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PODCAST · 3390 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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Haverá Sempre Um Amanhã
26 Mar 20202:52EP 1350

Haverá Sempre Um Amanhã

HAVERÁ SEMPRE UM AMANHÃ Por mais que os abismos sejam fundos, sobre eles sempre haverá um firmamento; não te desorientes se muitos são os gritos: um dia far-se-á de novo silêncio e conseguirás refletir melhor; também não te afoites se o silêncio perdura; quando chegar sua vez, a palavras surgirão de novo e entenderás a mensagem que te trarão... Não temas a escuridão que se faz quando passam nuvens de corvos, eles terão de sair do céu ou terão de descer à terra e o sol voltará radioso a brilhar... Não penses que a mentira dominará de todo: ela mentirá até mesmo sobre si própria, e seu descrédito tornará indispensável que a verdade volte a ser reconhecida... Nenhuma escuridão, por mais densa que seja, conseguirá apagar a luz do vaga-lume; não te entristeças se sentes frio: sempre encontrarás a mão amiga na qual aquecerás as tuas que, assim, não se enregelarão... Não receies o tropel dos animais: um dia, e não está longe este dia, ouvirás de novo a maciez de pés descalços pisando sobre a relva... A chuva voltará a cair e o verde voltará ser verde, por isto tua sede será aplacada um dia, podes esperá-lo confiante... Não temas sequer a morte: ainda não se descobriu um cemitério de almas, já que estas vivem para sempre... Não penses que o infinito não te fale: talvez ele esteja atento a ouvir-te e não queira perder uma só de tuas palavras... Não penses que estás irremediavelmente condenado: o perdão existe exatamente para quem erra, mas que deseja voltar ao caminho, Se teus pés fraquejam, busca quem te auxilie: reconfortado, um dia chegará a tua vez de auxiliar... Não chores de amargura se o dia de hoje é tenso, incerto, amargo: Haverá sempre, sempre um amanhã...o convém, fazendo delas uma almofada para o os nossos corações. Nelas, você e eu descansamos.

Você é Deus?
25 Mar 20204:29EP 1349

Você é Deus?

VOCÊ É DEUS Narra Charles Swindoll que, logo depois do término da Segunda Guerra Mundial, a Europa começou a ajuntar os cacos que restaram. Grande parte da Inglaterra estava destruída. As ruínas estavam por todo lugar. E, possivelmente, o lado mais triste da guerra tenha sido assistir as criancinhas órfãs morrendo de fome, nas ruas das cidades devastadas. Certa manhã de muito frio, na capital londrina, um soldado americano estava retornando ao acampamento. Numa esquina, ele viu um menino com o nariz pressionado contra o vidro de uma confeitaria. Parou o veículo, desceu e se aproximou do garoto. Lá dentro, o confeiteiro sovava a massa para uma fornada de rosquinhas. Os olhos arregalados do menino diziam da fome que lhe devorava as entranhas. Ele observava todos os movimentos do confeiteiro, sem perder nenhum. Através do vidro embaçado pela fumaça, o soldado viu as rosquinhas quentes e de dar água na boca sendo retiradas do forno. Logo mais, o confeiteiro as colocou no balcão de vidro com todo o cuidado. Ele ouviu o gemido do menino e percebeu como ele salivava. Comoveu-se diante daquele órfão desconhecido. Filho, você gostaria de comer algumas rosquinhas? O menino se assustou. Nem percebera a presença do homem a observá-lo, tão absorto estava na sua contemplação. Sim, respondeu. Eu gostaria. O soldado entrou na confeitaria e comprou uma dúzia de rosquinhas. Colocou-as dentro de um saco de papel e se dirigiu ao local onde o menino se encontrava, na gélida e nevoenta manhã de Londres. Sorriu e lhe entregou as rosquinhas. Virou-se para se afastar. Entretanto, sentiu um puxão em sua farda. Olhou para trás e ouviu o menino perguntar, baixinho: Moço... Você é Deus? * * * Existem gestos pequenos, mas que significam muito para algumas vidas. Para uma criança faminta, um pedaço de pão é a glória. Para uma criança com fome e desejosa de doces, conseguir ter alguns para saciar sua vontade, é a suprema delícia. Aprendamos a observar o de que necessitam as pessoas, ao nosso redor. Quase sempre, são coisas pequenas que podemos realizar, ocasionando pequenas ou grandes alegrias. E sempre, em todas as ocasiões, a nossa atitude estará obedecendo, com certeza, ao desejo da nossa natureza, que para muitos, nós somos deus na atenção aos filhos do universo que são menos favorecidos. Pensemos nisso e não permitamos que as chances se percam, nas vielas do mundo. Sejamos, neste planeta azul, as mãos que atende os filhos da mãe terra. E, para isso, não se fazem necessários extraordinários feitos, nem saciar a fome de todos. Por vezes, basta alimentar uma criança ou satisfazer a enorme necessidade de alguém de comer um prato bem feito, um pãozinho bem quente ou tomar um copo de leite.Ou mesmo, adotar um cãozinho abandonado, ou ao menos, dar-lhe algo para comer. * * * Não és um observador distante da vida. Estás na condição de membro do organismo universal, investido de tarefas e responsabilidades, de cujo desempenho, por ti, resultarão a ordem e o sucesso de muitas coisas. Considera-te pessoa valiosa no conjunto da criação, tornando-te cada dia, mais atuante na obra universal. Não te permitas andar pela vida como quem observa de fora, mas, ao contrário, participa de forma consciente e ativa das ações que iluminam e enriquecem outras vidas. Isso faz com que a nossa vida tenha um sentido. Pense Nisso...faça isso. Redação do Pense Nisso, com base no cap. Você é Deus?, de Charles Swindoll, do livro Histórias para o coração 2, de Alice Gray, ed. United Press.

