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PODCAST · 3389 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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A dor que causamos
23 Abr 20214:40EP 1693

A dor que causamos

Na nossa vida, passamos por muitas situações felizes, mas também enfrentamos momentos tristes... conhecemos a dor. Alguns dizem que a dor é ruim, outros, falam da sua importância e o seu valor. Talvez você não tenha parado pra pensar que a dor física, de um modo geral, é um aviso da natureza, que procura nos preservar dos excessos. Sem ela, abusaríamos de nossos órgãos até ao ponto de os destruirmos antes do tempo. Quando um mal aparece no corpo, são os efeitos desagradáveis da dor que nos informam de que algo não está bem. E podemos buscar o tratamento, a medicação adequada. Em se falando da coletividade, a dor tem um grande papel. Foi graças a ela que se constituíram os primeiros agrupamentos humanos. Foi a ameaça das feras, da fome… que obrigou o indivíduo a procurar o seu semelhante para constituir o grupo. Isso permitiu que da vida comum, dos sofrimentos comuns, da inteligência e do trabalho comuns saísse toda a civilização, com suas artes, ciências e indústrias. A dor ainda tem um efeito terapêutico para a alma, desde que, através dela, possamos resgatar faltas cometidas, em passado próximo ou distante. A dor será uma bênção quando bem sofrida, ou seja, sem revolta e indignação. No entanto, existem dores e dores. Se há a necessidade da dor para tratar determinadas faltas, não está na mão de nenhuma pessoa impor sofrimento ao outro. Nenhum de nós tem o direito de ferir a quem quer que seja. E se o fizermos seremos responsabilizados. Bom pensarmos quantas vezes ferimos o nosso irmão, nosso familiar, nosso colega de trabalho. Quantas vezes erguemos a voz no lar para reclamar de alguma coisa que desejamos que fosse diferente. Reclamamos da falta de sal no arroz, do prato que não ficou muito bom, até do cardápio ser sempre o mesmo. Quantos de nós reclamamos do companheiro de trabalho, por não realizar a tarefa exatamente da forma que a idealizamos, como nós a faríamos. Quantas vezes magoamos corações que buscaram fazer o seu melhor. Mas não deram porque têm suas limitações. Toda dor que causamos ao nosso semelhante nos será computada em nossa carga de débitos. Devemos considerar também o quão fundo agredimos nosso próximo, em sua sensibilidade. Não podemos avaliar a fragilidade do outro. Pode ser que ele não dê muita atenção às nossas reclamações. Ou pode ser que a nossa migalha de dor lhe seja um acréscimo a tantas outras dores que sofre, e ele venha a se desequilibrar, física e psicologicamente. Não temos o direito de ferir ninguém. Tenhamos prudência com nossas palavras faladas ou escritas. Ditas pessoalmente ou enviadas pelas redes sociais, de qualquer forma. O nosso papel nesta terra não é ferir. Que possamos semear paz, acolhimento e alegria através de nossas ações e palavras. É disso que o mundo precisa. Pense nisso, mas... Pense agora. (*) Pense Nisso baseado em texto do Momento Espírita, com informações do livro O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. FEB e o livro O problema do ser, do destino e da dor, de Léon Denis, ed. FEB. Em 15.4.2021.

