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Generosidade
GENEROSIDADE Quando tinha treze anos, Severino saiu de Olho D’água Seco, no sertão de Pernambuco, para morar com um tio na capital, Recife. Certo dia perdeu-se na cidade grande. Sem saber ler, não conseguia encontrar o caminho de volta olhando as placas e o nome das ruas. Era como se fosse cego, diz. Quando, afinal, achou o endereço, pediu ao tio para lhe comprar uma cartilha de alfabetização. Sozinho, aprendeu a ler e a escrever. Um ano depois, voltou ao sertão e tratou de ensinar o que sabia à irmã. Não era muito, mas era o bastante. Depois, improvisou uma escolinha para alfabetizar outros moradores. Já tinha ensinado duzentas e trinta e uma pessoas a ler quando deixou Pernambuco por uma vida melhor em São Paulo. Gosto de passar adiante tudo o que aprendo. Não vou levar nada para o caixão. Então tenho de compartilhar o que sei com quem precisa, senão esse conhecimento morre comigo, conta ele. * * * Estamos acostumados a reconhecer a generosidade em gestos grandiosos como o de Bill Gates, fundador da Microsoft e um dos homens mais ricos do planeta, que doou vinte e nove bilhões de dólares à instituição de combate à pobreza que fundou com a mulher, Melinda. Mas a história de Severino não deixa dúvida de que a generosidade pode ser praticada mesmo por quem tem pouco ou quase nada – e de várias formas, muito além de dar bens que sobram. Alguns exemplos são:Antônio, um desembargador de justiça, que conta histórias para crianças num hospital. Élcio, que incentiva a solidariedade na empresa que lidera, e ajudou a fazer dela um dos melhores lugares do mundo para trabalhar. Danielle, que aos sessenta e três anos, ajuda milhares de deficientes visuais a ter acesso a livros. Todos podemos ser generosos, e se desejamos realmente um mundo melhor, começar pela benevolência nas pequenas coisas, nos gestos singelos, é fundamental. * * * Proponha a você mesmo este desafio. Pratique um ato de generosidade, no dia de hoje e veja os resultados. Não o resultado do reconhecimento – pois ele quase sempre não vem, e não deve ser nosso foco – mas o resultado em sua alma, em sua alegria interior. Doe-se ao outro. Doe-se ao mundo. Doe sua vida ao amor e ganhe a felicidade tão sonhada! Redação do Momento Espírita com base em artigo da revista Sorria, v.1, de março/abril de 2008, e no item 886, de O livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed .Feb. Em 30.05.2012.

Eu vou ser igual você
O cantor e compositor americano Harry Champin, escreveu e compôs uma linda canção que fez muito sucesso nos anos 70.Ela fala sobre a ausência dos pais. A letra diz assim: Meu filho chegou outro dia Veio para o mundo da maneira comum Mas havia planos para realizar E contas a pagar Ele aprendeu a andar enquanto eu estava fora E ele estava falando antes de eu conhecê - lo E enquanto ele crescia Ele falava: "Vou ser igual a você pai, Você sabe que vou ser igual a você" "Quando você vem pra casa, pai?" "Eu não sei quando, mas vamos ficar juntos, Você sabe que vamos nos divertir juntos" Meu filho fez 10 anos outro dia Ele disse: "Obrigado pela bola pai, Vamos lá, vamos jogar Você pode me ensinar a chuta-la?" Eu disse "não hoje, tenho muito pra fazer" Ele disse "tudo bem" E ele foi embora, mas seu sorriso nunca desapareceu Disse "eu vou ser igual a ele, sim Sabe, vou ser igual a ele" "Quando você vem pra casa, pai?" "Eu não sei quando, mas vamos ficar juntos, Você sabe que vamos nos divertir juntos" Bem, ele chegou do colégio outro dia Como um homem, eu tive que dizer "filho, estou orgulhoso de você. Pode sentar um pouco?" Ele balançou a cabeça, E disse com um sorriso: "O que eu realmente queria pai, é pegar emprestada a chave do carro, Te vejo mais tarde" Quando você vem pra casa, FILHO?" "Eu não sei quando, mas vamos ficar juntos, Você sabe que vamos nos divertir juntos" Por muito tempo estive aposentado E meu filho se mudou Liguei pra ele outro dia E disse: "Eu gostaria de te ver se não se importasse" Ele disse: "Eu adoraria, pai, se pudesse achar tempo" “Mas foi muito