Capa de PENSE NISSO

PODCAST · 3393 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

Compartilhar

Episódios

Ordenar por:Mais recentes
CALAR A DISCÓRDIA
24 Fev 20153:52EP 193

CALAR A DISCÓRDIA

&nbsp;Calar a Disc&oacute;rdia<br /> <br /> <br /> Se todos os homens pensassem do mesmo modo, o marasmo e a mesmice tomariam conta do mundo.<br /> Ocorre que conviver em harmonia com o diferente pressup&otilde;e maturidade.<br /> Em qualquer g&ecirc;nero de relacionamento humano, &eacute; necess&aacute;rio respeitar o pr&oacute;ximo. <br /> No &acirc;mbito profissional, busca-se o crescimento da empresa na qual se participa.<br /> Na esfera familiar, colima-se a educa&ccedil;&atilde;o e o preparo de seus membros para a vida, em um contexto de dignidade.<br /> O fato de algu&eacute;m discordar de suas id&eacute;ias n&atilde;o significa que esteja contra voc&ecirc;.<br /> A conviv&ecirc;ncia humana raramente deixa de produzir algum atrito.<br /> Mas &eacute; preciso saber calar a disc&oacute;rdia.<br /> Se o embate de id&eacute;ias e posi&ccedil;&otilde;es n&atilde;o &eacute; ruim, a agressividade e o radicalismo sempre o s&atilde;o.<br /> Pense sobre as institui&ccedil;&otilde;es que voc&ecirc; integra.<br /> Sua presen&ccedil;a em tais ambientes visa ao interesse coletivo, ou &agrave; exalta&ccedil;&atilde;o de seu ego?<br /> &Eacute; melhor afastar-se delas do que, por mesquinharia, ser causa de desestabiliza&ccedil;&atilde;o e brigas.<br /> Mas o ideal &eacute; aprender a sacrificar seu interesse pessoal em prol de uma causa maior.<br /> Se uma controv&eacute;rsia surge, reflita com serenidade sobre os pontos de vista envolvidos.<br /> Caso sua posi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o seja defens&aacute;vel, abdique dela.<br /> Procure ser um elemento pacificador nos meios em que se movimenta.<br /> H&aacute; pouca coisa t&atilde;o cansativa quanto um altercador contumaz.<br /> Certas posturas s&atilde;o toler&aacute;veis apenas em pessoas muito jovens.<br /> Na maturidade, a rebeldia e a vaidade sistem&aacute;ticas s&atilde;o rid&iacute;culas.<br /> N&atilde;o canse seus semelhantes, com posi&ccedil;&otilde;es inflex&iacute;veis e injustific&aacute;veis.<br /> Aprenda a ceder e a compatibilizar, quando isso n&atilde;o comprometer sua honestidade e sua &eacute;tica.<br /> De que lhe adianta vencer um debate, se a causa que voc&ecirc; defende sofre com isso?<br /> O homem s&aacute;bio identifica quando deve avan&ccedil;ar e quando deve recuar.<br /> Mas sempre o faz de forma sincera e digna.<br /> De nada adianta afetar concord&acirc;ncia e semear a disc&oacute;rdia nos bastidores.<br /> A dissimula&ccedil;&atilde;o e a intriga s&atilde;o indignas de uma pessoa honrada.<br /> Reflita sobre isso, quando se vir envolvido em debates e contendas.<br /> Quando se engajar em uma causa, sirva-a com desinteresse.<br /> Jamais se permita servir-se dela para aparecer.<br /> Mas principalmente nunca a prejudique por radicalismo e imaturidade.<br /> Pense nisso, mas pense agora.<br />

