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PODCAST · 3392 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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DILEMAS MORAIS
19 Ago 20153:35EP 304

DILEMAS MORAIS

<strong>&nbsp;Dilemas morais</strong><br /> <br /> Nossa sociedade vive uma crise de valores.<br /> H&aacute; not&iacute;cias de corrup&ccedil;&atilde;o nos mais variados setores.<br /> Entre a tenta&ccedil;&atilde;o e o dever, a primeira tem prevalecido.<br /> Esse clima pode gerar descren&ccedil;a no futuro.<br /> Contudo, uma pequena retrospectiva hist&oacute;rica auxilia a manter a esperan&ccedil;a.<br /> Embora de forma lenta, a Humanidade vem refinando seus valores.<br /> H&aacute; pouco tempo eram admitidas pr&aacute;ticas hoje amplamente repudiadas.<br /> Por exemplo, a escravid&atilde;o, a pris&atilde;o por d&iacute;vidas e o assassinato como forma de defesa da honra.<br /> A igualdade da mulher perante o homem constitui conquista recente da Civiliza&ccedil;&atilde;o.<br /> Por certo, um padr&atilde;o ilibado de conduta permanece distante da ampla maioria das pessoas.<br /> A honestidade ainda &eacute; uma casca muito fina a encobrir o desejo de levar vantagem.<br /> Se h&aacute; a perspectiva de lucrar indevidamente, sem ser apanhado, muitos sucumbem.<br /> E tal se d&aacute; nos mais variados planos da exist&ecirc;ncia humana.<br /> As pessoas se permitem tais desvirtuamentos na cren&ccedil;a de que assim agem na conquista da felicidade.<br /> Ocorre que n&atilde;o h&aacute; felicidade sem paz e nem paz sem consci&ecirc;ncia tranq&uuml;ila.<br /> <br /> <br /> <br /> &Eacute; ensinado, que estamos neste planeta, com o prop&oacute;sito de n&oacute;s aperfei&ccedil;oarem.<br /> Portanto, todos se destinam &agrave; mais completa felicidade.<br /> Na plenitude de sua evolu&ccedil;&atilde;o, ser&atilde;o anjos, plenos de amor e sabedoria.<br /> No princ&iacute;pio, s&atilde;o grandemente guiados pelos instintos.<br /> Mas de forma gradual desenvolvem a raz&atilde;o e conduzem-se por ela.<br /> Nesse gigantesco caminhar, cometem alguns equ&iacute;vocos e desenvolvem outros tantos v&iacute;cios.<br /> Com o passar do tempo e o crescer espiritual, muitas fissuras morais n&atilde;o mais se justificam.<br /> A consci&ecirc;ncia despertada para realidades superiores clama por corrigenda.<br /> No plano espiritual, entre as exist&ecirc;ncias terrenas, o Esp&iacute;rito contempla sua situa&ccedil;&atilde;o.<br /> Verifica quais v&iacute;cios e equ&iacute;vocos prejudicam sua marcha para a plenitude e decide super&aacute;-los.<br /> Ent&atilde;o, programa para si uma exist&ecirc;ncia terrena com o intuito de melhorar-se.<br /> Assume compromissos de trabalho, voltados &agrave; sua reforma pessoal.<br /> <br /> Pede para vivenciar algumas dificuldades, com a finalidade de corrigir-se.<br /> &Eacute; por isso que na vida terrena o dever entra em conflito com os interesses pessoais e as paix&otilde;es.<br /> De um lado h&aacute; o homem velho, tentado pela perspectiva de cometer novamente antigos equ&iacute;vocos.<br /> De outro, um elaborado projeto de disciplina e engrandecimento pessoal.<br /> Se voc&ecirc; deseja ser feliz, jamais titubeie entre a tenta&ccedil;&atilde;o e o dever.<br /> Perante um dilema moral, adote a conduta mais digna poss&iacute;vel, mesmo que penosa.<br /> O comportamento digno e o cumprimento do dever o libertar&atilde;o do passado e o habilitar&atilde;o a viv&ecirc;ncias sublimes.<br /> Ao passo que ceder &agrave;s tenta&ccedil;&otilde;es implicar&aacute; a necessidade de retomar a tarefa no futuro, provavelmente em circunst&acirc;ncias mais &aacute;rduas.<br /> Pense nisso.<br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 06.05.2012.</em></div>

