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PODCAST · 3379 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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ACOLHIMENTO QUE ARREBATA
30 Out 20254:46EP 3099

ACOLHIMENTO QUE ARREBATA

Está no ar! Pense nisso. Uma mensagem de otimismo e reflexão. Oferecimento: Guaporé Vidros, qualidade e segurança há mais de 60 anos. Telefone: (65) 3617-8787. Acolhimento que arrebata. Francisco de Assis, em seu tempo, revolucionou ideias e inaugurou parâmetros de comportamento. Tinha uma forma toda especial de tratar com os desertados da sorte, os pobres, os equivocados. Conta-se que, certa feita, três ladrões que viviam atormentando a cidade de Monte Casale foram pedir comida a Frei Ângelo. Ciente de quem eram e dos danos que poderiam provocar, ele os afugentou. Tão logo se fez a oportunidade, tudo narrou a Francisco, confiante de que receberia agradecimentos pelo que fizera. No entanto, Francisco, de imediato, não concordou com essa atitude, pois não condizia com a proposta de amor dos Evangelhos e com os exemplos do Mestre Jesus. Chamando os frades, a todos determinou outro padrão de tratamento para com os irmãos ladrões. Disse-lhes que, caso tornassem a encontrá-los, deveriam ter para com eles um procedimento diferente do comum das pessoas. Propôs, então, que os frades adentrassem a floresta, onde costumavam se esconder os malfeitores, levando alimento e uma toalha, oferecendo a refeição mais ou menos nos seguintes termos: —Irmãos ladrões, venham comer. Não precisam assaltar as pessoas. E, quando assaltarem, por favor, não batam nelas. O ritual deveria ser repetido dia após dia e, finalmente, quando conseguissem as presenças dos ladrões para a refeição, deveriam aproveitar para lhes falar de outra forma: —Irmãos ladrões, não seria melhor que vocês trabalhassem em vez de roubar? Podemos ajudá-los a arrumar alguma ocupação? Que tal? A proposta de acolhimento e regeneração, nessa aproximação gradativa e singela, feita de forma sincera e interessada, acabou por convencer alguns dos ladrões a modificarem a sua vida, aderindo à proposta de amor e fraternidade pregada e vivenciada por Francisco. É possível que, nos dias atuais, com tanta violência vigorando e a criminalidade alcançando patamares inimagináveis, nenhum cidadão se sinta seguro a qualquer hora do dia ou da noite, nas ruas, nem em sua casa ou em seu local de trabalho. Por isso mesmo, dificilmente buscaria um diálogo com malfeitores de qualquer ordem, até mesmo por temor à sua própria vida, pela sua integridade física. Mas o exemplo vivenciado pelos frades, sob a batuta de amor de Francisco, pode nos servir para meditarmos a respeito de novas fórmulas de tratarmos com os que qualificamos de malfeitores ou criminosos, uma proposta de regeneração, de reeducação, iniciando pela conquista através da pedagogia do acolhimento. Também é uma maneira de nos conduzir a reflexões sobre nossa própria forma de tratar os malfeitores da nossa paz, os que nos causam problemas, levantam calúnias, estabelecem obstáculos na harmonia das nossas vidas. Como poderíamos interagir de forma positiva com eles? Talvez iniciando por não estabelecer sintonia com sua maldade. Depois, vibrando de forma diversa, endereçando-lhes, como resposta às suas agressões, o desejo de que se reabilitassem, que se dessem conta do desastre que estão causando para si mesmos. Isso porque “quem semeia ventos colhe tempestades”, já sentencia o provérbio popular. Com certeza, essa nossa mudança de comportamento nos conduziria a melhores dias, a horas mais harmônicas e produtivas. Pensemos nisso. Tentemos a proposta franciscana.

