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PODCAST · 3393 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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O HOMEM E A MULHER
7 Mar 20153:40EP 201

O HOMEM E A MULHER

&nbsp;O HOMEM E A MULHER.<br /> <br /> <br /> O homem &eacute; a mais elevada das criaturas.<br /> A mulher &eacute; o mais sublime dos ideais.<br /> <br /> Deus fez para o homem um trono.<br /> Para a mulher, um altar.<br /> O trono exalta.<br /> O altar santifica.<br /> <br /> O homem &eacute; o c&eacute;rebro; a mulher &eacute; o cora&ccedil;&atilde;o.<br /> O c&eacute;rebro fabrica a luz; o cora&ccedil;&atilde;o produz Amor.<br /> A luz fecunda.<br /> O Amor ressuscita.<br /> <br /> O homem &eacute; forte pela raz&atilde;o.<br /> A mulher &eacute; invenc&iacute;vel pelas l&aacute;grimas.<br /> A raz&atilde;o convence.<br /> As l&aacute;grimas comovem.<br /> <br /> O homem &eacute; capaz de todos os hero&iacute;smos.<br /> A mulher, de todos os mart&iacute;rios.<br /> O hero&iacute;smo enobrece.<br /> O mart&iacute;rio sublima.<br /> <br /> O homem tem a supremacia.<br /> A mulher, a prefer&ecirc;ncia.<br /> A supremacia significa a for&ccedil;a.<br /> A prefer&ecirc;ncia representa o direito.<br /> <br /> O homem &eacute; um g&ecirc;nio; a mulher, um anjo.<br /> O g&ecirc;nio &eacute; imensur&aacute;vel; <br /> o anjo &eacute; indefin&iacute;vel.<br /> Contempla-se o infinito.<br /> Admira-se o inef&aacute;vel. <br /> A aspira&ccedil;&atilde;o do homem &eacute; a suprema gl&oacute;ria.<br /> A aspira&ccedil;&atilde;o da mulher &eacute; a virtude extrema.<br /> A gl&oacute;ria tudo engrandece,<br /> A virtude tudo diviniza.<br /> <br /> O homem &eacute; um c&oacute;digo.<br /> A mulher, um evangelho.<br /> O c&oacute;digo corrige.<br /> O evangelho aperfei&ccedil;oa.<br /> <br /> O homem pensa.<br /> A mulher sonha.<br /> Pensar &eacute; ter no cr&acirc;nio uma larva.<br /> Sonhar &eacute; ter na fronte uma aur&eacute;ola.<br /> <br /> O homem &eacute; um oceano.<br /> A mulher um lago.<br /> O oceano tem a p&eacute;rola que adorna.<br /> O lago, a poesia que deslumbra.<br /> <br /> O homem &eacute; a &aacute;guia que voa.<br /> A mulher &eacute; o rouxinol que canta.<br /> Voar &eacute; dominar o espa&ccedil;o.<br /> Cantar &eacute; conquistar a alma.<br /> <br /> O homem &eacute; um templo.<br /> A mulher &eacute; o sacr&aacute;rio.<br /> Ante o templo nos descobrimos.<br /> Ante o sacr&aacute;rio nos ajoelhamos.<br /> <br /> Enfim, o homem est&aacute; colocado onde termina a terra.<br /> E a mulher onde come&ccedil;a o c&eacute;u.<br />

O  QUE FAZEMOS NÓS?
4 Mar 20154:20EP 199

O QUE FAZEMOS NÓS?

