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PODCAST · 3390 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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Bruno Giordano - Um Vôo À Liberdade
28 Ago 20204:14EP 1486

Bruno Giordano - Um Vôo À Liberdade

Bruno Giordano – um vôo a liberdade A cidade de Roma estava abarrotada de gente. Eram peregrinos vindos de toda a Europa para as celebrações do jubileu do ano de 1600, que aconteceriam durante o ano todo. Especialmente naquele dia a população se aglomerava para contemplar um espetáculo singular. As tochas acesas ao longo do caminho iluminavam a pálida manhã de fevereiro. O filósofo e monge de cinquenta e dois anos caminhava lentamente sobre as pedras frias... Descalço e acorrentado pelo pescoço, vestia um lençol branco estampado com cruzes, demônios e chamas vermelhas. Aquele homem magro vencia, a passos lentos, os oitocentos metros desde a Torre Nona, onde estivera encarcerado, e o campo das flores, ampla praça onde seria executado. Alguns monges seguiam ao seu lado convidando-o ao arrependimento. De tempos a tempos aproximavam o crucifixo dos seus lábios, dando-lhe oportunidade de salvar-se. A população se acotovelava para ver um herege famoso morrer na fogueira... Chegando à praça, onde a morte o aguardava, o filósofo se negou mais uma vez a beijar a cruz. Então foi amordaçado, despido, atado a uma estaca de ferro e coberto com lenhas e palhas até o queixo. O fogo foi ateado. E, enquanto as labaredas chamuscavam lhe a barba e seus pulmões se enchiam de fumaça, Giordano Bruno tinha o olhar fixo no Infinito... Enquanto a pele estalava sob o calor das chamas e o sangue fervia nas veias, o notável filósofo ainda guardava uma convicção: não iria para o inferno. A certeza de que veria outros sóis, inúmeros mundos celestiais e viajaria através do Infinito, lhe davam uma paz indescritível. Em seu julgamento, no ano de 1592, em Veneza, Giordano Bruno disse aos seus julgadores: que a terra não era único planeta criado por Deus, e cada estrela possuía vários planetas. Bruno foi morto na fogueira por defender a ideia de que a terra não era o único planeta que existia no universo. E que muitos orbitam outras estrelas. Ironicamente ele acreditava que suas ideias apenas engrandeciam a gloria do criador. O Monge Giordano Bruno escreveu: “Deus é reverenciado não apenas em um, mas em muitos incontáveis sois. Não em uma única terra, num único mundo, mas em milhares, milhões...numa infinidade de planetas. Isso é um convite para que todos nós, celebremos um criador muito maior; o criador do universo infinito.” Foi graças a suas convicções que Bruno não titubeou ante a fogueira que o aguardava... Bastaria apenas beijar a cruz... Mas ele preferiu a liberdade da verdade... Sabia que as chamas nada mais fariam do que enviar sua alma na direção de outros sóis, onde poderia viajar através do Infinito... Há muitas moradas na casa de meu Pai. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito.” Essas palavras foram colhidas e registradas pelo Evangelista João. Trata-se de um discurso de esperança. Jesus nos diz que a casa do Pai, o Universo, é um local de muitos lares, de muitas humanidades. Não estamos sós neste imenso Universo. Nossa Terra não é o único planeta habitado. A vida é farta e infinita no cosmos, que é a casa do nosso Pai do qual, somos herdeiros. Pense Nisso. Texto elaborado com base no documentário do Discovery Channel – “Giordano Bruno – Herege do infinito”

