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PODCAST · 3392 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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APRENDIZES DAS CRIANÇAS
12 Out 20164:12EP 568

APRENDIZES DAS CRIANÇAS

<span style=''font-size: small;''>APRENDIZES DAS CRIAN&Ccedil;AS<br /> <br /> Vivemos uma &eacute;poca deveras interessante. Ao lado de muito desamor, sucedem-se exemplos de altru&iacute;smo e solidariedade.<br /> Independentemente de serem ou n&atilde;o religiosas, as pessoas est&atilde;o descobrindo que n&atilde;o h&aacute; como ser feliz ao lado da desgra&ccedil;a alheia;<br /> Que n&atilde;o h&aacute; como gozar os bens da Terra, cega e loucamente, enquanto muitos carecem do pouco; que n&atilde;o se pode falar em paz no mundo se n&atilde;o a cultivamos no pr&oacute;prio jardim.<br /> Enfim, que o homem somente pode alcan&ccedil;ar a felicidade que idealiza se aprender a colaborar, construindo junto.<br /> Nesse empenho, com esperan&ccedil;a crescente, se veem associa&ccedil;&otilde;es, empresas, institui&ccedil;&otilde;es investirem em qualidade de vida, em sustentabilidade, em coopera&ccedil;&atilde;o m&uacute;tua.<br /> Somos, na Terra, um grande ser coletivo. O que a um afeta, ao outro alcan&ccedil;a.<br /> Foi, portanto, com alegria, que assistimos a uma experi&ecirc;ncia realizada com crian&ccedil;as de variadas idades.<br /> Aos pares, meninos e meninas foram conduzidos a uma mesa, frente &agrave; qual se assentaram.<br /> A orienta&ccedil;&atilde;o que lhes foi dada &eacute; de que receberiam um lanche e, por isso, &agrave; sua frente, havia um prato coberto por uma redoma.<br /> Assentados, cada qual aguardava a autoriza&ccedil;&atilde;o para se servir. Quando, finalmente, retiravam a redoma protetora, descobriam que, em cada dupla, um recebera um prato vazio.<br /> As rea&ccedil;&otilde;es foram as mais diversas. Houve quem risse, quem se espantasse. Crian&ccedil;as de poucos meses de idade simplesmente brincaram com a redoma, mais preocupadas em descobrir o que aquela coisa podia fazer do que com a aus&ecirc;ncia de conte&uacute;do no prato.<br /> Uma a&ccedil;&atilde;o, no entanto, foi constante nas duplas: a divis&atilde;o do sandu&iacute;che.<br /> Ningu&eacute;m brigou. Ningu&eacute;m chorou. Ningu&eacute;m reclamou.<br /> A divis&atilde;o foi feita das mais variadas maneiras. Houve quem repartisse o p&atilde;o, comparasse os peda&ccedil;os e desse o menor ao companheiro. Mas deu.<br /> Houve quem desse o sandu&iacute;che ao outro que, ent&atilde;o, procedeu &agrave; divis&atilde;o.<br /> Peda&ccedil;os grandes, menores, maiores, irregulares. Mas tudo, entre risos e espontaneidade, oferecido, entregue, compartilhado.<br /> E saboreado com prazer.<br /> * * *<br /> Como ser&aacute; que reagir&iacute;amos, os adultos, frente ao prato vazio? Invocar&iacute;amos, de imediato, os direitos iguais e far&iacute;amos o discurso a respeito da injusti&ccedil;a?<br /> Entrar&iacute;amos em depress&atilde;o porque fomos deixados de lado, humilhados, esquecidos? Por que o outro foi agraciado com o saboroso sandu&iacute;che e nada nos foi ofertado?<br /> Como agir&iacute;amos ante o prato vazio tamb&eacute;m nos diz de como recebemos a adversidade quando nos chega.<br /> Esbravejamos, dizemo-nos abandonados pela Divindade, desistimos de lutar?<br /> Ou, como as crian&ccedil;as, abrimos um sorriso, olhamos para o lado, acreditando que sempre haver&aacute; algu&eacute;m para nos atender a dor, a necessidade? Que um amigo est&aacute; ao nosso lado e nos ofertar&aacute; o que tenha.<br /> Mudemos nosso foco. Menos reclama&ccedil;&atilde;o, mais a&ccedil;&atilde;o. Menos exig&ecirc;ncias e mais doa&ccedil;&atilde;o. Repartir o pouco, compartilhar o muito.<br /> Aprendamos com as crian&ccedil;as e abramos um sorriso, iluminando a face, iluminando a vida.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 02.10.2012.<br /> </span><br />

