
ACEITAÇÃO

PODCAST · 3392 EPISÓDIOS
Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.



<span style=''font-size: small;''>GESTO DE AMOR<br /> <br /> Aquele era mais um dia normal na cidade de Cuiabá,<br /> A urgência habitual fazia com que as calçadas ficassem repletas de pessoas, que corriam, nas suas preocupações do dia a dia.<br /> Com ela não era diferente. Apressava-se na saída do ônibus, visando desembocar na grande avenida que a levaria aos seus compromissos.<br /> E eram tantos. Pela memória, ia repassando o roteiro das tarefas que lhe competia realizar nas próximas horas.<br /> Depois de atravessar a congestionada avenida, que a conduzia para o outro lado... e para um encontro inesperado.<br /> Justo em sua frente, um jovem. O rosto se escondia atrás da sujeira. Os olhos saltados das órbitas denunciavam o consumo de entorpecentes. As roupas maltrapilhas indicavam o abandono de tudo.<br /> Sua primeira reação foi de medo, de defesa.<br /> Lançou-lhe um olhar assustado, ao mesmo tempo em que levava as duas mãos à bolsa, num movimento de proteção.<br /> Ele a olhou com o resto de lucidez que ainda tinha, e lhe disse: Eu não quero nada, não vou lhe tomar nada.<br /> A reação do rapaz a surpreendeu. Esperava que ele fosse lhe arrancar a bolsa, dar voz de assalto, fazer algum gesto de violência.<br /> A surpresa a fez mudar de postura corporal. Mudou também seu olhar.<br /> Ele então completou a frase: Eu só queria algum dinheiro para a próxima dose.<br /> A dor com que aquela frase foi dita lhe cortou o coração. Pensou em como aquela vida estava se esvaindo na dependência infeliz.<br /> O que fazer por ele?<br /> De imediato, ocorreram-lhe à mente as boas lições que aprendera com um antigo amigo.<br /> Ao pensamento, veio-lhe a frase à boca, quase sem raciocínio, mas cheia de sentimento: Eu não posso, não quero lhe dar o dinheiro para a próxima dose, mas posso lhe dar um abraço.<br /> Sem que o jovem pudesse compreender o que se passava, ela o abraçou. E ficou assim, envolvendo-o, demoradamente.<br /> Foram alguns segundos eternos, que a ambos emocionou até às lágrimas.<br /> Ela, condoída pelo jovem desiludido. Ele, impactado pelo gesto de amor inesperado.<br /> Ao afastar-se do abraço, ainda surpreso pelo gesto fraterno, carinhoso, que recebeu, confessou:<br /> Eu estava a ponto de me matar. Nada mais valia na minha vida. Já não me reconhecia como gente. Vivia uma vida de bicho, e era tratado como tal.<br /> Você me lembrou de que sou gente, você me tratou, como há muito não acontecia: como gente. Muito obrigado!<br /> E do mesmo modo como apareceu, sumiu entre a multidão. Ela ficou ali, deixando-se inundar pelas lágrimas, feliz por ter seguido seu impulso de amor.<br /> * * *<br /> Assim se aprende a amar. Tratar aos outros, não importa quem, como gostaríamos que fizessem conosco, ou com algum dos nossos.<br /> Vencer o medo, oferecer o que temos de melhor no coração, nem que seja pelo tempo de um abraço.<br /> Às vezes, é apenas isso que um desconhecido precisa de nós. Uma palavra de otimismo, um sorriso generoso, um olhar de compreensão.<br /> Pequenos carinhos, capazes de amenizar dores e de tratar feridas, dessas que todos trazemos na alma.<br /> Pense Nisso e pratique um gesto de amor.<br /> <br /> <br /> </span> <div style=''text-align: right;''><span style=''font-size: small;''><em>Redação do Pense Nisso, com base em fato<br /> narrado na XIX Conferência Estadual Espírita, por <br /> Divaldo Pereira Franco, em Pinhais, Paraná,<br /> em março de 2017.<br /> Em 06.6.2017. </em></span></div> <br />

