Capa de PENSE NISSO

PODCAST · 3393 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

Compartilhar

Episódios

Ordenar por:Mais recentes
O FIM DO MUNDO
18 Jul 20153:12EP 281

O FIM DO MUNDO

<strong>&nbsp;O fim do mundo</strong><br /> <br /> N&atilde;o &eacute; novidade a previs&atilde;o de que o mundo vai acabar. As culturas milenares ou doutrinas recentes, pregadores de hoje ou profetas do ontem se fizeram arautos do fim do mundo.<br /> Alguns previram explos&otilde;es e convuls&otilde;es intensas avassalando imensas regi&otilde;es.<br /> Outros, imaginaram grandes aster&oacute;ides se chocando com a Terra, convulsionando de tal forma a harmonia do planeta, que a vida humana se tornaria imposs&iacute;vel, sendo destru&iacute;da em sua totalidade.<br /> Alguns fan&aacute;ticos promoveram suic&iacute;dios coletivos, antecipando a cat&aacute;strofe que, imaginavam eles, se daria brevemente.<br /> N&atilde;o foram poucos aqueles que marcaram data, ano, na exatid&atilde;o do calend&aacute;rio que se escoava e que teimava em n&atilde;o cumprir a previs&atilde;o catastr&oacute;fica.<br /> Poucos, por&eacute;m, se deram conta de que o mundo h&aacute; muito tempo vem acabando.<br /> Onde est&aacute; o mundo onde as mulheres n&atilde;o tinham direitos sociais, eram proibidas de votar, n&atilde;o podiam frequentar a escola?<br /> Esse mundo acabou, resistindo apenas em alguns rinc&otilde;es de ignor&acirc;ncia e mis&eacute;ria moral.<br /> Como falar, ent&atilde;o, do mundo onde as cartas levavam meses para encontrar seu destino, onde as not&iacute;cias eram poucas e raras, onde sabia-se de pouco e pouco se difundia?<br /> Esse mundo tamb&eacute;m acabou, substitu&iacute;do por um mundo melhor, onde a tecnologia nos aproxima, nos beneficia, coloca luzes nos mais distantes lugares do mundo, minimizando as dores e dificuldades.<br /> Analisando assim, &eacute; verdade que o mundo est&aacute; acabando. N&atilde;o da maneira violenta e definitiva como imaginavam tantos, nem tampouco de forma irrevers&iacute;vel e avassaladora como pregaram outros.<br /> &Eacute; natural da evolu&ccedil;&atilde;o humana que o mundo v&aacute; se acabando, para que outro mundo se construa, na marcha inevit&aacute;vel do progresso e da melhora.<br /> Mesmo a guerra, as grandes cat&aacute;strofes naturais, os desastres s&atilde;o previstos nas leis de Deus para que o progresso ganhe marcha e a melhora se instale para todos.<br /> Nesses dias de transi&ccedil;&atilde;o que ora passamos, &eacute; urgente que o mundo tamb&eacute;m se acabe.<br /> Mas esse mundo que deve ser extinto &eacute; o mundo da viol&ecirc;ncia que palpita dentro de n&oacute;s.<br /> Temos que ajudar a dar fim ao mundo de injusti&ccedil;a que, muitas vezes, permitimos que se d&ecirc; sob os nossos olhos.<br /> Devemos colaborar para o fim de um mundo de iniquidades, de desigualdades, de fome e mis&eacute;ria que ainda se estende por tanta parte e para tantos.<br /> &Eacute; verdadeiramente urgente que esse mundo todo se acabe. E que um novo mundo se inicie em nossa intimidade e, aos poucos, possamos colaborar para que nosso planeta ganhe outras paisagens e outros valores.<br /> S&oacute; assim dia vir&aacute; em que olharemos para esses dias que ora se passam e teremos a certeza de que o mundo acabou. E que no lugar dele, um mundo de paz, harmonia e justi&ccedil;a se instaurou, para nunca mais acabar.<br /> <br /> Pense nisso, mas pense agora.<br />