BENEFÍCIO DO AUTOCONHECIMENTO
18 Ago 20154:45EP 303

BENEFÍCIO DO AUTOCONHECIMENTO

<strong>&nbsp;Benef&iacute;cios do autoconhecimento<br /> </strong><br /> O autoconhecimento &eacute; importante em nossas vidas para nos entendermos melhor.<br /> Muitas vezes, ignoramos o real significado de algumas sensa&ccedil;&otilde;es que vivenciamos no nosso cotidiano, por n&atilde;o nos conhecermos profundamente.<br /> Pensamos estar doentes. Buscamos o parecer m&eacute;dico e o resultado nos frustra, porque nada &eacute; constatado, em n&iacute;vel f&iacute;sico.<br /> Quantas vezes nos sentimos debilitados, como que enfraquecidos, com sensa&ccedil;&otilde;es desagrad&aacute;veis a nos invadir? Ou irritados, sem saber a causa?<br /> Quantos s&atilde;o os dias em que acordamos sem vontade de nada, at&eacute; mesmo, de sair da cama?<br /> E quando nos perguntam o que est&aacute; acontecendo conosco, nossa resposta &eacute;: Nada.<br /> Mas continuamos sem vontade de coisa alguma.<br /> * * *<br /> Importante seria que tiv&eacute;ssemos em mente que, al&eacute;m da realidade f&iacute;sica e social, temos, atuante em n&oacute;s, a realidade espiritual.Aqui vale uma explana&ccedil;&atilde;o: quando falamos de realidade espiritual, n&atilde;o &eacute; no tocante a religiosidade. E sim, dos sentimentos e pensamentos.<br /> Muitos n&atilde;o aprendemos ainda, mas &agrave; noite, quando dormimos, nos libertamos parcialmente do corpo e, dessa forma, participamos de uma realidade que para n&oacute;s ainda &eacute; um mist&eacute;rio.Vamos chamar aqui de &ldquo;realidade espiritual&rdquo;<br /> Esses momentos s&atilde;o importantes para nossa realidade espiritual, pois permitem que mantenhamos contato com amigos, amores e mesmo inimigos e desamores do passado de nossas vidas.<br /> Ao acordarmos, no corpo f&iacute;sico, trazemos gravadas no subconsciente as lembran&ccedil;as, acompanhadas de seus efeitos, que se refletem em nosso corpo.<br /> Pode acontecer que algumas dessas sensa&ccedil;&otilde;es interfiram em nosso estado de &acirc;nimo, parecendo-nos estar doentes, desanimados. Conscientemente, n&atilde;o sabemos explicar o porqu&ecirc; desse mal estar.<br /> Assim tamb&eacute;m, os momentos de alegria e disposi&ccedil;&atilde;o especiais, ao acordarmos, d&atilde;o-nos a certeza de que vivemos bons momentos durante o sono do corpo.<br /> Grandes s&aacute;bios da Humanidade tiveram o seu momento de gl&oacute;ria nas suas inven&ccedil;&otilde;es, depois de terem um sono ou mesmo um cochilo, em que visitaram certos locais de seus subconscientes ou receberam determinadas informa&ccedil;&otilde;es das profundezas de suas mentes.<br /> Ou, ainda, sintonizaram com outras mentes criativas que os inspiraram a encontrar a solu&ccedil;&atilde;o para o que planejavam criar, inventar.<br /> Por isso t&atilde;o importante &eacute; o uso de uma boa leitura e a ora&ccedil;&atilde;o sincera, antes de nos entregarmos ao sono, todas as noites.<br /> Essa atitude nos garantir&aacute; a tranquilidade mental, que nos beneficiar&aacute;.<br /> * * *<br /> Nosso corpo funciona retratando o estado de &acirc;nimo do Esp&iacute;rito que o habita.<br /> As sensa&ccedil;&otilde;es, que nos parecem estranhas ou sem causa, podem estar ocorrendo em n&iacute;vel mental, refletindo-se no corpo f&iacute;sico.<br /> Na busca do autoconhecimento, bom que identifiquemos quem somos, espiritualmente falando, e como vivenciamos essa realidade.<br /> Ou seja: qual a qualidade dos nossos pensamentos e sentimentos, quais as emo&ccedil;&otilde;es que predominam em n&oacute;s, quais desejos alimentamos, pois essas s&atilde;o manifesta&ccedil;&otilde;es da alma que nos identificam com almas afins e nos permitem sensa&ccedil;&otilde;es agrad&aacute;veis ou n&atilde;o.<br /> Com tal estudo, decifraremos muitas quest&otilde;es que nos parecem inexplic&aacute;veis e poderemos corrigir imperfei&ccedil;&otilde;es que nos criam sintonias indesej&aacute;veis.<br /> Pensemos e apliquemo-nos nisso. <br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 24.7.2015</em>.</div>

