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PODCAST · 3391 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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Julgamento Apressado
19 Fev 20203:25EP 1319

Julgamento Apressado

Julgamento apressado Dr. William Parker, médico cirurgião, entrou apressado no hospital depois de ser chamado para uma cirurgia de emergência. Ele respondeu ao chamado, o mais rápido possível, mudou de roupas e foi diretamente para o bloco cirúrgico. Ele encontrou o pai de um menino que sofrerá uma queda do quarto andar do edifício onde morava, indo e vindo na sala de espera do médico. Depois de vê-lo, o pai gritou: "Por que você tomou todo esse tempo para vir, não sabia que a vida de meu filho está em perigo... você não tem senso de responsabilidade??" O médico sorriu e disse: "Desculpe, eu não estava no hospital e eu vim o mais rápido que pude depois de receber a chamada... E agora, eu gostaria que você se acalmasse para que eu possa fazer o meu trabalho" "Me acalmar? E se fosse seu filho quem estivesse nesta sala agora, você estaria calmo? Se o seu filho fosse agora o que estivesse morrendo?" Disse o pai irritado O médico sorriu novamente e respondeu:. "Eu vou dizer o que disse Jó na Bíblia "Do pó viemos e ao pó voltaremos, bendito seja o nome de Deus" Os médicos não podem prolongar a vida. Vou interceder por seu filho, vamos fazer todo o possível pela graça de Deus " "Dar conselhos é tão fácil, né doutor?Você não esta vivendo o meu drama!", praguejou o pai. Dr Parker, ficou em silêncio.Seus olhos fitaram o infinito por alguns segundos, pedindo força e entendimento para aquele momento tão angustiante. A cirurgia foi complicada, o menino teve duas paradas cardíacas, mas o médico se manteve com as mãos firmes nos procedimentos complexos de alto risco.A sua equipe igualmente competente, não media esforços para ajudar a salvar a vida daquela criança tão preciosa. A cirurgia levou algumas horas, e finalmente a vitoria. Dr. William chegou ao pai do menino e disse: - “Graças a Deus! Seu filho está salvo!" E sem esperar por uma resposta do pai, com muita pressa olha para o relógio e sai em disparada. Ao mesmo tempo que vai, ele disse: "Se você tiver alguma dúvida, pergunte a enfermeira!" "Por que é tão arrogante? Não podia esperar mais alguns minutos para eu pedir mais informações sobre o estado do meu filho" E a enfermeira, cheia de lágrimas pelo seu rosto: "O filho do Dr. morreu ontem em um acidente de estrada, o médico estava no seu velório, quando você chamou para realizar a cirurgia do SEU FILHO. E agora que ele salvou a vida do seu filho, ele corre para sepultar o filho dele." Não julgue as pessoas, você não sabe qual é a realidade delas... Nunca julgue ninguém, porque você nunca sabe nada sobre a vida dessa pessoa e o que está acontecendo na vida dela. Aprendamos a ter olhos compassivos, olhos que descobrem o bem. Olhos que veem as coisas positivas, sem julgamentos equivocados e precipitados. Pense Nisso, mas pense agora!

