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PODCAST · 3392 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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RENOVAR A CONFIANÇA
22 Mai 20184:38EP 944

RENOVAR A CONFIANÇA

<strong>RENOVAR A CONFIAN&Ccedil;A<br /> </strong><br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>O Evangelista Mateus teve oportunidade de assinalar, em seu Evangelho, cap&iacute;tulo seis, vers&iacute;culo trinta e um: N&atilde;o andeis, pois, inquietos.<br /> Muitos andamos inquietos nestes dias. Inquietos com a economia, com a pol&iacute;tica, com a fam&iacute;lia. Inquietos em rela&ccedil;&atilde;o ao futuro; inquietos em rela&ccedil;&atilde;o ao passado; inquietos com n&oacute;s mesmos.<br /> A inquietude da criatura revela, no &acirc;mago, a falta de confian&ccedil;a, a falta de f&eacute; e, tamb&eacute;m a falta de conhecimento.<br /> Inquientos com aqueles que se vangloriam; se auto denominando como os salavadores da p&aacute;tria, aproveitando-se da auto estima baixa dos cidad&atilde;os.E no final, nada s&atilde;o que, usurpadores da f&eacute; alheia.Que usam essa f&eacute;, como escudo das suas improbidades para n&atilde;o serem alcan&ccedil;ados pela lei.<br /> <br /> N&atilde;o estamos incentivando a indiferen&ccedil;a nem a irresponsabilidade.<br /> Preconizamos a vigil&acirc;ncia, n&atilde;o aconselhamos a despreocupa&ccedil;&atilde;o ante o acervo do servi&ccedil;o a fazer.<br /> O que devemos &eacute; combater o pessimismo cr&ocirc;nico.<br /> Ser pessimista &eacute; estar condenado a perder a batalha antes dela mesmo come&ccedil;ar. Ser pessimista &eacute; boicotar a si mesmo e aos outros, pois nossas palavras e pensamentos transformam o mundo &agrave; nossa volta para o bem ou para o mal.<br /> Ainda vivemos os tempos de nos defrontar, in&uacute;meras vezes, com p&acirc;ntanos e desertos, espinheiros, animais daninhos e serpentes. S&atilde;o os tempos de transi&ccedil;&atilde;o.<br /> Urge, por&eacute;m, renovar atitudes mentais na obra a que fomos chamados, aprendendo a confiar em nos mesmos, sem arrong&acirc;ncia e imp&aacute;via. <br /> Em todos os lugares h&aacute; derrotistas intransigentes.<br /> Sentem-se nas trevas, ainda mesmo quando o sol fulgura no z&ecirc;nite.<br /> Enxergam baixeza nas criaturas mais dignas.<br /> Marcham atormentados por desconfian&ccedil;as atrozes. E, por suspeitarem de todos, acabam inabilitados para a colabora&ccedil;&atilde;o produtiva em qualquer servi&ccedil;o nobre.<br /> Aflitos e angustiados, desorientam-se a prop&oacute;sito de m&iacute;nimos obst&aacute;culos, inquietam-se, com respeito a frivolidades de toda sorte e, se pudessem, pintariam o firmamento com a cor negra para que a mente do pr&oacute;ximo lhes partilhasse a sombra interior.<br /> n&oacute;s precisamos confiar...<br /> N&atilde;o h&aacute; treva que dure para sempre. N&atilde;o h&aacute; cora&ccedil;&atilde;o destinado ao mal. O tempo de escurid&atilde;o &eacute; passageiro, &eacute; momento de aprendizagem, de provas necess&aacute;rias.<br /> A sabedoria dos mais experientes, dos antepassados que aqui estiveram e lutaram por um Mundo Maior, revelaram que o Universo &eacute; regido por uma Intelig&ecirc;ncia dotada de justi&ccedil;a e bondade.<br /> Dessa forma, como n&atilde;o confiar?<br /> Assim, ao observarmos o mal aparentemente dominante ainda, escandaloso, bulhento, n&atilde;o colaboremos com seu estardalha&ccedil;o desproporcional. <br /> <br /> Divulg&aacute;-lo sem prop&oacute;sito ben&eacute;fico, propag&aacute;-lo sem fim &uacute;til, apenas para causar espanto, &eacute; dar-lhe mais for&ccedil;as.<br /> O otimista n&atilde;o &eacute; aquele que se nega a enxergar o mal &agrave; sua frente. &Eacute; simplesmente aquele que d&aacute; mais valor ao bem do que ao mal que algu&eacute;m promova.<br /> O otimista &eacute; aquele que sempre v&ecirc; uma sa&iacute;da, que sempre v&ecirc; um aprendizado em toda experi&ecirc;ncia, por mais penosa que tenha sido.<br /> Esses levam a vida com mais leveza e, muitas vezes, confiam sem saber que est&atilde;o confiando. T&ecirc;m f&eacute; imensa sem saber que a t&ecirc;m ou sem mesmo precisar dar r&oacute;tulos a ela.<br /> Lutemos. Perseveremos. Amemos e confiemos sempre.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, <br /> com base no cap. Saibamos confiar,<br /> do livro Vinha de Luz, de <br /> Francisco C&acirc;ndido Xavier, ed. FEB.<br /> Em 8.3.2016.</span><br />