 EU PENSAVA QUE O CHORO ERA RUIM
29 Out 20254:38EP 3098

EU PENSAVA QUE O CHORO ERA RUIM

Está no ar? Pense nisso. A mensagem de otimismo e reflexão. Oferecimento: Guaporé Vidros, qualidade e segurança há mais de 60 anos. Telefone: (65) 3617-8787. Eu achava que o choro era ruim. A experiência de uma mãe e seu bebê nos traz reflexões muito profundas e importantes. Ela nos diz: “Eu achava que o choro era ruim. Eu achava que o choro tinha que parar. E acho que é isso que aprendi: não precisa.” Existem, sim, motivos para o choro, desconforto de temperatura, fome, fralda, refluxo, doença, sono, mas é isso. Existe também o choro que não cessa, mesmo após checar tudo o que possa estar errado. E esse choro, que pode durar horas até, não é errado. Se hoje eu pudesse rever esses dias de maternagem, talvez me preocupasse menos em silenciar o choro de minha filha e mais em acolher suas lágrimas. Talvez eu me focasse menos em ficar dizendo “shhh”, balançando Clarinha de um lado para o outro do quarto, tentando todas as táticas possíveis, me sentindo incapaz de consolá-la, e decidisse aceitar o seu choro, sua voz, como procuro aceitar a de qualquer amigo que me procura em prantos. Entender que não se pode resolver a dor do outro, mas sempre se pode acolhê-la. Entender que o choro, às vezes, não é dor, mas adaptação a esse mundo de sons, cheiros, luzes e pessoas a que o bebê não está acostumado. Entender que, quando não se fala, não se acolhe. Quando se balbucia e não se gesticula, só existe o choro como comunicação. E quantas vezes as minhas tentativas de cessar o choro me impediram a verdadeira conexão com a minha filha! O quanto o simples ato de abraçá-la e permitir que ela chorasse o que precisava, sabendo que eu estava ali com ela, presente, integralmente presente, sem procurar distraí-la, teria sido tão ou mais eficiente do que tentar táticas e truques para fazê-la parar de chorar. O quanto aquele choro não era um pedido por mais presença, com intenção e coração. Uma necessidade de dar um basta nas incômodas visitas pós-parto. Um desejo de proximidade e o luto pela separação de não estar mais dentro de mim, segura e protegida. Choro é emoção. Não quero ensinar a ela que o choro é errado, que as emoções são erradas, que sentir é inadequado. O choro é normal. Mal? Se percebermos bem, adquirimos este hábito de fazer tudo para que o choro cesse o quanto antes, tanto o nosso chorar quanto o de alguém que nos é caro. O choro é incômodo, é constrangedor em nossa cultura, e ele precisa ser represado com uma urgência e um desespero injustificáveis, se pensarmos bem. Não paramos para pensar que o choro tem seu momento. É algo que precisa sair, e precisa de tempo para isso. “Melhor para fora do que para dentro”, disse alguém um dia, consolando uma pessoa que se desculpava por não ter conseguido segurar as lágrimas. Sim, nós pedimos desculpas por nos emocionarmos. Muito estranho, né? Como se fosse sinal de fraqueza. Chorar é importante. Chorar é terapêutico. Aqueles que guardam anos e anos de lágrimas... constroem. E, no que diz respeito à dor do outro, que muitas vezes não conseguimos resolver, que às vezes teríamos vontade de tirar com as mãos, se pudéssemos quando é de um filho, de um pai, de uma mãe... essas dores podemos acolher. Podemos compartilhar lágrimas e dizer: “Eu estou com você.” Acolher o choro de alguém sempre será um gesto profundo de amor. Pense nisso. Mas pense agora.

