Capa de PENSE NISSO

PODCAST · 3391 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

Compartilhar

Episódios

Ordenar por:Mais recentes
Fama e Glória
23 Jan 20205:09EP 1295

Fama e Glória

FAMA E GLORIA Como já foram ainda jovens, Elvis Presley, Jim Morrison, Jimmy Hendrix, Michael Jackson, Amy Winehouse e tantos outros... Por que será que pessoas aparentemente com tudo para serem felizes caem na Depressão e abreviam a própria vida? Os seres humanos, de modo geral, estão sempre muito preocupados em alcançar o sucesso. O mundo convencionou que sucesso é o triunfo nos negócios, nas profissões, nas posições sociais, com destaque da personalidade, aplausos e honrarias. Causam impacto as pessoas que desfilam no carro do poder. Despertam inveja a juventude elegante, a beleza física, os jogos do prazer imediato. Produzem emoções fortes as conquistas dos lugares de relevo e projeção no show-bussines, na sociedade. Esse sucesso, porém, é de efêmera duração. Todos passam pelo rio do tempo e transformam-se. Risos se convertem em lágrimas... Primazias cedem lugar ao abandono... Bajulações são substituídas pelo desprezo... Beleza e juventude são alteradas pelos sinais da dor, do desgaste e do envelhecimento. O indivíduo que luta pela projeção exterior, sofre solidão, vazio, frustrações e tédio. Aquele tido pela sociedade como uma pessoa de sucesso não é, necessariamente, uma pessoa feliz. Todavia, muitos perseguem esse sucesso com sofreguidão e, para mantê-lo, desgastam-se emocionalmente, entram em depressão e procuram saídas nas drogas e acumulam desgostos. Todavia, há um outro sucesso, efetivo e duradouro, que muitos têm esquecido: é a vitória sobre si mesmo e sobre as paixões primitivas. Dessa conquista ninguém toma conhecimento. Mas a pessoa que a busca, sente-se vencedora, por dominar-se, alterando o temperamento, as emoções degradantes, e sente a paz como conseqüência. O indivíduo que experimenta o sucesso interno torna-se gentil, afável, irradiando bondade, e conquista, em profundidade, aqueles que dele se acercam. Quando, no entanto, é externo esse triunfo, a pessoa torna-se ruidosa, impondo preocupação para manter o status, chamar a atenção, atrair os refletores da fama. O sucesso sobre si mesmo acentua a harmonia e aumenta a alegria do ser, que se candidata a contribuir em favor do grupo social mais equilibrado e feliz, levando o indivíduo a doar-se. O sucesso de Júlio César, conquistador do mundo, entrando em Roma em carro dourado e sob aplausos da multidão, não o isentou do punhal de Brutus nas escadarias do Senado. O sucesso de Nero, suas conquistas e vilezas, não o impediram da morte infamante a que se entregou desesperado. O sucesso de Hitler, em batalhas cruéis nos campos da Europa e da África, não alterou a sua covardia moral, que o conduziu ao suicídio vergonhoso. O sucesso, porém, de Gandhi, fê-lo enfrentar a morte proferindo o nome de Deus. O sucesso de Pasteur auxiliou-o a aceitar a tuberculose com serenidade. O sucesso dos mártires e dos santos, dos cientistas e pensadores, dos artistas e cidadãos que amaram, ofereceu-lhes resistência para suportarem as afrontas e crueldades com espírito de abnegação, de coragem e de fé. * * * Sem ficarmos alheios ao mundo, ou abandonarmos a luta do convívio social, busquemos o sucesso - a vida correta, os valores de manutenção do lar e da família, o brilho da inteligência, da arte e do amor - e descobriremos que, nessa boa luta, teremos tempo e motivo para o outro sucesso, o de natureza interior. Pense Nisso, mas pense agora. Redação do Pense Nisso, com base no cap. 15 do livro Desperte e seja feliz, do Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal Em 07.03.2013..

