
DESERTO FLORIDO

PODCAST · 3392 EPISÓDIOS
Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.



<span style=''font-size: small;''> TER SEMPRE RAZÃO<br /> <br /> Quanto custa ter sempre razão?<br /> Em algum momento, paramos para analisar esta questão? Já pensamos quais são as consequências de sempre querer provar que estamos certos?<br /> É claro que defender um ponto de vista é corriqueiro. Colocar nosso posicionamento ou nossas ideias perante um fato, de maneira sensata, é mesmo saudável.<br /> Trocar ideias a respeito de um tema, argumentar a favor de um conceito no qual acreditamos, são posturas naturais e comuns nas nossas relações cotidianas.<br /> Porém, quando essa atitude supera todas as barreiras, está sempre como ponto de honra de nossa palavra, quando se torna fundamental ter a razão, qual o preço a ser pago?<br /> Quantas vezes nos aborrecemos com alguém pelo simples fato de querermos convencê-lo de que ele está errado em sua forma de pensar?<br /> Quem de nós não se pegou transformando uma discussão tranquila em um afrontamento pessoal?<br /> Ou ainda, quantas vezes não elevamos o tom da conversa, nos tornamos ríspidos no enfrentamento de ideias?<br /> Defendemos nosso ponto de vista como acreditamos ser o mais adequado. E, naturalmente, temos nossa maneira de ver a realidade, conforme nossos valores, conceitos e capacidades.<br /> Quatro pessoas, cegas de nascença, ao serem colocadas junto a um elefante vão conseguir relatar o que puderem tocar do animal.<br /> Se não lhes derem a oportunidade de perceber as diferenças entre orelha, cauda, tromba, corpo, terão apenas uma ideia parcial.<br /> Não estarão erradas, apenas cada uma terá somente parte da razão.<br /> Muitas vezes isso acontece nos nossos relacionamentos. Temos a nossa percepção, a nossa capacidade de análise.<br /> Não quer dizer que estejamos errados ou que não tenhamos razão em nossos argumentos.<br /> Porém não podemos esquecer de que o outro tem sua própria forma de ver, seus valores, suas ideias.<br /> Enfrentar-se nessas situações, será o duelo de ideias, a briga de argumentos, em que, quase sempre, o que existe, de verdade, é o desejo de impor nosso raciocínio, nossa argumentação.<br /> Inúmeras vezes, em nome de desejarmos provar que a razão nos pertence, usamos nossa palavra como quem está numa batalha, não desejando nunca perder.<br /> Ter sempre razão às vezes custa o preço de uma amizade.<br /> Buscar impor aos outros nossos argumentos, repetidamente, pode ocasionar o desgaste da relação.<br /> Querer estar sempre certo, no campo das ideias e reflexões, pode causar fissuras nas relações familiares.<br /> Assim, antes de buscarmos ter razão, melhor buscarmos a preservação da harmonia.<br /> Antes de querermos ser vencedores em nossa argumentação, melhor que tenhamos paz de espírito.<br /> A verdade, mais dia, menos dia, se fará presente, duradoura, perene.<br /> Assim, mesmo quando toda a razão nos pertença, vale refletirmos se devemos continuar nossos duelos de ideias.<br /> Talvez, o melhor, em determinadas situações, seja utilizarmos nossa capacidade pensante, nosso senso de validação para buscar compreender o próximo.<br /> Ao assim procedermos, poderemos entender o porquê dos argumentos alheios, de sua forma de agir, facilitando e aprofundando nossas relações.<br /> Dessa maneira, evitaremos o granjear de atritos e dissabores, pesos desnecessários ao nosso coração.<br /> Pensemos nisso.<br /> Redação do Pense Nisso.<br /> Em 17.9.2014</span><br />

<span style=''font-size: small;''>RELACIONAMENTO DE UM SÓ<br /> <br /> Por mais que amemos, por mais que nos dediquemos e alimentemos esperanças em relação aos nossos relacionamentos, por mais que queiramos, nem sempre o outro está disposto a oferecer retorno. Ou tentamos então manter uma relação unilateral, que pende somente sobre nossas cabeças, ou tomamos fôlego e percebemos que chega de sermos tontos.<br /> Não é fácil termos a noção exata de quando estamos embarcando em um barco furado, quando já fizemos tudo o que estava a nosso alcance, sem resultados consistentes. Da mesma forma, podemos nos enganar quanto às reais intenções do parceiro, caso sejamos o tipo de pessoa que espera demais, além da conta, sem prestar atenção no que o outro tem para dar.