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PODCAST · 3393 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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CONTEMPLAÇÃO DO EXCELENTE
9 Abr 20154:35EP 217

CONTEMPLAÇÃO DO EXCELENTE

<strong>&nbsp;Contempla&ccedil;&atilde;o do excelente<br /> </strong><br /> Atravessamos na Terra, fase de dificuldades sem conta, nas &aacute;reas de cultura geral.<br /> Desconhece-se a estrutura da pr&oacute;pria linguagem que se fala. Usam-se g&iacute;rias ou express&otilde;es chulas que denunciam a pobreza dos falantes relativamente &agrave; forma&ccedil;&atilde;o cultural.<br /> Ignoram-se os fatos hist&oacute;ricos que envolvem a sociedade em que se vive.<br /> Espalham-se infames zombarias, inventam-se lendas sem beleza e sem sentido, refletindo a pouca madureza social.<br /> N&atilde;o se cogita de penetrar as raz&otilde;es desse ou daquele monumento, sentindo-se, tantos, impulsionados pelo instinto destruidor e v&acirc;ndalo, que, incapazes de compreender, por descaso, preferem pichar, destro&ccedil;ar ou poluir de modo dr&aacute;stico, o que encontram pela frente.<br /> O gosto pelas Bibliotecas, pelas salas de arte, por Museus, por Teatros e pela literatura excelente de todos os tempos, tudo tem ficado na retaguarda das prefer&ecirc;ncias.<br /> Os desportos nobres e educativos ainda contam com poucos adeptos.<br /> Temos, ao rev&eacute;s, um quadro enorme dos que procuram os exerc&iacute;cios desportivos excitantes e violentos, que pouco ou nada acrescentam no &acirc;mbito das conquistas do Esp&iacute;rito.<br /> Encontram-se, com maior frequ&ecirc;ncia, muitos que se ajustam a espet&aacute;culos pornogr&aacute;ficos, do palco ou da tela, em franco deboche &agrave; sensibilizante arte.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Diante de tudo isso, precisamos com urg&ecirc;ncia de educa&ccedil;&atilde;o e de boas refer&ecirc;ncias.<br /> O bom gosto se forma pela contempla&ccedil;&atilde;o do excelente e n&atilde;o do sofr&iacute;vel, dizia Goethe, compreendendo com perfei&ccedil;&atilde;o a constru&ccedil;&atilde;o do aprendizado na alma humana.<br /> Cabe aos pais e aos educadores mostrarem o excelente, preencher os educandos de boas refer&ecirc;ncias desde cedo, se desejarem desenvolver neles uma cultura rica e &uacute;til.<br /> As crian&ccedil;as, os jovens, precisam estar mergulhados num caldo cultural que favore&ccedil;a o desenvolvimento de uma massa cr&iacute;tica, que proporcione a contempla&ccedil;&atilde;o do belo, que os ensine a pensar e a sentir.<br /> As grandes m&iacute;dias est&atilde;o repletas de um verdadeiro lixo cultural, se podemos chamar assim, porque n&oacute;s, a grande maioria, consumimos isso.<br /> Ali&aacute;s, a palavra consumo &eacute; uma das preferidas nos tempos atuais, inclusive invadindo &aacute;reas em que n&atilde;o h&aacute; como se conjugar o verbo consumir, na ess&ecirc;ncia, pois o que n&atilde;o &eacute; material, o que n&atilde;o &eacute; tang&iacute;vel, n&atilde;o se consome.<br /> Na verdadeira arte nada se consome. A arte se contempla, se admira. Ela alimenta a todos quando &eacute; instrumento do belo e do bem e nunca se acaba, pois o que se consome, se finda.<br /> Podemos consumir um CD, um arquivo de MP3, mas nunca uma bela m&uacute;sica.<br /> &Eacute; tempo de retirar as cascas e m&aacute;scaras que criamos atrav&eacute;s de nossos v&iacute;cios morais, e nos permitir enxergar tudo como realmente &eacute;.<br /> O que verdadeiramente importa para mim? N&atilde;o sou um consumidor, sou um ser, e estou aqui para crescer moral e intelectualmente.<br /> Quero aprender com quem j&aacute; esteve aqui, com a Hist&oacute;ria do meu povo, com os grandes, com os mission&aacute;rios, com aqueles que deram a vida para que hoje tivesse o conforto de que desfruto.<br /> Estou aqui para me tornar mais s&aacute;bio, n&atilde;o o s&aacute;bio de Biblioteca apenas, mas o que tem condi&ccedil;&otilde;es de aplicar em sua vida tudo aquilo que aprende, que faz de seu conhecimento uma mola propulsora para que possa amar mais e melhor.<br /> Cultura e amor. Eis o que precisamos com urg&ecirc;ncia.<br /> <br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. Juventude e cultura, <br /> do livro C&acirc;ntico da juventude, pelo Esp&iacute;rito Ivan de Albuquerque, <br /> psicografia de Jos&eacute; Raul Teixeira, ed. Fr&aacute;ter.<br /> Em 31.3.2015</em></div>