A OFERTA DA CERTEZA
18 Mai 20182:37EP 943

A OFERTA DA CERTEZA

<span style=''font-size: small;''>A OFERTA DA CERTEZA<br /> <br /> A oferta da certeza<br /> A oferta da seguran&ccedil;a completa<br /> A oferta de uma seguran&ccedil;a imperme&aacute;vel e sem concess&otilde;es <br /> &Eacute; uma oferta de algo que n&atilde;o vale a pena ter<br /> Eu quero viver a minha vida correndo o risco de n&atilde;o saber o suficiente<br /> De n&atilde;o ter entendido suficiente<br /> De n&atilde;o poder saber o suficiente <br /> Estar sempre atuando a margem de uma grande colheita de sabedoria e conhecimentos futuros<br /> Eu n&atilde;o aceitaria que fosse de outra forma <br /> H&aacute; pessoas que dizem que voc&ecirc; esta morto, at&eacute; voc&ecirc; acreditar como eles, e que voc&ecirc; s&oacute; pode viver se aceitar uma autoridade absoluta <br /> Que coisa terr&iacute;vel de dizer isso para as crian&ccedil;as <br /> N&atilde;o pense nisso como uma d&aacute;diva <br /> Pense nisso como um c&aacute;lice de veneno<br /> Afaste-o de voc&ecirc; <br /> Por mais tentador que seja <br /> Corra o risco de pensar por si mesmo <br /> E muito mais felicidade, verdade, beleza e sabedoria vir&atilde;o at&eacute; voc&ecirc;.<br /> O orgulho e a soberba s&atilde;o sempre ilus&oacute;rios. Fenecem como a erva no campo, ante a can&iacute;cula insistente.<br /> A humildade, por sua vez, permanece e felicita.<br /> seja aquele cuja import&acirc;ncia ningu&eacute;m nota. Mas, quando se faz ausente, de imediato tem sua aus&ecirc;ncia percebida.<br /> Cumpre, assim, com o teu dever. E, n&atilde;o te preocupes com a presun&ccedil;&atilde;o dos que est&atilde;o enganados; daqueles que acreditam que s&atilde;o as criaturas mais importantes da terra, que det&eacute;m todos os conhecimentos, que se orgulham de suas certezas. Mas, que se afogam em um oceano de duvidas. Esquecem, ou ignoram, que &eacute; a duvida a grande propulsora da busca do conhecimento e descobertas.<br /> Continua a agir no bem, a servir sempre.<br /> Age com inteireza e nunca passar&aacute;s, mesmo que a morte te arrebate ou te ausentes desta forma que chamamos de vida.<br /> Mant&eacute;m acesa a luz do entusiasmo em tuas realiza&ccedil;&otilde;es , deixa que brilhem as tuas aspira&ccedil;&otilde;es nobres.<br /> Se n&atilde;o podes ser o p&atilde;o que repleta as mesas, s&ecirc; o gr&atilde;o de trigo e confia no futuro.<br /> Pense Nisso.<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com dados iniciais colhidos no<br /> artigo de Christopher Hitchen<br /> Em 14.1.2015.</span><br />

