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PODCAST · 3392 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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SERVOS E ANJOS
26 Fev 20184:55EP 888

SERVOS E ANJOS

<strong>Servos e Anjos</strong><br /> <br /> Quando tuas m&atilde;os ainda cabiam dentro das minhas e num abra&ccedil;o eu te fazia como que desaparecer, a ventania passava veloz e enfurecida, e feito &aacute;rvore de raiz profunda, nada nos fazia mover.<br /> Quando teus sonhos ainda cabiam dentro dos meus e uma d&uacute;zia e meia eram os habitantes da Terra, nem um dia sequer de sorriso se perdeu e de meu rosto sempre tiveste a express&atilde;o mais sincera.<br /> Quando teus deuses do Olimpo eram apenas dois, socorrendo-te e atendendo-te na velocidade do pensar, percebi que servir me fez feliz, pois a entrega me deu sentido. Viver &eacute; se entregar.<br /> Quando tua mente ainda era casa de brinquedo, que eu conhecia c&ocirc;modo a c&ocirc;modo, do teto ao ch&atilde;o;<br /> Quando ainda tua morada n&atilde;o possu&iacute;a sequer um segredo, e o teu respirar, no colo, era letra da minha can&ccedil;&atilde;o;<br /> Quando tua voz no mundo ainda era a minha, eu me desafiava tentando te entender.<br /> Perdi-me de mim e encontrei a linha; teci no teu linho e aceitei te ensinar a tecer.<br /> Quando teu ir e vir dependia do meu e ainda te levava para onde meu cora&ccedil;&atilde;o queria, j&aacute; aceitava o futuro meu, o futuro teu, o dia em que esse meu amor, sem pesar, te libertaria.<br /> * * *<br /> Estudos mostram que at&eacute; em torno dos seis meses, os beb&ecirc;s se percebem como extens&atilde;o das m&atilde;es, isto &eacute;, n&atilde;o se veem ainda como um outro ser.<br /> As m&atilde;es, por sua vez, pela intensa liga&ccedil;&atilde;o que t&ecirc;m com os filhos, desde a vida intrauterina, acabam tendo a impress&atilde;o de que os filhos s&atilde;o como que partes de si mesmas.<br /> Os filhos crescem. Enxergam-se como individualidades. Pensam por si s&oacute;. t&ecirc;m vontade pr&oacute;pria e tornam-se independentes em quase tudo.<br /> Por outro lado, muitos cora&ccedil;&otilde;es de m&atilde;e e de pai ainda permanecem com aquela impress&atilde;o singela de que continuam sendo seus beb&ecirc;s. Como se uma parte de seu amor tivesse ficado mergulhado no passado...<br /> Tornam-se nost&aacute;lgicos, voltam a olhar os &aacute;lbuns de fotografias para tentar entender quando foi que cresceram, quando foi que mudaram tanto e n&atilde;o conseguem encontrar...<br /> Tudo isso &eacute; saud&aacute;vel quando serve para refor&ccedil;ar os la&ccedil;os, quando torna os v&iacute;nculos cada vez mais fortes e perenes, imposs&iacute;veis de serem afetados por qualquer dificuldade encontrada pelo caminho.<br /> Os pais devem apenas ter aten&ccedil;&atilde;o quando esses sentimentos descambam para as esferas da superprote&ccedil;&atilde;o, do excessivo cuidado que sempre trazem preju&iacute;zo para todos na fam&iacute;lia.<br /> H&aacute; o tempo de carregar no colo, de atender as vontades, de seguir as escolhas dos pais.<br /> Depois h&aacute; o tempo de caminhar ao lado, atender uma ou outra vontade e lhes dar a chance de fazer algumas escolhas.<br /> E, por fim, o tempo de observar sua nova caminhada &agrave; dist&acirc;ncia, de permitir que eles mesmos satisfa&ccedil;am suas vontades, aceitando as consequ&ecirc;ncias de todas suas decis&otilde;es e escolhas.<br /> N&atilde;o se trata de um abandono, mas &eacute; o momento em que os pais deixam de ser servos &ndash; e n&atilde;o h&aacute; nada depreciativo nesta palavra &ndash; e passam a ser anjos de guarda.<br /> Os anjos guardi&otilde;es est&atilde;o sempre presentes, atuam prontamente em toda necessidade, por&eacute;m, n&atilde;o interferem no livre-arb&iacute;trio das criaturas. Aconselham, advertem, consolam. A decis&atilde;o final &eacute; sempre do protegido. <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no<br /> poema Tuas m&atilde;os cabiam dentro das minhas,<br /> de Andrey Cechelero.<br /> Em 24.9.2017.<br /> <br />