DESÂNIMO
17 Ago 20154:53EP 302

DESÂNIMO

<strong>&nbsp;Des&acirc;nimo<br /> </strong><br /> Voc&ecirc; se encontra cansado. O dia nem bem despertou e voc&ecirc; j&aacute; sente o corpo todo a reclamar das canseiras que dever&atilde;o chegar.<br /> Sente que as for&ccedil;as f&iacute;sicas devem entrar em pane a qualquer momento. Que as suas energias ps&iacute;quicas est&atilde;o em queda.<br /> Voc&ecirc; se ergue da cama e anda arrastando os p&eacute;s, como se o corpo pesasse uma tonelada. Vai at&eacute; o espelho, olha-se e observa. As olheiras est&atilde;o a&iacute;. &Eacute; como se n&atilde;o tivesse dormido.<br /> Incr&iacute;vel. As horas de sono parecem que n&atilde;o lhe bastam. Que voc&ecirc; precisa sempre mais e mais.<br /> Talvez umas f&eacute;rias mais prolongadas, mais lazer.<br /> Contudo, as horas reclamam agilidade. Voc&ecirc; se prepara e sai para o trabalho. O estresse do tr&acirc;nsito est&aacute; terr&iacute;vel. Pior a cada dia. &Eacute; o engarrafamento, obras que n&atilde;o nunca terminam,o acidente, as buzinas, a chuva forte que dificulta a vis&atilde;o. Dif&iacute;cil estacionar. Que dia!<br /> Finalmente voc&ecirc; chega ao local de trabalho e come&ccedil;a a lamentar-se. A mesa est&aacute; sempre mais atulhada de pap&eacute;is. A impress&atilde;o &eacute; que quanto mais voc&ecirc; faz, mais servi&ccedil;o aparece.<br /> E hoje o chefe parece estar mais irritado do que de costume. Voc&ecirc; continua a se lamentar. Afinal, voc&ecirc; est&aacute; muito cansado. Ali&aacute;s, vem dizendo isso h&aacute; muito tempo.<br /> * * *<br /> Pare um momento. Observe como as pessoas reagem &agrave;s suas queixas. Porque voc&ecirc; est&aacute; se tornando repetitivo, alguns, para n&atilde;o o magoar, concordam com voc&ecirc;. Outros silenciam, pensando no tempo que voc&ecirc; est&aacute; jogando fora, reclamando, sem tomar nenhuma provid&ecirc;ncia.<br /> Alguns se mostram indiferentes. Pensam que o problema &eacute; seu e quem deve resolv&ecirc;-lo &eacute; voc&ecirc; mesmo. Talvez algu&eacute;m at&eacute; chegue a se irritar com as suas lamenta&ccedil;&otilde;es.<br /> Pode ser que alguns se afastem para n&atilde;o mais ouvir voc&ecirc;, porque toda vez que voc&ecirc; reclama se torna excessivo, aborrecido, cansativo.<br /> Pense um pouco. Se o cansa&ccedil;o &eacute; f&iacute;sico, tome uma provid&ecirc;ncia. As leis Divinas recomendam o repouso. Se for demasiado o cansa&ccedil;o, talvez voc&ecirc; esteja doente e precise de atendimento profissional. Procure um m&eacute;dico, realize exames, trate-se.<br /> Se o seu cansa&ccedil;o o preocupa, tome o caminho mais conveniente. Mas, se por qualquer motivo n&atilde;o puder fazer isso, ent&atilde;o silencie. Trabalhe e medite, buscando apoio e refazimento nas fontes espirituais.<br /> Ilumine os campos da alma com atividades que o enrique&ccedil;am espiritualmente, que o alegrem verdadeiramente.<br /> Evite reclama&ccedil;&otilde;es constantes, porque elas n&atilde;o melhorar&atilde;o o seu cansa&ccedil;o, nem seu esgotamento.<br /> Procure atividades que o refa&ccedil;am. Escolha um local onde necessitem de bra&ccedil;os amigos e se ofere&ccedil;a como volunt&aacute;rio. Mudan&ccedil;a de atividade &eacute; tamb&eacute;m repouso.<br /> Para o seu lazer escolha o que o possa refazer. Um passeio tranquilo, a observa&ccedil;&atilde;o atenta de um quadro da natureza. Delicie-se com uma m&uacute;sica. Desfrute o aconchego familiar. Ore e seja feliz.<br /> * * *<br /> O sono foi dado ao homem para a repara&ccedil;&atilde;o das for&ccedil;as f&iacute;sicas e das for&ccedil;as morais.<br /> Enquanto o corpo se recupera dos efeitos da atividade do dia, o esp&iacute;rito tamb&eacute;m se reabastece no mundo espiritual.<br /> Por isso mesmo a prece, antes do sono f&iacute;sico, se faz t&atilde;o importante. Com ela, sintonizamos com as mentes superiores com as quais, logo mais, quando dormirmos, poderemos nos encontrar para os di&aacute;logos que alimentam a alma e fortificam a disposi&ccedil;&atilde;o para as lutas.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no item 38, do cap. XXVIII, de <br /> O evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. Feb e no<br /> cap. XXIV, do livro Para uso di&aacute;rio, pelo Esp&iacute;rito Joannes<br /> psicografia de Raul Teixeira, ed. Fr&aacute;ter.<br /> Em 9.4.2013.</em></div> <br />