A Quimera das Mídias Sociais
27 Ago 20206:42EP 1485

A Quimera das Mídias Sociais

apaixonados queimando-se naquele recíproco sentimento, pensamos vitoriosos que nada de mau nos alcança. Exceto os nossos próprios enganos. O autoengano é peça-chave para a nossa sobrevivência. Mentimos não só para os outros, mas, principalmente, para nós mesmos. Mesmo protegidos na redoma da interatividade, continuamos sós, ali, onde apenas a solidão nos alcança. Enquanto teclamos a torto e a direito, sugerindo que estamos sempre ON, a vida verdadeira continua OFF. E nunca nos damos conta de que, no fim, toda a solidão que nos rodeia, essa sim, é real. Porque bytes, bits e pixels não transmitem calor. E o verbo sem o hálito quente é apenas palavra morta. E no final, só informamos as nossas quimeras, as nossas fantasias...e nós comunicamos cada vez menos como pessoas reais. E é a isso, que chamamos de “solidão interativa”. Assim, não será a tecnologia que nos afastará da solidão. Ela ainda se faz presente, em nosso existir, porque não vivenciamos os valores da solidariedade, da compaixão, da fraternidade. E, por mais que a tecnologia se desenvolva, por mais recursos nos ofereça, jamais eliminará a solidão de dentro de nós. Poderá, sim, agregar milhares de nomes em nossas redes de relacionamento. Porém, para preencher as necessidades de nosso coração, para que nele não haja mais espaço para a solidão, necessitamos cultivar a fraternidade, que pode até se iniciar no mundo virtual, mas terá que inevitavelmente, migrar para a realidade das ações de nosso coração. Texto elaborado com base no livro "Informar não é Comunicar", de Dominique Wolton. Editora Sulina 2010.

A vida...segundo a Morte.
26 Ago 20203:29EP 1484

A vida...segundo a Morte.

Muitos livros e filmes, personificam a morte como personagem central da história. Imaginemos como seria a visão desse personagem, que tanto nos assustam, a nosso respeito. Imagino que morte teria o seguinte diálogo: “Um fato simples: você vai morrer. Apesar de todos os esforços, a vida física não é para sempre. Desculpe ser um desmancha prazer. O meu conselho é: quando a sua hora chegar, não se apavore, isso não vai ajudar. Mas primeiro deixe me apresentar devidamente...se bem que em algum dia você vai me conhecer. Não antes da sua hora , é claro. Tenho como política evitar os vivos. Sempre gostei da minha imagem com o manto e foice, sombrio e poderoso. Infelizmente, sou mais banal e corriqueiro. Quando eu vou ao encontro de alguém, sempre leio os sonhos simples, ou grandiosos. Então, dou o meu beijo...E roubo as suas maldades, os seus egos, vaidades, ambições...egoísmos. Muitas vezes, eu sinto os arrependimentos de não fazerem mais pelas pessoas que elas amavam em vida. Muitas se revoltam, mas isso não importa. Eu sigo a lei e não a transgrido...ninguém, por mais rico que seja, poderá negociar comigo. Algumas almas, deslizam suavemente para os meus braços; são tão leves...tão afáveis... No meu trabalho, sempre encontro nos seres humanos, o que eles têm de melhor e de pior. Vejo a sua feiura e a sua beleza...E me pergunto: como uma mesma coisa, pode ser duas? Eu já vi inúmeras coisas: Presenciei as piores desgraças do mundo, e trabalhei para os piores vilões e tiranos. Vi também grandes maravilhas, e pessoas que mais pareciam anjos...Mas, ainda é como eu mencionei no início desse dialogo: NINGUÉM VIVE PRA SEMPRE. Quando vou buscar alguém que teve uma vida sabia e generosa, acredite, eu me emociono. Fico imaginando, como é de fato...viver! Você que tem esse privilegio, como tem vivido? Pense Nisso...e viva de maneira intensa, com as pessoas que fazem a diferença na sua vida. Não desperdice o seu tempo com besteiras...com coisas pequenas. E não se apavore comigo.Pois que, posso lhe assegurar: Sereis sempre vivo, pois que eu, a tão temida morte, nada mais sou do que uma transformação, e não um aniquilamento. *********** Espero que você tenha gostado da mensagem de hoje. Espero mais ainda; que ela tenha sido útil. Texto elaborado com base no livro “A Menina que roubava Livros” - do escritor australiano Markus Zusak, publicado em 2005 pela editora Picador. No Brasil e em Portugal, foi lançado pela Intrínseca Presença

