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PODCAST · 3379 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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 A VAIDADE
12 Dez 20254:06EP 3139

A VAIDADE

A vaidade é o primeiro pecado capital. Usamos a palavra pecado de forma metafórica, é claro. Mas a vaidade, a soberba, o orgulho, é aquilo que faz com que alguém se ache melhor do que os outros, ou acima do outro, e faz com que o vaidoso deixe de perceber a igualdade, deixe de perceber e de se abrir aos outros. A vaidade é um defeito, porque a vaidade acaba indicando para as pessoas que eu quero ou pretendo ser diferente e acima delas. A pessoa vaidosa toma decisões erradas, porque se tem numa conta excessiva e sempre se superestima. A pessoa vaidosa é difícil, porque ela só vê a si. A pessoa vaidosa é pouco estratégica, porque ela leva em conta que o mundo inteiro vai pensar sobre ela aquilo mesmo que ela pensa sobre si mesma. A pessoa vaidosa é frágil, porque alguns elogios, na sua grande maioria falsos, podem quebrar toda a resistência de uma pessoa vaidosa. A pessoa vaidosa se torna pouco produtiva, porque acha suficiente aquilo que faz. A pessoa que é tomada pela vaidade é uma pessoa que não consegue desenvolver o seu potencial, porque acha que é perfeita. Quando olhamos o mundo como um lugar de diferenças, todos são iguais na dignidade diante da lei, mas todos são absolutamente diferentes na percepção do mundo e nas capacidades. Quando percebermos que temos características boas e ruins em comparação aos outros, quando tivermos uma dimensão das nossas próprias personalidades, vamos conseguir dar os primeiros passos para superar o problema da vaidade. As vaidades não nos tornam apenas chatos; a vaidade nos torna infelizes e incapazes de amarmos. Como todo vício moral, a vaidade impede uma apreciação precisa da realidade. Quem importa esse defeito não percebe que apenas se complica ao cultivá-lo; que seria muito mais feliz ao viver com simplicidade; que ninguém se preocupa muito com sua pessoa e com sua pertença importância; que, ao tentar brilhar cada vez mais, frequentemente cai no ridículo e se torna alvo de chacota. Analise seu caráter e reflita se você não possui excesso de vaidade. Você reconhece facilmente seus erros? Elogia as virtudes e os sucessos alheios? Quando se filia a uma causa, o faz por ideal ou para aparecer? Admite quando a razão está com os outros? Caso você se reconheça vaidoso, tome cuidado com seus atos. Esforce-se por perceber o seu real papel no mundo. Reflita que a vaidade é um peso a ser carregado ao longo do tempo. Simplifique sua vida. Valorize os outros. Admita os próprios equívocos. Ao abrir mão da vaidade, seu viver se tornará muito mais leve e prazeroso. Pense nisso, mas pense agora.

