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PODCAST · 3389 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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Casar e morar junto
9 Jun 20216:05EP 1733

Casar e morar junto

CASAR E MORAR JUNTO O Pense Nisso de hoje, é para os casais que estão passando por uma crise conjugal, ou que estão pensando em juntar as escovas de dentes. Prestem atenção! Casar e morar junto são duas coisas completamente diferentes. Não tem nada a ver com seu status no cartório. Tem a ver com entrega. Você pode casar com todas as honras. Dar uma festa linda. Gastar os tubos na Lua de Mel. Se mudar com o marido para um apartamento lindo. Pronto. Decorado. Cheio de almofadas em cima da cama… Vocês podem ter se casado – mas vão demorar muito para saber o que é morar junto. Acho que existem casais que se casam com pompas, e nunca talvez tenham realmente morado juntos. Morar junto é saber dividir. Saber cobrar. Saber ceder. Saber doar. Morar junto é dividir as contas e as almas. Morar junto é ter uma pilha de louça pra lavar, depois de um dia terrível de 10 horas de trabalho. E o outro cantar com você para que, em um karaokê com detergente, o trabalho se torne divertido. Morar junto é ter que assistir “A Saga Crepúsculo: Amanhecer partes 1 e 2, e se esforçar para achar legal. Morar junto é tomar banho junto. Transformar o chuveiro em uma cachoeira. (e o banheiro em um charco) Morar junto é ouvir onde dói no outro. Do que ele sente medo. Onde ele é criança. O que o deixa frágil. Morar junto é poder chorar sem parar. E ser ouvida. E cuidada. Mas é também rir. E achar graça em alguma coisa, quando o outro está pra baixo. Morar junto é fazer contabilidade de frustrações, e saber quando não colocar na conta do outro. Morar junto é demorar para levantar. Morar junto não precisa de uma casa, e sim de um espaço. Quem mora junto geralmente é solidário. Casar não. Qualquer uma casa. Pra casar basta assinatura e champanhe. Casar leva umas horas. Morar junto leva tempo. O tempo todo. Quando moramos juntos vemos o cabelo dele crescer e ela cortar uma franja. Morar junto é entender a “pira” dele pela inevitável calvície, e o mau humor dela, pela franja mal cortada. Quando moramos juntos viramos adultos aos pouquinhos, dando um adeus doído ao adolescente que éramos. Quando moramos junto mudamos junto. E o outro vira um outro diferente com os anos. E nós vamos aprendendo a amar aquela nova pessoa, todo dia. Até o dia que, talvez, deixemos de morar juntos. É claro que, o nosso ideal é de envelhecer junto com essa pessoa que escolhemos. Porém, existem percalços ao longo do caminho. E achamos que estamos preparados para eles. Ledo engano. Durante a fase do namoro é como se estivéssemos no cais observando o mar calmo que nos aguarda, e nos decidimos por adentrar na embarcação do casamento. A embarcação se afasta lentamente do cais e os primeiros momentos são de extrema alegria. São os minutos mais agradáveis. Tudo é novidade. Mas, como no casamento de hoje observa-se a presença do ontem, representada por almas que se amam ou se detestam, nem sempre o suave encantamento é duradouro. Tão logo os cônjuges deixem cair as máscaras afiveladas com o intuito de conquistar a alma eleita, a convivência torna-se mais amarga. Isso acontece por estarem juntos Espíritos que ainda não se amam verdadeiramente, que é o caso da grande maioria das uniões em nosso planeta. Assim sendo, tão logo a embarcação adentra o alto mar, e os cônjuges começam a enfrentar as tempestades, o primeiro impulso é de voltar ao cais. Mas ele já está muito distante... O segundo impulso é o de pular da embarcação. E é o que muitos fazem. E, como um dos esposos, ou os dois, têm seus sonhos desfeitos, logo começam a imaginar que a alma gêmea está se constituindo em algema e desejam ardentemente libertar-se. E o que geralmente fazem é buscar outra pessoa que possa atender suas carências. Esquecem-se dos primeiros momentos do namoro, em que tudo era felicidade, e buscam outras experiências. Alguns se atiram aos primeiros braços que encontram à disposição, para, logo mais, sentirem novamente o sabor amargo da decepção. Tentam outra e outra mais, e nunca acham alguém que consolide seus anseios de felicidade. Conseguem somente infelicitar e infelicitar-se, na busca de algo que não encontram. Dessa forma, busquemos amar intensamente a pessoa com quem dividimos o lar, pois só assim conseguiremos alcançar a felicidade que tanto almejamos. Redação do Pense Nisso 16.4..2015.

