Capa de PENSE NISSO

PODCAST · 3392 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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AMOR SEM PREÇO
23 Nov 20174:14EP 831

AMOR SEM PREÇO

&nbsp;<br /> <strong>Amor sem pre&ccedil;o</strong><br /> <br /> Havia um garoto que, nos seus quase oito anos, adquirira um h&aacute;bito nada salutar. Tudo para ele se resumia em dinheiro. Queria saber o pre&ccedil;o de tudo o que via. Se n&atilde;o custasse grande coisa, para ele n&atilde;o tinha valor algum.<br /> Nem se apercebia o pequeno que h&aacute; muitas coisas que dinheiro algum compra. E dentre essas coisas, algumas s&atilde;o as melhores do mundo.<br /> Certo dia, no caf&eacute; da manh&atilde;, ele teve o cuidado de colocar sobre o prato da sua m&atilde;e um papelzinho cuidadosamente dobrado. A m&atilde;e o abriu e leu:<br /> Mam&atilde;e me deve: por levar recados - tr&ecirc;s reais; por tirar o lixo - dois reais; por varrer o ch&atilde;o - dois reais; extras - um real. Total que mam&atilde;e me deve: oito reais.<br /> A m&atilde;e espantou-se no primeiro momento. Depois, sorriu, guardou o bilhetinho no bolso do avental e n&atilde;o disse nada.<br /> O garoto foi para a escola e, naturalmente, retornou faminto. Correu para a mesa do almo&ccedil;o.<br /> Sobre o seu prato estava o seu bilhetinho com os oito reais. Os seus olhos faiscaram.<br /> Enfiou depressa o dinheiro no bolso e ficou imaginando o que compraria com aquela recompensa. Mas ent&atilde;o, percebeu que havia um outro papel ao lado do seu prato. Igualzinho ao seu e bem dobrado.<br /> Abriu e viu que sua m&atilde;e tamb&eacute;m lhe deixara uma conta.<br /> Filhinho deve &agrave; mam&atilde;e: por am&aacute;-lo - nada. Por cuidar da sua catapora - nada. Pelas roupas, cal&ccedil;ados e brinquedos - nada. Pelas refei&ccedil;&otilde;es e pelo lindo quarto - nada. Total que filhinho deve &agrave; mam&atilde;e - nada.<br /> O menino ficou sentado, lendo e relendo a sua nova conta. N&atilde;o conseguia dizer nenhuma palavra. Depois se levantou, pegou os oito reais e os colocou na m&atilde;o de sua m&atilde;e.<br /> A partir desse dia, ele passou a ajudar sua m&atilde;e por amor.<br /> * * *<br /> Nossos filhos trazem suas virtudes e seus defeitos. Cabe-nos examin&aacute;-las para auxili&aacute;-los na consolida&ccedil;&atilde;o das primeiras e no combate &agrave;s segundas.<br /> Todo momento &eacute; prop&iacute;cio e n&atilde;o deve ser desperdi&ccedil;ado.<br /> As a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o sempre mais fortes que as palavras.<br /> Na condu&ccedil;&atilde;o dos nossos filhos, cabe-nos executar a especial tarefa de agir sempre com dignidade e bom senso, o que equivale a dizer, educar-nos.<br /> Com exce&ccedil;&atilde;o dos filhos extremamente rebeldes, uma boa dose de amor somada &agrave; energia, sempre d&aacute; bons resultados.<br /> * * *<br /> &Eacute; no lar que recebemos os primeiros ensinamentos sobre as virtudes.<br /> Na constru&ccedil;&atilde;o do senso moral, dos conceitos de certo e errado s&atilde;o muito importantes os exemplos dados pelos pais.<br /> &Eacute; no doce mundo familiar que se adquire o h&aacute;bito da virtude que nos guiar&aacute; as a&ccedil;&otilde;es quando sairmos mundo afora.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><strong>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 30.10.2017.</strong></div>

