Capa de PENSE NISSO

PODCAST · 3392 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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O MILAGRE DA DOR
3 Jun 20172:03EP 728

O MILAGRE DA DOR

<span style=''font-size: small;''>O MILAGRE DO DOR<br /> <br /> Quando seu dia &eacute; longo<br /> E a noite - a noite &eacute; solit&aacute;ria,<br /> Quando voc&ecirc; tem certeza de que j&aacute; teve o bastante desta vida,<br /> Continue em frente<br /> <br /> N&atilde;o desista de si mesmo,<br /> Pois todo mundo chora<br /> E todo mundo se machuca, &agrave;s vezes..<br /> Continue em frente<br /> Voc&ecirc; n&atilde;o est&aacute; sozinho...<br /> A letra da bel&iacute;ssima can&ccedil;&atilde;o de Michael Stipe, eveybody hurts da banda Americana R.E.M, fala-nos de como encarar as dores do mundo com intelig&ecirc;ncia e coragem .<br /> Intelig&ecirc;ncia de quem v&ecirc; na dor oportunidade de mudan&ccedil;a e aprendizado.<br /> Coragem de quem aceita mudar.<br /> Quando a dor chega, dar-se a impress&atilde;o que n&atilde;o h&aacute; mais sa&iacute;da,<br /> Mas n&atilde;o... Descobrimos que ela ensina, orienta, cuida.<br /> A dor &eacute; o convite &agrave; mudan&ccedil;a de h&aacute;bitos, de pensamento, de rumo...<br /> A dor traz consigo o milagre.<br /> O milagre de se encontrar, de ver a si mesmo com suas for&ccedil;as e fraquezas, mas sem m&aacute;scaras, sem ilus&otilde;es.<br /> O milagre de perceber que se est&aacute; melhor, que as feridas cicatrizam sempre, e que ali a pele se torna mais resistente.<br /> O milagre do recome&ccedil;o, de nascer de novo, de se dar nova chance.<br /> O milagre de descobrir os amores ao redor, e quanto prezam por n&oacute;s; de descobrir aqueles que nunca nos abandonam, n&atilde;o importa o que aconte&ccedil;a.<br /> O milagre de saber que a vida procura nos levar sempre para cima, para diante, e nunca para tr&aacute;s.<br /> A cada mil l&aacute;grimas sai um milagre.<br /> Pense Nisso.</span><br />