bom falar com você, pai” E quando desliguei o telefone, Isso me ocorreu, Ele cresceu igualzinho a mim Meu filho era igualzinho a mim *** Como ouvimos, a letra da canção nos faz pensar a respeito das nossas ausências de cada dia, com os nossos filhos. A nossa ausência de hoje, pode se refletir na saudade que sentiremos no inverno da nossa existência.Quando eles, da mesma forma que nós fizemos, também serão ausentes. Por isso pais e mães, paramos um instante e reflitamos e nos façamos mais presentes aos nosso pequeninos. Tudo que apresentarmos como normal na vida no lar, tende a se normalizar na vida da criança. Os filhos estão nos observando sempre e construindo, em cada momento ao nosso lado, seu sucesso ou infelicidade futuros. A oportunidade da convivência familiar é única. Aproveitemos com sabedoria. Pense Nisso, mas pense agora. Redação do Pense Nisso com base em texto extraído de vídeo encontrado na Internet, sem menção a autor. Em 24.06.2012.

Os pais envelhecem
Talvez a mais rica, forte e profunda experiência da caminhada humana seja a de ter um filho. Quando nascem, os filhos comovem por sua fragilidade, seus imensos olhos, sua inocência e graça. Basta vê-los para que o coração se alargue em riso e cor. Um sorriso é capaz de abrir as portas de um paraíso. Eles chegam à nossa vida com promessas de amor incondicional. Dependem de nosso amor, dos cuidados que temos. E retribuem com gestos que enternecem. Mas os anos passam e os filhos crescem. Escolhem seus próprios caminhos, parceiros e profissões. Trilham novos rumos, afastam-se da matriz. O tempo se encarrega da formação de novas famílias. Os netos nascem. Envelhecemos. E então algo começa a mudar. Os filhos já não têm pelos pais aquela atitude de antes. Parece que agora só os ouvem para fazer críticas, reclamar, apontar falhas. Já não brilha mais nos olhos deles aquela admiração da infância e isso é uma dor imensa para os pais. Por mais que disfarcem, todo pai e mãe percebe as mínimas faíscas no olho de um filho. É quando pais idosos, dizem para si mesmos: Que fiz eu? Por que o encanto acabou? Por que meu filho já não me tem como seu herói particular? Apenas passaram-se alguns anos e parece que foram esquecidos os cuidados e a sabedoria que antes era referência para tudo na vida. Aos poucos, a atitude dos filhos se torna cada vez mas impertinente. Praticamente não ouvem mais os conselhos. A cada dia demonstram mais impaciência. Acham que os pais têm opiniões superadas, antigas. Pior é quando implicam com as manias, os hábitos antigos, as velhas músicas. E tentam fazer os velhos pais se adaptarem aos novos tempos, aos novos costumes. Quanto mais envelhecem os pais, mais os filhos assumem o controle. Quando eles estão bem idosos, já não decidem o que querem fazer ou o que desejam comer e beber. Raramente são ouvidos quando tentam fazer algo diferente. Passeios, comida, roupas, médicos - tudo passa a ser decidido pelos filhos. E, no entanto, os pais estão apenas idosos. Mas continuam em plena posse da mente. Por que então desrespeitá-los? Por que tratá-los como se fossem inúteis ou crianças sem discernimento? Sim, é o que a maioria dos filhos faz. Dá ordens aos pais, trata-os como se não tivessem opinião ou capacidade de decisão. E, no entanto, no fundo daqueles olhos cercados de rugas, há tanto amor. Naquelas mãos trêmulas, há sempre um gesto que abençoa, acaricia. * * * A cada dia que nasce, lembre-se, está mais perto o dia da separação. Um dia, o velho pai já não estará aqui. O cheiro familiar da mãe estará ausente. As roupas favoritas para sempre dobradas sobre a cama, os chinelos em um canto qualquer da casa. Então, valorize o tempo de agora com os pais idosos. Paciência com eles quando se recusam a tomar os remédios, quando falam interminavelmente sobre doenças, quando se queixam de tudo. Abrace-os apenas, enxugue as lágrimas deles, ouça as histórias (mesmo que sejam repetidas) e dê-lhes atenção, afeto... Acredite: dentro daquele velho coração brotarão todas as flores da esperança e da alegria. VOCÊ FILHO; PENSE NISSO, MAS PENSE AGORA.

