.<br /> Bendita crise que est&aacute; reciclando tudo.<br /> Bendita crise que faz o mundo se reestruturar.<br /> Bendita crise que traz a transforma&ccedil;&atilde;o.<br /> Bendita crise que traz a evolu&ccedil;&atilde;o e o progresso.<br /> Bendita crise que traz novos desafios.<br /> Bendita crise que me tira a ilus&atilde;o de perman&ecirc;ncia.<br /> Bendita crise que me tira do marasmo.<br /> Bendita crise que me ensina o que &eacute; verdadeiramente importante.<br /> Bendita crise que me revela minha pr&oacute;pria sabedoria.<br /> Bendita crise que dissolve meus apegos.<br /> Bendita crise que amplia minha vis&atilde;o.<br /> Bendita crise que me faz humilde.<br /> Bendita crise que me faz voltar a ter f&eacute;.<br /> Bendita crise que me faz dar mais import&acirc;ncia &agrave; vida.<br /> Bendita crise que abre meu cora&ccedil;&atilde;o.<br /> Bendita crise que me mostra a luz.<br /> Bendita crise que me mostra outras oportunidades.<br /> Bendita crise que me traz de volta a confian&ccedil;a.<br /> Bendita crise que me traz de volta &agrave; minha ess&ecirc;ncia.<br /> Bendita crise que me desperta o amor pela Humanidade.<br /> Bendita crise que &eacute; o ponto de muta&ccedil;&atilde;o.<br /> Bendita crise que me abre novos horizontes...<br /> * * *<br /> E voc&ecirc;, como tem encarado as situa&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis ou as crises?<br /> Lembre-se que da sua maneira de ver as dificuldades depender&aacute; a resolu&ccedil;&atilde;o ou o seu agravamento.<br /> * * *<br /> O mundo &eacute; como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo dos seus pr&oacute;prios pensamentos e atos.<br /> A maneira como voc&ecirc; encara a vida &eacute; que vai fazer a diferen&ccedil;a.<br /> Pense nisso!<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em pensamentos de autoria ignorada.<br /> Em 15.8.2013.<br />

O ESSENCIAL
8 Nov 20144:05EP 134

O ESSENCIAL

O essencial<br /> <br /> <br /> A mulher entrou no consult&oacute;rio do psicoterapeuta e se sentou. Antes de come&ccedil;ar a falar, j&aacute; chorava.<br /> <br /> Quando finalmente conseguiu parar de solu&ccedil;ar, disse: Estou sozinha. Meu marido me largou h&aacute; dois meses. Viajei, pensando que esqueceria, mas n&atilde;o consigo esquecer.<br /> <br /> Ele &eacute; um ingrato. Afinal, eu lhe dei os melhores anos de minha vida. Eu lhe dei filhos lindos. Eles sempre estavam prontos, bem vestidos e penteados, com as mochilas &agrave;s costas, na hora de ir para a escola.<br /> <br /> Sempre tive a refei&ccedil;&atilde;o pronta quando ele chegava, n&atilde;o importando a hora. Sempre recebi os amigos dele. Sempre fui a todos os lugares com ele, mesmo que n&atilde;o gostasse. Sempre sorri, para que todos soubessem que ele tinha uma esposa feliz.<br /> <br /> Dei-lhe uma casa maravilhosa. Nunca permiti que existisse p&oacute; sobre os m&oacute;veis. Sempre tive o m&aacute;ximo de cuidado com os len&ccedil;&oacute;is para que estivessem brancos, bem passados, perfumados.<br /> <br /> E agora, isso! Ele conheceu uma mocinha no escrit&oacute;rio, se apaixonou por ela e me deixou.<br /> <br /> O psicoterapeuta olhou para ela e lhe perguntou: E o que &eacute; que voc&ecirc; deu de voc&ecirc; para ele?<br /> <br /> Ela n&atilde;o entendeu. Sim, durante anos ela o servira como cozinheira, arrumadeira, bab&aacute; dos filhos dele. Mas nunca se lembrara de que era a esposa, a companheira, a amiga.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Naturalmente, ter a casa arrumada, len&ccedil;&oacute;is limpos, crian&ccedil;as alinhadas e prontas &eacute; importante. Mas n&atilde;o &eacute; tudo. Mesmo porque, algumas dessas tarefas podem ser delegadas a terceiros. <br /> <br /> Uma refei&ccedil;&atilde;o pode ser conseguida em um restaurante, roupas limpas na lavanderia, a casa pode ser limpa pela faxineira.<br /> <br /> Mas o carinho de uma esposa n&atilde;o se compra. Espera-se, simplesmente, como a esposa aguarda o do marido.<br /> <br /> Mais importante do que a casa sem p&oacute;, &eacute; um sorriso e um abra&ccedil;o de ternura quando os dois se encontram.<br /> <br /> Mais importante do que o tapete exatamente no lugar e todos os enfeites bem dispostos sobre os m&oacute;veis, &eacute; uma m&atilde;o que aperta a outra com for&ccedil;a.<br /> <br /> &Eacute; a companhia agrad&aacute;vel de quem se senta ao lado, olha nos olhos e descobre que o outro teve um dia terr&iacute;vel.<br /> <br /> Um confia ao outro as suas dificuldades e suas ansiedades, encontrando aconchego m&uacute;tuo.<br /> <br /> Amar &eacute; dar-se, &eacute; confiar. Olhar juntos para os filhos que crescem e v&atilde;o se tornando independentes.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Lembre-se: o mais importante s&atilde;o as pessoas. De que adianta a casa, o carro, as joias, se n&atilde;o houver pessoas para partilhar com voc&ecirc;?<br /> <br /> Entre as pessoas existem aquelas que dependem do nosso afeto. Por isso, n&atilde;o se canse de amar.<br /> <br /> Olhe para as pessoas. Preste aten&ccedil;&atilde;o nas suas palavras, gestos, olhares, sentimentos. Em especial aquelas que compartilham com voc&ecirc; do mesmo teto, pois s&atilde;o as que mais necessitam do seu amor.<br /> Pense Nisso!<br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. &Eacute; a&iacute; que est&aacute; a<br /> luz (a busca do ser), do livro Vivendo, amando e aprendendo, de Leo<br /> Buscaglia, ed. Nova era.<br />