COMO SE ESCREVE
2 Jun 20174:28EP 727

COMO SE ESCREVE

<span style=''font-size: small;''>COMO SE ESCREVE?<br /> <br /> Quando Joey tinha somente cinco anos, a professora do Jardim de Inf&acirc;ncia pediu aos alunos que fizessem um desenho de alguma coisa que eles amavam.<br /> Joey desenhou a sua fam&iacute;lia. Depois, tra&ccedil;ou um grande c&iacute;rculo com l&aacute;pis vermelho ao redor das figuras. Desejando escrever uma palavra acima do c&iacute;rculo, ele saiu de sua mesinha e foi at&eacute; &agrave; mesa da professora.<br /> Professora, como a gente escreve...?<br /> Ela n&atilde;o o deixou concluir a pergunta. Mandou-o voltar para o seu lugar e n&atilde;o se atrever mais a interromper a aula. Joey dobrou o papel e o guardou no bolso.<br /> Quando retornou para sua casa, naquele dia, ele se lembrou do desenho e o tirou do bolso. Alisou-o bem sobre a mesa da cozinha, foi at&eacute; sua mochila, pegou um l&aacute;pis e olhou para o grande c&iacute;rculo vermelho.<br /> Sua m&atilde;e estava preparando o jantar, indo e vindo do fog&atilde;o para a pia, para a mesa. Ele queria terminar o desenho antes de mostr&aacute;-lo para ela.<br /> Mam&atilde;e, como a gente escreve...?<br /> Menino, n&atilde;o d&aacute; para ver que estou ocupada agora? V&aacute; brincar l&aacute; fora. E n&atilde;o bata a porta. -Foi a resposta dela.<br /> Ele dobrou o desenho e o guardou no bolso. Naquela noite, ele tirou outra vez o desenho do bolso. Olhou para o grande c&iacute;rculo vermelho, foi at&eacute; &agrave; cozinha e pegou o l&aacute;pis. Ele queria terminar o desenho antes de mostr&aacute;-lo para seu pai.<br /> Alisou bem as dobras e colocou o desenho no ch&atilde;o da sala, perto da poltrona reclin&aacute;vel do seu pai.<br /> Papai, como a gente escreve...?<br /> Joey, estou lendo o jornal e n&atilde;o quero ser interrompido. V&aacute; brincar l&aacute; fora. E n&atilde;o bata a porta.<br /> O garoto dobrou o desenho e o guardou no bolso. No dia seguinte, quando sua m&atilde;e separava a roupa para lavar, encontrou no bolso da cal&ccedil;a do filho, enrolados num papel, uma pedrinha, um peda&ccedil;o de barbante e duas bolinhas de gude.<br /> Todos os tesouros que ele catara enquanto brincava fora de casa. Ela nem abriu o papel. Atirou tudo no lixo.<br /> Os anos rolaram...<br /> Quando Joey tinha 28 anos, sua filha de cinco anos, Annie fez um desenho. Era o desenho de sua fam&iacute;lia. O pai riu quando ela apontou uma figura alta, de forma indefinida e disse:<br /> Este aqui &eacute; voc&ecirc;, papai!<br /> A garota tamb&eacute;m riu. O pai olhou pra o grande c&iacute;rculo vermelho feito por sua filha, ao redor das figuras e lentamente come&ccedil;ou a passar o dedo sobre o c&iacute;rculo.<br /> Annie desceu rapidamente do colo do pai e avisou:<br /> Eu volto logo!<br /> E voltou. Com um l&aacute;pis na m&atilde;o. Acomodou-se outra vez nos joelhos do pai, posicionou a ponta do l&aacute;pis perto do topo do grande c&iacute;rculo vermelho e perguntou:<br /> Papai, como a gente escreve amor?<br /> Ele abra&ccedil;ou a filha, tomou a sua m&atilde;ozinha e a foi conduzindo, devagar, ajudando-a a formar as letras, enquanto dizia:<br /> Amor, querida, amor se escreve com as letras t...e...m...p...o.<br /> * * *<br /> Conjugue o verbo amar todo o tempo. Use o seu tempo para amar. Crie um tempo extrapara amar, n&atilde;o esquecendo que para os filhos, em especial, o que importa &eacute; ter quem ou&ccedil;a e opine, quem participe e vibre, quem conhe&ccedil;a e incentive.<br /> N&atilde;o espere seu filho ter que descobrir sozinho como se soletra amor, fam&iacute;lia, afei&ccedil;&atilde;o.<br /> Por fim, lembre: se voc&ecirc; n&atilde;o tiver tempo para amar, crie. Afinal, o ser humano &eacute; um po&ccedil;o de criatividade e o tempo...bom, o tempo &eacute; uma quest&atilde;o de escolha.<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap.<br /> C&iacute;rculo de amor, de Jeannie S. Williams, <br /> da obra Hist&oacute;rias para o cora&ccedil;&atilde;o da mulher,<br /> de Alice Gray, ed. United Press, 2002.<br /> Em 14.01.2013.</span><br />