FIXAÇÃO MENTAL
8 Abr 20153:57EP 216

FIXAÇÃO MENTAL

<strong>&nbsp;Fixa&ccedil;&atilde;o mental</strong><br /> <br /> Voc&ecirc; j&aacute; teve a sensa&ccedil;&atilde;o de que n&atilde;o fechou a porta, n&atilde;o desligou o ferro el&eacute;trico, n&atilde;o travou o carro, n&atilde;o apagou a luz?<br /> Essas situa&ccedil;&otilde;es surgem, pondo em d&uacute;vida o que, h&aacute; poucos minutos, t&iacute;nhamos como uma certeza.<br /> Se n&oacute;s nos deixamos atormentar por tais id&eacute;ias, elas passam a fazer parte do nosso cotidiano, transformando-se em neuroses que, em escala maior, causam-nos preju&iacute;zos. &Eacute; a chamada id&eacute;ia fixa, fixa&ccedil;&atilde;o mental ou monoid&eacute;ia.<br /> Nessa mesma linha de racioc&iacute;nio, os sentimentos de ci&uacute;me, de inveja, o fanatismo pol&iacute;tico, religioso e esportivo, considerados os graus de intensidade, podem causar danos &agrave; nossa economia espiritual.<br /> Causados por essas id&eacute;ias fixas, surgem as ansiedades, os medos, as inseguran&ccedil;as, as m&aacute;goas guardadas, entre outros males.<br /> Quando agasalhamos esses sentimentos em nossa intimidade, de maneira a nos deixar atormentar por eles, a tal ponto que se constituam em id&eacute;ia fixa ou monoid&eacute;ia, poderemos gerar desequil&iacute;brios e perturba&ccedil;&otilde;es de dif&iacute;cil remo&ccedil;&atilde;o.<br /> Se percebermos as insinua&ccedil;&otilde;es dessas id&eacute;ias negativas tentando instala&ccedil;&atilde;o em nossas mentes, envidemos esfor&ccedil;os para expuls&aacute;-las imediatamente.<br /> Empreguemos a vontade firme, a iniciativa, a perseveran&ccedil;a nos bons prop&oacute;sitos, a f&eacute; e a paci&ecirc;ncia, como verdadeiros ant&iacute;dotos para expulsar essas id&eacute;ias perniciosas.<br /> A transforma&ccedil;&atilde;o moral, a a&ccedil;&atilde;o no bem, os nobres ideais do sentimento, da arte, da cultura, s&atilde;o medidas eficientes na preven&ccedil;&atilde;o de id&eacute;ias indesej&aacute;veis.<br /> Se, por vezes, nos encontramos enredados nas teias de circunst&acirc;ncias perturbadoras, fa&ccedil;amos uma an&aacute;lise dos pensamentos que alimentamos, pois neles est&atilde;o a causa desses desequil&iacute;brios.<br /> Portanto, manter a mente e as m&atilde;os ocupadas no trabalho nobre s&atilde;o medidas profil&aacute;ticas, que nos fortalecem espiritualmente, predispondo-nos &agrave; liberta&ccedil;&atilde;o definitiva dessas verdadeiras pris&otilde;es mentais.<br /> Busquemos arejar a nossa mente com o otimismo, com leituras edificantes, permitindo-nos ser felizes tanto quanto se pode ser feliz sobre a Terra.<br /> Que a esperan&ccedil;a seja o nosso grande tesouro e que nosso cora&ccedil;&atilde;o possa estar sempre balsamizado por suas luzes, iluminando-nos a alma e ajudando-nos a libertar-nos, em definitivo, das pris&otilde;es mentais que tanto nos infelicitam.<br /> * * *<br /> Nos momentos em que nos permitimos fixa&ccedil;&otilde;es mentais desajustadas, Esp&iacute;ritos infelizes podem sugerir-nos id&eacute;ias mal&eacute;ficas, aumentando nosso desequil&iacute;brio.<br /> Nessas situa&ccedil;&otilde;es, podem incitar-nos o orgulho, a sede de vingan&ccedil;a, o ci&uacute;me, as fobias, entre outros males. Portanto, vigiais!<br /> A vigil&acirc;ncia sobre os pensamentos que emitimos, a fim de que possamos control&aacute;-los, n&atilde;o nos permitindo cair em sugest&otilde;es infelizes.<br /> <br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no artigo Fixa&ccedil;&atilde;o mental, de Orson Peter Carrara, da Revista Reformador, de setembro de 1996, ed. Feb.<br /> Em 18.03.2015.</em></div>