ACOLHIMENTO QUE ARREBATA
5 Nov 20144:51EP 132

ACOLHIMENTO QUE ARREBATA

&nbsp;Acolhimento que arrebata<br /> <br /> Francisco de Assis, em seu tempo, revolucionou ideias e inaugurou par&acirc;metros de comportamento.<br /> Tinha uma forma toda especial de tratar com os deserdados da sorte, os pobres, os equivocados.<br /> Conta-se que, certa feita, tr&ecirc;s ladr&otilde;es que viviam atormentando a cidade de Monte Casale, foram pedir comida a Frei &Acirc;ngelo. Ciente de quem eram e os danos que poderiam provocar, ele os afugentou.<br /> T&atilde;o logo se fez a oportunidade, tudo narrou a Francisco, confiante de que receberia agradecimentos pelo que fizera.<br /> No entanto, Francisco, de imediato, n&atilde;o concordou com essa atitude, pois n&atilde;o condizia com a proposta de amor dos Evangelhos e com os exemplos do Mestre Jesus.<br /> Chamando os frades, a todos determinou outro padr&atilde;o de tratamento para com os irm&atilde;os ladr&otilde;es.Disse-lhes que, caso tornassem a encontr&aacute;-los, deveriam ter para com eles um procedimento diferente do comum das pessoas.<br /> Prop&ocirc;s, ent&atilde;o, que os frades adentrassem a floresta, onde costumavam se esconder os malfeitores, levando alimento e uma toalha, oferecendo a refei&ccedil;&atilde;o, mais ou menos nos seguintes termos:<br /> Irm&atilde;os ladr&otilde;es, venham comer. N&atilde;o precisam assaltar as pessoas. E quando assaltarem, por favor, n&atilde;o batam nelas.<br /> O ritual deveria ser repetido dia ap&oacute;s dia e, finalmente, quando conseguissem as presen&ccedil;as dos ladr&otilde;es para a refei&ccedil;&atilde;o, deveriam aproveitar para lhes falar de outra forma:<br /> Irm&atilde;os ladr&otilde;es, n&atilde;o seria melhor que voc&ecirc;s trabalhassem em vez de roubar? Podemos ajud&aacute;-los a arrumar alguma ocupa&ccedil;&atilde;o. Que tal?<br /> A proposta de acolhimento e regenera&ccedil;&atilde;o, nessa aproxima&ccedil;&atilde;o gradativa e singela, feita de forma sincera e interessada, acabou por convencer alguns dos ladr&otilde;es a modificarem a sua vida, aderindo &agrave; proposta de amor e fraternidade pregada e vivenciada por Francisco.<br /> * * *<br /> &Eacute; poss&iacute;vel que, nos dias atuais, com tanta viol&ecirc;ncia vigorando, a criminalidade alcan&ccedil;ando patamares inimagin&aacute;veis, nenhum cidad&atilde;o se sinta seguro, a qualquer hora do dia ou da noite, nas ruas, nem em sua casa ou em seu local de trabalho.<br /> Por isso mesmo, dificilmente buscaria um di&aacute;logo com malfeitores de qualquer ordem, at&eacute; mesmo por temor &agrave; sua pr&oacute;pria vida, pela sua integridade f&iacute;sica.<br /> Mas o exemplo vivenciado pelos frades, sob a batuta de amor de Francisco, pode nos servir para meditarmos a respeito de novas f&oacute;rmulas de tratarmos com os que qualificamos de malfeitores ou criminosos.<br /> Uma proposta de regenera&ccedil;&atilde;o, de reeduca&ccedil;&atilde;o, iniciando pela conquista atrav&eacute;s da pedagogia do acolhimento.<br /> Tamb&eacute;m uma maneira de nos conduzir a reflex&otilde;es sobre nossa pr&oacute;pria forma de tratar osmalfeitores da nossa paz, os que nos causam problemas, levantam cal&uacute;nias, estabelecem obst&aacute;culos na harmonia das nossas vidas.<br /> Como poder&iacute;amos interagir de forma positiva com eles?<br /> Talvez iniciando por n&atilde;o estabelecer sintonia com sua maldade. Depois, vibrando de forma diversa, endere&ccedil;ando-lhes, como resposta a suas agress&otilde;es, o desejo de que se reabilitassem, que se dessem conta do desastre que est&atilde;o causando para si mesmos.<br /> Isso porque quem semeia ventos, colhe tempestades, j&aacute; sentencia o prov&eacute;rbio popular.<br /> Com certeza, essa nossa mudan&ccedil;a de comportamento nos conduziria a melhores dias, a horas mais harm&ocirc;nicas e produtivas.<br /> Pensemos nisso. Tentemos a proposta franciscana.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em biografia de Francisco de Assis.<br />

