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PODCAST · 3389 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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A teoria pratica do compartilhar
19 Nov 20214:57EP 1869

A teoria pratica do compartilhar

A Teoria Pratica do compartilhar Você já sentiu dificuldade em compartilhar o seu conhecimento com as pessoas? Talvez umas coisas mais frustrantes que podemos experimentar é ter o conhecimento, a vontade de passar para alguém, e não ter ninguém que se interesse. Pensando a respeito, lembramos de um velho amigo que nos contou algo insólito...impressionante. Desde muito jovem e antes mesmo de se graduar em Física, ele desenvolvia pesquisas em iniciação científica e se interessava por questões ligadas aos fundamentos da Física e à Lógica Matemática. Fez pós-graduação no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, entrando no campo da teoria da prova. Seu projeto era provar uma proposição da Escola Escandinava de Teoria da Prova, denominado Teorema de normalização simples para a lógica clássica de primeira ordem completa. Em sua tese de doutorado, defendida na mesma instituição, assumiu o problema proposto por Per Martin Löf, que consiste em definir um conceito de pior sequência de redução para as derivações. Esse trabalho lhe valeu o Prêmio Santista Juventude. * * * Você deve estar se questionando: O que vem a ser tudo isso? Não entendi absolutamente nada! Foi justamente isso que nos impressionou na história desse amigo. Profundo estudioso e conhecedor da teoria da prova, resolveu deixar tudo isso de lado. E sabe por quê? Bem, porque ele sentia muita dificuldade em dividir seus conhecimentos com alguém, pois poucas pessoas conheciam essa área. Deixei de lado essa matéria porque conhecia somente umas cinco pessoas com quem podia falar sobre o assunto, e algumas delas viviam fora do Brasil. Sinto necessidade de compartilhar minhas ideias, concluiu o matemático. * * * O ser humano tem necessidade de dividir seus sentimentos com alguém. Por mais feliz que seja, se não houver ninguém para compartilhar, a felicidade não faz sentido. De que vale uma grande conquista, sem alguém que nos abrace e nos diga: Parabéns, você venceu!? De que adianta sentir uma grande alegria se não tiver alguém para compartilhar? Não faz sentido sorrir, se não houver alguém para rir conosco. Quando vemos um filme e algo nos chama a atenção, logo queremos falar sobre isso, contar para alguém, mesmo que esse alguém seja um desconhecido. Enfim, a felicidade e a infelicidade são estados d’alma para serem compartilhados. Foi por essa razão que o jovem matemático resolveu deixar de lado aquela área da Lógica e tratar de assuntos que pudesse compartilhar, trocar ideias, discutir. É verdade que existem áreas do conhecimento humano com as quais raros missionários assumem o compromisso de estudar e descobrir meios de torná-las úteis à Humanidade. Mas mesmo esses ilustres missionários não deixam de sentir, vez ou outra, a necessidade de compartilhar suas descobertas. Na falta de quem os ouça, é bem possível que a depressão lhes faça companhia. Ainda assim, decidem-se pelo isolamento, por amor à causa que assumiram perante suas próprias consciências e pelo bem de seus semelhantes. * * * Sem alguém para compartilhar, não haveria abraços, nem apertos de mãos, nem troca de ideias... Não haveria como dividir os medos, os anseios, os sonhos, as alegrias... Pensemos nisso. E agradeçamos, se tivermos quem compartilhe nossas experiências. Descubramos a arte de compartilhar e perceberemos que a vida nos mostrará um colorido todo especial.