ACEITAÇÃO
23 Fev 20184:17EP 887

ACEITAÇÃO

<span style=''font-size: small;''>ACEITA&Ccedil;&Atilde;O<br /> <br /> Se voc&ecirc; tem menos de 37 anos, vai chegar um momento em sua vida, que voc&ecirc; vai estar diante de um espelho e pensar: Putz, eu tenho mais passado que futuro&rdquo;. Isso acontece, geralmente, l&aacute; pelos 50 anos de idade.<br /> Ent&atilde;o... o que fazer quando descobrimos que somos mortais?<br /> Que estamos mais limitados fisicamente?<br /> A mem&oacute;ria come&ccedil;a a nos trair...a libido diminui ...os cabelos ficam mais ralos; isso quando n&atilde;o resolvem simplesmente sumirem da nossa cabe&ccedil;a.<br /> O que fazer, quando descobrimos que n&atilde;o temos mais o mesmo vigor sexual?<br /> A resposta chave &eacute;: aceita&ccedil;&atilde;o.<br /> Quando voc&ecirc; passa a aceitar, voc&ecirc; come&ccedil;a a ter paz.<br /> Aceitar os seus limites... aceitar o tempo...aceitar que j&aacute; passou a tua fase, e que uma nova fase esta come&ccedil;ando. Voc&ecirc; tem que entender, que tudo muda...que o pr&oacute;prio universo est&aacute; em constante mudan&ccedil;a...em constante transforma&ccedil;&atilde;o. Gente que vai passando...gente que vem chegando. Ideias e conceitos que v&atilde;o sendo ultrapassados e substitu&iacute;dos por novos vislumbres.<br /> Da mesma forma que chegamos com novas ideias, com o tempo, outros chegar&atilde;o para nos substituir e levar adiante as mudan&ccedil;as que nos iniciamos. Mas talvez o que mais nos incomoda, &eacute; que muitas vezes essas novas ideias s&atilde;o bem melhores do que aquelas que tivemos. Mas n&atilde;o dever&iacute;amos nos sentir incomodados. Visto que, &eacute; preciso que isso aconte&ccedil;a para que os nossos filhos e netos tenham um mundo melhor. Muito melhor que aquele que ajudamos a construir no passado.<br /> H&aacute; duas coisas que nos faz sofrer: o existir e o deixar de existir.<br /> Esse sofrimento acontece porque n&oacute;s n&atilde;o aceitamos as ordens das coisas. Tudo na vida muda e passa. Inclusive a nossa pr&oacute;pria exist&ecirc;ncia.<br /> Se voc&ecirc; n&atilde;o aceitar isso, voc&ecirc; vai sofrer pra burro. Voc&ecirc; vai bater a cabe&ccedil;a, se descabelar, entrar em depress&atilde;o e deixar de viver o que de melhor lhe resta da vida...sem frescuras e com muita simplicidade. Porque a simplicidade &eacute; o &uacute;ltimo grau da sofistica&ccedil;&atilde;o.<br /> Se algu&eacute;m lhe falar que voc&ecirc; est&aacute; velho, aceite.<br /> E diga para essa pessoa, que ela vai ter que lhe aguentar. Porque voc&ecirc; vai cantar, andar de bicicleta, jogar o seu charme pra algu&eacute;m...flertar com esse algu&eacute;m.<br /> Outra coisa, quando voc&ecirc; chegar aos 50 anos, baixe uma medida provis&oacute;ria, que passar&aacute; a ser uma medida definitiva. Neste decreto deixe bem explicito: daqui pra frente, ser&atilde;o os melhores anos da minha vida.<br /> Quando voc&ecirc; decreta, que de fato, ser&atilde;o os melhores anos de sua vida, voc&ecirc; come&ccedil;a a fazer que isso aconte&ccedil;a de verdade. Mas lembre-se: isso s&oacute; come&ccedil;a a acontecer quando voc&ecirc; tem a aceita&ccedil;&atilde;o como a for&ccedil;a motriz da sua vida. E n&atilde;o leve a vida muito a s&eacute;rio, voc&ecirc; n&atilde;o vai sair vivo dela...e quer saber de uma coisa? &ndash; Vai ser feliz!<br /> <br /> E pra encerrar o pense nisso uma frase de John lennon: - &ldquo;Life, is what happens to you while you make plans for her.&rdquo;<br /> Traduzindo: vida, &eacute; o que acontece com voc&ecirc;, enquanto voc&ecirc; faz planos pra ela.<br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br /> <br /> <br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso<br /> Em 17.03.2017.<br /> <br /> </span><br />