 A Dor do Erro
21 Abr 20213:40EP 1691

A Dor do Erro

Quem de nós pode avaliar a própria vida como uma estrada feita somente de acertos? Quem tem condições de afirmar que seus dias foram construídos de forma irrepreensível, de maneira correta? Se bem analisarmos, perceberemos que os erros, tropeços e enganos são naturais em nosso processo de aprendizado, finalidade maior da nossa existência. Erramos, muitas vezes, por imaturidade. Portadores de valores ou sentimentos pouco nobres, acreditamos, ao elegê-los, que esses seriam os mais adequados para nos conduzir. Assim, nos deixamos guiar ora pelo orgulho, ora pela vaidade. Ou, ainda, a soberba e a arrogância nos acompanham nas decisões e comportamentos ao longo da vida. Até que nos apercebemos que eles nos trazem dissabores e não são os melhores conselheiros e condutores da existência. Mais maduros, calejados pela experiência, ao nos darmos conta de que aqueles não são os melhores valores para nos acompanhar, nem os melhores parâmetros para nos aconselhar, os abandonamos para buscar rumos mais felizes e saudáveis. Ao avaliarmos esses dias de equívocos, ao olharmos para trás, percebemos que não agimos por maldade. Apenas éramos imaturos e, talvez, um tanto levianos. Foi necessário que as dores decorrentes do erro e o peso das dificuldades nos forjassem na alma, uma conduta mais positiva.. * * * Assim ocorre com muitos pela estrada da vida. São vários aqueles que nos acompanham que agem dessa forma. Servem-se de valores equivocados nos relacionamentos. Estabelecem padrões ilusórios para pautar seu comportamento. Buscam condutas reprováveis na sua vivência. Agem como agíamos há pouco tempo para, logo mais, as dores da vida os convidar para as lições do aprendizado. Como sabemos disso, porque era exatamente assim que nos portávamos, até recentemente, não julguemos. Aqueles que hoje agem de maneira equivocada, sem dúvida terão sobre os próprios ombros o peso dos seus erros, no justo reflexo que a vida oferece de tudo que fazemos. Se a vida já nos permitiu esse aprendizado, mais do que ninguém sabemos desnecessárias a nossa crítica acida para com aqueles que hoje erram. Dessa forma, se os nossos caminhos se cruzam com os caminhos de criaturas ainda iludidas a respeito do verdadeiro significado da vida, aproveitemos a chance para cultivarmos compreensão.E deixemos que a vida, a seu tempo, ofereça as melhores lições, para todos nós, que ainda temos tanto a aprender a respeito das coisas. Pense nisso. Redação do Pense Nisso.

As frustrações
20 Abr 20213:44EP 1690

As frustrações

As Frustrações Grande parte das pessoas, na sociedade atual, é infeliz, é frustrada. Você já se perguntou por que isso acontece? Muitos são os estudos feitos para se descobrir as possíveis causas da infelicidade do homem moderno e todos apontam para um único e grande causador de tudo isso: o próprio homem. O ser humano traz em sua bagagem, ao nascer, um plano de felicidade. Ele traz consigo basicamente três motivações que o levarão a uma satisfação pessoal, se as conseguir manter ao longo da existência. Uma delas é ter um relacionamento pessoal satisfatório. Outra, é poder ser útil na comunidade em que vive e, por fim, crescer como indivíduo, alcançando sua auto-realização. Se todas as pessoas conseguissem atender a esses apelos do seu interior jamais se sentiriam frustradas ou infelizes. No entanto, há outros apelos muito fortes que vêm do exterior, que a sociedade impõe como sendo indispensáveis: ter muito dinheiro, ter fama e ser fisicamente atraente. E é quando o ser humano entra na luta pela conquista de posses materiais, de fama e de uma aparência física atraente, que muitas vezes se infelicita e se frustra. E por que isso ocorre? Porque, em sua maioria, as criaturas se esquecem das suas aspirações íntimas e passam a lutar com todas as suas forças para conquistar o que a sociedade convencionou chamar de homem bem sucedido. E, para "subir na vida", tantas vezes não se importa em passar por cima de seus semelhantes, e mata uma de suas motivações íntimas: a de ter um bom relacionamento pessoal. Deixa de ouvir a voz da consciência que o chama à utilidade, junto à comunidade, e passa a lutar por uma profissão que lhe dê status e fama. Se aspirar, por exemplo, a ser um médico útil à sociedade, passa a ver na profissão um meio de ganhar dinheiro e fazer fama, tornando-se um comerciante da medicina, que só atende se for bem pago. E para poder se manter fisicamente atraente, muitos indivíduos vivem à custa de drogas e regimes cruéis, e passam a depender disso para manter as aparências. E quando o corpo físico cobra seus tributos, em função da idade, passam a esticar a pele por todos os lados, como se fosse possível enganar as leis que regem a matéria. O que o indivíduo não se dá conta, é que quanto mais luta para ter, mais se esquece de ser e mais se infelicita. Os que conseguem conquistar posses materiais, fama, e uma boa aparência, passam a empregar seu tempo e sua saúde para mantê-los. E os que não logram realizar esses sonhos estabelecidos pela sociedade, se tornam infelizes e frustrados por se julgarem incapazes para tal. Assim, quando o ser humano entender que o dinheiro é meio e não fim para ser conquistado a qualquer custo, colocará esse bendito recurso a serviço do progresso próprio e dos seus semelhantes em todos os sentidos. Você vale pelo que é, e não pelo que tem ou pela sua aparência física. As virtudes são os tesouros mais preciosos que você pode conquistar. Lembre-se sempre de que nada vale a pena se tivermos que abrir mão da nossa dignidade, da nossa honradez, ou dos nossos valores nobres. Texto da Redação do Pense Nisso, com base em texto do livro Porque fazemos o que fazemos, de Edward Deci, ed. Negócio.