O TROTE
17 Jul 20153:36EP 280

O TROTE

<strong>O Trote</strong><br /> <br /> Acontece a cada in&iacute;cio de per&iacute;odo letivo. Mais caracterizado nas Universidades, embora em algumas escolas de n&iacute;vel m&eacute;dio ocorra igualmente.<br /> &Eacute; o trote a que s&atilde;o submetidos os calouros. Dos banhos de lama, cortes de cabelo e pinturas exageradas pelo corpo, tem, a cada ano, mais evidenciado o desrespeito e a inconsequ&ecirc;ncia.<br /> Da humilha&ccedil;&atilde;o de sair &agrave; rua mendigando moedas, ao desfile p&uacute;blico portando sacos de estopa &agrave; guisa de vestimenta, passou-se a engendrar maiores maldades e atos vexat&oacute;rios.<br /> Mais de uma vez o excesso, do que deveria ser uma saud&aacute;vel brincadeira, coloca em risco a vida do calouro.<br /> S&atilde;o queimaduras por produtos qu&iacute;micos at&eacute; o coma alco&oacute;lico, pela indu&ccedil;&atilde;o &agrave; ingest&atilde;o de bebidas alco&oacute;licas variadas.<br /> O momento de alegria, de comemora&ccedil;&atilde;o do sucesso se transforma em pesadelo ao calouro e aos seus familiares.<br /> Os meses exaustivos de estudo, a tens&atilde;o pelas provas, a disputa por uma vaga, o investimento emocional e financeiro se encerra, por vezes, para o candidato, de forma frustrante.<br /> Ser&aacute; isso que a Universidade tem a oferecer? Certo que o que os bancos acad&ecirc;micos oferecem &eacute; a instru&ccedil;&atilde;o.<br /> Mas o conhecimento ampliado, a possibilidade do avan&ccedil;ar no intelecto estar&aacute; acaso criando monstros? Seres humanos insens&iacute;veis, ou pior, maus ao ponto de agredir colegas novatos?<br /> Com certeza, isso &eacute; o reflexo do relaxamento da educa&ccedil;&atilde;o, a arte de formar caracteres.<br /> Reflexo de lares onde tudo se est&aacute; permitindo &agrave; crian&ccedil;a, que cresce com o conceito de que tudo pode.<br /> Mesmo porque, desde os bancos escolares primeiros, em muitos casos, os professores s&atilde;o ref&eacute;ns em sala de aula.<br /> Ref&eacute;ns de pais que d&atilde;o raz&atilde;o irrestrita aos filhos, com o argumento de que pagam a mensalidade.<br /> Ref&eacute;ns de alunos que sabem que n&atilde;o importa o que fa&ccedil;am, nada lhes acontecer&aacute;.<br /> Ent&atilde;o, nos perguntamos: Para onde vamos, afinal? O que ser&aacute; do mundo, se os profissionais em forma&ccedil;&atilde;o agem com total desrespeito ao ser humano, &agrave;s leis, &agrave; ordem?<br /> Que esperaremos de um profissional m&eacute;dico amanh&atilde;, se hoje, adentrando a Universidade, ele massacra seu colega?<br /> Que aguardaremos de um advogado amanh&atilde;, se agora ele se permite o desrespeito ao companheiro de classe, em total desconsidera&ccedil;&atilde;o com a &eacute;tica?<br /> Que nos reserva o futuro?<br /> * * *<br /> Pais e professores cabe-nos retomar as r&eacute;deas e estabelecer diretrizes.<br /> &Eacute;tica no lar, respeito na escola, normativas de comportamento.<br /> Parceria lar-escola. Parceria nos prop&oacute;sitos, nos ideais. Sentirmo-nos como part&iacute;cipes de um mesmo e grandioso prop&oacute;sito de educa&ccedil;&atilde;o.<br /> Assim, quando as crian&ccedil;as se transformarem em adolescentes, em jovens, estaremos de bra&ccedil;os dados, nas comemora&ccedil;&otilde;es dos seus sucessos.<br /> E quando chegar o momento do trote, teremos eventos produtivos acontecendo.<br /> Gincanas entre grupos de uma e outra faculdade, disputando quem arrecada maior quantidade de alimentos para o lar de idosos; quem consegue maior n&uacute;mero de latas de leite em p&oacute; para as creches.<br /> Teremos mutir&otilde;es de jovens, dispostos a colaborar com o pr&oacute;prio complexo estrutural universit&aacute;rio, pintando, consertando, melhorando a cal&ccedil;ada, embelezando o jardim.<br /> Pensemos nisso e invistamos logo, para um amanh&atilde; de paz com que todos sonhamos<br />