&nbsp;O que fazemos n&oacute;s?<br /> <br /> Muito embora conte-se a m&atilde;os cheias, no mundo, as calamidades, as dores e as dificuldades, em todos os cantos h&aacute; quem semeie amor, paz e solidariedade.<br /> Muito embora fale-se em cat&aacute;strofes, crimes hediondos e barb&aacute;ries, nunca houve, como hoje, tanta solidariedade, abnega&ccedil;&atilde;o e amor ao pr&oacute;ximo.<br /> Assim, ser&aacute; sempre o que cada um de n&oacute;s escolher para valorizar que dar&aacute; as tintas do que nossa sociedade vem passando.<br /> O mundo sempre foi feito de contrastes.<br /> Na multid&atilde;o, que somos todos n&oacute;s, estamos cada um na sua faixa de evolu&ccedil;&atilde;o e amadurecimento, fruto da pr&oacute;pria conquista individual.<br /> Assim, nada mais natural que alguns se comprazam com a guerra, enquanto outros semeiem a paz.<br /> N&atilde;o soa t&atilde;o incoerente que alguns colecionem fortunas vazias e sem nexo, enquanto outros trabalhem na solidariedade fraterna.<br /> Alguns mais amadurecidos, outros nem tanto.<br /> Vale a pena lembrar que, neste caldo que &eacute; nossa humanidade, cada um de n&oacute;s responde apenas por aquilo que faz.<br /> Assim, a maldade alheia ser&aacute; sempre do outro, enquanto n&atilde;o a abrigarmos em nossa intimidade.<br /> A viol&ecirc;ncia do pr&oacute;ximo estar&aacute; manchando apenas as m&atilde;os dos outros, enquanto n&atilde;o nos apropriarmos dela como forma de conduta pessoal.<br /> Inevitavelmente, esses comportamentos, tantas vezes esdr&uacute;xulos e desequilibrados, nos chocam, nos provocam repulsa, gerando coment&aacute;rios de indigna&ccedil;&atilde;o.<br /> Nada obstante, resta-nos indagar: o que fazemos n&oacute;s diante de tanta desfa&ccedil;atez?<br /> Se tantos se locupletam no roubo e na corrup&ccedil;&atilde;o, estamos educando nossos filhos nas virtudes da honestidade e da honradez?<br /> Se muitos se utilizam da viol&ecirc;ncia para conseguir destaque, amealhar seguidores, ou como conduta de vida, ser&aacute; que estamos promovendo a paz com nossas atitudes e coment&aacute;rios?<br /> A sociedade &eacute; o espelho de seus cidad&atilde;os, com sua maturidade e seus valores.<br /> Se desejamos que ela se modifique, comecemos por n&oacute;s.<br /> Nossos valores e atitudes contribuir&atilde;o para um mundo melhor, ou somar&atilde;o para o desequil&iacute;brio vigente.<br /> Tudo &eacute; uma quest&atilde;o de escolha.<br /> Dessa forma, todas as vezes que desejarmos mudar o mundo, que anelarmos por valores elevados, essa &eacute; a hora de come&ccedil;armos a mudar a n&oacute;s mesmos.<br /> A reestrutura&ccedil;&atilde;o do mundo passa inevitavelmente pela reestrutura de cada um de n&oacute;s.<br /> Dia vir&aacute; em que, cansada e exaurida dos valores vazios e infelizes com os quais elegeu caminhar, nossa sociedade buscar&aacute; outros par&acirc;metros.<br /> Enquanto isso, que possamos dar in&iacute;cio a essa sociedade mais equilibrada e nobre com a qual todos sonhamos.<br /> Ante a espera de mudan&ccedil;as mais intensas e significativas, busquemos implementar em nosso mundo &iacute;ntimo tudo o que desejamos seja um dia a t&ocirc;nica do nosso mundo.<br /> Pensemos nisso. Fa&ccedil;amos isso.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br />