<span style=''font-size: small;''>FÉ E SAÚDE<br /> <br /> Por que os médicos hoje acreditam que a fé cura?<br /> Com esse título, a revista Seleções, de agosto de 2001, publicou uma matéria baseada em evidências clínicas de que a fé é eficiente aliada na recuperação de doentes e na prevenção de enfermidades.<br /> Centenas de estudos e pesquisas documentam a ligação entre fé e saúde.<br /> Segundo as estatísticas, a devoção promove vários efeitos positivos. Eis alguns deles:<br /> 1. Vida mais longa. Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos com vinte e uma mil pessoas, entre 1987 e 1995, constatou uma diferença de sete anos na expectativa de vida entre aquelas que nunca frequentam cultos religiosos e as que os frequentam mais de uma vez por semana.<br /> 2. Bem-estar geral. Em uma pesquisa codirigida pelo epidemiologista Jeff Levin, autor deGod, faith, and health (Deus, fé e saúde), idosos que se consideravam religiosos tiveram menos problemas de saúde do que os não religiosos.<br /> 3. Melhor recuperação. Pacientes confortados pela fé apresentaram probabilidades três vezes maior de sobrevivência, após cirurgias cardíacas abertas, segundo estudo de 1995, da Faculdade de Medicina de Dartmouth.<br /> 4. Batimentos mais firmes. Em um estudo feito na Índia, em 1997, os participantes, em sua maioria hindus, que rezavam regularmente tinham setenta por cento menos chance de sofrer de doença coronariana.<br /> 5. Pressão mais baixa. Em um estudo de 1989 realizado com quatrocentos homens, pesquisadores da Duke University observaram um significativo efeito protetor contra a pressão alta entre aqueles que consideravam a religião muito importante e frequentavam a igreja.<br /> 6. Boa saúde mental. Frequentar locais de devoção tem relação com taxas menores de depressão e ansiedade, segundo uma pesquisa de 1999 da Duke University, que incluiu quase quatro mil idosos.<br /> 7. Menos estresse. Pessoas sob estresse apresentam aumento da pressão arterial e das frequências cardíaca e respiratória, reduzindo a imunidade, segundo o Dr. Herbert Benson, de Harvard, autor de A resposta do relaxamento.<br /> Ele constatou, em várias pesquisas, que tanto a meditação como a oração, o Tai chi chuane a Ioga provocam uma reação oposta ao estresse.<br /> * * *<br /> Como podemos perceber, segundo as pesquisas médicas, a fé contribui de forma eficiente no tratamento do ser humano, não só com relação às enfermidades físicas, mas também às da alma.<br /> Evidente que a mente é o verdadeiro agente da saúde ou da doença pois é a grande governadora do corpo.<br /> E a ciência é a grande benfeitora da Humanidade, descobrindo as doenças e promovendo a cura, agora também admitindo que há um componente importante no tratamento e na profilaxia das enfermidades: a fé.<br /> Einstein, um dos cientistas mais respeitados que o mundo conheceu, afirmou que deveria existir uma aliança entre a ciência e a religião.<br /> Segundo ele, a ciência sem a religião é paralítica - a religião sem a ciência é cega.<br /> Quando os cientistas modernos conseguirem transpor o precipício cultural criado ao longo do tempo entre a fé e a ciência, sem dúvida, essa aproximação irá beneficiar a toda a Humanidade.<br /> * * *<br /> A fé tem a função essencial de oferecer forças para solucionar problemas ao invés de afastá-los ou liberar o crente dos testemunhos necessários para a sua evolução.<br /> <br /> <br /> </span> <div style=''text-align: left;''><span style=''font-size: small;''><em>Redação do Pense Nisso com base no artigo Por que os médicos hoje acreditam que a fé cura?, de Seleções Reader’s Digest de agosto/2001 e no verbete Fé, do livro Repositório de sabedoria, v. 1, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.<br /> Em 14.10.2012.</em></span></div>

É LEGAL? É MORAL?<br /> <br /> São muitos os que atravessamos a existência na Terra sem muitas preocupações com os próprios atos.<br /> Vivemos como se o nosso agir, a nossa postura perante a vida não fosse nossa exclusiva responsabilidade.<br /> Por esse motivo, despreocupados com qualquer tipo de consequência, vivemos com o único propósito de amealhar, tirar vantagens pessoais.<br /> Não falamos dos que se entregam, de forma explícita, a questões ilegais como o roubo, o furto ou tráfico.<br /> Dizemos de nós, os que na intimidade de grandes corporações, no luxo de escritórios bem montados, atuamos no desvio de dinheiro público, na montagem de balanços forjados, na estruturação de contratos fraudulentos.<br /> Tudo porque imaginamos a vida como um grande jogo onde aquele que consegue mais para si é o grande vencedor.