BAIXAS
15 Jul 20154:03EP 279

BAIXAS

<strong>&nbsp;Baixas</strong><br /> <br /> <br /> No dia em que a guerra dos Estados Unidos contra o Iraque teve in&iacute;cio, o mundo inteiro estava atento aos notici&aacute;rios e quase todos os meios de comunica&ccedil;&atilde;o divulgavam os fatos, com incr&iacute;vel rapidez.<br /> O silvar dos m&iacute;sseis, a fuma&ccedil;a, misturada com a claridade provocada pela explos&atilde;o, eram imagens constantes.<br /> A cobertura jornal&iacute;stica da guerra, como se diz, estava cumprindo o seu papel.<br /> Passados alguns dias, as pessoas deixaram de se importar tanto com esse acontecimento. Principalmente as que n&atilde;o conseguem ouvir o estrondo das explos&otilde;es, nem os gritos de dor e desespero, nem o odor f&eacute;tido daqueles cujos corpos s&atilde;o dilacerados pelas chamas das explos&otilde;es...<br /> Mas, h&aacute; outra realidade que ningu&eacute;m mostra...<br /> &Eacute; algo t&atilde;o cruel que, se mostrado, talvez mudasse o rumo dos acontecimentos...<br /> &Eacute; o desespero e a sensa&ccedil;&atilde;o de impot&ecirc;ncia dos pais dos soldados enviados para as frentes de batalha.<br /> S&atilde;o os sentimentos dos soldados. Jovens que foram arrancados do conforto de seus lares e empurrados para morrer, a qualquer momento, numa guerra que n&atilde;o provocaram...<br /> Se se pudesse ouvir e sentir seus gemidos de pavor ante a escurid&atilde;o, seus medos, suas inseguran&ccedil;as, seus prantos silenciosos de saudades dos seus amores...<br /> Ah, se fosse registrada a situa&ccedil;&atilde;o a que se converteram os bravos soldados, ap&oacute;s v&aacute;rias noites sem dormir...<br /> Mas isso &eacute; resolvido com anfetaminas para render mais... Afinal, s&atilde;o m&aacute;quinas de guerra.<br /> N&atilde;o! &Eacute; imposs&iacute;vel imaginar o que sejam o tormento da fome, da sede, do sono, do cansa&ccedil;o, aliados ao temor de um ataque surpresa do inimigo.<br /> Se se pudesse registrar a agonia de filhos perdidos em meio &agrave; paisagem devastada pelos ataques, &agrave; procura de pais cujos corpos jazem sobre escombros, cinzas e sangue...<br /> Isso, certamente, os que optam pela guerra n&atilde;o sabem o que &eacute;.<br /> Talvez digam que &eacute; preciso sacrificar algumas vidas, desde que n&atilde;o seja a sua ou a de seus familiares...<br /> E, quando, por fim, o pior acontece, o pavor do combatente &eacute; silenciado pelo manto escuro da morte, aquele jovem &eacute; contado apenas como uma baixa a mais.<br /> Sim, sua exist&ecirc;ncia foi interrompida... Mas, isso foi apenas mais uma baixa.<br /> Como dizer a uma m&atilde;e ou a um pai que aquele filho ou filha, que h&aacute; pouco cantarolava pela casa, agora representa apenas mais um n&uacute;mero na triste estat&iacute;stica das baixas no campo de batalha?<br /> Isso n&atilde;o faz sentido...<br /> Mas, quem se importa?<br /> Para os governantes de pa&iacute;ses que sacrificam seus cidad&atilde;os em nome da liberdade, as riquezas minerais e seus interesses escusos s&atilde;o mais importantes do que vidas humanas.<br /> &Eacute; importante pensar, principalmente quando se elege os representantes, sobre quem &eacute; a favor dessas atrocidades e quem &eacute; a favor da vida, do ser humano, dos sentimentos alheios.<br /> Talvez voc&ecirc; esteja se perguntando: Mas, o que eu posso fazer, agora, para mudar a situa&ccedil;&atilde;o?<br /> Voc&ecirc; pode enviar, atrav&eacute;s de uma ora&ccedil;&atilde;o sincera, as suas melhores vibra&ccedil;&otilde;es de paz em favor, primeiro, dos que mais precisam: os governantes respons&aacute;veis por essas insanidades.<br /> Segundo, por aqueles que sofrem a consequ&ecirc;ncia dessas atrocidades.<br /> Pense nisso, e fa&ccedil;a a sua parte.<br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso<br /> Em 05.08.2012.</em></div>