Os Pais Envelhecem
24 Mar 20203:24EP 1348

Os Pais Envelhecem

OS PAIS ENVELHECEM Talvez a mais rica, forte e profunda experiência da caminhada humana seja a de ter um filho. Quando nascem, os filhos comovem por sua fragilidade, seus imensos olhos, sua inocência e graça. Basta vê-los para que o coração se alargue em riso e cor. Um sorriso é capaz de abrir as portas de um paraíso. Eles chegam à nossa vida com promessas de amor incondicional. Dependem de nosso amor, dos cuidados que temos. E retribuem com gestos que enternecem. Mas os anos passam e os filhos crescem. Escolhem seus próprios caminhos, parceiros e profissões. Trilham novos rumos, afastam-se da matriz. O tempo se encarrega da formação de novas famílias. Os netos nascem. Envelhecemos. E então algo começa a mudar. Os filhos já não têm pelos pais aquela atitude de antes. Parece que agora só os ouvem para fazer críticas, reclamar, apontar falhas. Já não brilha mais nos olhos deles aquela admiração da infância e isso é uma dor imensa para os pais. Por mais que disfarcem, todo pai e mãe percebe as mínimas faíscas no olho de um filho. É quando pais idosos, dizem para si mesmos: Que fiz eu? Por que o encanto acabou? Por que meu filho já não me tem como seu herói particular? Apenas passaram-se alguns anos e parece que foram esquecidos os cuidados e a sabedoria que antes era referência para tudo na vida. Aos poucos, a atitude dos filhos se torna cada vez mas impertinente. Praticamente não ouvem mais os conselhos. A cada dia demonstram mais impaciência. Acham que os pais têm opiniões superadas, antigas. Pior é quando implicam com as manias, os hábitos antigos, as velhas músicas. E tentam fazer os velhos pais se adaptarem aos novos tempos, aos novos costumes. Quanto mais envelhecem os pais, mais os filhos assumem o controle. Quando eles estão bem idosos, já não decidem o que querem fazer ou o que desejam comer e beber. Raramente são ouvidos quando tentam fazer algo diferente. Passeios, comida, roupas, médicos - tudo passa a ser decidido pelos filhos. E, no entanto, os pais estão apenas idosos. Mas continuam em plena posse da mente. Por que então desrespeitá-los? Por que tratá-los como se fossem inúteis ou crianças sem discernimento? Sim, é o que a maioria dos filhos faz. Dá ordens aos pais, trata-os como se não tivessem opinião ou capacidade de decisão. E, no entanto, no fundo daqueles olhos cercados de rugas, há tanto amor. Naquelas mãos trêmulas, há sempre um gesto que abençoa, acaricia. * * * A cada dia que nasce, lembre-se, está mais perto o dia da separação. Um dia, o velho pai já não estará aqui. O cheiro familiar da mãe estará ausente. As roupas favoritas para sempre dobradas sobre a cama, os chinelos em um canto qualquer da casa. Então, valorize o tempo de agora com os pais idosos. Paciência com eles quando se recusam a tomar os remédios, quando falam interminavelmente sobre doenças, quando se queixam de tudo. Abrace-os apenas, enxugue as lágrimas deles, ouça as histórias (mesmo que sejam repetidas) e dê-lhes atenção, afeto... Acredite: dentro daquele velho coração brotarão todas as flores da esperança e da alegria. VOCÊ FILHO; PENSE NISSO, MAS PENSE AGORA.