15 MINUTOS
22 Fev 20182:44EP 886

15 MINUTOS

<span style=''font-size: small;''>QUINZE MINUTOS<br /> <br /> Quando tiveres um quarto de hora &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o, reflete nos benef&iacute;cios que podes espalhar.<br /> Recorda a possibilidade de um breve di&aacute;logo afetivo com algum familiar, dentro da pr&oacute;pria casa, incentivando-lhe o bom &acirc;nimo;<br /> das palavras de paz e amor que o amigo enfermo espera de tua presen&ccedil;a;<br /> de auxiliar em alguma tarefa que te aguarde o esfor&ccedil;o para a limpeza ou o reconforto do pr&oacute;prio lar;<br /> da conversa&ccedil;&atilde;o edificante com uma crian&ccedil;a desprotegida que conduzir&aacute; para frente tuas sugest&otilde;es de boa vontade;<br /> de estender algum adubo a essa ou aquela planta que se te faz &uacute;til;<br /> do encontro amistoso, em que a tua opini&atilde;o generosa consiga favorecer a solu&ccedil;&atilde;o do problema de algu&eacute;m;<br /> Quinze minutos sem compromisso s&atilde;o quinze op&ccedil;&otilde;es na constru&ccedil;&atilde;o do bem.<br /> Proponha-te tal disciplina di&aacute;ria e perceber&aacute;s mudan&ccedil;as imediatas.<br /> Se j&aacute; tens h&aacute;bitos de preserva&ccedil;&atilde;o do corpo, h&aacute;bitos de higiene, indispens&aacute;veis &agrave; tua vida, &eacute; hora de acrescentar pr&aacute;ticas de higiene moral, voltadas ao sustento de tua parte alma, tua ess&ecirc;ncia.<br /> Quinze minutos por dia.<br /> Escolhe, inicialmente, algo que te pare&ccedil;a mais pr&oacute;ximo, mais f&aacute;cil at&eacute;, para que os primeiros sucessos possam te dar o est&iacute;mulo para voos mais altos.<br /> Nossa ess&ecirc;ncia busca o bem, busca a felicidade. A assinatura Divina em nosso &acirc;mago garante isso. Assim, basta que encontremos o melhor caminho, o mais seguro, o mais correto.<br /> S&atilde;o quinze minutos. Um quarto de toda uma hora. N&atilde;o te arrepender&aacute;s.<br /> N&atilde;o nos esque&ccedil;amos de que a floresta se levantou de sementes quase invis&iacute;veis;<br /> de que o rio se forma de fontes pequeninas e de que a luz do c&eacute;u, em n&oacute;s mesmos, come&ccedil;a de pequeninos raios de amor a se nos irradiarem do cora&ccedil;&atilde;o.<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base no cap. 23, do<br /> livro Caridade, por Esp&iacute;ritos diversos, psicografia de Francisco<br /> C&acirc;ndido Xavier, ed. Ide.<br /> Em 19.09.2012.<br /> </span><br />