SÓCRATES E A IMORTALIDADE DA ALMA
23 Fev 20155:14EP 192

SÓCRATES E A IMORTALIDADE DA ALMA

&nbsp;S&oacute;crates e a imortalidade da alma<br /> <br /> <br /> No ano 399 antes da era crist&atilde;, o Tribunal dos Heliastas, composto por representantes das dez tribos que compunham a democrata Atenas, reunia-se com seus 501 membros para cumprir uma obriga&ccedil;&atilde;o bastante dif&iacute;cil.<br /> Representantes do povo, escolhidos aleatoriamente, estavam ali para julgar o fil&oacute;sofo S&oacute;crates.<br /> O pensador era acusado de recusar os deuses do Estado, e de corromper a juventude.<br /> Figura muito controversa, S&oacute;crates era admirado por uns, criticado por outros.<br /> Tinha costume de andar pelas ruas com grupos de jovens, ensinando-os a pensar, a questionar seus pr&oacute;prios conhecimentos sobre as coisas e sobre si mesmos.<br /> S&oacute;crates desenvolveu a arte do di&aacute;logo, sempre na procura da verdade no interior do homem.<br /> Seus dizeres &ldquo;S&oacute; sei que nada sei&rdquo; representam a sapi&ecirc;ncia maior de um ser, reconhecendo sua ignor&acirc;ncia, reconhecendo que precisava aprender, buscar a verdade.<br /> Por isso foi s&aacute;bio, e al&eacute;m de s&aacute;bio, deu exemplos de conduta moral inigual&aacute;veis.<br /> Viveu na simplicidade e sempre refletiu a respeito do mundo materialista, dos valores ilus&oacute;rios dos seres, e das cren&ccedil;as vigentes em sua sociedade.<br /> Frente a seus acusadores foi capaz de lhes deixar li&ccedil;&otilde;es important&iacute;ssimas, como quando afirmou:<br /> &ldquo;N&atilde;o tenho outra ocupa&ccedil;&atilde;o sen&atilde;o a de vos persuadir a todos, tanto velhos como novos, de que cuideis menos de vossos corpos e de vossos bens do que da perfei&ccedil;&atilde;o de vossas almas.&rdquo;<br /> O grande fil&oacute;sofo foi condenado &agrave; morte por cerca de 60 votos de diferen&ccedil;a.<br /> A grande maioria torcia para que ele tentasse negociar sua pena, assumindo o crime, e tentasse livrar-se da puni&ccedil;&atilde;o capital, com pagamento de algumas moedas.<br /> Com certeza, todos sairiam com as consci&ecirc;ncias menos culpadas.<br /> Todos, menos S&oacute;crates que, de forma alguma, permitiu-se ir contra seus princ&iacute;pios de moralidade &iacute;ntimos. Assim, aceitou a pena imposta.<br /> Preso por cerca de 40 dias, teve chance de escapar, dado que seus amigos conseguiram uma forma il&iacute;cita de dar-lhe a liberdade.<br /> N&atilde;o a aceitou. N&atilde;o permitiu ser desonesto com a lei, por mais que esta o houvesse condenado injustamente. Mais uma vez exemplificou a grandeza de sua alma.<br /> E foram extremamente tranq&uuml;ilos os &uacute;ltimos instantes de S&oacute;crates na Terra.<br /> Uma calma espantosa invadia seu semblante, e causava admira&ccedil;&atilde;o em todos que iam visit&aacute;-lo.<br /> Indagado a respeito de tal sentimento, o pensador revelou o que lhe animava o esp&iacute;rito:<br /> &ldquo;Todo homem que chega aonde vou agora, que enorme esperan&ccedil;a n&atilde;o ter&aacute; de que possuir&aacute; ali o que buscamos nesta vida com tanto trabalho!<br /> Este &eacute; o motivo de que esta viagem que ordenam me traz t&atilde;o doce esperan&ccedil;a.&rdquo;<br /> Sim, S&oacute;crates tinha a certeza &iacute;ntima da imortalidade da alma, e deixou isso bem claro em v&aacute;rios momentos de seus di&aacute;logos.<br /> A perspic&aacute;cia de seus pensamentos e reflex&otilde;es j&aacute; haviam chegado a tal conclus&atilde;o l&oacute;gica.<br /> O grande fil&oacute;sofo partia, certo de que continuaria seu trabalho, de que prosseguiria pensando, dialogando, e de que desvendaria um novo mundo, uma nova perspectiva da vida, que &eacute; uma s&oacute;, sem morte, sem destrui&ccedil;&atilde;o.<br /> * * *<br /> Que possamos todos, a exemplo de S&oacute;crates, deixar este mundo com o cora&ccedil;&atilde;o repleto de esperan&ccedil;a e sem medo.<br /> Pense Nisso, mas pense agora!<br /> <br /> <br /> Texto da Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base no livro O F&eacute;don, de Plat&atilde;o, Cole&ccedil;&atilde;o Filosofia &ndash; Textos n&ordm; 4. ed. Porto e no livro Apologia de S&oacute;crates, de Plat&atilde;o, Cole&ccedil;&atilde;o Aos pensadores, ed. Nova Cultural. <br />