Vontade
25 Ago 20203:53EP 1483

Vontade

VONTADE A vontade é a maior de todas as potencialidades da alma. Sua ação é comparável a de um imã. A vontade de viver desenvolve em nós a vida. Atrai-nos novos recursos vitais. A vontade de evoluir oportuniza-nos chances de crescimento e de progresso. O uso persistente e tenaz dessa faculdade soberana permite-nos modificar nossa natureza, vencer todos os obstáculos. É pela vontade que dirigimos nossos pensamentos para alvos determinados. Na maior parte dos homens os pensamentos flutuam sem cessar. Essa mobilidade constante impossibilita a ação eficaz da vontade. É necessário saber concentrar-se, sintonizando com as esferas superiores e com as nobres aspirações. A vontade pode agir tanto durante o sono quanto durante a vigília. Isso porque a alma valorosa que, determinada, busca alcançar um objetivo na vida procura-o com tenacidade em todos os momentos da vida. Funciona como uma correnteza poderosa e constante que mina devagar e silenciosamente todos os obstáculos que se apresentem. Se o homem conhecesse a extensão dos recursos que nele germinam, ficaria deslumbrado. Não mais temeria o futuro, tampouco se julgaria fraco. Compreenderia sua força e acreditaria na possibilidade de ele próprio alterar seu presente e seu futuro. O poder da vontade é ilimitado. O homem consciente de si mesmo e de seus recursos latentes sente crescer suas forças na razão de seus esforços. Sabe que tudo o que de bem e bom desejar há de, mais cedo ou mais tarde, realizar-se. É consolador e belo poder dizer: “Sou uma inteligência e uma vontade livres. Edifico lentamente minha individualidade e minha liberdade. Conheço a grandeza e a força que existem em mim. Hei de amparar-me nelas e elevar-me acima de todas as dificuldades. Vencerei até mesmo o mal que existe em mim. Hei de me desapegar de tudo que me acorrenta às coisas grosseiras e levantar vôo para realidades mais felizes. Para frente, sempre para frente. Tenho um guia seguro que é a compreensão das leis da vida. Aprendi a conhecer-me, a crer em mim e a crer em Deus. Hei de me conservar firme na vontade inabalável de enobrecer-me e elevar-me. Atrairei, com o auxílio de minha inteligência, riquezas morais e construirei para mim uma personalidade melhor.” É chegada a hora de despertar do pesado sono que nos envolve. É necessário rasgar o véu da ignorância que nos prejudica o entendimento. Cabe-nos aprender a conhecer a nós próprios e as nossas potencialidades. Compete-nos utilizá-las. Não nos entreguemos ao desespero. Não nos julguemos fracos. Basta-nos querer para sentirmos o despertar de forças até então desconhecidas. Creiamos em nossos destinos imortais. Creiamos em Deus. Lembremo-nos: podemos ser o que efetivamente quisermos. Texto elaborado com base na terceira parte, item XX, do livro “O problema do ser, do destino e da dor”, de Léon Denis.

Questão de Escolha
22 Ago 20204:24EP 1481

Questão de Escolha

QUESTÃO DE ESCOLHA Você já se deu conta de que vivemos num mundo de grandes reclamações? Reclama-se de tudo. Do fornecedor, do empregador, do funcionário, da mercadoria, do restaurante, do serviço público, da crise, da concorrência, do governo. Naturalmente, a época é de conscientização e as pessoas estão sendo convidadas a cobrar seus direitos. Direitos do consumidor, do eleitor, do cidadão, do ser humano. Cobrar direitos está correto. Faz parte do respeito que, como seres humanos, devemos cultivar. Contudo, em síntese, todas as reclamações devem ser feitas primeiro a nós mesmos. Sim, porque fomos nós que fizemos as escolhas: do fornecedor, do empregador, da mercadoria, dos governantes. Com relação aos que nos governam consideremos que, se eles não estão agindo como esperávamos, devemos admitir que fomos infelizes na escolha. Ao utilizarmos o nosso direito de cidadão, como nos servimos do voto? Como fizemos nossas escolhas? Pela emoção do momento, por alguns dizeres inflamados, por uns discursos agressivos? Será que se tivéssemos mais atenção, examinado a vida do candidato como cidadão, profissional e político, teríamos votado nele? E que dizer da crise? Crise se supera com trabalho, com esforço, com criatividade. Os grandes descobridores não se deixaram abater pela crise econômica, pela ironia dos seus pares, pela descrença das suas épocas ou pelas perseguições da ignorância. Acreditaram em si, nas suas idéias e ideais. Lutaram e ofereceram ao mundo novos continentes, mostrando horizontes mais amplos. Concorrência? Que bom que existe. Deve nos servir de estímulo para melhor servir ao nosso cliente, para melhor atendê-lo, para lhe oferecer o melhor produto. Equipe irresponsável? Mas quem a contratou? Quem a coordena? Somos nós. Nós contratamos os colaboradores, os orientamos e treinamos. Eles são nosso retrato. Se percebem que valorizamos a criatividade, eles ousam. Se observam que desprezamos a organização, se tornam relapsos. Quando descobrem que somos centralizadores, largam tudo em nossas mãos. Se estamos colhendo problemas, tenhamos a certeza de que plantamos problemas. Nossa vida só tomara outro rumo quando tivermos a capacidade de mudar interiormente. Pense nisso “O amor que você quer encontrar nos outros, a paz que reclama e tenta encontrar, dependem de você.” O diálogo, base de toda a convivência, também depende de você. O caminho para a renovação depende de você. A realização que você julga especial depende de você. A organização que tanto apregoa depende de você. Ponderar, queixar-se ou produzir; atrapalhar ou servir; desprezar ou valorizar; revoltar-se ou colaborar; adoecer ou curar; rebaixar ou elevar; monologar ou dialogar; ensimesmar-se ou se abrir; estacionar ou progredir: tudo é uma questão de escolha. E essa escolha depende unicamente de você.” Texto elaborado com base no livro: “A Revolução dos Campeões”, de Roberto Shiniyashiki, ed. Infinito, SP, cap. 2, Sua vida é conseqüência do que você é.