O DIA QUE EU PAREI DE DIZER ANDA LOGO
31 Mar 20156:59EP 214

O DIA QUE EU PAREI DE DIZER ANDA LOGO

&nbsp;<br /> O DIA QUE EU PAREI DE DIZER ANDA LOGO<br /> <br /> Quando voc&ecirc; leva uma vida distra&iacute;da, cada minuto precisa ser contabilizado. Parece que voc&ecirc; est&aacute; sempre riscando alguma coisa da lista, olhando para uma tela ou correndo para o pr&oacute;ximo compromisso. E por mais que tente dividir seu tempo e aten&ccedil;&atilde;o de um jeito ou de outro, por mais deveres que tente equilibrar ao mesmo tempo, o dia nunca dura o suficiente para correr atr&aacute;s do preju&iacute;zo, n&atilde;o &eacute; mesmo caro ouvinte?<br /> Ou&ccedil;a a historia da professora norte-americana Rachel(pronuncia-se &ldquo;reitchel&rdquo;) Macy. Conta ela:<br /> <br /> Durante dois anos a minha vida foi de extrema correria.<br /> Meus pensamentos e minhas a&ccedil;&otilde;es eram controlados por alertas eletr&ocirc;nicos, toques de celular e agendas abarrotadas. Apesar de cada gota do meu sargento interior me mandar chegar a tempo para cada compromisso em meus dias superlotados, eu n&atilde;o conseguia.<br /> <br /> Acontece que seis anos atr&aacute;s, eu fui aben&ccedil;oada com uma filha calma e despreocupada, daquelas que sabe relaxar um pouco e aproveitar o mundo.<br /> <br /> Quando eu precisava j&aacute; estar fora de casa, ela escolhia uma bolsa e uma tiara com todo o tempo do mundo.<br /> <br /> Quando precisava estar em algum lugar cinco minutos atr&aacute;s, ela insistia em colocar seu bichinho de pel&uacute;cia na cadeirinha do carro e apertar o cinto de seguran&ccedil;a.<br /> <br /> Quando eu precisava pegar um almo&ccedil;o r&aacute;pido em algum fast food, ela queria conversar com a velhinha que parecia sua av&oacute;.<br /> <br /> Quando eu tinha 30 minutos para dar uma corridinha, ela queria que eu parasse o carrinho para acariciar todos os cachorros do caminho.<br /> <br /> Quando eu tinha um dia cheio que come&ccedil;ava &agrave;s seis da manh&atilde;, ela pedia para quebrar os ovos e mex&ecirc;-los bem devagarinho.<br /> Minha filha calma e despreocupada foi uma d&aacute;diva para minha natureza workaholic e fren&eacute;tica, mas eu n&atilde;o enxergava isso. N&atilde;o, nem de perto.<br /> <br /> Quem leva a vida distra&iacute;da est&aacute; sempre usando viseiras, sempre de olho no pr&oacute;ximo item da agenda. E tudo que n&atilde;o pode ser riscado da lista &eacute; pura perda de tempo.<br /> <br /> Sempre que minha filha me for&ccedil;ava a desviar do meu cronograma, eu pensava &ldquo;N&atilde;o temos tempo para isso&rdquo;. Por consequ&ecirc;ncia, as duas palavras que mais dizia para minha pequena amante da vida eram: &ldquo;Anda logo&rdquo;.<br /> <br /> Eu come&ccedil;ava minhas frases com elas.<br /> Anda logo, vamos chegar atrasados.<br /> <br /> Eu terminava minhas frases com elas. <br /> Vamos perder tudo se voc&ecirc; n&atilde;o andar logo.<br /> <br /> Eu come&ccedil;ava meu dia com elas.<br /> Anda logo e come esse caf&eacute; da manh&atilde; de uma vez.<br /> Anda logo e vai se vestir.<br /> Eu terminava meu dia com elas.<br /> <br /> Anda logo e vai escovar os dentes.<br /> Anda logo e vai dormir.