Capa de PENSE NISSO

PODCAST · 3390 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

Compartilhar

Episódios

Ordenar por:Mais recentes
A Educação e a Música
25 Set 20204:07EP 1510

A Educação e a Música

A EDUCAÇÃO E A MÚSICA A música faz parte da História da Humanidade desde os mais remotos tempos. As pinturas rupestres, achadas em sítios arqueológicos, e que descrevem a rotina de grupamentos humanos primitivos sugerem danças e uso de instrumentos musicais. A História das civilizações antigas é repleta de manifestações musicais, algumas delas ligadas a rituais religiosos ou a festas tradicionais de cada povo. Desde a vida intrauterina a música parece influir no bebê. Mulheres grávidas relatam menor agitação da criança quando escutam música suave. Durante os primeiros meses de vida a criança já mostra percepção musical. Estudos demonstram que os recém-natos parecem se acalmar ao ouvir uma melodia suave. As crianças comumente se alegram quando ouvem música e, nessa fase da vida, podemos influenciar seu gosto musical através do hábito. Entre os séculos XIII e XIX a Humanidade foi presenteada com compositores que criaram um estilo de música elevado, conhecido hoje como música clássica e erudita, que significa música de qualidade. Entre os compositores desse período estão Johann Sebastian Bach, Ludwig van Beethoven, Wolfgang Amadeus Mozart, Frederic Chopin. Esse tipo de música, originalmente composta na Europa, ganhou adeptos no mundo todo. Hoje, grandes orquestras em todos os países se dedicam a apresentar obras desses gênios da Humanidade. Beethoven costumava dizer que Deus se comunicava com ele através da música. Mozart dizia que a música não era sua, mas sim fruto de uma inspiração superior. Muitas composições de Bach foram influenciadas por sua religiosidade e até hoje emocionam o mundo, como o famoso Oratório de Natal. Os espectadores de um concerto de música clássica sentem-se comumente enlevados, desfrutando de uma emoção muitas vezes indescritível. Comumente tal gosto musical se associa a outros hábitos culturais. Por este motivo esse estilo musical é também chamado erudito, palavra que significa vasta cultura. A platéia dos concertos clássicos costuma manter-se em silêncio, comportamento bastante diverso das apresentações de estilos musicais populares que convidam à agitação. No entanto, ainda hoje, em muitas sociedades, o gosto pela música clássica não é o que predomina, talvez porque tal estilo não seja apresentado às crianças. Assim como a educação formal é necessária para que a criança aprenda a ler e a escrever, e desenvolva um conhecimento básico que a habilite para sua vida, a educação musical pode formar o hábito do indivíduo. Ao ouvir música de elevada qualidade desde a infância, o indivíduo poderá incorporá-la a seus hábitos com maior facilidade. Educar é desenvolver a capacidade física, intelectual, moral e afetiva de um indivíduo. Educar uma criança é uma tarefa da mais alta responsabilidade. É dever de quem educa mostrar caminhos de qualidade a uma criança e dar a ela bases morais para escolher o caminho que, mais tarde, usando seu livre-arbítrio, ela escolherá. Redação do Pense Nisso.

