Capa de PENSE NISSO

PODCAST · 3379 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

Compartilhar

Episódios

Ordenar por:Mais recentes
OTIMISMO OU DESÂNIMO
5 Dez 20253:34EP 3131

OTIMISMO OU DESÂNIMO

Sabe aquele dia em que parece que tudo dá errado? Que você já acordou com o pé esquerdo, como se o pé direito fosse a garantia de um dia bom? Aquele dia em que o despertador não funciona e você já começa o dia todo atrasado, com muita pressa; não dá nem tempo de tomar café. Você perde o ônibus ou o carro quebra e precisa ir para o mecânico, gerando custo não previsto, e se atrasa para os compromissos marcados. Aquela reunião. Se acorda no horário e tudo dá certo no percurso, quando chega no local lembra que esqueceu aquele documento que precisava levar. No trabalho, parece que é o dia de feedbacks negativos. Ou é aquele dia que amanhece com uma gripe, que acaba comprometendo todo seu desempenho devido ao mal-estar. São situações, às vezes comuns como essas, que parecem estragar o nosso dia. São nesses dias, em que tudo parece dar errado, que devemos nos lembrar que os dias difíceis são apenas um pedaço do nosso dia, e não ele completo. Acreditar que, mesmo nas situações cotidianas, elas vão passar. Precisamos manter o otimismo, mas não para fingir que a diversidade não ocorreu no nosso caminho, mas para que ela não atrapalhe o resto da nossa jornada. Não podemos deixar que momentos ruins estraguem o nosso dia, estraguem todo nosso dia; que dias ruins estraguem nossa semana e que períodos difíceis estraguem nossa jornada. Quando essas situações chegarem e baterem cuidadosamente na porta, ou até chegarem arrombando-a com os dois pés, precisamos respirar fundo, tentar manter a calma para que o nosso racional não vá embora, para podermos seguir em frente e ainda permitirmos, para nós mesmos, desfrutarmos de um dia bom, mesmo com esse infortúnio que aconteceu. Porque tudo pode mudar. Da mesma forma que, de repente, vem o problema, de repente vem a solução e tudo muda. Assim como o tempo fecha e, do nada, parece vir a chuva; logo depois, as nuvens escuras se vão e volta o sol, às vezes ainda acompanhado de um arco-íris. O cronista Armando Nogueira disse uma vez que é melhor ser otimista do que ser pessimista: até que tudo dê errado, o otimista sofreu menos. Que seja o momento de pensarmos nisso, de sermos mais otimistas e enxergarmos beleza em meio ao caos. Talvez precisemos mudar a forma de enxergarmos as coisas, com mais otimismo, para podermos ser mais felizes. Pensemos nisso, mas pensemos agora.