ONDE VIVE NOSSO EU VERDADEIRO
20 Fev 20184:44EP 885

ONDE VIVE NOSSO EU VERDADEIRO

<strong>&nbsp;Onde vive nosso eu verdadeiro</strong><br /> <br /> <br /> Tua vida, meu irm&atilde;o, &eacute; uma casa afastada de todas as outras casas, onde vive teu eu verdadeiro, bem diferente das apar&ecirc;ncias que os homens chamam com teu nome.<br /> Se essa casa for escura ou vazia, n&atilde;o poder&aacute;s ilumin&aacute;-la com as l&acirc;mpadas de teu vizinho nem ench&ecirc;-la com os seus bens.<br /> E se estiver no deserto, n&atilde;o a poder&aacute;s transferir para um jardim plantado por outros, e se estiver no pico de uma montanha, n&atilde;o poder&aacute;s baix&aacute;-la para um vale onde os caminhos foram abertos por outros p&eacute;s.<br /> Nossas vidas interiores, meu irm&atilde;o, s&atilde;o rodeadas pelo isolamento e a solid&atilde;o. Sem eles, tu n&atilde;o serias tu e eu n&atilde;o seria eu.<br /> Sem eles, confundirias tua voz com a minha voz, e quando olhasses no espelho, n&atilde;o saberias se estavas vendo-te a ti mesmo ou a mim.<br /> * * *<br /> As palavras de Khalil Gibran calam fundo na alma...<br /> N&atilde;o somos a imagem que vemos no espelho. N&atilde;o somos as apar&ecirc;ncias. Nessa casa, afastada de todas as outras, vive nosso eu real, eu Esp&iacute;rito.<br /> E cada um deve iluminar a sua casa com suas pr&oacute;prias conquistas. As l&acirc;mpadas dos vizinhos nos seduzem, at&eacute; nos inspiram, mas nossa ilumina&ccedil;&atilde;o precisa vir de dentro.<br /> N&atilde;o adianta casar com algu&eacute;m bom para viver a bondade. N&atilde;o adianta receber um amor infinito para termos amor para sempre. N&atilde;o adianta estarmos pr&oacute;ximos a pessoas felizes para vivermos a felicidade.<br /> Os bens do outro s&atilde;o do outro. Podemos at&eacute; usufruir deles, pela bondade divina, mas apenas como forma de motiva&ccedil;&atilde;o, para que tenhamos for&ccedil;as e exemplo para lograr os nossos pr&oacute;prios, ao nosso tempo.<br /> Se essa nossa casa estiver ainda no deserto, caber&aacute; a n&oacute;s, apenas a n&oacute;s, transformar a aridez em jardim florido.<br /> E todos os caminhos precisam ser abertos por nossos pr&oacute;prios p&eacute;s...<br /> Somos individualidades. N&atilde;o h&aacute; um ser igual ao outro neste Universo. E dentro de cada individualidade h&aacute; uma esp&eacute;cie de solid&atilde;o, um lugar onde todos estamos s&oacute;s.<br /> Solid&atilde;o que machuca enquanto ainda somos mais sombra do que luz, mas que depois se harmoniza e se transforma em solitude &ndash; uma unidade saud&aacute;vel da criatura com o Criador, seja l&aacute; como voc&ecirc; define ou imagina esse &ldquo;Criador&rdquo;.<br /> &Eacute; reservado um plano especial no Universo para cada um de n&oacute;s. N&atilde;o h&aacute; insignific&acirc;ncia alguma no Cosmo, por menor que possamos nos imaginar.<br /> Acreditar-se pequeno, ou insignificante &eacute;, ainda, t&iacute;pico de quem n&atilde;o se encontrou em profundidade, de quem n&atilde;o conhece sua pr&oacute;pria casa no Universo.<br /> Somos grandes, somos capazes, somos parte de um todo perfeito, por isso somos fadados &agrave; perfei&ccedil;&atilde;o individual.<br /> * * *<br /> Quando a sombra de um des&acirc;nimo qualquer desejar bater &agrave; porta de nossa casa, lembremos da grandiosidade do Universo e de que fazemos parte disso tudo. Lembremos de que somos importantes.<br /> N&atilde;o permitamos que as distra&ccedil;&otilde;es ou as vicissitudes da vida enfraque&ccedil;am nossas for&ccedil;as. Elas s&atilde;o parte do ensino apenas, do ensino desta grande escola chamada Terra.<br /> * * *<br /> Tua vida, meu irm&atilde;o, &eacute; uma casa afastada de todas as outras casas, onde vive teu eu verdadeiro, bem diferente das apar&ecirc;ncias que os homens chamam com teu nome.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso,com base em trecho<br /> do texto Isolamento e solid&atilde;o, do livro Curiosidades <br /> belezas, de Khalil Gibran, ed. ACIGI.<br /> Em 11.7.2014</em></div> <br />