PALAVRAS E AÇÕES
8 Out 20162:17EP 567

PALAVRAS E AÇÕES

<span style=''font-size: small;''>PALAVRAS E &Ccedil;&Otilde;ES<br /> <br /> O fil&oacute;sofo americano Ralph Waldo Emerson tem uma frase interessante quando trata a respeito das rela&ccedil;&otilde;es humanas. Diz o seguinte: Quem voc&ecirc; &eacute; fala t&atilde;o alto, que n&atilde;o consigo ouvir o que voc&ecirc; est&aacute; dizendo.<br /> Quantas vezes j&aacute; pensamos a respeito disso? Quantas vezes j&aacute; avaliamos o quanto nossas a&ccedil;&otilde;es pesam no nosso cotidiano?<br /> Muitas vezes, gostar&iacute;amos de ter um mundo mais justo, respeitoso. Discursamos de maneira eloquente, usando racioc&iacute;nio l&oacute;gico e perspicaz.<br /> Doutras vezes exigimos do pol&iacute;tico, do chefe, do parente a&ccedil;&otilde;es mais justas, posicionamento mais claro, atitude mais honesta.<br /> Indignamo-nos perante as injusti&ccedil;as sociais, escrevemos para os jornais, mandamos correios eletr&ocirc;nicos a uma infinidade de contatos, a fim de expressar nossa opini&atilde;o.<br /> Tudo isso &eacute; muito justo e o correto exerc&iacute;cio de cidadania cabe a cada um de n&oacute;s de maneira imposterg&aacute;vel.<br /> Por&eacute;m, j&aacute; refletimos o quanto nossas palavras s&atilde;o efetivamente coerentes com nossas a&ccedil;&otilde;es? Quanto de nosso discurso faz eco com nossos atos?<br /> Ningu&eacute;m tem o direito de exigir do outro aquilo que ainda n&atilde;o se esfor&ccedil;a por oferecer.<br /> Se voc&ecirc; recebe um troco a mais no caixa da padaria, e n&atilde;o se incomoda em devolver o que n&atilde;o lhe pertence, &eacute; furto.<br /> Se voc&ecirc; n&atilde;o se incomoda em subornar o policial quando est&aacute; sujeito a uma multa, est&aacute; fomentando a corrup&ccedil;&atilde;o.<br /> E se voc&ecirc; falsifica documenta&ccedil;&otilde;es e recibos, a fim de forjar sua declara&ccedil;&atilde;o de renda, est&aacute; incorrendo em crime contra o Estado.<br /> Muito embora desejemos uma sociedade melhor, faz-se necess&aacute;rio uma an&aacute;lise do nosso proceder, a fim de que entendamos se nossas a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o coerentes com nosso discurso.<br /> Quem furta pouco, no troco do supermercado, furtaria muito, se tivesse oportunidade. Assim, se voc&ecirc; deseja pol&iacute;ticos mais honestos, que a honestidade comece por voc&ecirc;.<br /> Quem suborna em uma aparentemente inocente multa, compraria consci&ecirc;ncias a qualquer pre&ccedil;o, se assim tivesse condi&ccedil;&otilde;es.<br /> Desta forma, se voc&ecirc; anseia por rela&ccedil;&otilde;es sociais justas e direitos iguais para todos, comece por n&atilde;o exigir privil&eacute;gios que n&atilde;o t&ecirc;m cabimento.<br /> Quem n&atilde;o cumpre suas obriga&ccedil;&otilde;es sociais, a partir da sua pr&oacute;pria declara&ccedil;&atilde;o de renda, n&atilde;o titubearia em forjar licita&ccedil;&otilde;es, negocia&ccedil;&otilde;es ou desviar dinheiro p&uacute;blico.<br /> * * *<br /> Se voc&ecirc; sonha com governantes e homens de neg&oacute;cios que passem ao largo de conchavos e forma&ccedil;&atilde;o de quadrilhas de palet&oacute;, comece por voc&ecirc;.<br /> S&oacute; teremos direito de exigir uma sociedade mais justa, a partir do momento em que nosso discurso se concretize em valores e a&ccedil;&otilde;es.<br /> At&eacute; l&aacute;, correremos o risco de estarmos como o fil&oacute;sofo previu: nossas a&ccedil;&otilde;es falar&atilde;o t&atilde;o alto, que ningu&eacute;m conseguir&aacute; escutar o que estamos dizendo.<br /> PENSE NISSO, MAS PENSE AGORA!</span><br />