A PERDA GERA DESCOBERTAS
14 Jul 20153:28EP 278

A PERDA GERA DESCOBERTAS

<strong>&nbsp;A PERDA GERA DESCOBERTAS</strong><br /> <br /> <br /> A rotina, as discuss&otilde;es, a m&aacute;goa, a vaidade, o orgulho, o ego&iacute;smo, a insensatez &ndash; essas coisas, &agrave;s vezes, nos cegam &agrave; verdadeira import&acirc;ncia que determinada pessoa tem para n&oacute;s. Quem est&aacute; sempre perto &ndash; por vezes cobrando, chamando a aten&ccedil;&atilde;o, discordando e, de certa forma, colocando-se &agrave; merc&ecirc; de nosso julgamento &ndash; perde seu valor justamente por isso: por estar sempre ali, ao alcance da m&atilde;o.<br /> Por&eacute;m, a import&acirc;ncia de algu&eacute;m para ti, n&atilde;o a podes avaliar na presen&ccedil;a. Porque, na presen&ccedil;a, bem provavelmente te iludas de que esse algu&eacute;m &eacute; dispens&aacute;vel e at&eacute; tua vida sem essa pessoa talvez fosse melhor.<br /> O verdadeiro valor de algu&eacute;m em tua vida, s&oacute; o podes avaliar na aus&ecirc;ncia: &eacute; normalmente quando aperta a saudade que aquele monte de defeitos, antes intoler&aacute;vel, assume sua real dimens&atilde;o. E, estranho... Come&ccedil;as a te lembrar de qualidades que j&aacute; tinhas at&eacute; esquecido!<br /> Talvez quando a dist&acirc;ncia for uma realidade, percebas que aquele que te parecia dispens&aacute;vel passou a te fazer falta como se uma parte de teu corpo tivesse sido amputada.<br /> Se tens algu&eacute;m que te quer bem, n&atilde;o embarques na tolice de esperar o leite derramar para, ent&atilde;o, verter l&aacute;grimas in&uacute;teis.<br /> Afasta o cisco do olho que te faz enxergar s&oacute; os defeitos e te cega &agrave;s qualidades do outro.<br /> Em vez de valorizar encantos transit&oacute;rios e superficiais, aprende a reconhecer a import&acirc;ncia do companheirismo e do afeto: na hora do sufoco e da solid&atilde;o, &eacute; disso que a gente sente falta.<br /> Por que provocares o castigo da dist&acirc;ncia, quando &eacute; t&atilde;o mais f&aacute;cil reconheceres o valor de quem te ama?<br /> Acorda, sufocando o ego&iacute;smo e oferecendo ao outro o que tens de bom, em vez de ficares s&oacute; criticando, s&oacute; exigindo, s&oacute; esperando para ti.<br /> Pois haver&aacute; um momento de tua vida em que nada, nada exceto o amor &ndash; mesmo cego e coxo &ndash; s&oacute; o verdadeiro amor poder&aacute; saciar tua fome e preencher o vazio de teu cora&ccedil;&atilde;o... <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 21.08.2013.</em></div>

