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PODCAST · 3390 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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O que o novo Coronavírus nos ensina
16 Set 20204:35EP 1502

O que o novo Coronavírus nos ensina

O QUE O NOVO CORONAVÍRUS NOS ENSINA? Há alguns meses o mundo enfrenta a maior crise da história; um vírus, até então desconhecido, agora estabelece regras; Impõe desafios na área da saúde, fere a economia e atinge também as emoções... Restringiu o direito de ir e vir das pessoas, forçou mudanças de comportamento, provocou perdas irreparáveis; Também trouxe novos hábitos, uma nova realidade... Meses atrás, um indivíduo entrando mascarado num estabelecimento comercial significaria uma ameaça... hoje, o infrator é aquele que não usa máscara. Antes, uma pessoa fechada muito tempo em casa era vista como alguém com dificuldade de socialização; hoje, a orientação é justamente essa... “saia menos possível”... “se puder, fique em casa”... viagens canceladas, festas suspensas; e muita gente trabalhando em casa. A Covid 19 nos fez lembrar que somos todos iguais, independente da classe social, gênero, cor ou religião, se é famoso ou anônimo... Todos estão angustiados, clamando por uma solução; Em 2019, quando o novo Coronavírus surgiu em outras partes do planeta, muita gente sequer imaginava que a onda de infecção estava a caminho. Bastou um vírus chegar para aprendermos a valorizar os momentos em família e a importância de um abraço; bastou uma ameaça a nossa existência, para que cuidados básicos com a saúde fossem tomados; foi só a doença chegar que as pessoas passaram a se preocupar mais umas com as outras. As demonstrações de amor foram reconfiguradas. A distância entre as pessoas passou a significar amor, proteção e cuidado. Não, não é uma decisão confortável, mas é necessária. Qual ensinamento essa situação nos traz? Hoje enxergamos o quanto nós dependemos uns dos outros e o tanto que podemos ser melhores na vida de alguém, ainda que à distância... Podemos ser mais generosos, mais solidários e mais humanos. A Covid 19 nos ensina que a boa ação pode ser mais contagiosa que o próprio vírus, e que isso só depende de nós. Ela trouxe também o vírus da empatia... O novo Coronavirus nos mostra que precisamos valorizar o que é essencial; a reconhecer na nossa família o nosso bem mais precioso; nos motiva a viver o hoje de maneira intensa, porque o amanhã é incerto; Nos instrui a dizer mais “eu te amo; “obrigado”, e “calma, logo tudo isso vai passar, e estaremos todos juntos de novo”. Passamos a administrar o nó na garganta, as aflições, o medo; a buscar forças, exercer a fé e renovar a nossa esperança. A verdade é que estamos aprendendo a nos reinventar e sabemos que jamais seremos os mesmos. Esse acontecimento expôs também o egoísmo, a ignorância... Evidenciou a necessidade de olharmos para o coletivo, o bem comum, independente das nossas crenças ou ideologias. Precisamos aprender a valorizar bandeiras, como a do bom senso e do respeito... É hora de oferecer apoio, ser sensível à perda do outro, deixar de lado o ódio e as diferenças, e somar esforços para que essa crise termine o quanto antes... Não é momento de divisão... Que neste período de tantos desafios e mudanças, possamos perceber mais as nossas ações e ajustar o nosso comportamento... O novo Coronavírus veio para nos preparar para o futuro. Acredite, podemos sair melhores de tudo isso... Pense nisso, mas pense agora.