A BENÇÃO DO TRABALHO
19 Fev 20183:38EP 884

A BENÇÃO DO TRABALHO

<span style=''font-size: small;''>A BEN&Ccedil;&Atilde;O DO TRABALHO<br /> <br /> Em todos os quadrantes das atividades humanas, &eacute; poss&iacute;vel observar criaturas queixosas e insatisfeitas por terem que trabalhar.<br /> A maioria revolta-se contra o g&ecirc;nero de seu trabalho.<br /> Os que varrem a rua querem ser comerciantes.<br /> Os comerciantes desejam a condi&ccedil;&atilde;o de industriais.<br /> Os trabalhadores do campo preferem a exist&ecirc;ncia na cidade.<br /> Quem obedece almeja mandar.<br /> Os convocados aos altos postos falam do peso de suas atribui&ccedil;&otilde;es.<br /> O problema, contudo, n&atilde;o &eacute; de g&ecirc;nero de tarefa, mas de compreens&atilde;o da oportunidade recebida.<br /> De modo geral, as queixas, nesse sentido, s&atilde;o filhas da pregui&ccedil;a inconsciente.<br /> O anseio pelas altas posi&ccedil;&otilde;es sinaliza uma vis&iacute;vel vaidade.<br /> O desejo de muito ganhar e pouco fazer evidencia gan&acirc;ncia e pregui&ccedil;a.<br /> Todo homem &eacute; herdeiro de si mesmo, em especial quanto a seus pendores e aptid&otilde;es.<br /> Ele &eacute; sabiamente colocado pela vida nas posi&ccedil;&otilde;es mais adequadas ao pr&oacute;prio burilamento.<br /> Por certo o esfor&ccedil;o individual tem o seu papel a cumprir nos destinos humanos.<br /> &Eacute; sempre louv&aacute;vel o homem que vence as injun&ccedil;&otilde;es de sua vida e supera todos os obst&aacute;culos.<br /> Contudo, enquanto atua em determinada &aacute;rea, deve honr&aacute;-la e honrar-se com o seu desempenho profissional.<br /> No contexto de uma &uacute;nica vida material, nem todos podem mandar ou deter as posi&ccedil;&otilde;es de fortuna.<br /> Estas se alteram conforme as necessidades de experi&ecirc;ncia das criaturas.<br /> As posi&ccedil;&otilde;es modestas costumam ser das mais &uacute;teis no aprendizado da obedi&ecirc;ncia, da humildade e da frugalidade.<br /> J&aacute; as altas coloca&ccedil;&otilde;es s&atilde;o convites &agrave; doa&ccedil;&atilde;o ao semelhante.<br /> N&atilde;o se destinam a satisfazer a vaidade, mas a realizar o bem coletivo.<br /> O importante &eacute; valorizar o trabalho, conforme se apresente.<br /> Trabalhar &eacute; uma b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o e um dever incontorn&aacute;vel.<br /> Assim, quando sentir cansa&ccedil;o ou vontade de reclamar, lembre-se de que o universo trabalha incessantemente, e voc&ecirc;, &eacute; o herdeiro das estrelas.<br /> A Humanidade come&ccedil;ou ontem seu humilde labor.<br /> Mas o universo , a quanto tempo esta no trabalho para a nossa exist&ecirc;ncia?<br /> Pense nisso.<br /> </span><br />

