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PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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A Benção do Trabalho
1 Mai 20202:59EP 1382

A Benção do Trabalho

A benção do trabalho. Em todos os quadrantes das atividades humanas, é possível observar criaturas queixosas e insatisfeitas por terem que trabalhar. A maioria revolta-se contra o gênero de seu trabalho. Os que varrem a rua querem ser comerciantes. Os comerciantes desejam a condição de industriais. Os trabalhadores do campo preferem a existência na cidade. Quem obedece almeja mandar. Os convocados aos altos postos falam do peso de suas atribuições. O problema, contudo, não é de gênero de tarefa, mas de compreensão da oportunidade recebida. De modo geral, as queixas, nesse sentido, são filhas da preguiça inconsciente. O anseio pelas altas posições sinaliza uma visível vaidade. O desejo de muito ganhar e pouco fazer evidencia ganância e preguiça. Todo homem é herdeiro de si mesmo, em especial quanto a seus pendores e aptidões. Ele é sabiamente colocado pela vida nas posições mais adequadas ao próprio burilamento. Por certo o esforço individual tem o seu papel a cumprir nos destinos humanos. É sempre louvável o homem que vence as injunções de sua vida e supera todos os obstáculos. Contudo, enquanto atua em determinada área, deve honrá-la e honrar-se com o seu desempenho profissional. No contexto de uma única vida material, nem todos podem mandar ou deter as posições de fortuna. Estas se alteram conforme as necessidades de experiência das criaturas. As posições modestas costumam ser das mais úteis no aprendizado da obediência, da humildade e da frugalidade. Já as altas colocações são convites à doação ao semelhante. Não se destinam a satisfazer a vaidade, mas a realizar o bem coletivo. O importante é valorizar o trabalho, conforme se apresente. Trabalhar é uma bênção e um dever incontornável. Assim, quando sentir cansaço ou vontade de reclamar, lembre-se de que o universo trabalha incessantemente, e você, é o herdeiro das estrelas. A Humanidade começou ontem seu humilde labor. Mas o universo , a quanto tempo esta no trabalho para a nossa existência? Pense nisso.

Não venha roubar a minha solidão se não tiver algo mais valioso para oferecer em troca
30 Abr 20205:01EP 1381

Não venha roubar a minha solidão se não tiver algo mais valioso para oferecer em troca