O NOSSO DESAMOR DE CADA DIA
21 Fev 20153:49EP 191

O NOSSO DESAMOR DE CADA DIA

&nbsp;O Nosso desamor de cada dia.<br /> <br /> <br /> Dia desses passamos por uma rua e nos chamou a aten&ccedil;&atilde;o um grande muro, &agrave; frente de uma casa.<br /> <br /> Com todo capricho, o muro estava pintado com uma cor clara e, pequenos canteiros, com flores mi&uacute;das, haviam sido colocados &agrave; beira da cal&ccedil;ada.<br /> <br /> Um primor! Infelizmente, bem no meio do muro, havia sido escrito em letras pretas, tortas, grotescas, destoando totalmente da beleza e bom gosto do dono da casa: Jesus te ama!<br /> <br /> A mensagem &eacute; positiva, no entanto, pichar propriedade alheia mostra, em primeira m&atilde;o, que n&oacute;s ainda n&atilde;o aprendemos a amar nosso irm&atilde;o.<br /> <br /> N&atilde;o respeitar a propriedade alheia, n&atilde;o preservar o que outro gastou em economias, em trabalho, em esfor&ccedil;o, para conseguir &eacute; falta total de amor.<br /> E o pior do nosso desamor ao pr&oacute;ximo, &eacute; quando somos religiosos, e a pretexto de levar &ldquo;A palavra de Deus&rdquo;, colocamos o volume do som do templo no ultimo, incomodando outros irm&atilde;os da vizinhan&ccedil;a, que n&atilde;o professam da mesma f&eacute; .<br /> E quando colocamos o nosso carro na frente de nossa casa e abrimos as portas, para ouvir musicas do nosso gosto em volume t&atilde;o alto, que o nosso vizinho &eacute; obrigado ouvir o que n&oacute;s gostamos, sem respeitar a liberdade que o mesmo tem, de n&atilde;o ouvir as musicas de nossa prefer&ecirc;ncia.E muitas vezes nos esquecemos, que pode haver uma pessoa enferma e que necessita de repouso nessa mesma casa. <br /> <br /> <br /> E nosso desamor ao pr&oacute;ximo continua. Basta olharmos para nosso planeta. Aplaudimos os discursos dos que nos conclamam ao mundo sustent&aacute;vel, &agrave; reciclagem do lixo, &agrave; coleta seletiva e tudo o mais.<br /> <br /> Comparecemos a caminhadas que objetivam conscientizar a todos a respeito da correta postura ecol&oacute;gica. Contudo, muitos de n&oacute;s vamos deixando pelo caminho as marcas da nossa passagem: copos e garrafas descart&aacute;veis, pap&eacute;is de bala...<br /> <br /> E n&atilde;o estaremos amando nosso pr&oacute;ximo enquanto nos &ocirc;nibus as pessoas idosas, gestantes, com crian&ccedil;as ao colo estiverem em p&eacute; e n&oacute;s fingirmos dormir para n&atilde;o lhes dar o lugar.<br /> <br /> Nem mesmo quando alardeamos que temos TV a cabo em casa, mas nada pagamos por ela, porque puxamos o cabo da casa do vizinho.<br /> <br /> Enquanto n&atilde;o houver o m&iacute;nimo respeito pela propriedade do outro, pelos bens p&uacute;blicos, ainda estaremos estacionados no desamor.<br /> <br /> Enquanto acreditarmos que o bom mesmo &eacute; ser esperto e passar o outro para tr&aacute;s e ainda nos vangloriarmos do feito, n&atilde;o estaremos no caminho do amor.<br /> <br /> Enquanto ensinarmos, por nossos atos, &agrave;s gera&ccedil;&otilde;es futuras que o bom &eacute; ficar rico, da noite para o dia, n&atilde;o importando os m&eacute;todos; que o bom &eacute; sempre levar vantagem em tudo, ainda estacionamos no desamor.<br /> <br /> Pensemos nisso: quem ama serve ao semelhante, ajuda a planta e socorre o animal.<br /> <br /> Quem ama, preserva o mundo em que vive e que o seu irm&atilde;o tamb&eacute;m vive.<br /> <br /> Todos desejamos um mundo melhor, mais justo, sadio e agrad&aacute;vel.<br /> <br /> Lembremos que tudo depende de n&oacute;s, de cada um de n&oacute;s.<br /> Pensemos nisso.<br /> <br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br />