OUTRAS VIOLÊNCIAS
17 Mai 20183:19EP 942

OUTRAS VIOLÊNCIAS

<strong>&nbsp;Outras viol&ecirc;ncias...</strong><br /> <br /> Viol&ecirc;ncia &eacute; o ato de constranger f&iacute;sica ou moralmente. &Eacute; o uso da for&ccedil;a.<br /> Na atualidade, muitos somos os que afirmamos temer a viol&ecirc;ncia. Por isso mesmo, erguemos altos muros ao redor de nossas resid&ecirc;ncias, tentando evitar que ela nos atinja.<br /> Contratamos seguran&ccedil;as para proteger nossas empresas e nossos lares. Instalamos equipamentos sofisticados que nos alertem da chegada de eventuais usurpadores dos nossos bens.<br /> Resguardamo-nos da viol&ecirc;ncia que vem de fora e pode nos atingir.<br /> No entanto, existe outro tipo de viol&ecirc;ncia para a qual n&atilde;o atentamos. &Eacute; a que reside em n&oacute;s.<br /> &Eacute; a viol&ecirc;ncia da indiferen&ccedil;a. Aquela que nos permite observar diariamente, pelos notici&aacute;rios, as paisagens da fome, da mis&eacute;ria e prosseguirmos de bra&ccedil;os cruzados.<br /> Sim, alguns de n&oacute;s nos sensibilizamos, chegando &agrave;s l&aacute;grimas, mas as manchetes seguintes nos desviam a aten&ccedil;&atilde;o e tudo cai no esquecimento, quais notas apagadas e sem valor.<br /> Viol&ecirc;ncia que nos faculta assistir, extremamente interessados, as not&iacute;cias acerca da agress&atilde;o sofrida por personalidade importante, ansiosos por detalhes e mais detalhes.<br /> Desejamos saber tudo e quanto maior for a viol&ecirc;ncia para com a criatura, mais nos interessamos, pois afinal, depois, logo mais, iremos reprisar tudo para o colega, o vizinho, o amigo.<br /> E n&atilde;o nos recordamos de nos recolher &agrave; intimidade do cora&ccedil;&atilde;o para orar pelo agredido, pelos seus. &Agrave; parte a fama, s&atilde;o gente como toda gente. Sofrem como todos, desde que a dor tem car&aacute;ter universal e imparcial.<br /> Participamos ativamente ou assistimos impass&iacute;veis a programas em que o ser humano &eacute; exposto em toda sua nudez moral.<br /> Onde a problem&aacute;tica f&iacute;sica ou de ordem &iacute;ntima &eacute; levada a p&uacute;blico como contos para divers&atilde;o e lazer. Contudo, os envolvidos s&atilde;o seres humanos que sentem, sofrem, se angustiam.<br /> Viol&ecirc;ncia &eacute; a atitude com que destinamos velhos e enfermos dif&iacute;ceis a institui&ccedil;&otilde;es, sem jamais nos interessarmos pelo seu bem-estar.