FUI AJUDÁ-LO A CHORAR
3 Mar 20154:35EP 198

FUI AJUDÁ-LO A CHORAR

&nbsp;Fui ajud&aacute;-lo a Chorar<br /> <br /> <br /> Como anda seu envolvimento com as outras pessoas?<br /> Voc&ecirc; &eacute; daqueles que se fecha em seus problemas, em suas dificuldades, nem sequer querendo saber se existe algu&eacute;m &agrave; sua volta que precisa de ajuda?<br /> Ou voc&ecirc; &eacute; daquelas almas que j&aacute; consegue se envolver com as dores alheias, procurando diminu&iacute;-las, ou pelo menos n&atilde;o deixando que algu&eacute;m sofra na solid&atilde;o?<br /> H&aacute; uma certa passagem que pode ilustrar isso. Foi vivida pelo autor Leo Buscaglia, quando, certa vez, foi convidado a ser jurado de um concurso numa escola. O tema da competi&ccedil;&atilde;o era: A crian&ccedil;a que mais se preocupa com os outros.<br /> O vencedor foi um menino cujo vizinho &ndash; um senhor de mais de oitenta anos &ndash; acabara de ficar vi&uacute;vo. Ao notar o velhinho no seu quintal, em l&aacute;grimas, o garoto pulou a cerca, sentou-se no seu colo e ali ficou por muito tempo.<br /> Quando voltou para sua casa, a m&atilde;e lhe perguntou o que dissera ao pobre homem.<br /> Nada. &ndash; Disse o menino &ndash; Ele tinha perdido a sua mulher, e isso deve ter do&iacute;do muito. Eu fui apenas ajud&aacute;-lo a chorar.<br /> * * *<br /> A pureza do cora&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as &eacute; sempre fonte de ensinamentos profundos.<br /> Geralmente costumamos dizer que n&atilde;o estamos aptos a ajudar algu&eacute;m, por n&atilde;o sermos capazes, ou porque sabemos t&atilde;o pouco para consolar.<br /> Para muitos, essa &eacute; uma posi&ccedil;&atilde;o de fuga, uma desculpa que encontramos para mascarar o ego&iacute;smo que ainda grita dentro de nossa alma, dizendo que precisamos primeiro cuidar de n&oacute;s mesmos, e que os outros s&atilde;o menos importantes.<br /> Para outros, isso reflete a falta de esclarecimento, pois precisamos compreender que todos temos capacidade de auxiliar.<br /> N&atilde;o nos preocupemos se n&atilde;o conhecemos palavras bonitas para dizer, ou se n&atilde;o podemos conceber uma sa&iacute;da miraculosa para uma dificuldade que algu&eacute;m atravesse.<br /> Nossa companhia, nosso ombro amigo, nosso dizer Estou aqui com voc&ecirc;, s&atilde;o atitudes muito importantes.<br /> Muitas vezes, o que as pessoas precisam &eacute; de algu&eacute;m para chorar ao seu lado, para estar ali, afastando o fantasma da solid&atilde;o para longe, e n&atilde;o permitindo que os pensamentos depressivos tomem conta de seu senso.<br /> Outras vezes, mais importante que os conselhos, que as li&ccedil;&otilde;es de moral, &eacute; o nosso abra&ccedil;o apertado, nosso tempo para ouvir o desabafo de algu&eacute;m.<br /> N&atilde;o precisamos ter todas as respostas e solu&ccedil;&otilde;es dos problemas do mundo em nossas m&atilde;os, para conseguir ajudar.<br /> Os verdadeiros her&oacute;is s&atilde;o aqueles que ofertam o que t&ecirc;m, o que sabem, e, mais do que tudo, ofertam seus sentimentos, suas l&aacute;grimas aos outros.<br /> Voc&ecirc; sabia?<br /> Voc&ecirc; sabia que n&atilde;o precisamos dizer Meus p&ecirc;sames, &agrave;s pessoas, quando enfrentam a morte de um ente querido?<br /> O dicion&aacute;rio nos diz que a palavra p&ecirc;sames, significa pesar pelo falecimento ou infort&uacute;nio de algu&eacute;m. Assim sendo, torna-se um termo muito pesado, j&aacute; que aprendemos a compreender a morte, n&atilde;o como um desastre, um infort&uacute;nio, e sim uma passagem, uma mudan&ccedil;a na vida daquele que parte, e daqueles que ficam.<br /> N&atilde;o nos preocupemos em ter algo para dizer. Um abra&ccedil;o fala mais do que mil palavras. Uma prece silenciosa &eacute; como uma brisa suave consolando os cora&ccedil;&otilde;es que passam por esse momento.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. O que mais se<br /> preocupava, do livro Hist&oacute;rias para pais, filhos e netos, de Paulo<br /> Coelho, ed. Globo.<br />