A VIDA E O TEMPO
11 Dez 20255:03EP 3138

A VIDA E O TEMPO

A vida e o tempo. Tudo começou de repente. Não lembro quando foi. Cheguei sem saber de onde vim. Tudo era novo. Dependia sem saber de quem. Aos poucos meu mundo foi nascendo. Aos poucos a luz do sol. A cada dia algo novo. Tudo era tão simples. Nem vi o tempo passar. Não percebi quando virei eu. Quando as cores mudaram. E os sonhos já não ficam. Era os mesmos. Novos desafios. Poxa, já tenho quase 30 anos. No tempo que voava, sem me dar explicações, sem que eu soubesse a razão, sem ouvir a batida de suas asas, sem notar quando as coisas mudaram tão rapidamente, deixando de me reconhecer, como se agora fosse outra pessoa, mudei sem perceber, me transformando todos os dias. Chegará o tempo que exclamarei: estou chegando aos 60 anos, como o tempo passa. E eu não me dei conta desse tempo que passou. Sem ver o tempo passar, pois que só posso enxergar um dia depois do outro, virei outra pessoa, perdida no tempo que me enganou. Esse tempo me transformou, me conduziu, me deu, me tirou. E me deixou sem chão. Sem saber por que, agora, no final da minha existência, tenho essa sensação: a sensação de estar fora de casa. Como se tudo tivesse sido um sonho, que estranhamente nunca vai acabar. Talvez eu só perceba em parte que estou indo a algum lugar. E que tudo é uma coisa só. Que todos os dias são um. Que tudo faz sentido, mesmo quando não faz sentido algum. E que todas as coisas só existiram dentro de mim. E elas me conduziam, todos os dias, de volta para casa. Onde fica essa casa? Sinceramente, eu não sei. Quem deve ter essa resposta é o tempo e a vida, que ainda está por ser vivida em outro tempo. O tempo é um tempo. O maior tesouro de que um homem pode dispor. Embora inconsumível, o tempo é o nosso melhor alimento. Sem medida que o conheça, o tempo é, contudo, nosso bem de maior grandeza. Não tem começo, não tem fim. O tempo sabe ser bom. O tempo é largo, o tempo é grande, é generoso, é farto. É sempre abundante em suas entregas. Diminui nossas aflições. Dilui a tensão dos preocupados. Suspende a dor dos torturados. Traz a luz aos que vivem nas trevas. O ânimo aos indiferentes. O conforto aos que se lamentam. A alegria aos homens tristes. O consolo aos desamparados. Também a serenidade aos inquietos. O repouso aos sem-socego. A paz aos intranquilos. O tempo é manancial de sabedoria que flui por entre nossas existências. Nas incertezas do caminho, nos momentos de angústia, nas aflições da jornada, confiamos nele, que tem a medida de todas as coisas e o consolo para todas as lágrimas. Jamais nos permitamos acreditar que não há tempo. Fechemos os olhos, ouçamos sua voz: lá ele está. O tempo de um abraço, de um sorriso, de um ato de caridade, de uma mudança de vida. O tempo para a família, para os amigos e para nós mesmos. Sempre há tempo, sempre há vida. Pense nisso.

 APRISIONADOS PELO MEDO
10 Dez 20254:49EP 3137

APRISIONADOS PELO MEDO

Aprisionados pelo medo. Na sala de aula, a professora perguntou aos seus alunos: do que vocês têm mais medo? Depois de um breve e tenso silêncio, um garoto respondeu um tanto tímido: ah, professora, eu tenho medo do escuro. Outro falou: tenho muito medo do bicho-papão. Medo da morte? Medo de altura? Medo de ser esquecido pelos pais na escola? Vários medos foram confessados e anotados pela sábia professora, que conseguia libertar os pequenos do sofrimento gerado pelo medo, através do uso da razão. Por fim, uma garotinha disse, com ar de assustada: tenho muito medo do mal amém, que é um monstro muito perigoso. E você já viu esse monstro? — perguntou interessada a professora. Nunca vi, mas é um monstro tão perigoso que minha mãe pede todos os dias a Deus que nos livre dele — esclareceu a menina. E concluiu: minha mãe sempre pede a Deus no fim da sua oração “e livrai-nos do mal, amém”. Não é preciso refletir muito para entender a situação daquela criança com relação ao medo do monstro criado pela sua imaginação. O medo era tão tirano que ela nunca ousou confessá-lo à mãe. Um medo terrível de algo que nunca existiu. Mas será que somente as crianças têm medo do que desconhecem? Certamente não. A ignorância tem sido, desde todos os tempos, a grande responsável pelo terror imposto pelo medo. O desconhecido gera medos inconfessáveis em pessoas de todas as idades. Mas como podemos ter tanto medo do desconhecido? Isso ocorre justamente porque os monstros criados pela imaginação, geralmente, são mais terríveis do que os reais. O medo da morte é um exemplo disso. O medo do inferno também tem feito reféns. O juízo final é outro tirano que atemoriza muita gente. Todos esses temores são frutos da ignorância, não há dúvida. Existem pessoas que têm medo do futuro, medo da solidão, medo de sentir medo. E por aí vai. Enquanto a razão não lançar suas luzes sobre essas questões, o medo continuará a infelicitar os indivíduos, fazendo-os reféns da própria ignorância. Muitos pensadores já afirmaram que só o conhecimento liberta das garras do medo sem sentido. O conhecimento é diferente de crença. A crença é sempre cega, vazia de certezas. Para crer em algo não é preciso conhecer, basta acreditar. Mas a convicção só se adquire através do conhecimento. Assim sendo, vale a pena envidar esforços para libertar-nos dos medos, buscando lançar luz sobre o que a ignorância oculta. Importante libertar nossas crianças, muitas delas reféns de monstros imaginários terríveis, dialogando com elas sobre seus medos. É preciso considerar que o medo é o pior de todos os monstros e precisa ser aniquilado com urgência. É preciso clarear os caminhos escuros da ignorância com a luz do conhecimento para que o medo bata em retirada. Como asseverou o grande filósofo grego Sócrates: há apenas um bem, o conhecimento; e um mal, a ignorância. Sócrates foi o precursor da dialética, da lógica, mas foi vítima da ignorância de seus contemporâneos. Pensemos nisso e busquemos, com vontade firme, conhecer as leis que regem a vida. Só assim seremos verdadeiramente livres de todos os medos que tanto nos infelicitam. Pensem nisso, mas pensem agora.