<br /> Costumamos aliviar a consci&ecirc;ncia dizendo que n&atilde;o dispomos de tempo para os cuidados, pois trabalhamos em demasia. Pagamos para que os atendam, &agrave; dist&acirc;ncia, a fim de n&atilde;o lhes ouvir os queixumes e lamenta&ccedil;&otilde;es.<br /> E poderiam estar conosco! Se podemos dispor de recursos amoedados para os manter longe, por que n&atilde;o direcionar esses mesmos recursos a quem os possa cuidar, zelar, pr&oacute;ximos de n&oacute;s, sob nossos olhos vigilantes?<br /> Viol&ecirc;ncia &eacute; o ato de mudez que elegemos para agredir o outro, no relacionamento dom&eacute;stico, estabelecendo sil&ecirc;ncios g&eacute;lidos &agrave;s interroga&ccedil;&otilde;es afetuosas.<br /> &Eacute; o filho que se fecha em si mesmo, n&atilde;o respondendo aos questionamentos do amor materno e paterno, como forma de agress&atilde;o por n&atilde;o lhe concederem o que anseia.<br /> S&atilde;o os esposos que, entre si, contratam a mudez como s&iacute;mbolo do desconforto de viverem um ao lado do outro, como acorrentados sem remiss&atilde;o.<br /> Viol&ecirc;ncia &eacute; a indiferen&ccedil;a pelo bem-estar alheio, que nos faculta chegar ao lar, sermos servidos em tudo e sequer erguer os olhos para ver as rugas de preocupa&ccedil;&atilde;o, as l&aacute;grimas de dor no rosto macerado de quem nos serve.<br /> &Eacute; levantar-se, comer, usufruir dos bens, deitar-se, sem contribuir em nada para a paz do lar.<br /> E bastaria sorrir, agradecer, quem sabe, abra&ccedil;ar quem padece a car&ecirc;ncia da nossa ternura.<br /> A viol&ecirc;ncia de fora pode nos ferir e magoar. A viol&ecirc;ncia de dentro, silenciosa, que aplicamos todos os dias, em nossos relacionamentos &eacute; igualmente perniciosa e destruidora.<br /> Muitas enfermidades se aninham e evoluem gradualmente ou abruptamente, como resultado da pr&oacute;pria viol&ecirc;ncia &iacute;ntima ou da de outrem, normalmente, afetos bem pr&oacute;ximos.<br /> Mudez, indiferen&ccedil;a, frieza. Viol&ecirc;ncias que se reprisam, armas cru&eacute;is.<br /> Principiemos por alijar de n&oacute;s a viol&ecirc;ncia, exercitando o di&aacute;logo, o perd&atilde;o, os bons sentimentos.<br /> E veremos, exatamente como no solo crestado pela invernia, rebentar em flores e verdura a primavera da paz, em nossos cora&ccedil;&otilde;es.<br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br />