Resposta Divina
22 Jan 20204:06EP 1294

Resposta Divina

RESPOSTA DIVINA Foi depois da Primeira Guerra Mundial, na Tchecoslováquia. O jovem Arão precisava sustentar a esposa e o filho recém-nascido. Ele trabalhava numa pequena loja com a mãe, mas o lucro não era suficiente para sustentar as duas famílias. Por isso, ele decidiu pensar em alguma coisa que o tornasse independente. Naquela época havia muita escassez em todos os setores. A indústria de couros era uma delas. Era muito difícil encontrar sapatos bons e resistentes. Eles eram fabricados com papelão e papel e não duravam muito. O jovem Arão logo concluiu que aquele era um ramo a ser explorado. Um empreendimento no setor de calçados lhe permitiria sustentar com dignidade a família. Tomou emprestado uma quantia muito grande de dinheiro de amigos, vizinhos e parentes. Foi até a grande cidade e voltou com quinhentos pares de calçados militares fortes, resistentes. Enorme foi seu desespero ao abrir as caixas e descobrir que fora enganado. O negociante lhe vendera mil pés direitos. Retornou à cidade, procurou o negociante e não o encontrou. Parecia que ele nunca tinha existido. Arão voltou para sua casa e começou a chorar. A esposa o abraçou e disse: Não desista. Por fim, ele procurou um homem sábio que lhe falou para que ele fosse ao templo e orasse. Que recitasse salmos. Tivesse fé. Deus o ajudaria. Arão obedeceu. Durante vários dias chorou e rezou, concentrado em seus tormentos. Os amigos e a esposa o vinham ver, lhe traziam alimento que ele engolia sem prestar atenção. E continuava a orar e chorar. Até que um estranho entrou no templo e também começou a soluçar. Depois a gritar, tão grande era o seu desespero. Arão pareceu despertar da sua dor e foi se sentar ao lado do desconhecido. Bem-vindo, disse. Sinto compaixão do seu sofrimento. Posso ajudar? Ninguém pode me ajudar. Peguei muito dinheiro emprestado e comprei mercadoria para começar um negócio. Pobre de mim. O negociante me enganou e me vendeu mil sapatos para o pé esquerdo! O estranho pousou os olhos vermelhos de chorar nos olhos de Arão e viu que um brilho alegre dançava neles. Meu querido amigo! - Disse Arão. Tenho ótimas notícias para você. O estranho e Arão juntaram os pares de sapatos, que combinavam direitinho, os venderam e ganharam uma grande quantidade de dinheiro. * * * O conselho somente terá valor se estiveres disposto a segui-lo. Quando estejas com dificuldade em qualquer assunto, recorre a uma pessoa mais experiente, melhor equipada, pedindo-lhe ajuda e orientação. Todavia, não leves a tua própria opinião, tentando provar que é a verdadeira. Ouve com cuidado. Reflexiona. Depois, toma a decisão que te pareça a mais acertada. Examina tudo, dizia o Apóstolo Paulo, e retém o que é bom. Redação do Pense Nisso, com base em história do livro Pequenos milagres, v. 2, de Yitta Halberstam e Judith Leventhal, ed. Sextante e pensamentos do cap. LXXXVII do livro Vida feliz, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal. Em 01.03.2013.