Não venha roubar minha solidão, se não tiver algo mais valioso para oferecer em troca. O titulo do Pense Nisso de hoje foi transcrito da frase proferida pelo filosofo alemão Friedrich Nietzsche, conhecido como o “filosofo da afirmação da vida”. Nos tempos atuais, tempos de vidas liquidas, onde tudo é descartável, as pessoas se agarram cada vez mais na solidão. E tem na solidão como um estilo de vida positivo. Dias desses, numa enquete feita por um programa radiofônico, fi feita a seguinte pergunta: - Você acha que é possível ser feliz vivendo sozinho? Pelas respostas percebemos que a solidão, nos dias de hoje, seja mais atraente do que imaginamos. Pessoas diziam que: “Com tanta gente fútil que nos cerca, solidão está mais para um remédio” Haviam aqueles que opinavam dizendo que; “a solidão é luxo, nos dias atuais. Muitos afirmavam que, preferem a solidão como um modo de se protegerem da infâmia do politicamente correto. Onde você corre o risco de ser processado por dizer "Oi”,que pode ser acusado de assédio ou estupro.E arrematam: “É melhor viver num casulo,do que ter uma dor de cabeça explicando o inexplicável. O que fica claro, diante dessas afirmações, é que a solidão se tornou uma amiga protetora para a nossa sociedade que tudo é tão liquido, que vê no relacionamento interpessoal, como um problema que somente a solidão resolve! Se perguntar para alguns homens, porque não se casam e constituem uma família, eles respondem: prefiro um pet, que num provável divorcio, não leva metade dos meus bens e nem me processa. Muitas mulheres diziam que preferem uma vida de solidão do que ter que conviver com pessoa machista, controladora e sofrer violência doméstica. O que estão corretas. Será que as redes sociais tem ajudado pra esse processo de individualização da sociedade e esse apego tão grande pela solidão? É lá, nas redes sociais, que vivemos a fantasia de sermos o que não somos. Garantimos o nosso momento de sermos aquilo que todos querem que sejamos. Só não podemos ser aquilo, que de fato, queremos ser. A solidão se tornou a nossa amiga. Porque é ela que, aparentemente, nos oferece a proteção. Parece, que é na solidão que encontramos a nos mesmos. Na solidão, nos permitimos tirar as mascaras que precisamos usar para agradar as pessoas da nossa igreja, da nossa família, as pessoas que trabalham conosco e que exigem de nós uma vida que elas querem que vivamos. E não uma vida que seja uma opção nossa; com os acertos e erros. E aqueles de nós que ousamos viver segundo as nossas covicções, corremos o risco de sermos taxados de machistas, feministas, esquerdistas, direitistas, marxistas, fascistas... e outros “istas”. Talvez, a solidão seja o melhor remédios para uma condição psíquica que assola o mundo: a normose. Mas, o que é a normose? Normose é um conceito que se refere a normas, crenças e valores sociais que causam angústia e podem ser fatais, em outras palavras, normose é um conjunto de "comportamentos normais de uma sociedade que causam sofrimento e morte" Mas, isto é um assunto para outro dia...para um outro Pense Nisso.. *** E quanto a frase de Nietzsche, que diz "Não venha roubar minha solidão, se não tiver algo mais valioso para oferecer em troca” -Vamos oferecer algo mais valioso em troca: Ofereçamos em troca, aquelas coisas, entre aspas, “antiquadas”. Como por exemplo: as visitas entre amigos, com os intermináveis bate-papos, que hoje se extinguiram, graças a dispositivos tecnológicos que permitem contatos na nossa aldeia global, sem sair da frente de um visor; . Cultivar amizades, distribuir afagos, buscar companheiros para o entretenimento sadio, aplaudir um teatro, sair com colegas de trabalho para uma tarde de lazer junto à natureza são atos a que todos podemos nos propor. Para espantar a solidão existem fórmulas especiais e muito fáceis. Basta programar-se e convidar amigos para o final de semana. Abrir o lar para um encontro simpático, sem a exagerada preocupação de servir petiscos muito elaborados, que demandam tempo enorme no seu preparo, quando o tempo deve ser dispensado aos que elegemos para estarem conosco, algumas horas. Aprendamos a desfrutar da companhia do outro. Deus criou o homem para viver em sociedade. No contato humano é que burilamos experiências e sentimentos, aprendendo a disciplina do próprio proceder. E, se acaso, formos daquelas criaturas que afirmamos não ter amigos, colegas ou seja quem for para recepcionar ou visitar, há muitos seres no mundo, sem ninguém. Crianças que foram abandonadas e que precisam de um lar e de afeto. Há os que temem assumir a responsabilidade de adoção plena. Contudo, por que não lhes dispensar algumas horas de carinho por semana? Preparemos o lar, com brinquedos, alguns pratos diferentes, saborosos e repletemos a alma de felicidade, doando amor. A mais expressiva técnica para espantar a solidão é dispor-se a amar. E há tantos que esperam pela nossa disposição de amar! Se temermos buscar em instituições que abrigam esses pequenos, por qualquer questão pessoal que ainda não consigamos vencer, olhemos ao redor. Não haverá, perto de nós, crianças solitárias e tristes, que anseiem por um gesto de carinho? O mundo aguarda nosso amor. Espanquemos as nuvens espessas da solidão em que nos abrigamos e comecemos a ser felizes, fazendo alguém feliz, porque o amor somente beneficia a quem ama. Portanto, vamos viver uma vida menos liquida e parar de solicitar que a solidão seja sólida. Pense Nisso, mas pense agora