A INGRATIDÃO
7 Out 20163:11EP 566

A INGRATIDÃO

<span style=''font-size: small;''>&nbsp;A INGRATID&Atilde;O&nbsp;<br /> <br /> Muitos de n&oacute;s j&aacute; sofremos o gosto amargo da ingratid&atilde;o, n&atilde;o &eacute; verdade amigo ouvinte?<br /> <br /> &Eacute; uma atitude louv&aacute;vel acudir o semelhante na hora da dificuldade &mdash; louv&aacute;vel e necess&aacute;rio.<br /> <br /> Nenhum de n&oacute;s nesta vida est&aacute; livre de um momento ruim. Nenhum de n&oacute;s nesta vida pode garantir que jamais precisar&aacute; de uma ajuda, um apoio, um ombro para chorar. Al&eacute;m do mais, seria muita crueldade vermos algu&eacute;m no fundo do po&ccedil;o e simplesmente virarmos as contas, como se o sofrimento alheio n&atilde;o fosse da nossa conta.<br /> <br /> No entanto, o troco que &agrave;s vezes recebemos de alguns por nossa solidariedade nos deixa, no m&iacute;nimo, pensativos. C&aacute; entre n&oacute;s: h&aacute; pessoas t&atilde;o ingratas que nos fazem pensar duas vezes antes de estendermos a m&atilde;o.<br /> <br /> Muitas vezes, tiramos de n&oacute;s mesmos para dar a uma pessoa. Muitas vezes, empenhamos nosso nome, nossa palavra, nosso tempo, nosso dinheiro, nossa f&eacute; no semelhante, unicamente para acudir uma pessoa, libert&aacute;-la de um embara&ccedil;o, livr&aacute;-la do abismo. &Agrave;s vezes, comprometemos at&eacute; mesmo nossa seguran&ccedil;a, suportamos cr&iacute;ticas, enfrentamos cara feia e resist&ecirc;ncia, tudo para defender e ajudar algu&eacute;m que, na nossa opini&atilde;o, &eacute; merecedor daquele sacrif&iacute;cio.<br /> <br /> Quando prestamos um favor, ou fazemos um bem, ou socorremos algu&eacute;m em dificuldade, n&atilde;o estamos, evidentemente, visando retribui&ccedil;&atilde;o. &Eacute; natural de uma pessoa sens&iacute;vel querer ajudar, dar apoio, livrar o semelhante das situa&ccedil;&otilde;es ingratas que a vida tantas vezes imp&otilde;e.<br /> <br /> Mas, embora n&atilde;o sejamos ca&ccedil;adores de recompensa, como &eacute; triste vermos algu&eacute;m que ajudamos num momento dif&iacute;cil nos virar as costas quando mais precisamos. Nada d&oacute;i mais do que a ingratid&atilde;o.<br /> <br /> Existe uma lenda segundo a qual uma mulher viu-se perdida na selva, com dois filhos pequenos. Sem armas ou coragem para ca&ccedil;ar, ela decidiu cortar peda&ccedil;os de sua pr&oacute;pria carne para dar de comer &agrave;s crian&ccedil;as, at&eacute; que chegasse ajuda. Ajuda que, infelizmente, n&atilde;o chegou. Mutilada e j&aacute; sem for&ccedil;as, a pobre m&atilde;e acabou morrendo. Um dos meninos ent&atilde;o comentou com o outro: &ldquo;ainda bem. Eu j&aacute; estava enjoado de comer todos os dias a mesma coisa...&rdquo;<br /> <br /> Por essas e outras, &eacute; que o escritor americano do s&eacute;culo 19 mark twain,disse um dia: &ldquo;se apanhares um c&atilde;o faminto e lhe deres comida, ele jamais te morder&aacute;: eis a principal diferen&ccedil;a entre um cachorro e um ser humano... <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Momento Esp&iacute;rita.<br /> Em 08.4.2014</span><br />

