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PODCAST · 3392 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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ANTE OS DEFICIENTES
17 Set 20164:05EP 552

ANTE OS DEFICIENTES

<span style=''font-size: small;''>ANTE OS DEFICIENTES<br /> <br /> H&aacute; algum tempo, em Roma, os jornais noticiaram que um jovem pai lan&ccedil;ou seu filho Ivano, um beb&ecirc; deformado, de uma ponte do rio Tibre.<br /> Meu filho nunca me teria perdoado se eu o tivesse deixado viver somente para sofrer, disse o pai, justificando a sua atitude.<br /> Numa pesquisa de opini&atilde;o, realizada por jornalistas europeus, na capital italiana, na ocasi&atilde;o, foi verificado que setenta e seis pessoas entre cem tendem &agrave; elimina&ccedil;&atilde;o dos at&iacute;picos, porque pensam que a vida na Terra n&atilde;o &eacute; feita para sofrer.<br /> Em 10 de maio de 1912, em Nova York nasceu o menino Henry Viscardi Jr. Filho de um barbeiro, imigrante italiano, ele n&atilde;o tinha as duas pernas. No seu lugar, apenas dois cotos, exatamente como o pequeno Ivano.<br /> Seus pais o amaram e o criaram com duplicado carinho.<br /> At&eacute; os vinte e cinco anos de idade, ele n&atilde;o tinha mais do que um metro de altura e andava, gra&ccedil;as a umas botas enormes, que pareciam luvas de boxe.<br /> Frequentava a universidade, custeando os seus estudos, trabalhando como juiz de basquetebol, gar&ccedil;om e rep&oacute;rter.<br /> Aos vinte e seis anos passou a utilizar pernas artificiais.<br /> A opera&ccedil;&atilde;o foi gratuita. O m&eacute;dico lhe disse: Um dia, fa&ccedil;a alguma coisa por outros deficientes. Ent&atilde;o, a d&iacute;vida estar&aacute; quitada.<br /> Casado e com filhos, Henry se tornou presidente de uma ind&uacute;stria de pe&ccedil;as de autom&oacute;veis, competindo no grande mercado industrial de Nova York.<br /> O importante a salientar, em sua ind&uacute;stria, &eacute; que todos que ali trabalhavam, desde o presidente ao faxineiro, eram deficientes f&iacute;sicos ou mentais.<br /> Tetrapl&eacute;gicos, em macas, usavam alguns dedos das m&atilde;os. Senhoras com defici&ecirc;ncia mental confeccionavam trabalhos, num perfeito desafio &agrave; dignidade humana.<br /> Ele escreveu um livro, que se tornou um verdadeiro best-seller, em todo o mundo: N&oacute;s poderemos vencer. A primeira p&aacute;gina &eacute; dedicada &agrave; sua m&atilde;e. A apresenta&ccedil;&atilde;o da obra &eacute; feita pela senhora Eleanor Roosevelt, esposa do ex-presidente americano Theodore Roosevelt.<br /> E a&iacute;, nos perguntamos: Ser&aacute; que o pequeno Ivano, lan&ccedil;ado ao Tibre, n&atilde;o teria nascido para fazer na Europa o que o seu colega Henry realizou nos Estados Unidos?<br /> Ser&aacute; que, se deixado viver, n&atilde;o teria mostrado ao mundo que o Esp&iacute;rito suplanta a mat&eacute;ria e a domina?<br /> * * *<br /> Os deficientes enviam recados &agrave; sociedade humana. Recados que transmitem com dignidade, sem reclama&ccedil;&otilde;es, acreditando no crescimento do hoje.<br /> Recados como este: est&atilde;o se preparando para assumir pap&eacute;is na vida familiar e na vida social, bastando que recebam uma chance. Bastando que as portas n&atilde;o se fechem para eles.<br /> Est&atilde;o nas escolas e nas oficinas de treinamento. Andam ou s&atilde;o conduzidos pelas ruas, transportando suas pastas com material de estudo ou com instrumentos de trabalho.<br /> Conseguiram confiar em si mesmos, e est&atilde;o dispostos a fazer duplo esfor&ccedil;o para contribuir no desenvolvimento do seu potencial existente ou restante.<br /> Observemos quantos exemplos de extraordin&aacute;ria supera&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e mental. Pensemos nisso e nos disponhamos, sempre, a investir na vida.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. 5, pt.<br /> 1 e no cap. 3, pt. 2, do livro As aves feridas na Terra<br /> voam, de Nancy Puhlmann Di Girolamo, ed. Terra Azul.<br /> Em 17.9.2014.<br /> <br /> </span><br />