O Exemplo de João
29 Abr 20204:26EP 1380

O Exemplo de João

O Exemplo de João Carlos A capacidade do ser humano de superar adversidades é inacreditável. E certos exemplos nos levam a acreditar que o ser humano ainda não descobriu tudo de que é capaz. Também nos servem de exemplos para nossas próprias vidas. Um desses é o pianista João Carlos Martins. Começou a estudar piano aos oito anos de idade. Após nove meses de aula vencia, com louvor, o concurso da Sociedade Bach, de São Paulo. Um prodígio. Rapidamente ele desenvolveu uma carreira de pianista internacional. Tocou nas principais salas de concerto do mundo. Dedicou-se à obra de Bach. No auge da fama, sofreu um grande revés. Jogando futebol, sua outra paixão além da música, caiu sobre o próprio braço. O acidente o privou dos movimentos da mão. Para qualquer pessoa, uma tragédia. Para ele, um desastre total. Mas não se deu por vencido. Submeteu-se a cirurgias, dolorosas sessões de fisioterapia, injeções na palma da mão. E voltou ao piano e às melhores salas de concerto. Com dor e com paixão. Mas a persistência de Martins voltaria a ser testada. Anos depois, vítima de um assalto na Bulgária, foi violentamente agredido. Como consequência, teve afetado o movimento de ambas as mãos. Para recuperar as suas ferramentas de trabalho, voltou às salas de cirurgias e à fisioterapia. Conseguiu voltar ao amado piano mais uma vez. Finalmente, em 2002, a sequela das lesões venceu. A paralisia definitivamente dominou suas duas mãos. Era o fim de um pianista. Afastou-se do piano, não da sua grande paixão, a música. Aos sessenta e três anos de idade, ele foi estudar regência. Dois anos depois regeu a Orquestra Inglesa de Câmara, em Londres. Em um concerto, em São Paulo, surpreendeu outra vez. Regeu a Nona Sinfonia de Beethoven, totalmente de cor. Ele precisou decorar todas as notas da obra por ser incapaz de virar a página da partitura. A plateia rompeu em aplausos. Mas João Carlos Martins ainda tinha mais uma surpresa para o público, naquela noite. Pediu que subissem um piano pelo elevador do palco. E, com apenas três dedos que lhe restaram, ele tocou uma peça de Bach. A ária da quarta corda foi originalmente escrita para violino. É uma peça musical em que o violinista usa apenas a corda sol para executar a bela melodia. Bom, Martins a executou ao piano com três dedos. E, embora não fosse a sua intenção, a impressão que ficou no ar é que todos os presentes se sentiram muito pequenos ante a grandeza de João Carlos Martins. * * * Como Martins, existem muitos exemplos. Criaturas que têm danificado seu instrumento de trabalho e dão a volta por cima, não se entregando à adversidade. Recordamos de Beethoven, compositor, perdendo a audição e, nem por isso deixando de compor. De Helen Keller, cega, surda, muda se tornando a primeira pessoa com tripla deficiência a conseguir um título universitário. Tornou-se oradora, porta-voz dos deficientes, escritora. Pense nisso e não se deixe jamais abater porque a adversidade o abraça. Pense: você a pode vencer. Vença-a. Redação do Pense Nisso, com base na biografia de João Carlos Martins, colhida em pt.wikipedia.org.wiki/João_Carlos_Martins.