<br /> E apesar das palavras &ldquo;anda logo&rdquo; n&atilde;o fazerem nada para acelerar minha filha, eu as repetia ainda assim. Talvez at&eacute; mais do que aquelas outras palavrinhas, &ldquo;eu te amo&rdquo;.<br /> <br /> A verdade d&oacute;i, mas a verdade cura... e me deixa mais pr&oacute;xima da m&atilde;e que quero ser.<br /> <br /> At&eacute; que chegou o dia fat&iacute;dico e tudo mudou. Hav&iacute;amos acabado de buscar minha filha mais velha do jardim de inf&acirc;ncia e est&aacute;vamos saindo do carro. Como a menor n&atilde;o estava saindo r&aacute;pido o suficiente, a mais velha disse para a irm&atilde;zinha: &ldquo;Voc&ecirc; &eacute; t&atilde;o lenta&rdquo;. E ent&atilde;o ela cruzou os bra&ccedil;os e soltou um suspiro de frustra&ccedil;&atilde;o. Foi como me ver no espelho, e a sensa&ccedil;&atilde;o foi horr&iacute;vel.<br /> <br /> Eu estava fazendo bullying com minha pr&oacute;pria filha, pressionando e apressando uma criancinha que simplesmente queria aproveitar a vida.<br /> <br /> Meus olhos se abriram. Eu enxerguei os danos que minhas exist&ecirc;ncias apressadas estavam causando em minhas duas filhas.<br /> <br /> Minha voz tremeu, mas eu olhei nos olhos da minha pequenininha e disse: &ldquo;Desculpa por estar fazendo voc&ecirc; se apressar tanto. Eu adoro que voc&ecirc; faz as coisas com calma e queria ser mais parecida com voc&ecirc;&rdquo;.<br /> <br /> <br /> &ldquo;Prometo que vou ser mais paciente a partir de hoje&rdquo;, eu disse, abra&ccedil;ando minha menininha de cabelo cacheado, que agora sorria com a promessa da m&atilde;e.<br /> <br /> Foi f&aacute;cil riscar a express&atilde;o &ldquo;anda logo&rdquo; do meu vocabul&aacute;rio. Mais dif&iacute;cil foi adquirir a paci&ecirc;ncia para esperar minha filha mais descansada. Para ajudar n&oacute;s duas, comecei a dar a ela mais tempo para se preparar quando t&iacute;nhamos que ir a algum lugar. &Agrave;s vezes, ainda assim cheg&aacute;vamos atrasadas. Eram os momentos em que eu repetia para mim mesma que s&oacute; teria mais alguns poucos anos de atraso, enquanto ela fosse jovem.<br /> <br /> Quando sa&iacute;amos para caminhar ou &iacute;amos ao mercado, eu deixava minha filha determinar o ritmo. E quando ela parava para admirar alguma coisa, eu tentava esquecer minha agenda e simplesmente assistia o que ela estava fazendo. Vi express&otilde;es no rosto dela que nunca tinha encontrado antes. Estudei as covinhas em suas m&atilde;os e o jeito que seus olhos se enrugavam quando ela sorria. Vi o modo como as outras pessoas reagiam quando minha filha parava para conversar com elas. Vi o modo como ela encontrava insetos interessantes e flores bonitas. Ela era uma &ldquo;Percebedora&rdquo;, e logo descobri que os &ldquo;Percebedores&rdquo; s&atilde;o d&aacute;divas raras e belas. Foi quando finalmente entendi que ela era um presente dos c&eacute;us para minha alma fren&eacute;tica.<br /> <br /> <br /> Fazer uma pausa para aproveitar as alegrias simples do cotidiano &eacute; o &uacute;nico jeito de viver de verdade.<br /> Pense Nisso, mas pense...com calma.<br /> <br /> Este, e outros textos e &aacute;udios do Pense Nisso, voc&ecirc; encontra em nosso site.<br /> Acesse: centroamericafm.com.br<br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Com base em um artigo publicado na internet em 2013,<br /> Em 05.2.2015<br />