O PODER DA EDUCAÇÃO
13 Jul 20153:46EP 277

O PODER DA EDUCAÇÃO

<strong>&nbsp;O poder da educa&ccedil;&atilde;o<br /> </strong><br /> Conta-se que o legislador Licurgo foi convidado a proferir uma palestra a respeito de educa&ccedil;&atilde;o. Aceitou o convite mas pediu, no entanto, o prazo de seis meses para se preparar. <br /> O fato causou estranheza, pois todos sabiam que ele tinha capacidade e condi&ccedil;&otilde;es de falar a qualquer momento sobre o tema e, por isso mesmo, o haviam convidado. <br /> Transcorridos os seis meses, compareceu ele perante a assembl&eacute;ia em expectativa. <br /> Postou-se &agrave; tribuna e logo em seguida, entraram dois criados, cada qual portando duas gaiolas. Em cada uma havia um animal, sendo duas lebres e dois c&atilde;es. <br /> A um sinal previamente estabelecido, um dos criados abriu a porta de uma das gaiolas e a pequena lebre, branca, saiu a correr, espantada. <br /> Logo em seguida, o outro criado abriu a gaiola em que estava o c&atilde;o e este saiu em desabalada carreira ao encal&ccedil;o da lebre. Alcan&ccedil;ou-a com destreza trucidando-a rapidamente. <br /> A cena foi dantesca e chocou a todos. Uma grande admira&ccedil;&atilde;o tomou conta da assembl&eacute;ia e os cora&ccedil;&otilde;es pareciam saltar do peito. <br /> Ningu&eacute;m conseguia entender o que Licurgo desejava com tal agress&atilde;o. <br /> Mesmo assim, ele nada falou. Tornou a repetir o sinal convencionado e a outra lebre foi libertada. A seguir, o outro c&atilde;o. <br /> O povo mal continha a respira&ccedil;&atilde;o. Alguns mais sens&iacute;veis, levaram as m&atilde;os aos olhos para n&atilde;o ver a reprise da morte b&aacute;rbara do indefeso animalzinho que corria e saltava pelo palco. <br /> No primeiro instante, o c&atilde;o investiu contra a lebre. Contudo, em vez de abocanh&aacute;-la deu-lhe com a pata e ela caiu. <br /> Logo ergueu-se e se p&ocirc;s a brincar. <br /> Para surpresa de todos, os dois ficaram a demonstrar tranq&uuml;ila conviv&ecirc;ncia, saltitando de um lado a outro do palco. <br /> Ent&atilde;o, e somente ent&atilde;o, Licurgo falou; &quot;senhores, acabais de assistir a uma demonstra&ccedil;&atilde;o do que pode a educa&ccedil;&atilde;o. Ambas as lebres s&atilde;o filhas da mesma matriz, foram alimentadas igualmente e receberam os mesmos cuidados. Assim igualmente os c&atilde;es.&rdquo; <br /> A diferen&ccedil;a entre os primeiros e os segundos &eacute;, simplesmente, a educa&ccedil;&atilde;o.&quot; <br /> E prosseguiu vivamente o seu discurso dizendo das excel&ecirc;ncias do processo educativo. <br /> &quot;A educa&ccedil;&atilde;o, baseada numa concep&ccedil;&atilde;o exata da vida, transformaria a face do mundo.&quot; <br /> Eduquemos nosso filho, &quot;esclare&ccedil;amos sua intelig&ecirc;ncia, mas, antes de tudo, falemos ao seu cora&ccedil;&atilde;o, ensinemos a ele a despojar-se das suas imperfei&ccedil;&otilde;es. Lembremo-nos de que a sabedoria por excel&ecirc;ncia consiste em nos tornarmos melhores.&quot; <br /> Voc&ecirc; sabia? <br /> Que Licurgo foi um legislador grego que deve ter vivido no s&eacute;culo quarto antes de Cristo?<br /> E que o verbo educar &eacute; origin&aacute;rio do latim educare ou educcere e quer dizer extrair de dentro? <br /> Percebe-se portanto, que a educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se constitui em mero estabelecimento de informa&ccedil;&otilde;es, mas sim de se trabalhar as potencialidades interiores do ser, a fim de que flores&ccedil;am, &agrave; semelhan&ccedil;a de bela e perfumada flor.<br />