O que fazemos nós?
7 Jun 20214:14EP 1731

O que fazemos nós?

O que fazemos nós? Muito embora conte-se a mãos cheias, no mundo, as calamidades, as dores e as dificuldades, em todos os cantos há quem semeie amor, paz e solidariedade. Muito embora fale-se em catástrofes, crimes hediondos e barbáries, nunca houve, como hoje, tanta solidariedade, abnegação e amor ao próximo. Assim, será sempre o que cada um de nós escolher para valorizar que dará as tintas do que nossa sociedade vem passando. O mundo sempre foi feito de contrastes. Na multidão, que somos todos nós, estamos cada um na sua faixa de evolução e amadurecimento, fruto da própria conquista individual. Assim, nada mais natural que alguns se comprazam com a guerra, enquanto outros semeiem a paz. Não soa tão incoerente que alguns colecionem fortunas vazias e sem nexo, enquanto outros trabalhem na solidariedade fraterna. Alguns mais amadurecidos, outros nem tanto. Vale a pena lembrar que, neste caldo que é nossa humanidade, cada um de nós responde apenas por aquilo que faz. Assim, a maldade alheia será sempre do outro, enquanto não a abrigarmos em nossa intimidade. A violência do próximo estará manchando apenas as mãos dos outros, enquanto não nos apropriarmos dela como forma de conduta pessoal. Inevitavelmente, esses comportamentos, tantas vezes esdrúxulos e desequilibrados, nos chocam, nos provocam repulsa, gerando comentários de indignação. Nada obstante, resta-nos indagar: o que fazemos nós diante de tanta desfaçatez? Se tantos se locupletam no roubo e na corrupção, estamos educando nossos filhos nas virtudes da honestidade e da honradez? Se muitos se utilizam da violência para conseguir destaque, amealhar seguidores, ou como conduta de vida, será que estamos promovendo a paz com nossas atitudes e comentários? A sociedade é o espelho de seus cidadãos, com sua maturidade e seus valores. Se desejamos que ela se modifique, comecemos por nós. Nossos valores e atitudes contribuirão para um mundo melhor, ou somarão para o desequilíbrio vigente. Tudo é uma questão de escolha. Dessa forma, todas as vezes que desejarmos mudar o mundo, que anelarmos por valores elevados, essa é a hora de começarmos a mudar a nós mesmos. A reestruturação do mundo passa inevitavelmente pela reestrutura de cada um de nós. Dia virá em que, cansada e exaurida dos valores vazios e infelizes com os quais elegeu caminhar, nossa sociedade buscará outros parâmetros. Enquanto isso, que possamos dar início a essa sociedade mais equilibrada e nobre com a qual todos sonhamos. Ante a espera de mudanças mais intensas e significativas, busquemos implementar em nosso mundo íntimo tudo o que desejamos seja um dia a tônica do nosso mundo. Pensemos nisso. Façamos isso. Redação do Pense Nisso. Em 25.4.2014.