O HOMEM E OS ANIMAIS
30 Mar 20154:11EP 213

O HOMEM E OS ANIMAIS

<strong>O homem e os animais.</strong><br /> <br /> <br /> Quando nascem, despertam a aten&ccedil;&atilde;o e o carinho dos humanos. S&atilde;o engra&ccedil;adinhos, fr&aacute;geis, t&atilde;o pequenos.<br /> C&atilde;ezinhos requisitados pelas crian&ccedil;as que desejam fazer deles seu brinquedo.<br /> E assim, eles s&atilde;o levados para casa. Enquanto pequenos, tudo &eacute; levado &agrave; conta de peraltices pr&oacute;prias de quem est&aacute; descobrindo o mundo ao seu redor.<br /> A crian&ccedil;a o leva para todo lugar, e o c&atilde;ozinho a segue, sempre fiel.<br /> N&atilde;o &eacute; raro que durmam juntos e, &agrave; mesa, o animalzinho fica ao lado, aguardando os bocados que o pequerrucho lhe passa &agrave; boca.<br /> Brincam juntos no jardim, no interior da casa, nas piscinas.<br /> A crian&ccedil;a nem sempre &eacute; suficientemente cuidadosa e por vezes, pisa na cauda do c&atilde;o, puxa-lhe as orelhas, aperta-o em demasia.<br /> O animal solta um latido meio sufocado, dizendo da dor que sentiu, mas continua fiel, nem pensando em revidar a agress&atilde;o, mesmo involunt&aacute;ria.<br /> Pulam, saltam, correm um atr&aacute;s do outro, enquanto as horas v&atilde;o somando os dias...<br /> Cresce o animal. Agora, j&aacute; n&atilde;o &eacute; t&atilde;o engra&ccedil;adinho assim.<br /> Ele solta p&ecirc;lo por todo lugar e, porque ningu&eacute;m lhe ensinou o que ele podia e o que n&atilde;o podia fazer, &eacute; castigado porque arranhou o sof&aacute; da sala.<br /> Porque mordeu o chinelo rec&eacute;m comprado.<br /> Porque rasgou a bola, com os dentes.<br /> E, at&eacute; mesmo, porque as suas necessidades fisiol&oacute;gicas foram feitas em lugares inapropriados.<br /> <br /> A crian&ccedil;a tamb&eacute;m cresce. Os interesses mudam. E, um dia, o animal que vivia em uma fam&iacute;lia, rodeado por todos, dentro de casa, gozando da confian&ccedil;a dom&eacute;stica, se v&ecirc; colocado no quintal.<br /> Mas, como faz buracos, traz terra para o piso da garagem, ele &eacute; preso a uma coleira e uma corda.