A INGRATIDÃO
22 Nov 20173:12EP 830

A INGRATIDÃO

<span style=''font-size: small;''>&nbsp;A INGRATID&Atilde;O&nbsp;<br /> <br /> Muitos de n&oacute;s j&aacute; sofremos o gosto amargo da ingratid&atilde;o, n&atilde;o &eacute; verdade amigo ouvinte?<br /> <br /> &Eacute; uma atitude louv&aacute;vel acudir o semelhante na hora da dificuldade &mdash; louv&aacute;vel e necess&aacute;rio.<br /> <br /> Nenhum de n&oacute;s nesta vida est&aacute; livre de um momento ruim. Nenhum de n&oacute;s nesta vida pode garantir que jamais precisar&aacute; de uma ajuda, um apoio, um ombro para chorar. Al&eacute;m do mais, seria muita crueldade vermos algu&eacute;m no fundo do po&ccedil;o e simplesmente virarmos as contas, como se o sofrimento alheio n&atilde;o fosse da nossa conta.<br /> <br /> No entanto, o troco que &agrave;s vezes recebemos de alguns por nossa solidariedade nos deixa, no m&iacute;nimo, pensativos. C&aacute; entre n&oacute;s: h&aacute; pessoas t&atilde;o ingratas que nos fazem pensar duas vezes antes de estendermos a m&atilde;o.<br /> <br /> Muitas vezes, tiramos de n&oacute;s mesmos para dar a uma pessoa. Muitas vezes, empenhamos nosso nome, nossa palavra, nosso tempo, nosso dinheiro, nossa f&eacute; no semelhante, unicamente para acudir uma pessoa, libert&aacute;-la de um embara&ccedil;o, livr&aacute;-la do abismo. &Agrave;s vezes, comprometemos at&eacute; mesmo nossa seguran&ccedil;a, suportamos cr&iacute;ticas, enfrentamos cara feia e resist&ecirc;ncia, tudo para defender e ajudar algu&eacute;m que, na nossa opini&atilde;o, &eacute; merecedor daquele sacrif&iacute;cio.<br /> <br /> Quando prestamos um favor, ou fazemos um bem, ou socorremos algu&eacute;m em dificuldade, n&atilde;o estamos, evidentemente, visando retribui&ccedil;&atilde;o. &Eacute; natural de uma pessoa sens&iacute;vel querer ajudar, dar apoio, livrar o semelhante das situa&ccedil;&otilde;es ingratas que a vida tantas vezes imp&otilde;e.<br /> <br /> Mas, embora n&atilde;o sejamos ca&ccedil;adores de recompensa, como &eacute; triste vermos algu&eacute;m que ajudamos num momento dif&iacute;cil nos virar as costas quando mais precisamos. Nada d&oacute;i mais do que a ingratid&atilde;o.<br /> <br /> Existe uma lenda segundo a qual uma mulher viu-se perdida na selva, com dois filhos pequenos. Sem armas ou coragem para ca&ccedil;ar, ela decidiu cortar peda&ccedil;os de sua pr&oacute;pria carne para dar de comer &agrave;s crian&ccedil;as, at&eacute; que chegasse ajuda. Ajuda que, infelizmente, n&atilde;o chegou. Mutilada e j&aacute; sem for&ccedil;as, a pobre m&atilde;e acabou morrendo. Um dos meninos ent&atilde;o comentou com o outro: &ldquo;ainda bem. Eu j&aacute; estava enjoado de comer todos os dias a mesma coisa...&rdquo;<br /> <br /> Por essas e outras, &eacute; que o escritor americano do s&eacute;culo 19 mark twain,disse um dia: &ldquo;se apanhares um c&atilde;o faminto e lhe deres comida, ele jamais te morder&aacute;: eis a principal diferen&ccedil;a entre um cachorro e um ser humano... <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Momento Esp&iacute;rita.<br /> Em 08.4.2014</span><br />

