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PODCAST · 3390 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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Vá ao oeste
11 Mai 20203:45EP 1390

Vá ao oeste

Vá ao Oeste Durante o século XV, os desbravadores dos mares passaram por muitas empreitadas difíceis. Eles estavam em busca de novas terras. Colombo descobriu a América do Norte, em 1492 e Cabral, o Brasil, em 1500. Descobriram essas terras ao Oeste de onde residiam, a milhas e milhas de distância. Tempos depois, houve outras empreitadas. Os americanos buscaram novas terras, mais ao Oeste de onde estavam. Afinal, Colombo ficou apenas no descobrimento da parte leste do continente americano, e assim também foi com Cabral. No Brasil, a incumbência de ir em busca do Oeste do território coube aos bandeirantes. Em nenhum momento essas empreitadas foram fáceis. Muitas pessoas sucumbiram diante desse desafio. A conquista das novas terras ao Oeste foi um marco de superação da História humana. Procuremos nos imaginar como os esportistas. Todos eles buscam a sua superação. No início, sofrem muitas derrotas, são quedas inúmeras e muitas frustrações, mas, em seguida, conseguem alcançar o seu Oeste. É o alpinista chegando ao cume de uma montanha, o surfista pegando uma onda perfeita, o paraquedista executando com maestria suas manobras. Esses são apenas alguns exemplos de superação desses atletas. Para chegar a isso, com certeza, muito trabalho, dedicação, persistência e outros adjetivos foram necessários para que a meta traçada por eles fosse alcançada. Eles conseguiram conquistar o seu Oeste. Um Oeste que não é fácil de ser alcançado, mas também não é impossível. E para nós, onde está o nosso Oeste? Temos um a buscar? Seria a busca de um melhor salário? De uma família perfeita? De amigos e familiares compreensivos e cooperativos ao máximo? Nosso Oeste está tão distante como estava para Colombo e Cabral? É algo mais fácil ou mais difícil de ser alcançado? Muitas são as perguntas, e várias são as respostas. Cada um de nós tem a sua, cada um tem o seu Oeste a buscar. Resta saber agora se essa busca é uma busca nobre, uma busca que nos fará permanecer no caminho do bem. * * * Reflitamos bem qual Oeste estamos buscando. Se estamos no rumo onde, no futuro, veremos um caminho de luz, ótimo, sigamos em frente. No entanto, se no atual caminho percebemos que logo mais à frente enxergaremos um céu cinza e carregado, paremos e busquemos uma nova rota. Os desbravadores dos mares, por certo, enfrentaram várias tempestades e souberam contorná-las, tiveram que mudar a sua rota, mas não o seu destino. Vários Oestes existem e podem ser alcançados, mas apenas você é o dono do seu destino