O Rico Vigilante
21 Jan 20204:08EP 1293

O Rico Vigilante

O RICO VIGILANTE O desejo de ser rico é bastante comum. Em geral, ele se origina do egoísmo e da vontade de gozar dos bens do mundo em regime de ócio e saciedade. Mas há quem o justifique com a ideia de dar conforto e segurança para os seus. A respeito desse sonho tão comum, há uma narrativa bem esclarecedora. Conta-se que um homem honrado animou-se com o propósito de enriquecer para beneficiar sua família. Aflito por alcançar seus fins, envolveu-se em várias empresas. Por vinte anos consecutivos, ajuntou moeda sobre moeda, formando o patrimônio de alguns milhões. Quando se deu por satisfeito, reconheceu que todos os quadros da própria vida se haviam alterado. O lar, dantes simples e alegre, adquirira feição sombria. A esposa fizera-se escrava de mil obrigações destinadas a matar o tempo. Os filhos cochichavam entre si a respeito da herança que a morte do pai lhes reservaria. Os vizinhos, acreditando-o completamente feliz, cercaram-no de inveja e ironia. Os negociantes visitavam-no a cada instante, propondo-lhe transações criminosas ou descabidas. Servidores o bajulavam, com declarado fingimento, quando ao lado de seus ouvidos. Em razão de tantos distúrbios, era compelido a transformar a residência em uma fortaleza. Sobrava-lhe tempo, agora, para registrar as moléstias do corpo, cada vez mais presentes. Em poucas semanas de observação, concluiu que a fortuna trancafiada no cofre era motivo de crises sem fim. A partir daí, passou a libertar suas enormes reservas. Junto dele, amigos e vizinhos passaram a ter as bênçãos do serviço e do bom ânimo. Desde o primeiro sinal de semelhante renovação, a esposa fixou-o com estranheza e revolta. Os filhos odiaram-no e os próprios beneficiados o julgaram louco. Todavia, o milionário vigilante passou a possuir no domicílio um santuário aberto e alegre. * * * Essa história pitoresca simboliza a necessidade do equilíbrio na vida humana, em especial no que tange aos bens materiais. Toda riqueza que corre, à maneira das águas cristalinas da fonte, é uma bênção viva. Já a riqueza em inútil repouso converte-se em poço venenoso de água estagnada. Não há lógica em querer um rio inteiro, quando um simples copo de água pode saciar a sede. Os bens do mundo são instrumentos e não a finalidade do existir. Qualquer que seja a posição do homem, ele enfrenta problemas e desafios. Na busca de bens cada vez mais vastos, não compensa esquecer a essência do existir. Família, amigos e a própria dignidade constituem o tesouro mais importante que se pode ter. Pense nisso.Mas Pense Agora Redação do Pense Nisso, com base no cap. 21, do livro Jesus no lar, pelo Espírito Neio Lúcio, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb. Em 01.03.2013.