A CULPA É DA CARNE
2 Mar 20153:58EP 197

A CULPA É DA CARNE

&nbsp;A culpa &eacute; da carne?<br /> <br /> Quando algu&eacute;m procura uma desculpa para justificar os seus erros, &eacute; comum ouvirmos a afirmativa de que a carne &eacute; fraca.<br /> A culpa, portanto, &eacute; da carne, ou seja, do corpo f&iacute;sico.<br /> Hahnemann, criador da Medicina Homeop&aacute;tica, fez a seguinte afirmativa:<br /> O corpo n&atilde;o d&aacute; c&oacute;lera &agrave;quele que n&atilde;o a tem, do mesmo modo que n&atilde;o d&aacute; os outros v&iacute;cios. Todas as virtudes e todos os v&iacute;cios s&atilde;o inerentes ao Esp&iacute;rito. Caso Contrario, onde estariam o m&eacute;rito e a responsabilidade?<br /> Uma inteligente constata&ccedil;&atilde;o, pois cont&eacute;m grandes verdades.<br /> Culpar o corpo pelas nossas fraquezas equivaleria a culpar a roupa que estamos usando por um acesso de c&oacute;lera.<br /> Quando a boca de um guloso se enche de saliva diante de um prato apetitoso, n&atilde;o &eacute; a comida que excita o &oacute;rg&atilde;o do paladar, pois sequer est&aacute; em contato com ele.<br /> &Eacute; o Esp&iacute;rito, cuja sensibilidade &eacute; despertada, que atua sobre aquele &oacute;rg&atilde;o atrav&eacute;s do pensamento.<br /> Se uma pessoa sens&iacute;vel facilmente verte l&aacute;grimas, n&atilde;o &eacute; a abund&acirc;ncia das l&aacute;grimas que d&aacute; a sensibilidade ao Esp&iacute;rito, mas precisamente a sensibilidade desse que provoca a secre&ccedil;&atilde;o abundante das l&aacute;grimas. <br /> Assim, um homem &eacute; m&uacute;sico n&atilde;o porque seu corpo seja propenso &agrave; musicalidade, mas porque seu Esp&iacute;rito &eacute; musicista.<br /> Como podemos perceber, a a&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito sobre o corpo f&iacute;sico &eacute; t&atilde;o evidente que uma violenta como&ccedil;&atilde;o moral pode provocar desordens org&acirc;nicas.<br /> Quando sofremos um susto, por exemplo, logo em seguida vem a sudorese, o tremor, a taquicardia...<br /> Outras vezes, um acesso de ira pode provocar dor de cabe&ccedil;a, e at&eacute; mesmo deixar manchas roxas pelo corpo.<br /> Quanto &agrave;s disposi&ccedil;&otilde;es para a pregui&ccedil;a, a viol&ecirc;ncia, a corrup&ccedil;&atilde;o, igualmente n&atilde;o podem ser lan&ccedil;adas &agrave; conta da carne, pois s&atilde;o tend&ecirc;ncias radicadas no Esp&iacute;rito imortal.<br /> Se assim n&atilde;o fosse, seria f&aacute;cil, pois n&atilde;o ter&iacute;amos nenhuma responsabilidade pelos nossos atos, desde que, uma vez enterrado o corpo, com ele sumiriam todas as fragilidades e os equ&iacute;vocos cometidos.<br /> Toda responsabilidade moral dos atos da vida f&iacute;sica competem ao Esp&iacute;rito. <br /> Assim, quanto mais esclarecido for o Esp&iacute;rito, menos desculp&aacute;vel se tornam as suas faltas, uma vez que, com a intelig&ecirc;ncia e o senso moral, nascem as no&ccedil;&otilde;es do bem e do mal, do justo e do injusto.<br /> * * *<br /> Todos n&oacute;s, sem exce&ccedil;&atilde;o, possu&iacute;mos na intimidade a centelha divina, a for&ccedil;a capaz de conter os impulsos negativos e fazer vibrar as emo&ccedil;&otilde;es nobres que o Criador depositou em n&oacute;s.<br /> Fazendo pequenos esfor&ccedil;os conquistaremos a verdadeira liberdade, a supremacia do Esp&iacute;rito sobre o corpo. E s&oacute; ent&atilde;o entenderemos porque o Mestre afirmou: V&oacute;s sois deuses, podereis fazer o que Eu fa&ccedil;o, e muito mais.<br /> Pense Nisso, mas pense Agora!<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o com base no cap. VII do livro O c&eacute;u e o inferno,<br /> de Allan Kardec, ed. Feb e no livro Hahnemann, o ap&oacute;stolo da <br /> medicina espiritual, de Herm&iacute;nio C. Miranda, ed. Celd.<br />