O que fazemos nós
8 Mai 20203:52EP 1388

O que fazemos nós

O que fazemos nós? Muito embora conte-se a mãos cheias, no mundo, as calamidades, as dores e as dificuldades, em todos os cantos há quem semeie amor, paz e solidariedade. Muito embora fale-se em catástrofes, crimes hediondos e barbáries, nunca houve, como hoje, tanta solidariedade, abnegação e amor ao próximo. Assim, será sempre o que cada um de nós escolher para valorizar que dará as tintas do que nossa sociedade vem passando. O mundo sempre foi feito de contrastes. Na multidão, que somos todos nós, estamos cada um na sua faixa de evolução e amadurecimento, fruto da própria conquista individual. Assim, nada mais natural que alguns se comprazam com a guerra, enquanto outros semeiem a paz. Não soa tão incoerente que alguns colecionem fortunas vazias e sem nexo, enquanto outros trabalhem na solidariedade fraterna. Alguns mais amadurecidos, outros nem tanto. Vale a pena lembrar que, neste caldo que é nossa humanidade, cada um de nós responde apenas por aquilo que faz. Assim, a maldade alheia será sempre do outro, enquanto não a abrigarmos em nossa intimidade. A violência do próximo estará manchando apenas as mãos dos outros, enquanto não nos apropriarmos dela como forma de conduta pessoal. Inevitavelmente, esses comportamentos, tantas vezes esdrúxulos e desequilibrados, nos chocam, nos provocam repulsa, gerando comentários de indignação. Nada obstante, resta-nos indagar: o que fazemos nós diante de tanta desfaçatez? Se tantos se locupletam no roubo e na corrupção, estamos educando nossos filhos nas virtudes da honestidade e da honradez? Se muitos se utilizam da violência para conseguir destaque, amealhar seguidores, ou como conduta de vida, será que estamos promovendo a paz com nossas atitudes e comentários? A sociedade é o espelho de seus cidadãos, com sua maturidade e seus valores. Se desejamos que ela se modifique, comecemos por nós. Nossos valores e atitudes contribuirão para um mundo melhor, ou somarão para o desequilíbrio vigente. Tudo é uma questão de escolha. Dessa forma, todas as vezes que desejarmos mudar o mundo, que anelarmos por valores elevados, essa é a hora de começarmos a mudar a nós mesmos. A reestruturação do mundo passa inevitavelmente pela reestrutura de cada um de nós. Dia virá em que, cansada e exaurida dos valores vazios e infelizes com os quais elegeu caminhar, nossa sociedade buscará outros parâmetros. Enquanto isso, que possamos dar início a essa sociedade mais equilibrada e nobre com a qual todos sonhamos. Ante a espera de mudanças mais intensas e significativas, busquemos implementar em nosso mundo íntimo tudo o que desejamos seja um dia a tônica do nosso mundo. Pensemos nisso. Façamos isso.

A Ingratidão
7 Mai 20203:12EP 1387

A Ingratidão

A INGRATIDÃO Muitos de nós já sofremos o gosto amargo da ingratidão, não é verdade amigo ouvinte? É uma atitude louvável acudir o semelhante na hora da dificuldade — louvável e necessário. Nenhum de nós nesta vida está livre de um momento ruim. Nenhum de nós nesta vida pode garantir que jamais precisará de uma ajuda, um apoio, um ombro para chorar. Além do mais, seria muita crueldade vermos alguém no fundo do poço e simplesmente virarmos as contas, como se o sofrimento alheio não fosse da nossa conta. No entanto, o troco que às vezes recebemos de alguns por nossa solidariedade nos deixa, no mínimo, pensativos. Cá entre nós: há pessoas tão ingratas que nos fazem pensar duas vezes antes de estendermos a mão. Muitas vezes, tiramos de nós mesmos para dar a uma pessoa. Muitas vezes, empenhamos nosso nome, nossa palavra, nosso tempo, nosso dinheiro, nossa fé no semelhante, unicamente para acudir uma pessoa, libertá-la de um embaraço, livrá-la do abismo. Às vezes, comprometemos até mesmo nossa segurança, suportamos críticas, enfrentamos cara feia e resistência, tudo para defender e ajudar alguém que, na nossa opinião, é merecedor daquele sacrifício. Quando prestamos um favor, ou fazemos um bem, ou socorremos alguém em dificuldade, não estamos, evidentemente, visando retribuição. É natural de uma pessoa sensível querer ajudar, dar apoio, livrar o semelhante das situações ingratas que a vida tantas vezes impõe. Mas, embora não sejamos caçadores de recompensa, como é triste vermos alguém que ajudamos num momento difícil nos virar as costas quando mais precisamos. Nada dói mais do que a ingratidão. Existe uma lenda segundo a qual uma mulher viu-se perdida na selva, com dois filhos pequenos. Sem armas ou coragem para caçar, ela decidiu cortar pedaços de sua própria carne para dar de comer às crianças, até que chegasse ajuda. Ajuda que, infelizmente, não chegou. Mutilada e já sem forças, a pobre mãe acabou morrendo. Um dos meninos então comentou com o outro: “ainda bem. Eu já estava enjoado de comer todos os dias a mesma coisa...” Por essas e outras, é que o escritor americano do século 19 mark twain,disse um dia: “se apanhares um cão faminto e lhe deres comida, ele jamais te morderá: eis a principal diferença entre um cachorro e um ser humano...