 Você é insubstituível
15 Set 20205:25EP 1501

Você é insubstituível

Você é insubstituível Tempos atrás, aqui no Pense Nisso, falamos a respeito de sermos ou não insubstituíveis. Foi um dos textos mais acessados no site da rádio Centro América FM. Passado algum tempo, testemunhamos quando um amigo, foi substituído em seu cargo de liderança. A maioria dos seus colegas usaram a expressão: “Viram só? O fulano foi substituído!” Mas, se analisarmos, de um ponto de vista de que somos únicos. Que ninguém no universo conhecido, é igual a ninguém. Pensamos que não, ele não foi substituído. Pois, todo o seu trabalho, o seu empenho, o seu modo de liderar, o seu senso de justiça, e mesmo as suas falhas, jamais poderão ser substituídos. O seu legado se perpetuará nas memórias daqueles que herdaram o seu conhecimento, e por conseguinte, passarão adiante aos mais jovens as experiências vividas e aprendidas com essa pessoa, que supostamente, foi substituída. Pensando bem, ninguém é insubstituível, no sentido de que todos os seres humanos somos transitórios. Hoje estamos aqui e amanhã poderemos não mais estar. E, a qualquer momento, poderemos ser substituídos no cargo que ocupamos, na realização da tarefa que nos devotamos. E essa é uma realidade de muitas instituições, onde as pessoas são descartadas, por qualquer motivo ou motivo algum. Contudo, ao se repensar bem a frase, percebemos que ela é inverídica sob variados aspectos. Basta se faça um passeio pela História da Humanidade e logo descobriremos pessoas que fizeram a grande diferença no mundo. No campo da arte, recordemos de Beethoven. Ele morreu em 1827. Quem o substituiu? Embora tantos músicos depois dele, ninguém compôs sinfonias como ele o fez. Nunca mais houve outra Sonata ao luar. Ele foi único. E ouvindo as suas sonatas, seus concertos quem recorda que ele era surdo? Único e insubstituível também foi Gandhi, o líder pacifista e principal personalidade da Independência da Índia. Quem ensinou a não violência como ele o fez? Quem, depois dele liderou uma marcha para o mar, por mais de trezentos e vinte quilômetros para protestar contra um imposto? Quem conseguiu a independência de um país da forma que ele o fez? E que se falar de Martin Luther King Junior? Depois dele, alguém teve um sonho que custasse a própria vida? Um sonho em que os filhos de antigos escravos e os filhos de antigos proprietários de escravos se sentassem à mesa da fraternidade. Um sonho de que os homens não fossem julgados pela cor da sua pele, mas pela qualidade do seu caráter. Ele morreu em 1968. Quem o substituiu? Quem substituirá o colo de mãe ao filho pequeno? Quem poderá substituir o abraço da amada que partiu, do filho, do esposo que realizou a grande viagem? Tudo isso nos leva a pensar que cada pessoa tem um talento especial, uma forma de ser particular e, com isso, marca sua passagem por onde passa. Outros virão e tomarão seu lugar, realizarão suas tarefas, dispensarão amor, farão discursos importantes, mas ninguém como ela mesma. Um órfão encontrará amparo e ternura em amorosos braços, o esposo poderá tornar a se casar mas nunca será uma substituição. A outra pessoa tem outros valores, outros talentos, outra forma de ser. Pensemos, pois, que, de verdade, cada um de nós onde está, com quem está, é insubstituível. O que cada um de nós realiza, a ternura que oferece, a amizade que dispensa, o carinho que exprime é único. Isso porque somos criação do universo inigualável. Somos seres com nuances especiais, conquistadas ao longo de milhões de anos de evolução e que se expressam no sentir, no agir, no falar. Pensemos nisso e, em nossa vida, valorizemos mais as qualidades dos amigos, familiares, colegas, conhecidos, tendo em mente que cada um deles é insubstituível. E valorizemo-nos porque também somos insubstituíveis no coração das pessoas e no mundo. Redação do Pense Nisso.