A ARTE DOS ELOGIOS
6 Out 20163:43EP 565

A ARTE DOS ELOGIOS

<span style=''font-size: small;''>A ARTE DOS ELOGIOS<br /> <br /> A baixa autoestima &eacute; vista como uma esp&eacute;cie de car&ecirc;ncia de vitaminas emocionais para as crian&ccedil;as e adultos.<br /> Preocupados com o desenvolvimento dos seus filhos e com suas conquistas, alguns pais exageram na hora dos elogios.<br /> Adulada em excesso e sem motivo, a crian&ccedil;a cresce esperando o mesmo de todas as pessoas.<br /> Hoje, ela espera o afago verbal dos pais, dos professores. Amanh&atilde; ser&aacute; do chefe, da namorada ou do namorado para se sentir bem.<br /> &Eacute; que o excesso de elogios, e nem sempre verdadeiros, gera inseguran&ccedil;a e n&atilde;o autoestima. <br /> O educador, escritor e pai de cinco filhos, Paul Kropp, de Toronto, estabeleceu alguns itens que acredita importantes para aumentar a autoconfian&ccedil;a dos nossos filhos, sem correr o risco de sermos demasiadamente generosos em elogios, sejam eles merecidos ou n&atilde;o:<br /> 1. Inclua seu filho no que voc&ecirc; estiver fazendo. E lembre-se de que nem tudo precisa ser perfeito no trabalho dele.<br /> Deixe a crian&ccedil;a experimentar, agir, auxiliar. Pequenas tarefas falam de responsabilidade e amadurecimento.<br /> 2. N&atilde;o apresente ao seu filho obst&aacute;culos grandes demais. A dificuldade das tarefas atribu&iacute;das &agrave;s crian&ccedil;as deve ir aumentando aos poucos.<br /> 3. N&atilde;o corra para ajudar o seu filho. D&ecirc; a ele a chance de experimentar a frustra&ccedil;&atilde;o.<br /> A frustra&ccedil;&atilde;o faz parte do mundo real e a crian&ccedil;a deve aprender, desde cedo, a lidar com ela.<br /> 4. Certifique-se de que ele tenha desafios fora de casa: grupos de excurs&atilde;o, equipes de nata&ccedil;&atilde;o, aulas de m&uacute;sica.<br /> 5. Elogie os resultados finais com sensatez. Quando descobrir nos olhos de seu filho que ele est&aacute; satisfeito com algo que fez, n&atilde;o seja severo na cr&iacute;tica.<br /> Finalmente, para ajudar a crian&ccedil;a a desenvolver uma no&ccedil;&atilde;o real de seu valor:<br /> Preste aten&ccedil;&atilde;o ao que seu filho faz ou diz - voc&ecirc; n&atilde;o precisa concordar, mas tem de ouvir.<br /> Encontre tempo suficiente para desenvolverem projetos juntos, sem perder de vistas as habilidades da crian&ccedil;a.<br /> Lembre-se de que n&atilde;o s&atilde;o os falsos elogios que constroem a identidade de seu filho, mas sim a atividade e o sucesso.<br /> Os elogios, por si mesmos, n&atilde;o levam os filhos a crescer e buscar novos desafios. E para aquele que sabe o que quer, n&atilde;o ser&atilde;o uma ou duas cr&iacute;ticas que o ir&atilde;o abater.<br /> Por tudo isso os pais, que conhecem seus filhos, devem usar de bom senso. Elogios e cr&iacute;ticas bem dosadas, aliadas ao tempo e esfor&ccedil;o pessoal, possibilitam a autoconfian&ccedil;a e a consci&ecirc;ncia do pr&oacute;prio valor.<br /> * * *<br /> O falso elogio enche a crian&ccedil;a de expectativas irreais. A falta deles acaba por desvaloriz&aacute;-la e deprimir.<br /> Quando a crian&ccedil;a precisa de um elogio para elevar a sua autoestima, ter&aacute; dificuldades para aprimorar o seu car&aacute;ter porque estar&aacute; sempre na depend&ecirc;ncia do que os outros pensam. Estar&aacute; buscando aprova&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o aprimoramento.<br /> Incentivar &eacute; permitir a possibilidade da experi&ecirc;ncia, do erro e do acerto. Eis o caminho ideal para a correta forma&ccedil;&atilde;o do car&aacute;ter dos nossos filhos.<br /> Pensemos nisso.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no artigo Seu filho &eacute; viciado em elogios?, da revista Sele&ccedil;&otilde;es Reader's Digest, de maio de 2000.<br /> Em 24.07.2012.<br /> </span><br />

