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PODCAST · 3387 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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Apaixone-se
28 Jul 20223:39EP 2083

Apaixone-se

"APAIXONE-SE” Apaixone-se pela manhã... ...que em todos os dias te levanta com os pés firmes no chão. Apaixone-se pelas canções... Que mesmo quando todos se calam, Elas ainda sussurram o refrão em seus ouvidos. Apaixone-se pelo hoje... ...que te faz respirar, enxergar, sentir, viver. Apaixone por você... ...não existirá ninguém melhor para se amar do que a si mesmo... ...pois só descobrimos o que é amor, Quando nos apaixonamos por nós mesmos. Apaixone-se pela vida... ...ela é o único presente que Você diz que não pediu... ...mas que jamais deseja perder. Apaixone-se mil vezes pela mesma coisa... ...se esse sentimento te faz crescer... ...apaixone-se cada dia mais e mais. Apaixone-se pelos dias... ...eles passam depressa, E quando você menos esperar Eles já não existem mais. Apaixone-se por cada conversa... ...pois ela pode ser definitiva, Dependendo da circunstância. Apaixone-se pela dança... ...principalmente se for a dois... ...pois ela te faz sentir vivo, capaz. Apaixone-se por quem te faz sorrir... ...pois essa pessoa merece muito mais... ...do que você imagina. Apaixone-se... ...a vida te presentea quando você... ...se entrega e acredita no amor. Apaixone-se pela vontade de amar... ...pois existirá um momento em que... ...sozinho não dará mais para ficar. Algumas pessoas sentem... ...medo de se apaixonar e... ...no entanto não se dão a oportunidade... ...para apaixonar-se por um sonho. A vida é curta... ...e na entrega ao medo, Perdemos um tempo precioso. Apaixone-se por um sonho... ...acredite que tudo dará certo... ...pois somente a sua fé trará... ...seu sonho pra perto de você. Você poderá se perder em... ...meio a uma multidão... ...mas alguém predestinado... ...irá te encontrar... ...basta você acreditar. Você poderá sentir solidão... ...querer e não ter alguém para... ...compartilhar um desejo... ...mas acredite, Esse alguém está chegando... ...é que por algum motivo... ...algo o atrasou... ...mas a sua fé o trará... ...para perto de você. Apaixone-se... ...pois uma vida repleta... ...de canções te espera. E o amor... ...simplesmente virá trazendo... ...consigo uma alma apaixonada. Apaixone-se... ...pois no final poderá contemplar... ...a magia de tudo aquilo que teve fé. Tudo tem hora e lugar para acontecer... ...basta você confiar. Confiar que... ...tudo que aconteceu é merecimento... ...por seus sinceros desejos. O tempo vai passar... ...e com ele você irá envelhecer. E nessa rotina da vida, Nunca se esqueça... Apaixone-se mil vezes por você... ...seja em qual época ou lugar for... APAIXONE-SE. Redação do Pense Nisso com base na Cena do filme “A Casa do Lago” Em 5.4.2015