21 gramas
24 Set 20204:55EP 1509

21 gramas

21 gramas

 Talentos todos temos
23 Set 20202:59EP 1508

Talentos todos temos

Talentos todos temos Quais são os nossos talentos? Esta pergunta é algo que vale a pena fazermos para nós mesmos. Há quem diga que não os tem, que não consiga fazer nada direito, que não tem nada para oferecer de bom. Há outros que imaginam que talento é algo para pessoas especiais, predestinadas. Que são poucos aqueles que efetivamente têm algum. Se analisarmos mais detidamente, conseguiremos perceber que todos nós, de alguma forma, temos talentos. Alguns têm inteligência privilegiada e, logo mostram seu talento na capacidade pensante, nos raciocínios lógicos, nas deduções brilhantes. Outros são talentosos no trato com as pessoas. Conseguem travar conversa agradável com quem quer que seja, apresentam sempre uma palavra amiga, um comentário feliz. Há outros que têm talento inegável na profissão que escolhem. Realizam-na com prazer e dedicação, produzem com esmero e qualidade, oferecendo sempre o melhor, o inusitado, o surpreendente. Mesmo em situações que muitos não dão a importância devida, há muito talento se expressando. A dona de casa, embora muitas vezes sem reconhecimento, é quem, com muito talento, administra o orçamento, planeja o cardápio, gerencia o asseio do lar. Isso, sem talento, seria sempre tarefa incompleta ou mal feita... Dispomos de potencialidades, capacidades que podemos utilizar como instrumentos de contribuição para a sociedade em que vivemos. Quantas histórias não escutamos sobre maestros, músicos, artistas que multiplicam seu talento em atividades sociais, comunitárias, ensinando a crianças e jovens as belezas de sua arte. Quantos não são os professores que, talentosos, sabem honrar seu ofício, indo além do dever profissional que lhes cabe, sendo mestres a conduzir mentes, a construir cidadãos, a forjar positivamente caracteres. Há, e não são poucos, executivos talentosos que, amealhando grandes somas graças à sua inegável capacidade de negócios, utilizam seu dinheiro para fazer o bem, produzir o bom e o belo, conscientes de que de nada valeria guardar em frios cofres o resultado monetário dessa sua potencialidade. Não importa em que ou quanto somos bons, quais os nossos talentos. Sempre haverá a possibilidade de multiplicá-los, de fazê-los crescer e produzir frutos em benefício de tantos. * * * Assim, ao percebermos os talentos de que dispomos, aproveitemo-los para que possam beneficiar o meio em que estivermos. Madre Tereza de Calcutá usou do seu talento de amar ao próximo para modificar as paisagens do planeta. Albert Einstein não poupou seu talento para que a Ciência ganhasse novos horizontes. Porém, se ainda não conseguimos acessar capacidades dessa magnitude, façamos aquilo que já nos cabe. Talvez não modifiquemos a história do mundo, nem consigamos deixar nosso nome marcado nos compêndios da ciência ou da arte. Mas valerá a pena se, com nosso talento, pudermos contribuir para que uma vida se faça melhor, que o dia de alguém se torne mais suave, ou que a estrada de algum outro possa ter, ao menos, uma flor a mais plantada, adornando o seu caminhar. Pense Nisso.

Um pedido de socorro
22 Set 20204:39EP 1507

Um pedido de socorro

Um pedido de socorro Lembro-me quando eu ainda era um menino, passeava de barco com minha família, contemplando, pelo menos uma vez ao ano, as belezas do Pantanal. Meu pai gostava muito de pescar, mas a minha satisfação mesmo era olhar para o rio, cercado de muitas árvores. As folhas verdes, o cheiro de natureza e as surpresas que ela nos entregava durante o trajeto, me faziam tão bem… Era um cenário encantador… Aquele ambiente nos permitia sentir paz. Os pássaros cantavam alegres, como se desejassem boas vindas.. Observávamos onças e jacarés à beira do rio… De vez em quando, um macaquinho traiçoeiro aparecia em meio aos troncos chamando nossa atenção. Ah, como nos divertíamos! O que eu via e ouvia era um refrigério para minha alma, ainda que eu fosse só uma criança e naquela época não tivesse tantos compromissos a ponto de desejar me esconder do mundo e seus problemas. Mas, nos últimos meses, a minha doce lembrança da infância tem sido golpeada por um cenário devastador, um terrível desastre ambiental. O que eu mais admirava tem se transformado em cinzas. O canto dos pássaros… em gritos de desespero, num céu tomado de fumaça; Aliás, fumaça que invade também as cidades, sem pedir licença, tamanha a sua força e descontrole. Animais tentam, mas nem sempre conseguem abrigo. O Pantanal está morrendo aos poucos... E nós, dia a dia, perdemos um pouco da nossa maior riqueza; a nossa história, animais silvestres, plantas nativas… O mesmo Pantanal que me trazia paz nos meus passeios em família, hoje me faz enxergar a ganância e a ignorância humana. Outras regiões do estado enfrentam o mesmo problema. Biomas ameaçados por incêndios, dor e destruição; São tantas vidas ceifadas, prejuízos, sonhos perdidos… E o que podemos fazer? Talvez você não seja alguém qualificado para ajudar efetivamente no combate aos incêndios, e por segurança, não deve se aproximar do fogo; mas você pode ser aquele que observa o comportamento do outro e denuncia práticas criminosas… também pode ser quem incentiva a consciência ambiental, em casa, no trabalho, em qualquer lugar, semeando novos comportamentos; talvez, aquele que apoia quem, de alguma forma, foi afetado com tudo isso; Que possamos reconhecer o trabalho daqueles que se arriscam para proteger outras vidas, trabalhando horas e horas diárias contra um fogo astuto, rápido, que tem causado perdas irreparáveis… Bombeiros, brigadistas, voluntários, autoridades públicas e políticas, eu e você. Esta é uma responsabilidade nossa. Hoje, o nosso olhar para o Pantanal é com compaixão. O nosso paraíso está ameaçado e é hora de exercer a empatia, num nível ainda maior… Inúmeras espécies precisam de socorro. Precisam de cada um de nós… Estou certo de que os acontecimentos dos últimos meses têm nos mostrado a nossa fragilidade humana e o quanto precisamos evoluir como pessoas. O meu desejo é que possamos fazer mais, Que as nossas lembranças não se percam, Que admiração que temos por nossa natureza não morra.. O verdadeiro impacto de todas as nossas ações, boas ou ruins, veremos no futuro… Que possamos dar a volta por cima, juntos, cuidando bem do que é nosso, pensando ainda mais nos outros; Pense nisso... mas, pense agora!