TECNOLOGIA DA DISTÂNCIA
27 Fev 20153:09EP 196

TECNOLOGIA DA DISTÂNCIA

&nbsp;Tecnologia da Dist&acirc;ncia.<br /> <br /> <br /> Estava uma noite quente, o que &eacute; habitual em Mato Grosso, ou&ccedil;o a minha esposa me chamar: &ndash; amor vem ver a lua, ela esta linda, brilhante!<br /> Contrariado, deixo de lado o teclado do computador, e atendo o chamado, mas com inten&ccedil;&atilde;o de voltar brevemente e continuar a navegar na internet.<br /> Realmente a lua estava linda, resplandecente. Ficamos ali, juntos, admirando o sat&eacute;lite natural do nosso planeta por horas.<br /> Enquanto observava o c&eacute;u, pusemo-nos a pensar o quanto, hoje, somos escravos de certas tecnologias.<br /> Vejamos a Internet. Num primeiro momento, a novidade enriqueceu rela&ccedil;&otilde;es por tornar poss&iacute;vel a comunica&ccedil;&atilde;o em tempo real e de f&aacute;cil acesso a quase todos.<br /> Podemos nos comunicar com algu&eacute;m, inclusive visualizando-o, diariamente, amenizando a saudade.<br /> Enviamos fotos, informa&ccedil;&otilde;es, realizamos pesquisas, tudo t&atilde;o f&aacute;cil e agilmente.<br /> No entanto, toda essa tecnologia est&aacute;, exatamente, nos tornando pessoas isoladas. Conectados a redes, a comunidades virtuais, estamos esquecendo dos que se encontram ao nosso lado.<br /> Estamos realizando tanto virtualmente que nos esquecemos de abra&ccedil;ar fisicamente, de enla&ccedil;ar o outro, de olh&aacute;-lo nos olhos.<br /> Estamos desaprendendo a falar, a conversar. <br /> &emsp;<br /> Assim, as crian&ccedil;as e adolescentes viajam com seus pais mas, no banco de tr&aacute;s, utilizam constantemente os dedos no celular. Enviam mensagens, respondem e-mails, fazem download disso e daquilo, jogam.<br /> Di&aacute;logo? Olhar a paisagem? Admirar a natureza que vai bordando exuber&acirc;ncias, em colorido variado? Nem pensar!<br /> * * *<br /> Se voc&ecirc; &eacute; escravo de qualquer m&iacute;dia que o esteja isolando, por hoje, ao menos, pare.<br /> Pare e observe. Redescubra o valor de abra&ccedil;ar seu amor, de conversar com ele, de sorrir para ele.<br /> Veja seu filho que ensaia desenhos no papel, que rabisca montanhas e rios...<br /> Esque&ccedil;a o celular, o teclado do computador e viva um dia diferente.<br /> Um dia de amor, de entrega, de doa&ccedil;&atilde;o e de muitas surpresas maravilhosas.<br /> S&oacute; hoje! Depois? Depois temos a certeza que gostar&aacute; tanto deste hoje que desejar&aacute; repetir a dose.<br /> <br /> Pense nisso, mas pense agora.<br />