O valor da paciência
5 Jun 20214:40EP 1730

O valor da paciência

O VALOR DA PACIÊNCIA Alguém disse, um dia, que a paciência é a arma dos fracos. Nada mais falso: a paciência, ao contrário, talvez seja o estágio mais avançado de força que um ser humano pode atingir. Algumas pessoas neste mundo são capazes de derrubar um exército inteiro com a força das mãos, e por isso se julgam fortes. Outras são capazes de arriscar a própria vida pelos motivos mais banais, e por isso se julgam fortes. Mas, pensando bem: quantos de nós são capazes de suportar uma longa aflição, sem queixar-se uma única vez? Quantos são capazes de tolerar o sofrimento, a tristeza, a doença e as pequenas contrariedades da vida, em silêncio, dia após dia, e mesmo assim tirar ânimo, sabe-se lá de onde, para continuar acreditando na sorte e na felicidade? Não há dúvida de que é preciso ser forte para derrubar um exército ou arriscar a vida. Mas é preciso ser ainda mais forte para levantar da cama, disposto a tentar novamente, mesmo já tendo tentado e fracassado um milhão de vezes. Muita gente se deixa impressionar pela suposta força dos destemidos e valentões. Porém, às vezes, há mais força na paciência, na resignação e na obstinação de certas pessoas aparentemente frágeis do que em qualquer outro lugar. Quando alguém nos ofende ou desfaz de nosso valor, é normal que sintamos a necessidade de responder à altura, fazer a pessoa engolir suas palavras — mas isso a fará acreditar em nós ou nos respeitar? Absolutamente, não. Crescer e aparecer: eis a única forma de fazer alguém mudar de ideia a nossa respeito. Para isso, é preciso paciência: deixar nossos críticos e agressores falando sozinhos para, de repente, surpreendê-los — não com palavras, mas com obras. Conquistando vitórias que julgavam fora de nosso alcance. Crescendo e aparecendo, enquanto fazem pouco de nós. Quando vemos nosso sacrifício resultando inútil, nosso esforço todo jogado por terra, é natural que sintamos vontade de chorar e nos revoltar — mas isso vai mudar a realidade? Absolutamente, não. Juntar os cacos e recomeçar: eis a única forma de mudar alguma coisa. Também para isso é preciso paciência: engolir a decepção sem perder tempo com lágrimas inúteis, para voltar à carga com a mesma disposição de antes, como se nada houvesse acontecido. O desespero, muitas vezes, nasce de nossa própria ignorância: nos julgamos incapazes de suportar determinadas situações, superar momentos de aflição e tristeza, recomeçar do zero. Mas estamos enganados quando pensamos dessa forma: quem tem paciência para deixar a poeira baixar acaba, mais cedo ou mais tarde, percebendo que o bicho nunca é tão feio quanto parece. E, mais importante do que isso, que somos sempre mais fortes do que imaginamos. Embora talvez mais difícil, embora às vezes penoso, a paciência é sempre o caminho mais curto e mais certo: aquele que sabe esperar e persistir acaba sempre alcançando a vitória. Quem aprende a ser paciente sabe que não há nada melhor do que um dia depois do outro. E que a paciência pode ser amarga como o limão, mas seus frutos são doces como o mel... Pense Nisso, mas pense agora. ****** Redação do Pense Nisso. Com base no pensamento de Bertrand Rosseau