A CRITICA
16 Set 20163:36EP 551

A CRITICA

<span style=''font-size: small;''>A CRITICA<br /> <br /> Convidada a fazer uma prele&ccedil;&atilde;o sobre a cr&iacute;tica, a conferencista compareceu ante o audit&oacute;rio superlotado, carregando pequeno fardo. <br /> Ap&oacute;s cumprimentar os presentes, retirou os livros e a jarra de &aacute;gua de sobre a mesa, deixando somente a toalha branca.<br /> Em sil&ecirc;ncio, acendeu poderosa l&acirc;mpada, enfeitou a mesa com dezenas de p&eacute;rolas que trouxera no embrulho e com v&aacute;rias d&uacute;zias de flores frescas e perfumadas.<br /> Logo ap&oacute;s, apanhou na sacola diversos enfeites de expressiva beleza, e enfileirou-os com gra&ccedil;a.<br /> Depois, diante do assombro de todos, depositou em meio aos demais objetos pequenina lagartixa, num frasco de vidro.<br /> S&oacute; ent&atilde;o se dirigiu ao p&uacute;blico perguntando:<br /> O que &eacute; que os senhores est&atilde;o vendo?<br /> E a assembl&eacute;ia respondeu, em vozes discordantes:<br /> Um bicho!<br /> Um lagarto horr&iacute;vel!<br /> Uma larva!<br /> Um pequeno monstro! <br /> Esgotados breves momentos de expecta&ccedil;&atilde;o, a expositora considerou:<br /> Assim &eacute; o esp&iacute;rito da cr&iacute;tica destrutiva, meus amigos!<br /> Os senhores n&atilde;o enxergaram o forro de seda alva, que recobre a mesa.<br /> N&atilde;o viram as flores, nem sentiram o seu perfume.<br /> N&atilde;o perceberam as p&eacute;rolas, nem as outras preciosidades.<br /> N&atilde;o atentaram para a luz faiscante que acendi no in&iacute;cio.<br /> Mas n&atilde;o passou despercebida, aos olhos da maioria, a diminuta lagartixa...<br /> E, sorridente, concluiu sua exposi&ccedil;&atilde;o esclarecendo:<br /> Nada mais tenho a dizer...<br /> * * *<br /> Quantas vezes n&atilde;o nos temos feito cegos para as coisas e situa&ccedil;&otilde;es valorosas da vida.<br /> Acostumados a ver somente os fatos que denigrem a sociedade humana, volvemos o olhar para os detritos morais das criaturas.<br /> Assim, criticamos a m&iacute;dia por enfatizar as mis&eacute;rias humanas, os desvalores, as fofocas e as intrigas, mas, em verdade, isso tudo s&oacute; vem a lume porque ainda nos comprazem. Em &uacute;ltima an&aacute;lise, &eacute; o que vende!<br /> N&atilde;o h&aacute; espa&ccedil;o para uma mensagem edificante, e os que teimam em veicular coisas e situa&ccedil;&otilde;es nobres, o fazem sob o peso de enormes dificuldades.<br /> &Eacute; imperioso atentarmos para os nossos valores ou desvalores, antes de levantarmos a voz para criticar a sociedade e os meios de comunica&ccedil;&atilde;o em geral.<br /> &Eacute; importante observarmos os nossos interesses pessoais antes de gritarmos contra os governantes, sem esquecer que eles s&oacute; ocupam os cargos depois de eleitos por n&oacute;s.<br /> Enfim, &eacute; relevante atentarmos para os que buscam divulgar o bem e o belo e candidatarmo-nos a engrossar essas fileiras.<br /> Assim, com a exalta&ccedil;&atilde;o do bem, em detrimento do mal, a sociedade lograr&aacute; sobrepujar as mis&eacute;rias, evidenciando as belezas e os atos de ess&ecirc;ncia superior, e encontraremos a felicidade perene.<br /> Pensemos Nisso.<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. VII do livro<br /> O c&eacute;u e o inferno, de Allan Kardec, ed. Feb e no livro<br /> Hahnemann, o ap&oacute;stolo da medicina espiritual,<br /> de Herm&iacute;nio C. Miranda, ed. Celd.<br /> Em 28.06.2012.<br /> </span><br />