Eu me tornar amor
28 Abr 20204:21EP 1379

Eu me tornar amor

Eu me tornar amor Nenhum pássaro jamais saberá cantar, se a música não existir em mim. Nenhum por do sol, nem a voz da criança, a chuva, o abraço, a presença, nada carregará nenhum tipo de beleza se, em minha interioridade, predominar a escuridão. Não haverá luz que ilumine o caminho, esperança em noites difíceis, serenidade para escolhas de paz, calma para enxergar com isenção, sabedoria para discernir os dias, significado para projetar nos acontecimentos, sem que eu perceba que é dentro, em mim, onde moram todas as coisas. As montanhas serão apenas acúmulos de terra, ou pedra e nada mais. Os oceanos, nada além de muita água e as flores, sem beleza, sem perfume, sem diversidade, não passarão de caprichos da natureza, se, antes, em mim, não houver um extenso jardim, com montanhas formadas pelos aclives e declives da existência, oceanos que me refrescam, me arejam, me espantam com seus estrondos que somente eu posso ouvir. Amor será sinônimo de fraqueza, de espírito pobre, amedrontado e servil. Jamais passará de título de música popular, inspiração de algum poeta alienado, ou quem sabe gancho de novela, sem sentido, sem densidade, sem nenhuma utilidade, se minha alma estiver seca, se meu medo servir de bloqueio e continuar me impedindo de saltar, de correr riscos e assumir as implicações de responder as demandas da vida em amor. Amor será apenas uma palavra açucarada enquanto estiver fora de mim, enquanto não estiver claro que só posso experimentá-lo quando de fato eu me tornar amor. Deus? O que será Deus além do chefe da religião, do "cara lá de cima", fora, desconectado, cruel, mau, manipulador que se diverte com o sofrimento alheio, alienado enquanto ignora a pobreza, a fome, o abandono de seus filhos? Enquanto nos alimentarmos de nossas teologias, tentarmos encaixotar o que não cabe em nenhum lugar, a não ser no universo que somos nós. Quem pode descrevê-lo? Quem pode anunciar-se como representante divino, portador de alguma mensagem, dono da "palavra de Deus", sem que se esvazie de si mesmo, que entregue-se ao mistério, que mergulhe na presença e, perplexo, descubra Deus na gente, aqui, dentro, em mim e, sem condições de encará-lo, renda-se ao Eu Sou em profunda gratidão, humilde, reverente, em estado de quietude interior? Tudo o que você enxerga no mundo, as cores que tingem sua realidade, são apenas reflexos. Nenhuma verdade, nenhum significado, nenhum valor, nenhuma esperança. Sem sentido, sem absolutamente nenhuma conexão com nada, caos, desordem, bagunça, loucura, assim será seu mundo, sempre, até que você mude a perspectiva e, finalmente entenda, que tudo mora dentro, que nada lá fora existe desconectado do que você tem se tornado e, ainda que a vida continue difícil, interpretá-la a partir da própria interioridade abre uma outra dimensão, iluminada pela consciência de que, no fim das contas, todas as experiências, todas elas, tem por finalidade nos fazer aprender a amar.

Tédio
27 Abr 20204:25EP 1378

Tédio

Tédio Muitas pessoas estabelecem objetivos de vida, que passam a ser buscados com intensa determinação. Limitam seus interesses na conquista de seus sonhos e quando os alcançam nem sempre encontram neles o sentido e o significado que esperavam. A meta, que por tanto tempo representou a razão de viver, cede lugar ao tédio, empurrando os seres para os abismos da depressão ou dos vícios. Por vezes, são pais que colocam na vida dos filhos os próprios sonhos. Projetam no futuro de seus rebentos os desejos que eles próprios não puderam realizar. No entanto, os filhos crescem e devem enfrentar as próprias lutas e dar curso às próprias vidas. Por vezes a constatação dessa verdade causa nos pais, mais despreparados, amarga aflição. Outros, ainda, anseiam por alcançar um patamar elevado na carreira para amealhar, assim, consideráveis recursos financeiros. Porém, quando seus objetivos se realizam, sentem-se desestimulados. Há aqueles que se esforçam para ter fama e destaque na sociedade e que, quando os alcançam, amargurados e vazios, entregam-se às drogas e aos abusos do sexo. Inquietação e desequilíbrio costumam servir de base na busca por objetivos imediatos de prazer e de satisfação. Tais metas são frutos do egoísmo que ainda move os seres, e quando alcançadas produzem tão-somente rápida e passageira satisfação. Em pouco tempo a antiga e conhecida sensação de aborrecimento e de vazio volta a exercer forte influência no cotidiano. Como se todo o esforço tivesse sido vão. Como se toda a luta não tivesse valido a pena. Nos lábios, a impressão de que alguma palavra ficou faltando. Na boca, a permanente sensação de sede. É a fome de realização plena. É uma sensação de que, em sonho, tudo era mais belo e satisfatório. É o tédio, terrível flagelo que consome existências. Silencioso e ardiloso, penetra suavemente no comportamento, instalando-se na mente e no sentimento, depauperando e dominando os indivíduos. Quando te percebas a um passo do tédio, assume nova postura e busca uma atividade que te preencha o tempo físico e mental de forma útil. Nunca te consideres impossibilitado de trabalhar, de agir no bem e de produzir. Considera o esforço dos artistas sem braços, sem pernas, que se revelaram excelentes pintores, escultores, desenhistas, ricos de inspiração e de alegria de viver. Reflete sobre a vida de outros deficientes que se transformaram em mensageiros da renovação interior, tornando-se membros indispensáveis da economia moral e social no mundo. O esforço que lhes foi exigido não lhes concedeu tempo para qualquer forma de tédio ou de desinteresse, entregando-se à lamentação ou ao desencanto. Não cesses de edificar, nem te permitas contemplar a retaguarda do já feito. Examina a perspectiva do quanto ainda necessitas realizar. Aspira à conquista do infinito e nunca te sentirás entediado com os logros conseguidos. Quem se basta com as aquisições meramente materiais ainda não alcançou a real maturidade, nem descobriu as prioritárias metas existenciais. Aquele que anela pela alegria de viver, não apenas pelo que consiga deter nas mãos, jamais será vítima do tédio, porque estará sempre em ação, sentindo-se útil e pleno. Texto elaborado com base no capítulo 13 do livro "Diretrizes para o êxito", de Divaldo Pereira Franco.