 Nossos Personagens
19 Abr 20214:44EP 1689

Nossos Personagens

Nossos Personagens Na Grécia e na Roma antiga, era comum os atores se utilizarem de máscaras para interpretar seus personagens. A essas máscaras era dado o nome de persona. Daí a origem da palavra personagem. A palavra persona vem do latim, per sonare, ou soar através de, pois essas máscaras faziam com que a voz dos atores bem chegasse aos espectadores. Muito mais tarde, no Século XX, um célebre estudioso da mente e do comportamento humano, o suíço Carl Jung(yungue), se utilizou da mesma palavra para descrever um tipo de comportamento dos seres humanos. O de utilizarmos máscaras para nos relacionarmos. Não somos poucos os que nos utilizamos de pesadas máscaras para esconder dores, dificuldades e dramas que marcam nossa alma. Não somos poucos os violentos e agressivos, que fazemos desse comportamento nossa rota de fuga para esconder fragilidades, medos e inseguranças. E, em grande número, somos os críticos inveterados, os justiceiros de plantão, a postos para apontar o dedo, acusar, mas que agimos assim para esconder agudos sentimentos de inveja. Outros de nós, prepotentes, tiranos, sempre a humilhar e espezinhar todos, escondemos atrás dessa máscara complexos de inferioridade e as próprias limitações. Não faltam os que nos posicionamos como paladinos da moral, da ordem, intolerantes com os deslizes alheios, buscando, dessa maneira, disfarçar em nós profundos distúrbios comportamentais e morais. Quase sempre refletimos o oposto do que somos em realidade. É por essa razão que, ao encontrarmos um companheiro de jornada que se mostra difícil, pesado, bom será avaliemos se tratar de uma alma frágil, em rota de fuga através de máscaras, que escolheu para representar um personagem que efetivamente não é. Verificaremos que, ao perfurarmos a casca, ao analisarmos com mais cuidado, encontraremos a alma dizendo das suas dificuldades, buscando fugir de si mesma. Para esses companheiros, utilizemo-nos do olhar de amor, da indulgência, da compreensão, em exercício de tolerância. Se hoje já conseguimos perceber as limitações na alma daqueles que seguem conosco, utilizemos o olhar do entendimento para com eles. E toda vez que eles nos oferecerem as pedras e espinhos da personalidade que apresentam, ofertemos a compreensão. Todo progresso individual, toda descoberta de si mesmo é processo solitário e doloroso. Não é por outro motivo que muitos adiamos o encontro conosco mesmos, estagiando em processos difíceis, que levam a lugar algum. Assim, se conseguirmos perceber em nós algum desses mecanismos de fuga, esforcemo-nos por deles nos desvencilhar, buscando o encontro inadiável conosco mesmos, no processo de sublimação pessoal. * * * A revisão de conceitos e atitudes nos convida a nos dispormos ao abandono do que nos for inconveniente e nos esteja a reter a marcha do progresso. Proponhamo-nos à renovação de opiniões, de posições enrijecidas sempre que necessário, abraçando diretrizes morais enriquecedoras. Fará bem a nós. Fará bem ao mundo. Redação do Pense Nisso, com base no livro “Evangelho Segundo o Espiritismo” . Autor:Allan Kardec Editora: Ide - Inst. de Difusão Espírita Em 30.09.2012