DOIS MUNDOS NO MESMO MUNDO
15 Set 20164:37EP 550

DOIS MUNDOS NO MESMO MUNDO

<span style=''font-size: small;''>DOIS MUNDOS NO MESMO MUNDO<br /> <br /> <br /> O canal televisivo mostra bombas explodindo, m&iacute;sseis sendo lan&ccedil;ados e centenas de corpos pelo ch&atilde;o. N&atilde;o se trata de um filme. S&atilde;o cenas reais e atuais.<br /> A tristeza nos envolve, num misto de compaix&atilde;o e de horror. Como pode o homem ser lobo do seu semelhante? Como pode usar de tanta maldade?<br /> A um toque no controle remoto, alteramos a sintonia e outras imagens aparecem.<br /> Em rodovia movimentada, carros transitam em velocidade, ocupando as tr&ecirc;s largas pistas. No meio disso tudo, um gatinho apavorado se desvia de um carro e de outro.<br /> Alguns motoristas, ao v&ecirc;-lo, desaceleram e desviam, a fim de n&atilde;o mat&aacute;-lo. Mas, o animalzinho corre risco de morte a qualquer instante.<br /> Ent&atilde;o, na pista da direita, um caminh&atilde;o estaciona, o motorista salta r&aacute;pido e, num &uacute;nico e ousado lance, resgata o pequeno animal, levando-o para o seu ve&iacute;culo.<br /> Logo mais, aparece uma localidade africana seca, poeirenta. Uma elefanta anda de um a outro lado, emitindo barridos fortes, como num pedido de socorro. Seu filhote caiu em um buraco e ela n&atilde;o o consegue retirar.<br /> Ele chora e se move, sem conseguir sair. De repente, chegam dois homens, trazendo cordas. Com extremo cuidado resgatam o filhote que, t&atilde;o logo se v&ecirc; liberto, corre para a m&atilde;e que o acaricia com sua tromba.<br /> E, numa cena comovente, o beb&ecirc; elefante, faminto, busca o leite materno para saciar a fome.<br /> Em outro local, g&eacute;lido, diferente resgate ocorre. V&aacute;rios homens se esmeram para retirar de &aacute;guas geladas um grande animal. Com as pernas congeladas, ele recebe massagem nas ancas, nas patas, at&eacute; que demonstre possibilidade de se movimentar.<br /> E, antes que se erga nas pr&oacute;prias patas, recebe um caloroso abra&ccedil;o de um dos seus salvadores, como a lhe dizer: Irm&atilde;o, voc&ecirc; est&aacute; salvo!<br /> E, quando as not&iacute;cias come&ccedil;am a tecer o panorama nacional, uma trag&eacute;dia &eacute; anunciada. Quatro pessoas de uma mesma fam&iacute;lia est&atilde;o soterradas sob um edif&iacute;cio de quatro andares que ruiu.<br /> Os bombeiros trabalham com afinco, as horas avan&ccedil;am, o cansa&ccedil;o os abra&ccedil;a, as for&ccedil;as parecem lhes faltar. Entre l&aacute;grimas, exclama um deles: Daqui n&atilde;o me afastarei at&eacute; o resgate final.<br /> Trinta e quatro horas passadas, &eacute; resgatada a menina de oito anos, depois o pai. Em seguida, o beb&ecirc; de poucos meses. Esse apresenta problemas respirat&oacute;rios e recebe massagem espec&iacute;fica, no pr&oacute;prio local.<br /> Finalmente, a m&atilde;e &eacute; retirada dos escombros. Enquanto a ambul&acirc;ncia abre caminho pelas ruas, com sua sirene estridente, levando as quatro vidas preciosas, os bombeiros se unem numa grande corrente.<br /> Bra&ccedil;os entrela&ccedil;ados, cabe&ccedil;as baixas, eles oram, em gratid&atilde;o , pelo &ecirc;xito alcan&ccedil;ado.<br /> Que religi&atilde;o professam? Ou mesmo, que n&atilde;o professem nenhuma.Que importa! Todos oram, irmanados, filhos do mesmo Pai, ao Pai se dirigindo.<br /> * * *<br /> Ante quadros t&atilde;o diversos, conclu&iacute;mos que, no aben&ccedil;oado planeta Terra, muitas criaturas ainda vivem o estado de guerra, de selvageria, de maldade.<br /> Entretanto, um n&uacute;mero bem mais expressivo j&aacute; elegeu o amor como seu roteiro de vida.<br /> S&atilde;o esses que se esmeram em conservar, resguardar, recuperar outras vidas, indo, muitas vezes, al&eacute;m do dever, convocando energias sobrehumanas.<br /> E n&oacute;s? A que categoria pertencemos? Estamos destruindo ou preservando vidas? Somos do bem?<br /> Pensemos nisso.<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 15.9.2014.<br /> <br /> </span><br />