NO EXERCÍCIO PROFISSIONAL
9 Dez 20254:20EP 3136

NO EXERCÍCIO PROFISSIONAL

Marcela, revoltada por precisar trabalhar desde muito cedo, não conseguia entender o porquê de muitas situações em sua vida. Adolescente, se tornou babá de um pequenino em meio período, depois da escola. Mais tarde, trocou essa função pela de empregada doméstica, tarefa em que se manteve até o matrimônio, quando passou a cuidar da própria casa. Como precisar se colaborar com a renda familiar, tendo um filho pequeno, ela se sentiu obrigada a fazer salgadinhos para vender. Depois, conseguiu trabalho como teleoperadora. Um sentimento, no entanto, era sempre o mesmo: nada daquilo era o que desejava fazer. Optou por continuar os estudos e adentrou à universidade, cursando psicologia, do qual, finalmente, sentiu que eram valorizados os seus talentos. Todavia, guardava certa mágoa pelos trabalhos que tivera anteriormente. Em um de seus momentos difíceis, foi conversar com uma professora em quem confiava e expôs seus conflitos. Analisada a situação, a professora propôs que ela passasse em revista detalhada seu passado e pensasse no que aprendera em cada profissão que exercera. E Marcela relatou que, como babá, aprendera a cuidar de criança e observar o seu desenvolvimento. Doméstica, aprendera a cozinhar, limpar, lavar, passar a ferro. Fazendo salgadinhos, aprendera a administrar o dinheiro e a lidar com pessoas diferentes. Como teleoperadora, conhecer a muita gente, melhorar a sua conversação e aprender, principalmente, a escutar. A professora disse que todas essas profissões estavam lhe preparando para o sucesso na área da psicologia. Ser babá lhe adiantou, na prática, um ponto básico, considerando que o curso que frequenta estuda esse período da vida humana. Enquanto empregada doméstica, você se preparou para cuidar de sua própria casa, também a respeitar os desejos e vontades dos outros. Como vendedora de salgadinhos, aprendeu a lidar com pessoas diferentes e com o dinheiro, uma tarefa que nos acompanha a vida toda. Como teleoperadora, aprendeu a escutar, que é o ponto primordial no exercício da psicologia. Marcela não teve opção senão concordar e concluir: é verdade. O exercício de tarefas nos são sempre importantes. Trabalho útil é sempre trabalho abençoado que nos prepara para a vida. Todo trabalho que produz o bem e o belo tem o seu valor. Tanto o trabalho braçal como o trabalho mental são talentos que Deus nos concede para colaborarmos com o próximo e em prol do nosso melhoramento. Não existe profissão mais ou menos digna. Somos nós que valorizamos aquela em que nos encontramos, com nossa forma de executá-la. Pensemos: o que seria da salubridade do mundo sem os lixeiros? O que seria do centro cirúrgico sem quem se encarregasse da sua sepsia e dos instrumentos? Não importa a profissão, mas sim a dedicação com a qual a exercemos.