<br /> Ao menos fosse em lugar confort&aacute;vel. Contudo, por vezes, fica exposto ao sol, &agrave; chuva, ao vento. Preso.<br /> Suas pernas desejam correr, pular. Sua cauda abana a cada barulho significativo, seu bem conhecido, que os ouvidos registram: o carro chegando; a algazarra das crian&ccedil;as vindo da escola; o barulho da bola quicando no muro, no ch&atilde;o, na m&atilde;o, no muro...<br /> Quando as luzes se acendem na casa, ele olha e fica aguardando que algu&eacute;m se lembre dele, outra vez.<br /> Finalmente, chega um dia em que ele &eacute; colocado no carro da fam&iacute;lia. Vai alegre.<br /> A viagem &eacute; longa, por estradas que n&atilde;o acabam nunca. Ent&atilde;o, o ve&iacute;culo estaciona.<br /> Ele corre para fora, esperando que algu&eacute;m o chame, que corra atr&aacute;s dele.<br /> Mas, logo percebe que o carro fecha as portas de novo e arranca, perdendo-se na poeira da estrada.<br /> Ele corre, tenta alcan&ccedil;ar. Por que eles n&atilde;o param? Por que o esqueceram?<br /> Indesej&aacute;vel, foi abandonado.<br /> A partir da&iacute;, sua vida ser&aacute; um peregrinar pelas estradas, pelas ruas, &agrave; cata de comida, &aacute;gua, um lugar para morar.<br /> Cachorro sem dono.<br /> N&atilde;o chegue perto. Ele pode morder.<br /> N&atilde;o toque nele. Deve estar doente. Veja como est&aacute; magro.<br /> Cachorro de ningu&eacute;m.<br /> Seus dias acabar&atilde;o logo mais, sob as rodas de um autom&oacute;vel, ou por enfermidade ou tristeza...<br /> * * *<br /> Pensemos, olhando nossos animais de estima&ccedil;&atilde;o, como os estamos tratando.<br /> S&atilde;o seres vivos: t&ecirc;m fome, sede. Sentem cansa&ccedil;o, calor, frio. Sobretudo precisam de afeto, de aten&ccedil;&atilde;o.<br /> Os animais est&atilde;o sob a guarda e prote&ccedil;&atilde;o dos homens.<br /> Assim disp&ocirc;s a Lei Divina: que servissem ao homem e o homem, de sua vez, os protegesse e amparasse.<br /> N&atilde;o percamos de vista este dever para com nossos irm&atilde;os inferiores, os animais.<br /> <br /> PENSE NISSO.<br /> &nbsp;