Os Invisíveis
6 Mai 20203:56EP 1386

Os Invisíveis

OS INVISIVEIS Você acredita no invisível? Há aqueles que afirmam depositar sua confiança somente naquilo que enxergam os olhos, que as mãos tocam e que ouvem os ouvidos. Todavia, são irrefutáveis as provas científicas de que há uma gama de seres em nosso entorno, invisível aos nossos olhos e sentidos primários mas que, em relação constante conosco, exerce pleno exercício de influenciação sobre o nosso cotidiano. Tal é o caso, por exemplo, do universo microscópico. Seres uni e multicelulares que, sem que os possamos enxergar, são responsáveis por uma série de reações bioquímicas em nosso organismo. A verdade é que o invisível existe. Todavia, se aperfeiçoarmos nosso olhar, ele pode tornar-se visível. Para tal, a boa vontade, o amor, a caridade, o bem... * * * Somos todos invisíveis. Nossa presença não faz diferença para ninguém, apenas para aqueles que passam por nós e sentem medo ou raiva. Acham que todos somos ociosos, mas estão enganados. Eu sou um homem de bem, de família, estou aqui de passagem. Foram estas as palavras concedidas a um jornalista de um famoso periódico de circulação nacional, por um homem que vive nas ruas há dois anos, em mendicância. Por vergonha, ele preferiu não se identificar. Outros moradores de rua tiveram coragem de contar ao jornal os motivos que os levaram a viver sob as marquises, sem amparo de um amigo, da família e até mesmo do poder público. São os invisíveis sociais. São moradores de rua, catadores de papel. São garis, faxineiras, porteiros, jardineiros, pedreiros, ascensoristas e tantos outros. Irmãos nossos, espíritos em evolução, seres humanos com histórias de vida, sentimentos, fragilidades, aspirações, ideais, sonhos e que, na grande maioria das vezes, são simplesmente ignorados, como se não existissem. Durante seu doutorado, como parte do estágio de uma das disciplinas que cursava, o psicólogo Fernando Braga da Costa resolveu acompanhar a rotina dos garis da Universidade de São Paulo. Em sua experiência, ele relata que, ao vestir o uniforme desse profissional, não conseguiu ser reconhecido nem mesmo por seus professores e colegas de curso. Isto não significa que fui menosprezado ou rejeitado, afirmou o psicólogo. Era pior: simplesmente eu não estava lá. As pessoas não me viam, não olhavam para mim. Era como não ser. * * * Você acredita no invisível? Acredita que existem milhões de pessoas, em todo o mundo, que são invisíveis? Um bom dia, um sorriso, um aperto de mão, um olá, tudo bem? são formas de materializá-las e torná-las tangíveis, dignificando-as e exaltando a criatura humana, em detrimento de nossos preconceitos e egoísmo. Pensemos nisso . Texto elaborado com base em reportagem do site http://g1.globo.com e experiência relatada no http://invisibilidadesocial2010.blogspot.com, ambos acessados em 4.11.2015.

Desejo
5 Mai 20204:30EP 1385

Desejo

DESEJO Desejo também que nenhum de seus afetos morra, Por ele e por você, Mas que se morrer, você possa chorar Sem se lamentar e sofrer sem se culpar. Desejo por fim que você sendo homem, Tenha uma boa mulher, E que sendo mulher, Tenha um bom homem E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes, E quando estiverem exaustos e sorridentes, Ainda haja amor para recomeçar. E se tudo isso acontecer, Não tenho mais nada a te desejar ". Nota: deixar a trilha tocar por 6 segundos. Locutor entra e finaliza. Esse de fato é um dos mais belos poemas de Victor Hugo. Se você gostou e quer ouvir de novo, acesse o nosso site: centroamericafm.com.br manhã: Obrigado pela sua audiência e tenha um abençoado dia. Tarde: Agradeço o carinho da sua audiência e que a tarde lhe seja proveitosa. Noite : Que a noite lhe seja de boas inspirações, e que o peso e as dores do dia de hoje, sejam ceifados por uma excelente noite de sono. Texto elaborado com base no poema "Desejo”, de Victor Hugo.

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