DOIS MUNDOS NUM MESMO MUNDO
15 Ago 20155:00EP 301

DOIS MUNDOS NUM MESMO MUNDO

<strong>&nbsp;Dois mundos num mesmo mundo</strong><br /> <br /> <br /> O canal televisivo mostra bombas explodindo, m&iacute;sseis sendo lan&ccedil;ados e centenas de corpos pelo ch&atilde;o. N&atilde;o se trata de um filme. S&atilde;o cenas reais e atuais.<br /> A tristeza nos envolve, num misto de compaix&atilde;o e de horror. Como pode o homem ser lobo do seu semelhante? Como pode usar de tanta maldade?<br /> A um toque no controle remoto, alteramos a sintonia e outras imagens aparecem.<br /> Em rodovia movimentada, carros transitam em velocidade, ocupando as tr&ecirc;s largas pistas. No meio disso tudo, um gatinho apavorado se desvia de um carro e de outro.<br /> Alguns motoristas, ao v&ecirc;-lo, desaceleram e desviam, a fim de n&atilde;o mat&aacute;-lo. Mas, o animalzinho corre risco de morte a qualquer instante.<br /> Ent&atilde;o, na pista da direita, um caminh&atilde;o estaciona, o motorista salta r&aacute;pido e, num &uacute;nico e ousado lance, resgata o pequeno animal, levando-o para o seu ve&iacute;culo.<br /> Logo mais, aparece uma localidade africana seca, poeirenta. Uma elefanta anda de um a outro lado, emitindo barridos fortes, como num pedido de socorro. Seu filhote caiu em um buraco e ela n&atilde;o o consegue retirar.<br /> Ele chora e se move, sem conseguir sair. De repente, chegam dois homens, trazendo cordas. Com extremo cuidado resgatam o filhote que, t&atilde;o logo se v&ecirc; liberto, corre para a m&atilde;e que o acaricia com sua tromba.<br /> E, numa cena comovente, o beb&ecirc; elefante, faminto, busca o leite materno para saciar a fome.<br /> Em outro local, g&eacute;lido, diferente resgate ocorre. V&aacute;rios homens se esmeram para retirar de &aacute;guas geladas um grande animal. Com as pernas congeladas, ele recebe massagem nas ancas, nas patas, at&eacute; que demonstre possibilidade de se movimentar.<br /> E, antes que se erga nas pr&oacute;prias patas, recebe um caloroso abra&ccedil;o de um dos seus salvadores, como a lhe dizer: Irm&atilde;o, voc&ecirc; est&aacute; salvo!<br /> E, quando as not&iacute;cias come&ccedil;am a tecer o panorama nacional, uma trag&eacute;dia &eacute; anunciada. Quatro pessoas de uma mesma fam&iacute;lia est&atilde;o soterradas sob um edif&iacute;cio de quatro andares que ruiu.<br /> Os bombeiros trabalham com afinco, as horas avan&ccedil;am, o cansa&ccedil;o os abra&ccedil;a, as for&ccedil;as parecem lhes faltar. Entre l&aacute;grimas, exclama um deles: Daqui n&atilde;o me afastarei at&eacute; o resgate final.<br /> Trinta e quatro horas passadas, &eacute; resgatada a menina de oito anos, depois o pai. Em seguida, o beb&ecirc; de poucos meses. Esse apresenta problemas respirat&oacute;rios e recebe massagem espec&iacute;fica, no pr&oacute;prio local.<br /> Finalmente, a m&atilde;e &eacute; retirada dos escombros. Enquanto a ambul&acirc;ncia abre caminho pelas ruas, com sua sirene estridente, levando as quatro vidas preciosas, os bombeiros se unem numa grande corrente.<br /> Bra&ccedil;os entrela&ccedil;ados, cabe&ccedil;as baixas, eles oram, em gratid&atilde;o , pelo &ecirc;xito alcan&ccedil;ado.<br /> Que religi&atilde;o professam? Ou mesmo, que n&atilde;o professem nenhuma.Que importa! Todos oram, irmanados, filhos do mesmo Pai, ao Pai se dirigindo.<br /> * * *<br /> Ante quadros t&atilde;o diversos, conclu&iacute;mos que, no aben&ccedil;oado planeta Terra, muitas criaturas ainda vivem o estado de guerra, de selvageria, de maldade.<br /> Entretanto, um n&uacute;mero bem mais expressivo j&aacute; elegeu o amor como seu roteiro de vida.<br /> S&atilde;o esses que se esmeram em conservar, resguardar, recuperar outras vidas, indo, muitas vezes, al&eacute;m do dever, convocando energias sobrehumanas.<br /> E n&oacute;s? A que categoria pertencemos? Estamos destruindo ou preservando vidas? Somos do bem?<br /> Pensemos nisso.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 15.9.2014</em>.</div> <br />