 Brinquedo quebrado: criança feliz
14 Set 20204:10EP 1500

Brinquedo quebrado: criança feliz

Brinquedo quebrado: criança feliz Na qualidade de pais, nos preocupamos em ensinar aos filhos a cuidar dos seus pertences. Contudo, por vezes, vamos a extremos. Principalmente, quando se trata de brinquedos. Esquecemos que tudo se desgasta com o uso e brinquedos são feitos para brincar. Nunca para ficarem guardados em prateleiras e armários, intocáveis, aguardando o passar dos anos. Não são troféus, são brinquedos. A prudência e o zelo têm seu lugar. Também a experiência e a curiosidade e, grande sabedoria é saber a diferença entre uns e outras. Um jovem pai aprendeu isso quando, certo dia, após passar a tarde de verão brincando no parque e nadando na piscina do clube, seu filho de cinco anos apareceu com o corpo coberto de pintas vermelhas. A esposa pensou ser sarampo e como tinham agendado consulta com o pediatra, para o dia seguinte, não se preocuparam. Durante a consulta, os pais notaram vários hematomas nas pernas do menino. A médica os encaminhou ao hospital para exames mais detalhados. O medo invadiu o coração de pai e mãe. O diagnóstico foi púrpura trombocitopênica idiopática, uma doença que faz com que o baço destrua as plaquetas responsáveis pela coagulação do sangue. Se piorasse, o garoto poderia sangrar internamente até a morte. Só o tempo diria se ele conseguiria superar a crise. Três dias depois da internação hospitalar, o pai decidiu ir comprar um brinquedo para o filho. Sabendo do seu gosto por carros, escolheu um conversível amarelo. Ao se encaminhar para o caixa, a fim de pagá-lo, pensou que nas mãos de um garoto de cinco anos, não duraria muito. Logo, concluiu: E daí, se as portas se quebrarem e as rodas caírem? Se isso acontecer, é porque ele está vivo e saudável. O carrinho amenizou os longos dias de internação do menino. A crise foi superada. O conversível amarelo está na prateleira do quarto dele. As rodas caíram, as portas estão quebradas e o cromado todo descascado. O pai olha para o brinquedo e sorri. Nos últimos anos seu filho tem passado bem. Sua doença misteriosa se foi. E ele aprendeu que há objetos que podem ser substituídos, se necessário. Hoje, se um dos seus três filhos quebra alguma coisa ou gasta de tanto brincar, não o repreende. Prefere comemorar a sua infância. O esqueleto do que foi um lindo carrinho, o pneu careca da bicicleta, as peças perdidas do jogo, tudo isso demonstra que naquela casa vivem meninos sadios e felizes. Aquele pai aprendeu que o seu relacionamento com seus filhos e sua mulher é o que deve durar para sempre. Com pequenas perdas, por excesso de uso, ele pode muito bem conviver. * * * Aprendamos, nas lides cotidianas, a prezar mais o convívio com os seres amados, o diálogo, a sadia troca de ideias. Utilizemo-nos dos tempinhos que sobram em um e outro momento para estar um pouco mais com nossos amores. Nada há tão gratificante quanto observar uma criança crescer, dia a dia. Nada tão compensador quanto lhe observar as conquistas diárias. E, de todos os prêmios da Terra, o maior de todos será chegar ao final do dia, em casa, e ouvir uma voz gritar: Papai chegou! Mamãe chegou!, enquanto dois braços se enrolam em seu pescoço, apertando forte. Isso se chama viver em abundância. Redação do Pense Nisso, com base no artigo Infância e equilíbrio, de Elliott Van Egmond, da revista Seleções Reader’s Digest, de agosto de 2003.