 O Homem que não se irritava
17 Abr 20214:03EP 1688

O Homem que não se irritava

O Homem que não se irritava Conta-se uma parábola que, numa cidade do interior, havia um homem que não se irritava e não discutia. Sempre encontrava saída cordial, não feria a ninguém, nem se aborrecia com as pessoas. Morava numa modesta pensão, onde era admirado e querido. Para testá-lo, um dia, seus companheiros combinaram de levá-lo à irritação e à discussão numa determinada noite em que o convidariam a um jantar. Trataram todos os detalhes com a garçonete que seria a responsável por atender à mesa. Assim que iniciou o jantar, como entrada foi servida uma saborosa sopa, da qual o homem gostava muito. A garçonete chegou próximo a ele, pela esquerda, e ele, prontamente, levou seu prato para aquele lado, a fim de facilitar a tarefa de servir. Mas ela serviu todos os demais, e quando chegou a vez dele, foi para outra mesa. Ele esperou calmamente, e em silêncio, que ela voltasse. Quando ela se aproximou outra vez, agora pela direita, ele levou outra vez seu prato na direção da jovem, que novamente se distanciou, ignorando-o. Após servir todos os demais, passou rente a ele, com a sopeira exalando saboroso aroma como quem havia concluído a tarefa ,e retornou à cozinha. Naquele momento não se ouvia qualquer ruído. Todos o observavam discretamente, para ver sua reação. Educadamente ele chamou a garçonete, que se voltou, fingindo impaciência e lhe disse: - O que o senhor deseja? Ao que ele respondeu, naturalmente: - A senhora não me serviu a sopa. Ela retrucou, para provocá-lo, desmentindo-o: - Servi, sim senhor! Ele olhou para ela, olhou para o prato vazio e limpo e ficou pensativo por alguns segundos… Todos pensaram que ele iria brigar… Suspense e silêncio total. Mas o homem surpreendeu a todos, ponderando tranquilamente: - A senhorita serviu sim, mas eu aceito um pouco mais! Os amigos, frustrados por não conseguir fazê-lo discutir e se irritar com a moça, terminaram o jantar, convencidos de que nada mais faria com que aquele homem perdesse a compostura. O protagonista desta história nos deixa uma lição: a maneira como reagimos às situações é que determinará os seus efeitos nas nossas vidas. Um único deslize daquele homem poderia manchar algo que ele já tinha construído há muito tempo; Ele era um homem reconhecido e admirado por sua postura. Tinha uma reputação invejável. Talvez você pense: “Mas é injusto o que fizeram com ele”... Sim! Até seria direito dele cobrar um melhor atendimento... ou ele poderia simplesmente ter levantado do seu lugar, decidido sair sem experimentar a sopa; Uma outra pessoa talvez pensasse numa maneira de punir aquela garçonete; mas aquele homem, embora injustiçado, decidiu abrir mão da razão. Na vida, muitas vezes, esta é a melhor escolha. Numa discussão com o cônjuge, os insultos desenfreados não trarão nenhum tipo de benefício, pelo contrário, poderão provocar feridas, desgastes nas emoções e distanciamento. No trânsito, qualquer comportamento errado pode resultar numa grande confusão; discutir não é uma regra. Sempre foi opcional. E como diz um ditado antigo: quando um não quer, dois não brigam. A verdade é que reagir com irritação, em qualquer momento da vida, poderá atrair consequências graves. No trabalho, ou entre amigos, faça também o possível para evitar discussão; se ainda assim o clima pesar por qualquer motivo, experimente um exercício: respire fundo, beba um pouco d’água, peça a Deus sabedoria, releve, perdoe, peça perdão, recomece. Não deixe a ira invadir o seu coração. Não perca a razão, mas seja o primeiro a abrir mão dela. Seja um pacificador. O que as pessoas costumam observar em você? Você é lembrado por aquilo que você faz de bom ou pelas consequências dos seus atos impensados? Pense nisso, mas... pense agora!