As Frustrações
23 Mar 20203:22EP 1347

As Frustrações

As Frustrações Grande parte das pessoas, na sociedade atual, é infeliz, é frustrada. Você já se perguntou por que isso acontece? Muitos são os estudos feitos para se descobrir as possíveis causas da infelicidade do homem moderno e todos apontam para um único e grande causador de tudo isso: o próprio homem. O ser humano traz em sua bagagem, ao nascer, um plano de felicidade. Ele traz consigo basicamente três motivações que o levarão a uma satisfação pessoal, se as conseguir manter ao longo da existência. Uma delas é ter um relacionamento pessoal satisfatório. Outra, é poder ser útil na comunidade em que vive e, por fim, crescer como indivíduo, alcançando sua auto-realização. Se todas as pessoas conseguissem atender a esses apelos do seu interior jamais se sentiriam frustradas ou infelizes. No entanto, há outros apelos muito fortes que vêm do exterior, que a sociedade impõe como sendo indispensáveis: ter muito dinheiro, ter fama e ser fisicamente atraente. E é quando o ser humano entra na luta pela conquista de posses materiais, de fama e de uma aparência física atraente, que muitas vezes se infelicita e se frustra. E por que isso ocorre? Porque, em sua maioria, as criaturas se esquecem das suas aspirações íntimas e passam a lutar com todas as suas forças para conquistar o que a sociedade convencionou chamar de homem bem sucedido. E, para "subir na vida", tantas vezes não se importa em passar por cima de seus semelhantes, e mata uma de suas motivações íntimas: a de ter um bom relacionamento pessoal. Deixa de ouvir a voz da consciência que o chama à utilidade, junto à comunidade, e passa a lutar por uma profissão que lhe dê status e fama. Se aspirar, por exemplo, a ser um médico útil à sociedade, passa a ver na profissão um meio de ganhar dinheiro e fazer fama, tornando-se um comerciante da medicina, que só atende se for bem pago. E para poder se manter fisicamente atraente, muitos indivíduos vivem à custa de drogas e regimes cruéis, e passam a depender disso para manter as aparências. E quando o corpo físico cobra seus tributos, em função da idade, passam a esticar a pele por todos os lados, como se fosse possível enganar as leis que regem a matéria. O que o indivíduo não se dá conta, é que quanto mais luta para ter, mais se esquece de ser e mais se infelicita. Os que conseguem conquistar posses materiais, fama, e uma boa aparência, passam a empregar seu tempo e sua saúde para mantê-los. E os que não logram realizar esses sonhos estabelecidos pela sociedade, se tornam infelizes e frustrados por se julgarem incapazes para tal. Assim, quando o ser humano entender que o dinheiro é meio e não fim para ser conquistado a qualquer custo, colocará esse bendito recurso a serviço do progresso próprio e dos seus semelhantes em todos os sentidos. Você vale pelo que é, e não pelo que tem ou pela sua aparência física. As virtudes são os tesouros mais preciosos que você pode conquistar. Lembre-se sempre de que nada vale a pena se tivermos que abrir mão da nossa dignidade, da nossa honradez, ou dos nossos valores nobres. Texto da Redação do Pense Nisso, com base em texto do livro Porque fazemos o que fazemos, de Edward Deci, ed. Negócio.