<br /> Muitas vezes, idealizamos um romance açucarado, esperamos que o outro corresponda àquilo que queremos, da forma como desejamos. No entanto, cada um tem a sua maneira própria de se expressar e de se importar, ou seja, muitas vezes o parceiro não corresponderá de forma fidedigna às expectativas que criamos e nem sempre isso quer dizer que ele não nos ama.<br /> No entanto, quando prestamos a atenção devida e refletimos com sobriedade acerca da forma como o nosso relacionamento vem sendo construído, teremos, sim, a resposta aos nossos questionamentos, por mais dolorosa que seja. No fundo, sabemos bem se estamos recebendo amor verdadeiro, se estamos vivendo a troca, a partilha, a soma de que se devem constituir as trocas amorosas.<br /> Infelizmente, muitas pessoas mal percebem que o parceiro está se despedindo a pouco e pouco, que os olhares deixaram de se cruzar, que as mãos pararam de se procurar, que o coração arrefeceu o ritmo e a intensidade de suas batidas, que o adeus há muito já se instalou. Então, quando se dão conta, o outro já nem estava mais ali ao lado e tomou a decisão de partir, em busca de ares menos densos onde pudesse respirar tranquilo, onde não fosse invisível. É preciso se conscientizar de que a única coisa que o vazio nos devolve é o eco da nossa própria e inútil insistência.<br /> É assim que muitas pessoas se perdem umas das outras, após o sofrimento calado e solitário da única parte que se entregou por inteiro, em vão, por dias, meses, anos. E, quando tomamos a decisão de sair dali, de nos libertarmos daquele vazio que suga e achata a nossa essência, nada mais importará, nada mais nos fará tentar de novo, porque o cansaço então terá varrido qualquer afetividade de dentro de nós. Já não estaremos mais por ali, nem junto, nem perto de fato, apenas distantes o bastante para sobrevivermos longe do terreno arenoso da entrega inútil.<br /> Felizmente, seguiremos prontos para recomeçar, pois estaremos levando conosco a nossa capacidade de amar com verdade, com entrega, de corpo e alma. <br /> ***<br /> Mas, para que esse amor não seja um relacionamento de um só, devemos nos ater nos detalhes, nas pequenas observações, nas respostas às perguntas mais simples que conseguimos alimentar a relação com demonstrações de generosidade e de amor.<br /> Como um lubrificante a facilitar o movimento das engrenagens, esses sentimentos permitem que a vida a dois ganhe profundidade e solidez.<br /> Frente à resposta ríspida, utilizemo-nos da bondade da palavra suave e compreensiva.<br /> Substituamos o julgamento severo e rígido, muitas vezes já desgastado pelo tempo, pela generosidade de quem percebe e reconhece valores em quem nos acompanha.<br /> Pensemos nesses detalhes.<br /> <div style=''text-align: right;''><em>Redação do Pense Nisso.<br /> Em 21.9.2016.</em></div> <br /> <br /> <br /> </span><br />

<span style=''font-size: small;''>DRIBLANDO A DOR<br /> <br /> Mais de uma vez me recordo. Na infância, quando eu reclamava de alguma dor e como se costuma dizer fazia corpo mole para não cumprir alguma tarefa, escutava a história outra vez.<br /> Certa vez, a dor veio visitar a Terra. Vestiu-se de forma adequada e chegou a uma casa pobre. Havia crianças, uma mulher cansada de tantos afazeres e um homem marcado pelas horas de trabalho exaustivo.<br /> A dor gostou do lugar e se aninhou no dedão do pé direito daquele pai de família. Naquele dia, quase noite, ele se recolheu e nem deu muita atenção para a tal da dor porque o cansaço era maior do que ela.<br /> Mal despertou a madrugada o homem acordou, pulou da cama e começou a se preparar para sair.<br /> Não desejando despertar as crianças e a esposa, ele se ergueu no escuro e logo bateu o dedão num brinquedo esquecido no chão.<br /> Ai, disse ele baixinho. Ui, que dor!<br /> Acariciou o dedo dolorido com a mão calosa e enfiou o pé no calçado. A dor lhe deu uma espetada. Afinal, ela não estava gostando nada de ficar ali, apertada.<br /> O homem, responsável, saiu mancando. O dedo latejava. Ele sentiu a dor diminuir um pouco quando tirou o pé do calçado, no trajeto que fez de ônibus.