VÁ AO AOESTE
27 Out 20254:08EP 3097

VÁ AO AOESTE

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

VÁ AO OESTE
27 Out 20254:08EP 3096

VÁ AO OESTE

Está no ar... Pense Nisso. Uma mensagem de otimismo e reflexão. Oferecimento Guaporé Vidros, qualidade e segurança há mais de 60 anos. Telefone: (65) 3617-8787. Vá a oeste. Durante o século XV, os desbravadores dos mares passaram por muitas empreitadas difíceis. Eles estavam em busca de novas terras. Colombo descobriu a América do Norte em 1492, e Cabral, o Brasil, em 1500. Descobriram essas terras a oeste de onde residiam, a milhas e milhas de distância. Tempos depois, houve outras empreitadas. Os americanos buscaram novas terras, também a oeste de onde estavam. Afinal, Colombo ficou apenas no descobrimento da parte leste do continente americano, e assim também foi com Cabral. No Brasil, a incumbência de ir em busca do oeste e do território coube aos bandeirantes. Em nenhum momento essas empreitadas foram fáceis. Muitas pessoas sucumbiram diante desse desafio. A conquista das novas terras, a oeste, foi um marco de superação na história humana. Procuremos nos imaginar como os esportistas. Todos eles buscam a sua superação. No início, sofrem muitas derrotas, são quedas inúmeras e muitas frustrações. Mas, em seguida, conseguem alcançar o seu oeste. É o alpinista chegando ao cume de uma montanha, o surfista pegando uma onda perfeita, o paraquedista executando com maestria suas manobras. Esses são apenas alguns exemplos de superação desses atletas. E, para chegar a isso, com certeza, muito trabalho, dedicação, persistência e outros adjetivos foram necessários para que a meta traçada por eles fosse alcançada. Eles conseguiram conquistar o seu oeste, um oeste que não é fácil de ser alcançado, mas também não é impossível. E para nós? Onde está o nosso oeste? Temos um a buscar? Seria a busca de um melhor salário? De uma família perfeita? De amigos e familiares compreensivos e cooperativos ao máximo? Nosso oeste está tão distante como estava para Colombo e Cabral? É algo mais fácil ou mais difícil de ser alcançado? São muitas perguntas, e várias são as respostas. Cada um de nós tem a sua. Cada um tem o seu oeste a buscar. Resta saber agora se essa busca é uma busca nobre, uma busca que nos fará permanecer no caminho do bem. Refletamos bem qual oeste estamos buscando. Se estamos no rumo onde, no futuro, veremos um caminho de luz, ótimo sigamos em frente. No entanto, se no atual caminho percebemos que, logo mais à frente, enxergaremos um céu cinza e carregado, paremos e busquemos uma nova rota. Os desbravadores dos mares, por certo, enfrentaram várias tempestades e souberam contorná-las. Tiveram que mudar a sua rota, mas não o seu destino. Vários “oestes” existem e podem ser alcançados mas apenas você é o dono do seu destino. Pense nisso… mas pense agora.

UM MUNDO MELHOR
23 Out 20254:31EP 3093

UM MUNDO MELHOR

Está no ar Pense nisso. A mensagem de otimismo e reflexão. Oferecimento Guaporé Vidros — qualidade e segurança há mais de 60 anos. Telefone: (65) 3617-8787. Um mundo melhor. Quantas vezes ouvimos — ou nós mesmos repetimos — que o mundo está cada vez pior? Somos nós, seres humanos, em várias ocasiões, os porta-vozes do pessimismo. Basta um acontecimento ruim para justificar nossa tese de que tudo vai de mal a pior. Dizemos que perdemos a crença na humanidade, que o mundo não tem mais jeito... E outras tantas afirmações de desânimo. Mas será isso mesmo verdade? Será que a humanidade vai de mal a pior, como muitas vezes afirmamos? O historiador holandês Ruther Bergman reuniu, em seu livro Utopia para Realistas, alguns dados interessantes. Segundo ele, em 1820, 84% da população mundial vivia em extrema pobreza. Cem anos depois, o número baixou pela metade. No início do século 21, menos de 10% da população mundial vive em extrema pobreza. Assuntos que eram ficção científica há pouco tempo tornam-se realidade: implantes cerebrais que restituem a visão, pernas robóticas que permitem a paraplégicos se locomoverem com autonomia, cirurgias de alta precisão feitas por robôs. A energia solar ficou 99% mais barata nos últimos 40 anos. Desde 1994, o número de pessoas com acesso à internet saltou assustadoramente. A expectativa de vida global, hoje, é mais do que o dobro do que era em 1900. Desde 1990, a taxa de mortalidade por tuberculose caiu para quase a metade. A partir do ano 2000, o número de mortes por malária e AIDS sofreu uma grande queda. Se pararmos para olhar o que tem dado certo, talvez percebamos que existem muitos pontos positivos também no mundo. Há milhões de pessoas colaborando para o mundo ser um lugar melhor do que imaginamos ou percebemos. São incontáveis os que se sacrificam pelos seus filhos, os que fazem o melhor que podem na sua profissão, os que atuam voluntariamente em causas nobres. Cabe, no entanto, lembrarmos sempre que cada um de nós pode dar a sua cota de colaboração, oferecendo ao mundo o que temos de melhor — na mente e no coração. Talvez você não tenha percebido, mas tudo aquilo em que focamos, expande. Se você foca no problema, ainda que seja pequeno, aos seus olhos pode tornar-se maior. Que possamos usar toda a nossa energia, sabedoria e criatividade para pensar no lado bom da vida — nas pessoas que temos por perto, nas conquistas que colecionamos e nos desafios que já vencemos. Que a nossa história de vida sirva para inspirar outros e que possamos levar mais luz, independente das circunstâncias. Que sejamos aqueles que anunciam um mundo melhor através de boas atitudes. Você pode pensar: “Ah, mas eu tenho tantos gigantes ainda pra vencer...” Todos nós temos. Mas não nos esqueçamos dos muitos motivos que também temos para celebrar. Pense nisso. Mas pense agora.