DE GERAÇÃO X PARA GERAÇÃO Y
17 Fev 20183:03EP 883

DE GERAÇÃO X PARA GERAÇÃO Y

<span style=''font-size: small;''>DE GERA&Ccedil;&Atilde;O X PARA GERA&Ccedil;&Atilde;O Y<br /> <br /> <br /> Gera&ccedil;&atilde;o X:Nascidos entre 1965 e 1983.<br /> Gera&ccedil;&atilde;o Y: Nascidos entre 1984 e 1990<br /> <br /> Apesar do texto tendencioso, o objetivo aqui n&atilde;o &eacute; comparar diretamente uma gera&ccedil;&atilde;o com a outra, mas o de passar alguns ensinamentos a nossa gera&ccedil;&atilde;o sucessora.<br /> Portanto, se voc&ecirc; nasceu depois de 1983 eis aqui algumas regras que as escolas n&atilde;o ensinam:<br /> <br /> Regra numero 01: a vida n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil acostume-se a isso!<br /> Regra 02 :o mundo n&atilde;o esta preocupado com a sua auto-estima.O mundo espera que voc&ecirc; fa&ccedil;a alguma coisa &uacute;til por ele ANTES de sentir-se bem com voc&ecirc; mesmo.<br /> Regra 03:voc&ecirc; n&atilde;o ganhar&aacute; 20 mil reais por m&ecirc;s assim que sair da escola.Voc&ecirc; n&atilde;o ser&aacute; vice-presidente de uma empresa com carro e telefone &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o, antes que voc&ecirc; tenha conseguido seu pr&oacute;prio carro e telefone.<br /> <br /> Regra 04: Se voc&ecirc; acha o seu professor rude, espere at&eacute; ter um chefe.Ele n&atilde;o ter&aacute; pena de voc&ecirc;!<br /> <br /> Regra 05:Se voc&ecirc; fracassar, n&atilde;o &eacute; culpa de seus pais.Ent&atilde;o n&atilde;o lamente seus erros, aprenda com eles.<br /> <br /> Regra 06:Antes de voc&ecirc; nascer , seus pais n&atilde;o eram t&atilde;o cr&iacute;ticos como agora.Eles s&oacute; ficaram assim por pagar as suas contas, lavar suas roupas e ouvir voc&ecirc; dizer que eles s&atilde;o &ldquo;rid&iacute;culos&rdquo;.Ent&atilde;o antes de salvar o planeta para aproxima gera&ccedil;&atilde;o querendo consertar os erros da gera&ccedil;&atilde;o dos seus pais, tente limpar seu pr&oacute;prio quarto.<br /> <br /> Regra 07: sua escola pode ter eliminado a distin&ccedil;&atilde;o entre vencedores e perdedores, mas a vida n&atilde;o &eacute; assim.isto n&atilde;o se parece com absolutamente nada com a vida real.<br /> <br /> Regra 08 : a vida n&atilde;o &eacute; dividida em semestres.Voc&ecirc; n&atilde;o ter&aacute; sempre os ver&otilde;es livres e &eacute; pouco prov&aacute;vel que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada per&iacute;odo.<br /> <br /> Regra 09:televis&atilde;o n&atilde;o &eacute; a vida real.Na vida real , as pessoas t&ecirc;m que deixar o barzinho a boate, ou a farra para no dia seguinte trabalhar.<br /> <br /> Regra 10:Seja legar com os CDFs.Existe uma grande probabilidade de voc&ecirc; vir a trabalhar PARA um deles.<br /> Se voc&ecirc; &eacute; da gera&ccedil;&atilde;o Y lembre-se: esses ensinamentos a gente s&oacute; aprende com a vida.<br /> <br /> Pense Nisso, mas pense mesmo! <br /> <br /> </span><br />