OTIMISMO OU DESANIMO
5 Dez 20253:35EP 3130

OTIMISMO OU DESANIMO

<p data-end="421" data-start="125">Otimismo ou desânimo? Sabe aquele dia em que parece que tudo dá errado? Que você já acordou com o pé esquerdo, como se o pé direito fosse a garantia de um dia bom? Aquele dia em que o despertador não funciona e você já começa o dia todo atrasado, com muita pressa; não dá nem tempo de tomar café.</p> <p data-end="872" data-start="423">Você perde o ônibus ou o carro quebra e precisa ir para o mecânico, gerando custo não previsto, e se atrasa para os compromissos marcados. Aquela reunião. Se acorda no horário e tudo dá certo no percurso, quando chega no local lembra que esqueceu aquele documento que precisava levar. No trabalho, parece que é o dia de feedbacks negativos. Ou é aquele dia que amanhece com uma gripe, que acaba comprometendo todo seu desempenho devido ao mal-estar.</p> <p data-end="1317" data-start="874">São situações, às vezes comuns como essas, que parecem estragar o nosso dia. São nesses dias, em que tudo parece dar errado, que devemos nos lembrar que os dias difíceis são apenas um pedaço do nosso dia, e não ele completo. Acreditar que, mesmo nas situações cotidianas, elas vão passar. Precisamos manter o otimismo, mas não para fingir que a diversidade não ocorreu no nosso caminho, mas para que ela não atrapalhe o resto da nossa jornada.</p> <p data-end="1833" data-start="1319">Não podemos deixar que momentos ruins estraguem o nosso dia, estraguem todo nosso dia; que dias ruins estraguem nossa semana e que períodos difíceis estraguem nossa jornada. Quando essas situações chegarem e baterem cuidadosamente na porta, ou até chegarem arrombando-a com os dois pés, precisamos respirar fundo, tentar manter a calma para que o nosso racional não vá embora, para podermos seguir em frente e ainda permitirmos, para nós mesmos, desfrutarmos de um dia bom, mesmo com esse infortúnio que aconteceu.</p> <p data-end="2098" data-start="1835">Porque tudo pode mudar. Da mesma forma que, de repente, vem o problema, de repente vem a solução e tudo muda. Assim como o tempo fecha e, do nada, parece vir a chuva; logo depois, as nuvens escuras se vão e volta o sol, às vezes ainda acompanhado de um arco-íris.</p> <p data-end="2450" data-start="2100">O cronista Armando Nogueira disse uma vez que é melhor ser otimista do que ser pessimista: até que tudo dê errado, o otimista sofreu menos. Que seja o momento de pensarmos nisso, de sermos mais otimistas e enxergarmos beleza em meio ao caos. Talvez precisemos mudar a forma de enxergarmos as coisas, com mais otimismo, para podermos ser mais felizes.</p> <p data-end="2487" data-is-last-node="" data-is-only-node="" data-start="2452">Pensemos nisso, mas pensemos agora.</p>

SUPERE-SE
4 Dez 20254:00EP 3129

SUPERE-SE

Conta uma antiga fábula que um camundongo vivia angustiado com medo do gato. O mágico teve pena dele e o transformou em gato, mas ele ficou com medo do cão, e o mágico o transformou em pantera, então ele começou a temer os caçadores, a essa altura o mágico desistiu, transformou em camundongo novamente e disse: - Nada que eu faça por você vai ajudá-lo, porque você tem apenas a coragem de um camundongo. É preciso coragem para iniciar um projeto ou meta de vida, mas saiba que coragem, não é a ausência do medo, mas sim a capacidade de avançar, apesar dele, caminhar e enfrentar as adversidades. Costumamos permitir que o medo, as preocupações e as inseguranças dominem e definam as nossas vidas. Permitimos que nos roubem os sonhos, a esperança e as nossas ilusões mais apreciadas. Há momentos em nossas vidas que nos sentimos inseguros demais, incapazes de reagir aos problemas e muito fracos para superarmos os obstáculos. Todavia, é preciso ter coragem para enfrentarmos os nossos temores. E na vida, muitas vezes é necessário corremos alguns riscos para que consigamos evoluir. Precisamos correr o risco de sair machucados, de enfrentar a rejeição ou mesmo de falhar. Quando decidimos evoluir, muitas dificuldades e o medo da mudança vem. Dizer adeus e sair do seguro é assustador, mas avançar contra todos os medos é imenso. A evoluir e a amadurecer. Nesse tempo tão imediatista que vivemos, o temor tem sido um dos grandes potencializadores das crises emocionais. A todo momento, somos cercados por críticas, cobranças, competitividade, que nos colocam numa posição exaustiva de comparações e aguça as nossas inseguranças, tornando-nos propensos a absorver sensações e dúvidas que não nos pertencem. Somente nós podemos enfrentar e eliminar das nossas vidas esses temores que nos atrasam. Eles não vão simplesmente desaparecer de uma hora para outra. É você que vai ficar mais forte, com mais autoconfiança, mais segurança e com os demais recursos necessários para progredir em suas tarefas e projetos. Sabe, a evolução requer tempo e maturidade. Então, não fique ansioso. Ansiosa, achando que é um processo rápido e fácil. O importante é não deixar que sua vida se esconda atrás das suas inseguranças. Não se permita entregar ao medo. Supere-se todos os dias. Só assim fará as suas conquistas ter valor. Pense nisso, mas pense agora.