<br /> Contudo, logo mais chegou ao destino. Calçou o sapato e andou.<br /> Assim foi o dia inteiro. A dor reclamando, o homem sentindo mas dizendo: Eu preciso continuar. Não posso perder este emprego. Meus filhos dependem de mim.<br /> E tudo acontecia. Ora o dedão topava na quina de um móvel, ora o sapato apertava mais, ora...<br /> A noite surpreendeu o homem na labuta, suando, trabalhando. A dor já não aguentava mais.<br /> E, quando ao ir para casa, o dedão topou numa pedra do caminho, foi o fim. A dor ficou muito zangada e disse: Vou embora. Este homem não sabe me tratar bem.<br /> E lá se foi. Perto dali, ela encontrou uma casa muito bonita, confortável e entrou.<br /> Um homem estava largado no sofá da sala, assistindo televisão. A dor gostou de tudo que viu e se instalou no dedão do pé.<br /> Ai, gritou ele. Que coisa esquisita. Que dor terrível!<br /> Já providenciou uma almofada para acomodar o pé. Ao recolher-se para dormir, enfaixou o local e no dia seguinte, fez repouso.<br /> E no outro, e no outro.<br /> A dor adorou aquele tratamento vip e tomou uma resolução: Não saio mais daqui!<br /> * * *<br /> Quando a história terminava, eu já sabia que teria que dar conta das minhas responsabilidades.<br /> Era a forma que a freira do orfanato, onde fiquei por quatro anos, me ensinar que eu devia ser forte; que pequenas dores deviam ser suportadas e de forma alguma serem motivo para não se cumprir as obrigações.<br /> Essa atitude serviu para me tornar alguém com maior capacidade de suportar reveses e dificuldades.<br /> Quando tudo parecia conspirar contra mim e eu tinha vontade de desistir, lembrava da história da dor. E retomava a luta.<br /> * * *<br /> A dor física é sempre sinal de que algo não está bem no organismo. O bom senso nos diz que se deve procurar auxílio médico para a adequada verificação do que seja, antes que o mal avance.<br /> No entanto, pequenos incômodos levam algumas pessoas, por vezes, a logo optarem por ausências na atividade profissional e descumprimento de suas obrigações.<br /> São desculpas, fugas com vistas a se furtar ao dever.<br /> Pensemos nisso e não nos permitamos entregar por pequenas coisas.<br /> Afinal, quem aprende a bem administrar pequenas questões físicas angaria fortaleza moral para eventuais dificuldades orgânicas graves que possa vir a ter e, mesmo, fortalecimento para as dores morais que tenha que enfrentar.<br /> Pensemos nisso.</span> <div style=''text-align: right;''><span style=''font-size: small;''><em><br /> Redação do Pense Nisso com base na obra de og mandino<br /> Em 15.01.2013</em>.</span></div>

<strong> A verdade</strong><br /> <br /> <br /> Você já pensou algum dia no poder da verdade? Ou você pensa que a verdade chega sempre tarde, quando a injustiça já se consumou?<br /> Quando foi coroado rei da Pérsia, Dario mandou dar uma grande festa para todos os seus súditos, espalhados em cento e vinte e sete províncias.<br /> Terminada a festa, adormeceu, mas foi despertado pelas vozes alteradas de três rapazes que discutiam acerca do que seria a coisa mais forte do Mundo.<br /> Em vez de admoestá-los, ficou a escutá-los.<br /> Decidiram que cada um escreveria uma frase dizendo o que era a coisa mais forte e colocariam os papéis debaixo do travesseiro do rei. Pela manhã, o rei e os príncipes da Pérsia julgariam qual a opção mais sábia.<br /> No dia seguinte, na sala dos julgamentos, leu-se a primeira frase: "O vinho é o mais forte."<br /> Aquele que escrevera a frase, considerou que o vinho tem muita força. Tanta que pode transformar em tolos os homens mais grandiosos.<br /> O rei poderoso e a criança ignorante se igualam sob sua força. Coloca nuvens na memória e torna discussões sem valor porque tudo cai mesmo no esquecimento.<br /> A segunda frase dizia: "O rei é o mais forte."<br /> A justificativa do autor foi de que o rei tudo manda e é obedecido. Envia soldados à guerra, condena pessoas à morte ou lhes concede o perdão.<br /> Todos os súditos o obedecem e ele faz o que lhe agrada. É apenas um homem, mas por ele os soldados cruzam montanhas, derrubam muralhas, atacam torres e depois de conquistado o país, trazem os frutos para ele.