Acolhimento que arrebata
25 Abr 20204:48EP 1377

Acolhimento que arrebata

ACOLHIMENTO QUE ARREBATA Francisco de Assis, em seu tempo, revolucionou ideias e inaugurou parâmetros de comportamento. Tinha uma forma toda especial de tratar com os deserdados da sorte, os pobres, os equivocados. Conta-se que, certa feita, três ladrões que viviam atormentando a cidade de Monte Casale, foram pedir comida a Frei Ângelo. Ciente de quem eram e os danos que poderiam provocar, ele os afugentou. Tão logo se fez a oportunidade, tudo narrou a Francisco, confiante de que receberia agradecimentos pelo que fizera. No entanto, Francisco, de imediato, não concordou com essa atitude, pois não condizia com a proposta de amor dos Evangelhos e com os exemplos do Mestre Jesus. Chamando os frades, a todos determinou outro padrão de tratamento para com os irmãos ladrões.Disse-lhes que, caso tornassem a encontrá-los, deveriam ter para com eles um procedimento diferente do comum das pessoas. Propôs, então, que os frades adentrassem a floresta, onde costumavam se esconder os malfeitores, levando alimento e uma toalha, oferecendo a refeição, mais ou menos nos seguintes termos: Irmãos ladrões, venham comer. Não precisam assaltar as pessoas. E quando assaltarem, por favor, não batam nelas. O ritual deveria ser repetido dia após dia e, finalmente, quando conseguissem as presenças dos ladrões para a refeição, deveriam aproveitar para lhes falar de outra forma: Irmãos ladrões, não seria melhor que vocês trabalhassem em vez de roubar? Podemos ajudá-los a arrumar alguma ocupação. Que tal? A proposta de acolhimento e regeneração, nessa aproximação gradativa e singela, feita de forma sincera e interessada, acabou por convencer alguns dos ladrões a modificarem a sua vida, aderindo à proposta de amor e fraternidade pregada e vivenciada por Francisco. * * * É possível que, nos dias atuais, com tanta violência vigorando, a criminalidade alcançando patamares inimagináveis, nenhum cidadão se sinta seguro, a qualquer hora do dia ou da noite, nas ruas, nem em sua casa ou em seu local de trabalho. Por isso mesmo, dificilmente buscaria um diálogo com malfeitores de qualquer ordem, até mesmo por temor à sua própria vida, pela sua integridade física. Mas o exemplo vivenciado pelos frades, sob a batuta de amor de Francisco, pode nos servir para meditarmos a respeito de novas fórmulas de tratarmos com os que qualificamos de malfeitores ou criminosos. Uma proposta de regeneração, de reeducação, iniciando pela conquista através da pedagogia do acolhimento. Também uma maneira de nos conduzir a reflexões sobre nossa própria forma de tratar osmalfeitores da nossa paz, os que nos causam problemas, levantam calúnias, estabelecem obstáculos na harmonia das nossas vidas. Como poderíamos interagir de forma positiva com eles? Talvez iniciando por não estabelecer sintonia com sua maldade. Depois, vibrando de forma diversa, endereçando-lhes, como resposta a suas agressões, o desejo de que se reabilitassem, que se dessem conta do desastre que estão causando para si mesmos. Isso porque quem semeia ventos, colhe tempestades, já sentencia o provérbio popular. Com certeza, essa nossa mudança de comportamento nos conduziria a melhores dias, a horas mais harmônicas e produtivas. Pensemos nisso. Tentemos a proposta franciscana. Texto elaborado com base em biografia de Francisco de Assis.