TALENTOS TODOS TEMOS
31 Mai 20173:03EP 726

TALENTOS TODOS TEMOS

<span style=''font-size: small;''>TALENTOS TODOS TEMOS<br /> <br /> Quais s&atilde;o os nossos talentos? Esta pergunta &eacute; algo que vale a pena fazermos para n&oacute;s mesmos.<br /> H&aacute; quem diga que n&atilde;o os tem, que n&atilde;o consiga fazer nada direito, que n&atilde;o tem nada para oferecer de bom.<br /> H&aacute; outros que imaginam que talento &eacute; algo para pessoas especiais, predestinadas. Que s&atilde;o poucos aqueles que efetivamente t&ecirc;m algum.<br /> Se analisarmos mais detidamente, conseguiremos perceber que todos n&oacute;s, de alguma forma, temos talentos.<br /> Alguns t&ecirc;m intelig&ecirc;ncia privilegiada e, logo mostram seu talento na capacidade pensante, nos racioc&iacute;nios l&oacute;gicos, nas dedu&ccedil;&otilde;es brilhantes.<br /> Outros s&atilde;o talentosos no trato com as pessoas. Conseguem travar conversa agrad&aacute;vel com quem quer que seja, apresentam sempre uma palavra amiga, um coment&aacute;rio feliz.<br /> H&aacute; outros que t&ecirc;m talento ineg&aacute;vel na profiss&atilde;o que escolhem. Realizam-na com prazer e dedica&ccedil;&atilde;o, produzem com esmero e qualidade, oferecendo sempre o melhor, o inusitado, o surpreendente.<br /> Mesmo em situa&ccedil;&otilde;es que muitos n&atilde;o d&atilde;o a import&acirc;ncia devida, h&aacute; muito talento se expressando.<br /> A dona de casa, embora muitas vezes sem reconhecimento, &eacute; quem, com muito talento, administra o or&ccedil;amento, planeja o card&aacute;pio, gerencia o asseio do lar. Isso, sem talento, seria sempre tarefa incompleta ou mal feita...<br /> Dispomos de potencialidades, capacidades que podemos utilizar como instrumentos de contribui&ccedil;&atilde;o para a sociedade em que vivemos.<br /> Quantas hist&oacute;rias n&atilde;o escutamos sobre maestros, m&uacute;sicos, artistas que multiplicam seu talento em atividades sociais, comunit&aacute;rias, ensinando a crian&ccedil;as e jovens as belezas de sua arte.<br /> Quantos n&atilde;o s&atilde;o os professores que, talentosos, sabem honrar seu of&iacute;cio, indo al&eacute;m do dever profissional que lhes cabe, sendo mestres a conduzir mentes, a construir cidad&atilde;os, a forjar positivamente caracteres.<br /> H&aacute;, e n&atilde;o s&atilde;o poucos, executivos talentosos que, amealhando grandes somas gra&ccedil;as &agrave; sua ineg&aacute;vel capacidade de neg&oacute;cios, utilizam seu dinheiro para fazer o bem, produzir o bom e o belo, conscientes de que de nada valeria guardar em frios cofres o resultado monet&aacute;rio dessa sua potencialidade.<br /> N&atilde;o importa em que ou quanto somos bons, quais os nossos talentos.<br /> Sempre haver&aacute; a possibilidade de multiplic&aacute;-los, de faz&ecirc;-los crescer e produzir frutos em benef&iacute;cio de tantos.<br /> * * *<br /> Assim, ao percebermos os talentos de que dispomos, aproveitemo-los para que possam beneficiar o meio em que estivermos.<br /> Madre Tereza de Calcut&aacute; usou do seu talento de amar ao pr&oacute;ximo para modificar as paisagens do planeta. Albert Einstein n&atilde;o poupou seu talento para que a Ci&ecirc;ncia ganhasse novos horizontes.<br /> Por&eacute;m, se ainda n&atilde;o conseguimos acessar capacidades dessa magnitude, fa&ccedil;amos aquilo que j&aacute; nos cabe. Talvez n&atilde;o modifiquemos a hist&oacute;ria do mundo, nem consigamos deixar nosso nome marcado nos comp&ecirc;ndios da ci&ecirc;ncia ou da arte.<br /> Mas valer&aacute; a pena se, com nosso talento, pudermos contribuir para que uma vida se fa&ccedil;a melhor, que o dia de algu&eacute;m se torne mais suave, ou que a estrada de algum outro possa ter, ao menos, uma flor a mais plantada, adornando o seu caminhar.<br /> Pense Nisso.<br /> </span><br />