Correr riscos
27 Jul 20224:44EP 2082

Correr riscos

Correr riscos Sêneca foi um filósofo e poeta romano que viveu sob o império de Calígula, depois Cláudio e, finalmente, Nero. Seu talento como advogado lhe valeu a inimizade do imperador Calígula. Sob o império de Cláudio foi exilado durante oito anos. Chamado de volta a Roma, foi tutor de Nero e, durante algum tempo, conseguiu exercer uma influência benéfica sobre o jovem imperador. Mais tarde, adotou uma posição de complacência com as tantas loucuras cometidas pelo imperador, o que não impediu que viesse a receber ordem para se suicidar. Vivendo em climas tão adversos, manteve sua preocupação com as conquistas morais individuais. E teve oportunidade de escrever: Chorar é correr o risco de parecer sentimental demais. Rir é correr o risco de parecer tolo. Estender a mão é correr o risco de se envolver. Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu. Defender seus sonhos e ideias diante da multidão é correr o risco de ser mal interpretado e perder as pessoas. Amar é correr o risco de não ser correspondido. Viver é correr o risco de morrer. Confiar é correr o risco de se decepcionar. Tentar é correr o risco de fracassar. Mas devemos correr os riscos, porque o maior perigo é não arriscar nada. Há pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada. Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem. Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade. Somente a pessoa que corre riscos é livre. * * * A decisão de correr riscos ou não, é nossa. Agora, podemos continuar a deter o choro porque nos foi dito na infância que homem não chora. Ou, no caso da mulher, para não demonstrar eventual fraqueza. Ou nos permitirmos as lágrimas demonstrando que somos seres humanos, com sentimentos. Podemos ser daqueles que defendem as suas ideias nobres, lutando pela vida, expondo-nos ou nos calarmos diante da injustiça. Podemos nos engajar no movimento pela vida, expondo a nossa opinião contra o preconceito, contra a exploração religiosa; que usa a boa fé das pessoas humildes para se ganhar dinheiro. Ou simplesmente continuarmos calados e permitir que tudo vá acontecendo, sem nos preocuparmos. Podemos nos envolver em movimentos pela paz, pelos direitos dos desfavorecidos, ou permanecermos apáticos, deixando que tudo corra a bel prazer. Podemos, enfim, lutar por melhorar a nossa condição de humanidade, burilando as nossas paixões e vencendo a nossa acomodação. Ou optarmos por continuar onde estamos, como estamos, não encetando nenhum esforço por granjear outras virtudes ou valores de nobreza humana. A decisão é sempre individual e intransferível. * * * A caminhada é longa e tortuosa. A escolha do caminho ou a velocidade com que se deseja andar, é de cada um. Optar pelo crescimento ou aguardar ser arrastado pela lei inexorável do progresso é de cada criatura. Mas, quem deseje alcançar antes a felicidade, idealize mudanças desde hoje, enquanto as oportunidades sorriem e as chances se fazem abundantes. Redação do Pense Nisso, com base em texto atribuído a Sêneca e no verbete Sêneca, da Enciclopédia Mirador, v. 18, Encyclopaedia Britannica do Brasil. Em 06.01.2014.

A verdadeira amizade
26 Jul 20225:11EP 2081

A verdadeira amizade

A verdadeira amizade Ei, Você tem amigos? Se a resposta for “Sim”, certamente significa que você reconhece a importância dos amigos verdadeiros durante a jornada nesta terra. Muito se fala desses tesouros chamados amigos, mas nem todas as pessoas lhes dão o devido valor. Quando não se é rico, nem ocupa uma posição de destaque numa empresa, nem famoso, é fácil saber quem são os amigos, pois, em tese, não têm outro motivo para uma aproximação que não seja a amizade pura e simples. O mesmo não acontece com pessoas ricas ou famosas, que lidam com aproximações por interesse e conveniências, e encontram mais dificuldade na hora de filtrar e reconhecer o que, de fato, é verdadeiro. É muito comum que pessoas assim se sintam solitárias, fiquem depressivas e apáticas, por falta de alguém em quem possam confiar incondicionalmente. Talvez seja por essa razão que uma poetisa escreveu: Preciso de alguém que me olhe nos olhos quando falo; que ouça as minhas tristezas e neuroses com paciência. E, ainda que não compreenda, respeite os meus sentimentos. Preciso de alguém que venha brigar ao meu lado, sem precisar ser convocado. Alguém amigo o suficiente para dizer-me as verdades que não quero ouvir, mesmo sabendo que posso odiá-lo por isso. Nesse mundo de céticos, preciso de alguém que creia nessa coisa misteriosa, desacreditada, quase impossível: a amizade. Que teime em ser leal, simples e justo, que não vá embora se algum dia eu perder o meu ouro e não for mais a sensação da festa. Preciso de um amigo que receba com gratidão o meu auxílio, a minha mão estendida. Mesmo que isto seja muito pouco para suas necessidades. Preciso de um amigo que também seja companheiro, nas farras e pescarias, nas guerras e alegrias e que, no meio da tempestade, grite em coro comigo: "Nós ainda vamos rir muito disso tudo." E ria muito. E nessa busca, empenho a minha própria alma, pois com uma amizade verdadeira, a vida se torna mais simples, mais rica e mais bela... A verdadeira amizade está acima de quaisquer valores financeiros. Todo o dinheiro do mundo não seria suficiente para adquirir uma amizade leal, já que é um sentimento que não está à venda. E por mais rico que seja um ser humano, ele não será completamente feliz se não contar com, pelo menos, um amigo fiel. De nada valeria ser a pessoa mais famosa do mundo, se não puder contar suas alegrias a um amigo. De nada adiantaria ter todas as riquezas materiais que o mundo pode oferecer, se não houver uma amizade para compartilhar. Por outro lado, ainda que a pessoa seja a mais simples da face da Terra, se tiver um amigo verdadeiro, nunca passará necessidade. * * * Você tem amigos, tem em quem confiar? Você é verdadeiramente amigo de alguém? Pessoas buscam em você refúgio quando algo não vai bem? Quando as emoções se enfraquecem, a amizade permanece. Ser amigo é ter coração que ama e esclarece, que compreende e perdoa, nas horas mais amargas da vida. Seja alguém capaz de ouvir, estender a mão, chorar e sorrir junto; Aquele que apoia, encoraja, e mesmo que por um momento cause dor, fale sempre a verdade. A amizade pura é uma flor que nunca morre. Vale a pena cultivá-la. Pense nisso, mas... Pense agora. Redação do Momento Espírita, com base em poesia de Cris Passinato, constante no site: www.forumpoeticomundial.hpg.ig.com.br/ Disponível no livro Momento Espírita, v. 3 e no CD Momento Espírita, v. 7, ed. Fep.