O ZELADOR DA FONTE
13 Ago 20155:12EP 300

O ZELADOR DA FONTE

<strong>&nbsp;O zelador da fonte</strong><br /> <br /> Conta uma lenda austr&iacute;aca que, em determinado povoado, havia um pacato habitante da floresta que foi contratado pelo Conselho Municipal para cuidar das piscinas que guarneciam a fonte de &aacute;gua da comunidade.<br /> O cavalheiro, com silenciosa regularidade, inspecionava as colinas, retirava folhas e galhos secos, limpava o limo que poderia contaminar o fluxo da corrente de &aacute;gua fresca.<br /> Ningu&eacute;m lhe observava as longas horas de caminhada ao redor das colinas, nem o esfor&ccedil;o para a retirada de entulhos.<br /> Aos poucos, o povoado come&ccedil;ou a atrair turistas. Cisnes graciosos passaram a nadar pela &aacute;gua cristalina.<br /> Rodas d'&aacute;gua de v&aacute;rias empresas da regi&atilde;o come&ccedil;aram a girar dia e noite.As planta&ccedil;&otilde;es eram naturalmente irrigadas, a paisagem vista dos restaurantes era de uma beleza extraordin&aacute;ria.<br /> Os anos foram passando. Certo dia, o Conselho da cidade se reuniu, como fazia semestralmente.<br /> Um dos membros do Conselho resolveu inspecionar o or&ccedil;amento e colocou os olhos no sal&aacute;rio pago ao zelador da fonte.<br /> De imediato, alertou aos demais e fez um longo discurso a respeito de como aquele velho estava sendo pago h&aacute; anos, pela cidade.<br /> E para qu&ecirc;? O que &eacute; que ele fazia, afinal? Era um estranho guarda da reserva florestal, sem utilidade alguma.<br /> Seu discurso a todos convenceu. O Conselho Municipal dispensou o trabalho do zelador da fonte, de imediato.<br /> Nas semanas seguintes, nada de novo. Mas no outono, as &aacute;rvores come&ccedil;aram a perder as folhas.<br /> Pequenos galhos ca&iacute;am nas piscinas formadas pelas nascentes.<br /> Certa tarde, algu&eacute;m notou uma colora&ccedil;&atilde;o meio amarelada na fonte. Dois dias depois, a &aacute;gua estava escura.<br /> Mais uma semana e uma pel&iacute;cula de lodo cobria toda a superf&iacute;cie ao longo das margens.<br /> O mau cheiro come&ccedil;ou a ser exalado. Os cisnes emigraram para outras bandas. As rodas d'&aacute;gua come&ccedil;aram a girar lentamente, depois pararam.<br /> Os turistas abandonaram o local. A enfermidade chegou ao povoado.<br /> O Conselho Municipal tornou a se reunir, em sess&atilde;o extraordin&aacute;ria e reconheceu o erro grosseiro cometido.<br /> Imediatamente, tratou de novamente contratar o zelador da fonte.<br /> Algumas semanas depois, as &aacute;guas do aut&ecirc;ntico rio da vida come&ccedil;aram a clarear. As rodas d'&aacute;gua voltaram a funcionar.<br /> Voltaram os cisnes e a vida foi retomando seu curso.<br /> * * *<br /> Assim como o Conselho da pequena cidade, somos muitos de n&oacute;s que n&atilde;o consideramos determinados servidores.<br /> Aqueles que se desdobram, todos os dias, para que o p&atilde;o chegue &agrave; nossa mesa, o mercado tenha as prateleiras abarrotadas; os corredores do hospital e da escola se mantenham limpos.<br /> H&aacute; quem limpe as ruas, recolha o lixo, dirija o &ocirc;nibus, abra os port&otilde;es da empresa.<br /> Servidores an&ocirc;nimos. Quase sempre passamos por eles sem v&ecirc;-los.<br /> Mas, sem seu trabalho, o nosso n&atilde;o poderia ser realizado ou a vida seria invi&aacute;vel.<br /> O mundo &eacute; uma gigantesca empresa, onde cada um tem uma tarefa espec&iacute;fica, mas indispens&aacute;vel.<br /> Se algu&eacute;m n&atilde;o executar o seu papel, o todo perecer&aacute;.<br /> Dependemos uns dos outros. Para viver, para trabalhar, para ser felizes!<br /> Pensemos nisso!<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base<br /> no cap. O zelador da fonte, de Charles R.<br /> Swindoll, do livro Hist&oacute;rias para o<br /> cora&ccedil;&atilde;o, de Alice Gray, ed. United Press.<br /> Em 19.07.2015.</em></div>