Qual o sentido da vida?
24 Abr 20204:54EP 1376

Qual o sentido da vida?

QUAL O SENTIDO DA VIDA? Há uma pergunta que é recorrente. Uma pergunta, que quase todos nós já formulamos: Qual é o sentido da vida? Caro ouvinte, espero que não crie nenhuma expectativa que eu dê uma resposta definitiva, e que vá ao encontro do que você acredita a respeito do qual é o sentido da vida. Assim, vou compartilhar com você ouvinte, o meu pensamento do qual é o sentido da vida. - Eu acho que as pessoas fazem essa pergunta no pressuposto que, abre aspas, “sentido”, fecha aspas, é algo que você possa procurar. Ai exclamam: “encontrei!!! Aqui está o sentido...eureca! Eis o que é, estive procurando e encontrei”. Entretanto, não consideramos a possibilidade, de que talvez, o sentido da vida é o que criamos e fabricamos pra nós mesmo e para os outros. Assim, quando penso em sentido da vida, eu pergunto: será que aprendi algo hoje que não sabia ontem? Me trazendo um pouco mais perto de saber tudo o que pode ser conhecido no Universo. Só um pouquinho mais perto, mesmo estando muito longe de onde o conhecimento fica, estou um pouco mais perto. Se eu viver um dia e não souber um pouco mais do que ontem, acho que desperdicei esse dia. Então, as pessoas, quando os anos de escola terminam, dizem: “Me formei! Não tenho que pensar mais!” Mas como podemos pensar dessa maneira? Se aprender é ficar mais perto da natureza...mais perto de nós mesmos. E aprender como as coisas funcionam te dá poder de influenciar eventos, Te dar poder para ajudar pessoas que talvez precisem. Poder para ajudar a si mesmo e moldar sua trajetória. Então, quando eu penso, “qual é o sentido da vida?”para mim não é uma pergunta eterna e irrespondível. Para mim, é o que está ao alcance de minhas mãos todos os dias. E então, para você que se pergunta qual é o sentido da vida, sugiro que explore a natureza tanto quanto puder. Se suje, corra, tire todos os potes e pratos dos armários e bata neles com uma colher...mergulhe em um rio...só certifique-se antes que não tenha uma pedra submersa...você ainda é uma criança...somos ainda crianças.E parte de ser uma criança é explorar o mundo ao seu redor.Vpocê vai perceber que as leis da natureza influenciam esse mundo. Então, peque potes e panelas diferentes e bata com uma colher, e todas elas soarão diferentes. Soam diferentes com colheres diferentes. Algumas panelas são de alumínio, outras de aço inoxidável, algumas de cobre, todas soam diferentes. Algumas pessoas vão gritar com você: “pare de fazer isso, você está fazendo muito barulho.” Mas não se perturbe com isso, afinal você é uma criança. E há uma razão porque as crianças deixam as coisas bagunçadas e são barulhentas, porque elas estão explorando o mundo ao redor delas. É possível que você se encrenque por isso. Mas faz parte do aprendizado. E assim, o seu sentido na vida será melhorado, se for dado à você toda a liberdade que puder para explorar o mundo. Então quando ficar mais velho você estará tão perto de como o mundo funciona que quando os problemas surgirem que precisem de uma solução, você dirá:“eu sei como resolver isso!...já havia pensado nisso antes! Já havia pensado desde quando batia nas panelas no chão da cozinha!” Ou então, desde quando pulava com os dois pés em uma poça lamacenta! Então, você deve para você mesmo, e para todos os outros, quem será curado por algum remédio que talvez você invente algum dia. Você deve a você mesmo e para todos os outros a continuar sendo curioso. E ao fazer isso, você terá criado um sentido na vida, que os outros pensam estar esperando debaixo de uma pedra para eles algum dia. E você... você que foi curioso, terá feito isso acontecer por você mesmo. Esse é o sentido da vida...para o autor deste texto: fazer por você, para que possa fazer a toda humanidade.