RESSENTIMENTO
21 Nov 20172:57EP 829

RESSENTIMENTO

&nbsp;<span style=''font-size: small;''>RESSENTIMENTO<br /> <br /> O ressentimento j&aacute; foi comparado a uma brasa ardente que seguramos com a inten&ccedil;&atilde;o de jog&aacute;-la em outra pessoa, enquanto queima a nossa m&atilde;o.<br /> Ou ent&atilde;o, um veneno que tomamos esperando que o outro morra.<br /> Quando estamos ressentidos, sentimos intensamente a dor do passado de novo e de novo.<br /> Isso n&atilde;o s&oacute; desgasta o nosso bem-estar emocional, como tamb&eacute;m ataca, de uma maneira poderosa e negativa, nosso bem-estar f&iacute;sico.<br /> Quando guardamos ressentimento, rancor, estamos nos aprisionando voluntariamente &agrave; dor.<br /> lguns poderiam ent&atilde;o questionar: Isto quer dizer que escolhemos guardar m&aacute;goa? H&aacute;, ent&atilde;o, uma escolha? Pois parece que n&atilde;o. Parece que &eacute; mais forte que n&oacute;s.<br /> &Eacute; dif&iacute;cil de perceber, principalmente para aqueles que ainda n&atilde;o nos conhecemos bem. Mas, sim, &eacute; uma escolha que fazemos.<br /> Sentir raiva &eacute; natural.Sentir-se magoado, tamb&eacute;m.<br /> N&atilde;o, por&eacute;m, &agrave; instala&ccedil;&atilde;o do ressentimento.<br /> O que ela ensina &eacute; que &eacute; perfeitamente natural termos a alma ferida com este ou aquele acontecimento, por&eacute;m, carregar essa dor por tempo indeterminado no cora&ccedil;&atilde;o, &eacute; uma escolha perigosa.<br /> &Eacute; uma brasa ardente, realmente, que vai queimando por dentro, dia ap&oacute;s dia, ano ap&oacute;s ano, sem trazer benef&iacute;cio algum &agrave; alma que sofre.<br /> Dessa forma, precisamos realizar um trabalho interior para nos livrarmos desse ressentimento o quanto antes, evitando preju&iacute;zos maiores para n&oacute;s mesmos.<br /> Isso significa deixar de dar tanto valor a um fato, a um acontecimento para que nosso cora&ccedil;&atilde;o se acalme, olhe para frente e deixe de se apegar tanto a quest&otilde;es que j&aacute; est&atilde;o no passado.<br /> * * *<br /> O prazer de ser livre &eacute; incompar&aacute;vel...<br /> Poder deitar a cabe&ccedil;a no travesseiro todas as noites e dizer que n&atilde;o guarda m&aacute;goa de ningu&eacute;m &eacute; vit&oacute;ria da alma sobre o ressentimento avassalador.<br /> N&atilde;o nos preocupemos com a impunidade do agressor, do ofensor. Num Universo regido por leis perfeitas, nada fica impune, tudo tem sua consequ&ecirc;ncia.<br /> Perdoar, esquecer &eacute; tamb&eacute;m uma escolha pela sa&uacute;de do Esp&iacute;rito e do corpo, uma vez que, livres do rancor, igualmente ficamos livres das doen&ccedil;as associadas diretamente ao ressentimento.<br /> Vivamos a alegria e a liberdade de n&atilde;o carregar ressentimento em nosso cora&ccedil;&atilde;o.<br /> PENSE NISSO.MAS...PENSE AGORA!</span><br />