O que voce quer ser quando crescer
18 Nov 20214:40EP 1868

O que voce quer ser quando crescer

O QUE VOCÊ QUER SER QUANDO CRESCER? Quando se é pequeno tudo o que você deseja se torna mais simples do que parece. Construir o próprio patrimônio, chegar à lua, ter o emprego dos sonhos, viajar pelo mundo. O engraçado é que você cresce e a maioria desses desejos permanece com você por muito tempo. Alguns vão continuar apenas como sonhos, outros podem até virar realidade, mas para isso é preciso que você responda à uma pequena pergunta: O que você quer ser quando crescer? Astronauta? Médico? Bombeiro? Saber esta resposta não será o fim das suas buscas e sim o seu ponto de partida para várias outras. É através dela que o seu futuro começa a ser desempenhado, é ela que transforma o plano louco em algo totalmente possível. Comigo não foi diferente. Assim como você, eu queria o improvável, surpreendente, o inovador. Fazer o que ninguém mais seria capaz de realizar, ir tão longe que nenhuma outra pessoa pudesse me alcançar. Ser o descobridor de uma nova era ou, quem sabe, de um novo tempo. Na verdade, eu queria mesmo era realizar os meus desejos. E assim como em uma brincadeira de criança, conquistar tudo aquilo que parecia improvável. O trabalho dos sonhos, a família perfeita. E porque não viajar pelo espaço? Não cheguei a ser astronauta, não fui bombeiro e muito menos médico, mas experimentei o novo. Comecei do zero, fiz de tudo e tudo de uma forma diferente. Servi a aeronaútica, vendi jornais, verduras e picolé. Trabalhei como ajudante na construção civil. Fui operador de produção, pintor e até artesão. O primeiro grande patrimônio não foi nenhum castelo, vendi muito esterco e metal. Talvez todas essas opções não me permitiram enxergar mais longe naquele momento, mas com certeza permitiu-me ter experiência. Experimentar minha capacidsade de empreender para viver e estar a frente do tempo em que vivo. E você? Tem sonhado com o quê? Quais os seus planos para chegar lá? Ficar parado não vai lhe trazer nenhum resultado inovador. Não lamente sua sorte, não tenha vergonha do que faz. O trabalho é o que transforma você. Posso te dar um conselho? Sonhe! Experimente! Faça o novo. Busque a concretização dos seus desejos todos os dias. Escolha fazer o que você gosta e não apenas o que lhe trás dinheiro. Ele virá naturalmente através dos seus esforços. Seja fiel aos seus valores. Faça com amor e seja o melhor naquilo que faz. Lembre-se: Você é o único responsável pelo seu destino. Coloque-se sempre em primeiro lugar. Ame o próximo na mesma proporção que se ama. Somos todos capazes de ser e fazer. Não deixe que façam por você. Erre. Erre de novo e através do erro ganhe experiência. Não seja tão duro com você mesmo e quando tudo parecer difícil, volte a ser uma criança novamente sem nenhum medo de responder a pergunta: O que você quer ser quando crescer? Pense nisso, mas pense agora. Redação do Pense Nisso, com base no texto de Deivison Pedroza. Em 02.01.2013.

Ciclos
17 Nov 20214:41EP 1867

Ciclos

CICLOS Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram. Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesma que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração...e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais. Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal". Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. ***** Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu própria, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és… E lembra-te: "Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão." Texto elaborado com base em pensamento de Fernando Pessoa Em 16.3.2014.