Um mundo melhor
Um mundo melhor Quantas vezes ouvimos, ou nós mesmos repetimos que o mundo está cada dia pior? Somos nós, seres humanos, em várias ocasiões, os porta-vozes do pessimismo. Basta um acontecimento ruim, para justificar nossa tese de que tudo vai de mal a pior. Dizemos que perdemos a crença na Humanidade, que o mundo não tem jeito. E outras tantas afirmações de desânimo. Mas, será isso mesmo verdade? Será que a Humanidade vai de mal a pior, como muitas vezes afirmamos? O historiador holandês Rutger Bergman reuniu em seu livro “Utopia para realistas”, alguns dados interessantes. Segundo ele, em 1820, 84% da população mundial vivia em extrema pobreza. Cem anos depois o número baixou pela metade. No início do Século XXI, menos de 10% da população mundial vive em extrema pobreza. Assuntos que eram ficção científica, há pouco tempo, tornam-se realidade: implantes cerebrais que restituem a visão, pernas robóticas que permitem paraplégicos se locomoverem com autonomia, cirurgias de alta precisão feitas por robôs. A energia solar ficou 99% mais barata nos últimos quarenta anos. Desde 1994, o número de pessoas com acesso a Internet saltou assustadoramente. A expectativa de vida global hoje é mais do que o dobro do que era em 1900. Desde 1990, a taxa de mortalidade por tuberculose caiu para quase a metade. A partir do ano 2000, o número de mortes por malária e AIDS sofreu uma grande queda; Se pararmos pra olhar o que tem dado certo, talvez percebamos que existem muitos pontos positivos também no mundo. Há milhões de pessoas colaborando para o mundo ser um lugar melhor do que imaginamos ou percebemos. São incontáveis os que se sacrificam pelos seus filhos, que fazem o melhor que podem na sua profissão, que atuam voluntariamente em causas nobres. Cabe, no entanto, lembrarmos sempre que cada um de nós pode dar sua cota de colaboração, oferecendo ao mundo o que temos de melhor, na mente e no coração; Talvez você não tenha percebido, mas tudo aquilo que focamos, expande. Se você foca no problema, ainda que seja pequeno, aos seus olhos pode tornar-se maior. Que possamos usar toda nossa energia, sabedoria e criatividade para pensar no lado bom da vida. Nas pessoas que temos por perto, nas conquistas que colecionamos e desafios que já vencemos. Que a nossa história de vida sirva para inspirar outros; e que possamos levar mais luz, independente das circunstâncias. Que sejamos aqueles que anunciam um mundo melhor, através de boas atitudes; Você pode pensar: Mas tenho tantos gigantes ainda para vencer! Todos nós temos. Mas não nos esqueçamos dos muitos motivos que também temos para celebrar. Pense nisso... mas, pense agora. (*)Pense Nisso, baseado no texto do Momento Espírita, com dados extraídos do livro Utopia para realistas, de Rutger Bergman, ed. Sextante.