UM ABRAÇO
16 Mai 20183:01EP 941

UM ABRAÇO

<strong><span style=''font-size: small;''>Um Abra&ccedil;o</span></strong><span style=''font-size: small;''><br /> <br /> O que voc&ecirc; faz quando est&aacute; com dor de cabe&ccedil;a, ou quando est&aacute; chateado?<br /> Ser&aacute; que existe algum rem&eacute;dio para aliviar a maioria dos problemas f&iacute;sicos e emocionais?<br /> Pois &eacute;, durante muito tempo estivemos &agrave; procura de alguma coisa que nos rejuvenescesse, que prolongasse nosso bom humor, que nos protegesse contra doen&ccedil;as, que curasse nossa depress&atilde;o e que nos aliviasse do estresse.<br /> Sim, alguma coisa que fortalecesse nossos la&ccedil;os afetivos e que, inclusive, nos ajudasse a adormecer tranquilos.<br /> Encontramos! O rem&eacute;dio j&aacute; havia sido descoberto e j&aacute; estava &agrave; nossa disposi&ccedil;&atilde;o. O mais impressionante de tudo &eacute; que ainda por cima n&atilde;o custa nada.<br /> Ali&aacute;s, custa sim, custa abrir m&atilde;o de um pouco de orgulho, um pouco de pretens&atilde;o de ser autossuficiente, um pouco de vontade de viver do jeito que queremos, sem depender dos outros.<br /> &Eacute; o abra&ccedil;o. O abra&ccedil;o &eacute; milagroso. &Eacute; medicina realmente muito forte. O abra&ccedil;o, como sinal de afetividade e de carinho, pode nos ajudar a viver mais tempo, proteger-nos contra doen&ccedil;as, curar a depress&atilde;o, fortificar os la&ccedil;os afetivos.<br /> O abra&ccedil;o &eacute; um excelente t&ocirc;nico. Hoje sabemos que a pessoa deprimida &eacute; bem mais suscet&iacute;vel a doen&ccedil;as. O abra&ccedil;o diminui a depress&atilde;o e revigora o sistema imunol&oacute;gico.<br /> O abra&ccedil;o injeta nova vida nos corpos cansados e fatigados, e a pessoa abra&ccedil;ada sente-se mais jovem e vibrante. O uso regular do abra&ccedil;o prolonga a vida e estimula a vontade de viver.<br /> Recentemente ouvimos a teoria muito interessante de uma psic&oacute;loga americana, dizendo que se precisa de quatro abra&ccedil;os por dia para sobreviver, oito abra&ccedil;os para manter-se vivo e doze abra&ccedil;os por dia para prosperar.<br /> E o mais bonito &eacute; que esse rem&eacute;dio n&atilde;o tem contraindica&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o h&aacute; maneira de d&aacute;-lo sem ganh&aacute;-lo de volta.<br /> * * *<br /> J&aacute; h&aacute; algum tempo temos visto, colado nos vidros de alguns ve&iacute;culos, um adesivo muito simp&aacute;tico, dizendo: Abrace mais!<br /> Eis uma proposta nobre: abra&ccedil;ar mais.<br /> O contato f&iacute;sico do abra&ccedil;o se faz necess&aacute;rio para que as trocas de energias se deem, e para que a afetividade entre duas pessoas seja constantemente revitalizada.<br /> O abra&ccedil;ar mais &eacute; um excelente come&ccedil;o para aqueles de n&oacute;s que nos percebemos um tanto afastados das pessoas, um tanto frios no trato com os outros.<br /> S&oacute; quem j&aacute; deu ou recebeu um sincero abra&ccedil;o sabe o quanto este gesto, aparentemente simples, consegue dizer.<br /> Muitos pedidos de perd&atilde;o foram traduzidos em abra&ccedil;os...<br /> Muitos dizeres eu te amo foram convertidos em abra&ccedil;os.<br /> Muitos sentimentos de saudade foram calados por abra&ccedil;os.<br /> Muitas despedidas emocionadas selaram um amor sem fim no aconchego de um abra&ccedil;o.<br /> Assim, convidamos voc&ecirc; a abra&ccedil;ar mais.<br /> Doe seu abra&ccedil;o apertado para algu&eacute;m, e receba imediatamente a volta deste ato carinhoso.<br /> Pense nisso! Abrace mais voc&ecirc; tamb&eacute;m.<br /> </span><br />