A PALAVRA SINCERA
5 Out 20163:28EP 564

A PALAVRA SINCERA

<span style=''font-size: small;''>A PALAVRA SINCERA<br /> <br /> Voc&ecirc; sabia que a palavra &ldquo;sincera&rdquo; foi inventada pelos romanos? <br /> Eles fabricavam certos vasos com uma cera especial t&atilde;o pura e perfeita que os vasos se tornavam transparentes. <br /> Em alguns casos era poss&iacute;vel distinguir os objetos guardados no interior do vaso. <br /> Para um vaso assim, fino e l&iacute;mpido, diziam os romanos: <br /> Como &eacute; lindo! Parece at&eacute; que n&atilde;o tem cera! <br /> &ldquo;Sine cera&rdquo; queria dizer &ldquo;sem cera&rdquo;, uma qualidade de vaso perfeito, fin&iacute;ssimo, delicado, que deixava ver atrav&eacute;s de suas paredes. <br /> Com o tempo, o voc&aacute;bulo &ldquo;sine cera&rdquo; se transformou em sincero e passou a ter um significado relativo ao car&aacute;ter humano. <br /> Sincero &eacute; aquele que &eacute; franco, leal, verdadeiro, que n&atilde;o oculta, que n&atilde;o usa disfarces, mal&iacute;cias ou dissimula&ccedil;&otilde;es. <br /> A pessoa sincera, &agrave; semelhan&ccedil;a do vaso, deixa ver atrav&eacute;s de suas palavras os nobres sentimentos de seu cora&ccedil;&atilde;o. <br /> Assim, procuremos a virtude da sinceridade em nossos cora&ccedil;&otilde;es. Sim, pois na forma de potencialidade ela est&aacute; l&aacute;, aguardando o momento em que iremos despert&aacute;-la, e cultiv&aacute;-la em nossos dias. <br /> Se buscamos a riqueza do esp&iacute;rito, esculpindo seus valores ao longo do tempo, devemos lembrar da sinceridade, deste revestimento que nos torna mais l&iacute;mpidos, mais delicados. <br /> Por que raz&atilde;o ocultar a verdade, se &eacute; a verdade que nos liberta da ignor&acirc;ncia? <br /> Por que raz&atilde;o usar disfarces, se cedo ou tarde eles caem e seremos obrigados a enfrentar as conseq&uuml;&ecirc;ncias funestas da mentira? <br /> Por que raz&atilde;o dissimular, se n&atilde;o desejamos jamais ouvir a dissimula&ccedil;&atilde;o na voz das pessoas que nos cercam? <br /> Quem luta para ser sincero conquista a confian&ccedil;a de todos, e por conseq&uuml;&ecirc;ncia seu respeito, seu amor. <br /> Quem &eacute; sincero jamais enfrentar&aacute; a vergonha de ser descoberto em falsidades. <br /> Quem luta pela sinceridade &eacute; defensor da verdade do Cristo, a verdade que liberta. <br /> *** <br /> Sejamos sinceros, lembrando sempre que esta virtude &eacute; delicada, &eacute; respeitosa, jamais nos permitindo atirar a verdade nos rostos alheios como uma rocha cortante. <br /> Sejamos sinceros como educadores de nossos filhos. Primemos pela honestidade ensinando-lhes valores morais, desde cedo, principalmente atrav&eacute;s de nossos exemplos. <br /> Sejamos sinceros e conquistemos as almas que nos cercam. <br /> Sejamos o vaso fin&iacute;ssimo que permite, a quem o observa, perceber seu rico conte&uacute;do. <br /> Sejamos sinceros, defensores da verdade acima de tudo, e carreguemos conosco n&atilde;o o fardo dos segredos, das mal&iacute;cias, das dissimula&ccedil;&otilde;es, mas as asas da verdade que nos levar&atilde;o a v&ocirc;os cada vez mais altos. <br /> Por fim, lembremo-nos do vaso transparente de Roma, e procuremos tornar assim o nosso cora&ccedil;&atilde;o. <br /> Pense nisso, mas pense agora!<br /> Equipe de Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, a partir do texto &ldquo;A palavra sincera&rdquo;, atribu&iacute;do a Malba Tahan.<br /> Em 23.07.2012<br /> <br /> </span><br />