A CULPA É DA CARNE
17 Nov 20173:34EP 828

A CULPA É DA CARNE

&nbsp;A CULPA &Eacute; DA CARNE<br /> <br /> Quando algu&eacute;m procura uma desculpa para justificar os seus erros, &eacute; comum ouvirmos a afirmativa de que a carne &eacute; fraca.<br /> <br /> A culpa, portanto, &eacute; da carne, ou seja, do corpo f&iacute;sico.<br /> <br /> Hahnemann, criador da Medicina Homeop&aacute;tica, fez a seguinte afirmativa:<br /> <br /> O corpo n&atilde;o d&aacute; c&oacute;lera &agrave;quele que n&atilde;o a tem, do mesmo modo que n&atilde;o d&aacute; os outros v&iacute;cios. Todas as virtudes e todos os v&iacute;cios s&atilde;o inerentes ao Esp&iacute;rito. Caso Contrario, onde estariam o m&eacute;rito e a responsabilidade?<br /> <br /> Uma inteligente constata&ccedil;&atilde;o, pois cont&eacute;m grandes verdades.<br /> <br /> Culpar o corpo pelas nossas fraquezas equivaleria a culpar a roupa que estamos usando por um acesso de c&oacute;lera.<br /> <br /> Quando a boca de um guloso se enche de saliva diante de um prato apetitoso, n&atilde;o &eacute; a comida que excita o &oacute;rg&atilde;o do paladar, pois sequer est&aacute; em contato com ele.<br /> <br /> &Eacute; o Esp&iacute;rito, cuja sensibilidade &eacute; despertada, que atua sobre aquele &oacute;rg&atilde;o atrav&eacute;s do pensamento.<br /> <br /> Se uma pessoa sens&iacute;vel facilmente verte l&aacute;grimas, n&atilde;o &eacute; a abund&acirc;ncia das l&aacute;grimas que d&aacute; a sensibilidade ao Esp&iacute;rito, mas precisamente a sensibilidade desse que provoca a secre&ccedil;&atilde;o abundante das l&aacute;grimas. <br /> <br /> Assim, um homem &eacute; m&uacute;sico n&atilde;o porque seu corpo seja propenso &agrave; musicalidade, mas porque seu Esp&iacute;rito &eacute; musicista.<br /> Como podemos perceber, a a&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito sobre o corpo f&iacute;sico &eacute; t&atilde;o evidente que uma violenta como&ccedil;&atilde;o moral pode provocar desordens org&acirc;nicas.<br /> <br /> Quando sofremos um susto, por exemplo, logo em seguida vem a sudorese, o tremor, a taquicardia...<br /> <br /> Outras vezes, um acesso de ira pode provocar dor de cabe&ccedil;a, e at&eacute; mesmo deixar manchas roxas pelo corpo.<br /> <br /> Quanto &agrave;s disposi&ccedil;&otilde;es para a pregui&ccedil;a, a viol&ecirc;ncia, a corrup&ccedil;&atilde;o, igualmente n&atilde;o podem ser lan&ccedil;adas &agrave; conta da carne, pois s&atilde;o tend&ecirc;ncias radicadas no Esp&iacute;rito imortal.<br /> <br /> Se assim n&atilde;o fosse, seria f&aacute;cil, pois n&atilde;o ter&iacute;amos nenhuma responsabilidade pelos nossos atos, desde que, uma vez enterrado o corpo, com ele sumiriam todas as fragilidades e os equ&iacute;vocos cometidos.<br /> <br /> Toda responsabilidade moral dos atos da vida f&iacute;sica competem ao Esp&iacute;rito. <br /> <br /> Assim, quanto mais esclarecido for o Esp&iacute;rito, menos desculp&aacute;vel se tornam as suas faltas, uma vez que, com a intelig&ecirc;ncia e o senso moral, nascem as no&ccedil;&otilde;es do bem e do mal, do justo e do injusto.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Todos n&oacute;s, sem exce&ccedil;&atilde;o, possu&iacute;mos na intimidade a centelha divina, a for&ccedil;a capaz de conter os impulsos negativos e fazer vibrar as emo&ccedil;&otilde;es nobres que o Criador depositou em n&oacute;s.<br /> <br /> Fazendo pequenos esfor&ccedil;os conquistaremos a verdadeira liberdade, a supremacia do Esp&iacute;rito sobre o corpo. E s&oacute; ent&atilde;o entenderemos porque o Mestre afirmou: V&oacute;s sois deuses, podereis fazer o que Eu fa&ccedil;o, e muito mais.<br /> <br /> Pense Nisso, mas pense Agora!<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o com base no cap. VII do livro O c&eacute;u e o inferno, de Allan Kardec, ed. Feb e no livro Hahnemann, o ap&oacute;stolo da <br /> medicina espiritual, de Herm&iacute;nio C. Miranda, ed. Celd.<br />