<br /> Outros de nós atuamos no mundo preocupados em agir de forma legal. Trata-se, no entanto, de uma atuação no limite da legalidade, na preocupação de não sermos pegos pela justiça, de não respondermos perante tribunais e juízes.<br /> Não medimos esforços na busca de brechas na legislação, para encontrar meios de conseguir vantagens e o que haja de melhor para nós mesmos.<br /> Temos ciência de não estarmos contra a lei, entretanto, serão apenas códigos humanos a nos ditar os limites de nossas ações.<br /> Porém, não podemos nos esquecer de que a vida aqui na Terra não é patrimônio que nos pertença.<br /> Dessa forma, todas as experiências terrenas estão sob a tutela dessa lei, cuja finalidade maior é o aprendizado e o crescimento intelectual e moral de cada um de nós.<br /> Ao concluirmos a experiência física, seremos convidados a prestar contas de como agimos, de todo o realizado ao longo dos anos que nos foram dados a viver.<br /> Natural que assim seja, considerando que tudo o que dispomos na Terra, incluindo nosso corpo físico, é a título de empréstimo. Nada nos pertence. Somos apenas arrendatários.<br /> Portanto, se andarmos no mundo burlando os limites da lei, haveremos de responder, perante as leis humanas e perante o tribunal da nossa consciência.<br /> Poderá ocorrer que, mesmo extrapolando os limites da moralidade, do correto, do respeito ao próximo, os tribunais da Terra não nos alcancem. E poderemos nos vangloriar de haver enganado a lei dos homens.<br /> Mas, inevitavelmente, responderemos perante nossa consciência quando essa se defrontar com nossos desacertos morais. Sempre haveremos de prestar conta de nossos atos.<br /> Diz o bom senso, então, que antes de agirmos, nos perguntemos se o que fazemos é legal, moral.<br /> Necessário analisar se nossos atos não prejudicam o próximo, não atribulam a outrem, se não causam dificuldades a alguém.<br /> Tudo que fizermos carrega o peso de nossa intencionalidade e haveremos de responder pelas consequências.<br /> Importante nos questionarmos a respeito de nossas próprias ações, quais os valores que escolhemos para nossas decisões.<br /> Afinal, serão eles que dirão da nossa felicidade ou desdita, no agora, logo mais ou em momentos mais distantes.<br /> Pensemos nisso, mas pensemos agora.<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Redação do Pense Nisso.<br /> Em 01.4.2015</em></div>

<span style=''font-size: small;''>OS INVISÍVEIS<br /> <br /> Você acredita no invisível?<br /> Há aqueles que afirmam depositar sua confiança somente naquilo que enxergam os olhos, que as mãos tocam e que ouvem os ouvidos.<br /> Todavia, são irrefutáveis as provas científicas de que há uma gama de seres em nosso entorno, invisível aos nossos olhos e sentidos primários mas que, em relação constante conosco, exerce pleno exercício de influenciação sobre o nosso cotidiano.<br /> Tal é o caso, por exemplo, do universo microscópico. Seres uni e multicelulares que, sem que os possamos enxergar, são responsáveis por uma série de reações bioquímicas em nosso organismo.<br /> A verdade é que o invisível existe. Todavia, se aperfeiçoarmos nosso olhar, ele pode tornar-se visível. Para tal, a boa vontade, o amor, a caridade, o bem...<br /> * * *<br /> Somos todos invisíveis. Nossa presença não faz diferença para ninguém, apenas para aqueles que passam por nós e sentem medo ou raiva.<br /> Acham que todos somos ociosos, mas estão enganados. Eu sou um homem de bem, de família, estou aqui de passagem.<br /> Foram estas as palavras concedidas a um jornalista de um famoso periódico de circulação nacional, por um homem que vive nas ruas há dois anos, em mendicância.<br /> Por vergonha, ele preferiu não se identificar.<br /> Outros moradores de rua tiveram coragem de contar ao jornal os motivos que os levaram a viver sob as marquises, sem amparo de um amigo, da família e até mesmo do poder público.<br /> São os invisíveis sociais.<br /> São moradores de rua, catadores de papel. São garis, faxineiras, porteiros, jardineiros, pedreiros, ascensoristas e tantos outros.<br /> Irmãos nossos, espíritos em evolução, seres humanos com histórias de vida, sentimentos, fragilidades, aspirações, ideais, sonhos e que, na grande maioria das vezes, são simplesmente ignorados, como se não existissem.