Ignorância e estupidez
IGNORÂNCIA E ESTUPIDEZ O reverendo Martin Luther King Júnior, missionário do bem na Terra, certa feita afirmou: Nada no mundo é mais perigoso que a ignorância sincera e a estupidez conscienciosa. Reflitamos sobre estas palavras fortes. A acomodação na própria ignorância, ou mesmo a opção por ela, é terrível mal para o Espírito em evolução. Querer permanecer na ignorância é afastar-se do caminho da felicidade. A ignorância não pode ser objetivo de ninguém na Terra. Aparentemente, esta pode trazer algumas vantagens, conforme afirmam alguns desavisados, mas não, não há benefício algum em permanecer nela. Da mesma forma, a estupidez conscienciosa é chaga doentia para o homem e para a mulher que desejam crescer moralmente. Errar conscientemente é construir sua própria prisão moral de dor permanente. Optar pelos caminhos da crueldade, do egoísmo e do orgulho, tendo a consciência de que são trilhas prejudiciais a todos, é condenar-se à dor voluntariamente. Cada vez que proferimos palavras grosseiras, cada vez que espezinhamos a vida alheia gratuitamente, com comentários infelizes, estamos agindo no mal conscientemente. Quantos de nós, que seguimos uma religião, não somos capazes de tolerar nem pequenos deslizes? Quantos de nós, tendo capacidade de praticar o bem, escolhemos o caminho da acomodação, da indiferença. Sim, a estupidez conscienciosa é perigo constante. Muitos de nós que aqui estamos, somos reincidentes no mal, e recebemos a bênção de nova oportunidade para que, desta vez, aproveitemos para crescer no amor. A grande transformação da Humanidade já se opera dia após dia, sem cessar. Já vemos um grande numero de empresas investindo altas somas, para treinar os seus executivos, para que esses tenham um modelo mental pautado nas emoções positivas e em crenças possibilitadoras. Assim ouvintes, não seremos os de alma adormecida, vamos nos engajar na nova era de amor e entendimento. * * * A Humanidade tem realizado, até ao presente, incontestáveis progressos. Os homens, com a sua inteligência, chegaram a resultados que jamais haviam alcançado, sob o ponto de vista das ciências, das artes e do bem-estar material. Resta-lhes ainda um imenso progresso a realizar: o de fazerem que entre si reinem a caridade, a fraternidade, a solidariedade, que lhes assegurem o bem-estar moral. Já não é somente de desenvolver a inteligência o de que os homens necessitam, mas de elevar o sentimento e, para isso, faz-se preciso destruir tudo o que superexcite neles o egoísmo e o orgulho.Pensemos nisso. Redação do Pense Nisso, com pensamento final do cap. XVIII, item 5 do livro A gênese, de Allan Kardec, ed. Feb. Em 02.06.2012.