TUDO É TRANSITORIO
19 Fev 20154:27EP 190

TUDO É TRANSITORIO

&nbsp;Tudo &eacute; transit&oacute;rio<br /> <br /> Um redator de importante revista nacional escreveu, em um de seus artigos, algo que nos levou a reflex&otilde;es a respeito da vida que levamos.<br /> Escreveu ele que pode at&eacute; n&atilde;o ser verdade. Talvez a Hist&oacute;ria n&atilde;o comprove o fato, contudo, &eacute; uma excelente ideia.<br /> Na Roma antiga, quando um general voltava de uma campanha vitoriosa no estrangeiro, fazia-se uma grande prociss&atilde;o pela cidade.<br /> O povo sa&iacute;a &agrave;s ruas para assistir o desfile triunfal do comandante vencedor e homenagear a grandeza que ele trazia para a p&aacute;tria.<br /> Era a honra m&aacute;xima que um cidad&atilde;o romano podia almejar. Mas, para chegar a isso, ele devia ter trabalhado muito por Roma.<br /> Ele devia ter matado em combate pelo menos cinco mil soldados inimigos; tinha de mostrar os chefes derrotados, que desfilavam atr&aacute;s do seu carro; devia ter enfrentado um ex&eacute;rcito, no m&iacute;nimo, equivalente ao seu.<br /> E, acima de tudo, devia trazer a sua tropa de volta para casa porque um l&iacute;der &eacute; respons&aacute;vel pelos seus liderados.<br /> Entretanto, os romanos, que passaram &agrave; Hist&oacute;ria como os s&iacute;mbolos do orgulho, paradoxalmente tinham em alta conta a mod&eacute;stia pessoal.<br /> Como, ent&atilde;o, receber toda essa homenagem, desfilar vitorioso pela multid&atilde;o como um rei, ser ovacionado como o grande triunfador e n&atilde;o se encher de soberba?<br /> &Eacute; a&iacute; que aparece a grande ideia. Logo atr&aacute;s do general vitorioso, no mesmo carro puxado por quatro cavalos, que ele conduzia, ficava um escravo.<br /> De tanto em tanto tempo, ele dizia baixinho, no ouvido do triunfador: Memento mori. Ou seja:Lembre-se de que voc&ecirc; vai morrer um dia.<br /> Com certeza, nada melhor para baixar a soberba de qualquer alta autoridade que come&ccedil;a a se achar o bom, o melhor.<br /> <br /> Lembre-se de que voc&ecirc; vai morrer um dia. Essa a reflex&atilde;o que, de tempos em tempos, seria oportuno nos permitirmos.<br /> N&atilde;o somos imortais na carne, embora alguns, antecipando novas e surpreendentes conquistas da ci&ecirc;ncia m&eacute;dica, apregoem que chegar&aacute; o dia em que n&atilde;o mais haveremos de morrer. Seria tr&aacute;gico e enfadonho.<br /> Isso se chama dinamismo e renova&ccedil;&atilde;o. Mas, lembrar que teremos fim um dia, que nossos eventuais inimigos tamb&eacute;m haver&atilde;o de morrer, que tudo passa, &eacute; medida salutar.<br /> Nada &eacute; perene, sobre a Terra. Passam as quest&otilde;es corriqueiras, o poder, a autoridade humana, a vida f&iacute;sica.<br /> O que hoje &eacute;, amanh&atilde; poder&aacute; deixar de ser.<br /> Assim reflexionando, n&atilde;o ficaremos agarrados a pretensos cargos, a fortunas, a interesses mesquinhos. Tudo &eacute; transit&oacute;rio na Terra.<br /> Hoje detemos o cargo, amanh&atilde; estar&aacute; em outras m&atilde;os. Hoje comandamos centenas de pessoas,amanh&atilde; essas mesmas pessoas poder&atilde;o estar acompanhando nosso funeral.<br /> Assim sendo, semeemos o bem, fa&ccedil;amos nosso melhor como se hoje fosse nosso &uacute;ltimo dia neste mundo. Amemos, abracemos, fa&ccedil;amos nosso melhor porque o amanh&atilde; poder&aacute; nos surpreender nos campos de uma realidade que apenas supomos, mas temos a certeza absoluta.<br /> Pensemos nisso.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com dados iniciais colhidos no<br /> artigo de J. R. Guzzo, publicado na revista Veja, de 29 de agosto de<br /> 2012.<br />