Um facilitador de caminhos
21 Set 20204:55EP 1506

Um facilitador de caminhos

UM FACILITADOR DE CAMINHOS Dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito. Foi a primeira grande desavença em toda uma vida de trabalho lado a lado. O que começou com um pequeno mal entendido, explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por meses de total silêncio. Numa manhã, o irmão mais velho recebeu em sua casa um carpinteiro, que procurava por emprego. “Você tem algum serviço para mim?”, perguntou o homem. “Sim”, disse o fazendeiro. “Vê aquela fazenda ali, além do riacho? É do meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo. Use aquela pilha de madeira para construir uma cerca bem alta”. O carpinteiro então respondeu: “Acho que entendo a situação. Mostre-me onde estão a pá e os pregos”. O irmão mais velho entregou o material e foi para a cidade. O homem trabalhou o dia todo. Quando o fazendeiro chegou, ficou surpreso com o que viu: em vez de uma cerca, uma ponte havia sido construída, ligando as duas margens do riacho. Era um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido. Ele disse: “Você foi atrevido ao construir essa ponte depois de tudo que lhe contei”. Minutos depois, ao olhar novamente para a ponte, viu que o seu irmão mais novo se aproximava de braços abertos, e com um belo sorriso, falou: “Você realmente foi muito amigo e humilde construindo esta ponte mesmo depois de tudo que eu lhe disse”. De repente, num só impulso, o irmão mais velho correu na direção do outro e abraçaram-se, chorando no meio da ponte. Satisfeito com o que viu, o carpinteiro saía com sua caixa de ferramentas, quando o irmão mais velho falou: “Espere, fique conosco! Tenho outros trabalhos para você”. E o Carpinteiro respondeu: “Eu adoraria, mas tenho outras pontes a construir…”. ***** Todos nós temos a capacidade de construir pontes. Talvez não seja uma estrutura de madeira como aquela que liga, realmente, um lado do riacho ao outro, mas temos todos os dias a oportunidade de agir como facilitadores de caminhos. Onde há conflitos e divisões, podemos levar mensagens de paz, esperança e unidade. Porém, ao longo da nossa vida, assumimos diferentes posições. Muitas vezes nos comportamos como o irmão mais velho, aprendemos a nos esconder diante de um problema; optamos por construir paredes, alimentamos ressentimentos e mal entendidos... Em outras ocasiões, agimos como o irmão mais novo da história: independente, apegado também às próprias razões e argumentos, e que decide ceder só depois que o outro, aparentemente, dá o primeiro passo. Até que isso aconteça, cada um pro seu lado, e assim a vida passa... Neste mesmo cenário, podemos agir também como o carpinteiro. Aquele trabalhador, ao ouvir sobre o conflito entre os irmãos, não quis tomar partido. Nem se preocupou em identificar quem estaria certo ou errado, mas decidiu construir uma ponte. Agiu com sabedoria, deixou um legado. Muitos de nós, por diversas vezes, deixamos nos levar pela emoção, e ao invés de ajudar, inflamamos mais... Tornamos insustentável o que já não estava bem... Comentamos, julgamos, e até condenamos, sem nenhuma contribuição eficaz para a resolução do problema. O que era um desentendimento simples, pequeno, pode evoluir para feridas mais profundas... Mas a atitude daquele carpinteiro, depois de ouvir o irmão mais velho, foi construir uma ponte... Ele foi um pacificador. Independentemente se somos, participantes ou observadores de um conflito, a verdade é que a vida sempre nos dá oportunidades de agirmos como aquele homem. Podemos facilitar caminhos... Agora eu te pergunto: Você constrói pontes? PENSE NISSO, MAS... PENSE AGORA