O VALOR DAS COISAS
16 Fev 20183:01EP 882

O VALOR DAS COISAS

<span style=''font-size: small;''>O VALOR DAS COISAS<br /> <br /> Era uma vez um homem que tinha muitos p&eacute;s de rom&atilde;s em seu pomar.<br /> Por muitos outonos ele colocava suas rom&atilde;s em bandejas de prata, do lado de fora de sua casa, e em cima punha cartazes com os seguintes dizeres:<br /> Apanhe uma, de gra&ccedil;a. Seja bem-vindo.<br /> As pessoas passavam, olhavam, mas nenhuma delas apanhava uma fruta.<br /> Ent&atilde;o, depois de muitos outonos, o homem refletiu e tomou uma decis&atilde;o. No pr&oacute;ximo outono ele n&atilde;o p&ocirc;s as rom&atilde;s em bandeja de prata fora de sua resid&ecirc;ncia. P&ocirc;s apenas um cartaz bem alto que dizia:<br /> Temos aqui as melhores rom&atilde;s da terra, mas as vendemos por um valor maior que quaisquer outras rom&atilde;s.<br /> Qual n&atilde;o foi sua surpresa quando todos os homens e mulheres da vizinhan&ccedil;a vieram correndo comprar.<br /> * * *<br /> Essa pequena par&aacute;bola de Khalil Gibran, embora pare&ccedil;a simples, nos traz li&ccedil;&otilde;es valiosas.<br /> Nos dias atuais h&aacute; pessoas que, a exemplo daquele povo, desprezam as coisas simples ou que s&atilde;o de gra&ccedil;a e passam a valoriz&aacute;-las quando t&ecirc;m que pagar alto pre&ccedil;o por elas.<br /> &Eacute; um conceito equivocado de que o que &eacute; de gra&ccedil;a ou muito barato, n&atilde;o presta.<br /> Se ouvimos o an&uacute;ncio de um espet&aacute;culo qualquer, um concerto, uma pe&ccedil;a teatral, cuja entrada seja franca, logo pensamos que n&atilde;o vale a pena assistir.<br /> Se &eacute; o convite para uma palestra em que n&atilde;o se cobrar&aacute; ingresso, logo imaginamos que n&atilde;o pode ser coisa boa.<br /> Mas, se ao contr&aacute;rio, ouvimos a chamada para uma palestra de um profissional qualquer, cujo ingresso custar&aacute; um alto valor, ficamos logo entusiasmados e pensamos que vai ser muito boa.<br /> O que costumamos fazer, nesses casos, &eacute; julgar o valor das coisas pelo seu pre&ccedil;o, o que nem sempre &eacute; uma realidade.<br /> O verdadeiro afeto de um amigo, por exemplo, n&atilde;o &eacute; cobrado. E muitas vezes n&oacute;s n&atilde;o o valorizamos tanto quanto valorizamos um cliente, que significa para n&oacute;s um investimento financeiro.<br /> O carinho de uma m&atilde;e n&atilde;o nos custa nada, mas &eacute; mais valioso que qualquer bem da Terra.<br /> H&aacute; muitas coisas que nos chegam de gra&ccedil;a, mas s&atilde;o de valor inestim&aacute;vel. Talvez seja por isso que n&atilde;o tenham pre&ccedil;o em moeda.<br /> O ar que respiramos nos chega gratuitamente, e sem ele n&atilde;o viver&iacute;amos.<br /> A &aacute;gua que nos sustenta a vida, Deus nos d&aacute; de gra&ccedil;a.<br /> O perfume que as flores espalham, n&atilde;o nos custa nenhum centavo.<br /> * * *<br /> &Eacute; importante que passemos a ver as coisas pelo seu real valor e pela import&acirc;ncia que pode representar em nossas vidas.<br /> H&aacute; coisas que custam muito e nada acrescentam na nossa economia moral.<br /> E h&aacute; outras que n&atilde;o custam nenhuma moeda, mas que s&atilde;o de alta valia para nosso bem-estar f&iacute;sico e mental.<br /> Pense nisso!<br /> </span><br />