E não aconteceu
4 Jun 20214:50EP 1729

E não aconteceu

E NÃO ACONTECEU Os dias agitados, as conturbações sociais, as dificuldades destes tempos fazem com que sejamos tocados, com frequência, por problemáticas inúmeras. Ora somos vitimizados pela violência social que nos chega na forma de furtos, roubos ou agressões. Doutras vezes cruzamos com pessoas desequilibradas, que nos envolvem com seus desatinos e insensatez. Outros despejam sobre nós seus discursos e ações doentias, nos prejudicando ou nos conduzindo a distonias comportamentais, que se refletem, como consequência, em nosso organismo. E, de tal forma essas ações impactam nosso cotidiano que, muitas vezes, passamos a relatar tal ou qual fato que nos ocorreu, multiplicando, dezenas de vezes, o ato infeliz do qual fomos vítimas. Passamos, em nossos relatos, nas nossas conversas, a reproduzir o mal recebido, revivendo as tormentas e dificuldades da situação ocorrida. E assim vamos valorizando o mal de maneira exagerada, desnecessária e sempre prejudicial. Vamos contaminando outras pessoas e ambientes, com nossos relatos, sem atentarmos onde estamos e com quem estamos, infundindo medos, receios, sentimentos de pavor. Totalmente desnecessários. Por outro lado, quase nunca nos damos conta de quantas coisas não nos acontecem. Se somos alvo da maldade de uns, imprevidência de outros, desequilíbrio de alguns, sem dúvida, temos muito mais a relatar de fatos que poderiam ter ocorrido conosco e não chegaram a acontecer. Enquanto preocupados em reclamar e enfatizar o mal que respinga em nós, deixamos de valorizar os recursos que a Providência Divina oferece para nos amparar e proteger. Não percebemos que os descuidos que nos permitimos oferecem oportunidade para grandes dificuldades. E a bondade de muitos que nos rodeiam encontra os meios para minimizar, até mesmo neutralizar consequências nefastas que poderiam decorrer da nossa imprevidência. Quantas vezes pessoa que achávamos pouco simpática já nos direcionou os passos a outros trajetos, em nossos percursos diários, evitando que viéssemos a sofrer acidentes, percalços, dificuldades de qualquer sorte. Poucas vezes nos damos conta dessa ação benfazeja da Divindade, protegendo-nos, através de inúmeros mecanismos, simplesmente para que o mal não no alcance. Portanto, ante pequenos contratempos que fogem ao nosso controle e à nossa vontade, ou algo inconveniente que nos atinja, busquemos, antes de tudo, refletir. Antes de reclamar, de gastar nosso tempo a reviver emoções desagradáveis, reflitamos se não devemos agradecer. Reflitamos a respeito do mal que nos sucedeu e o tanto mais que poderia ter ocorrido e constataremos quanto estamos sendo amparados. Essa breve reflexão nos permitirá perceber como somos cuidados pelo amor de Deus. Por isso, mantenhamos nos lábios e no coração o agradecimento as oportunidades que a vida diariamente nos oferece, através de pessoas que nos ampara, nos protege, nos sustenta a vida. Aprendamos a agradecer pela dificuldade, pelo mal ou pelo problema que simplesmente não nos aconteceu, graças à interferência de alguém, que algumas vezes, nem sabemos quem é. E lembremos sempre; as pessoas fazem aquilo que nós permitimos. Por isso, não passemos o recibo, e sejamos os portadores do equilíbrio, bom senso e benevolência. Pense Nisso Redação do Pense Nisso. Em 8.12.2014.

