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PODCAST · 3393 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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A PROCURA DA FELICIDADE
18 Mai 20154:11EP 241

A PROCURA DA FELICIDADE

<strong>&nbsp;A procura da felicidade<br /> </strong> <br /> Quem de n&oacute;s n&atilde;o deseja ser feliz? Salvo os casos patol&oacute;gicos, as pessoas est&atilde;o sempre em busca da felicidade, ainda que n&atilde;o se deem conta disso.<br /> Mas, afinal, o que &eacute; a felicidade?<br /> A felicidade varia de pessoa para pessoa, e em cada momento da nossa vida, ela pode assumir aspectos diferentes.<br /> Quando estamos enfermos, a recupera&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de seria a nossa felicidade. E envidamos todos os esfor&ccedil;os para conquist&aacute;-la.<br /> Se estamos desempregados, um emprego se constituiria em felicidade, por algum tempo.<br /> Se somos solteiros e desejamos unir-nos a algu&eacute;m, nossa felicidade seria encontrar a pessoa certa.<br /> No entanto, os que padecem fome e frio, encontrariam a felicidade num agasalho e na alimenta&ccedil;&atilde;o que refaz.<br /> J&aacute; para o torcedor, a explos&atilde;o de felicidade se d&aacute; quando a bola atinge o fundo da rede do time advers&aacute;rio.<br /> Enfim, a felicidade tem tantas faces quanto os anseios de cada criatura, variando de acordo com as circunst&acirc;ncias.<br /> Certa vez, lemos uma hist&oacute;ria que nos levou a refletir em que consiste a verdadeira felicidade.<br /> Foi narrada por uma mo&ccedil;a que se sentia momentaneamente infeliz e, andando pela rua viu um homem puxando uma carro&ccedil;a.<br /> Ao observar a cena, pensou: Pobre homem! Fazendo o trabalho de um animal irracional..<br /> Isso &eacute; que deve ser infelicidade!<br /> Pensando em ouvir de seus l&aacute;bios lamenta&ccedil;&otilde;es e queixas, aproximou-se e lhe perguntou:<br /> O senhor &eacute; muito infeliz, n&atilde;o &eacute;? Afinal, fazendo um trabalho desses...<br /> Confessa ela que o homem f&ecirc;-la mudar a paisagem &iacute;ntima, ao responder entusiasmado:<br /> N&atilde;o, senhora! Sou uma pessoa muito feliz. Tenho sa&uacute;de que nem mesmo preciso de um animal para puxar minha carro&ccedil;a.<br /> Tenho for&ccedil;a, consigo o meu sustento passeando pela cidade e ainda ganho sauda&ccedil;&otilde;es de pessoas bonitas como a senhora.<br /> * * *<br /> Como podemos perceber, a felicidade consiste em cada um contentar-se com o que tem e fazer da sua felicidade a alegria dos outros.<br /> A verdadeira felicidade &eacute; aquela sem mescla, &agrave; felicidade plena.<br /> Todavia, podemos viver com alegria, valorizando as coisas que temos e as conquistas morais que j&aacute; logramos, sem infelicitar-nos com o que n&atilde;o possu&iacute;mos e n&atilde;o est&aacute; ao nosso alcance.<br /> * * *<br /> Muitos de n&oacute;s buscamos a felicidade distante de onde ela se encontra.<br /> A cada momento o Universo nos oferece mil motivos para nos alegrar.<br /> A oportunidade de viver, de ter uma fam&iacute;lia, amigos, trabalho...<br /> A natureza, o sol, a chuva, a noite para o repouso, as chances de aprendizado em cada minuto que passa por n&oacute;s.<br /> At&eacute; mesmo os obst&aacute;culos do caminho s&atilde;o motivos de alegria, por nos ensinarem a super&aacute;-los, preparando-nos para a conquista da felicidade perene, que a todos nos aguarda.Pense Nisso, mas pense agora.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em hist&oacute;ria <br /> publicada no Jornal Caridade, de maio/junho de 1997...<br /> Em 19.06.2012.</em></div>