TÉDIO
16 Nov 20174:25EP 827

TÉDIO

&nbsp;<strong>T&eacute;dio</strong><br /> <br /> <br /> Muitas pessoas estabelecem objetivos de vida, que passam a ser buscados com intensa determina&ccedil;&atilde;o.<br /> Limitam seus interesses na conquista de seus sonhos e quando os alcan&ccedil;am nem sempre encontram neles o sentido e o significado que esperavam.<br /> A meta, que por tanto tempo representou a raz&atilde;o de viver, cede lugar ao t&eacute;dio, empurrando os seres para os abismos da depress&atilde;o ou dos v&iacute;cios.<br /> Por vezes, s&atilde;o pais que colocam na vida dos filhos os pr&oacute;prios sonhos.<br /> Projetam no futuro de seus rebentos os desejos que eles pr&oacute;prios n&atilde;o puderam realizar.<br /> No entanto, os filhos crescem e devem enfrentar as pr&oacute;prias lutas e dar curso &agrave;s pr&oacute;prias vidas.<br /> Por vezes a constata&ccedil;&atilde;o dessa verdade causa nos pais, mais despreparados, amarga afli&ccedil;&atilde;o.<br /> Outros, ainda, anseiam por alcan&ccedil;ar um patamar elevado na carreira para amealhar, assim, consider&aacute;veis recursos financeiros.<br /> Por&eacute;m, quando seus objetivos se realizam, sentem-se desestimulados.<br /> H&aacute; aqueles que se esfor&ccedil;am para ter fama e destaque na sociedade e que, quando os alcan&ccedil;am, amargurados e vazios, entregam-se &agrave;s drogas e aos abusos do sexo.<br /> Inquieta&ccedil;&atilde;o e desequil&iacute;brio costumam servir de base na busca por objetivos imediatos de prazer e de satisfa&ccedil;&atilde;o.<br /> Tais metas s&atilde;o frutos do ego&iacute;smo que ainda move os seres, e quando alcan&ccedil;adas produzem t&atilde;o-somente r&aacute;pida e passageira satisfa&ccedil;&atilde;o.<br /> Em pouco tempo a antiga e conhecida sensa&ccedil;&atilde;o de aborrecimento e de vazio volta a exercer forte influ&ecirc;ncia no cotidiano.<br /> Como se todo o esfor&ccedil;o tivesse sido v&atilde;o.<br /> Como se toda a luta n&atilde;o tivesse valido a pena.<br /> Nos l&aacute;bios, a impress&atilde;o de que alguma palavra ficou faltando.<br /> Na boca, a permanente sensa&ccedil;&atilde;o de sede.<br /> &Eacute; a fome de realiza&ccedil;&atilde;o plena.<br /> &Eacute; uma sensa&ccedil;&atilde;o de que, em sonho, tudo era mais belo e satisfat&oacute;rio.<br /> &Eacute; o t&eacute;dio, terr&iacute;vel flagelo que consome exist&ecirc;ncias.<br /> Silencioso e ardiloso, penetra suavemente no comportamento, instalando-se na mente e no sentimento, depauperando e dominando os indiv&iacute;duos.<br /> Quando te percebas a um passo do t&eacute;dio, assume nova postura e busca uma atividade que te preencha o tempo f&iacute;sico e mental de forma &uacute;til.<br /> Nunca te consideres impossibilitado de trabalhar, de agir no bem e de produzir.<br /> Considera o esfor&ccedil;o dos artistas sem bra&ccedil;os, sem pernas, que se revelaram excelentes pintores, escultores, desenhistas, ricos de inspira&ccedil;&atilde;o e de alegria de viver.<br /> Reflete sobre a vida de outros deficientes que se transformaram em mensageiros da renova&ccedil;&atilde;o interior, tornando-se membros indispens&aacute;veis da economia moral e social no mundo.<br /> O esfor&ccedil;o que lhes foi exigido n&atilde;o lhes concedeu tempo para qualquer forma de t&eacute;dio ou de desinteresse, entregando-se &agrave; lamenta&ccedil;&atilde;o ou ao desencanto.<br /> N&atilde;o cesses de edificar, nem te permitas contemplar a retaguarda do j&aacute; feito.<br /> Examina a perspectiva do quanto ainda necessitas realizar.<br /> Aspira &agrave; conquista do infinito e nunca te sentir&aacute;s entediado com os logros conseguidos.<br /> Quem se basta com as aquisi&ccedil;&otilde;es meramente materiais ainda n&atilde;o alcan&ccedil;ou a real maturidade, nem descobriu as priorit&aacute;rias metas existenciais.<br /> Aquele que anela pela alegria de viver, n&atilde;o apenas pelo que consiga deter nas m&atilde;os, jamais ser&aacute; v&iacute;tima do t&eacute;dio, porque estar&aacute; sempre em a&ccedil;&atilde;o, sentindo-se &uacute;til e pleno.<br /> <br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Equipe de Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, <br /> com base no cap&iacute;tulo 13 do livro Diretrizes para o &ecirc;xito,<br /> de Divaldo Pereira Franco.</em></div>