Ante os Deficientes
12 Set 20204:24EP 1499

Ante os Deficientes

ANTE OS DEFICIENTES Há algum tempo, em Roma, os jornais noticiaram que um jovem pai lançou seu filho Ivano, um bebê deformado, de uma ponte do rio Tibre. Meu filho nunca me teria perdoado se eu o tivesse deixado viver somente para sofrer, disse o pai, justificando a sua atitude. Numa pesquisa de opinião, realizada por jornalistas europeus, na capital italiana, na ocasião, foi verificado que setenta e seis pessoas entre cem tendem à eliminação dos atípicos, porque pensam que a vida na Terra não é feita para sofrer. Em 10 de maio de 1912, em Nova York nasceu o menino Henry Viscardi Jr. Filho de um barbeiro, imigrante italiano, ele não tinha as duas pernas. No seu lugar, apenas dois cotos, exatamente como o pequeno Ivano. Seus pais o amaram e o criaram com duplicado carinho. Até os vinte e cinco anos de idade, ele não tinha mais do que um metro de altura e andava, graças a umas botas enormes, que pareciam luvas de boxe. Frequentava a universidade, custeando os seus estudos, trabalhando como juiz de basquetebol, garçom e repórter. Aos vinte e seis anos passou a utilizar pernas artificiais. A operação foi gratuita. O médico lhe disse: Um dia, faça alguma coisa por outros deficientes. Então, a dívida estará quitada. Casado e com filhos, Henry se tornou presidente de uma indústria de peças de automóveis, competindo no grande mercado industrial de Nova York. O importante a salientar, em sua indústria, é que todos que ali trabalhavam, desde o presidente ao faxineiro, eram deficientes físicos ou mentais. Tetraplégicos, em macas, usavam alguns dedos das mãos. Senhoras com deficiência mental confeccionavam trabalhos, num perfeito desafio à dignidade humana. Ele escreveu um livro, que se tornou um verdadeiro best-seller, em todo o mundo: Nós poderemos vencer. A primeira página é dedicada à sua mãe. A apresentação da obra é feita pela senhora Eleanor Roosevelt, esposa do ex-presidente americano Theodore Roosevelt. E aí, nos perguntamos: Será que o pequeno Ivano, lançado ao Tibre, não teria nascido para fazer na Europa o que o seu colega Henry realizou nos Estados Unidos? Será que, se deixado viver, não teria mostrado ao mundo que o Espírito suplanta a matéria e a domina? * * * Os deficientes enviam recados à sociedade humana. Recados que transmitem com dignidade, sem reclamações, acreditando no crescimento do hoje. Recados como este: estão se preparando para assumir papéis na vida familiar e na vida social, bastando que recebam uma chance. Bastando que as portas não se fechem para eles. Estão nas escolas e nas oficinas de treinamento. Andam ou são conduzidos pelas ruas, transportando suas pastas com material de estudo ou com instrumentos de trabalho. Conseguiram confiar em si mesmos, e estão dispostos a fazer duplo esforço para contribuir no desenvolvimento do seu potencial existente ou restante. Observemos quantos exemplos de extraordinária superação física e mental. Pensemos nisso e nos disponhamos, sempre, a investir na vida. Redação do Pense Nisso, com base no cap. 5, pt. 1 e no cap. 3, pt. 2, do livro As aves feridas na Terra voam, de Nancy Puhlmann Di Girolamo, ed. Terra Azul.

 Quero ser um smartphone
11 Set 20204:09EP 1498

Quero ser um smartphone

Quero ser um smartphone Na sala de aula, a professora pediu aos alunos que fizessem uma redação, e que nela expressassem, de alguma forma, o que gostariam que Deus fizesse por eles. Já em casa, quando corrigia os textos dos alunos, deparou-se com uma que a deixou deveras emocionada. Um choro sentido irrompeu sem que ela pudesse controlar. Deixou tudo o que estava fazendo, sentou-se numa poltrona, ainda com a redação nas mãos, e ficou ali, pensativa, entre lágrimas. O marido percebeu que alguma coisa estava errada, e entrou no escritório onde ela estava: O que aconteceu, querida? Ela, sem conseguir falar direito, passou a ele a redação e disse: Lê... A redação é de um aluno meu. O marido segurou a folha de papel e começou a ler: Senhor, nesta noite, peço-te algo especial: transforma-me num smartphone. Quero ser levado a sério quando falar, ou quando tenho algo pra mostrar. Ser o centro das atenções e ser escutado sem interrupções e perguntas. Senhor, quero receber a mesma atenção que ele quando não funciona, quando está com algum problema. Ter a companhia de meu pai quando ele chega em casa, mesmo que esteja cansado. Que minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida, ao invés de me ignorar. E ainda, que meus irmãos briguem para poderem estar comigo. Quero sentir que minha família deixa tudo de lado, de vez em quando, para estar comigo. Por fim, que eu possa divertir a todos. Senhor, não te peço muito. Só te peço que me deixes viver intensamente como qualquer smartphone vive! Quando o marido terminou a leitura, estava incomodado. Meu Deus, coitado desse menino! Que pais ele tem! – Disse ele, virando-se para a esposa. A professora olhou bem nos olhos do marido e depois baixou-os, dizendo num sussurro: Esta redação é do nosso filho... * * * Há tantas coisas que o mundo moderno nos oferece! Tantas opções para tudo, que ainda parecemos deslumbrados com esta realidade, como crianças ao adentrar numa imensa loja de brinquedos. São tantas informações disponíveis, tantas distrações, tanto entretenimento ao nosso dispor... Mas será que não estamos deixando de lado o mais importante? Será que sabemos o que é mais importante, o que procurar na vida? Mediante esta constatação, será que a família não está sendo deixada em segundo plano? Será que os relacionamentos não estão sendo vividos numa certa superficialidade confortável? É tempo de pensar em tudo isso. Não troquemos a brincadeira com um filho por uma mensagem no what’s app ou em outra mídia social. Não troquemos momentos de conversa amiga com os familiares para compartilhar algo com pessoas distantes. Aquele “like” não é mais importante do que o telefonema ao amigo, perguntando se está bem. A vida em família é o grande alicerce da felicidade de todos nós. O resto é acessório. O resto... é resto...é “fake”. Pense Nisso, mas pense agora. Redação do Pense Nisso, com base em texto de autoria ignorada.