Conjugando Esforços
20 Jan 20205:14EP 1292

Conjugando Esforços

CONJULGANDO ESFORÇOS O BRASIL É UM PAÍS COM MUITAS DIFICULDADES EM VÁRIOS CAMPOS E ISSO NÃO É NOVIDADE PARA NÓS, BRASILEIROS. FALA-SE DAS DIFICULDADES NA ÁREA DA EDUCAÇÃO, DA SAÚDE E DO TRANSPORTE PUBLICO. TODAVIA, ESSAS QUESTÕES NÃO DIZEM RESPEITO SOMENTE AOS GOVERNOS E SIM À SOCIEDADE COMO UM TODO, JÁ QUE SÃO DE INTERESSE GERAL. AS DIFICULDADES QUE SE APRESENTAM NA VIDA DE UM PAÍS SÃO PARA SEREM SUPERADAS E NÃO PARA SEREM LAMENTADAS PASSIVAMENTE. ASSIM SENDO, AO INVÉS DE CRUZARMOS OS BRAÇOS , SERIA MAIS SENSATO SE CONJUGÁSSEMOS ESFORÇOS COM VISTAS A SUPERAR OS OBSTÁCULOS. ALGUMAS EMPRESAS, GERIDAS POR CIDADÃOS CONSCIENTES, JÁ ESTÃO CONTRIBUINDO NESSE SENTIDO. SE NÃO PODEM RESOLVER TODOS OS PROBLEMAS RESOLVEM UMA PARCELA DELES, CRIANDO OPORTUNIDADES PARA QUE SEUS FUNCIONÁRIOS TENHAM ACESSO À INSTRUÇÃO E À SAÚDE. PESSOAS DESEMPREGADAS CONJUGAM ESFORÇOS E ABREM PEQUENAS EMPRESAS COM DIVISÃO DE LUCROS. NÃO É MUITO, DIZEM, MAS DÁ PARA SUPERAR A CRISE. MÉDICOS, CONSCIENTES DOS SEUS DEVERES DE CIDADÃO, ATENDEM UM NÚMERO DE PESSOAS CARENTES POR SEMANA, SEM ACARRETAR PREJUÍZOS NO SEU ORÇAMENTO. SE, COMO CIDADÃOS, NÃO PODEMOS FAZER NADA INDIVIDUALMENTE, BUSQUEMOS UMA INSTITUIÇÃO FILANTRÓPICA SÉRIA E OFERTEMOS A NOSSA AJUDA. E ESSA AJUDA NÃO É APENAS FINANCEIRA MAS DE ARREGAÇAR AS MANGAS E PÔR MÃOS À OBRA. SE TODOS OS PROFISSIONAIS QUE ESTUDARAM EM UNIVERSIDADES PÚBLICAS, DE GRAÇA, RESOLVESSEM DAR SUA CONTRIBUIÇÃO ESPONTÂNEA A BENEFÍCIO DA SOCIEDADE EM QUE VIVEM, EM POUCO TEMPO ESSA SOCIEDADE ESTARIA MODIFICADA PARA MELHOR. MAS, TUDO ISSO DEPENDE DE UMA TOMADA DE CONSCIÊNCIA POR PARTE DE CADA INDIVÍDUO. QUANDO CADA CIDADÃO CONJUGAR ESFORÇOS PARA MELHORAR O MUNDO À SUA VOLTA, PENSANDO NO CONJUNTO E NÃO COMO UM ESPECTADOR PASSIVO, A SOCIEDADE TERÁ NOVOS E BELOS COLORIDOS. E, NESSA SOCIEDADE, O ANALFABETISMO NÃO TERÁ VEZ. A SAÚDE DE CADA UM SERÁ PRESERVADA POR TODOS. A EDUCAÇÃO TERÁ PRIMAZIA, UMA VEZ QUE UMA SOCIEDADE BEM EDUCADA É MELHOR QUE OUTRA APENAS INSTRUÍDA. E, POR ESSAS RAZÕES, A VIOLÊNCIA BATERIA EM RETIRADA, POR FALTA DE AMBIENTE. A CORRUPÇÃO NÃO ENCONTRARIA CAMPO PARA PROLIFERAR, POR FALTA DE CORRUPTORES. TALVEZ VOCÊ DIGA QUE ISSO TUDO NÃO PASSA DE UTOPIA, MAS SÓ O SERÁ ENQUANTO NÓS CONTINUARMOS A CRITICAR DE BRAÇOS CRUZADOS. DEVEMOS EXIGIR ESCOLAS, HOSPITAIS E TRANSPORTE PUBLICO, NOS MESMOS PADRÕES QUE NOS SÃO EXIGIDOS PARA SEDIAR UM EVENTO ESPORTIVO. MAS DEVEMOS, COM BOM SENSO E ORDEM, LUTAR CONTRA A MAIOR CRISES DE TODAS: A CRISE MORAL. SIM, OS PROTESTOS QUE HOJE VEMOS, SÃO SALUTARES E JUSTOS. PORÉM, DEVEMOS LEMBRAR, QUE MUITOS QUE PROTESTARAM DÉCADAS PASSADAS PELOS MESMOS MOTIVOS, SÃO OS MESMOS QUE HOJE MANCHAM A NOSSA AMADA PÁTRIA COM DESVIOS DE VERBAS, LAVAGEM DE DINHEIROS E OUTRAS NEGOCIATAS. SIM, VAMOS PROTESTAR, MAS VAMOS TAMBÉM CONJUGAR ESFORÇOS PARA NÃO COMETERMOS OS MESMO ERROS DAQUELES QUE NOS ANTECEDERAM. NÃO BASTA SAIRMOS AS RUAS E PROTESTARMOS, TEMOS SIM, QUE SAIR A CAMPO E FAZER A NOSSA PARTE, COM TRABALHO SOLIDARIO E FRATERNO. E NÓS QUE DESPERTAMOS PARA OS NOSSOS DIREITOS, DEVEMOS TAMBÉM DESPERTAR PARA AS NOSSAS OBRIGAÇÕES.APROVEITEMOS ENTÃO, PARA MUDAR AS NOSSAS ATITUDES. VAMOS PROTESTAR PARA QUE PAREMOS DE FURAR A FILA. DE ESTACIONAR EM LUGAR PROIBIDO.DAR PRIORIDADE AOS IDOSOS. NÃO JOGAR LIXO NA RUA. NÃO DIRIGIR DEPOIS DE CONSUMIR BEBIDA ALCOOLICA. ENFIM, VAMOS PROTESTAR PARA QUE PAREMOS COM O JEITINHO BRASILEIRO. E NÃO PODEMOS ESQUECER QUE, AO LADO DE QUALQUER DIREITO, HÁ TAMBÉM UM DEVER. AMBOS DEVEM ANDAR SEMPRE JUNTOS PARA SEREM LEGÍTIMOS. PENSE NISSO, MAS PENSE AGORA!