OS PAIS ENVELHECEM
15 Mai 20153:46EP 240

OS PAIS ENVELHECEM

<strong>&nbsp;Os pais envelhecem</strong><br /> <br /> Talvez a mais rica, forte e profunda experi&ecirc;ncia da caminhada humana seja a de ter um filho.<br /> Quando nascem, os filhos comovem por sua fragilidade, seus imensos olhos, sua inoc&ecirc;ncia e gra&ccedil;a.<br /> Basta v&ecirc;-los para que o cora&ccedil;&atilde;o se alargue em riso e cor. Um sorriso &eacute; capaz de abrir as portas de um para&iacute;so.<br /> Eles chegam &agrave; nossa vida com promessas de amor incondicional. Dependem de nosso amor, dos cuidados que temos. E retribuem com gestos que enternecem.<br /> Mas os anos passam e os filhos crescem. Escolhem seus pr&oacute;prios caminhos, parceiros e profiss&otilde;es. Trilham novos rumos, afastam-se da matriz.<br /> O tempo se encarrega da forma&ccedil;&atilde;o de novas fam&iacute;lias. Os netos nascem. Envelhecemos. E ent&atilde;o algo come&ccedil;a a mudar.<br /> Os filhos j&aacute; n&atilde;o t&ecirc;m pelos pais aquela atitude de antes. Parece que agora s&oacute; os ouvem para fazer cr&iacute;ticas, reclamar, apontar falhas.<br /> J&aacute; n&atilde;o brilha mais nos olhos deles aquela admira&ccedil;&atilde;o da inf&acirc;ncia e isso &eacute; uma dor imensa para os pais.<br /> Por mais que disfarcem, todo pai e m&atilde;e percebe as m&iacute;nimas fa&iacute;scas no olho de um filho.<br /> &Eacute; quando pais idosos, dizem para si mesmos: Que fiz eu? Por que o encanto acabou? Por que meu filho j&aacute; n&atilde;o me tem como seu her&oacute;i particular?<br /> Apenas passaram-se alguns anos e parece que foram esquecidos os cuidados e a sabedoria que antes era refer&ecirc;ncia para tudo na vida.<br /> Aos poucos, a atitude dos filhos se torna cada vez mas impertinente. Praticamente n&atilde;o ouvem mais os conselhos.<br /> A cada dia demonstram mais impaci&ecirc;ncia. Acham que os pais t&ecirc;m opini&otilde;es superadas, antigas.<br /> Pior &eacute; quando implicam com as manias, os h&aacute;bitos antigos, as velhas m&uacute;sicas. E tentam fazer os velhos pais se adaptarem aos novos tempos, aos novos costumes.<br /> Quanto mais envelhecem os pais, mais os filhos assumem o controle. Quando eles est&atilde;o bem idosos, j&aacute; n&atilde;o decidem o que querem fazer ou o que desejam comer e beber. Raramente s&atilde;o ouvidos quando tentam fazer algo diferente.<br /> Passeios, comida, roupas, m&eacute;dicos - tudo passa a ser decidido pelos filhos.<br /> E, no entanto, os pais est&atilde;o apenas idosos. Mas continuam em plena posse da mente. Por que ent&atilde;o desrespeit&aacute;-los?<br /> Por que trat&aacute;-los como se fossem in&uacute;teis ou crian&ccedil;as sem discernimento?<br /> Sim, &eacute; o que a maioria dos filhos faz. D&aacute; ordens aos pais, trata-os como se n&atilde;o tivessem opini&atilde;o ou capacidade de decis&atilde;o.<br /> E, no entanto, no fundo daqueles olhos cercados de rugas, h&aacute; tanto amor. Naquelas m&atilde;os tr&ecirc;mulas, h&aacute; sempre um gesto que aben&ccedil;oa, acaricia.<br /> * * *<br /> A cada dia que nasce, lembre-se, est&aacute; mais perto o dia da separa&ccedil;&atilde;o. Um dia, o velho pai j&aacute; n&atilde;o estar&aacute; aqui.<br /> O cheiro familiar da m&atilde;e estar&aacute; ausente. As roupas favoritas para sempre dobradas sobre a cama, os chinelos em um canto qualquer da casa.<br /> Ent&atilde;o, valorize o tempo de agora com os pais idosos. Paci&ecirc;ncia com eles quando se recusam a tomar os rem&eacute;dios, quando falam interminavelmente sobre doen&ccedil;as, quando se queixam de tudo.<br /> Abrace-os apenas, enxugue as l&aacute;grimas deles, ou&ccedil;a as hist&oacute;rias (mesmo que sejam repetidas) e d&ecirc;-lhes aten&ccedil;&atilde;o, afeto...<br /> Acredite: dentro daquele velho cora&ccedil;&atilde;o brotar&atilde;o todas as flores da esperan&ccedil;a e da alegria.<br /> VOC&Ecirc; FILHO; PENSE NISSO, MAS PENSE AGORA.<br />