HONESTIDADE EM QUALQUER IDADE
10 Jul 20154:49EP 276

HONESTIDADE EM QUALQUER IDADE

<strong>&nbsp;Honestidade em qualquer idade</strong><br /> <br /> O que voc&ecirc; faria se encontrasse uma carteira com mil e quinhentos reais na rua, perdida?<br /> Numa das capitais do pa&iacute;s, um menino de doze anos n&atilde;o teve d&uacute;vida: devolveu!<br /> E o pr&eacute;-adolescente Lucas Eduardo virou exemplo no bairro onde mora.<br /> O menino t&iacute;mido encarou a situa&ccedil;&atilde;o com simplicidade surpreendente.<br /> Eu fiz porque era o certo. Imaginei que a pessoa iria precisar do dinheiro para pagar as contas, ir aos m&eacute;dicos, contou Lucas, em entrevista a um jornal daquela cidade.<br /> Lucas tinha raz&atilde;o.<br /> Evanir havia sa&iacute;do na manh&atilde; de segunda-feira com o objetivo de pagar as contas do m&ecirc;s.<br /> Vi&uacute;va h&aacute; sete anos e aposentada h&aacute; mais de duas d&eacute;cadas, ela vive sozinha, com renda bem apertada.<br /> Para devolver o dinheiro, o menino teve ajuda da dire&ccedil;&atilde;o da escola onde estuda, a fim de localizar o n&uacute;mero do telefone e comunicar-se com a idosa.<br /> Assim, ela ficou sabendo que os valores que perdera haviam sido encontrados e que estavam em boas m&atilde;os.<br /> O gesto do estudante comoveu gente de todas as idades e classes sociais na regi&atilde;o.<br /> Dezenas de pessoas entraram em contato com a escola, onde ele estuda, para elogiar a honestidade do menino e oferecer doa&ccedil;&otilde;es.<br /> Lucas, de fam&iacute;lia humilde, tinha um sonho: ter um videogame.<br /> Ao saber da hist&oacute;ria, uma doadora an&ocirc;nima decidiu presentear Lucas e seus irm&atilde;os com o Playstation dos seus filhos.<br /> A hist&oacute;ria do menino n&atilde;o parou por a&iacute;.<br /> Ganhou repercuss&atilde;o internacional: chegou, inclusive, aos Estados Unidos.<br /> Uma brasileira, que l&aacute; reside, telefonou, comovida com o gesto, e ofereceu doa&ccedil;&otilde;es ao menino.<br /> Um empres&aacute;rio emocionado foi al&eacute;m: conversou com Lucas sobre a import&acirc;ncia de sua atitude e retribuiu seu gesto com um presente: deu-lhe a mesma quantia que Lucas devolveu &agrave; dona Evanir: mil e quinhentos reais.<br /> A idosa, que recebeu a devolu&ccedil;&atilde;o, afirmou:<br /> T&atilde;o pequeno e com toda essa honestidade. &Eacute; muito bonito. &Agrave;s vezes, pessoas da nossa pr&oacute;pria fam&iacute;lia n&atilde;o devolvem o dinheiro.<br /> * * *<br /> At&eacute; quando a honestidade ser&aacute; exce&ccedil;&atilde;o em nosso mundo?<br /> At&eacute; quando precisaremos comemorar gestos como esse, que j&aacute; deveriam ser normais, naturais, como foram para o menino Lucas?<br /> A honestidade estava dentro dele. Talvez nem tenha necessitado ser aprendida em casa. Estava no Esp&iacute;rito. Fiz porque era o certo.<br /> Quando temos esse contato &iacute;ntimo com nossa consci&ecirc;ncia, passamos a ter menos d&uacute;vidas entre o certo e o errado. Ambos ficam muito claros em todas as situa&ccedil;&otilde;es.<br /> N&atilde;o se precisa pensar muito se vai se jogar lixo no ch&atilde;o, se vai devolver o troco certo, se vai contar a verdade &ndash; tudo isso passa a ser natural.<br /> O bem precisa se tornar h&aacute;bito e ir substituindo o mal aos poucos. &Eacute; assim que nos transformamos e transformamos a sociedade.<br /> Se queremos que o tal jeitinho desapare&ccedil;a, precisamos, de uma vez por todas, incorporar este esp&iacute;rito de fiz porque era o certo, independente se o certo &eacute; o melhor para n&oacute;s ou n&atilde;o. &Eacute; o certo e pronto.<br /> Consultemos a consci&ecirc;ncia. As respostas est&atilde;o sempre l&aacute;, onde est&atilde;o inscritas todas as leis .<br /> Pensemos nisso. Fa&ccedil;amos o certo.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em reportagem<br /> publicada no site www.sonoticiaboa.band.uol.com.br, em 22 de<br /> agosto de 2013.<br /> Em 26.10.2013.</em></div>