A SUTIL ARTE
3 Dez 20254:44EP 3128

A SUTIL ARTE

Você já recebeu um convite para reexaminar as suas prioridades e abraçar as imperfeições e problemas da vida? Parece estranho, não é mesmo? Afinal, as coisas têm que dar certo para a gente. Tudo deve ocorrer bem e sair como planejado. A resposta é não. Nem tudo na nossa vida vai sair como planejado. E sabe o que devemos fazer mesmo, muitas vezes? Aceitá-las. O autor do best-seller norte-americano Mark Manson fala sobre isso em seu livro The Subtle Art of Notting Givin' That, a sutil arte de não dar a mínima. Ele aborda que não devemos buscar desenfreadamente por sucesso e perfeição, mas, sim, focar naquilo que verdadeiramente nos traz sentido e significado. A vida é repleta de desafios e adversidades. Muitas vezes tentamos negá-los para podermos seguir, só que, para podermos seguir de fato, é necessário aceitar as adversidades, aceitar que não deu certo e talvez nem dê. É preciso enfrentá-los com coragem e responsabilidade para, depois disso, sim, poder seguir em frente. Hoje ouvimos muito se falar de sucesso, alta performance, ganhar, ganhar, ganhar. Não que isso seja um problema. Na verdade, seria uma maravilha se a vida fosse somente isso. E ela, de fato, não é assim. Só nos aceitando e aceitando a vida como de fato ela é, descobriremos que a verdadeira felicidade está em aprender a lidar com os altos e baixos da vida. Encare a vida como uma montanha-russa. Às vezes ela está no alto, embaixo e até de cabeça para baixo. E sabe o que você faz enquanto está na montanha-russa? Aceita o trajeto. Na vida é assim. Devemos entender que dessa vez não deu certo, que estamos embaixo. Mas, assim como a montanha-russa, ela uma hora volta a subir e, em outra situação, as coisas podem fluir. Ainda no livro de Mark é explicado que se faz necessário não nos levarmos tão a sério, que precisamos rir de nossas pernas e encontrar significado na simplicidade da vida. Aceitar que nem tudo está sob nosso controle nos permite liberar a ansiedade e nos concentrar no que podemos mudar. Como já mencionado, a sociedade moderna muitas vezes nos pressiona a buscar sucesso, felicidade e perfeição. Mas, na verdade, encontrar sentido na vida é mais sobre aceitar nossas limitações, enfrentar nossos problemas e aprender a lidar com as adversidades. Muitas vezes alimentamos o narcisismo puro, que as coisas precisam dar certo pra gente, que o caminho da felicidade é cheio de acertos e conquistas, ao invés de obstáculos e abatimento. Ou até adotamos a positividade excessiva em acreditar que tudo tem que dar certo. Às vezes não vai dar certo. E o mais saudável é aceitar isso. Só entendendo isso conseguiremos, de fato, prosseguir em meio ao caos que pode aparecer na nossa jornada. Estamos todos na montanha-russa da vida, cheios de altos e baixos. Não se compare, se cobre, ou ache que tudo deve ser perfeito. A vida não é assim. Como você tem encarado a vida e lidado com os problemas? Você os tem negado? Persistindo neles? Ou tem aprendido e deixando ir? Pense nisso. Mas pense agora.