Ser Transparente
18 Fev 20204:11EP 1318

Ser Transparente

SER TRANSPARENTE Às vezes, nos perguntamos por que é tão difícil ser transparente. Costumamos acreditar que ser transparente é simplesmente ser sincero e não enganar os outros. No entanto, é muito mais do que isso. É ter coragem de se expor, de ser frágil, de chorar, de falar do que sentimos. É desnudar a alma, deixar cair as máscaras e baixar as armas. É destruir os imensos e grossos muros que insistimos tanto em levantar e permitir que toda a nossa doçura aflore, desabroche e transborde. Infelizmente, quase sempre, a maioria de nós decide não correr esse risco. Preferimos a dureza da razão à leveza que exporia toda a fragilidade humana. Preferimos o nó na garganta às lágrimas que brotam da profundeza do nosso ser. Preferimos nos perder na busca insensata por respostas imediatas a simplesmente nos entregar diante de Deus e admitir que não sabemos todas as respostas, que somos frágeis, que temos medo. Por mais doloroso que seja construir uma máscara que nos distancia cada vez mais do que realmente somos e de Deus, preferimos manter uma imagem que nos dê a sensação de proteção. E vamos nos afogando mais e mais em atitudes, palavras e sentimentos que não condizem com o nosso verdadeiro eu. Não porque sejamos pessoas falsas, mas porque nos perdemos de nós mesmos e já não sabemos onde está nossa brandura, nosso amor mais intenso. Com o passar dos anos, um vazio escuro nos faz perceber que já não sabemos oferecer e nem pedir aos que nos cercam o que de mais precioso temos a compartilhar: a doçura, a compaixão e a compreensão. Muitas vezes sofremos e nos sentimos sós, imensamente tristes e choramos sozinhos, num silêncio que nos remete à saudade de nós mesmos. Saudade daquilo que pulsa e grita dentro de nós e que não temos coragem de mostrar àqueles que nos querem bem e que nos amam. Aprendemos que nos mostrar com transparência é sinal de fraqueza, é ser menos do que o outro. Na verdade, se agíssemos deixando que a nossa razão ouvisse o nosso coração, poderíamos evitar muita dor. Ao partilhar as dores com os nossos afetos, tenhamos a certeza que elas serão abrandadas, pois dividir as angústias, medos e aflições, as torna menores. Quando partilharmos as alegrias, estaremos fazendo felizes também aqueles a quem estimamos, pois a alegria dos amigos é nossa também. Expor a nossa fragilidade aos amigos e amores jamais será sinal de fraqueza. Procuremos, pois, de forma equilibrada, não prender tanto o choro, não conter a demonstração da alegria, não esconder tanto o nosso medo e nossas aflições. Enfim, abandonemos essa ideia de desejarmos parecer tão invencíveis. Pense Nisso, mas pense agora.

Você lembrará
17 Fev 20203:44EP 1317

Você lembrará

VOCÊ LEMBRARÁ Quando os cabelos nevados lhe aureolarem a face... Quando os dias se fizerem frios, porque a gélida solidão faz presença ao seu lado... Quando seus dias se fizerem de insistente saudade, você lembrará... Lembrará das tardes quentes, quando levava a passear os pequenos e havia risos de alegria, lambuzeira de sorvete e pipocas espalhadas pelo carro. Recordará das brincadeiras dos meninos, usando a mangueira do jardim para se molharem uns aos outros. Lembrará de sua voz recomendando menos bagunça, economia de água, de energia elétrica... Lembrará das mãos pequeninas que mexiam em sua orelha, enquanto os olhinhos tentavam se fechar, entregando-se ao sono. Lembrará do ursinho de pelúcia, de olhos grandes, deixado no banco de trás de seu carro, acompanhando-o em viagem de negócios, em visitas a clientes. O ursinho que ficava ali, sempre à disposição, aguardando o retorno de seu dono, ao final do dia. Lembrará do lanche da tarde, das visitas inesperadas portando sorrisos e flores; das festas surpresas nos aniversários; das cartas que chegavam com perfume de lembrei de você; das viagens com os amigos; dos amores, dos afagos, das lágrimas de emoção e contentamento. Você lembrará... Tudo passará no caleidoscópio das memórias, trazendo-lhe ao coração ternura e saudade. * * * Pense nisso, nos dias que vive e aproveite ao máximo o alimento do afeto, da presença, da alegria. Mantenha a aparência jovial, embora o tempo teime em lhe colocar fios de prata nos cabelos e rugas na face. Conserve o sorriso espontâneo e claro, mesmo que a alma esteja em trajes de luto. Memorize os momentos felizes e arquive tudo no canto mais privilegiado de sua mente. Não esqueça nenhum detalhe: o dia cheio de luz ou a chuva insistente; as roupas coloridas, o boné levado pelo vento; os risos, o machucado, o aconchego dos pequenos em seu colo; o adormecer cansado em seus braços, após as horas de corrida e travessuras pelo parque; o cheirinho de bebê, o perfume do xampu, os cabelos escovados ou despenteados, rebeldes, jogados aos ombros. Observe tudo. Grave tudo. Um dia, quando a solidão se sentar ao seu lado, esses detalhes, essas pequenas-grandes coisas lhe farão companhia. Você as retirará, uma a uma, do baú de memórias e alimentará as suas horas, para continuar a ser feliz, como hoje o é. E talvez nem se dê conta do quanto é feliz. Preparando a felicidade do seu amanhã, você acabará por descobrir, ainda hoje, o quanto é feliz. Pense nisso... E aja agora.