COMBATENDO O PRECONCEITO
8 Jul 20154:10EP 275

COMBATENDO O PRECONCEITO

<strong>&nbsp;Combatendo o preconceito</strong><br /> <br /> Quando Gandhi trabalhava pela independ&ecirc;ncia da &Iacute;ndia, empenhou-se tamb&eacute;m em combater uma quest&atilde;o interna: o preconceito de castas.<br /> <br /> Tradi&ccedil;&atilde;o milenar que divide a sociedade indiana em religiosos, guerreiros, agricultores, comerciantes e servos, as castas at&eacute; hoje persistem.<br /> <br /> Na base da pir&acirc;mide social, uma categoria desprezada: os p&aacute;rias.<br /> <br /> Sem casta, os p&aacute;rias s&atilde;o considerados impuros e acredita-se que quem os toca fica impuro tamb&eacute;m. Por isso s&atilde;o chamados intoc&aacute;veis.<br /> <br /> Mas Gandhi, ao estudar profundamente os ensinos de Krishna, aprendeu que Deus n&atilde;o faz diferen&ccedil;a entre Seus filhos.<br /> <br /> Ele compreendeu que o sistema de castas havia sido modificado pelos homens, que o usaram para fins de domina&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e social.<br /> <br /> E foi assim que Gandhi passou a combater o preconceito contra os p&aacute;rias, que ele chamava harijans, palavra que significa filhos de Deus.<br /> <br /> Estava certo Gandhi. <br /> Os preconceitos que carregamos s&atilde;o parte de um contexto social e cultural que devemos combater.<br /> <br /> &Agrave; medida que a Humanidade progride, os preconceitos v&atilde;o perdendo espa&ccedil;o.<br /> <br /> A ci&ecirc;ncia vai demonstrando que certas teorias n&atilde;o t&ecirc;m validade e aos poucos vamos expurgando pr&aacute;ticas vergonhosas.<br /> <br /> Vejamos, por exemplo, o preconceito racial. Ele &eacute; decorrente de uma vis&atilde;o que data da &eacute;poca da coloniza&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> Os europeus se achavam superiores aos povos ind&iacute;genas ou africanos. &Eacute; uma tese absurda que o tempo se encarregou de derrubar.<br /> <br /> Sim, pois quando se ofereceu oportunidade, negros e &iacute;ndios mostraram tanta capacidade intelecto-moral quanto os demais.<br /> <br /> Nunca &eacute; demais lembrar que &ndash; mesmo na &eacute;poca do mais rigoroso preconceito racial no Brasil &ndash; houve quem triunfasse.<br /> <br /> &Eacute; o caso do maior escritor brasileiro de todos os tempos: Machado de Assis.<br /> <br /> Filho de uma ex escrava, que trabalhava como lavadeira, ele trabalhava durante o dia e estudava &agrave; noite, sob a luz de um lampi&atilde;o.<br /> <br /> Demonstrou que o talento e o esfor&ccedil;o vencem o preconceito, por mais forte que seja.<br /> <br /> Hoje, por mais que se combata o preconceito, muitas vezes ele ainda aparece inesperadamente.<br /> <br /> &Eacute; porque estava apenas oculto, escondido sob o verniz social.<br /> <br /> &Eacute; assim na quest&atilde;o dos homossexuais. Os preconceitos contra eles se manifestam de forma agressiva.<br /> <br /> Eles s&atilde;o ridicularizados, alvo de piadas e at&eacute; de viol&ecirc;ncia. Muitos s&atilde;o espancados e assassinados.<br /> <br /> <br /> Ser&aacute; que j&aacute; conseguimos ver todos os demais seres humanos como irm&atilde;os que tamb&eacute;m amam, sofrem e querem ser felizes?<br /> <br /> Ser&aacute; que ainda &eacute; preciso ter uma data, pra se conscientizar do quanto o preconceito &eacute; sinal de barbarismo e ignor&acirc;ncia? <br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso- com base no livro<br /> Momento Esp&iacute;rita, v. 7, ed. Fep.<br /> Em 19.05.2008.</em></div>