Para Que Eu Nasci
10 Set 20205:06EP 1497

Para Que Eu Nasci

Para que eu nasci? Quanto mais nos aprofundamos em conhecer a vida de grandes homens, mais nos indagamos a respeito da nossa própria jornada na Terra. Por exemplo, o pastor e ativista político Martin Luther King Jr, líder do Movimento dos Direitos Civis dos negros nos Estados Unidos e no mundo... com sua campanha contra a violência e de amor ao próximo. A religiosa indiana, de origem albanesa, Prêmio Nobel da Paz de 1979, Madre Tereza... com sua proposta de atender aos mais pobres do mundo. Mohandas Karamchand Gandhi, o advogado que empregou resistência não violenta para liderar a campanha bem sucedida da independência da Índia. Suas ações inspiraram movimentos pelos direitos civis e liberdade em todo o mundo. E o que dizer de tantos jornalistas que, no intuito de denunciar a crueldade, o terrorismo, a corrupção, pagam com a própria vida.. Tantos grandes homens, tantas vidas excepcionais... Músicos que levam plateias ao quase êxtase com suas execuções instrumentais; bailarinos que traduzem as mais doces e as mais duras emoções em seus passos, nas suas expressões corporais; Médicos, enfermeiros, que salvam vidas em hospitais, em campos de refugiados, em zonas de miséria, onde abundam as enfermidades; professores que ilustram as mentes, poetas que escrevem textos de extraordinária beleza e filosofia... Tantos modelos preciosos. Doações ao semelhante, contribuições para a Humanidade. É então que olhamos para nós, sem nenhum desses grandes potenciais e nos perguntamos: Para que eu nasci? Toda vida tem um propósito. E todo propósito obedece a um plano divino. Podemos não ser o escritor famoso, que distribui pelo mundo as suas obras. Nem o orador extraordinário que arrebata multidões com as suas frases de efeito e alta capacidade de influenciar. Analisemos a nossa vida. Onde vivemos, qual o panorama que nos rodeia? Que profissão exercemos? E nos daremos conta de que o Criador espera que cumpramos o nosso planejamento. Dentre tantos, consideramos também a paternidade e a maternidade. E se não somos pais de sangue, talvez tenhamos vindo para apoiar e abraçar a adoção. Talvez nos encontramos aqui para servir de amparo a alguém, a ser um simples voluntário numa obra de paz, de assistência à fome ou à deficiência. Podemos não ser um líder, mas aquele que engrossa as fileiras pelas causas do bem. Aquele que contribui, que adere, que coopera, anônimo, no tempo preciso. Talvez estejamos aqui para demonstrar pelo trabalho como se cumpre de forma honrada o dever. Ou tenhamos nascido para sermos o amparo dos nossos pais, quando alcançarem a velhice. O braço forte para lhes ajudar nos passos. Talvez tenhamos nascido simplesmente para plantar um jardim, construir uma casa, adornar um ambiente, providenciar a limpeza da rua por onde passarão outras pessoas. Diante de tantas incertezas, ao menos uma certeza existe: Cada um de nós nasceu para um propósito... *** O que não podemos permitir é que nossa vida simplesmente passe, sem que cumpramos uma missão nesta terra. Nossa existência tem um porquê; nossos dias não podem terminar sem que tenhamos deixado um legado na vida de alguém, principalmente para os nossos, nossa família, e pessoas próximas a nós, a quem estimamos. Mas também podemos ser um importante instrumento para auxiliar pessoas que nem mesmo conhecemos. Nós possuímos valores, capacidades, habilidades, emoções, recursos. Nós podemos fazer a diferença na vida de alguém, e podemos tornar a nossa vida melhor, fazendo aquilo que realmente importa. Cada um de nós nasceu para um propósito... Você já descobriu o seu? Pense nisso... mas, pense agora! Redação do Pense Nisso, com texto inicial baseado no Momento Espírita.