Violentar-se não é vencer
15 Fev 20202:23EP 1316

Violentar-se não é vencer

VIOLENTAR-SE NÃO É VENCER Certas passagens da vida têm o poder de nos desgostar de tal forma que somos levados, ao menos por algum tempo, a medir todas as pessoas e acontecimentos por aquela desilusão. E a maneira que às vezes encontramos de nos prevenir de novas decepções é nos convencermos de que o mundo é um lugar horrível, e todas as pessoas, sem exceção, são malvadas e mal-intencionadas. Assumimos, então, uma atitude defensiva. Paramos de mostrar os dentes e fechamos a cara. Se alguém ameaça despertar em nós alguma emoção positiva, já lembramos o tombo do passado e endurecemos o coração. Nem adianta tentar: ninguém mais vai nos fazer de bobos. Ficamos convencidos de que, ao nos fecharmos dessa forma, sufocando nossos melhores sentimentos, colocamo-nos a salvo do mal e derrotamos, num duelo imaginário, o mundo cruel. Mas será que nos podemos considerar vitoriosos, quando nos permitimos transformar em coisa semelhante àquilo que nos desgosta e decepciona? Será que podemos nos considerar vitoriosos, quando permitimos que as decepções sofridas nos encham a alma de amargura e arrasem nossa fé no semelhante e na vida? Ou o vencedor, na verdade, será o mundo cruel que tanto condenamos, quando nos curva a espinha, converte-nos em seus aliados e sufoca aquilo que temos de mais humano? Que tenhamos, neste novo dia, discernimento para identificar o perigo e dele nos proteger. Mas que não nos tornemos descrentes e amargos na tentativa de fugir ao sofrimento: seria como saborear uma vitória falsa, inútil e sem sentido. Pois não existe vitória sem felicidade. E a verdade é que ninguém pode ser feliz neste mundo quando perde a esperança...