PALAVRAS E AÇÕES
1 Nov 20142:45EP 131

PALAVRAS E AÇÕES

&nbsp;Palavras e A&ccedil;&otilde;es<br /> <br /> Quantas vezes, ao longo da vida, observamos as b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os e os estragos causados por uma palavra.<br /> Palavras o vento leva - diz o prov&eacute;rbio popular.<br /> Mas nem sempre &eacute; assim. H&aacute; palavras que dificilmente conseguimos esquecer.<br /> Muitas vezes, as palavras transmitem a gratid&atilde;o de que est&aacute; plena nossa alma. Ent&atilde;o, elas tomam a forma de doces express&otilde;es.<br /> Em outras ocasi&otilde;es, elas servem para demonstrar o desgosto que nutrimos. Tornam-se amargas como o fel.<br /> H&aacute; momentos em que as palavras s&atilde;o encorajadoras, leves, repletas de luz. S&atilde;o a manifesta&ccedil;&atilde;o da amizade e do amor.<br /> Em outros momentos, elas s&atilde;o como &aacute;cido: agridem os que as ouvem.<br /> S&atilde;o tristes e dolorosas. Nesse instante, s&atilde;o as condutoras do desencanto e da infelicidade.<br /> Sobre a natureza das palavras h&aacute; uma reflex&atilde;o a fazer: elas s&atilde;o a express&atilde;o daquilo que carregamos na alma.<br /> Foi nos advertido uma vez que: Somos donos da palavra, at&eacute; falarmos. Depois que a pronunciamos, nos tornamos escravos da mesma.Que grande verdade!<br /> Se acalentamos m&aacute;goa, desejo de vingan&ccedil;a, revolta, &oacute;dio e dor, nossos l&aacute;bios se abrir&atilde;o para deixar sair uma torrente de palavras rudes.<br /> E quem nos ouvir entender&aacute; que trazemos o cora&ccedil;&atilde;o obscurecido por sentimentos doentios.<br /> Haver&aacute;, inclusive, quem passe a nos evitar, a fim de n&atilde;o ter contato com essa descarga de mau humor ou de depress&atilde;o.<br /> Por outro lado, se nos expressamos mediante palavras de engrandecimento, bem-estar, alegria e paz, nossa boca se tornar&aacute; instrumento da esperan&ccedil;a e da fraternidade.<br /> E quem nos ouvir deduzir&aacute; que trazemos a alma clara, iluminada por sentimentos saud&aacute;veis.<br /> Haver&aacute; at&eacute; quem nos procure, para ter contato com a torrente de otimismo e serenidade que deixamos escapar dos l&aacute;bios.<br /> &Eacute; bem verdade que passamos a maior parte do tempo alternando entre momentos risonhos e os de raiva ou tristeza.<br /> Por isso, o nosso desafio di&aacute;rio &eacute; tornar cada vez mais freq&uuml;entes os estados de &acirc;nimo felizes.<br /> Nossa tarefa &eacute; nos educar para que nossos l&aacute;bios sejam instrumentos do bem que habita em n&oacute;s.<br /> &Eacute; essencial moderar a l&iacute;ngua, medir as palavras, pensar antes de falar.<br /> Melhor ainda: &eacute; imprescind&iacute;vel educar os sentimentos, disciplinar a mente, ser firme no combate ao desejo por reclama&ccedil;&otilde;es, fofocas e coment&aacute;rios ferinos.<br /> Somos respons&aacute;veis pelo impacto de nossas palavras, pensamentos e atitudes.<br /> Sim, pois as palavras t&ecirc;m for&ccedil;a e podem causar tremendos impactos sobre a vida alheia. Que este impacto seja, ent&atilde;o, positivo.<br /> Que cada uma de nossas palavras seja de est&iacute;mulo, amizade, fraternidade, pacifica&ccedil;&atilde;o.<br /> Mesmo quando discordarmos, sejamos moderados, prudentes e bondosos.<br /> N&atilde;o esque&ccedil;amos: sempre h&aacute; um sabor para p&ocirc;r nas palavras: a do&ccedil;ura do mel ou o amargor do fel.<br /> A escolha &eacute; inteiramente de cada um.<br /> Pensemos Nisso.<br />

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