O SOL DA ESPERANÇA
12 Set 20164:25EP 548

O SOL DA ESPERANÇA

<span style=''font-size: small;''>O SOL DA ESPERAN&Ccedil;A<br /> <br /> Por vezes, a vida nos oferece maus momentos. Sofrimento, l&aacute;grimas e infelicidade nos visitam e nos sentimos desesperan&ccedil;ados e infelizes.<br /> Nesses momentos amargos, em que a alma dolorida se volta para Deus e indaga Por que passo por essas prova&ccedil;&otilde;es?, &eacute; a hora em que devemos lembrar de uma palavra luminosa: a esperan&ccedil;a.<br /> Narra a tradi&ccedil;&atilde;o grega que uma jovem chamada Pandora recebeu uma bela caixa com a recomenda&ccedil;&atilde;o de jamais abri-la.<br /> Mas Pandora era curiosa e desobediente. Ao abrir a caixa, ela liberou todos os males, mis&eacute;rias e sofrimentos no Mundo.<br /> Desesperada, Pandora chorou. Mais tarde, viu que, ap&oacute;s sa&iacute;rem todas as mazelas, havia ficado, no fundo da caixa, a esperan&ccedil;a. Brilhava sozinha a esperan&ccedil;a - um fiozinho de luz que pulsava. Mas que poder possu&iacute;a!<br /> * * *<br /> O mito de Pandora deve ser refletido profundamente, em especial quando estamos atravessando momentos dif&iacute;ceis.<br /> Observe que, na lenda grega, &eacute; um ato da pr&oacute;pria Pandora que liberta os males do Mundo. Na nossa vida n&atilde;o &eacute; muito diferente: em geral, somos n&oacute;s mesmos que, de alguma forma, provocamos muitos males que nos atingem.<br /> Por isso, cada momento dif&iacute;cil &eacute; uma oportunidade de meditarmos e analisarmos qual foi a nossa contribui&ccedil;&atilde;o para aquela situa&ccedil;&atilde;o.<br /> No entanto, a lenda de Pandora vai al&eacute;m: ela mostra que &ndash; apesar da gravidade dos sofrimentos &ndash; n&atilde;o estamos completamente s&oacute;s: h&aacute; uma luz posta por Deus para nos consolar e devolver o brilho em nossos olhos.<br /> Essa luz &eacute; a esperan&ccedil;a.<br /> Esperan&ccedil;a que restaura as for&ccedil;as, reequilibra o cora&ccedil;&atilde;o, acalma as emo&ccedil;&otilde;es.<br /> A esperan&ccedil;a &eacute; a m&atilde;o generosa que acende a luz quando estamos mergulhados na treva profunda. &Eacute; medicamento quando nos contorcemos em dores.<br /> Esperan&ccedil;a &eacute; can&ccedil;&atilde;o suave, que nos acalenta quando nos sentimos desamparados. &Eacute; um olhar de compaix&atilde;o no instante em que o Mundo nos rejeita.<br /> A esperan&ccedil;a nasce de gestos de generosidade, de atitudes espont&acirc;neas, de palavras corretas.<br /> Mas n&atilde;o se habitue apenas a aguardar que a esperan&ccedil;a venha gratuitamente se aninhar no seu cora&ccedil;&atilde;o. Abra as portas da alma para ela!<br /> Para isso, &eacute; necess&aacute;rio educar o cora&ccedil;&atilde;o.<br /> A esperan&ccedil;a &eacute; como um visitante importante. Devemos nos preparar adequadamente para receb&ecirc;-la. A primeira atitude &eacute; retirar a poeira do pessimismo.<br /> Depois, varrer as sujeiras acumuladas pela m&aacute;goa. Essas sujeirinhas t&ecirc;m v&aacute;rios nomes: rancor, maledic&ecirc;ncia, desejo de vingan&ccedil;a.<br /> Em seguida, com a casa mental bem limpa, &eacute; hora de perfum&aacute;-la com bons pensamentos, sorrisos, serenidade e otimismo.<br /> Ent&atilde;o, quando menos se espera, eis que chega a esperan&ccedil;a. Viaja em uma carruagem dourada, espalha flores pelo caminho e se instala no Esp&iacute;rito fazendo festa.<br /> &Eacute; uma presen&ccedil;a t&atilde;o forte, t&atilde;o bela, que transforma de imediato o ambiente em que se hospeda: impregna a alma de coragem e de alegria.<br /> Esperan&ccedil;a &eacute; um sol que nasce ap&oacute;s uma longa noite escura. Chega trazendo calor e a luz dourada de um dia cheio de boas realiza&ccedil;&otilde;es. Ela aponta, firme, para um futuro radioso. Basta receb&ecirc;-la.Pense Nisso, mas pense agora!<br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 23.7.2013.<br /> <br /> </span><br />