 Chantagem emocional
19 Set 20203:27EP 1505

Chantagem emocional

Chantagem emocional O uso da chantagem emocional com os filhos é muito comum por parte de alguns pais. Em vez de fazer uso da razão e do bom senso para persuadir o filho a agir de forma correta, esses pais apelam para a chantagem. Alguns dizem: "se você não for bonzinho, eu não gosto mais de você!" Geralmente o filho cede, pois não quer perder o afeto dos pais. Numa idade em que a criança ainda não tem condições de perceber que os pais estão blefando, fará de tudo para ser aceita. Outras vezes, quando o filho tem algum sentimento negativo, os pais falam: "sentir inveja é feio", "sentir ciúmes é vergonhoso", "ninguém gosta de quem guarda mágoa". É certo que o filho irá dissimular os sentimentos, mas não aprenderá a lidar com esses vícios que o infelicitam tanto. Para merecer o amor de seus pais, o filho esconderá o que sente e agirá de forma traiçoeira, sempre que tiver ensejo. Pais que usam a chantagem emocional torturam o filho em vez de ajudá-lo a se libertar das imperfeições. A criança deve ser orientada, educada, mas também envolvida em afeto, carinho, proteção, aconchego. O amor não deve ser barganhado. O bem-querer deve ser espontâneo e independente do comportamento da criança. Devemos passar a ele a certeza de que nossa relação amorosa jamais estará em jogo. Como pais podemos não concordar com o comportamento de nosso filho, mas jamais deveremos jogar com nosso carinho e atenção. Devemos deixar bem claro que não aprovamos suas ações inadequadas, mas que o amamos mesmo assim. Com essa atitude estaremos preservando nosso filho da necessidade de esconder seus sentimentos. Daremos a ele a lição da honestidade, da sinceridade, da humildade, pois ele saberá que suas fragilidades devem ser enfrentadas, e não escondidas para agradar esta ou aquela pessoa. Com isto ele também aprenderá a respeitar as limitações dos outros. Não evitará pessoas que pensam, sentem e agem de forma E o que é mais importante: nosso filho sentirá que pode educar suas más tendências sob a proteção do nosso amor e da nossa ternura. E isso o ajudará muito na sua auto-educação. Por todas essas razões, vale a pena rever os meios que estamos usando para educar nossos filhos. Ninguém duvida da boa intenção e do amor dos pais pelos filhos, mas o que se pretende pensar é na melhor maneira de ajudá-los a se ajudarem. Pense nisso! Quando seu filho manifestar algum sentimento nocivo, aproxime-se dele e o ajude a refletir sobre o que está sentindo. Ajude-o a analisar seus maus pendores, mas também enalteça suas virtudes, seus acertos, suas conquistas, pois estas são mais importantes para sua felicidade. Faça-o sentir que seu amor por ele é incondicional, e verá que tudo será mais fácil, tanto para seu filho como para você.