SER GENTIL
14 Mai 20154:22EP 239

SER GENTIL

<strong>&nbsp;Ser gentil</strong><br /> <br /> <br /> Os procedimentos se faziam apressados para o embarque dos passageiros na aeronave.<br /> A preocupa&ccedil;&atilde;o para n&atilde;o haver atraso, o tempo ex&iacute;guo, exigia um tanto mais.<br /> O bom andamento na entrada do avi&atilde;o, para que todos logo se acomodassem, preocupava a tripula&ccedil;&atilde;o.<br /> Nesse af&atilde; de logo completar a tarefa e seguir viagem, se empenhavam os comiss&aacute;rios de bordo.<br /> Estando acomodados um certo n&uacute;mero de pessoas, adentrou o avi&atilde;o uma jovem.<br /> De complei&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica robusta, alta, embora de apar&ecirc;ncia saud&aacute;vel, denotava em seu semblante que algo n&atilde;o estava bem.<br /> Vinha seguida pela m&atilde;e, idosa, mi&uacute;da na sua constitui&ccedil;&atilde;o, que a encorajava a seguir em frente.<br /> Os passos se faziam titubeantes. As m&atilde;os, suadas, apoiavam-se lentamente, poltrona a poltrona, como a querer agarrar-se, fincar-se ao solo.<br /> Parecia tomada de pavor, como se algo fosse lhe acontecer.<br /> A m&atilde;e, bem pr&oacute;xima, a incentivava a dar os pr&oacute;ximos passos a fim de chegar nas poltronas que lhes cabiam.<br /> Por&eacute;m, a jovem n&atilde;o venceu mais do que tr&ecirc;s ou quatro fileiras.<br /> Ao vislumbrar o imenso corredor, as in&uacute;meras poltronas, filas, pessoas, foi tomada de um medo colossal, e n&atilde;o p&ocirc;de prosseguir.<br /> A face se fez p&aacute;lida. As m&atilde;os agarraram a poltrona mais pr&oacute;xima e os p&eacute;s estaquearam de vez.<br /> A m&atilde;e, entre acabrunhada e nervosa, tentava em v&atilde;o pedir-lhe que prosseguisse. A fila dos passageiros se alongava, &agrave;s suas costas.<br /> Vendo a cena, um comiss&aacute;rio de bordo se aproximou. Ele tinha todo o treinamento necess&aacute;rio para lidar com essas situa&ccedil;&otilde;es.<br /> Sabia da sua obriga&ccedil;&atilde;o de dar conta do embarque de todos os passageiros, para que o piloto pudesse dar in&iacute;cio &agrave; decolagem.<br /> Conhecia as regras e a correta abordagem, sem perder a calma e a polidez.<br /> Por&eacute;m, ele resolveu utilizar outra ferramenta, essa talvez mais rara nos manuais de treinamento.<br /> Aproximou-se da jovem, tr&ecirc;mula e parecendo apavorada.<br /> Suavemente apoiou sua m&atilde;o sobre o ombro dela, e gentil, convidou:<br /> Vamos sentar na poltrona, minha flor?<br /> Aquelas palavras, que manifestavam compreens&atilde;o pela dificuldade que ela enfrentava, soaram aos seus ouvidos como b&aacute;lsamo.<br /> Tomada de nova coragem, envolvida pela gentileza do rapaz, ela retomou os passos at&eacute; o local indicado, permitindo que o embarque retornasse ao fluxo normal.<br /> <br /> * * *<br /> Este &eacute; o poder da gentileza.<br /> Derrete a frieza das rela&ccedil;&otilde;es, supera obst&aacute;culos interpostos entre as pessoas, encoraja o mais fr&aacute;gil, fortalece o mais fraco.<br /> Muitas vezes, todas as t&eacute;cnicas, conhecimento e destreza n&atilde;o superam o que a do&ccedil;ura de uma palavra, um gesto suave, um olhar carinhoso s&atilde;o capazes de realizar.<br /> Ser gentil extrapola a polidez. Vai al&eacute;m da obriga&ccedil;&atilde;o e mesmo do profissionalismo.<br /> Ser gentil &eacute; semear pequenas flores na estrada alheia, para que o pr&oacute;ximo se impregne, mesmo que somente por curta dist&acirc;ncia, poucos passos apenas, de um leve perfume que extravasa solidariedade, fraternidade, preocupa&ccedil;&atilde;o pelo outro.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em fato narrado por <br /> Suely Caldas Schubert, em palestra de 8.2.2015.</em></div>