PARTIDA E CHEGADA
30 Mai 20174:11EP 725

PARTIDA E CHEGADA

<span style=''font-size: small;''>&nbsp;Partida e chegada<br /> <br /> <br /> O texto de hoje, &eacute; a vis&atilde;o religiosa deste autor.Mas, sem a pretens&atilde;o de fazer com que o ouvinte compartilhe dela.E sim, de refletir dessa grande possibilidade, da qual acreditamos sem a menor duvida. <br /> Quando observamos, da praia, um veleiro a afastar-se da costa, navegando mar adentro, impelido pela brisa matinal, estamos diante de um espet&aacute;culo de beleza rara.<br /> O barco, impulsionado pela for&ccedil;a dos ventos, vai ganhando o mar azul e nos parece cada vez menor. <br /> N&atilde;o demora muito e s&oacute; podemos contemplar um pequeno ponto branco na linha remota e indecisa, onde o mar e o c&eacute;u se encontram. <br /> Quem observa o veleiro sumir na linha do horizonte, certamente exclamar&aacute;: J&aacute; se foi.<br /> Ter&aacute; sumido? Evaporado? <br /> N&atilde;o, certamente. Apenas o perdemos de vista.<br /> O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade que tinha quando estava pr&oacute;ximo de n&oacute;s.<br /> Continua t&atilde;o capaz quanto antes de levar ao porto de destino as cargas recebidas.<br /> O veleiro n&atilde;o evaporou, apenas n&atilde;o o podemos mais ver. Mas ele continua o mesmo.<br /> E talvez, no exato instante em que algu&eacute;m diz: J&aacute; se foi, haver&aacute; outras vozes, mais al&eacute;m, a afirmar: L&aacute; vem o veleiro.<br /> Assim &eacute; a morte.<br /> Quando o veleiro parte, levando a preciosa carga de um amor que nos foi caro e o vemos sumir na linha que separa o vis&iacute;vel do invis&iacute;vel dizemos: J&aacute; se foi.<br /> Ter&aacute; sumido? Evaporado? <br /> N&atilde;o, certamente. Apenas o perdemos de vista.<br /> O ser que amamos continua o mesmo. Sua capacidade mental n&atilde;o se perdeu. Suas conquistas seguem intactas, da mesma forma que quando estava ao nosso lado.<br /> Conserva o mesmo afeto que nutria por n&oacute;s. Nada se perde, a n&atilde;o ser o corpo f&iacute;sico de que n&atilde;o mais necessita no outro lado.<br /> E &eacute; assim que, no mesmo instante em que dizemos: J&aacute; se foi, no mais Al&eacute;m, outro algu&eacute;m dir&aacute; feliz: J&aacute; est&aacute; chegando.<br /> Chegou ao destino levando consigo as aquisi&ccedil;&otilde;es feitas durante a viagem terrena.<br /> A vida jamais se interrompe nem oferece mudan&ccedil;as espetaculares, pois a natureza n&atilde;o d&aacute; saltos.<br /> Cada um leva sua carga de v&iacute;cios e virtudes, de afetos e desafetos, at&eacute; que se resolva por desfazer-se do que julgar desnecess&aacute;rio.<br /> A vida &eacute; feita de partidas e chegadas. De idas e vindas.<br /> Assim, o que para uns parece ser a partida, para outros &eacute; a chegada.<br /> Um dia partimos do mundo espiritual na dire&ccedil;&atilde;o do mundo f&iacute;sico; noutro partimos daqui para o espiritual, num constante ir e vir, como viajores da Imortalidade que somos todos n&oacute;s.<br /> Tec.:Troca o BG.<br /> * * *<br /> Victor Hugo, poeta e romancista franc&ecirc;s, que viveu no S&eacute;culo XIX, falou da vida e da morte dizendo:<br /> A cada vez que morremos ganhamos mais vida. As almas passam de uma esfera para a outra sem perda da personalidade, tornando-se cada vez mais brilhante.<br /> Eu sou uma alma. Sei bem que vou entregar &agrave; sepultura aquilo que n&atilde;o sou.<br /> Quando eu descer &agrave; sepultura, poderei dizer, como tantos: Meu dia de trabalho acabou. Mas n&atilde;o posso dizer: minha vida acabou.<br /> Meu dia de trabalho se iniciar&aacute; de novo na manh&atilde; seguinte. <br /> O t&uacute;mulo n&atilde;o &eacute; um beco sem sa&iacute;da, &eacute; uma passagem. Fecha-se ao crep&uacute;sculo e a aurora vem abri-lo novamente.<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no texto da FEP, com pensamentos finais de <br /> Victor Marie Hugo, do livro A reencarna&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s dos<br /> s&eacute;culos, de Nair Lacerda, ed. Pensamento.<br /> Em 09.08.2012</span><br />