<br /> Durante seu doutorado, como parte do estágio de uma das disciplinas que cursava, o psicólogo Fernando Braga da Costa resolveu acompanhar a rotina dos garis da Universidade de São Paulo.<br /> Em sua experiência, ele relata que, ao vestir o uniforme desse profissional, não conseguiu ser reconhecido nem mesmo por seus professores e colegas de curso.<br /> Isto não significa que fui menosprezado ou rejeitado, afirmou o psicólogo. Era pior: simplesmente eu não estava lá. As pessoas não me viam, não olhavam para mim. Era como não ser.<br /> * * *<br /> Você acredita no invisível?<br /> Acredita que existem milhões de pessoas, em todo o mundo, que são invisíveis?<br /> Um bom dia, um sorriso, um aperto de mão, um olá, tudo bem? são formas de materializá-las e torná-las tangíveis, dignificando-as e exaltando a criatura humana, em detrimento de nossos preconceitos e egoísmo.<br /> Pensemos nisso .<br /> <br /> <br /> </span> <div style=''text-align: right;''><span style=''font-size: small;''><em>Redação do Pense Nisso, com base em reportagem do site http://g1.globo.com<br /> e experiência relatada no http://invisibilidadesocial2010.blogspot.com, ambos <br /> acessados em 4.11.2015.<br /> Em 07.3.2016.</em></span></div>

<span style=''font-size: small;''>ALGUÉM MELHOR<br /> <br /> Qual foi a experiência de vida que transformou você em alguém melhor?<br /> Não responda essa pergunta agora. Espere até o final desta edição do pense nisso.<br /> * * *<br /> A vida tem costume de surpreender. De repente, aparece alguém que, com um gesto, abre nossos olhos. Ou um acidente no percurso, apontando para novas direções.<br /> A noticia de uma grave enfermidade, a partida para o além tumulo de um ente amado.<br /> Às vezes, é uma viagem ou um encontro programado que segue rumos inesperados e nos transforma.<br /> É a soma de eventos assim, , que nos faz melhores, mais fortes, mais maduros.<br /> Pode ser uma soneca no ônibus, um encontro com um desconhecido, um raio que clareia tudo ou a proximidade da morte.<br /> O que importa é olhar para essas experiências e reconhecer que elas nos ensinaram e, do seu jeito, nos fizeram mais felizes.<br /> Sem pedir nada em troca, são pequenas graças plantadas no cotidiano. Como se fossem sinais, apontando para lugares onde podemos ser mais leves e alegres.<br /> Então, quando olhamos para trás e enxergamos o caminho percorrido, só nos resta agradecer, do fundo do coração, à vida, que nos faz uma versão melhor de nós mesmos.<br /> * * *<br /> Todas as forças da natureza nos impulsionam para frente, rumo ao progresso inevitável. Progresso da alma, que vai se tornando mais sensível, mais amorosa, mais madura.<br /> Progresso também da mente, mais esclarecida, com capacidade de tomar decisões com mais segurança.<br /> Aproveite esses momentos de reflexão, onde você estiver, para lembrar que experiências fizeram de você alguém melhor, e se você soube ou está sabendo aprender com os acontecimentos da vida.<br /> Todos eles, julgados como bons ou maus por nós, trazem dentro de si o objetivo de depurar o Espírito aprendiz.<br /> Bem, agora você pode responder a pergunta para si mesmo.<br /> Qual foi a experiência de vida que transformou você em alguém melhor?<br /> Tenha um dia de luz e não desperdice mais um dia de aprendizado.<br /> Pense nisso.<br /> (Tarde)Que a sua tarde seja abençoada e repleta de novos aprendizados.<br /> Nesta noite, não importa onde você esteja, seja uma noite de reflexões e que você possa dizer: “ O dia foi bom, mesmo não sendo como eu queria.Mas, foi o dia que eu precisava para o meu amadurecimento”.<br /> Pense Nisso e tenha uma boa noite!<br /> <br /> <br /> </span> <div style=''text-align: right;''><span style=''font-size: small;''><em>Redação do Pense Nisso com base em matéria da revista<br /> Sorria nº 23, de dezembro/janeiro 2012, de autoria de Jaqueline Li,<br /> Jéssica Martineli, Karina Sérgio Gomes, Rafaela Dias, Rita Loiola,<br /> Tissiane Vicentin e Valéria Mendonça.<br /> Adaptação de L.C.M.<br /> Em 28.06.2012.</em></span></div> <br />