SIMPLESMENTE O SIMPLES
12 Mai 20153:59EP 238

SIMPLESMENTE O SIMPLES

<strong>&nbsp;Simplesmente; o Simples</strong><br /> <br /> Muitas pessoas reclamam da correria de suas vidas.<br /> Acham que t&ecirc;m compromissos demais e culpam a complexidade do mundo moderno.<br /> Entretanto, in&uacute;meras delas multiplicam suas tarefas sem real necessidade.<br /> Viver com simplicidade &eacute; uma op&ccedil;&atilde;o que se faz.<br /> Muitas das coisas consideradas imprescind&iacute;veis &agrave; vida, na realidade, s&atilde;o sup&eacute;rfluas.<br /> A rigor, enquanto buscam coisas, as criaturas se esquecem da vida em si.<br /> Angustiadas por m&uacute;ltiplos compromissos, n&atilde;o refletem sobre sua realidade &iacute;ntima.<br /> Esquecem do que gostam, n&atilde;o pensam no que lhes traz paz, enquanto sufocam em buscas vazias.<br /> De que adianta ganhar o mundo e perder-se a si pr&oacute;prio?<br /> Se a criatura n&atilde;o tomar cuidado, ter e parecer podem tomar o lugar do ser.<br /> Ningu&eacute;m necessita trocar de carro constantemente, ter incont&aacute;veis sapatos, sair todo final de semana.<br /> &Eacute; poss&iacute;vel reduzir a pr&oacute;pria agita&ccedil;&atilde;o, conter o consumismo e redescobrir a simplicidade.<br /> O simples &eacute; aquele que n&atilde;o simula ser o que n&atilde;o &eacute;, que n&atilde;o d&aacute; demasiada import&acirc;ncia a sua imagem, ao que os outros dizem ou pensam dele.<br /> A pessoa simples n&atilde;o calcula os resultados de cada gesto, n&atilde;o tem artimanhas e nem segundas inten&ccedil;&otilde;es.<br /> N&atilde;o se trata de levar uma vida inconsciente, mas de reencontrar a pr&oacute;pria inf&acirc;ncia.<br /> A simplicidade n&atilde;o ignora, apenas aprendeu a valorizar o essencial.<br /> Os pequenos prazeres da vida, uma conversa interessante, olhar as estrelas, andar de m&atilde;os dadas, tomar sorvete...<br /> Tudo isso comp&otilde;e a simplicidade do existir.<br /> N&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio ter muito dinheiro ou ser importante para ser feliz.<br /> Mas &eacute; dif&iacute;cil ter felicidade sem tempo para fazer o que se gosta.<br /> N&atilde;o h&aacute; nada de errado com o dinheiro ou o sucesso.<br /> &Eacute; bom e importante trabalhar, estudar e aperfei&ccedil;oar-se.<br /> Progredir sempre &eacute; uma necessidade humana.<br /> Mas isso n&atilde;o implica viver angustiado, enquanto se tenta dar cabo de infinitas atividades.<br /> Se o pre&ccedil;o do sucesso for aus&ecirc;ncia de paz, talvez ele n&atilde;o valha a pena.<br /> As coisas sempre ficam para tr&aacute;s, mais cedo ou mais tarde.<br /> Mas h&aacute; tesouros imateriais que jamais se esgotam.<br /> As amizades genu&iacute;nas, um amor cultivado, a serenidade e a paz de esp&iacute;rito s&atilde;o alguns deles.<br /> Preste aten&ccedil;&atilde;o em como voc&ecirc; gasta seu tempo.<br /> Analise as coisas que valoriza e veja se muitas delas n&atilde;o s&atilde;o apenas um peso desnecess&aacute;rio em sua exist&ecirc;ncia.<br /> Experimente desapegar-se dos excessos.<br /> Ao optar pela simplicidade, talvez redescubra a alegria de viver.<br /> Steve Jobs, um dos maiores g&ecirc;nios da industria de softwares, dizia sempre: &ldquo;O genial n&atilde;o &eacute; fazer coisas complicadas, e sim transformar coisas complicadas em muito simples.Simples e bonitas.&rdquo;<br /> <br /> Pense nisso e experimente o simples.<br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso. <br /> Em 26.06.2012</em></div>