Razão de viver
16 Nov 20214:42EP 1866

Razão de viver

Razão de viver Muitas pessoas erguem-se pela manhã acreditando não existir qualquer sentido para despertarem. Dormem sem nenhum objetivo e acordam do mesmo modo, transformando o dia a dia, em uma experiência insossa ou vazia. Vagam pelas ruas, sem destino certo, à mercê do que lhes aconteça no curso do dia. Levam uma vida sem direção, desvalorizando o tempo e a oportunidade de estarem reencarnados. Deixam-se levar pelos ventos do acaso. Não veem significado em família, em amigos, nem em trabalho. Quando se estabelece esse estado d’alma, a pessoa corre o risco de ser tragada pelo aguaceiro das circunstâncias, sem quaisquer resistências morais para enfrentar as dificuldades. Com certeza, não é o melhor modo de se viver. É urgente que nos possamos sentir como peças importantes nas engrenagens da vida. É necessário que tomemos gradual consciência quanto ao nosso exato papel frente às leis de Deus. Seria muito belo se cada pessoa – principalmente as que não veem sentido para a própria vida – resolvessem se perguntar: O que posso fazer em prol do mundo onde estou? Para que, afinal, é que eu vivo? Para quem é que eu vivo? Dificilmente não achará respostas valiosas, caso esteja, de fato, imbuída da vontade de conferir um sentido para sua existência. Cada um de nós, quando se encontra nas pelejas do mundo terreno, pode viver para atender, para cuidar de alguém ou de alguma coisa, dando valor às suas horas. É importante dar sentido à vida. É importante viver por algo ou por alguém. Dedique-se a um ser que lhe seja querido, que lhe sensibilize a alma, e passe a viver em homenagem a ele, ou a eles, se forem vários. Dedique-se a uma causa que lhe pareça significativa para o bem geral, e passe a viver em cooperação com ela. Dedique-se a cuidar de plantas, de animais, do ambiente. Apoie-se em algum projeto justo, desde que voltado para as fontes do bem, pois isso alimentará o seu íntimo. Assim seus passos na Terra não serão a esmo, ao azar. Quando se encontram razões para viver, passa-se a respeitar e a honrar as bênçãos da existência terrestre. Cada momento se converte em oportunidade valiosa para crescer e progredir. A vida na Terra não precisa ser um campo de concentração a impor-lhe tormentos a cada hora. Se você quiser, ela será um jardim de flores ou um pomar de saborosos frutos, após a sementeira responsável e cuidadosa que você fizer. Dedique-se a isso. Empreste sentido e beleza a cada um dos seus dias terrenos. Liberte-se desse amortecimento da alma que produz indiferença. Sinta que, apesar de todos os problemas e dificuldades que se abatem sobre a Humanidade, a chuva continua a beijar a face do mundo e um sol magnífico segue iluminando e garantindo a vida em todo lugar. Isso porque, todos nós somos alvos da dedicação de Deus. * * * O tempo é uma dádiva que Deus nos oferece sem que o possamos reter. Utilizá-lo de forma responsável e útil é dever que nos cabe a todos. Dê sentido às suas horas, aos seus dias, e assim, por consequência, a toda a sua vida.Pense Nisso, e viva com propósitos. Redação do Pense Nisso, com base no cap. 25, do livro Para uso diário, pelo Espírito Joanes, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter.

ÀGUA LOCAL FAZ A DIFERENÇA NA QUALIDADE DA CERVEJA?
15 Nov 20211:32EP 1865

ÀGUA LOCAL FAZ A DIFERENÇA NA QUALIDADE DA CERVEJA?