Apenas uma Corda
22 Jul 20224:15EP 2079

Apenas uma Corda

Apenas uma Corda. Era uma vez um grande violinista chamado Paganini. Alguns diziam que ele era muito estranho, outros, que ele era sobrenatural. As notas mágicas que saíam de seu violino tinham um som diferente, por isso ninguém queria perder a oportunidade de assistir seu espetáculo. Certa noite, o palco de um auditório repleto de admiradores estava preparado para recebê-lo. A orquestra entrou e foi aplaudida. O maestro, ovacionado. Mas quando surgiu a figura de Paganini, triunfante, o público delirou. Nicolo Paganini colocou seu violino no ombro, e o que se assistiu em seguida foi indescritível. Breves e semibreves, fusas e semifusas, colcheias e semicolcheias, pareciam ter asas e voar com o delicado toque daqueles dedos virtuosos. De repente, porém, um som estranho interrompe o devaneio da plateia: uma das cordas do violino de Paganini arrebentara. O maestro parou. A orquestra parou. Mas Paganini não parou. Olhando para sua partitura ele continuava a tirar sons deliciosos de um violino com problemas. O maestro e a orquestra, empolgados, voltam a tocar. Mal o público se acalmou quando, de repente, um outro som perturbador: uma outra corda do violino se rompe. O maestro parou de novo. A orquestra parou de novo. Paganini não parou. Como se nada tivesse acontecido, ele esqueceu as dificuldades e avançou, tirando sons do impossível. O maestro e a orquestra, impressionados, voltam a tocar. Mas o público não poderia imaginar o que aconteceria a seguir: todas as pessoas, pasmas, gritaram: Oohhh! Uma terceira corda do instrumento de Paganini se quebra. O maestro pára. A orquestra pára. A respiração do público pára. Mas Paganini... Paganini não pára. Como se fosse um contorcionista musical, ele tira todos os sons da única corda que sobrara daquele violino destruído.