O PORQUÊ DA DOR
11 Mai 20154:38EP 237

O PORQUÊ DA DOR

<strong>O porqu&ecirc; da dor</strong><br /> <br /> Por que sofremos &eacute; uma indaga&ccedil;&atilde;o que fazemos muitas vezes. Para que serve a dor, afinal?<br /> <br /> Em alguns momentos, ela &eacute; o alerta, dando-nos ci&ecirc;ncia dos excessos que estamos nos permitindo, prejudicando a maquinaria org&acirc;nica, solicitando-nos pondera&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> Constitui-se em sinal da natureza que nos informa que algum &oacute;rg&atilde;o n&atilde;o anda bem, o que, para os prudentes, significa buscar o m&eacute;dico, a correta medica&ccedil;&atilde;o, seguir a prescri&ccedil;&atilde;o devida, repouso ou exerc&iacute;cios.<br /> <br /> Em outros momentos, ela funciona como elemento que convida &agrave; reflex&atilde;o, a passar em revista atos e lembran&ccedil;as de nossa vida.<br /> <br /> Assim &eacute;, por exemplo, nos dias da velhice que, para muitos, significa horas de imobilidade, ina&ccedil;&atilde;o e sofrimento.<br /> <br /> &Eacute; uma prova necess&aacute;ria para a alma que, por esse meio, adquire madureza, crit&eacute;rio e o correto ju&iacute;zo a respeito das coisas da Terra e do Mundo Invis&iacute;vel. Avalia, pondera, conclui.<br /> <br /> A dor tem, portanto, n&atilde;o somente a propriedade do resgate das culpas do passado. Executa igualmente o papel do h&aacute;bil artista frente a um bloco de m&aacute;rmore.<br /> <br /> A est&aacute;tua, nas suas formas perfeitas, ideais, est&aacute; escondida no imenso bloco.<br /> <br /> &Eacute; a dor que toma do martelo, do cinzel e, a golpes violentos, ou ent&atilde;o sob o cuidadoso trabalho do buril, desenha a est&aacute;tua viva em contornos maravilhosos.<br /> <br /> Para que a forma seja extra&iacute;da em linhas delicadas, para que o Esp&iacute;rito triunfe da mat&eacute;ria, precisamos do sofrimento, desde que n&atilde;o vivemos somente pelo amor e pelo bem.<br /> <br /> E que frutos tem dado o sofrimento! Reiteradas vezes, &eacute; sob o aguilh&atilde;o do luto e das l&aacute;grimas, da ingratid&atilde;o, da trai&ccedil;&atilde;o das amizades e do amor, das ang&uacute;stias multiplicadas que o poeta verseja de forma mais terna e o m&uacute;sico encontra os mais sublimes acordes.<br /> <br /> Cumpre-nos analisar a incid&ecirc;ncia da dor, em nossas vidas, atribuindo-lhe o efetivo valor.<br /> <br /> Sob a a&ccedil;&atilde;o das marteladas sucessivas, a moleza, a apatia e a indiferen&ccedil;a desaparecem. Tamb&eacute;m a c&oacute;lera, a dureza e a arrog&acirc;ncia.<br /> <br /> Em todos n&oacute;s, provoca ou desenvolve a sensibilidade, a delicadeza, a bondade e a ternura.<br /> <br /> Entendamos, pois, a dor como um dos meios de que usa o Poder Infinito para nos chamar a Si e, ao mesmo tempo, para nos tornar mais rapidamente acess&iacute;veis &agrave; felicidade espiritual.<br /> <br /> O sofrimento que nos fere objetiva sempre a nossa corre&ccedil;&atilde;o, exatamente como a m&atilde;e corrige o filho para educ&aacute;-&not;lo e melhor&aacute;-lo.<br /> <br /> Faz-nos sentir tamb&eacute;m que o mundo em que vivemos &eacute; um lugar de passagem e n&atilde;o o ponto de chegada, que deveremos alcan&ccedil;ar ap&oacute;s exaustiva jornada.<br /> <br /> * * *<br /> Os animais est&atilde;o sujeitos ao trabalho de evolu&ccedil;&atilde;o para o princ&iacute;pio inteligente que neles existe.<br /> <br /> Atrav&eacute;s de certos padecimentos naturais os animais adquirem os primeiros rudimentos de consci&ecirc;ncia.<br /> <br /> A dor, num sentido amplo de entendimento, ser&aacute; necess&aacute;ria enquanto o homem n&atilde;o tiver colocado o seu pensamento e os seus atos de acordo com as Leis Divinas.<br /> <br /> Depois disso, ela deixar&aacute; de se fazer sentir pois logo se far&aacute; a harmonia.<br /> <br /> <br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. 26<br /> do livro O problema do ser,<br /> do destino e da dor, de L&eacute;on Denis, ed. Feb.<br /> Em 29.05.2013.<br /> &nbsp;</em></div>