Planete Terra, nossa breve passagem
18 Jan 20204:21EP 1291

Planete Terra, nossa breve passagem

PLANETA TERRA, NOSSA BREVE PASSAGEM A expressão Estou só de passagem, ao se referir à vida física, atesta que a pessoa tem convicção imortalista. Ela sabe que é breve sua passagem pelo planeta. Mesmo que chegue aos cem anos, se considerar a eternidade, é um lapso temporal breve. A pessoa, que assim se expressa, manifesta a convicção de quem tem os olhos postos no futuro. Vive no mundo, mas com a inabalável certeza de que sua preocupação deve ser com o Espírito imortal, esse que sobreviverá à morte corporal. Se isso é louvável, um detalhe, no entanto, não pode ser esquecido. É que a vida corporal é etapa imprescindível ao progresso do Espírito. É na carne que se experimentam as provas. É nas vicissitudes da vida que o Espírito cresce, utilizando sua inteligência e criatividade, para superar transtornos e desafios. Isso nos diz que os mundos materiais são importantes. São moradas, estâncias, onde o Espírito se reveste de carne e habita. E progride. Dessa forma, há que se considerar o que estamos fazendo com o planeta, enquanto nos encontramos somente de passagem. O que estamos fazendo com nossa morada, lar, escola e algumas vezes, hospital? Estamos auxiliando na sua conservação ou somos dos que não nos preocupamos com coisa alguma porque logo estaremos partindo? Seria importante nos perguntarmos se estamos colaborando com as medidas de sustentabilidade do planeta. Coisas simples, como diminuir o impacto ambiental, substituindo plástico por outros materiais menos agressivos ao meio ambiente. É de nos indagarmos se somos dos que, a cada vez que nos servimos de água, nos bebedouros do escritório, da empresa, apanhamos um novo copo plástico. Já nos preocupamos com o meio ambiente e temos nosso próprio copo de vidro, para uso particular, no local de trabalho? Ou, ao menos, nos servimos de um único copo plástico, durante todo o dia? Lembramos de utilizar a impressão de documentos, artigos e tudo o mais, somente quando imprescindível, poupando árvores? Recordamos de utilizar a folha de papel de ambos os lados? De reutilizar papel escrito em uma só face, transformando-o em bloco de anotações ou lembretes? Preocupamo-nos com a separação do lixo orgânico do lixo reciclável? São coisas pequenas, mas que têm muita importância. Não podemos nos esquecer que estamos de passagem, mas nossos filhos, netos, quanto tempo mais terão sobre a Terra? E, além disso, um detalhe importante: para aqueles que acreditamos na reencarnação, deveremos retornar em algum momento. Já pensamos em como desejamos encontrar o planeta, nesse retorno? O que fazemos reflete no todo. E não nos preocupemos com os que não colaboram. Poderão aprender com nosso exemplo. Enquanto isso, sejamos como a ave que, levando gotas de água em suas asas, tenta apagar o incêndio na floresta. Em resumo: façamos nossa parte. A propósito, já plantamos uma árvore, em nossa vida? Semeamos um jardim? Pensemos nisso.