IMPASSE
15 Nov 20176:27EP 826

IMPASSE

<span style=''font-size: small;''>&nbsp;IMPASSE<br /> <br /> A Escolha de Sofia &eacute; um cl&aacute;ssico que se transformou-se em exemplo de impasse, de dilema a ser resolvido. Sofia vive atormentada pela escolha que teve de fazer quando estava no campo de concentra&ccedil;&atilde;o. Entre todos os horrores pelos quais passou, o pior foi ter de escolher entre seu filho e sua filha qual dos dois deveriam ser mortos. Esta &eacute; a escolha de Sofia, uma m&atilde;e diante de um grande dilema .... em um document&aacute;rio, foi proposto um experimento te&oacute;rico para estudar a l&oacute;gica da decis&atilde;o .<br /> <br /> Imagine que um trem lotado encaminha-se para um precip&iacute;cio, redundando numa queda da qual n&atilde;o restariam sobreviventes.<br /> Posicionado em um entroncamento, voc&ecirc; pode ativar uma alavanca para desviar o comboio, fazendo-o atingir um pequeno grupo de pessoas. Sua interven&ccedil;&atilde;o certamente causaria um n&uacute;mero menor de v&iacute;timas. Como voc&ecirc; agiria? Pesquisas sobre esse dilema mostram que as pessoas agiriam segundo o princ&iacute;pio do &quot;menor dano&quot;. Em mais de 90% dos casos os sujeitos apertariam a barra salvando muitas pessoas, assumindo a responsabilidade pela morte de algumas outras. Por&eacute;m, dizer nem sempre &eacute; fazer. Experimentos nos quais &eacute; preciso agir - e n&atilde;o apenas declarar as inten&ccedil;&otilde;es - apontam outro resultado.<br /> A convic&ccedil;&atilde;o em torno de valores, princ&iacute;pios e regras pode se mostrar incrivelmente fr&aacute;gil diante da experi&ecirc;ncia real. Situa&ccedil;&otilde;es concretas, por sua vez, s&atilde;o muito sens&iacute;veis &agrave; contagem dos participantes.<br /> Sozinhos na situa&ccedil;&atilde;o do trem, voc&ecirc; e sua consci&ecirc;ncia provavelmente tomariam atitude diferente daquela que teriam se houvesse testemunha. Isto nos levam a pensar sobre situa&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis que precisam ser encaradas de frente e que vamos jogando de m&atilde;o em m&atilde;o como se fosse uma batata quente. Algu&eacute;m espera que algu&eacute;m resolva, este algu&eacute;m que resolveria pode ser qualquer um, inclusive Deus, para quem acredita nele. <br /> Temos, nos &uacute;ltimos anos aprendido muitos termos, palavras que significam viver ou morrer.<br /> Eutan&aacute;sia, que &eacute; a pr&aacute;tica pela qual se abrevia a vida de um enfermo incur&aacute;vel de maneira controlada e assistida. Crime pelo c&oacute;digo penal.<br /> Distan&aacute;sia, um prolongar da vida de modo artificial, mesmo sabendo que n&atilde;o h&aacute; mais esperan&ccedil;as, n&atilde;o h&aacute; chances de cura. Morte lenta, sofrida.<br /> Ortotan&aacute;sia, que significa morte correta, ou seja, a morte pelo seu processo natural. Neste caso o doente j&aacute; est&aacute; em processo natural da morte e recebe uma contribui&ccedil;&atilde;o do m&eacute;dico para que este estado siga seu curso natural.<br /> Conversar sobre isso &eacute; dif&iacute;cil, questionar se uma pessoa em coma tem capacidade de ouvir, e se ouve, tem ela condi&ccedil;&otilde;es ou poder de decidir se vive ou se desiste? Prefiro acreditar que sim. H&aacute; um apego e um apelo muito grande em se prolongar a vida, mesmo sabendo que n&atilde;o h&aacute; mais esperan&ccedil;as, mesmo sabendo que o que vem pela frente pode tornar-se insuport&aacute;vel para todos. Ent&atilde;o aqui entra a decis&atilde;o do maquinista do trem. Algu&eacute;m precisa fazer o papel do maquinista.<br /> <br /> O inconsciente &eacute; composto por figuras que o habitam e &eacute; sempre em companhia delas que voc&ecirc; ter&aacute; que decidir. A defesa in&oacute;cua do criminoso comum &eacute; alegar que est&aacute; em paz com sua consci&ecirc;ncia.<br /> Mas nunca estamos em paz com nossa consci&ecirc;ncia - ela &eacute; feita para nos atormentar, para rever continuamente as consequ&ecirc;ncias, causas e raz&otilde;es de nossos atos.<br /> Estar &quot;em paz com a consci&ecirc;ncia&quot; &Eacute;, no fundo, n&atilde;o ter consci&ecirc;ncia.<br /> Em seu Projeto de psicologia cient&iacute;fica para neur&oacute;logos, de 1895, Freud estabeleceu alguns fundamentos para uma l&oacute;gica da escolha. Em um verdadeiro processo de decis&atilde;o, temos de comparar situa&ccedil;&otilde;es de tal forma que proposi&ccedil;&otilde;es se formem em nossa consci&ecirc;ncia. Antes de qualquer escolha h&aacute; uma esp&eacute;cie de metadecis&atilde;o envolvendo os caminhos pelos quais a op&ccedil;&atilde;o pode ser feita. Podemos at&eacute; estar bem-intencionados, e acreditar que escolha &eacute; apenas uma elabora&ccedil;&atilde;o de pensamento. Mas temos um j&uacute;ri coletivo que ser&aacute; destinat&aacute;rio de nosso ju&iacute;zo. Perguntamos como agiriam as pessoas que conhecemos, amamos ou respeitamos e reciprocamente como ser&iacute;amos julgados por elas.<br /> <br /> A diferen&ccedil;a entre a verdade do que dizemos e o real do que fazemos emana do fato de que agir compromete, custa. Movendo a alavanca nos tornamos respons&aacute;veis diretos pela morte de inocentes. Esperando passivamente que o trem caia no precip&iacute;cio, ficamos em paz com nossa consci&ecirc;ncia, afinal &quot;algu&eacute;m&quot; deveria ter pensado nisso antes, algu&eacute;m da companhia de trens ou da vigil&acirc;ncia antiprecip&iacute;cios. Aqui surgem os dois outros elementos da l&oacute;gica freudiana da decis&atilde;o: a ang&uacute;stia e o tempo. A verdadeira escolha nunca &eacute; tomada sem a incerteza de um tempo de ang&uacute;stia. H&aacute; os que e deixam a alavanca intacta e contam com a teoria neur&oacute;tica do tempo indefinidamente el&aacute;stico no qual algu&eacute;m tomar&aacute; ou j&aacute; a tomou a decis&atilde;o certa por n&oacute;s. H&aacute; aqueles que se lan&ccedil;am heroicamente para a alavanca seguem outra forma de temporalidade neur&oacute;tica na qual o &quot;algu&eacute;m&quot; sou eu mesmo livrando-me da ang&uacute;stia de decidir.<br /> De uma forma mais simples, vem a pergunta: voc&ecirc; &eacute; quem decide, ou espera que algu&eacute;m decida por voc&ecirc;?<br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 01.8.2015.<br /> </span><br />