 JULGAMENTOS
2 Dez 20253:29EP 3127

JULGAMENTOS

Certa vez um mestre budista e seu discípulo estavam em peregrinação até a Montanha da Fé. Porém, para chegar à montanha, era preciso atravessar a pé um rio chamado Rio da Discórdia. Quando chegaram às margens do rio, encontraram uma moça muito bonita e bem vestida que também queria chegar ao outro lado. Ela pediu ajuda ao discípulo, mas com o bolo, o monge; ele não poderia tocar nenhuma mulher, por isso ele continuou o seu caminho e ignorou a moça. Quando começou a atravessar o rio, o monge olhou para trás e viu seu mestre carregando a moça em seus ombros. Eles atravessaram o rio, o mestre a colocou no chão, ela agradeceu e eles seguiram caminhos diferentes. O mestre percebeu a cara carrancuda do discípulo, mas não disse nada. Depois de algumas horas de caminhada em silêncio, o discípulo por fim falou: você sabe que nós, monges, não podemos tocar em nenhuma mulher? Por que carregou aquela moça no rio? Naquele momento, joguei ser mais importante ajudar outro ser humano em dificuldade do que seguir essa regra. Porém, eu já deixei a moça algumas horas. Por que você continua carregando essa moça em seu pensamento? Você já parou para pensar sobre suas próprias preocupações e julgamentos e o peso delas? O mestre budista demonstrou profunda sabedoria ao priorizar ajuda a alguém necessitado, mesmo que fosse mulher, em detrimento das regras estabelecidas pelo mosteiro, dando espaço a atos de compaixão e empatia. O discípulo, por outro lado, sucumbiu às regras sem considerar o contexto ou as necessidades do momento. Sua confusão sobre a atitude de seu mestre mostra como é difícil para ele abandonar seus preconceitos e regras. Quando o mestre é questionado, ele traz um ensinamento esclarecedor. Ele ressalta que o peso real que carregamos muitas vezes não são os eventos externos, mas sim as nossas próprias preocupações. Talvez você deixe de ajudar os outros ou até mesmo de viver experiências únicas devido ao julgamento. Às vezes, soltar um pouco as rédeas, as regras e as cortas permite que você experimente coisas novas e sem qualquer culpa. Pense nisso, mas pense agora.

OS INVISÍVEIS
1 Dez 20254:19EP 3126

OS INVISÍVEIS

Você acredita no invisível? Há aqueles que afirmam depositar sua confiança somente naquilo que enxergam os olhos, o que as mãos podem tocar e o que ouvem os ouvidos. Todavia, são irrefutáveis as provas científicas de que há uma gama de seres em nosso entorno, invisíveis aos nossos olhos e sentidos primários, mas que, em relação constante conosco, exercem pleno exercício de influenciarão sobre o nosso cotidiano. Tal é o caso, por exemplo, do universo microscópico. Seres uni e multicelulares que, sem que os possamos enxergar, são responsáveis por uma série de reações bioquímicas em nosso organismo. A verdade é que o invisível existe. Todavia, se aperfeiçoarmos nosso olhar, ele pode tornar-se visível. Para tal: a boa vontade, o amor, a caridade, o bem. Somos todos invisíveis. Nossa presença não faz diferença para ninguém, apenas para aqueles que passam por nós e sentem medo ou raiva. Acham que todos somos ociosos, mas estão enganados. Eu sou um homem de bem, de família. Estou aqui de passagem. De circulação nacional, por um homem que vive nas ruas há dois anos, em mendicância. Por vergonha, ele preferiu não se identificar. Outros moradores de rua tiveram coragem de contar ao jornal os motivos que os levaram a viver sob as marquises, sem amparo de um amigo, da família e até mesmo do poder público. São os invisíveis sociais. São moradores de rua, catadores de papel. São garis, faxineiras, porteiros, jardineiros, pedreiros, ascensoristas e tantos outros. Irmãos nossos, espíritos em evolução, seres humanos com histórias de vida, sentimentos, fragilidades, aspirações, ideais, sonhos e que, na grande maioria das vezes, são simplesmente ignorados, como se não existissem. Durante seu doutorado, como parte do estágio de uma das disciplinas que cursava, o psicólogo Fernando Braga da Costa resolveu acompanhar a rotina dos garis da Universidade de São Paulo. Em sua experiência, ele relata que, ao vestir o uniforme desse profissional, não conseguiu ser reconhecido nem mesmo por seus professores e colegas de curso. “Isso não significa que fui menosprezado ou rejeitado”, afirmou o psicólogo. “Era pior. Simplesmente eu não estava lá. As pessoas não me viam. Não olhavam para mim. Era como não ser.” Você acredita no invisível? Acredita que existem milhões de pessoas em todo o mundo que são invisíveis? Um bom dia, um sorriso, um aperto de mão, um ‘olá, tudo bem?’ são formas de materializá-las e torná-las tangíveis, dignificando-as e exaltando a criatura humana em detrimento de nossos preconceitos e egoísmo. Pense nisso, mas pense agora.