HAVERÁ SEMPRE UM AMANHÃ
12 Ago 20153:34EP 299

HAVERÁ SEMPRE UM AMANHÃ

<strong>&nbsp;Haver&aacute; sempre um amanh&atilde; <br /> </strong><br /> Por mais que os abismos sejam fundos,<br /> sobre eles sempre haver&aacute; um firmamento;<br /> n&atilde;o te desorientes se muitos s&atilde;o os gritos:<br /> um dia far-se-&aacute; de novo sil&ecirc;ncio <br /> e conseguir&aacute;s refletir melhor; <br /> tamb&eacute;m n&atilde;o te afoites se o sil&ecirc;ncio perdura; <br /> quando chegar sua vez, <br /> a palavras surgir&atilde;o de novo <br /> e entender&aacute;s a mensagem que te trar&atilde;o...<br /> N&atilde;o temas a escurid&atilde;o <br /> que se faz quando passam nuvens de corvos,<br /> eles ter&atilde;o de sair do c&eacute;u <br /> ou ter&atilde;o de descer &agrave; terra <br /> e o sol voltar&aacute; radioso a brilhar...<br /> N&atilde;o penses que a mentira dominar&aacute; de todo:<br /> ela mentir&aacute; at&eacute; mesmo sobre si pr&oacute;pria, <br /> e seu descr&eacute;dito tornar&aacute; indispens&aacute;vel <br /> que a verdade volte a ser reconhecida...<br /> Nenhuma escurid&atilde;o, por mais densa que seja,<br /> conseguir&aacute; apagar a luz do vaga-lume; <br /> n&atilde;o te entriste&ccedil;as se sentes frio: <br /> sempre encontrar&aacute;s a m&atilde;o amiga <br /> na qual aquecer&aacute;s as tuas <br /> que, assim, n&atilde;o se enregelar&atilde;o...<br /> N&atilde;o receies o tropel dos animais:<br /> um dia, e n&atilde;o est&aacute; longe este dia,<br /> ouvir&aacute;s de novo a maciez <br /> de p&eacute;s descal&ccedil;os pisando sobre a relva...<br /> A chuva voltar&aacute; a cair <br /> e o verde voltar&aacute; ser verde, <br /> por isto tua sede ser&aacute; aplacada um dia,<br /> podes esper&aacute;-lo confiante...<br /> N&atilde;o temas sequer a morte: <br /> ainda n&atilde;o se descobriu um cemit&eacute;rio de almas,<br /> j&aacute; que estas vivem para sempre...<br /> N&atilde;o penses que o infinito n&atilde;o te fale: <br /> talvez ele esteja atento a ouvir-te <br /> e n&atilde;o queira perder uma s&oacute; de tuas palavras...<br /> N&atilde;o penses que est&aacute;s irremediavelmente condenado:<br /> o perd&atilde;o existe exatamente para quem erra, <br /> mas que deseja voltar ao caminho, <br /> Se teus p&eacute;s fraquejam, <br /> busca quem te auxilie: <br /> reconfortado, um dia chegar&aacute; a tua vez de auxiliar...<br /> N&atilde;o chores de amargura <br /> se o dia de hoje &eacute; tenso, incerto, amargo:<br /> Haver&aacute; sempre, sempre um amanh&atilde;...o conv&eacute;m, fazendo delas uma almofada para o os nossos cora&ccedil;&otilde;es.<br /> Nelas, voc&ecirc; e eu descansamos.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 02.8.2015.</em></div>