O ÓBVIO
17 Fev 20153:33EP 188

O ÓBVIO

&nbsp;O &oacute;bvio<br /> <br /> <br /> Certa vez, um amigo abordou o m&eacute;dium Chico Xavier e lhe perguntou:<br /> Chico, na sua opini&atilde;o, qual &eacute; o homem mais rico?<br /> Para mim, respondeu ele, o homem mais rico &eacute; o que tenha menos necessidades.<br /> Arriscando nova pergunta, o companheiro quis saber:<br /> E o homem mais justo e s&aacute;bio?<br /> Com o fraterno sorriso de sempre, ele voltou a responder:<br /> O homem mais justo e s&aacute;bio &eacute; o que cumpre com o dever.<br /> Mas - voltou a insistir o homem, certamente querendo uma resposta ou revela&ccedil;&atilde;o diferente - o que voc&ecirc; est&aacute; me dizendo &eacute; o &oacute;bvio!<br /> Sem parar o que estava fazendo e, com a espontaneidade de sempre, Chico terminou dizendo:<br /> Meu filho, tudo que est&aacute; no Evangelho &eacute; o &oacute;bvio!<br /> N&atilde;o existem segredos nem mist&eacute;rios para o bem proceder. Nada mais &oacute;bvio que a verdade!<br /> O nosso problema &eacute; justamente este: queremos alcan&ccedil;ar o c&eacute;u, vivendo fora do &oacute;bvio na Terra!<br /> * * *<br /> A palavra &oacute;bvio vem do latim obvius e significa tudo aquilo que &eacute; evidente, &agrave; vista, lugar-comum.<br /> Ela &eacute; formada de ob, que representa &agrave; frente; e de via, que significa caminho.<br /> Assim, ela indica aquilo que est&aacute; &agrave; nossa frente, sem ser segredo ou estar escondido, o que salta &agrave; vista.<br /> Chico Xavier, na sua humildade de sempre, mostrou excelsa sabedoria ao apontar uma caracter&iacute;stica humana dos dias atuais: a de complicar o que &eacute; extremamente simples.<br /> Assim criamos f&oacute;rmulas, palavras m&aacute;gicas, receitas e esquemas mil, para entender o que sempre esteve t&atilde;o claro nas li&ccedil;&otilde;es que h&aacute; mais de dois mil anos s&atilde;o ensinadas.<br /> Por vezes, parece que a fuga do &oacute;bvio &eacute; fuga da responsabilidade.<br /> Responsabilidade de quem j&aacute; sabe o que deve fazer, de quem j&aacute; tem o conhecimento, mas deixa a a&ccedil;&atilde;o, a mudan&ccedil;a, a renova&ccedil;&atilde;o sempre para amanh&atilde;.<br /> Por que relutamos tanto em entender o &oacute;bvio? Ser&aacute; entendimento o que falta? Acreditamos que n&atilde;o. Nossa gera&ccedil;&atilde;o j&aacute; tem entendimento e intelig&ecirc;ncia suficientes.<br /> O que falta &eacute; o movimento interior da mudan&ccedil;a, de deixar as paix&otilde;es negativas para tr&aacute;s.<br /> As li&ccedil;&otilde;es dos sacerdotes, pastores e palestrantes esp&iacute;ritas, embasadas no Evangelho, &eacute; o &oacute;bvio. O &oacute;bvio t&atilde;o necess&aacute;rio para acalmar nossas almas angustiadas com as incertezas do mundo.<br /> &Eacute; via segura &agrave; nossa frente, conduzindo &agrave; t&atilde;o sonhada felicidade.<br /> Pense Nisso!<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base no texto do Momento Esp&iacute;rita<br />