A VAIDADE
29 Mai 20173:43EP 724

A VAIDADE

<span style=''font-size: small;''>&nbsp;A VAIDADE<br /> <br /> A vaidade &eacute; o primeiro pecado capital...usamos a palavra &ldquo;pecado&rdquo; de forma metaf&oacute;rica, &eacute; claro.<br /> Mas a vaidade, a soberba, o orgulho &eacute; aquilo que faz com que algu&eacute;m se ache melhor do que os outros, ou acima do outro. e faz com que o vaidoso deixe de perceber a igualdade...deixe de perceber e de se abrir aos outros.<br /> A vaidade &eacute; um defeito. Porque a vaidade acaba indicando para as pessoas, que eu quero, ou pretendo, ser diferente e acima delas.<br /> A pessoa vaidosa toma decis&otilde;es erradas, porque se t&ecirc;m numa conta excessiva e sempre se superestima.<br /> A pessoa vaidosa &eacute; dif&iacute;cil, porque ela s&oacute; v&ecirc; a s&iacute;.<br /> <br /> A pessoa vaidosa &eacute; pouca estrat&eacute;gica, porque ela leva em conta que o mundo inteiro vai pensar sobre ela, aquilo mesmo que ela pensa sobre s&iacute; mesma<br /> A pessoa vaidosa &eacute; fr&aacute;gil; porque alguns elogios, na sua grande maioria falsos, podem quebrar toda resist&ecirc;ncia de uma pessoa vaidosa.<br /> A pessoa vaidosa se torna pouco produtiva, porque acha suficiente aquilo que faz.<br /> A pessoa que &eacute; tomada pela vaidade, &eacute; uma pessoa que n&atilde;o consegue desenvolver o seu potencial, porque acha que &eacute; perfeita.<br /> Quando n&oacute;s olharmos o mundo como um lugar de diferen&ccedil;as, onde todos s&atilde;o iguais na dignidade diante da lei. Mas, todos s&atilde;o absolutamente diferentes na percep&ccedil;&atilde;o do mundo e nas capacidades;<br /> Quando percebermos que temos caracter&iacute;sticas boas e ruins, em compara&ccedil;&atilde;o aos outros;<br /> Quando tivermos uma dimens&atilde;o das nossas pr&oacute;prias personalidades, vamos conseguir dar os primeiros passos para superar o problema da vaidade.<br /> As vaidades n&atilde;o nos tornam apenas chatos, a vaidade nos tornam infelizes e incapazes de amarmos.<br /> Como todo v&iacute;cio moral, a vaidade impede uma aprecia&ccedil;&atilde;o precisa da realidade.<br /> Quem porta esse defeito n&atilde;o percebe que apenas se complica, ao cultiv&aacute;-lo. Que seria muito mais feliz ao viver com simplicidade.<br /> Que ningu&eacute;m se preocupa muito com sua pessoa e com sua pretensa import&acirc;ncia.<br /> Que, ao tentar brilhar cada vez mais, frequentemente cai no rid&iacute;culo e se torna alvo de chacota.<br /> Analise seu car&aacute;ter e reflita se voc&ecirc; n&atilde;o possui excesso de vaidade.<br /> Voc&ecirc; reconhece facilmente seus erros?<br /> Elogia as virtudes e os sucessos alheios?<br /> Quando se filia a uma causa, o faz por ideal ou para aparecer?<br /> Admite quando a raz&atilde;o est&aacute; com os outros?<br /> Caso se reconhe&ccedil;a vaidoso, tome cuidado com seus atos.<br /> Esforce-se por perceber o seu real papel do mundo.<br /> Reflita que a vaidade &eacute; um peso a ser carregado ao longo do tempo.<br /> Simplifique sua vida, valorize os outros, admita os pr&oacute;prios equ&iacute;vocos.<br /> Ao abrir m&atilde;o da vaidade, seu viver se tornar&aacute; muito mais leve e prazeroso<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, <br /> com base na palestra do historiador Leandro Karnal.<br /> Em 19.05.2017<br /> </span><br />