Nova Visão
8 Set 20203:10EP 1495

Nova Visão

NOVA VISÃO Era uma manhã de um dia de semana, desses de céu aberto e muito sol. Um trabalhador dirigiu-se para seu local de trabalho. Passando em frente a um templo religioso, decidiu entrar. Era uma sala muito ampla e ele sentou num dos últimos lugares, bem ao fundo. Ali se pôs a fazer sua oração cheia de vida. Ouviu, então, em meio ao silêncio, uma voz de alguém, cuja presença não tinha percebido: Escute, venha aqui. Venha ver a rosa. Ele olhou para os lados, para a frente e viu uma pessoa sentada num dos primeiros lugares. Levantou-se e a voz falou outra vez: Venha ver a rosa. Embora sem entender, ele se dirigiu até a frente e percebeu que sobre a mesa havia realmente um vaso, no qual estava uma linda rosa. Parou e começou a observar o homem maltrapilho que, vendo-o hesitante, insistiu: Venha ver a rosa. Sim, estou vendo a rosa, respondeu. Por sinal, muito bonita. Mas o homem não se conformou e tornou a dizer: Não, sente-se aqui ao meu lado e veja a rosa. Diante da insistência, o trabalhador ficou um tanto perturbado. Quem seria aquele homem maltrapilho? O que desejaria com aquele convite? Seria sensato sentar-se ali, ao lado dele? Finalmente, venceu as próprias resistências, e se sentou ao lado do homem. Veja agora a rosa, falou feliz o maltrapilho. De fato, era um espetáculo todo diferente. Exatamente daquele lugar onde se sentara, daquele ângulo, podia ver a rosa colocada sobre um vaso de cristal, num colorido de arco-íris. Dali podia-se perceber um raio de sol que vinha de uma das janelas e se refletia naquele vaso de cristal, decompondo a luz e projetando um colorido especial sobre a rosa, dando-lhe efeitos visuais de um arco-íris. E o trabalhador, extasiado, exclamou: É a primeira vez que vejo uma rosa em cores de arco-íris. Mas, se eu não tivesse me sentado onde estou, se não tivesse tido a coragem de me deslocar de onde estava, de romper preconceitos, jamais teria conseguido ver a rosa, num espetáculo tão maravilhoso. * * * É preciso saber olhar o outro de um prisma diferente do nosso. O amor assume coloridos diversos, se tivermos coragem de nos deslocarmos de nosso comodismo, de romper com os rotulos, para ver o diferente e o novo. Há uma rosa escondida em toda pessoa, que não estamos sendo capazes de enxergar. Há necessidade de sairmos de nós mesmos, de nos dispormos a sentar em um lugar incômodo, de deixar de lado as prevenções, para poder ver as rosas do outro, de um ângulo diverso. Realizemos essa experiência, hoje, em nossas vidas. Procuremos aceitar que podemos ver um colorido especial onde, para nós, nada havia antes, ou talvez, de acordo com nosso modo de pensar, jamais poderiam ser vistas outras cores. Pense nisso e rompa com os preconceitos e rótulos.

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