Correr riscos
3 Jun 20214:43EP 1728

Correr riscos

CORRER RISCOS Sêneca foi um filósofo e poeta romano que viveu sob o império de Calígula, depois Cláudio e, finalmente, Nero. Seu talento como advogado lhe valeu a inimizade do imperador Calígula. Sob o império de Cláudio foi exilado durante oito anos. Chamado de volta a Roma, foi tutor de Nero e, durante algum tempo, conseguiu exercer uma influência benéfica sobre o jovem imperador. Mais tarde, adotou uma posição de complacência com as tantas loucuras cometidas pelo imperador, o que não impediu que viesse a receber ordem para se suicidar. Vivendo em climas tão adversos, manteve sua preocupação com as conquistas morais individuais. E teve oportunidade de escrever: Chorar é correr o risco de parecer sentimental demais. Rir é correr o risco de parecer tolo. Estender a mão é correr o risco de se envolver. Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu. Defender seus sonhos e ideias diante da multidão é correr o risco de ser mal interpretado e perder as pessoas. Amar é correr o risco de não ser correspondido. Viver é correr o risco de morrer. Confiar é correr o risco de se decepcionar. Tentar é correr o risco de fracassar. Mas devemos correr os riscos, porque o maior perigo é não arriscar nada. Há pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada. Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem. Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade. Somente a pessoa que corre riscos é livre. * * * A decisão de correr riscos ou não, é nossa. Agora, podemos continuar a deter o choro porque nos foi dito na infância que homem não chora. Ou, no caso da mulher, para não demonstrar eventual fraqueza. Ou nos permitirmos as lágrimas demonstrando que somos seres humanos, com sentimentos. Podemos ser daqueles que defendem as suas ideias nobres, lutando pela vida, expondo-nos ou nos calarmos diante da injustiça. Podemos nos engajar no movimento pela vida, expondo a nossa opinião contra o preconceito, contra a exploração religiosa; que usa a boa fé das pessoas humildes para se ganhar dinheiro. Ou simplesmente continuarmos calados e permitir que tudo vá acontecendo, sem nos preocuparmos. Podemos nos envolver em movimentos pela paz, pelos direitos dos desfavorecidos, ou permanecermos apáticos, deixando que tudo corra a bel prazer. Podemos, enfim, lutar por melhorar a nossa condição de humanidade, burilando as nossas paixões e vencendo a nossa acomodação. Ou optarmos por continuar onde estamos, como estamos, não encetando nenhum esforço por granjear outras virtudes ou valores de nobreza humana. A decisão é sempre individual e intransferível. * * * A caminhada é longa e tortuosa. A escolha do caminho ou a velocidade com que se deseja andar, é de cada um. Optar pelo crescimento ou aguardar ser arrastado pela lei inexorável do progresso é de cada criatura. Mas, quem deseje alcançar antes a felicidade, idealize mudanças desde hoje, enquanto as oportunidades sorriem e as chances se fazem abundantes. Redação do Pense Nisso, com base em texto atribuído a Sêneca e no verbete Sêneca, da Enciclopédia Mirador, v. 18, Encyclopaedia Britannica do Brasil. Em 06.01.2014

A importância dos nomes
2 Jun 20214:21EP 1727

A importância dos nomes

A importância dos nomes Certa feita, um discípulo muito ansioso por conhecer a verdade, perguntou ao mestre Confúcio: Se o rei o chamasse para governar o país, qual seria sua primeira providência? Aprender os nomes de meus assessores, respondeu o sábio. Que bobagem! Essa é a grande preocupação de um primeiro-ministro? Um homem nunca pode receber ajuda do que não conhece, afirmou o mestre. Se ele não entender a natureza, não compreenderá Deus. Da mesma maneira, se não sabe quem está do seu lado, não terá amigos. Sem amigos, não pode estabelecer um plano. Sem um plano, não consegue dirigir ninguém. Sem direção, o país mergulha no escuro, e nem os dançarinos sabem decidir com que pé devem dar o próximo passo. Então, uma providência aparentemente banal, que é saber o nome de quem vai estar ao nosso lado, pode fazer uma diferença gigantesca. O mal do nosso tempo é que todo mundo quer consertar tudo de uma vez só, e ninguém se lembra de que é preciso muita gente para fazer isso. * * * O sábio Confúcio estava certo. E, a cada dia que passa, vamos descobrindo o quanto são importantes as pessoas que estão ao nosso lado, sejam como amigos, colegas de trabalho, subalternos ou superiores. Essa lição é válida para todas as esferas, desde a ocupação profissional mais simples que temos, até as grandes responsabilidades dos cargos políticos do país. No mundo da tecnologia, dos avanços científicos constantes, das grandes corporações, precisamos lembrar que os responsáveis por tudo isso são pessoas, seres humanos que têm suas famílias, seus sonhos, suas preocupações e, o mais importante, estão ofertando suas habilidades ao mundo para que ele continue se desenvolvendo. O presidente de uma grande empresa disse que seu maior capital desce as escadas todos os dias às dezoito horas, demonstrando que tem plena consciência do valor das pessoas em sua corporação, e que se não fossem elas, não alcançaria o sucesso que alcançou. Assim funciona em todos os ambientes que frequentamos. Saber o nome de quem está trabalhando conosco é um início de respeito ao próximo, de valorização do trabalho dos outros. É demonstrar interesse pela vida alheia, buscando conhecê-la mais a fundo. Seja qual for a profissão que exerçamos, lembremo-nos sempre disso, pois ao nosso lado estão vivendo seres humanos, almas como a nossa, que buscam o mesmo que buscamos. Fomos colocados em sociedade para nos entender e nos ajudar mutuamente. Na competição destrutiva retardamos nossa evolução moral, pois deixamos de lado o amor ao próximo. * * * Caro ouvinte, é importante entendermos, que nenhum homem tem as faculdades completas. É pela convivência social que eles se completam uns aos outros, para assegurar seu bem-estar e progredir. Por isso, tendo necessidade uns dos outros, são feitos para viver em sociedade e não isolados.Pense Nisso, mas pense agora! Redação do Pense Nisso, com base em palavras de Confúcio, A importância de saber os nomes e nos itens 766 a 768 de O livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. FEB. Em 13.8.2013