A FAMÍLIA
9 Mai 20153:20EP 236

A FAMÍLIA

<strong>&nbsp;A Fam&iacute;lia.<br /> </strong><br /> Sabemos que &eacute; na fam&iacute;lia que est&aacute; a base da constru&ccedil;&atilde;o do car&aacute;ter e tamb&eacute;m a educa&ccedil;&atilde;o dos sentimentos da crian&ccedil;a e do jovem.<br /> O lar &eacute;, por excel&ecirc;ncia, uma grande e aben&ccedil;oada escola, uma institui&ccedil;&atilde;o humana educativa na qual aprendemos a amar pais, filhos e irm&atilde;os para, um dia, ampliarmos esse amor a toda a Humanidade.<br /> O processo de educa&ccedil;&atilde;o &eacute; relativo pois, ao mesmo tempo em que pais e m&atilde;es est&atilde;o educando seus filhos, est&atilde;o tamb&eacute;m crescendo individualmente.<br /> A ingenuidade infantil facilita a tarefa de modelagem do car&aacute;ter e o direcionamento adequado das m&aacute;s tend&ecirc;ncias.<br /> &Eacute; ent&atilde;o na adolesc&ecirc;ncia que costumam surgir as grandes dificuldades. &Eacute; nessa fase que o jovem est&aacute; buscando construir a sua pr&oacute;pria identidade, estabelecendo-se facilmente um conflito entre as gera&ccedil;&otilde;es.<br /> As diferentes vis&otilde;es de mundo podem ser uma das causas desse conflito. Salutar entender que a diversidade de opini&otilde;es &eacute; necess&aacute;ria para o avan&ccedil;o e procurarmos n&atilde;o fazer dessas diferen&ccedil;as motivo de disc&oacute;rdia.<br /> Elas passam a se tornar motivo de choque quando as partes envolvidas, pais e jovens, sobretudo os mais velhos, tentam impor a sua vis&atilde;o de mundo.<br /> Para que n&atilde;o ocorra essa imposi&ccedil;&atilde;o, por nenhuma das partes, deve haver muito di&aacute;logo, nos relacionamentos, objetivando a constru&ccedil;&atilde;o de uma nova vis&atilde;o e o aprendizado de que o ponto de vista do outro deve ser respeitado.<br /> Outra quest&atilde;o que leva a essas diverg&ecirc;ncias &eacute; a diferen&ccedil;a de valores e interesses entre as gera&ccedil;&otilde;es.<br /> &Eacute; certo que h&aacute; valores que s&atilde;o perenes e devem fazer parte da constru&ccedil;&atilde;o do car&aacute;ter de pessoas de bem. Honestidade, respeito, aprendizado de uma ocupa&ccedil;&atilde;o &uacute;til, &eacute;tica e esfor&ccedil;o pessoal s&atilde;o aquisi&ccedil;&otilde;es inquestion&aacute;veis.<br /> Por&eacute;m, se nos mantivermos cristalizados em nossas pr&oacute;prias experi&ecirc;ncias, tendemos a transferi-las para nossos filhos, n&atilde;o abrindo espa&ccedil;o para que eles desenvolvam seus pr&oacute;prios interesses.<br /> O tipo de educa&ccedil;&atilde;o recebida pelos pais pode colaborar nesse processo. Opress&atilde;o demais e processos de intoler&acirc;ncia geralmente n&atilde;o causam resultados positivos. A flexibilidade &eacute; necess&aacute;ria em certos momentos.<br /> Deve-se cuidar tamb&eacute;m com a permissividade em excesso.<br /> Na busca de uma nova defini&ccedil;&atilde;o para si mesmo, o jovem passa a apresentar caracter&iacute;sticas que antes desconhec&iacute;amos, muitas das quais prefer&iacute;amos que eles n&atilde;o as tivessem, mas temos que aprender a respeit&aacute;-las.<br /> &Eacute; fundamental diferenciar o que &eacute; espec&iacute;fico da personalidade do indiv&iacute;duo, como os gostos e prefer&ecirc;ncias, e o que precisa ser moldado e orientado. <br /> <br /> * * *<br /> Para que no lugar de um conflito entre as gera&ccedil;&otilde;es, possamos estabelecer um encontro entre elas, &eacute; importante o cultivo de profundo respeito entre pais e filhos.<br /> &Eacute; indispens&aacute;vel tamb&eacute;m que o di&aacute;logo esteja sempre presente e que as concess&otilde;es ocorram quando necess&aacute;rio.<br /> Mas sobretudo, o que deve prevalecer &eacute; o amor, traduzido na express&atilde;o de cuidado e afeto.<br /> <br /> Pensemos nisso.<br />