Respeito pela vida
16 Abr 20214:29EP 1687

Respeito pela vida

O respeito pela vida abrange o sentimento de alta consideração por tudo quanto existe. Não apenas se detém na pessoa, mas em todas as expressões da natureza. Quando não existe essa manifestação, os valores éticos se enfraquecem e todos os anseios superiores perdem o significado. A criatura humana, impulsionada por ilusões, tem se esquecido disso, sem se dar conta da gravidade de tal atitude. O egoísmo tem controlado os sentimentos, impondo o seu interesse, em detrimento de todos os valores mais dignos. Os membros da sociedade têm sido separados lamentavelmente, dividindo-se em classes. Considerando os recursos sociais, econômicos, porém, nunca os morais. Surge, então, um abismo entre os seres. As emoções e anseios individuais se convertem em ódios tolos, abrindo campo para as batalhas da violência doméstica e urbana. Alguns acreditam que, possuindo dinheiro e desfrutando de projeção política ou social, serão capazes de conseguir afeição e companheirismo. Amargo engano. Afeto e amizade não se compram, nem tampouco se impõem. Alguns se deixam seduzir por esses recursos transitórios. E lá na frente, se frustram. Iludem-se pensando que a criatura pode ser identificada pelo que possui e não pelo que realmente é. Todas essas fantasias, no entanto, são passageiras, porque as riquezas trocam de mãos rapidamente. A beleza e o poder não enfeitam as mesmas faces por longos anos. Tocadas pela brisa do tempo, elas desaparecem, e cedem lugar à verdadeira essência, que pode ser boa ou ruim. Ninguém consegue ser feliz individualmente no deserto que cria para si mesmo ou numa ilha isolada da convivência social. Tentando ignorar essa verdade, muitos se valem de práticas infelizes. Se tornam pessoas agressivas, insensatas. Esse é outro equívoco que conduz a tragédias ainda mais dolorosas. A vida só se faz digna e próspera, quando se estrutura na pedra fundamental do respeito. O respeito pela vida eleva o padrão de conduta, dignificando aqueles a quem é direcionado e elevando moralmente quem assim se comporta. A honestidade, por sua vez, indispensável no sucesso dos relacionamentos humanos, proporciona confiança e bem-estar aos seres. * * * Neste dia, temos a oportunidade de refletir: Quais são os desafios íntimos que nos levam a situações embaraçosas? Trabalhemos item a item, cada dia, experimentando as alegrias que decorrem do respeito pela vida. Assim, vamos redescobrir o amor e a satisfação de compartilhar os júbilos com o próximo. Respeitando a vida, passaremos a ser respeitados e estimados. Notaremos em nós mesmos a satisfação de estar em paz com a própria consciência. A vida é a sublime concessão de Deus, que não pode ser desconsiderada, por quem quer que seja. Pense nisso, mas… pense agora! (*) Pense Nisso baseado no texto do Momento Espírita, com base no cap. 19, do livro Libertação pelo amor, ed. LEAL. Em 12.4.2021.

Destacando o positivo
15 Abr 20214:06EP 1686

Destacando o positivo

Quando a pandemia chegou, com certeza, não imaginávamos que se alongaria por tantos meses e trouxesse consequências tão desastrosas. No início, muitos pensaram que a necessidade de isolamento não duraria mais que um mês, no máximo três... A verdade é que não imaginamos a dimensão que tomaria o vírus, ceifando vidas, enchendo hospitais; Mas, nesse mesmo cenário de dor e medo, surgiram nesses meses, atitudes importantes, boas, de empatia e amor. Campanhas de doação, expressão de solidariedade. E das mais diversas formas. Numa cidade brasileira, por exemplo, em meio a pandemia, surgiu um interessante projeto, oferecendo aulas gratuitas sobre gastronomia. E todo alimento preparado pelos alunos e professores é servido aos que não têm meios de prover a própria alimentação. Eis uma fórmula para transformar vidas, preparando mão de obra especializada, ao mesmo tempo, oferecendo o pão a quem tem fome. * * * Muitas vezes só saímos da nossa comodidade diante dos desafios. Vemos que, mesmo quando tudo parece estar perdido, surgem opções positivas. Muitos perderam seus empregos nesses meses e aprenderam a sobreviver, com criatividade, descobrindo seus próprios talentos. Muitas famílias, graças ao convívio mais próximo dos seus, descobriram pontos de conexão que jamais haviam notado. Graças às aulas virtuais, para melhor orientar seus pequenos, pais puderam participar mais ativamente da vida do filho. Multiplicam-se momentos de diálogos e de troca de confissões entre os familiares que antes não tinham tempo para isso. E há tempo para relatos de artes e brincadeiras que os pais faziam em sua infância. Também para ver fotografias antigas de família, recheadas de histórias ricas dos antepassados, próximos ou um pouco mais distantes. Em muitos lares foi instituído o momento de oração em conjunto; Livros foram retirados da estante… Crianças vão dormir mais felizes por terem alguém para lhes contar uma história. Sim, a pandemia nos trouxe dor, assinalou dias de incerteza, dúvidas e dificuldades. Mas, também nos trouxe algumas lições de retorno ao lar, à valorização das coisas simples, a saudade de um abraço que não pode ser dado, o desejo de estarmos próximos. Deus é de tal forma sábio que, mesmo no caos, oferece oportunidades de crescimento, de progresso. Olhemos ao nosso derredor e não percamos as chances que nos são oferecidas para sermos melhores: mais fraternos, mais irmãos, mais solidários. Pense nisso, mas… pense agora. (*) Pense Nisso baseado em texto do Momento Espírita e site razoesparaacreditar.com. Em 10.4.2021.

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