SOMOS RESPONSAVEIS PELO MUNDO
28 Nov 20255:08EP 3125

SOMOS RESPONSAVEIS PELO MUNDO

Está no ar Pense nisso. A mensagem de otimismo e reflexão. Oferecimento Guaporé Vidros. Qualidade e segurança. A mais de 60 anos. Telefone (65)3617-8787. Somos responsáveis pelo mundo. Em tudo que fazemos, afetamos as pessoas de três modos: alteramos o seu tempo, a sua memória e as suas reações. Os mínimos comportamentos podem interferir na história da humanidade. Quando um alguém, em uma região isolada da Amazônia, abate um pássaro, ele afeta a história. O pássaro não porá ovos. Chocados e não gerarão descendentes. Isso afetará o consumo das sementes, dos predadores e toda a cadeia alimentar. Afetará o ecossistema, a biosfera terrestre. A ausência do pássaro abatido afetará o processo de observação dos biólogos, interferindo em suas pesquisas, seus livros, sua universidade e sua sociedade. Quando um aluno tem problemas na leitura perante uma classe e é obrigado a repetir muitas vezes o mesmo trecho, sob deboche dos colegas, registra a experiência. Isso pode se transformar em um bloqueio da sua inteligência. Pode gerar gagueira, insegurança, afetando de forma drástica seu futuro como pai e como profissional. Eventualmente, poderá nunca mais conseguir falar em público. Que se suicida altera o tempo dos amigos e dos parentes. Ele despedaçará a emoção e a memória deles. Terão lembranças tristes, pensamentos perturbadores que afetarão as suas histórias. Consequentemente, cada um deles interferirá na história de outras pessoas, alterando o futuro da sociedade. Quando Hitler se mudou para a Viena, em 1908, tinha objetivo de se tornar um pintor. Rejeitado pelo professor da Academia de Belas Artes, ele teve afetada a sua afetividade, a sua emotividade. Tudo isso influenciou sua compreensão do mundo, suas reações, sua luta no partido nazista, sua prisão e seu livro. O processo interferiu na Segunda Guerra Mundial, afetando a Europa, o Japão, a Rússia. Os Estados Unidos. Os rumos da humanidade foram alterados. É possível que, se Hitler tivesse sido aceito na Escola de Belas Artes, tivéssemos um artista plástico medíocre, mas não um dos maiores sociopatas da história. Não que a sociopatia de Hitler seria resolvida pelo seu ingresso nas artes, mas poderia ter sido abrandada, ou até mesmo deixado de se manifestar. E, como consequência, se teria poupado quase 70 milhões de vidas que foram perdidas nos 6 anos da Segunda Guerra Mundial. Não somos uma ilha. Somos uma grande família. Uma única espécie. Dessa forma, cada um de nós é responsável, em maior ou menor proporção, pela violência do mundo, pelo terrorismo, pela fome. O que fazemos influencia as pessoas, que influenciam outras, que alimentam os sistemas e desencadeiam reações. Somos mutuamente afetados pelas reações uns dos outros. Assistir a um filme, conversar com um amigo, elogiar alguém, promover um ato cívico, auxiliar a outra em acolher uma criança, pode mudar pouco ou muito o curso de nossas vidas. O que fazemos afeta a nossa vida e a de outras pessoas. Pensemos, assim, em tudo que dizemos e fazemos. Em meio a um incêndio, podemos usar nosso verbo para acalmar as pessoas ou para aumentar o desespero. Da nossa forma de agir poderão resultar muitas mortes ou muitas vidas salvas. Pensemos nisso. Antes de agir no próximo minuto. Somos responsáveis pelo mundo.