Renovar a confiança
23 Abr 20204:39EP 1375

Renovar a confiança

RENOVAR A CONFIANÇA O Evangelista Mateus teve oportunidade de assinalar, em seu Evangelho, capítulo seis, versículo trinta e um: Não andeis, pois, inquietos. Muitos andamos inquietos nestes dias. Inquietos com a economia, com a política, com a família. Inquietos em relação ao futuro; inquietos em relação ao passado; inquietos com nós mesmos. A inquietude da criatura revela, no âmago, a falta de confiança, a falta de fé e, também a falta de conhecimento. Inquientos com aqueles que se vangloriam; se auto denominando como os salavadores da pátria, aproveitando-se da auto estima baixa dos cidadãos.E no final, nada são que, usurpadores da fé alheia.Que usam essa fé, como escudo das suas improbidades para não serem alcançados pela lei. Não estamos incentivando a indiferença nem a irresponsabilidade. Preconizamos a vigilância, não aconselhamos a despreocupação ante o acervo do serviço a fazer. O que devemos é combater o pessimismo crônico. Ser pessimista é estar condenado a perder a batalha antes dela mesmo começar. Ser pessimista é boicotar a si mesmo e aos outros, pois nossas palavras e pensamentos transformam o mundo à nossa volta para o bem ou para o mal. Ainda vivemos os tempos de nos defrontar, inúmeras vezes, com pântanos e desertos, espinheiros, animais daninhos e serpentes. São os tempos de transição. Urge, porém, renovar atitudes mentais na obra a que fomos chamados, aprendendo a confiar em nos mesmos, sem arrongância e impávia. Em todos os lugares há derrotistas intransigentes. Sentem-se nas trevas, ainda mesmo quando o sol fulgura no zênite. Enxergam baixeza nas criaturas mais dignas. Marcham atormentados por desconfianças atrozes. E, por suspeitarem de todos, acabam inabilitados para a colaboração produtiva em qualquer serviço nobre. Aflitos e angustiados, desorientam-se a propósito de mínimos obstáculos, inquietam-se, com respeito a frivolidades de toda sorte e, se pudessem, pintariam o firmamento com a cor negra para que a mente do próximo lhes partilhasse a sombra interior. nós precisamos confiar... Não há treva que dure para sempre. Não há coração destinado ao mal. O tempo de escuridão é passageiro, é momento de aprendizagem, de provas necessárias. A sabedoria dos mais experientes, dos antepassados que aqui estiveram e lutaram por um Mundo Maior, revelaram que o Universo é regido por uma Inteligência dotada de justiça e bondade. Dessa forma, como não confiar? Assim, ao observarmos o mal aparentemente dominante ainda, escandaloso, bulhento, não colaboremos com seu estardalhaço desproporcional. Divulgá-lo sem propósito benéfico, propagá-lo sem fim útil, apenas para causar espanto, é dar-lhe mais forças. O otimista não é aquele que se nega a enxergar o mal à sua frente. É simplesmente aquele que dá mais valor ao bem do que ao mal que alguém promova. O otimista é aquele que sempre vê uma saída, que sempre vê um aprendizado em toda experiência, por mais penosa que tenha sido. Esses levam a vida com mais leveza e, muitas vezes, confiam sem saber que estão confiando. Têm fé imensa sem saber que a têm ou sem mesmo precisar dar rótulos a ela. Lutemos. Perseveremos. Amemos e confiemos sempre. Texto elaborado om base no cap. "Saibamos confiar", do livro Vinha de Luz, de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB.

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