TATO DE PAIS
27 Mai 20173:38EP 723

TATO DE PAIS

<span style=''font-size: small;''>TATO DE PAIS<br /> <br /> Um menino, com um breve poeminha &agrave; m&atilde;o, entrou correndo pela porta do quarto dos pais, ansioso para que o lessem.<br /> Encontrou os pais numa discuss&atilde;o acirrada a respeito de um tema que desconhecia.<br /> &Agrave; maneira que s&oacute; as crian&ccedil;as conseguem fazer, ficou ali, ao lado, quase invis&iacute;vel, tentando ser escutado.<br /> Pai, m&atilde;e, olha o que escrevi!<br /> Repetiu esse acalanto algumas vezes, falando cada vez mais alto, tornando a balb&uacute;rdia no aposento quase insuport&aacute;vel.<br /> Ningu&eacute;m se entendia e todos queriam ser ouvidos.<br /> Repentinamente, o pai, j&aacute; sem paci&ecirc;ncia, tomou a folha de papel das m&atilde;os do filho, amassou com for&ccedil;a e disse: J&aacute; n&atilde;o expliquei que agora n&atilde;o posso!?<br /> Atirou o papelote na lixeira mais pr&oacute;xima, o que deixou o filho sem ch&atilde;o e repleto de l&aacute;grimas.<br /> Mais tarde, a m&atilde;e, que n&atilde;o havia ficado satisfeita com a cena presenciada e se enchia de compaix&atilde;o, procurou o menino.<br /> Ela carregava na m&atilde;o esquerda uma folha de papel enrugada. Tinha a express&atilde;o emocionada e condo&iacute;da.<br /> Filho... Foi voc&ecirc; quemescreveu este poema?<br /> O menino, que ainda estava cabisbaixo, apenas acenou com a cabe&ccedil;a que sim.<br /> Que coisa mais linda! Voc&ecirc; &eacute; um poeta, meu filho! Voc&ecirc; &eacute; um poeta! &ndash;E abra&ccedil;ou, carinhosamente, a crian&ccedil;a.<br /> A partir daquele dia, diz a hist&oacute;ria desse menino, ele resolveu definitivamente ser poeta.<br /> O relato &eacute; do pr&oacute;prio autor que conta que, se n&atilde;o fosse pela destreza e tato de sua m&atilde;e, possivelmente n&atilde;o se dedicaria &agrave; poesia.<br /> Assim, gra&ccedil;as &agrave; sensibilidade daquela mulher, o mundo p&ocirc;de conhecer a arte e inspira&ccedil;&atilde;o de Pablo Neruda.<br /> * * *<br /> O tato &eacute; essa capacidade que temos, ou n&atilde;o, de lidar com situa&ccedil;&otilde;es delicadas.<br /> Saber dizer as coisas certas na hora certa. Saber calar. Saber abra&ccedil;ar e chorar junto.<br /> Para se ter tato faz-se necess&aacute;rio desenvolver a empatia, essa capacidade sublime de colocar-se no sentimento do outro.<br /> O amor tamb&eacute;m faz parte da conquista do tato, pois tudo aquilo que &eacute; dito com carinho, tem muito mais chance de ser bem recebido pelo outro.<br /> Ficamos a pensar quantos Neruda deixamos de conhecer no mundo, pela simples falta de tato de pais e educadores, que n&atilde;o promoveram o incentivo necess&aacute;rio ou que simplesmente abafaram, silenciaram talentos t&atilde;o importantes.<br /> Assim, olhemos nossas crian&ccedil;as com aten&ccedil;&atilde;o. Operemos sempre com muito tato, psicologia, em tudo que fa&ccedil;amos, falemos ou deixemos de falar a eles.<br /> Nem sempre ser&atilde;o grandes talentos ou g&ecirc;nios.<br /> Por&eacute;m, um incentivo aqui, um elogio ali s&atilde;o os respons&aacute;veis primeiros pela forma&ccedil;&atilde;o de uma boa autoestima.<br /> Tratemos o lar como a terra que necessita estar sempre f&eacute;rtil, preparada para receber as mudas da filia&ccedil;&atilde;o bendita, que Deus nos d&aacute; como presente e responsabilidade.<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 24.09.2012.</span><br />