Ressentimento
21 Mar 20203:15EP 1346

Ressentimento

RESSENTIMENTO O ressentimento já foi comparado a uma brasa ardente que seguramos com a intenção de jogá-la em outra pessoa, enquanto queima a nossa mão. Ou então, um veneno que tomamos esperando que o outro morra. Quando estamos ressentidos, sentimos intensamente a dor do passado de novo e de novo. Isso não só desgasta o nosso bem-estar emocional, como também ataca, de uma maneira poderosa e negativa, nosso bem-estar físico. Quando guardamos ressentimento, rancor, estamos nos aprisionando voluntariamente à dor. lguns poderiam então questionar: Isto quer dizer que escolhemos guardar mágoa? Há, então, uma escolha? Pois parece que não. Parece que é mais forte que nós. É difícil de perceber, principalmente para aqueles que ainda não nos conhecemos bem. Mas, sim, é uma escolha que fazemos. Sentir raiva é natural.Sentir-se magoado, também. Não, porém, à instalação do ressentimento. O que ela ensina é que é perfeitamente natural termos a alma ferida com este ou aquele acontecimento, porém, carregar essa dor por tempo indeterminado no coração, é uma escolha perigosa. É uma brasa ardente, realmente, que vai queimando por dentro, dia após dia, ano após ano, sem trazer benefício algum à alma que sofre. Dessa forma, precisamos realizar um trabalho interior para nos livrarmos desse ressentimento o quanto antes, evitando prejuízos maiores para nós mesmos. Isso significa deixar de dar tanto valor a um fato, a um acontecimento para que nosso coração se acalme, olhe para frente e deixe de se apegar tanto a questões que já estão no passado. * * * O prazer de ser livre é incomparável... Poder deitar a cabeça no travesseiro todas as noites e dizer que não guarda mágoa de ninguém é vitória da alma sobre o ressentimento avassalador. Não nos preocupemos com a impunidade do agressor, do ofensor. Num Universo regido por leis perfeitas, nada fica impune, tudo tem sua consequência. Perdoar, esquecer é também uma escolha pela saúde do Espírito e do corpo, uma vez que, livres do rancor, igualmente ficamos livres das doenças associadas diretamente ao ressentimento. Vivamos a alegria e a liberdade de não carregar ressentimento em nosso coração. PENSE NISSO.MAS...PENSE AGORA!

A Oferta da Certeza
20 Mar 20202:36EP 1345

A Oferta da Certeza

A OFERTA DA CERTEZA A oferta da certeza A oferta da segurança completa A oferta de uma segurança impermeável e sem concessões É uma oferta de algo que não vale a pena ter Eu quero viver a minha vida correndo o risco de não saber o suficiente De não ter entendido suficiente De não poder saber o suficiente Estar sempre atuando a margem de uma grande colheita de sabedoria e conhecimentos futuros Eu não aceitaria que fosse de outra forma Há pessoas que dizem que você esta morto, até você acreditar como eles, e que você só pode viver se aceitar uma autoridade absoluta Que coisa terrível de dizer isso para as crianças Não pense nisso como uma dádiva Pense nisso como um cálice de veneno Afaste-o de você Por mais tentador que seja Corra o risco de pensar por si mesmo E muito mais felicidade, verdade, beleza e sabedoria virão até você. O orgulho e a soberba são sempre ilusórios. Fenecem como a erva no campo, ante a canícula insistente. A humildade, por sua vez, permanece e felicita. seja aquele cuja importância ninguém nota. Mas, quando se faz ausente, de imediato tem sua ausência percebida. Cumpre, assim, com o teu dever. E, não te preocupes com a presunção dos que estão enganados; daqueles que acreditam que são as criaturas mais importantes da terra, que detém todos os conhecimentos, que se orgulham de suas certezas. Mas, que se afogam em um oceano de duvidas. Esquecem, ou ignoram, que é a duvida a grande propulsora da busca do conhecimento e descobertas. Continua a agir no bem, a servir sempre. Age com inteireza e nunca passarás, mesmo que a morte te arrebate ou te ausentes desta forma que chamamos de vida. Mantém acesa a luz do entusiasmo em tuas realizações , deixa que brilhem as tuas aspirações nobres. Se não podes ser o pão que repleta as mesas, sê o grão de trigo e confia no futuro. Pense Nisso. Texto baseado em dados iniciais colhidos no artigo de Christopher Hitchen