PACIÊNCIA ANTES DA CRISE
11 Ago 20154:32EP 298

PACIÊNCIA ANTES DA CRISE

<strong>&nbsp;Paci&ecirc;ncia antes da crise</strong><br /> <br /> <br /> O homem moderno tem urgente necessidade de cultivar a paci&ecirc;ncia, na condi&ccedil;&atilde;o de medicamento preventivo contra in&uacute;meros males que o espreitam.<br /> De certo modo, vitimado pelas circunst&acirc;ncias da vida ativa em que se encontra, sofre desgaste cont&iacute;nuo que o leva, n&atilde;o raro, a estados neur&oacute;ticos e agressivos ou a depress&otilde;es que o aniquilam.<br /> A paci&ecirc;ncia &eacute;-lhe reserva de &acirc;nimo para enfrentar as situa&ccedil;&otilde;es mais dif&iacute;ceis sem perder o equil&iacute;brio.<br /> A paci&ecirc;ncia &eacute; uma virtude que deve ser cultivada e cuja for&ccedil;a somente pode ser medida, quando submetida ao teste que a desafia, em forma de problema.<br /> O atropelo do tr&acirc;nsito; a agita&ccedil;&atilde;o geral; a competi&ccedil;&atilde;o desenfreada; o desrespeito aos espa&ccedil;os individuais; a compress&atilde;o das horas...<br /> Al&eacute;m disso, as limita&ccedil;&otilde;es financeiras; os conflitos emocionais; as frustra&ccedil;&otilde;es e outros fatores decorrentes do modo de vida dito moderno e do relacionamento social, levam o homem a desequil&iacute;brios que a paci&ecirc;ncia pode evitar.<br /> Exercitando-a nas pequenas ocorr&ecirc;ncias, sem permitir-se a irrita&ccedil;&atilde;o ou o agastamento, adquirir&aacute; for&ccedil;a e enfrentar&aacute; com &ecirc;xito as situa&ccedil;&otilde;es mais graves.<br /> Todas as criaturas em tr&acirc;nsito pelo mundo s&atilde;o v&iacute;timas de ciladas intencionais ou n&atilde;o.<br /> Manter-se atento e saber enfrent&aacute;-las com cuidado &eacute; a &uacute;nica forma de super&aacute;-las com &ecirc;xito.<br /> * * *<br /> Se te sentes provocado pelos insultos que te dirigem, atua com serenidade e segue adiante.<br /> Se erraste em alguma situa&ccedil;&atilde;o que te surpreendeu, retorna ao ponto inicial e corrige o equ&iacute;voco.<br /> Se te sentes injusti&ccedil;ado, reexamina o motivo e disputa a honra de n&atilde;o desanimar.<br /> Se a agress&atilde;o de alguma forma te ofende, guarda a calma e a ver&aacute;s desmoronar-se.<br /> A conviv&ecirc;ncia com as criaturas &eacute; o grande desafio da evolu&ccedil;&atilde;o porque resulta, de um lado, da situa&ccedil;&atilde;o moral deles, e de outro, do seu estado emocional.<br /> O amor ao pr&oacute;ximo, no entanto, s&oacute; &eacute; leg&iacute;timo quando n&atilde;o se desgasta nem se converte em motivo de censura ou queixa, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pessoas com quem se convive.<br /> &Eacute; f&aacute;cil amar e respeitar aqueles que vivem fisicamente distantes.<br /> O verdadeiro amor &eacute; o que se relaciona sempre bem com as demais criaturas.<br /> * * *<br /> Voc&ecirc; j&aacute; se prop&ocirc;s a ser mais paciente? J&aacute; colocou isso como meta na vida, alguma vez?<br /> &Eacute; importante ter metas claras. &Eacute; importante dizer a si mesmo: Estou mais paciente agora. N&atilde;o vou deixar que isto ou aquilo me abale com facilidade.<br /> Come&ccedil;amos assim um processo de autopreserva&ccedil;&atilde;o, de automonitoramento e, toda vez que uma situa&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica se apresentar, poderemos voltar a dizer: N&atilde;o vou deixar que isto me tire do s&eacute;rio.<br /> Cada um poder&aacute; desenvolver seu m&eacute;todo, sua forma de atuar, por&eacute;m, a ess&ecirc;ncia deste trabalho est&aacute; em come&ccedil;ar j&aacute;, imediatamente.<br /> Quem antes inicia, antes colhe os benef&iacute;cios.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. 10, do livro Alegria de viver de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.<br /> Em 26.7.2015.</em></div>