COMBATENDO O PRECONCEITO
26 Mai 20173:29EP 722

COMBATENDO O PRECONCEITO

<span style=''font-size: small;''>COMBATENDO O PRECONCEITO<br /> <br /> Quando Gandhi trabalhava pela independ&ecirc;ncia da &Iacute;ndia, empenhou-se tamb&eacute;m em combater uma quest&atilde;o interna: o preconceito de castas.<br /> <br /> Tradi&ccedil;&atilde;o milenar que divide a sociedade indiana em religiosos, guerreiros, agricultores, comerciantes e servos, as castas at&eacute; hoje persistem.<br /> <br /> Na base da pir&acirc;mide social, uma categoria desprezada: os p&aacute;rias.<br /> <br /> Sem casta, os p&aacute;rias s&atilde;o considerados impuros e acredita-se que quem os toca fica impuro tamb&eacute;m. Por isso s&atilde;o chamados intoc&aacute;veis.<br /> <br /> Mas Gandhi, ao estudar profundamente os ensinos de Krishna, aprendeu que Deus n&atilde;o faz diferen&ccedil;a entre Seus filhos.<br /> <br /> Ele compreendeu que o sistema de castas havia sido modificado pelos homens, que o usaram para fins de domina&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e social.<br /> <br /> E foi assim que Gandhi passou a combater o preconceito contra os p&aacute;rias, que ele chamava harijans, palavra que significa filhos de Deus.<br /> <br /> Estava certo Gandhi. <br /> Os preconceitos que carregamos s&atilde;o parte de um contexto social e cultural que devemos combater.<br /> <br /> &Agrave; medida que a Humanidade progride, os preconceitos v&atilde;o perdendo espa&ccedil;o.<br /> <br /> A ci&ecirc;ncia vai demonstrando que certas teorias n&atilde;o t&ecirc;m validade e aos poucos vamos expurgando pr&aacute;ticas vergonhosas.<br /> <br /> Vejamos, por exemplo, o preconceito racial. Ele &eacute; decorrente de uma vis&atilde;o que data da &eacute;poca da coloniza&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> Os europeus se achavam superiores aos povos ind&iacute;genas ou africanos. &Eacute; uma tese absurda que o tempo se encarregou de derrubar.<br /> <br /> Sim, pois quando se ofereceu oportunidade, negros e &iacute;ndios mostraram tanta capacidade intelecto-moral quanto os demais.<br /> <br /> Nunca &eacute; demais lembrar que &ndash; mesmo na &eacute;poca do mais rigoroso preconceito racial no Brasil &ndash; houve quem triunfasse.<br /> <br /> &Eacute; o caso do maior escritor brasileiro de todos os tempos: Machado de Assis.<br /> <br /> Filho de uma ex escrava, que trabalhava como lavadeira, ele trabalhava durante o dia e estudava &agrave; noite, sob a luz de um lampi&atilde;o.<br /> <br /> Demonstrou que o talento e o esfor&ccedil;o vencem o preconceito, por mais forte que seja.<br /> <br /> Hoje, por mais que se combata o preconceito, muitas vezes ele ainda aparece inesperadamente.<br /> <br /> &Eacute; porque estava apenas oculto, escondido sob o verniz social.<br /> <br /> &Eacute; assim na quest&atilde;o dos homossexuais. Os preconceitos contra eles se manifestam de forma agressiva.<br /> <br /> Eles s&atilde;o ridicularizados, alvo de piadas e at&eacute; de viol&ecirc;ncia. Muitos s&atilde;o espancados e assassinados.<br /> <br /> <br /> Ser&aacute; que j&aacute; conseguimos ver todos os demais seres humanos como irm&atilde;os que tamb&eacute;m amam, sofrem e querem ser felizes?<br /> <br /> Ser&aacute; que ainda &eacute; preciso ter uma data, pra se conscientizar do quanto o preconceito &eacute; sinal de barbarismo e ignor&acirc;ncia? <br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso- com base no livro<br /> Momento Esp&iacute;rita, v. 7, ed. Fep.<br /> Em 19.05.2008.</span><br />