Agir ou Reagir
15 Jan 20205:15EP 1288

Agir ou Reagir

AGIR OU REAGIR É possível ser “easy” o tempo todo? É possível sempre levar tudo de boa? Embora considere um sinal de sabedoria não jogar tempero em cima de problemas menores nem supervalorizar pequenos imprevistos, pequenas alfinetadas, creio que nem sempre a gente consegue segurar a onda. Nem sempre a gente consegue respirar fundo antes de soltar um comentário maldoso ou sentir um forte incômodo pela situação vivida. Estamos cercados constantemente por pessoas e circunstâncias. A nossa paciência é posta à prova diariamente, nas mais variadas situações cotidianas, desde pegar um transporte público lotado às sete da manhã até conviver com pessoas que nos desagradam. Passamos por imprevistos que incluem desde um pequeno atraso por conta do trânsito até a necessidade de engolirmos a nossa opinião para não ferir as pessoas, até o ponto de fingir que certas atitudes não magoam tanto assim para manter a paz no ambiente de trabalho, no ambiente familiar , entre os amigos , entre parceiros amorosos. Me parece que sublimar algumas frustrações e ofensas é bastante salutar para a vida. Por outro lado, segurar tudo na garganta, não expressar as emoções, não falar a respeito do que nos fere pode ser um bom começo para o acúmulo nocivo de mágoas que começam pequenas e desimportantes, mas que vão ganhando corpo com o decorrer do tempo. Não digo que devemos botar tudo em discussão, que devemos debater cada mínimo detalhe da relação. Debater o tempo todo por tudo pode ser bem desgastante. Pode ampliar problemas insignificantes. Porém, nunca conversar sobre nada, nunca tentar aparar arestas, pode gerar um desinteresse pela relação, pode gerar um sentimento de que nada pode ser transformado para algo melhor, mais significativo. Sim, nem tudo deveria ser debatido, mas quando uma questão realmente nos incomoda e nos faz perder um pouco da vontade de estar junto, me parece importante conversar a respeito. Nem sempre conseguimos ser compreensivos. Nem sempre conseguimos relevar, passar por cima, deixar para lá. Nem sempre conseguimos ser “easy. Por mais que seja importante exercitar a paciência, forte qualidade de pessoas emocionalmente maduras, nem sempre é possível ficar de boa com tudo. Sim, a vida tem um lado pesado, querendo ou não aceitá-lo. Se , por um lado, não é saudável fazer uma guerra por tudo, por outro, me soa estranho achar tudo normal, não se indignar com nada , concordar com tudo. Me soa estranho não nos sentirmos abalados por nada nem ninguém. Quando nada nos afeta é porque estamos com as emoções amortecidas. Estamos impregnados pela indiferença. Claro, devemos ter uma ação diante de uma injustiça. Mas, nunca uma reação que cause o mesmo efeito. O grande desafio é deixar de reagir, escolhendo o agir, que gerará sempre melhores resultados, posto que é fruto do equilíbrio e da reflexão. E a transformação do nosso comportamento acontecerá paulatinamente e será o resultado da disciplina no pensar, que gera o hábito da reflexão, culminando pelo desarmar de nossas atitudes. Portanto, já não mais vítima das palavras rudes, do comportamento infeliz ou da atitude impensada. Que a análise e reflexão de nossas atitudes possam fazer com que, aos poucos, a reação ceda lugar a ações, pautadas em um comportamento de paz, lucidez e fraternidade. * * * Quando reagimos, revidando ofensas, agressões, descuidos alheios, passamos a sintonizar com quem as produziu. A partir daí, mantemos uma interdependência psíquica, que nos aprisiona em nuvens mentais de sentimentos malsãos, que somente nos prejudicam, física e espiritualmente. Optemos sempre pela ação ponderada e gozemos de saúde, de tranquilidade, vivendo sem sintonia com aqueles que ainda transitam pelas faixas da inconsequência ou da maldade. Façamos isso e nos sentiremos leves, felizes, plenificando-nos com as celestes bênçãos.

Nada tocando
PENSE NISSO
0:00
0:00