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

Descobrindo a simplicidade
15 Nov 20214:15EP 1864

Descobrindo a simplicidade

DESCOBRINDO A SIMPLICIDADE Aos dez anos, aquele garoto viajou ao interior do país na companhia da família de um amigo. Nascido e criado em uma grande metrópole, já havia estado em outras pequenas cidades durante viagens com sua família, mas sempre em breves passagens. Dessa vez foi diferente. O convite era para que ele passasse uns dias na casa da avó do amigo, em uma cidadezinha sem grandes atrativos turísticos. Pela primeira vez teve a oportunidade de vivenciar a rotina de uma vida no interior. No retorno, a alegria estava estampada nos seus olhos. O sorriso era largo, espontâneo, parecia que tinha a alma leve. Obviamente que o passeio lhe fizera muito bem. Contou à família alguns episódios divertidos que vivenciara, sempre enfatizando que havia gostado muito da viagem. Nos dias seguintes ao seu regresso, todas as vezes que surgia uma oportunidade, o garoto comentava sobre a alegria de ter passado alguns dias naquele lugar e que se pudesse, voltaria quantas vezes fosse convidado. Mas ele mesmo não sabia explicar os motivos para tanto entusiasmo. Lembrava de outras viagens maravilhosas que havia feito e das quais tinha ótimas recordações, mas nenhuma delas remetia a esse sentimento que agora experimentava. Passados mais alguns dias, o menino abordou a mãe com certa aflição, pois havia encontrado os motivos de estar encantado com a viagem que fizera e queria dividir com ela a sua descoberta. Quase que num desabafo infantil, ele disse que havia gostado tanto do lugar que conhecera porque lá era tudo muito simples. Segundo ele, as pessoas não corriam para todos os lados o dia inteiro. Elas paravam para conversar quando encontravam algum conhecido e ficavam olhando nos olhos umas das outras, com atenção. Andavam a pé pelas ruas. As famílias almoçavam e jantavam reunidas. E as casas estavam sempre cheias de visitas de parentes e amigos. A impressão que ficou gravada foi a de que as pessoas não estavam perdendo tempo ao fazer tudo aquilo e sim, aproveitando a vida. * * * Essa observação, vinda de um olhar infantil, nos leva a uma profunda reflexão sobre a forma como estamos vivendo nas grandes cidades e sobre os valores que estamos passando para nossos filhos. Sob essa ótica, ele observou o quanto faz bem ao coração uma vida calma, onde há tempo para as coisas mais simples. Vida na qual existem momentos para construir e consolidar os relacionamentos. É comum vivermos presos aos ponteiros do relógio, não nos permitindo cultivar as coisas simples e importantes. Por mais que estejamos atarefados e envolvidos com os compromissos assumidos, é indispensável fazermos uma revisão de nossas ações. Procuremos conduzir as horas com tranquilidade. Façamos com que nossos dias sejam luminosos, aproveitando-os com sabedoria e transformemos nossas horas em um rosário de bênçãos. Redação do Pense Nisso. Em 25.5.2013.

O próximo mais próximo
13 Nov 20213:33EP 1863

O próximo mais próximo

O próximo mais próximo Certa vez, uma criança de sete anos perguntou à sua mãe, que era famosa apresentadora de programa de tv: Mãe, por que na tela da televisão você sempre aparece sorrindo e feliz e em casa está sempre séria e nervosa? A mãe, pega de surpresa, respondeu: É porque na televisão eu sou paga para sorrir. E a filha, mais que depressa, tornou a perguntar: Mãe, quanto você quer ganhar para sorrir também em nossa casa? * * * A pergunta da garotinha nos oferece motivos de reflexão. Por que não sorrir no melhor lugar do mundo, que é o nosso lar? Por que não dar para os nossos tesouros mais preciosos, o melhor? Você já parou para observar um irrigador de grama em funcionamento? Girando, ele irriga toda a grama à sua volta. Mas quando chegamos mais perto, observamos que a grama que está próxima do irrigador, está seca. Será que em nossa família estamos agindo à semelhança do irrigador de grama? Se estamos, é hora de mudar com urgência. Verifiquemos que, quando um amigo vem à nossa casa, colocamos um sorriso no rosto. Procuramos ser prestativos, companheiros, perguntamos como ele está, o que tem feito. Somos extremamente simpáticos. Nosso rosto é a própria expressão da alegria e da camaradagem. Sorrimos e sorrimos muito. Toda nossa atenção, durante o tempo em que ele está conosco, é para ele. Termina a conversa, o amigo precisa ir embora e despedimo-nos. Acompanhamo-lo até à porta, ficamos acenando até ele desaparecer na rua. Agora, voltamos para o interior da nossa casa e para nossa família. Como que num passe de mágica, nosso rosto se fecha, ficamos carrancudos.Passamos a ser outra pessoa. Junto ao amigo somos pessoas simpáticas e sorridentes. Junto à nossa família somos antipáticos e exigentes. Por quê? Será que os nossos amores não merecem a nossa atenção e o nosso carinho? * * * Se você se deu conta que está agindo mais ou menos como um irrigador de grama, reverta logo a situação. Ainda hoje, enquanto você está com seus filhos, sua esposa, seu marido, seus pais, seja alegre. Converse. Interesse-se pela vida deles. O que eles fazem enquanto você está na escola, no trabalho, na rua? Sobretudo, abrace com carinho, beije com amor. Agindo assim, a casa se transformará em um lar. E ainda hoje todos serão mais felizes. Pense nisso. Redação do Pense Nisso, com base no artigo O próximo mais próximo, de Alkindar de Oliveira, publicado na Revista Espírita Allan Kardec, ano XII, nº 44.