AINDA O AMOR
25 Mai 20172:55EP 721

AINDA O AMOR

<span style=''font-size: small;''>AINDA O AMOR<br /> <br /> Nos dias que vivemos, muito se ouve falar a respeito do amor. Suspiram os jovens por sua chegada, idealizando cores suaves e delicados tons.<br /> Alguns o confundem com as paix&otilde;es violentas e degradantes e, por isso mesmo, afirmam que o amor acaba.<br /> Entretanto, o amor j&aacute; foi definido como o mais sublime dos sentimentos. Reveste-se de tranquilidade e confere paz a quem o vivencia.<br /> N&atilde;o &eacute; produto de momentos, mas constru&ccedil;&atilde;o laboriosa e paciente de dias que se multiplicam na escalada do tempo.<br /> Narra o famoso escritor ingl&ecirc;s Charles Dickens que dois rec&eacute;m-casados viviam modestamente. Dividiam as dificuldades e sustentavam-se na afei&ccedil;&atilde;o pura e profunda que devotavam um ao outro.<br /> N&atilde;o possu&iacute;am sen&atilde;o o indispens&aacute;vel, mas cada um era portador de uma heran&ccedil;a particular.<br /> O jovem recebera como legado de fam&iacute;lia um rel&oacute;gio de bolso, que guardava com zelo. Na verdade n&atilde;o podia utiliz&aacute;-lo por n&atilde;o ter uma corrente apropriada.<br /> A esposa recebera da pr&oacute;pria natureza uma heran&ccedil;a maravilhosa: uma linda cabeleira. Cabelos longos, sedosos, fartos, que encantavam.<br /> Mantinha-os sempre soltos, embora seu desejo fosse adquirir um grande e lindo pente que vira em uma vitrina, em certa oportunidade, para os prender no alto da cabe&ccedil;a, deixando que as mechas, caprichosas, bailassem at&eacute; os ombros.<br /> Transcorria o tempo e ambos acalentavam o seu desejo, sem ousar expor ao outro, desde que o dinheiro que entrava era todo direcionado para as necessidades b&aacute;sicas.<br /> Em certa noite de Natal, estando ambos face a face, cada um estendeu ao outro, quase que ao mesmo tempo, um delicado embrulho.<br /> Ela insistiu e ele abriu o seu primeiro. Um estranho sorriso bailou nos l&aacute;bios do jovem. A esposa acabara de lhe dar a corrente para o rel&oacute;gio.<br /> Segurando a preciosidade entre os dedos, foi a vez dele pedir a ela que abrisse o pacote que ele lhe dera.<br /> Tr&ecirc;mula e emocionada, a esposa logo deteve em suas m&atilde;os o enorme pente para prender os seus cabelos, enquanto l&aacute;grimas significativas lhe rolavam pelas faces.<br /> Olharam-se ambos e, profundamente emocionados descobriram que ele vendera o rel&oacute;gio para comprar o pente e ela vendera os cabelos para comprar a corrente do rel&oacute;gio.<br /> Ante a surpresa, deram-se conta do quanto se amavam.<br /> * * *<br /> O amor n&atilde;o &eacute; somente um meio, &eacute; o fim essencial da vida.<br /> Toda express&atilde;o de afeto propicia a renova&ccedil;&atilde;o do entusiasmo, da qualidade de vida, de metas felizes em rela&ccedil;&atilde;o ao futuro.<br /> * * *<br /> O amor tem a capacidade de estimular o organismo e de lhe oferecer rea&ccedil;&otilde;es imunol&oacute;gicas, que proporcionam resist&ecirc;ncia para as c&eacute;lulas, que assim combatem as enfermidades invasoras.<br /> O amor levanta as energias alquebradas e &eacute; essencial para a preserva&ccedil;&atilde;o da vida.<br /> Eis porque ningu&eacute;m consegue viver sem amor, em maior ou menor express&atilde;o.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base em conto de Charles Dickens, e no cap. 13 <br /> do livro Momentos Enriquecedores, de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.<br /> Em 08.12.2015.</span><br />

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