CORRER RISCOS
8 Set 20164:38EP 546

CORRER RISCOS

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>CORRER RISCOS<br /> <br /> S&ecirc;neca foi um fil&oacute;sofo e poeta romano que viveu sob o imp&eacute;rio de Cal&iacute;gula, depois Cl&aacute;udio e, finalmente, Nero.<br /> Seu talento como advogado lhe valeu a inimizade do imperador Cal&iacute;gula. Sob o imp&eacute;rio de Cl&aacute;udio foi exilado durante oito anos.<br /> Chamado de volta a Roma, foi tutor de Nero e, durante algum tempo, conseguiu exercer uma influ&ecirc;ncia ben&eacute;fica sobre o jovem imperador.<br /> Mais tarde, adotou uma posi&ccedil;&atilde;o de complac&ecirc;ncia com as tantas loucuras cometidas pelo imperador, o que n&atilde;o impediu que viesse a receber ordem para se suicidar.<br /> Vivendo em climas t&atilde;o adversos, manteve sua preocupa&ccedil;&atilde;o com as conquistas morais individuais. E teve oportunidade de escrever:<br /> Chorar &eacute; correr o risco de parecer sentimental demais.<br /> Rir &eacute; correr o risco de parecer tolo.<br /> Estender a m&atilde;o &eacute; correr o risco de se envolver.<br /> Expor seus sentimentos &eacute; correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu.<br /> Defender seus sonhos e ideias diante da multid&atilde;o &eacute; correr o risco de ser mal interpretado e perder as pessoas.<br /> Amar &eacute; correr o risco de n&atilde;o ser correspondido.<br /> Viver &eacute; correr o risco de morrer.<br /> Confiar &eacute; correr o risco de se decepcionar.<br /> Tentar &eacute; correr o risco de fracassar.<br /> Mas devemos correr os riscos, porque o maior perigo &eacute; n&atilde;o arriscar nada.<br /> H&aacute; pessoas que n&atilde;o correm nenhum risco, n&atilde;o fazem nada, n&atilde;o t&ecirc;m nada e n&atilde;o s&atilde;o nada.<br /> Elas podem at&eacute; evitar sofrimentos e desilus&otilde;es, mas n&atilde;o conseguem nada, n&atilde;o sentem nada, n&atilde;o mudam, n&atilde;o crescem, n&atilde;o amam, n&atilde;o vivem.<br /> Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.<br /> Somente a pessoa que corre riscos &eacute; livre.<br /> * * *<br /> A decis&atilde;o de correr riscos ou n&atilde;o, &eacute; nossa. Agora, podemos continuar a deter o choro porque nos foi dito na inf&acirc;ncia que homem n&atilde;o chora. Ou, no caso da mulher, para n&atilde;o demonstrar eventual fraqueza. Ou nos permitirmos as l&aacute;grimas demonstrando que somos seres humanos, com sentimentos.<br /> Podemos ser daqueles que defendem as suas ideias nobres, lutando pela vida, expondo-nos ou nos calarmos diante da injusti&ccedil;a.<br /> Podemos nos engajar no movimento pela vida, expondo a nossa opini&atilde;o contra o preconceito, contra a explora&ccedil;&atilde;o religiosa; que usa a boa f&eacute; das pessoas humildes para se ganhar dinheiro. Ou simplesmente continuarmos calados e permitir que tudo v&aacute; acontecendo, sem nos preocuparmos.<br /> Podemos nos envolver em movimentos pela paz, pelos direitos dos desfavorecidos, ou permanecermos ap&aacute;ticos, deixando que tudo corra a bel prazer.<br /> Podemos, enfim, lutar por melhorar a nossa condi&ccedil;&atilde;o de humanidade, burilando as nossas paix&otilde;es e vencendo a nossa acomoda&ccedil;&atilde;o. Ou optarmos por continuar onde estamos, como estamos, n&atilde;o encetando nenhum esfor&ccedil;o por granjear outras virtudes ou valores de nobreza humana.<br /> A decis&atilde;o &eacute; sempre individual e intransfer&iacute;vel.<br /> * * *<br /> A caminhada &eacute; longa e tortuosa. A escolha do caminho ou a velocidade com que se deseja andar, &eacute; de cada um.<br /> Optar pelo crescimento ou aguardar ser arrastado pela lei inexor&aacute;vel do progresso &eacute; de cada criatura.<br /> Mas, quem deseje alcan&ccedil;ar antes a felicidade, idealize mudan&ccedil;as desde hoje, enquanto as oportunidades sorriem e as chances se fazem abundantes.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em texto atribu&iacute;do a<br /> S&ecirc;neca e no verbete S&ecirc;neca, da Enciclop&eacute;dia Mirador, v. 18,<br /> Encyclopaedia Britannica do Brasil.<br /> Em 06.01.2014.<br /> </span><br />