RELACIONAMENTO DE UM SÓ
27 Nov 20255:03EP 3124

RELACIONAMENTO DE UM SÓ

Está no ar Pense nisso. A mensagem de otimismo e reflexão. Oferecimento Guaporé Vidros. Qualidade e segurança. A mais de 60 anos. Telefone (65)3617-8787. Relacionamento de um só. Por mais que amemos, por mais que nos dediquemos e alimentemos esperanças em relação aos nossos relacionamentos, por mais que queiramos, nem sempre o outro está disposto a oferecer retorno. Ou tentamos, então, manter uma relação unilateral que pende somente sobre nossas cabeças, ou tomamos fôlego e percebemos que chega de sermos tontos. Não é fácil termos a noção exata de quando estamos embarcando em um barco furado, quando já fizemos tudo que estava ao nosso alcance, sem resultados consistentes. Da mesma forma, podemos nos enganar quanto às reais intenções do parceiro, caso sejamos o tipo de pessoa que espera demais, além da conta, sem prestar atenção no que o outro tem para dar. Muitas vezes idealizamos um romance açucarado, esperamos que o outro corresponda àquilo que queremos, da forma como desejamos. No entanto, cada um tem a sua maneira própria de se expressar e de se importar, ou seja, muitas vezes o parceiro não corresponderá de forma fidedigna às expectativas que criamos, e nem sempre isso quer dizer que ele não nos ama. No entanto, quando prestamos atenção de vida e completimos com sobriedade acerca da forma como nosso relacionamento vem sendo construído, teremos, sim, a resposta aos nossos questionamentos, por mais dolorosa que seja. No fundo, sabemos se estamos recebendo amor verdadeiro, se estamos vivendo a troca, a partilha, a soma de que se devem constituir as trocas amorosas. Infelizmente, muitas pessoas mal percebem que o parceiro está se despedindo, a pouco e pouco; que os olhares deixaram de se cruzar; que as mãos pararam de se procurar; que o coração arrefeceu o ritmo e a intensidade de suas batidas; que o adeus há muito já se instalou. Então, quando se dão conta, o outro já nem estava mais ali ao lado e tomou a decisão de partir em busca de ares menos densos, onde pudesse respirar tranquilo, onde não fosse invisível. É preciso se conscientizar de que a única coisa que o vazio nos devolve é o eco da nossa própria e inútil insistência. É assim que muitas pessoas se perdem umas das outras, após o sofrimento calado e solitário da única parte que se entregou por inteiro, em vão, por dias, meses, anos. E, quando tomamos a decisão de sair dali, de nos libertarmos daquele vazio que suga e achata nossa essência, nada mais importará, nada mais nos fará tentar de novo, porque o cansaço então terá varrido qualquer afetividade de dentro de nós. Já não estaremos mais por ali, nem junto, nem perto de fato, apenas distantes o bastante para sobrevivermos longe do terreno arenoso da entrega inútil. Felizmente seguiremos prontos para recomeçar, pois estaremos levando conosco a nossa capacidade de amar com verdade, com entrega, de corpo e alma. Mas, para que esse… esse amor não seja um relacionamento de um só, devemos nos ater nos detalhes, nas pequenas observações, nas respostas às perguntas mais simples, que consigamos alimentar a relação com demonstrações de generosidade e de amor. Como um lubrificante a facilitar o movimento das engrenagens, esses sentimentos permitem que a vida a dois ganhe profundidade e solidez. Frente à resposta ríspida, utilizemos-nos da bondade da palavra suave e compreensiva. Substituamos o julgamento severo e rígido, muitas vezes já desgastado pelo tempo, pela generosidade de quem percebe e reconhece valores em quem nos acompanha. Pensemos nesses detalhes, mas pensemos agora.

Nada tocando
PENSE NISSO
0:00
0:00