<br /> A terceira frase afirmava: "Acima de tudo, a verdade prevalecerá."<br /> O jovem que a escreveu falou: "A verdade é mais forte que todas as coisas.<br /> O rei pode ser perverso, o vinho é perverso. Os homens podem ser maus. Todos eles perecerão. Mas a verdade é eterna.<br /> É sempre forte. Nunca morre. Tampouco é derrotada. Faz o que é justo. Não pode ser corrompida.<br /> Não necessita do respeito das pessoas para existir. É grandiosa e soberana sobre todas as coisas."<br /> E Dario julgou que o terceiro jovem era o mais sábio, dizendo-lhe que pedisse o que quisesse.<br /> O jovem era um judeu e lembrou ao rei que ele deveria cumprir a promessa de reconstruir Jerusalém.<br /> Que ele deveria reconstruir o Templo, conforme compromisso assumido no dia em que subiu ao trono.<br /> E o rei da Pérsia cumpriu a promessa.<br /> * * *<br /> Esta história se baseia em eventos descritos no Primeiro Livro de Esdras, na Bíblia.<br /> O jovem sábio judeu se chamava Zorobabel. Ele foi um líder do povo judeu na época de seu retorno do exílio na Babilônia, cerca de 520 antes de Cristo<br /> <div style=''text-align: right;''><em>Equipe de Redação do Pense Nisso com base no cap.<br /> A verdade vencerá, de Ella Lyman Cabot, de<br /> O livro das virtudes, v. I, de William J. Bennett,<br /> ed. Nova Fronteira.<br /> 12.02.2015.</em></div>

<strong> Corações congelados de amor</strong><br /> <br /> <br /> Era uma vez Cilia e George. Eles estavam apaixonados. Seu amor foi abençoado com duas meninas, Rayann e Sheela.<br /> Com esforço e dedicação, a imobiliária a que deram início, prosperou e cresceu.<br /> Tudo ia bem com a ajuda e o amor um do outro. Em certo ponto do caminho, no entanto, algo deu errado. Eles começaram a discutir sobre questões profissionais.<br /> Depois, passaram a ter desentendimentos na condução do lar. Finalmente, sobre como educar as meninas.<br /> Cilia dizia que George não a deixava crescer. Ele parecia seu pai, desejando ter sempre a última palavra, o poder de decisão.<br /> George não sabia mais o que pensar ou como agir na presença da esposa. Pelo que se lembrava, ela casara com ele porque era sempre ele que tomava as decisões.<br /> Por fim, depois de 15 anos de casamento, se divorciaram. Mas as discussões continuaram. No trabalho e sobre a educação das filhas.<br /> Quando George foi chamado, em plena madrugada, pela polícia local, porque suas filhas haviam sido presas em uma boate, alarmou-se.<br /> Elas eram menores, estavam embriagadas e a mais velha portava pequena quantidade de heroína.<br /> Nesse dia, o casal entendeu que o ônus emocional do seu desentendimento era demasiado para as meninas.<br /> Pelo bem delas, resolveram participar de um seminário de fim de semana, sobre paternidade positiva.<br /> Partiram juntos, de carro, rumo às montanhas. O trânsito estava ruim e ele decidiu ir por uma via secundária.<br /> Foram surpreendidos por uma tempestade de neve. Procurando um lugar seguro para encostar o carro, George não viu a queda fatal de 300 metros.<br /> O veículo teve o parabrisa e a janela do motorista estilhaçados. Eles estavam a 65 km da estrada principal e o carro estava enchendo de neve.<br /> Colocaram as bagagens na janela dianteira, para desviar a neve e o vento. O motor, que lhes poderia gerar calor, recusou-se a funcionar.<br /> No banco de trás, se aconchegaram. Não podiam dormir, pois estavam sem cobertores e, com o frio, poderiam congelar e morrer.<br /> Precisavam sobreviver até o amanhecer, para andar até a estrada principal, em busca de ajuda.<br /> O aconchego, o revezamento de esfregar um ao outro para aumentar a circulação e permanecerem alertas, foi lhes avivando a memória de tempos já vividos.<br /> Para não cair no sono, cantaram todas as canções que lembraram. Quando se esgotou o repertório, Cilia lembrou de recitar os votos formulados no dia do casamento.<br /> A este nobre homem prometo tudo o que sou e sempre serei para você. Eu o amarei para sempre. Cuidarei de você, mesmo quando todos lhe virarem as costas.<br /> George sentiu a torrente de amor e calor do dia em que se casara com ela.