Objetivos da Vida
20 Ago 20203:54EP 1479

Objetivos da Vida

Objetivos da vida Existir significa ter vida, fazer parte do Universo, contribuir para a harmonia do Cosmo. Assim, a vida que pulsa na intimidade de cada um de nós é um convite à nos integrarmos ao Universo, visto que somos herdeiros das estrelas. E a busca por um sentido, por entender a vida com um significado especial, é a força propulsora para o progresso. Todo aquele que encontra um objetivo para viver, sejam seus ideais, suas necessidades ou mesmo suas ambições, terá em sua vida um sentido maior. Mesmo sob cruciais e pesadas tormentas, o objetivo a se alcançar será sempre a mola propulsora. Afinal, quando se tem o porquê viver, a forma como se vive, até que se atinja o objetivo desejado, torna-se secundária. Viktor Frankl(frankol), psiquiatra judeu, afirmou que somente venceu os suplícios dos campos de concentração da Segunda Guerra Mundial porque conseguiu encontrar um nobre objetivo para quando saísse de lá. Ele tinha três razões para viver: sua fé, sua vocação e a esperança de reencontrar a esposa. Ali onde tantos perderam tudo, Frankl reconquistou não somente a vida, mas algo maior. Assim, enquanto tantos resvalavam na fuga pelo suicídio, nos dias de confinamento, ele superou as dores físicas e morais, ao se apoiar nos objetivos que se propôs alcançar. Thomas Alva Edison, após mais de dois mil experimentos, mantinha o mesmo ânimo na busca de soluções para a criação da lâmpada elétrica, impulsionado que estava pelo objetivo da descoberta e da criação. Muitos aposentados e idosos, depressivos diversos, que se neurotizaram, recuperam-se através do serviço ao próximo, da autodoação à comunidade, do labor em grupo, sem interesse pecuniário, reinventando razões e motivos para serem úteis, assim rompendo o refúgio sombrio da perda do sentido existencial. Sem meta não se vive. Mas essa se trata sempre de um sentido pessoal, que ninguém pode oferecer e que é particular a cada qual. Não por outra forma que, comumente, pessoas atuantes, vibrantes, quando perdem o objetivo pelo qual pautavam a vida, resvalam nos sombrios caminhos da depressão. Assim, cabe a cada um de nós não se esquecer do significado maior da vida. Se os parâmetros externos modificam-se, se a vida se altera, é natural que nossos objetivos também sigam curso semelhante. Porém, não esqueçamos que será sempre objetivo de todos nós a busca da construção íntima através do desenvolvimento intelectual e das conquistas morais. Será a conjugação desses dois valores que proporcionarão bem-estar interior e plenitude. Quem percebe a vida como uma oportunidade constante e inesgotável de progresso e conquistas, jamais deixará de possuir objetivos, pois terá como meta maior a construção da plenitude existencial na intimidade da alma. Texto elaborado com base no cap. 5, do livro "Amor, imbatível amor", pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

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