SER COMO SE JÁ NÃO FÔSSEMOS
14 Fev 20154:04EP 187

SER COMO SE JÁ NÃO FÔSSEMOS

&nbsp;Ser como se j&aacute; n&atilde;o f&ocirc;ssemos<br /> <br /> &Eacute; preciso n&atilde;o esquecer nada:<br /> nem a torneira aberta nem o fogo aceso,<br /> nem o sorriso para os infelizes,<br /> nem a ora&ccedil;&atilde;o de cada instante.<br /> &Eacute; preciso n&atilde;o esquecer de ver a nova borboleta, nem o c&eacute;u de sempre.<br /> O que &eacute; preciso &eacute; esquecer o nosso rosto, o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.<br /> O que &eacute; preciso esquecer &eacute; o dia carregado de atos, a ideia de recompensas e de gl&oacute;ria.<br /> O que &eacute; preciso &eacute; ser como se j&aacute; n&atilde;o f&ocirc;ssemos, vigiados pelos pr&oacute;prios olhos, severos conosco, pois o resto... o resto n&atilde;o nos pertence.<br /> * * *<br /> Cec&iacute;lia Meirelles nos faz pensar e viajar por entre suas palavras singelas e profundas.<br /> Seria poss&iacute;vel viver como se j&aacute; n&atilde;o f&ocirc;ssemos, em um mundo de tangibilidade plena como o nosso?<br /> Seria poss&iacute;vel como que viver em dimens&otilde;es diferentes ao mesmo tempo? E, ser&aacute; que j&aacute; n&atilde;o vivemos?<br /> H&aacute; uma parte de n&oacute;s vivendo na esfera ponder&aacute;vel, da mat&eacute;ria, das necessidades de sobreviv&ecirc;ncia.<br /> H&aacute; outra, habitante do eterno, onde os espelhos do mundo n&atilde;o refletem nada, imponder&aacute;vel, espiritual.<br /> Viver como se j&aacute; n&atilde;o f&ocirc;ssemos, pode significar estar no mundo, sem ser do mundo.<br /> Dependemos do material para a sobreviv&ecirc;ncia, para a manuten&ccedil;&atilde;o da encarna&ccedil;&atilde;o.<br /> Por&eacute;m, nosso cora&ccedil;&atilde;o, nossas mais valiosas energias podem estar sendo investidas nessa vida maior, na vida eterna do Esp&iacute;rito imortal.<br /> Quando investimos no amor, na doa&ccedil;&atilde;o, no sorriso para os infelizes ao nosso redor, estamos sendo como se j&aacute; n&atilde;o f&ocirc;ssemos, pois estamos vivendo o espiritual, o permanente, acima do ef&ecirc;mero, do passageiro.<br /> Quando investimos no autoconhecimento, buscando em n&oacute;s, diariamente, o que precisa de reforma, estamos sendo como se j&aacute; n&atilde;o f&ocirc;ssemos.<br /> Quando n&atilde;o esperamos as recompensas e gl&oacute;rias do mundo, vivendo com leveza o dia carregado de atos, estamos sendo como se j&aacute; n&atilde;o f&ocirc;ssemos.<br /> Severos conosco, no sentido de vigiarmos nossos pensamentos e atos, dando conta de nossa pr&oacute;pria administra&ccedil;&atilde;o.<br /> N&atilde;o a severidade que pune, que enche de culpa, mas aquela que previne e que corrige sempre, evitando perdermos tempo em caminhos infelizes.<br /> E o resto... o resto n&atilde;o nos pertence.<br /> Pertencem a Deus a Lei e a Justi&ccedil;a. Pertence &agrave; consci&ecirc;ncia de cada um seu pr&oacute;prio julgamento.<br /> * * *<br /> L&eacute;on Denis, grande s&aacute;bio do s&eacute;culo 18, em sua obra Depois da morte, ensina:dolorosa, cheia de ang&uacute;stias para uns, a morte n&atilde;o &eacute;, para outros, sen&atilde;o um sono agrad&aacute;vel seguido de um despertar silencioso.<br /> O desprendimento &eacute; f&aacute;cil para aquele que previamente se desligou das coisas deste mundo, para aquele que aspira aos bens espirituais e que cumpriu os seus deveres.<br /> .<br /> Ainda h&aacute; tempo de escolher. Ainda h&aacute; tempo de se preparar. Pensemos nisso.<br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base no poema &Eacute; preciso n&atilde;o<br /> esquecer nada, do livro Poesia completa, de Cec&iacute;lia Meirelles, ed. Nova<br /> Fronteira e no cap. 30, do livro Depois da morte, de L&eacute;on Denis, ed. Feb.<br />