O Tempo
18 Set 20203:04EP 1504

O Tempo

O TEMPO Um autor desconhecido escreveu certa vez que a alegria, a tristeza, a vaidade, a sabedoria, o amor e outros sentimentos habitavam uma pequena ilha. Certo dia, foram avisados que essa ilha seria inundada. Preocupado, o amor cuidou para que todos os outros se salvassem, falando: Fujam todos, a ilha vai ser inundada. Todos se apressaram a pegar seu barquinho para se abrigar em um morro bem alto, no continente. Só o amor não teve pressa. Quando percebeu que ia se afogar, correu a pedir ajuda. Para a riqueza apavorada, ele pediu: Riqueza, leve-me com você. Ao que ela respondeu: Não posso, meu barco está cheio de ouro e prata e não tem lugar para você. Passou então a vaidade e ele disse: Dona Vaidade, leve-me com você... Sinto muito, mas você vai sujar meu barco. Em seguida, veio a tristeza e o amor suplicou: Senhora Tristeza, posso ir com você? Amor, estou tão triste que prefiro ir sozinha. Passou a alegria, mas se encontrava tão alegre que nem ouviu o amor chamar por ela. Então passou um barquinho, onde remava um senhor idoso, e ele disse: Sobe, amor, que eu te levo. O amor ficou tão feliz, que até se esqueceu de perguntar o nome do velhinho. Chegando ao morro alto, onde já estavam os outros sentimentos, ele perguntou à sabedoria: Dona Sabedoria, quem era o senhor que me amparou? Ela respondeu: O tempo. O tempo? Mas por que ele me trouxe aqui? Porque só o tempo é capaz de ajudar e entender um grande amor. * * * Dentre todos os dons que é concedido ao homem, o tempo tem lugar especial. É ele que acalma as paixões indevidas, ensinando que tudo tem sua hora e local certos. É ele que cicatriza as feridas das profundas dores, colocando o algodão anestesiante nas chagas abertas. É o tempo que nos permite amadurecer, através do exercício sadio da reflexão, adquirindo ponderação e bom senso. É o tempo que desenha marcas nas faces, espalha neve nos cabelos, leciona calma e paciência, quando o passo já se faz mais lento. É o tempo que confirma as grandes verdades e destrói as falsidades, os valores ilusórios. O tempo é, enfim, um grande mestre, que ensina sem pressa, aguarda um tanto mais e espera que cada um a sua vez, se disponha a crescer, servir e ser feliz. E é o tempo, em verdade, que nos demonstra, no correr dos anos, que o verdadeiro amor supera a idade, a doença, a dificuldade, e permanece conosco para sempre. * * * Neste mundo, tudo tem a sua hora. Cada coisa tem o seu tempo. Há o tempo de nascer e o tempo de morrer. Tempo de plantar e de colher. Tempo de derrubar e de construir. Há o tempo de se tornar triste e de se alegrar. Tempo de chorar e de sorrir. Tempo de espalhar pedras e de juntá-las. Tempo de abraçar e de se afastar. Há tempo de calar e de falar. Há o tempo de guerra e o tempo de paz. Mas sempre é tempo de amar.

O Valor das Coisas
17 Set 20202:29EP 1503

O Valor das Coisas

O valor das coisas Era uma vez um homem que tinha muitos pés de romãs em seu pomar. Por muitos outonos ele colocava suas romãs em bandejas de prata, do lado de fora de sua casa, e em cima punha cartazes com os seguintes dizeres: Apanhe uma, de graça. Seja bem-vindo. As pessoas passavam, olhavam, mas nenhuma delas apanhava uma fruta. Então, depois de muitos outonos, o homem refletiu e tomou uma decisão. No próximo outono ele não pôs as romãs em bandeja de prata fora de sua residência. Pôs apenas um cartaz bem alto que dizia: Temos aqui as melhores romãs da terra, mas as vendemos por um valor maior que quaisquer outras romãs. Qual não foi sua surpresa quando todos os homens e mulheres da vizinhança vieram correndo comprar. * * * Essa pequena parábola de Khalil Gibran, embora pareça simples, nos traz lições valiosas. Nos dias atuais há pessoas que, a exemplo daquele povo, desprezam as coisas simples ou que são de graça e passam a valorizá-las quando têm que pagar alto preço por elas. É um conceito equivocado de que o que é de graça ou muito barato, não presta. Se ouvimos o anúncio de um espetáculo qualquer, um concerto, uma peça teatral, cuja entrada seja franca, logo pensamos que não vale a pena assistir. Se é o convite para uma palestra em que não se cobrará ingresso, logo imaginamos que não pode ser coisa boa. Mas, se ao contrário, ouvimos a chamada para uma palestra de um profissional qualquer, cujo ingresso custará um alto valor, ficamos logo entusiasmados e pensamos que vai ser muito boa. O que costumamos fazer, nesses casos, é julgar o valor das coisas pelo seu preço, o que nem sempre é uma realidade. O verdadeiro afeto de um amigo, por exemplo, não é cobrado. E muitas vezes nós não o valorizamos tanto quanto valorizamos um cliente, que significa para nós um investimento financeiro. O carinho de uma mãe não nos custa nada, mas é mais valioso que qualquer bem da Terra. Há muitas coisas que nos chegam de graça, mas são de valor inestimável. Talvez seja por isso que não tenham preço em moeda. O ar que respiramos nos chega gratuitamente, e sem ele não viveríamos. A água que nos sustenta a vida, Deus nos dá de graça. O perfume que as flores espalham, não nos custa nenhum centavo. * * * É importante que passemos a ver as coisas pelo seu real valor e pela importância que pode representar em nossas vidas. Há coisas que custam muito e nada acrescentam na nossa economia moral. E há outras que não custam nenhuma moeda, mas que são de alta valia para nosso bem-estar físico e mental. Pense nisso, mas pense agora!

Nada tocando
PENSE NISSO
0:00
0:00