A VIDA, CORAGEM, BELEZA, MAGIA E ROMANTISMO
13 Nov 20176:43EP 825

A VIDA, CORAGEM, BELEZA, MAGIA E ROMANTISMO

<strong>&nbsp;A vida: coragem, beleza, magia e romantismo.</strong><br /> <br /> &ldquo;A vida &eacute; assim: esquenta e esfria, aperta e da&iacute; afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente &eacute; coragem.&rdquo;<br /> <br /> Com essa pequena cita&ccedil;&atilde;o de um dos maiores cl&aacute;ssicos da literatura brasileira; Grande Sert&atilde;o Veredas de Guimar&atilde;es Rosa, damos in&iacute;cio com a mensagem do Pense Nisso de hoje.<br /> <br /> Sempre me pego pensando sobre o sentido da vida. Pergunto-me se cumprimos um destino ou se fazemos o nosso pr&oacute;prio destino, se h&aacute; um sentido maior para tudo que fazemos ou se estamos apenas flutuando na brisa, se a vida vale &agrave; pena ou se &eacute; uma causa perdida. Estamos sempre com pressa, correndo aqui e acol&aacute;, em tentativas desesperadas de encontrar um lugar para nos encaixar, de sermos mais amados, de prolongar os instantes de eternidade que escoam pelas nossas m&atilde;os.<br /> A complexidade da vida n&atilde;o permite que consigamos defini-la em um &uacute;nico sentido, j&aacute; que somos prec&aacute;rios e finitos, de tal modo que nunca conseguiremos ter a totalidade do que a define. Assim como, nunca estivemos do outro lado para saber o que de fato na espera. Dessa maneira, a &uacute;nica certeza que possu&iacute;mos &eacute; que estamos vivos e que enquanto estamos vivos, devemos impor &agrave; vida, que por ora possu&iacute;mos, a grandeza que ela necessita.<br /> <br /> Se devemos ter uma vida grandiosa, consequentemente, algo, a meu ver, n&oacute;s podemos concluir: a vida n&atilde;o &eacute; uma causa perdida. Por mais que na maior parte do tempo encontremos um mundo duro e seco, que vai aos poucos minando o nosso interesse e, sobretudo, a nossa capacidade de sentir; a vida est&aacute; cheia de belezas e magia. O grande problema &eacute; que estamos sempre ocupados demais para perceber as alegrias que a vida nos proporciona. Possu&iacute;mos uma cegueira seletiva, a qual n&atilde;o nos permite enxergar o que &eacute; essencial na vida.<br /> <br /> As nossas vidas burocr&aacute;ticas e automatizadas retiram a sensibilidade e a poesia que possibilitam o olhar l&uacute;dico sobre as coisas e que nos permite reparar nos pequenos prazeres da vida, os quais escondem a verdadeira beleza e felicidades que esta possui. Por que uma crian&ccedil;a fica encantada com a chuva, com uma flor ou com um p&aacute;ssaro? Por que as crian&ccedil;as se divertem fazendo desenhos ou comendo um biscoito? Porque em tudo isso h&aacute; beleza, no entanto, conforme vamos &ldquo;crescendo&rdquo;, vamos deixando a crian&ccedil;a que h&aacute; em n&oacute;s morrer e, assim, deixamos de enxergar o mundo de forma po&eacute;tica, isto &eacute;, com o cora&ccedil;&atilde;o, para t&atilde;o somente v&ecirc;-lo com os olhos. &Eacute; por esse motivo que Saint-Exup&eacute;ry dedicou &ldquo;O Pequeno Pr&iacute;ncipe&rdquo; &agrave; crian&ccedil;a que seu amigo L&eacute;on Werth foi um dia, j&aacute; que para enxergar o que h&aacute; de belo no mundo, deve-se necessariamente se olhar com o cora&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> At&eacute; mesmo para aqueles que somos gestores, e vivemos o competetivo mundo corporativo, devemos colocar o encantamento, a paix&atilde;o, o romantismo para que de fato, consigamos melhores resultados financeiros.