CIDADÃOS DE FATO
7 Set 20163:05EP 545

CIDADÃOS DE FATO

<span style=''font-size: small;''>CIDAD&Atilde;OS DE FATO<br /> <br /> Tem se tornado comum utilizar a bandeira nacional em momentos de como&ccedil;&atilde;o, de torcida por jogos mundiais ou lutas partid&aacute;rias.<br /> Faz-se, ent&atilde;o, do s&iacute;mbolo da P&aacute;tria um verdadeiro escudo, chegando-se inclusive a enrol&aacute;-la no pr&oacute;prio corpo, &agrave; guisa de vestimenta.<br /> Apesar de tais manifesta&ccedil;&otilde;es explosivas, o que se verifica, no dia a dia, &eacute; um grande desamor ao solo p&aacute;trio.<br /> O de que carecemos &eacute; assumir verdadeira postura patri&oacute;tica, que n&atilde;o significa simplesmente encher a boca e falar: Sou brasileiro, quando o Pa&iacute;s se encontre &agrave;s v&eacute;speras de disputar campeonatos internacionais ou se destaca em algum outro campo.<br /> Importante que tomemos consci&ecirc;ncia de que o Pa&iacute;s melhor somente se construir&aacute; a partir das consci&ecirc;ncias individuais esclarecidas e operantes.<br /> N&atilde;o podemos almejar que a corrup&ccedil;&atilde;o desapare&ccedil;a do meio p&uacute;blico se, em nosso lar, no relacionamento interpessoal, agimos como corruptos. Quem pode, em s&atilde; consci&ecirc;ncia, afirmar que trabalha pelo bem da comunidade brasileira?<br /> Que temos feito para melhorar o padr&atilde;o cultural do povo? Temos nos empenhado em alfabetizar um adulto? Temos nos oferecido para apadrinhar uma crian&ccedil;a, permitindo-lhe o livre acesso &agrave; escola que a instrua?<br /> Temos nos oferecido como volunt&aacute;rios para aprimorar o padr&atilde;o de urbanismo em nosso bairro? Colocamos o lixo bem acondicionado em sacos, para evitar a exala&ccedil;&atilde;o do mau cheiro, tanto quanto facilitado a tarefa dos nossos conterr&acirc;neos lixeiros?<br /> Temos praticado a coleta seletiva do lixo, separando o lixo recicl&aacute;vel do org&acirc;nico?<br /> Temos exigindo das autoridades municipais programas de coletas seletivas do lixo?Ajudando assim, o meio ambiente e gerando mais empregos, diminuindo a viol&ecirc;ncia?<br /> Temos respeitado as leis ou ainda somos disc&iacute;pulos da doutrina do jeitinho brasileiro?<br /> No transito, somos daqueles que estacionamos nas cal&ccedil;adas, ou nos lugares sinalizados como proibido estacionar, atrapalhando o trafego de pessoas e de outros carros?<br /> O Pa&iacute;s, &eacute; sempre o retrato dos que o comp&otilde;e. Feliz ou infeliz, nobre ou vil, &eacute; a soma dos indiv&iacute;duos que nele se nutrem.<br /> Como cidad&atilde;os, cabe-nos o dever inadi&aacute;vel de realizar o melhor, por m&iacute;nima parcela que seja.<br /> Pensemos nisso e sejamos cidad&atilde;os de fato. <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 21.05.2012.<br /> <br /> </span><br />

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