SERENIDADE
13 Fev 20155:14EP 186

SERENIDADE

&nbsp;A SERENIDADE<br /> <br /> Voc&ecirc; j&aacute; parou para observar, algum dia, como as pessoas andam pelas ruas apreensivas?<br /> <br /> O semblante sempre carregado e o cenho franzido traduzem a ang&uacute;stia &iacute;ntima. A problem&aacute;tica em que se encontram mergulhados.<br /> <br /> Em alguns momentos, a impress&atilde;o que se tem &eacute; que a maioria das gentes anda em batalha interior constante.<br /> <br /> E nos perguntamos: Onde a serenidade? Em especial daqueles de n&oacute;s que ostentamos o adjetivo de sermos religiosos.<br /> <br /> Acaso teremos esquecido a exorta&ccedil;&atilde;o que diz: A cada dia basta o seu cuidado? <br /> <br /> &Eacute; por essa raz&atilde;o que, com regularidade, a Provid&ecirc;ncia Divina permite que Seus mission&aacute;rios visitem a Terra, travestidos em corpos humanos e nas mais variadas frentes de trabalho. <br /> <br /> Recordamos que em 1958, o Mundo assistiu &agrave; posse de mais um Papa. <br /> Aos 77 anos, &Acirc;ngelo Giuseppe Roncalli assumiu o papado com o nome de Jo&atilde;o XXIII. &Acirc;ngelo Roncalli era um homem que causava um impacto sempre favor&aacute;vel nas pessoas.<br /> <br /> Reconhecia claramente suas limita&ccedil;&otilde;es e era dotado de um vivo senso de humor.<br /> <br /> Surpreendeu pela coragem de inaugurar debates sobre temas intoc&aacute;veis at&eacute; ent&atilde;o. <br /> <br /> Em um documento asseverou que todos os homens t&ecirc;m direito de escolher a sua religi&atilde;o. <br /> <br /> Em 1960, num dos seus escritos, ele registrou uma p&aacute;gina com not&aacute;vel sentimento de religiosidade universal.<br /> <br /> Chama-se O Dec&aacute;logo da Serenidade e cont&eacute;m dez sugest&otilde;es de conduta para o homem que deseja a paz.<br /> <br /> 1&ordf; primeiro Procurarei viver pensando apenas no dia de hoje, exclusivamente neste dia, sem querer resolver todos os problemas da minha vida de uma s&oacute; vez.<br /> <br /> 2&ordf; segundo - Hoje, apenas hoje, procurarei ter o m&aacute;ximo cuidado na minha conviv&ecirc;ncia; cort&ecirc;s nas minhas maneiras, a ningu&eacute;m criticarei, nem pretenderei melhorar ou corrigir &agrave; for&ccedil;a ningu&eacute;m, sen&atilde;o a mim mesmo.