O PRÓXIMO MAIS PRÓXIMO
15 Fev 20183:08EP 881

O PRÓXIMO MAIS PRÓXIMO

<strong>&nbsp;O pr&oacute;ximo mais pr&oacute;ximo</strong><br /> <br /> <br /> Certa vez, uma crian&ccedil;a de sete anos perguntou &agrave; sua m&atilde;e, que era famosa apresentadora de programa de tv:<br /> M&atilde;e, por que na tela da televis&atilde;o voc&ecirc; sempre aparece sorrindo e feliz e em casa est&aacute; sempre s&eacute;ria e nervosa?<br /> A m&atilde;e, pega de surpresa, respondeu:<br /> &Eacute; porque na televis&atilde;o eu sou paga para sorrir.<br /> E a filha, mais que depressa, tornou a perguntar:<br /> M&atilde;e, quanto voc&ecirc; quer ganhar para sorrir tamb&eacute;m em nossa casa?<br /> * * *<br /> A pergunta da garotinha nos oferece motivos de reflex&atilde;o.<br /> Por que n&atilde;o sorrir no melhor lugar do mundo, que &eacute; o nosso lar? Por que n&atilde;o dar para os nossos tesouros mais preciosos, o melhor?<br /> Voc&ecirc; j&aacute; parou para observar um irrigador de grama em funcionamento?<br /> Girando, ele irriga toda a grama &agrave; sua volta. Mas quando chegamos mais perto, observamos que a grama que est&aacute; pr&oacute;xima do irrigador, est&aacute; seca. <br /> Ser&aacute; que em nossa fam&iacute;lia estamos agindo &agrave; semelhan&ccedil;a do irrigador de grama?<br /> Se estamos, &eacute; hora de mudar com urg&ecirc;ncia. Verifiquemos que, quando um amigo vem &agrave; nossa casa, colocamos um sorriso no rosto.<br /> Procuramos ser prestativos, companheiros, perguntamos como ele est&aacute;, o que tem feito.<br /> Somos extremamente simp&aacute;ticos. Nosso rosto &eacute; a pr&oacute;pria express&atilde;o da alegria e da camaradagem.<br /> Sorrimos e sorrimos muito.<br /> Toda nossa aten&ccedil;&atilde;o, durante o tempo em que ele est&aacute; conosco, &eacute; para ele. Termina a conversa, o amigo precisa ir embora e despedimo-nos. Acompanhamo-lo at&eacute; &agrave; porta, ficamos acenando at&eacute; ele desaparecer na rua.<br /> Agora, voltamos para o interior da nossa casa e para nossa fam&iacute;lia.<br /> Como que num passe de m&aacute;gica, nosso rosto se fecha, ficamos carrancudos.Passamos a ser outra pessoa.<br /> Junto ao amigo somos pessoas simp&aacute;ticas e sorridentes. Junto &agrave; nossa fam&iacute;lia somos antip&aacute;ticos e exigentes. Por qu&ecirc;?<br /> Ser&aacute; que os nossos amores n&atilde;o merecem a nossa aten&ccedil;&atilde;o e o nosso carinho?<br /> * * *<br /> Se voc&ecirc; se deu conta que est&aacute; agindo mais ou menos como um irrigador de grama, reverta logo a situa&ccedil;&atilde;o.<br /> Ainda hoje, enquanto voc&ecirc; est&aacute; com seus filhos, sua esposa, seu marido, seus pais, seja alegre.<br /> Converse. Interesse-se pela vida deles. O que eles fazem enquanto voc&ecirc; est&aacute; na escola, no trabalho, na rua?<br /> Sobretudo, abrace com carinho, beije com amor.<br /> Agindo assim, a casa se transformar&aacute; em um lar.<br /> E ainda hoje todos ser&atilde;o mais felizes.<br /> Pense nisso.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no artigo O pr&oacute;ximo<br /> mais pr&oacute;ximo, de Alkindar de Oliveira, publicado na Revista Esp&iacute;rita<br /> Allan Kardec, ano XII, n&ordm; 44.</em></div>

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