Tédio
21 Jul 20224:49EP 2078

Tédio

Tédio Muitas pessoas estabelecem objetivos de vida, que passam a ser buscados com intensa determinação. Limitam seus interesses na conquista de seus sonhos e quando os alcançam nem sempre encontram neles o sentido e o significado que esperavam. A meta, que por tanto tempo representou a razão de viver, cede lugar ao tédio, empurrando os seres para os abismos da depressão ou dos vícios. Por vezes, são pais que colocam na vida dos filhos os próprios sonhos. Projetam no futuro de seus rebentos os desejos que eles próprios não puderam realizar. No entanto, os filhos crescem e devem enfrentar as próprias lutas e dar curso às próprias vidas. Por vezes a constatação dessa verdade causa nos pais, mais despreparados, amarga aflição. Outros, ainda, anseiam por alcançar um patamar elevado na carreira para amealhar, assim, consideráveis recursos financeiros. Porém, quando seus objetivos se realizam, sentem-se desestimulados. Há aqueles que se esforçam para ter fama e destaque na sociedade e que, quando os alcançam, amargurados e vazios, entregam-se às drogas e aos abusos do sexo. Inquietação e desequilíbrio costumam servir de base na busca por objetivos imediatos de prazer e de satisfação. Tais metas são frutos do egoísmo que ainda move os seres, e quando alcançadas produzem tão-somente rápida e passageira satisfação. Em pouco tempo a antiga e conhecida sensação de aborrecimento e de vazio volta a exercer forte influência no cotidiano. Como se todo o esforço tivesse sido vão. Como se toda a luta não tivesse valido a pena. Nos lábios, a impressão de que alguma palavra ficou faltando. Na boca, a permanente sensação de sede. É a fome de realização plena. É uma sensação de que, em sonho, tudo era mais belo e satisfatório. É o tédio, terrível flagelo que consome existências. Silencioso e ardiloso, penetra suavemente no comportamento, instalando-se na mente e no sentimento, depauperando e dominando os indivíduos. Quando te percebas a um passo do tédio, assume nova postura e busca uma atividade que te preencha o tempo físico e mental de forma útil. Nunca te consideres impossibilitado de trabalhar, de agir no bem e de produzir. Considera o esforço dos artistas sem braços, sem pernas, que se revelaram excelentes pintores, escultores, desenhistas, ricos de inspiração e de alegria de viver. Reflete sobre a vida de outros deficientes que se transformaram em mensageiros da renovação interior, tornando-se membros indispensáveis da economia moral e social no mundo. O esforço que lhes foi exigido não lhes concedeu tempo para qualquer forma de tédio ou de desinteresse, entregando-se à lamentação ou ao desencanto. Não cesses de edificar, nem te permitas contemplar a retaguarda do já feito. Examina a perspectiva do quanto ainda necessitas realizar. Aspira à conquista do infinito e nunca te sentirás entediado com os logros conseguidos. Quem se basta com as aquisições meramente materiais ainda não alcançou a real maturidade, nem descobriu as prioritárias metas existenciais. Aquele que anela pela alegria de viver, não apenas pelo que consiga deter nas mãos, jamais será vítima do tédio, porque estará sempre em ação, sentindo-se útil e pleno. Equipe de Redação do Pense Nisso, com base no capítulo 13 do livro Diretrizes para o êxito, de Divaldo Pereira Franco.

Ser amigo
20 Jul 20224:54EP 2077

Ser amigo

SER AMIGO Pois é amigo e amiga...me permita chama-lo assim.Afinal, você ouvinte, é o nosso amigo.Quem é que permite, que entremos no seu lar, no seu carro e até no seu trabalho?Se não for parente, só pode ser um amigo,não é mesmo?! Nós na Centro América Fm nos sentimos lisonjeados com a sua amizade. Pois bem, hoje sábado, é o dia do amigo.Por isso, resolvi contar uma historia que aconteceu comigo a muito tempo atrás, numa noite muito fria na cidade de Curitiba: Era cerca de onze horas da noite e eu estava tranquilo em casa, quando recebi o telefonema de um amigo muito querido. Seu telefonema me deixou feliz e a primeira coisa que ele me perguntou foi: Como você está? E, sem saber porquê, eu lhe respondi: Muito só... Você quer conversar? Perguntou. Eu respondi: Sim. Você quer que eu vá até a sua casa? Respondi Sim, novamente... Ele desligou o telefone e, em menos de quinze minutos, lá estava ele tocando a campainha. Eu comecei falando sobre meu trabalho, minha família, minha namorada, meus problemas e dúvidas e ele, atento, me escutava. Naquele dia eu estava muito cansado mentalmente e a sua companhia me fez muito bem. Além do mais, do começo ao fim ele me escutou, me apoiou e me aconselhou. Assim, quando ele notou que eu estava melhor, disse: Bom, agora preciso ir trabalhar... Surpreso, eu lhe disse: Amigo, por que não me disse antes que teria que ir trabalhar? Veja que horas são! Você não conseguiu dormir nem um pouco, eu roubei seu tempo por toda a noite. Ele sorriu e me disse: Não tem problema, para isso existem os amigos! Ao ouvir isso, fiquei feliz em saber que podia contar com um amigo assim. Acompanhei-o até à porta e, quando ele caminhava até o seu carro eu gritei: Ei!... Amigo! Por que você me telefonou tão tarde? O que você queria? Ele voltou e me disse com voz baixa: É que queria lhe dar uma notícia... E eu perguntei: O que aconteceu? Ele falou: Fui ao médico e ele me disse que meus dias estão contados. Tenho um tumor no cérebro. Não poderei operar. É maligno. Assim, só posso esperar... Naquele momento fiquei mudo. Ele sorriu e disse: Tenha um bom dia, amigo! Entrou no carro e se foi... Precisei de um bom tempo para assimilar a situação e, até hoje me pergunto: Por que, quando ele me perguntou como eu estava, eu me esqueci dele, e só falei de mim? Como ele teve forças para sorrir, me escutar e dizer tudo o que disse? Desde aquele dia, a minha vida mudou... Deixei de dar tanto valor aos meus problemas e de me preocupar somente comigo. Agora, aproveito o meu tempo para estar mais perto das pessoas que amo, perguntar como elas estão e me interessar mais por elas, sem esperar nada em troca. Tento sentir mais profundamente aqueles que estão a minha volta e aqueles que passam por minha vida... Por vezes, temos agido com nossos amigos, como verdadeiros egoístas. Esquecemos de que é preciso olhar nos olhos, ouvir as palavras que eles não têm coragem de nos dizer. Temos pensado demasiadamente em nós mesmos, em nossos problemas, em nossas amarguras, em nossos desejos... Importante que tenhamos a devida atenção para com aqueles que nos são caros. Os amigos verdadeiros às vezes relevam as nossas atitudes egoístas, mas vale a pena cuidar com carinho dessas jóias que Deus coloca em nosso caminho. Afinal, conservar um amigo com afeto e atenção é sempre uma grande virtude. Pense nisso, mas pense agora! Redação do Pense Nisso, com base em história de autoria ignorada. Em 19.07.2013.