<br /> <br /> 3&ordf; terceiro - Hoje, apenas hoje, serei feliz, na certeza de que fui criado para a felicidade, n&atilde;o s&oacute; no outro Mundo, mas tamb&eacute;m j&aacute; neste.<br /> <br /> 4&ordf; quarto - Hoje, apenas hoje, adaptar&not;-me-ei &agrave;s circunst&acirc;ncias, sem pretender que sejam todas as circunst&acirc;ncias a se adaptarem aos meus desejos.<br /> <br /> 5&ordf; quinto - Hoje, apenas hoje, dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura, recordando que, assim como o alimento &eacute; necess&aacute;rio para a vida do corpo, assim a boa leitura &eacute; necess&aacute;ria para a vida da alma.<br /> <br /> 6&ordf; sexto - Hoje, apenas hoje, farei uma boa a&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o direi a ningu&eacute;m.<br /> <br /> 7&ordf; s&eacute;timo - Hoje, apenas hoje, farei ao menos uma coisa que me custe fazer, e se me sentir ofendido nos meus sentimentos, procurarei que ningu&eacute;m o saiba.<br /> <br /> 8&ordf; oitavo - Hoje, apenas hoje, executarei um programa pormenorizado. Talvez n&atilde;o o cumpra perfeitamente, mas ao menos escrev&ecirc;-lo-ei. E fugirei de dois males: a pressa e a indecis&atilde;o.<br /> <br /> 9&ordf; nono - Hoje, apenas hoje, acreditarei firmemente, embora as circunst&acirc;ncias mostrem o contr&aacute;rio, que a Provid&ecirc;ncia de Deus se ocupa de mim como se n&atilde;o existisse mais ningu&eacute;m no Mundo.<br /> <br /> 10&ordf; d&eacute;cimo - Hoje, apenas hoje, n&atilde;o terei nenhum temor. De modo especial n&atilde;o terei medo de gozar o que &eacute; belo e de crer na bondade.<br /> * * *<br /> &emsp;<br /> <br /> <br /> O homem do futuro, que define as conquistas das virtudes nos esfor&ccedil;os do presente, descobre o imenso prazer de ser bom, humano e benevolente para com todos, sem distin&ccedil;&atilde;o de ra&ccedil;as, nem de cren&ccedil;as, porque em todos os homens v&ecirc; irm&atilde;os seus.<br /> <br /> Pense nisso! Mas, pense agora. <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no texto O dec&aacute;logo da serenidade,<br /> da Revista Reformador de agosto de 1996, ed. Feb. <br />

Nada tocando
PENSE NISSO
0:00
0:00