NO EXERCICIO PROFISSIONAL
9 Dez 20254:20EP 3135

NO EXERCICIO PROFISSIONAL

<p data-end="165" data-start="139">No exercício profissional.</p> <p data-end="513" data-start="167">Marcela, revoltada por precisar trabalhar desde muito cedo, não conseguia entender o porquê de muitas situações em sua vida. Adolescente, se tornou babá de um pequenino em meio período, depois da escola. Mais tarde, trocou essa função pela de empregada doméstica, tarefa em que se manteve até o matrimônio, quando passou a cuidar da própria casa.</p> <p data-end="776" data-start="515">Como precisar se colaborar com a renda familiar, tendo um filho pequeno, ela se sentiu obrigada a fazer salgadinhos para vender. Depois, conseguiu trabalho como teleoperadora. Um sentimento, no entanto, era sempre o mesmo: nada daquilo era o que desejava fazer.</p> <p data-end="995" data-start="778">Optou por continuar os estudos e adentrou à universidade, cursando psicologia, do qual, finalmente, sentiu que eram valorizados os seus talentos. Todavia, guardava certa mágoa pelos trabalhos que tivera anteriormente.</p> <p data-end="1255" data-start="997">Em um de seus momentos difíceis, foi conversar com uma professora em quem confiava e expôs seus conflitos. Analisada a situação, a professora propôs que ela passasse em revista detalhada seu passado e pensasse no que aprendera em cada profissão que exercera.</p> <p data-end="1618" data-start="1257">E Marcela relatou que, como babá, aprendera a cuidar de criança e observar o seu desenvolvimento. Doméstica, aprendera a cozinhar, limpar, lavar, passar a ferro. Fazendo salgadinhos, aprendera a administrar o dinheiro e a lidar com pessoas diferentes. Como teleoperadora, conhecer a muita gente, melhorar a sua conversação e aprender, principalmente, a escutar.</p> <p data-end="2210" data-start="1620">A professora disse que todas essas profissões estavam lhe preparando para o sucesso na área da psicologia. Ser babá lhe adiantou, na prática, um ponto básico, considerando que o curso que frequenta estuda esse período da vida humana. Enquanto empregada doméstica, você se preparou para cuidar de sua própria casa, também a respeitar os desejos e vontades dos outros. Como vendedora de salgadinhos, aprendeu a lidar com pessoas diferentes e com o dinheiro, uma tarefa que nos acompanha a vida toda. Como teleoperadora, aprendeu a escutar, que é o ponto primordial no exercício da psicologia.</p> <p data-end="2598" data-start="2212">Marcela não teve opção senão concordar e concluir: é verdade. O exercício de tarefas nos são sempre importantes. Trabalho útil é sempre trabalho abençoado que nos prepara para a vida. Todo trabalho que produz o bem e o belo tem o seu valor. Tanto o trabalho braçal como o trabalho mental são talentos que Deus nos concede para colaborarmos com o próximo e em prol do nosso melhoramento.</p> <p data-end="2729" data-start="2600">Não existe profissão mais ou menos digna. Somos nós que valorizamos aquela em que nos encontramos, com nossa forma de executá-la.</p> <p data-end="2953" data-is-last-node="" data-is-only-node="" data-start="2731">Pensemos: o que seria da salubridade do mundo sem os lixeiros? O que seria do centro cirúrgico sem quem se encarregasse da sua sepsia e dos instrumentos? Não importa a profissão, mas sim a dedicação com a qual a exercemos.</p>