Reino das borboletas
12 Nov 20214:55EP 1862

Reino das borboletas

NO REINO DAS BORBOLETAS À beira de um charco, formosa borboleta, fulgurando ao crepúsculo, pousou sobre um ninho de larvas e falou para as pequenas lagartas, confusas: Não temam! Sou sua irmã de raça! Venho para lhes trazer esperança. Nem sempre permanecerão coladas às ervas do pântano! Tenham calma, fortaleza e paciência. Esforcem-se para não sucumbir aos golpes da ventania que, de quando em quando, varre a paisagem. Esperem! Depois do sono que as aguarda, todas acordarão com asas de puro veludo, refletindo o esplendor solar... Então, não mais se arrastarão, presas ao solo úmido e triste. Adquirirão preciosa visão da vida, pois poderão subir muito alto e seu alimento será o néctar das flores... Viajarão deslumbradas, contemplando o mundo, sob novo prisma! Observarão o sapo que nos persegue, castigado pela serpente que o destrói, e verão a serpente que fascina o sapo, fustigada pelas armas do homem. Enquanto a mensageira fez ligeira pausa, ouviam-se exclamações admiradas: Ah, não posso crer no que vejo! Que misteriosa criatura! Será uma fada milagrosa? Nada possui de comum conosco... Irradiando o suave aroma do jardim de onde viera, a linda visitante sorriu e continuou: Não se iludam! Não sou uma fada celeste! Minhas asas são parte integrante da nova forma que a natureza lhes reserva. Ontem, eu vivia com vocês; amanhã viverão comigo! Flutuarão no imenso espaço, em voos sublimes em plena luz. Libertas do lodaçal, se elevarão felizes. Conhecerão a beleza das copas floridas e o saboroso néctar das pétalas perfumadas. Contemplarão a altura e a amplitude do firmamento... Logo após, lançando carinhoso olhar à família alvoroçada, distendeu as asas coloridas e, voando com graciosidade, desapareceu no infinito azul. Nisso, chegou ao ninho a lagarta mais velha do grupo, que estava ausente, e, ouvindo os comentários empolgados das companheiras mais jovens, ordenou irritada: Calem-se e escutem! Tudo isso é insensatez, mentiras, divagações... Não nos iludamos! Nunca teremos asas! Ninguém deve filosofar... Somos lagartas, nada mais que lagartas. Sejamos práticas, no imediatismo da própria vida. Esqueçam-se de pretensos seres alados que não existem. Precisamos simplesmente comer e comer... Depois vem o sono, a morte... E o nada... Nada mais... As lagartas calaram-se, desencantadas. Caiu a noite e, em meio à sombra, a lagarta-chefe adormeceu, sem despertar no outro dia. Estava completamente imóvel. As irmãs, preocupadas, observavam curiosas o fenômeno... Depois de algum tempo, para espanto de todas, a ignorante e descrente orientadora surgiu como veludosa borboleta, de asas leves e ligeiras, a bailar no ar... * * * À semelhança da formosa borboleta que desceu às faixas escuras onde rastejavam suas irmãs lagartas, um dia a Humanidade também recebeu a visita de sublime anjo, que veio trazer consolo e esperança. Falou da vida estuante, além do casulo físico. E para provar que o que dizia é realidade, Ele próprio, após desvencilhar-se do corpo físico, surgiu mais livre e mais brilhante que antes. Subiu, com a leveza de anjo alado, e desapareceu na imensidão azul, diante de quinhentas testemunhas, admiradas, na distante Galiléia... E, mais de dois milênios depois, ainda existem aqueles que preferem acreditar que o que precisamos fazer é comer, comer, dormir e esperar o nada... Nada mais... Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei. Pense Nisso. Redação do Pense Nisso, com base no cap. 29 do livro Contos e apólogos, pelo Espírito Irmão X, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb. Em 26.06.2012.

Nada tocando
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