Um sábio conselho
1 Jun 20213:30EP 1726

Um sábio conselho

UM SÁBIO CONSELHO Geralmente as pessoas gostam de dar conselhos, mas nem sempre são conselhos dignos de serem seguidos. No entanto, com aquele jovem médico foi diferente. Quase ao término da festa de sua formatura, um de seus professores se aproximou, colocou a mão sobre seu ombro, e lhe disse: Meu filho, vou lhe dar um conselho. Sempre que você for receitar um remédio para um paciente, pergunte-se primeiro: "Eu tomaria esse remédio? Eu o daria para minha esposa, minha mãe, meu pai? Receitaria para um filho ou um irmão?" Se a resposta for sim, então pode prescrever a medicação e guardar a consciência tranquila. Bom seria que cada formando, ao deixar a Universidade, recebesse um conselho desses e o seguisse na sua vida profissional. Se engenheiros e arquitetos se perguntassem sempre, antes de fazer um projeto, se morariam naquele edifício ou casa, se colocariam um ente querido para morar no seu interior; se o fabricante desse ou daquele produto usasse o mesmo critério, e jamais colocasse em circulação mercadorias que não deseja para si nem para os seus, não teríamos reclamações de consumidores; se políticos, advogados, magistrados refletissem sobre suas ações, perguntando-se se as aplicariam a si mesmos ou aos seus amores, teríamos uma sociedade bem melhor e mais justa; se os professores, enfermeiros, farmacêuticos fizessem o mesmo, o mundo seria melhor. Se os governantes, antes de fazer a guerra, se perguntassem se iriam para a frente de batalha, se mandariam a sua mãe, seu filho, sua esposa, seus mais diletos amigos, certamente optariam pela diplomacia. Enfim, se todos os indivíduos, em qualquer atividade que desempenhem agissem sempre tendo por base fazer aos outros o que aceitariam de bom grado para si mesmos, não haveria violência, injustiça, desamor... A solução de todos os problemas da Humanidade num preceito tão simples e fácil de entender... No entanto, poucos estão dispostos a lançar mão desse recurso. E sabe por quê? Porque precisaria derrotar os vilões mais poderosos que ainda habitam o coração do homem: o orgulho e o egoísmo. Mas você, que deseja construir um mundo mais feliz e mais justo, pode fazer a sua parte sem se preocupar com aqueles que ainda se comprazem na exploração dos semelhantes. Pois você só responderá pelos próprios atos, perante sua própria consciência e de mais ninguém. Pense nisso, e faça a sua parte no exercício da sua profissão, seja ela qual for.

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