Amor sem preço
19 Jul 20224:38EP 2076

Amor sem preço

Amor sem preço Havia um garoto que, nos seus quase oito anos, adquirira um hábito nada salutar. Tudo para ele se resumia em dinheiro. Queria saber o preço de tudo o que via. Se não custasse grande coisa, para ele não tinha valor algum. Nem se apercebia o pequeno que há muitas coisas que dinheiro algum compra. E dentre essas coisas, algumas são as melhores do mundo. Certo dia, no café da manhã, ele teve o cuidado de colocar sobre o prato da sua mãe um papelzinho cuidadosamente dobrado. A mãe o abriu e leu: Mamãe me deve: por levar recados - três reais; por tirar o lixo - dois reais; por varrer o chão - dois reais; extras - um real. Total que mamãe me deve: oito reais. A mãe espantou-se no primeiro momento. Depois, sorriu, guardou o bilhetinho no bolso do avental e não disse nada. O garoto foi para a escola e, naturalmente, retornou faminto. Correu para a mesa do almoço. Sobre o seu prato estava o seu bilhetinho com os oito reais. Os seus olhos faiscaram. Enfiou depressa o dinheiro no bolso e ficou imaginando o que compraria com aquela recompensa. Mas então, percebeu que havia um outro papel ao lado do seu prato. Igualzinho ao seu e bem dobrado. Abriu e viu que sua mãe também lhe deixara uma conta. Filhinho deve à mamãe: por amá-lo - nada. Por cuidar da sua catapora - nada. Pelas roupas, calçados e brinquedos - nada. Pelas refeições e pelo lindo quarto - nada. Total que filhinho deve à mamãe - nada. O menino ficou sentado, lendo e relendo a sua nova conta. Não conseguia dizer nenhuma palavra. Depois se levantou, pegou os oito reais e os colocou na mão de sua mãe. A partir desse dia, ele passou a ajudar sua mãe por amor. * * * Nossos filhos trazem suas virtudes e seus defeitos. Cabe-nos examiná-las para auxiliá-los na consolidação das primeiras e no combate às segundas. Todo momento é propício e não deve ser desperdiçado. As ações são sempre mais fortes que as palavras. Na condução dos nossos filhos, cabe-nos executar a especial tarefa de agir sempre com dignidade e bom senso, o que equivale a dizer, educar-nos. Com exceção dos filhos extremamente rebeldes, uma boa dose de amor somada à energia, sempre dá bons resultados. * * * É no lar que recebemos os primeiros ensinamentos sobre as virtudes. Na construção do senso moral, dos conceitos de certo e errado são muito importantes os exemplos dados pelos pais. É no doce mundo familiar que se adquire o hábito da virtude que nos guiará as ações quando sairmos mundo afora. Redação do Pense Nisso. Em 30.10.2017.

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