SER TRANSPARENTE
26 Fev 20154:39EP 195

SER TRANSPARENTE

&nbsp;SER TRANSPARENTE<br /> <br /> &Agrave;s vezes, nos perguntamos por que &eacute; t&atilde;o dif&iacute;cil ser transparente.<br /> Costumamos acreditar que ser transparente &eacute; simplesmente ser sincero e n&atilde;o enganar os outros. No entanto, &eacute; muito mais do que isso.<br /> &Eacute; ter coragem de se expor, de ser fr&aacute;gil, de chorar, de falar do que sentimos. &Eacute; desnudar a alma, deixar cair as m&aacute;scaras e baixar as armas.<br /> &Eacute; destruir os imensos e grossos muros que insistimos tanto em levantar e permitir que toda a nossa do&ccedil;ura aflore, desabroche e transborde.<br /> Infelizmente, quase sempre, a maioria de n&oacute;s decide n&atilde;o correr esse risco. Preferimos a dureza da raz&atilde;o &agrave; leveza que exporia toda a fragilidade humana.<br /> Preferimos o n&oacute; na garganta &agrave;s l&aacute;grimas que brotam da profundeza do nosso ser.<br /> Preferimos nos perder na busca insensata por respostas imediatas a simplesmente nos entregar diante de Deus e admitir que n&atilde;o sabemos todas as respostas, que somos fr&aacute;geis, que temos medo.<br /> Por mais doloroso que seja construir uma m&aacute;scara que nos distancia cada vez mais do que realmente somos e de Deus, preferimos manter uma imagem que nos d&ecirc; a sensa&ccedil;&atilde;o de prote&ccedil;&atilde;o.<br /> E vamos nos afogando mais e mais em atitudes, palavras e sentimentos que n&atilde;o condizem com o nosso verdadeiro eu.<br /> N&atilde;o porque sejamos pessoas falsas, mas porque nos perdemos de n&oacute;s mesmos e j&aacute; n&atilde;o sabemos onde est&aacute; nossa brandura, nosso amor mais intenso.<br /> Com o passar dos anos, um vazio escuro nos faz perceber que j&aacute; n&atilde;o sabemos oferecer e nem pedir aos que nos cercam o que de mais precioso temos a compartilhar: a do&ccedil;ura, a compaix&atilde;o e a compreens&atilde;o.<br /> Muitas vezes sofremos e nos sentimos s&oacute;s, imensamente tristes e choramos sozinhos, num sil&ecirc;ncio que nos remete &agrave; saudade de n&oacute;s mesmos.<br /> Saudade daquilo que pulsa e grita dentro de n&oacute;s e que n&atilde;o temos coragem de mostrar &agrave;queles que nos querem bem e que nos amam.<br /> Aprendemos que nos mostrar com transpar&ecirc;ncia &eacute; sinal de fraqueza, &eacute; ser menos do que o outro. Na verdade, se ag&iacute;ssemos deixando que a nossa raz&atilde;o ouvisse o nosso cora&ccedil;&atilde;o, poder&iacute;amos evitar muita dor.<br /> <br /> Ao partilhar as dores com os nossos afetos, tenhamos a certeza que elas ser&atilde;o abrandadas, pois dividir as ang&uacute;stias, medos e afli&ccedil;&otilde;es, as torna menores.<br /> Quando partilharmos as alegrias, estaremos fazendo felizes tamb&eacute;m aqueles a quem estimamos, pois a alegria dos amigos &eacute; nossa tamb&eacute;m.<br /> Expor a nossa fragilidade aos amigos e amores jamais ser&aacute; sinal de fraqueza. <br /> Procuremos, pois, de forma equilibrada, n&atilde;o prender tanto o choro, n&atilde;o conter a demonstra&ccedil;&atilde;o da alegria, n&atilde;o esconder tanto o nosso medo e nossas afli&ccedil;&otilde;es. Enfim, abandonemos essa ideia de desejarmos parecer t&atilde;o invenc&iacute;veis.<br /> <br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br />