A CULPA É DA CARNE
27 Mar 20153:58EP 212

A CULPA É DA CARNE

<strong>A Culpa &eacute; da Carne</strong><br /> <br /> Quando algu&eacute;m procura uma desculpa para justificar os seus erros, &eacute; comum ouvirmos a afirmativa de que a carne &eacute; fraca.<br /> <br /> A culpa, portanto, &eacute; da carne, ou seja, do corpo f&iacute;sico.<br /> <br /> Hahnemann, criador da Medicina Homeop&aacute;tica, fez a seguinte afirmativa:<br /> <br /> O corpo n&atilde;o d&aacute; c&oacute;lera &agrave;quele que n&atilde;o a tem, do mesmo modo que n&atilde;o d&aacute; os outros v&iacute;cios. Todas as virtudes e todos os v&iacute;cios s&atilde;o inerentes ao Esp&iacute;rito. Caso Contrario, onde estariam o m&eacute;rito e a responsabilidade?<br /> <br /> Uma inteligente constata&ccedil;&atilde;o, pois cont&eacute;m grandes verdades.<br /> <br /> Culpar o corpo pelas nossas fraquezas equivaleria a culpar a roupa que estamos usando por um acesso de c&oacute;lera.<br /> <br /> Quando a boca de um guloso se enche de saliva diante de um prato apetitoso, n&atilde;o &eacute; a comida que excita o &oacute;rg&atilde;o do paladar, pois sequer est&aacute; em contato com ele.<br /> <br /> &Eacute; o Esp&iacute;rito, cuja sensibilidade &eacute; despertada, que atua sobre aquele &oacute;rg&atilde;o atrav&eacute;s do pensamento.<br /> <br /> Se uma pessoa sens&iacute;vel facilmente verte l&aacute;grimas, n&atilde;o &eacute; a abund&acirc;ncia das l&aacute;grimas que d&aacute; a sensibilidade ao Esp&iacute;rito, mas precisamente a sensibilidade desse que provoca a secre&ccedil;&atilde;o abundante das l&aacute;grimas. <br /> <br /> Assim, um homem &eacute; m&uacute;sico n&atilde;o porque seu corpo seja propenso &agrave; musicalidade, mas porque seu Esp&iacute;rito &eacute; musicista.<br /> Como podemos perceber, a a&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito sobre o corpo f&iacute;sico &eacute; t&atilde;o evidente que uma violenta como&ccedil;&atilde;o moral pode provocar desordens org&acirc;nicas.<br /> <br /> Quando sofremos um susto, por exemplo, logo em seguida vem a sudorese, o tremor, a taquicardia...<br /> <br /> Outras vezes, um acesso de ira pode provocar dor de cabe&ccedil;a, e at&eacute; mesmo deixar manchas roxas pelo corpo.<br /> <br /> Quanto &agrave;s disposi&ccedil;&otilde;es para a pregui&ccedil;a, a viol&ecirc;ncia, a corrup&ccedil;&atilde;o, igualmente n&atilde;o podem ser lan&ccedil;adas &agrave; conta da carne, pois s&atilde;o tend&ecirc;ncias radicadas no Esp&iacute;rito imortal.<br /> <br /> Se assim n&atilde;o fosse, seria f&aacute;cil, pois n&atilde;o ter&iacute;amos nenhuma responsabilidade pelos nossos atos, desde que, uma vez enterrado o corpo, com ele sumiriam todas as fragilidades e os equ&iacute;vocos cometidos.<br /> <br /> Toda responsabilidade moral dos atos da vida f&iacute;sica competem ao Esp&iacute;rito. <br /> <br /> Assim, quanto mais esclarecido for o Esp&iacute;rito, menos desculp&aacute;vel se tornam as suas faltas, uma vez que, com a intelig&ecirc;ncia e o senso moral, nascem as no&ccedil;&otilde;es do bem e do mal, do justo e do injusto.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Todos n&oacute;s, sem exce&ccedil;&atilde;o, possu&iacute;mos na intimidade a centelha divina, a for&ccedil;a capaz de conter os impulsos negativos e fazer vibrar as emo&ccedil;&otilde;es nobres que o Criador depositou em n&oacute;s.<br /> <br /> Fazendo pequenos esfor&ccedil;os conquistaremos a verdadeira liberdade, a supremacia do Esp&iacute;rito sobre o corpo. E s&oacute; ent&atilde;o entenderemos porque o Mestre afirmou: V&oacute;s sois deuses, podereis fazer o que Eu fa&ccedil;o, e muito mais.<br /> <br /> Pense Nisso, mas pense Agora!<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o com base no cap. VII do livro O c&eacute;u e o inferno, de Allan Kardec, ed. Feb e no livro Hahnemann, o ap&oacute;stolo da <br /> medicina espiritual, de Herm&iacute;nio C. Miranda, ed. Celd.<br /> Em 18.06.2012.<br /> </em></div>