APRENDER A FLORESCER
7 Mai 20155:05EP 235

APRENDER A FLORESCER

<strong>&nbsp;Aprender a florescer</strong><br /> <br /> <br /> Ela era uma jovem das fam&iacute;lias mais ricas de Los Angeles. Prestes a se casar, seu noivo foi convocado para o Vietn&atilde;. Antes, deveria passar por um treinamento de um m&ecirc;s.<br /> Enamorada, ela optou por antecipar o casamento e partir com ele. Ao menos poderia passar o m&ecirc;s do treinamento pr&oacute;ximo dele, antes de sua partida para terras t&atilde;o long&iacute;nquas e perigosas.<br /> Pr&oacute;ximo &agrave; base do deserto da Calif&oacute;rnia onde se daria o treinamento, havia uma aldeia abandonada de &iacute;ndios Navajos e uma das cabanas foi especialmente preparada para receber o casal.<br /> O primeiro dia foi de felicidade. Ele chegou cansado, queimado pelo sol de at&eacute; 45 graus. Ela o ajudou a tirar a farda e deitar-se. Foi rom&acirc;ntico e maravilhoso.<br /> Ao final da semana, ela estava infeliz e ao fim de dez dias estava entrando em desespero.<br /> O marido chegava exausto do treinamento, que come&ccedil;ava &agrave;s cinco horas da manh&atilde; e terminava &agrave;s dez horas da noite. Ela era vi&uacute;va de um homem vivo, sempre exaurido. Escreveu para a m&atilde;e, dizendo que n&atilde;o aguentava mais e perguntando se deveria abandon&aacute;-lo.<br /> Alguns dias depois, recebeu a resposta. A velha senhora, de muito bom senso, lhe enviou uma quadrinha em versos livres que dizia mais ou menos assim:<br /> Dois homens viviam em uma cela de imunda pris&atilde;o. Um deles olhava para o alto e enxergava estrelas. O outro, olhava para baixo e somente via lama. Abra&ccedil;os. Mam&atilde;e.<br /> A jovem entendeu. Ela e o marido estavam em uma cela, cada um a seu modo. Ver as estrelas ou contemplar a lama era sua op&ccedil;&atilde;o.<br /> Pela primeira vez, em vinte dias de vida no deserto, ela saiu para conhecer os arredores.<br /> Logo adiante, surpreendeu-se com a beleza de uma concha de caracol. Ela conhecia conchas da praia, mas aquelas eram diferentes, bel&iacute;ssimas.<br /> Quando seu marido chegou naquela noite, quase que ela nem o percebeu, t&atilde;o aplicada estava em separar e classificar as conchas que recolhera durante todo o dia.<br /> Quando terminou o treinamento e ele foi para a guerra, ela decidiu permanecer ali mesmo. Descobrira que o deserto era um mar de belezas.<br /> De seus estudos e pesquisas resultou um livro que &eacute; considerado a obra mais completa acerca de conchas marinhas, porque o deserto da Calif&oacute;rnia um dia foi fundo de mar e &eacute; um imenso dep&oacute;sito de f&oacute;sseis e riquezas minerais.<br /> Mais tarde, com o retorno do esposo do Vietn&atilde;, ela voltou a Los Angeles, com a vida enriquecida por experi&ecirc;ncias salutares. Tudo porque ela aprendera a florescer onde Deus a colocara.<br /> * * *<br /> Existem flores nos jardins bem cuidados. Existem flores agrestes em pleno cora&ccedil;&atilde;o &aacute;rduo do deserto.<br /> Existem flores perdidas pelas orlas dos caminhos, enfeitando veredas an&ocirc;nimas.<br /> Muitas sementes manifestam sua vida florescendo a partir de um pequeno gr&atilde;o de terra, perdido entre pedras brutas, demonstrando que a sabedoria est&aacute; em florescer onde se &eacute; plantado.<br /> Florescer, mesmo que o jardineiro sejam os ventos graves ou as &aacute;guas abundantes.<br /> Florescer, ainda que as condi&ccedil;&otilde;es de calor e umidade nem sempre sejam as favor&aacute;veis...<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base na palestra Flores&ccedil;a <br /> onde for plantado, proferida por Divaldo Pereira Franco.<br /> Em 25.01.2013.</em></div>