DANDO O MELHOR
22 Out 20254:19EP 3092

DANDO O MELHOR

Está no ar Pense nisso. A mensagem de otimismo e reflexão. Oferecimento Guaporé Vidros. Qualidade e segurança. Há mais de 60 anos. Telefone (65) 3617-8787. Dando o melhor. Muitas coisas se falam a respeito de Beethoven. O fato de ter composto extraordinárias sinfonias, mesmo após a total surdez, é sempre recordado. Exatamente por causa de sua surdez, ele era pouco sociável. Enquanto pôde, escondeu o fato de sua audição estar comprometida. Evitava as pessoas porque a conversa se lhe tornara uma prática difícil e humilhante. Era o atestado público da sua deficiência auditiva. Certo dia, um amigo seu foi surpreendido pela morte súbita do filho. Assim que soube, o músico correu para a casa dele, pleno de sofrimento. Beethoven não tinha palavras de conforto para oferecer. Não sabia o que dizer. Percebeu, contudo, que, num canto da sala, havia um piano. Durante 30 minutos, ele extravasou suas emoções da maneira mais eloquente que podia. Tocou o piano. Ao contato dos seus dedos, as teclas acionadas emitiram lamentos e melodiosa harmonia de consolo. Assim que terminou, ele foi embora. Mais tarde, o amigo comentou que nenhuma outra visita havia sido tão significativa quanto aquela. Por vezes, nós também, surpreendidos por notícias muito tristes ou chocantes, não encontramos palavras para expressar conforto ou consolação. Chegamos ao ponto de não comparecer ao enterro de um amigo por sentir não ter jeito para dizer alguma coisa para a viúva ou para os filhos órfãos. Não vamos ao hospital visitar um enfermo do nosso círculo de relações porque nos sentimos inibidos. Como chegar? O que levar? O que dizer? Aprendamos com o gesto do imortal Beethoven. Na ausência de palavras, permitamos que falem os nossos sentimentos. Ofertemos o abraço silencioso e deixemos que a vertente das lágrimas de quem se veste de tristeza escorra em nosso peito. Ofereçamos os ombros para auxiliar a carregar a dor que extravasa da alma, vergastando o corpo. Sentemo-nos ao lado de quem padece e lhe seguremos a mão, como a afirmar, com toda a certeza: eu estou aqui. Conte comigo. Servamos um copo d’água, um suco àquele que secou a fonte das lágrimas e prossegue com a alma em frangalhos. Isso poderá trazer renovado alento ao corpo exaurido pela convulsão das dores. Verifiquemos se não podemos providenciar um cantinho para um repouso, ainda que breve. Permaneçamos com o amigo mesmo depois que todos se tenham retirado para seus lares ou se dirigido aos seus afazeres. As horas da solidão são mais longas quando os ponteiros avançam à madrugada. Seja amigo conveniente, sabendo conduzir-te com discrição e nobreza junto àqueles que te elegem a amizade. A discrição é tesouro pouco preservado nas amizades terrenas. Todas as pessoas gostam de companhias nobres e discretas que inspiram confiança, favorecendo a tranquilidade. Ouve, vê, acompanha e conversa com nobreza, sendo fiel à confiança que em ti depositem. Pense nisso, mas pense agora.

Nada tocando
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