Coisas feitas pelo coração
14 Fev 20204:30EP 1315

Coisas feitas pelo coração

COISAS FEITAS PELO CORAÇÃO Já dizia mestre Renato Russo: "Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração?". Faço desta breve estrófe de uma linda canção a minha deixa para começar este texto. Sei que o amor representado por esta música é entre um casal chamado Eduardo e Mônica, mas eu gostaria de compor este texto não somente com esta forma de amor, mas com as várias outras que conheço e que fizeram com que o final de semana que vivi se tornasse mágico. Digo, e talvez eu repita umas tantas vezes, que o amor é um entrave eloquente no meio de todas as situações que nos envolvem. E sei ele é sim um fator que enlouquece quando estamos falando de amor conjugal, aquele entre um casal. Mas posso dizer que quando tratamos de amor em relação as pessoas que compõem nossa família, o amor em relação ao nossos amigos e o amor por aqueles que nós nem mesmo conhecemos, o amor se torna apenas o aditivo essencial. Sempre aconteceram para mim situações inusitadas em todos os sentidos da minha vida (ás vezes acho até que tenho um imã pra atrair isso, sério). E em todas elas alguma forma de amor se fez presente. E por conta desta também me faço lembrar da frase do começo deste texto, pois tanto amor nos envolve e tantas situações inesperadas e recheadas de amor também nos envolvem que é incrível as artimanhas que este - o amor - pode possuir ou criar. De repente você está lá, sentado, lendo o horóscopo do dia, constatando que nada muito interessante iria acontecer em seu céu astral semanal e, opa, a surpresa surge na porta de casa. Ou talvez não na porta, mas no celular. Consequência do amor - aquele que sempre acaba vencendo qualquer batalha e aquele que sempre acaba te pregando peças. E na situação você realmente pensa: Será que existe razão por trás destas artimanhas feitas pelo coração? Você encontra seus amigos à noite e percebe o quanto é fácil se divertir e gravar o dia na memória, sente como o momento vivido com eles foi digno de ser marcado no calendário dos melhores momentos. E talvez para ser um final de semana completo, o sono também chegou tarde. Tarde do jeito que você foi dormir no horário em que os primeiros raios solares de um novo dia estavam adentrando pela janela. A verdade é que a mistura de acontecimentos de um sábado não poderiam ter sido absorvidas por completo com tão pouco tempo. E ainda em um final de domingo, é claro que o seu estado físico é consequência de um final de semana agitado, e sua família acaba sendo seu alicerce de sempre, ouvindo as histórias que você viveu fora de casa. Mas como nada pode ser perfeito, você acaba ouvindo algo que não gosta, pois mais uma vez compreende que nem todas as pessoas que te cercam compartilham dos sonhos que você tem e nem todas as pessoas são sonhadoras como você consegue ser. O amor, ali, fez falta. Mas você sabe que o mesmo amor que Renato Russo já predicava será capaz de, um dia, arrumar qualquer coração machucado. Apesar de nada poder ser perfeito, sempre conseguirei saber o brilho em meus olhos e o amor existente quando um bebê com pouco mais de 3 meses de idade em meu colo é colocado. E com um final de noite de domingo, também em um bebê tão lindo e no olhar de uma mãe tremendamente amorosa com seu filho, eu encontro a pergunta: E Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração?

Um adversário a altura
13 Fev 20202:21EP 1314

Um adversário a altura

UM ADVERSÁRIO À ALTURA Quando enfrentamos um poderoso inimigo, seja ele uma circunstância ou uma pessoa, nossa primeira reação é pensar nele o tempo inteiro; insultá-lo, em voz alta ou em pensamento, pois a raiva e a indignação acabam, nessas horas, falando mais alto que o bom senso e a razão. Mal percebemos que cada palavra de ressentimento, cada pensamento sombrio que invade nossa mente nada mais são do que energia que roubamos de nossa já escassa resistência e entregamos a nosso adversário. E por não termos essa consciência, é que, muitas vezes, não entendemos por que nos sentimos cada vez mais vulneráveis, enquanto nosso inimigo parece mais poderoso a cada minuto. É que, sem nos darmos conta, nós o estamos ajudando a se fortalecer, dando-lhe de graça o que precisaríamos estocar para combatê-lo; alimentando-o ao invés de fragilizá-lo. Seja o que for o inimigo que te oprime — uma pessoa, uma lembrança, uma situação — não prossigas, estupidamente, injetando-lhe vitaminas e dando-lhe de comer. O alimento, guarda-o para ti. Cada vez que seguras um insulto, que desvias a atenção do ressentimento inútil, conservas a energia que te permitirá dar a volta por cima. Se teu inimigo te maltrata e te oprime — seja ele uma circunstância ou uma pessoa — não lhe concedas o gostinho de uma lágrima nem admitas tua dor. Pois teu inimigo não cairá se te queixares: para cair, ele precisa de sua força pautada no amor, na fé e na resignação. E, com plena consciência de teu verdadeiro poder, acorda, liberto do medo, respirando o ar puro desta nova, linda, bem-vinda e maravilhosa manhã!