OS INVISÍVEIS
14 Mai 20184:13EP 939

OS INVISÍVEIS

OS INVISIVEIS<br /> <br /> <span style=''font-size: small;''>Voc&ecirc; acredita no invis&iacute;vel?<br /> H&aacute; aqueles que afirmam depositar sua confian&ccedil;a somente naquilo que enxergam os olhos, que as m&atilde;os tocam e que ouvem os ouvidos.<br /> Todavia, s&atilde;o irrefut&aacute;veis as provas cient&iacute;ficas de que h&aacute; uma gama de seres em nosso entorno, invis&iacute;vel aos nossos olhos e sentidos prim&aacute;rios mas que, em rela&ccedil;&atilde;o constante conosco, exerce pleno exerc&iacute;cio de influencia&ccedil;&atilde;o sobre o nosso cotidiano.<br /> Tal &eacute; o caso, por exemplo, do universo microsc&oacute;pico. Seres uni e multicelulares que, sem que os possamos enxergar, s&atilde;o respons&aacute;veis por uma s&eacute;rie de rea&ccedil;&otilde;es bioqu&iacute;micas em nosso organismo.<br /> A verdade &eacute; que o invis&iacute;vel existe. Todavia, se aperfei&ccedil;oarmos nosso olhar, ele pode tornar-se vis&iacute;vel. Para tal, a boa vontade, o amor, a caridade, o bem...<br /> * * *<br /> Somos todos invis&iacute;veis. Nossa presen&ccedil;a n&atilde;o faz diferen&ccedil;a para ningu&eacute;m, apenas para aqueles que passam por n&oacute;s e sentem medo ou raiva.<br /> Acham que todos somos ociosos, mas est&atilde;o enganados. Eu sou um homem de bem, de fam&iacute;lia, estou aqui de passagem.<br /> Foram estas as palavras concedidas a um jornalista de um famoso peri&oacute;dico de circula&ccedil;&atilde;o nacional, por um homem que vive nas ruas h&aacute; dois anos, em mendic&acirc;ncia.<br /> Por vergonha, ele preferiu n&atilde;o se identificar.<br /> Outros moradores de rua tiveram coragem de contar ao jornal os motivos que os levaram a viver sob as marquises, sem amparo de um amigo, da fam&iacute;lia e at&eacute; mesmo do poder p&uacute;blico.<br /> S&atilde;o os invis&iacute;veis sociais.<br /> S&atilde;o moradores de rua, catadores de papel. S&atilde;o garis, faxineiras, porteiros, jardineiros, pedreiros, ascensoristas e tantos outros.<br /> Irm&atilde;os nossos, esp&iacute;ritos em evolu&ccedil;&atilde;o, seres humanos com hist&oacute;rias de vida, sentimentos, fragilidades, aspira&ccedil;&otilde;es, ideais, sonhos e que, na grande maioria das vezes, s&atilde;o simplesmente ignorados, como se n&atilde;o existissem.<br /> Durante seu doutorado, como parte do est&aacute;gio de uma das disciplinas que cursava, o psic&oacute;logo Fernando Braga da Costa resolveu acompanhar a rotina dos garis da Universidade de S&atilde;o Paulo.<br /> Em sua experi&ecirc;ncia, ele relata que, ao vestir o uniforme desse profissional, n&atilde;o conseguiu ser reconhecido nem mesmo por seus professores e colegas de curso.<br /> Isto n&atilde;o significa que fui menosprezado ou rejeitado, afirmou o psic&oacute;logo. Era pior: simplesmente eu n&atilde;o estava l&aacute;. As pessoas n&atilde;o me viam, n&atilde;o olhavam para mim. Era como n&atilde;o ser.<br /> * * *<br /> Voc&ecirc; acredita no invis&iacute;vel?<br /> Acredita que existem milh&otilde;es de pessoas, em todo o mundo, que s&atilde;o invis&iacute;veis?<br /> Um bom dia, um sorriso, um aperto de m&atilde;o, um ol&aacute;, tudo bem? s&atilde;o formas de materializ&aacute;-las e torn&aacute;-las tang&iacute;veis, dignificando-as e exaltando a criatura humana, em detrimento de nossos preconceitos e ego&iacute;smo.<br /> Pensemos nisso .<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em reportagem do site http://g1.globo.com<br /> e experi&ecirc;ncia relatada no http://invisibilidadesocial2010.blogspot.com, ambos <br /> acessados em 4.11.2015.<br /> Em 07.3.2016.</span><br />