<br /> O olhar po&eacute;tico n&atilde;o torna o mundo mais belo por ser mais ing&ecirc;nuo, e sim por ser mais l&uacute;cido, uma vez que percebe todas as tristezas que retiram nossa pot&ecirc;ncia e nossa vontade de viver, bem como, enxerga as verdadeiras belezas da vida, desvinculadas das mentiras disfar&ccedil;adas de felicidade que n&oacute;s adultos compramos para preencher o nosso vazio. Sendo assim, &eacute; preciso coragem para ser crian&ccedil;a e explorar a vida, com curiosidade para descobrir o que ela esconde, permitindo-se estar sem a padroniza&ccedil;&atilde;o da vida adulta, apenas brincando de forma distra&iacute;da, j&aacute; que como bem atenta Guimar&atilde;es Rosa: &ldquo;Alegria s&oacute; em raros momentos de distra&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<br /> <br /> At&eacute; que o ciclo se encerre e os sinos toquem, a vida &eacute; como uma noite fria puxando o nosso cobertor, cheia de dor e pen&uacute;ria. &Eacute; o abismo que olha profundamente nossos olhos numa tentativa de sedu&ccedil;&atilde;o. &Eacute; tristeza, porque h&aacute; tanto para se fazer em apenas uma vida. Todavia, a vida &eacute; tamb&eacute;m um desafio que est&aacute; repleto de alegria. &Eacute; a aurora que vem sobre as colinas toda manh&atilde;, &eacute; o canto dos p&aacute;ssaros, &eacute; o cheiro da chuva, &eacute; a conversa gostosa, &eacute; o abra&ccedil;o apertado, &eacute; o riso demorado. At&eacute; a morte a vida pode n&atilde;o ter um sentido maior, mas ela n&atilde;o &eacute; uma causa perdida, porque o que &eacute; essencial est&aacute; a nossa espera em raros momentos de distra&ccedil;&atilde;o se estivermos atentos observando com os olhos po&eacute;ticos do cora&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> At&eacute; que o ciclo se encerre e os sinos toquem ou at&eacute; a morte, a vida &eacute; cheia de momentos tristes, de perdas e derrotas que nos levam para o fundo do po&ccedil;o, que tornam nosso cora&ccedil;&atilde;o t&atilde;o seco e quebradi&ccedil;o que perdemos a capacidade de sentir. Mas &eacute; tamb&eacute;m uma experi&ecirc;ncia maravilhosa, repleta de momentos de felicidades que representam a eternidade que possu&iacute;mos. At&eacute; a morte a vida &eacute; sinuosa e complexa, sem qualquer manual de instru&ccedil;&atilde;o, mas, como dito, para quem sabe prestar aten&ccedil;&atilde;o, ela est&aacute; repleta de alegria e &eacute; isso que a torna bela e grande. Assim, a grandeza da vida consiste em ter a coragem de nunca deixar a crian&ccedil;a que existe em n&oacute;s morrer para que sempre consigamos ter poesia nos olhos e enxergar as felicidades, pois lembrando mais uma vez Guimar&atilde;es Rosa:<br /> <br /> &ldquo;<em>A vida &eacute; assim: esquenta e esfria, aperta e da&iacute; afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente &eacute; coragem</em>.&rdquo;<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com cita&ccedil;&atilde;o do livro <br /> &ldquo;Grande Sert&atilde;o: Veredas&rdquo; de Guimar&atilde;es Rosa<br /> Base no artigo de Erick Mor&atilde;es<br /> &ldquo;A Vida precisa &eacute; de Coragem&rdquo;.<br /> Em 29/07/2016</em></div>

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