A FAMILIA
25 Fev 20153:26EP 194

A FAMILIA

&nbsp;A Fam&iacute;lia.<br /> <br /> Sabemos que &eacute; na fam&iacute;lia que est&aacute; a base da constru&ccedil;&atilde;o do car&aacute;ter e tamb&eacute;m a educa&ccedil;&atilde;o dos sentimentos da crian&ccedil;a e do jovem.<br /> O lar &eacute;, por excel&ecirc;ncia, uma grande e aben&ccedil;oada escola, uma institui&ccedil;&atilde;o humana educativa na qual aprendemos a amar pais, filhos e irm&atilde;os para, um dia, ampliarmos esse amor a toda a Humanidade.<br /> O processo de educa&ccedil;&atilde;o &eacute; relativo pois, ao mesmo tempo em que pais e m&atilde;es est&atilde;o educando seus filhos, est&atilde;o tamb&eacute;m crescendo individualmente.<br /> A ingenuidade infantil facilita a tarefa de modelagem do car&aacute;ter e o direcionamento adequado das m&aacute;s tend&ecirc;ncias.<br /> &Eacute; ent&atilde;o na adolesc&ecirc;ncia que costumam surgir as grandes dificuldades. &Eacute; nessa fase que o jovem est&aacute; buscando construir a sua pr&oacute;pria identidade, estabelecendo-se facilmente um conflito entre as gera&ccedil;&otilde;es.<br /> As diferentes vis&otilde;es de mundo podem ser uma das causas desse conflito. Salutar entender que a diversidade de opini&otilde;es &eacute; necess&aacute;ria para o avan&ccedil;o e procurarmos n&atilde;o fazer dessas diferen&ccedil;as motivo de disc&oacute;rdia.<br /> Elas passam a se tornar motivo de choque quando as partes envolvidas, pais e jovens, sobretudo os mais velhos, tentam impor a sua vis&atilde;o de mundo.<br /> Para que n&atilde;o ocorra essa imposi&ccedil;&atilde;o, por nenhuma das partes, deve haver muito di&aacute;logo, nos relacionamentos, objetivando a constru&ccedil;&atilde;o de uma nova vis&atilde;o e o aprendizado de que o ponto de vista do outro deve ser respeitado.<br /> Outra quest&atilde;o que leva a essas diverg&ecirc;ncias &eacute; a diferen&ccedil;a de valores e interesses entre as gera&ccedil;&otilde;es.<br /> &Eacute; certo que h&aacute; valores que s&atilde;o perenes e devem fazer parte da constru&ccedil;&atilde;o do car&aacute;ter de pessoas de bem. Honestidade, respeito, aprendizado de uma ocupa&ccedil;&atilde;o &uacute;til, &eacute;tica e esfor&ccedil;o pessoal s&atilde;o aquisi&ccedil;&otilde;es inquestion&aacute;veis.<br /> Por&eacute;m, se nos mantivermos cristalizados em nossas pr&oacute;prias experi&ecirc;ncias, tendemos a transferi-las para nossos filhos, n&atilde;o abrindo espa&ccedil;o para que eles desenvolvam seus pr&oacute;prios interesses.<br /> O tipo de educa&ccedil;&atilde;o recebida pelos pais pode colaborar nesse processo. Opress&atilde;o demais e processos de intoler&acirc;ncia geralmente n&atilde;o causam resultados positivos. A flexibilidade &eacute; necess&aacute;ria em certos momentos.<br /> Deve-se cuidar tamb&eacute;m com a permissividade em excesso.<br /> Na busca de uma nova defini&ccedil;&atilde;o para si mesmo, o jovem passa a apresentar caracter&iacute;sticas que antes desconhec&iacute;amos, muitas das quais prefer&iacute;amos que eles n&atilde;o as tivessem, mas temos que aprender a respeit&aacute;-las.<br /> &Eacute; fundamental diferenciar o que &eacute; espec&iacute;fico da personalidade do indiv&iacute;duo, como os gostos e prefer&ecirc;ncias, e o que precisa ser moldado e orientado. <br /> * * *<br /> Para que no lugar de um conflito entre as gera&ccedil;&otilde;es, possamos estabelecer um encontro entre elas, &eacute; importante o cultivo de profundo respeito entre pais e filhos.<br /> &Eacute; indispens&aacute;vel tamb&eacute;m que o di&aacute;logo esteja sempre presente e que as concess&otilde;es ocorram quando necess&aacute;rio.<br /> Mas sobretudo, o que deve prevalecer &eacute; o amor, traduzido na express&atilde;o de cuidado e afeto.<br /> <br /> Pensemos nisso.<br />

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