EU ACHAVA QUE O CHORO ERA RUIM
10 Ago 20155:03EP 297

EU ACHAVA QUE O CHORO ERA RUIM

<strong>&nbsp;Eu achava que o choro era ruim<br /> </strong><br /> <br /> A experi&ecirc;ncia de uma m&atilde;e e seu beb&ecirc; nos traz reflex&otilde;es muito profundas e importantes. Diz-nos ela:<br /> &Eacute; que eu achava que o choro era ruim. Eu achava que o choro tinha que parar. E acho que &eacute; isso que aprendi: n&atilde;o precisa.<br /> Existem, sim, motivos para o choro: desconforto de temperatura, fome, fralda, refluxo, doen&ccedil;a, sono. Mas existe o choro que n&atilde;o cessa ap&oacute;s checar tudo o que pode estar errado.<br /> E esse choro, que pode durar horas at&eacute;, esse choro n&atilde;o &eacute; errado. E se hoje eu pudesse rever esses dias de maternagem, talvez me preocupasse menos em silenciar o choro de minha filha e mais em acolher suas l&aacute;grimas.<br /> Talvez eu me focasse menos em ficar dizendo &ldquo;shhhh&rdquo;, balan&ccedil;ando Clarinha de um lado pro outro do quarto, tentando todas as t&aacute;ticas poss&iacute;veis, me sentindo incapaz de consol&aacute;-la, e decidisse aceitar o seu choro, sua voz, como eu procuro aceitar a de qualquer amigo que me procura em prantos.<br /> Entender que n&atilde;o se pode resolver a dor do outro, mas sempre se pode acolh&ecirc;-la.<br /> Entender que o choro &agrave;s vezes n&atilde;o &eacute; dor, mas adapta&ccedil;&atilde;o a esse mundo de sons, cheiros, luzes e pessoas, a que o beb&ecirc; n&atilde;o est&aacute; acostumado.<br /> Entender que, quando n&atilde;o se fala, n&atilde;o se balbucia e n&atilde;o se gesticula, s&oacute; existe o choro como comunica&ccedil;&atilde;o.<br /> E quantas vezes as minhas tentativas de cessar o choro me impediram a verdadeira conex&atilde;o com a minha filha?<br /> O quanto o simples ato de abra&ccedil;&aacute;-la e permitir que ela chorasse o que precisava, sabendo que eu estava ali com ela, presente, integralmente presente, sem procurar distra&iacute;-la, teria sido t&atilde;o ou mais eficiente do que tentar t&aacute;ticas e truques para ela parar de chorar?<br /> O quanto aquele choro n&atilde;o era um pedido por mais presen&ccedil;a com inten&ccedil;&atilde;o e cora&ccedil;&atilde;o, uma necessidade de dar um basta nas inc&ocirc;modas visitas p&oacute;s-parto, um desejo de proximidade e o luto pela separa&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o estar mais dentro de mim, segura e protegida?<br /> Choro &eacute; emo&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o quero ensinar a ela que o choro &eacute; errado. Que as emo&ccedil;&otilde;es s&atilde;o erradas, que sentir &eacute; inadequado. O choro &eacute; normal.<br /> * * *<br /> Se percebermos bem, adquirimos este h&aacute;bito de fazer tudo para que o choro cesse o quanto antes. Tanto o nosso chorar como o de algu&eacute;m que nos &eacute; caro.<br /> O choro &eacute; inc&ocirc;modo, &eacute; constrangedor, em nossa cultura, e ele precisa ser represado com uma urg&ecirc;ncia e um desespero injustific&aacute;veis &ndash; se pensarmos bem.<br /> N&atilde;o paramos para pensar que o choro tem seu momento. &Eacute; algo que precisa sair e precisa de tempo para isso.<br /> Melhor para fora do que para dentro, disse algu&eacute;m, um dia, consolando uma pessoa que se desculpava por n&atilde;o ter conseguido segurar as l&aacute;grimas.<br /> Sim, n&oacute;s pedimos desculpas por nos emocionarmos... Muito estranho. Como se fosse sinal de fraqueza.<br /> Chorar &eacute; bom. Chorar &eacute; importante. Chorar &eacute; terap&ecirc;utico. Aqueles que guardam anos e anos de l&aacute;grimas constroem doen&ccedil;as para si. &Eacute; isso mesmo: ficamos doentes porque represamos emo&ccedil;&otilde;es.<br /> E no que diz respeito &agrave; dor do outro, que muitas vezes n&atilde;o conseguimos resolver, que &agrave;s vezes ter&iacute;amos vontade de tirar com as m&atilde;os se pud&eacute;ssemos &ndash; quando &eacute; de um filho, de um pai, de uma m&atilde;e &ndash; essas dores podemos acolher. Podemos compartilhar l&aacute;grimas e dizer: Estou com voc&ecirc;.<br /> Acolher o choro de algu&eacute;m sempre ser&aacute; gesto profundo de amor. <br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base<br /> em texto de autoria de Gabriela Ruggiero Nor<br /> do site www.vilamamifera.com/cafemae,<br /> de 20 de julho de 2014.<br /> Em 16.9.2014.</em></div>

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