PONTOS DE VISTA
6 Mai 20154:11EP 234

PONTOS DE VISTA

<strong>&nbsp;Pontos de vista</strong><br /> <br /> <br /> Um dia, cinco alunos foram submetidos a uma experi&ecirc;ncia curiosa.<br /> Todos, de olhos vendados, foram conduzidos para perto de um animal a fim de identificarem suas caracter&iacute;sticas.<br /> O primeiro passou vagarosamente as m&atilde;os nas orelhas do bicho e falou convicto: &Eacute; algo espalhado, como um tapete.<br /> O segundo aproximou-se, esticou o bra&ccedil;o, pegou na tromba e exclamou: &Eacute; uma coisa comprida e redonda, deve ser uma jiboia.<br /> Tocando demoradamente uma das pernas do animal, o terceiro falou convicto: Isto n&atilde;o &eacute; um animal, &eacute; um tronco de &aacute;rvore.<br /> O quarto aluno apalpou por v&aacute;rias vezes uma das presas e disse: Ah, isto n&atilde;o &eacute; um tronco, mas sim uma lan&ccedil;a, muito pontiaguda.<br /> O quinto e &uacute;ltimo, por sua vez, exclamou com seguran&ccedil;a, tocando o rabo do animal:Definitivamente isto &eacute; apenas uma corda muito fina!<br /> E porque n&atilde;o entrassem num acordo, os alunos come&ccedil;aram uma discuss&atilde;o acalorada. Afinal, todos eles haviam tocado o animal com as pr&oacute;prias m&atilde;os, e por esse motivo, cada um tinha seu pr&oacute;prio ponto de vista.<br /> Para acalmar os &acirc;nimos, o professor falou com firmeza:<br /> Cada um de voc&ecirc;s est&aacute; certo, mas cada um est&aacute; errado tamb&eacute;m.<br /> Todos querem defender o seu ponto de vista mas n&atilde;o querem admitir que o outro possa estar com uma parcela da verdade.<br /> Ato cont&iacute;nuo, tirou as vendas dos jovens e todos puderam contemplar o enorme elefante e perceber que todas as opini&otilde;es tinham seus fundamentos.<br /> <br /> * * *<br /> Grande parte dos desentendimentos entre as pessoas, na viv&ecirc;ncia di&aacute;ria, &eacute; resultado de cada um defender o seu ponto de vista sem se permitir ver as coisas sob o ponto de vista do outro.<br /> Todos querem ter raz&atilde;o, sem abrir m&atilde;o da sua verdade.<br /> No entanto, tudo seria mais f&aacute;cil se admit&iacute;ssemos a possibilidade de o outro estar certo.<br /> As pessoas s&atilde;o individualidades que trazem consigo possibilidades muito pr&oacute;prias no entendimento das coisas e situa&ccedil;&otilde;es.<br /> Por essa raz&atilde;o, n&atilde;o podemos exigir que os outros vejam com os nossos olhos, nem que pensem com a nossa mente.<br /> Se todos compreend&ecirc;ssemos esses detalhes importantes na vida de rela&ccedil;&atilde;o, certamente evitar&iacute;amos grande parcela de dissabores e discuss&otilde;es in&uacute;teis.<br /> <br /> * * *<br /> Todas as flores s&atilde;o flores, mas o ger&acirc;nio n&atilde;o tem as caracter&iacute;sticas do cravo e nem a rosa as da violeta.<br /> Todos os frutos s&atilde;o frutos, mas a laranja n&atilde;o guarda semelhan&ccedil;a com a pera.<br /> Al&eacute;m disso, cada flor tem o seu perfume original, tanto quanto cada fruto n&atilde;o amadurece fora da &eacute;poca prevista.<br /> Assim tamb&eacute;m &eacute; com as criaturas.<br /> Cada pessoa respira em faixa diversa de evolu&ccedil;&atilde;o.<br /> &Eacute; justo que nos detenhamos na companhia daqueles que sentem e pensam como n&oacute;s, entretanto, &eacute; caridade n&atilde;o violentar a cabe&ccedil;a daqueles que n&atilde;o comungam das nossas ideias.<br /> Pensemos nisso!<br /> <br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. Os cegos e o elefante, <br /> de O livro das virtudes, v. II, de Willian J. Bennett, ed.Nova Fronteira<br /> e no cap. 3 do livro Ceifa de luz , pelo Esp&iacute;rito Emmanuel, <br /> psicografia de Francisco C&acirc;ndido Xavier, ed. Feb.<br /> Em 28.05.2013.</em></div>

Nada tocando
PENSE NISSO
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