<br /> Então, recitou os seus votos: Eu a amo e prometo amá-la com toda a minha força. Eu lhe darei tudo o que é meu e tudo será nosso. Lutarei para ser seu homem e seu defensor, seu amigo durante o tempo que o sangue fluir em minhas veias. Sem você eu fico sem finalidade neste mundo.<br /> As palavras acenderam fogueiras em suas almas. Agora percebiam como precisavam um do outro.<br /> Quando amanheceu, a neve cessou, eles se deram um longo e apaixonado beijo. De mãos dadas foram em busca de ajuda, com a certeza de que estavam nesta vida, juntos...<br /> * * *<br /> Se algo não vai bem em sua relação matrimonial, dê-se um tempo para pensar. Recorde porque você se uniu ao outro.<br /> Mesmo sem tempestade de neve, ou perigo de congelamento, convide-o a rememorar os votos do dia do casamento.<br /> E redescubram, juntos, o valor da união matrimonial. Deem uma nova chance um ao outro, reacendendo a chama do amor que um dia os fez desejarem estar, para sempre, juntos.<br /> <br /> ***<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Redação do Pense Nisso, com base no cap. Corações congelados <br /> de amor, do livro Triunfos do coração, de Chris Benguhe, ed. Butterfly<br /> Em 29.03.2015.</em></div>

<span style=''font-size: small;''>SOLIDÃO VERSUS AUTOESTIMA<br /> <br /> <br /> Uma das coisas de que talvez mais tenhamos medo é a solidão.<br /> <br /> A sensação de estarmos completamente sós pode ser apavorante, a ponto mesmo de nos sujeitarmos às companhias mais maçantes para termos, ao menos, a garantia de haver alguém por perto.<br /> <br /> Há dias em que nos sentimos não apenas sozinhos, mas abandonados pelo mundo, divorciados do resto da humanidade.<br /> <br /> Em momentos assim, todos parecem ter alguma coisa divertida para fazer, um lugar aonde ir; alguém com quem conversar, rir, talvez amar — menos nós. Todos parecem ter um destino, somente nós não encontramos nosso espaço no mundo. Temos a impressão de que estamos sobrando, de que não somos importantes para ninguém — e é então que o espectro da solidão nos encurrala e apavora.<br /> <br /> O fato é que, quando nos assusta tanto ficar sozinhos, não estamos verdadeiramente satisfeitos com o que somos. Preferimos, então, qualquer companhia que não a nossa, pois parece amedrontar-nos ficar a sós em nossa própria presença.<br /> <br /> No entanto, para que alguém deseje aproximar-se de nós, é preciso que, antes, nós mesmos nos estimemos e nos tornemos nossos amigos. É preciso que reconheçamos nosso valor, que apreciemos nossas qualidades e nos sintamos bem dentro de nossa pele. É preciso percebermos que somos bons o suficiente para dispensar muletas; para não precisarmos tão desesperadamente da proximidade constante de quem quer que seja.<br /> É claro que a companhia do semelhante faz bem ao ser humano — mas o que há de tão desagradável em ficarmos, eventualmente, a sós?<br /> <br /> Será que não podemos passar um mísero dia sem ceder a essa necessidade neurótica de ter sempre alguém ao lado?<br /> <br /> Se somos tão desagradáveis a ponto de não conseguirmos tolerar nossa própria companhia, como então esperarmos que os outros desejem ficar perto de nós?<br /> <br /> Se realmente ansiamos despertar interesse e viver cercados de gente, que então mostremos uma disposição enérgica e alegre. Ficarmos a nos lamentar feito velhinhos confinados num asilo não servirá senão para afastar as pessoas ainda mais: o mundo busca a companhia dos que realizam com alegria. Aqueles que nada fazem exceto mendigar atenção são condenados à indiferença, sem nenhuma compaixão.<br /> <br /> Na verdade, não precisamos pedir ou mendigar nada a ninguém, tampouco ter medo da solidão. O fundamental é nos convencermos de nosso valor e importância; é descobrirmos o quanto podemos ser pessoas interessantes.<br /> <br /> Conquistar a atenção dos outros e despertar-lhes o desejo por nossa companhia não é mais do que mera consequência dessa descoberta. Pense Nisso.<br /> <br /> Gostou da mensagem de hoje? Acesse o nosso novo site, e ouça essa e muitas outras mensagens do Pense Nisso: centroamericafm.com.br<br /> <br /> <br /> <br /> Redação do Pense Nisso<br /> Em 10.05.2014.<br /> <br /> </span><br />