MORRER LENTAMENTE
7 Jul 20153:04EP 274

MORRER LENTAMENTE

<strong>Morrer Lentamente</strong><br /> <br /> Nestes dias, em que n&oacute;s corremos rumo ao sucesso, fama, riqueza e poder, esquecemos de algo que &eacute; o mais importante de tudo; o de viver!<br /> Lutamos tanto para conquistar, e no final, somos n&oacute;s os conquistados. Conquistados, pelo tempo que esquecemos de viver. E quando nos damos conta, j&aacute; estamos nos preparando para grande viagem. E muito de n&oacute;s, morre lentamente.<br /> Morre lentamente,<br /> quem n&atilde;o viaja, quem n&atilde;o l&ecirc;, quem n&atilde;o ouve m&uacute;sica,<br /> quem n&atilde;o encontra gra&ccedil;a em si mesmo.<br /> Morre lentamente,<br /> quem destr&oacute;i o seu amor-pr&oacute;prio, quem n&atilde;o se deixa ajudar.<br /> <br /> Morre lentamente ,<br /> quem se transforma em escravo do h&aacute;bito,<br /> repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem n&atilde;o muda de marca,<br /> n&atilde;o se arrisca a vestir uma nova cor, ou n&atilde;o conversa com quem n&atilde;o conhece.<br /> Morre lentamente,<br /> quem faz da televis&atilde;o o seu guru.<br /> Morre lentamente,<br /> quem evita uma paix&atilde;o,<br /> quem prefere o negro sobre o branco e<br /> os pontos sobre os &quot;is&quot; em detrimento de um redemoinho de emo&ccedil;&otilde;es, justamente as que resgatam o brilho dos olhos,<br /> sorrisos dos bocejos,<br /> cora&ccedil;&otilde;es aos trope&ccedil;os e sentimentos.<br /> Morre lentamente,<br /> quem n&atilde;o vira a mesa quando est&aacute; infeliz com o seu trabalho,<br /> quem n&atilde;o arrisca o certo pelo incerto para ir atr&aacute;s de um sonho,<br /> quem n&atilde;o se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.<br /> Morre lentamente,<br /> quem passa os dias queixando-se da sua m&aacute; sorte ou da chuva incessante.<br /> Morre lentamente,<br /> quem abandona um projeto antes de inici&aacute;-lo,<br /> n&atilde;o pergunta sobre um assunto que desconhece,<br /> ou n&atilde;o responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.<br /> <br /> Evitemos a morte em doses suaves,<br /> recordando sempre que estar vivo<br /> exige um esfor&ccedil;o muito maior que o simples fato de respirar.<br /> Pense Nisso e viva a sua vida com intensidade.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em texto de Pablo Neruda<br /> Em 15.3.2014.</em></div>

Nada tocando
PENSE NISSO
0:00
0:00