APRENDI
4 Out 20162:40EP 563

APRENDI

<span style=''font-size: small;''>APRENDI<br /> <br /> William Shakespeare, poeta e dramaturgo ingl&ecirc;s , que viveu entre os s&eacute;culos 16 e 17<br /> Tido como o mais influente dramaturgo de todos os tempos, escreveu uma bela cr&ocirc;nica que vamos reproduzir para os ouvintes do Pense Nisso. <br /> <br /> Diz mais ou menos o seguinte:<br /> Aprendi que n&atilde;o posso exigir o amor de ningu&eacute;m; posso apenas dar boas raz&otilde;es para que gostem de mim e ter paci&ecirc;ncia, para que a vida fa&ccedil;a o resto.<br /> Aprendi que n&atilde;o importa o quanto certas coisas sejam importantes para mim. Tem gente que n&atilde;o d&aacute; a m&iacute;nima e eu jamais conseguirei convenc&ecirc;-las.<br /> Aprendi que posso passar anos construindo uma verdade e destru&iacute;-la em apenas alguns segundos; que posso usar meu charme por apenas 15 minutos, depois disso, preciso saber do que estou falando.<br /> Eu aprendi... que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por isso o resto da vida; que, por mais que se corte um p&atilde;o em fatias, esse p&atilde;o continua tendo duas faces, e o mesmo vale para tudo o que cortamos em nosso caminho.<br /> Aprendi... que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paci&ecirc;ncia.<br /> Mas aprendi, tamb&eacute;m, que posso ir al&eacute;m dos limites que eu pr&oacute;prio coloquei.<br /> Aprendi que preciso escolher entre controlar meus pensamentos ou ser controlado por eles; que os her&oacute;is s&atilde;o pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sentem.<br /> Aprendi que perdoar exige muita pr&aacute;tica; que h&aacute; muita gente que gosta de mim, mas n&atilde;o consegue expressar isso.<br /> Aprendi... que nos momentos mais dif&iacute;ceis a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar as coisas.<br /> Aprendi que posso ficar furioso, tenho o direito de me irritar, mas n&atilde;o tenho o direito de ser cruel; que jamais posso dizer a uma crian&ccedil;a que seus sonhos s&atilde;o imposs&iacute;veis, pois seria uma trag&eacute;dia para o mundo se eu conseguisse convenc&ecirc;-la disso.<br /> Eu aprendi que meu melhor amigo vai me machucar de vez em quando, e que eu tenho que me acostumar com isso; que n&atilde;o &eacute; o bastante ser perdoado pelos outros, eu preciso me perdoar primeiro.<br /> Aprendi que, n&atilde;o importa o quanto meu cora&ccedil;&atilde;o esteja sofrendo, o mundo n&atilde;o vai parar por causa disso.<br /> Eu aprendi... que as circunst&acirc;ncias de minha inf&acirc;ncia s&atilde;o respons&aacute;veis pelo que eu sou, mas n&atilde;o pelas escolhas que eu fa&ccedil;o quando adulto.<br /> Aprendi que, numa briga, eu preciso escolher de que lado estou, mesmo quando n&atilde;o quero me envolver; que, quando duas pessoas discutem, n&atilde;o significa que elas se odeiem; e quando duas pessoas n&atilde;o discutem n&atilde;o significa que elas se amem.<br /> Aprendi que por mais que eu queira proteger os meus filhos, eles v&atilde;o se machucar e eu tamb&eacute;m. Isso faz parte da vida.<br /> Aprendi que a minha exist&ecirc;ncia pode mudar para sempre, em poucas horas, por causa de gente que eu nunca vi antes.<br /> Aprendi tamb&eacute;m que diplomas na parede n&atilde;o me fazem mais respeit&aacute;vel ou mais s&aacute;bio.<br /> Aprendi que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem crit&eacute;rio.<br /> E que amigos n&atilde;o s&atilde;o apenas para guardar no fundo do peito, mas para mostrar que s&atilde;o amigos.<br /> Aprendi que certas pessoas v&atilde;o embora da nossa vida de qualquer maneira, mesmo que desejemos ret&ecirc;-las para sempre.<br /> Aprendi, afinal, que &eacute; dif&iacute;cil tra&ccedil;ar uma linha entre ser gentil, n&atilde;o ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito.<br /> * * *<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em mensagem atribu&iacute;da a William Shakespeare.<br /> Em 09.06.20012<br /> </span><br />