A BENÇÃO DO TRABALHO
25 Mar 20153:22EP 211

A BENÇÃO DO TRABALHO

&nbsp;<strong>A ben&ccedil;&atilde;o do trabalho.</strong><br /> <br /> Em todos os quadrantes das atividades humanas, &eacute; poss&iacute;vel observar criaturas queixosas e insatisfeitas por terem que trabalhar.<br /> <br /> A maioria revolta-se contra o g&ecirc;nero de seu trabalho.<br /> <br /> Os que varrem a rua querem ser comerciantes.<br /> <br /> Os comerciantes desejam a condi&ccedil;&atilde;o de industriais.<br /> <br /> Os trabalhadores do campo preferem a exist&ecirc;ncia na cidade.<br /> <br /> Quem obedece almeja mandar.<br /> <br /> Os convocados aos altos postos falam do peso de suas atribui&ccedil;&otilde;es.<br /> <br /> O problema, contudo, n&atilde;o &eacute; de g&ecirc;nero de tarefa, mas de compreens&atilde;o da oportunidade recebida.<br /> <br /> De modo geral, as queixas, nesse sentido, s&atilde;o filhas da pregui&ccedil;a inconsciente.<br /> <br /> O anseio pelas altas posi&ccedil;&otilde;es sinaliza uma vis&iacute;vel vaidade.<br /> <br /> O desejo de muito ganhar e pouco fazer evidencia gan&acirc;ncia e pregui&ccedil;a.<br /> <br /> Todo homem &eacute; herdeiro de si mesmo, em especial quanto a seus pendores e aptid&otilde;es.<br /> <br /> Ele &eacute; sabiamente colocado pela vida nas posi&ccedil;&otilde;es mais adequadas ao pr&oacute;prio burilamento.<br /> <br /> Por certo o esfor&ccedil;o individual tem o seu papel a cumprir nos destinos humanos.<br /> <br /> &Eacute; sempre louv&aacute;vel o homem que vence as injun&ccedil;&otilde;es de sua vida e supera todos os obst&aacute;culos.<br /> <br /> Contudo, enquanto atua em determinada &aacute;rea, deve honr&aacute;-la e honrar-se com o seu desempenho profissional.<br /> <br /> No contexto de uma &uacute;nica vida material, nem todos podem mandar ou deter as posi&ccedil;&otilde;es de fortuna.<br /> <br /> Estas se alteram conforme as necessidades de experi&ecirc;ncia das criaturas.<br /> <br /> As posi&ccedil;&otilde;es modestas costumam ser das mais &uacute;teis no aprendizado da obedi&ecirc;ncia, da humildade e da frugalidade.<br /> <br /> J&aacute; as altas coloca&ccedil;&otilde;es s&atilde;o convites &agrave; doa&ccedil;&atilde;o ao semelhante.<br /> <br /> N&atilde;o se destinam a satisfazer a vaidade, mas a realizar o bem coletivo.<br /> <br /> O importante &eacute; valorizar o trabalho, conforme se apresente.<br /> <br /> Trabalhar &eacute; uma b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o e um dever incontorn&aacute;vel.<br /> <br /> Assim, quando sentir cansa&ccedil;o ou vontade de reclamar, lembre-se de que o universo trabalha incessantemente, e voc&ecirc;, &eacute; o herdeiro das estrelas.<br /> <br /> A Humanidade come&ccedil;ou ontem seu humilde labor.<br /> <br /> Mas o universo , a quanto tempo esta no trabalho para a nossa exist&ecirc;ncia?<br /> <br /> Pense nisso.<br />

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