UM ADVERSÁRIO À ALTURA
13 Fev 20202:21EP 1313

UM ADVERSÁRIO À ALTURA

UM ADVERS&Aacute;RIO &Agrave; ALTURA<br /> <br /> <br /> Quando enfrentamos um poderoso inimigo, seja ele uma circunst&acirc;ncia ou uma pessoa, nossa primeira rea&ccedil;&atilde;o &eacute; pensar nele o tempo inteiro; insult&aacute;-lo, em voz alta ou em pensamento, pois a raiva e a indigna&ccedil;&atilde;o acabam, nessas horas, falando mais alto que o bom senso e a raz&atilde;o.<br /> <br /> Mal percebemos que cada palavra de ressentimento, cada pensamento sombrio que invade nossa mente nada mais s&atilde;o do que energia que roubamos de nossa j&aacute; escassa resist&ecirc;ncia e entregamos a nosso advers&aacute;rio. E por n&atilde;o termos essa consci&ecirc;ncia, &eacute; que, muitas vezes, n&atilde;o entendemos por que nos sentimos cada vez mais vulner&aacute;veis, enquanto nosso inimigo parece mais poderoso a cada minuto.<br /> <br /> &Eacute; que, sem nos darmos conta, n&oacute;s o estamos ajudando a se fortalecer, dando-lhe de gra&ccedil;a o que precisar&iacute;amos estocar para combat&ecirc;-lo; alimentando-o ao inv&eacute;s de fragiliz&aacute;-lo. <br /> <br /> Seja o que for o inimigo que te oprime &mdash; uma pessoa, uma lembran&ccedil;a, uma situa&ccedil;&atilde;o &mdash; n&atilde;o prossigas, estupidamente, injetando-lhe vitaminas e dando-lhe de comer.<br /> <br /> O alimento, guarda-o para ti.<br /> <br /> Cada vez que seguras um insulto, que desvias a aten&ccedil;&atilde;o do ressentimento in&uacute;til, conservas a energia que te permitir&aacute; dar a volta por cima.<br /> <br /> Se teu inimigo te maltrata e te oprime &mdash; seja ele uma circunst&acirc;ncia ou uma pessoa &mdash; n&atilde;o lhe concedas o gostinho de uma l&aacute;grima nem admitas tua dor. Pois teu inimigo n&atilde;o cair&aacute; se te queixares: para cair, ele precisa de sua for&ccedil;a pautada no amor, na f&eacute; e na resigna&ccedil;&atilde;o. <br /> <br /> E, com plena consci&ecirc;ncia de teu verdadeiro poder, acorda, liberto do medo, respirando o ar puro desta nova, linda, bem-vinda e maravilhosa manh&atilde;!<br /> <br /> <div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> Em 22.08.2013.</em></div> &nbsp;