Uns Aos Outros
19 Mar 20203:06EP 1344

Uns Aos Outros

O Coronavírus tem uma lição para nos dar. Uma lição, que em tempos normais de alegria, de festas, de hedonismos, nós esquecemos. Você sabe qual é a lição? Sabe do que esquecemos, e que agora, estamos lembrando? Quem somos todos iguais. Brancos e negros, ricos e pobres, cristãos, judeus, muçulmanos, ateus; todos precisamos de todos. Qual é a verdadeira causa do coronavírus? A resposta é: a mesma coisa que causa todos os problemas que ameaçam a nossa existência; a indiferença E você está se perguntando: - ok! E o que isso tem a ver com essa pandemia? Isso não faz o menor sentido. Qual é a conexão com esse vírus, que está assustando o mundo inteiro? Veja como um vírus tão pequeno como esse, está nos mostrando que somos todos iguais. Ele nos mostra, o quanto dependemos uns dos outros. Ele nos lembra, que devemos cuidar de nós, e de nossos semelhantes. Mesmo que vivamos separados por milhares de quilômetros, nós podemos cuidar uns dos outros. Você compreende o seu, o nosso, papel aqui, neste planeta? Devemos lembrar que vivemos numa sociedade integral, que tudo está conectado. Que todos dependem de todos. Há tantas coisas que podemos fazer uns pelos outros . O COVID 19, trouxe com ele, não só sofrimento, mas também, o vírus da bondade, do altruísmo, da solidariedade. E é esse “vírus” de amor, que vai ficar permanentemente dentro de nós, sem exceção. E fique calmo, o mundo não vai acabar. No final, tudo fica bem. Brevemente, poderemos voltar a nós abraçar. Sair pelas ruas e olhar os rostos dos nossos semelhantes de uma forma diferente; de uma forma mais amorosa...de um jeito mais empático. Será um novo tempo, apesar dos castigos.Estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos pra nos socorrer. Estamos na briga, um pelo outro. Por fim uma frase do escritor e professor de História, Yuval Noah: “O real antídoto para uma epidemia não é a segregação, mas sim a cooperação." Pense Nisso, mas... Pense Agora! Redação do Pense Nisso – inspirado na música de Ivan Lins “Novo Tempo”.. Em 17.3.2020.

Quando me amo
18 Mar 20203:58EP 1343

Quando me amo

QUANDO ME AMO Quando me amo... Acendo uma luz que clareia meus porões esquecidos, deixando para trás os erros e derrotas de tempos idos, e volto a respirar. Quando me amo... Aprendo a olhar para dentro, descobrindo-me em parte “potência”, em parte “possibilidade” – aquilo que já sou, aquilo que serei; onde já estou, onde quero estar. Quando me amo... Acolho-me feito mãe acolhe um filho ferido: dando colo, amparando o choro, aconselhando a refazer os caminhos. Não me engole a culpa; não me desestimula a derrota. Quando me amo... Cuido do corpo, como o lavrador cuida de sua enxada – instrumento preciso de trabalho e de vida adorada. Cuido também da nutrição da alma: o que escolho assistir, o que escolho ler, pensar e dizer. Quando me amo... Vejo minh´alma como a escultura debaixo do mármore de Michelangelo, e entendo que a dor é cinzel que vai retirando um pouco aqui, um pouco lá, até que tudo se transforme em belo Davi. Quando me amo... Clareio também a tua face, pois toda luz não fica guardada, não há quem disfarce, um farol a reluzir sobre um monte erguido no ar. Quando me amo... Inspiro o teu autoamor, para que possas te amar e crescer, assim como nova flor, que um dia foi broto, que um dia foi semente, que um dia foi sonho de florescer. Quando me amo... Amo-te com mais profundidade, pois conhecendo-me, conheço-te melhor também. * * * A proposta de vida em torno do amor é das mais belas psicoterapias que existe: Amar a vida e ao próximo como a si mesmo, numa trilogia harmônica. Como ainda temos dificuldade em conceber o absoluto, para nos adequarmos à proposição crítica, invertemos a ordem do mandamento, amando-nos de início, a fim de desenvolver as aptidões que dormem em latência e acumularmos valores iluminativos, ao longo dos dias. Assim, nosso grande caminho de amor precisa começar com o autoamor, pois sem autoamar-se, o homem não consegue amar ao seu próximo e tão pouco amar toda a criação. Começamos a jornada dentro de nós, pois autoamor pede autoconhecimento, pede mergulho profundo para dentro de nós. O autoconhecimento é o meio prático mais eficaz que temos para melhorar nesta vida e resistir à atração do mal. E quem trabalha por sua melhora está se autoamando. Cada movimento que fazemos no sentido de desenvolver nossas aptidões, e de acumular valores que nos façam pessoas melhores, é autoamor. Naturalmente, esse amor a nós mesmos nos conduzirá ao nosso próximo. Primeiro, porque o autoamor só se constrói e se vitaliza no encontro. Segundo, porque quando temos uma cota de amor mais madura, mais consciente, conseguimos amar o outro melhor. Nossas relações se harmonizam, nosso coração fica em paz, nossas angústias desaparecem. * * * Que possamos nos proporcionar mais momentos de autoencontro, com o objetivo de aprimorar nosso autoamor, que é a chave de todo nosso desenvolvimento no Universo. Redação do Pense Nisso, com base no poema "Quando me amo", de Andrey Cechelero e no cap. 13, item "Amor de plenitude", do livro "Amor, Imbatível Amor", de Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.

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