SER TRANSPARENTE
11 Mai 20184:31EP 938

SER TRANSPARENTE

&nbsp;SER TRANSPARENTE<br /> <br /> &Agrave;s vezes, nos perguntamos por que &eacute; t&atilde;o dif&iacute;cil ser transparente.<br /> Costumamos acreditar que ser transparente &eacute; simplesmente ser sincero e n&atilde;o enganar os outros. No entanto, &eacute; muito mais do que isso.<br /> &Eacute; ter coragem de se expor, de ser fr&aacute;gil, de chorar, de falar do que sentimos. &Eacute; desnudar a alma, deixar cair as m&aacute;scaras e baixar as armas.<br /> &Eacute; destruir os imensos e grossos muros que insistimos tanto em levantar e permitir que toda a nossa do&ccedil;ura aflore, desabroche e transborde.<br /> Infelizmente, quase sempre, a maioria de n&oacute;s decide n&atilde;o correr esse risco. Preferimos a dureza da raz&atilde;o &agrave; leveza que exporia toda a fragilidade humana.<br /> Preferimos o n&oacute; na garganta &agrave;s l&aacute;grimas que brotam da profundeza do nosso ser.<br /> Preferimos nos perder na busca insensata por respostas imediatas a simplesmente nos entregar diante de Deus e admitir que n&atilde;o sabemos todas as respostas, que somos fr&aacute;geis, que temos medo.<br /> Por mais doloroso que seja construir uma m&aacute;scara que nos distancia cada vez mais do que realmente somos e de Deus, preferimos manter uma imagem que nos d&ecirc; a sensa&ccedil;&atilde;o de prote&ccedil;&atilde;o.<br /> E vamos nos afogando mais e mais em atitudes, palavras e sentimentos que n&atilde;o condizem com o nosso verdadeiro eu.<br /> N&atilde;o porque sejamos pessoas falsas, mas porque nos perdemos de n&oacute;s mesmos e j&aacute; n&atilde;o sabemos onde est&aacute; nossa brandura, nosso amor mais intenso.<br /> Com o passar dos anos, um vazio escuro nos faz perceber que j&aacute; n&atilde;o sabemos oferecer e nem pedir aos que nos cercam o que de mais precioso temos a compartilhar: a do&ccedil;ura, a compaix&atilde;o e a compreens&atilde;o.<br /> Muitas vezes sofremos e nos sentimos s&oacute;s, imensamente tristes e choramos sozinhos, num sil&ecirc;ncio que nos remete &agrave; saudade de n&oacute;s mesmos.<br /> Saudade daquilo que pulsa e grita dentro de n&oacute;s e que n&atilde;o temos coragem de mostrar &agrave;queles que nos querem bem e que nos amam.<br /> Aprendemos que nos mostrar com transpar&ecirc;ncia &eacute; sinal de fraqueza, &eacute; ser menos do que o outro. Na verdade, se ag&iacute;ssemos deixando que a nossa raz&atilde;o ouvisse o nosso cora&ccedil;&atilde;o, poder&iacute;amos evitar muita dor.<br /> <br /> Ao partilhar as dores com os nossos afetos, tenhamos a certeza que elas ser&atilde;o abrandadas, pois dividir as ang&uacute;stias, medos e afli&ccedil;&otilde;es, as torna menores.<br /> Quando partilharmos as alegrias, estaremos fazendo felizes tamb&eacute;m aqueles a quem estimamos, pois a alegria dos amigos &eacute; nossa tamb&eacute;m.<br /> Expor a nossa fragilidade aos amigos e amores jamais ser&aacute; sinal de fraqueza. <br /> Procuremos, pois, de forma equilibrada, n&atilde;o prender tanto o choro, n&atilde;o conter a demonstra&ccedil;&atilde;o da alegria, n&atilde;o esconder tanto o nosso medo e nossas afli&ccedil;&otilde;es. Enfim, abandonemos essa ideia de desejarmos parecer t&atilde;o invenc&iacute;veis.<br /> <br /> Pense Nisso, mas pense agora.<br />