O DIA QUE EU PAREI DE DIZER ANDA LOGO
12 Fev 20206:11EP 1312

O DIA QUE EU PAREI DE DIZER ANDA LOGO

Quando você leva uma vida distraída, cada minuto precisa ser contabilizado. Parece que você está sempre riscando alguma coisa da lista, olhando para uma tela ou correndo para o próximo compromisso. E por mais que tente dividir seu tempo e atenção de um jeito ou de outro, por mais deveres que tente equilibrar ao mesmo tempo, o dia nunca dura o suficiente para correr atrás do prejuízo, não é mesmo caro ouvinte? Ouça a historia da professora norte-americana Rachel(pronuncia-se “reitchel”) Macy. Conta ela: Durante dois anos a minha vida foi de extrema correria. Meus pensamentos e minhas ações eram controlados por alertas eletrônicos, toques de celular e agendas abarrotadas. Apesar de cada gota do meu sargento interior me mandar chegar a tempo para cada compromisso em meus dias superlotados, eu não conseguia. Acontece que seis anos atrás, eu fui abençoada com uma filha calma e despreocupada, daquelas que sabe relaxar um pouco e aproveitar o mundo. Quando eu precisava já estar fora de casa, ela escolhia uma bolsa e uma tiara com todo o tempo do mundo. Quando precisava estar em algum lugar cinco minutos atrás, ela insistia em colocar seu bichinho de pelúcia na cadeirinha do carro e apertar o cinto de segurança. Quando eu precisava pegar um almoço rápido em algum fast food, ela queria conversar com a velhinha que parecia sua avó. Quando eu tinha 30 minutos para dar uma corridinha, ela queria que eu parasse o carrinho para acariciar todos os cachorros do caminho. Quando eu tinha um dia cheio que começava às seis da manhã, ela pedia para quebrar os ovos e mexê-los bem devagarinho. Minha filha calma e despreocupada foi uma dádiva para minha natureza workaholic e frenética, mas eu não enxergava isso. Não, nem de perto. Quem leva a vida distraída está sempre usando viseiras, sempre de olho no próximo item da agenda. E tudo que não pode ser riscado da lista é pura perda de tempo. Sempre que minha filha me forçava a desviar do meu cronograma, eu pensava “Não temos tempo para isso”. Por consequência, as duas palavras que mais dizia para minha pequena amante da vida eram: “Anda logo”. Eu começava minhas frases com elas. Anda logo, vamos chegar atrasados. Eu terminava minhas frases com elas. Vamos perder tudo se você não andar logo. Eu começava meu dia com elas. Anda logo e come esse café da manhã de uma vez. Anda logo e vai se vestir. Eu terminava meu dia com elas. Anda logo e vai escovar os dentes. Anda logo e vai dormir. E apesar das palavras “anda logo” não fazerem nada para acelerar minha filha, eu as repetia ainda assim. Talvez até mais do que aquelas outras palavrinhas, “eu te amo”. A verdade dói, mas a verdade cura... e me deixa mais próxima da mãe que quero ser. Até que chegou o dia fatídico e tudo mudou. Havíamos acabado de buscar minha filha mais velha do jardim de infância e estávamos saindo do carro. Como a menor não estava saindo rápido o suficiente, a mais velha disse para a irmãzinha: “Você é tão lenta”. E então ela cruzou os braços e soltou um suspiro de frustração. Foi como me ver no espelho, e a sensação foi horrível. Eu estava fazendo bullying com minha própria filha, pressionando e apressando uma criancinha que simplesmente queria aproveitar a vida. Meus olhos se abriram. Eu enxerguei os danos que minhas existências apressadas estavam causando em minhas duas filhas. Minha voz tremeu, mas eu olhei nos olhos da minha pequenininha e disse: “Desculpa por estar fazendo você se apressar tanto. Eu adoro que você faz as coisas com calma e queria ser mais parecida com você”. “Prometo que vou ser mais paciente a partir de hoje”, eu disse, abraçando minha menininha de cabelo cacheado, que agora sorria com a promessa da mãe. Foi fácil riscar a expressão “anda logo” do meu vocabulário. Mais difícil foi adquirir a paciência para esperar minha filha mais descansada. Para ajudar nós duas, comecei a dar a ela mais tempo para se preparar quando tínhamos que ir a algum lugar. Às vezes, ainda assim chegávamos atrasadas. Eram os momentos em que eu repetia para mim mesma que só teria mais alguns poucos anos de atraso, enquanto ela fosse jovem. Quando saíamos para caminhar ou íamos ao mercado, eu deixava minha filha determinar o ritmo. E quando ela parava para admirar alguma coisa, eu tentava esquecer minha agenda e simplesmente assistia o que ela estava fazendo. Vi expressões no rosto dela que nunca tinha encontrado antes. Estudei as covinhas em suas mãos e o jeito que seus olhos se enrugavam quando ela sorria. Vi o modo como as outras pessoas reagiam quando minha filha parava para conversar com elas. Vi o modo como ela encontrava insetos interessantes e flores bonitas. Ela era uma “Percebedora”, e logo descobri que os “Percebedores” são dádivas raras e belas. Foi quando finalmente entendi que ela era um presente dos céus para minha alma frenética. Fazer uma pausa para aproveitar as alegrias simples do cotidiano é o único jeito de viver de verdade. Pense Nisso, mas pense...com calma.

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