RESSENTIMENTO
1 Out 20162:57EP 561

RESSENTIMENTO

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>RESSENTIMENTO<br /> <br /> O ressentimento j&aacute; foi comparado a uma brasa ardente que seguramos com a inten&ccedil;&atilde;o de jog&aacute;-la em outra pessoa, enquanto queima a nossa m&atilde;o.<br /> Ou ent&atilde;o, um veneno que tomamos esperando que o outro morra.<br /> Quando estamos ressentidos, sentimos intensamente a dor do passado de novo e de novo.<br /> Isso n&atilde;o s&oacute; desgasta o nosso bem-estar emocional, como tamb&eacute;m ataca, de uma maneira poderosa e negativa, nosso bem-estar f&iacute;sico.<br /> Quando guardamos ressentimento, rancor, estamos nos aprisionando voluntariamente &agrave; dor.<br /> lguns poderiam ent&atilde;o questionar: Isto quer dizer que escolhemos guardar m&aacute;goa? H&aacute;, ent&atilde;o, uma escolha? Pois parece que n&atilde;o. Parece que &eacute; mais forte que n&oacute;s.<br /> &Eacute; dif&iacute;cil de perceber, principalmente para aqueles que ainda n&atilde;o nos conhecemos bem. Mas, sim, &eacute; uma escolha que fazemos.<br /> Sentir raiva &eacute; natural.Sentir-se magoado, tamb&eacute;m.<br /> N&atilde;o, por&eacute;m, &agrave; instala&ccedil;&atilde;o do ressentimento.<br /> O que ela ensina &eacute; que &eacute; perfeitamente natural termos a alma ferida com este ou aquele acontecimento, por&eacute;m, carregar essa dor por tempo indeterminado no cora&ccedil;&atilde;o, &eacute; uma escolha perigosa.<br /> &Eacute; uma brasa ardente, realmente, que vai queimando por dentro, dia ap&oacute;s dia, ano ap&oacute;s ano, sem trazer benef&iacute;cio algum &agrave; alma que sofre.<br /> Dessa forma, precisamos realizar um trabalho interior para nos livrarmos desse ressentimento o quanto antes, evitando preju&iacute;zos maiores para n&oacute;s mesmos.<br /> Isso significa deixar de dar tanto valor a um fato, a um acontecimento para que nosso cora&ccedil;&atilde;o se acalme, olhe para frente e deixe de se apegar tanto a quest&otilde;es que j&aacute; est&atilde;o no passado.<br /> * * *<br /> O prazer de ser livre &eacute; incompar&aacute;vel...<br /> Poder deitar a cabe&ccedil;a no travesseiro todas as noites e dizer que n&atilde;o guarda m&aacute;goa de ningu&eacute;m &eacute; vit&oacute;ria da alma sobre o ressentimento avassalador.<br /> N&atilde;o nos preocupemos com a impunidade do agressor, do ofensor. Num Universo regido por leis perfeitas, nada fica impune, tudo tem sua consequ&ecirc;ncia.<br /> Perdoar, esquecer &eacute; tamb&eacute;m uma escolha pela sa&uacute;de do Esp&iacute;rito e do corpo, uma vez que, livres do rancor, igualmente ficamos livres das doen&ccedil;as associadas diretamente ao ressentimento.<br /> Vivamos a alegria e a liberdade de n&atilde;o carregar ressentimento em nosso cora&ccedil;&atilde;o.<br /> PENSE NISSO.MAS...PENSE AGORA!</span><br />

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