AMOR SEM PREÇO
9 Mai 20184:13EP 937

AMOR SEM PREÇO

&nbsp;<br /> <strong>Amor sem pre&ccedil;o</strong><br /> <br /> Havia um garoto que, nos seus quase oito anos, adquirira um h&aacute;bito nada salutar. Tudo para ele se resumia em dinheiro. Queria saber o pre&ccedil;o de tudo o que via. Se n&atilde;o custasse grande coisa, para ele n&atilde;o tinha valor algum.<br /> Nem se apercebia o pequeno que h&aacute; muitas coisas que dinheiro algum compra. E dentre essas coisas, algumas s&atilde;o as melhores do mundo.<br /> Certo dia, no caf&eacute; da manh&atilde;, ele teve o cuidado de colocar sobre o prato da sua m&atilde;e um papelzinho cuidadosamente dobrado. A m&atilde;e o abriu e leu:<br /> Mam&atilde;e me deve: por levar recados - tr&ecirc;s reais; por tirar o lixo - dois reais; por varrer o ch&atilde;o - dois reais; extras - um real. Total que mam&atilde;e me deve: oito reais.<br /> A m&atilde;e espantou-se no primeiro momento. Depois, sorriu, guardou o bilhetinho no bolso do avental e n&atilde;o disse nada.<br /> O garoto foi para a escola e, naturalmente, retornou faminto. Correu para a mesa do almo&ccedil;o.<br /> Sobre o seu prato estava o seu bilhetinho com os oito reais. Os seus olhos faiscaram.<br /> Enfiou depressa o dinheiro no bolso e ficou imaginando o que compraria com aquela recompensa. Mas ent&atilde;o, percebeu que havia um outro papel ao lado do seu prato. Igualzinho ao seu e bem dobrado.<br /> Abriu e viu que sua m&atilde;e tamb&eacute;m lhe deixara uma conta.<br /> Filhinho deve &agrave; mam&atilde;e: por am&aacute;-lo - nada. Por cuidar da sua catapora - nada. Pelas roupas, cal&ccedil;ados e brinquedos - nada. Pelas refei&ccedil;&otilde;es e pelo lindo quarto - nada. Total que filhinho deve &agrave; mam&atilde;e - nada.<br /> O menino ficou sentado, lendo e relendo a sua nova conta. N&atilde;o conseguia dizer nenhuma palavra. Depois se levantou, pegou os oito reais e os colocou na m&atilde;o de sua m&atilde;e.<br /> A partir desse dia, ele passou a ajudar sua m&atilde;e por amor.<br /> * * *<br /> Nossos filhos trazem suas virtudes e seus defeitos. Cabe-nos examin&aacute;-las para auxili&aacute;-los na consolida&ccedil;&atilde;o das primeiras e no combate &agrave;s segundas.<br /> Todo momento &eacute; prop&iacute;cio e n&atilde;o deve ser desperdi&ccedil;ado.<br /> As a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o sempre mais fortes que as palavras.<br /> Na condu&ccedil;&atilde;o dos nossos filhos, cabe-nos executar a especial tarefa de agir sempre com dignidade e bom senso, o que equivale a dizer, educar-nos.<br /> Com exce&ccedil;&atilde;o dos filhos extremamente rebeldes, uma boa dose de amor somada &agrave; energia, sempre d&aacute; bons resultados.<br /> * * *<br /> &Eacute; no lar que recebemos os primeiros ensinamentos sobre as virtudes.<br /> Na constru&ccedil;&atilde;o do senso moral, dos conceitos de certo e errado s&atilde;o muito importantes os exemplos dados pelos pais.<br /> &Eacute; no doce mundo familiar que se adquire o h&aacute;bito da virtude que nos guiar&aacute; as a&ccedil;&otilde;es quando sairmos mundo afora.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><strong>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 30.10.2017.</strong></div>

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