 A PROCURA DA FELICIDADE
8 Dez 20254:12EP 3134

A PROCURA DA FELICIDADE

A Procura da Felicidade. Quem de nós não deseja ser feliz? Salvo os casos patológicos, as pessoas estão sempre em busca da felicidade, ainda que não se deem conta disso. Mas, afinal, o que é a felicidade? A felicidade varia de pessoa para pessoa e, em cada momento da nossa vida, ela pode assumir aspectos diferentes. Quando estamos enfermos, a recuperação da saúde seria a nossa felicidade, e envidamos todos os esforços para conquistá-la. Se estamos desempregados, um emprego se constituiria em felicidade por algum tempo. Se somos solteiros e desejamos unir-nos a alguém, nossa felicidade seria encontrar a pessoa certa. No entanto, os que padecem fome e frio encontrariam a felicidade num agasalho e na alimentação que refaz. Já para o torcedor, a explosão de felicidade se dá quando a bola atinge o fundo da rede do time adversário. Enfim, a felicidade tem tantas faces quanto os anseios de cada criatura, variando de acordo com as circunstâncias. Certa vez, lemos uma história que nos levou a refletir em que consiste a verdadeira felicidade. Foi narrada por uma moça e uma filha, que se sentia momentaneamente infeliz e, andando pela rua, viu um homem puxando uma carroça. Ao observar a cena, pensou: pobre homem, fazendo o trabalho de um animal irracional, isso é que deve ser infelicidade. Pensando em ouvir de seus lábios lamentações e queixas, aproximou-se e lhe perguntou: o senhor é muito infeliz, não é? Afinal, fazendo um trabalho desses? Confessa ela que o homem fez mudar a paisagem íntima ao responder, entusiasmado: não, senhora, sou uma pessoa muito feliz. Tenho saúde que nem mesmo preciso de um animal para puxar minha carroça. Tenho força, consigo meu sustento passeando pela cidade e ainda ganho saudações de pessoas bonitas como a senhora. Como podemos perceber, a felicidade consiste em cada um contentar-se com o que tem e fazer da sua felicidade a alegria dos outros. A verdadeira felicidade é aquela sem mescla, a felicidade plena. Todavia, podemos viver com alegria, valorizando as coisas que temos e as conquistas morais que já logramos, sem enfericitar-nos com o que não possuímos e não está ao nosso alcance. Muitos de nós buscamos a felicidade distante de onde ela se encontra. A cada momento, o universo nos oferece mil motivos para nos alegrar: a oportunidade de viver, de ter uma família, amigos, trabalho, a natureza, o sol, a chuva, a noite para o repouso, as chances de aprendizado em cada minuto que passa por nós. Até mesmo os obstáculos do caminho são motivos de alegria, por nos ensinarem a superá-los, preparando-nos para conquistar da felicidade perene que a todos nos aguarda. Pense nisso, mas pense agora.

PORQUE OS CÃES VIVEM MENOS
6 Dez 20254:00EP 3133

PORQUE OS CÃES VIVEM MENOS

Você já se perguntou por que os cães vivem menos que as pessoas? O veterinário Jorge encontrou esta resposta num dia de trabalho quando conheceu Pedro, um garotinho de 6 anos de idade. Jorge foi chamado para examinar um cão de 13 anos de vida chamado Batuta. A família esperava por um milagre. O veterinário examinou Batuta e descobriu que o animalzinho já estava muito mal e que nada poderia ser feito. O cão foi cercado pela família. O menino Pedro parecia tão calmo, acariciando o cãozinho pela última vez. Jorge se perguntava se a criança entendia o que estava acontecendo. Em poucos minutos, Batuta caiu pacificamente dormindo para nunca mais acordar. O garotinho parecia aceitar sem dificuldade. A mãe perguntava, por que a vida dos cães é mais curta do que a dos seres humanos? Pedro disse, eu sei por quê. A explicação do menino mudou a maneira de ver a vida de todos a sua volta. Ele disse, a gente vem ao mundo para aprender a viver uma boa vida, como amar aos outros o tempo todo e ser uma boa pessoa, né? Como os cães já nascem sabendo fazer tudo isso, eles não têm que viver por tanto tempo como nós, entendeu? Aquela resposta trouxe um nó na garganta. E é verdade, faz todo o sentido. Se observássemos melhor os cães, nós, seres humanos, aprenderíamos muito com eles. Talvez, quando nossa família chegasse em casa, passaríamos a correr até a porta para cumprimentá-la. Não seríamos indiferentes com sua chegada. Também não perderíamos uma oportunidade de passear com quem amamos. Assim como os cães, permita que a experiência do ar fresco e do vento no seu rosto seja de puro extasia. Tire cochilos e alongue-se antes de se levantar. Separe um tempo para correr e brincar. Seus filhos e netos vão gostar muito disso. Aprenda com os cães. Evite um morder quando apenas um rosnado seria suficiente. Uma atitude precipitada pode provocar feridas, dores e deixar marcas. Quando o clima estiver muito quente, faça como os cães. Beba muita água e deite-se na sombra de uma árvore. Quando você estiver feliz, dança movendo todo o seu corpo. Não desista dos seus sonhos. Se o que você quer está enterrado, cabe até encontrar. Ah, e seja fiel, independente da situação. Quando alguém estiver num mau dia, fique em silêncio. Sente-se próximo e suavemente faça-o sentir que você está ali. Pode ter certeza, a sua companhia fará toda diferença. Pense nisso, mas pense agora.

PORQUE OS CAES VIVEM MENOS
6 Dez 20254:01EP 3132

PORQUE OS CAES VIVEM MENOS

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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