O essencial
O ESSENCIAL A mulher entrou no consultório do psicoterapeuta e se sentou. Antes de começar a falar, já chorava. Quando finalmente conseguiu parar de soluçar, disse: Estou sozinha. Meu marido me largou há dois meses. Viajei, pensando que esqueceria, mas não consigo esquecer. Ele é um ingrato. Afinal, eu lhe dei os melhores anos de minha vida. Eu lhe dei filhos lindos. Eles sempre estavam prontos, bem vestidos e penteados, com as mochilas às costas, na hora de ir para a escola. Sempre tive a refeição pronta quando ele chegava, não importando a hora. Sempre recebi os amigos dele. Sempre fui a todos os lugares com ele, mesmo que não gostasse. Sempre sorri, para que todos soubessem que ele tinha uma esposa feliz. Dei-lhe uma casa maravilhosa. Nunca permiti que existisse pó sobre os móveis. Sempre tive o máximo de cuidado com os lençóis para que estivessem brancos, bem passados, perfumados. E agora, isso! Ele conheceu uma mocinha no escritório, se apaixonou por ela e me deixou. O psicoterapeuta olhou para ela e lhe perguntou: E o que é que você deu de você para ele? Ela não entendeu. Sim, durante anos ela o servira como cozinheira, arrumadeira, babá dos filhos dele. Mas nunca se lembrara de que era a esposa, a companheira, a amiga. * * * Naturalmente, ter a casa arrumada, lençóis limpos, crianças alinhadas e prontas é importante. Mas não é tudo. Mesmo porque, algumas dessas tarefas podem ser delegadas a terceiros. Uma refeição pode ser conseguida em um restaurante, roupas limpas na lavanderia, a casa pode ser limpa pela faxineira. Mas o carinho de uma esposa não se compra. Espera-se, simplesmente, como a esposa aguarda o do marido. Mais importante do que a casa sem pó, é um sorriso e um abraço de ternura quando os dois se encontram. Mais importante do que o tapete exatamente no lugar e todos os enfeites bem dispostos sobre os móveis, é uma mão que aperta a outra com força. É a companhia agradável de quem se senta ao lado, olha nos olhos e descobre que o outro teve um dia terrível. Um confia ao outro as suas dificuldades e suas ansiedades, encontrando aconchego mútuo. Amar é dar-se, é confiar. Olhar juntos para os filhos que crescem e vão se tornando independentes. * * * Lembre-se: o mais importante são as pessoas. De que adianta a casa, o carro, as jóias, se não houver pessoas para partilhar com você? Entre as pessoas existem aquelas que dependem do nosso afeto. Por isso, não se canse de amar. Olhe para as pessoas. Preste atenção nas suas palavras, gestos, olhares, sentimentos. Em especial aquelas que compartilham com você do mesmo teto, pois são as que mais necessitam do seu amor. Pense Nisso! Redação do Pense Nisso, com base no cap. É aí que está a luz (a busca do ser), do livro Vivendo, amando e aprendendo, de Leo Buscaglia, ed. Nova era. Em 16.07.2012.

A honra
A HONRA Conta-se que um promotor público, nomeado para uma cidade interiorana do Sul do Brasil, ali chegou jovem e entusiasta. Conhecedor da lei, amante da ordem e do direito, se propôs a realizar o melhor, naquela localidade. Um dos primeiros casos que lhe chegou às mãos foi o de um homem que, em plena praça, à vista de vários cidadãos, descarregara todas as balas do seu revólver em sua esposa. Fora um crime bárbaro, cruel, presenciado por muitos. O jovem promotor estudou o caso e, com tranquilidade, se propôs a fazer a acusação daquele réu. Para ele, não havia dúvidas. Tratava-se de um crime bárbaro. O homem, tomado de ciúmes, pois descobrira que a esposa o traíra, a matara de forma fria, premeditada. Havia muitas testemunhas. O fato era notório. Não havia erro. Aquele homem seria condenado. Contudo, no transcurso do processo, foi se tomando de surpresa o promotor. O advogado do réu apresentou sua defesa baseado em que ele não deveria ser julgado culpado pois, afinal, fora brutalmente ofendido em sua honra. A surpresa foi maior ainda quando o júri chegou ao veredito de inocente. Entenderam os jurados daquela cidade que o homem traído mais não fizera do que lavar a sua honra. E honra se lava com sangue. Não se tratava de uma questão de direito, de certo e de errado, mas de como aquela gente entendia que tudo deveria ser resolvido. E, no caso, somente a morte poderia lavar a honra daquele cidadão. * * * Em várias localidades, em nosso país e no mundo, muitos ainda acreditam que a honra se lava com sangue. Quando ouvimos relatos de fatos semelhantes, aqui e ali, tentando justificar atos de violência, ficamos chocados. Compete-nos refletir e pesar nossos valores. Recordamos que, certa feita, Moandas Gandhi, o líder pacifista da Índia, foi esbofeteado em pleno rosto. O golpe fora tão rude que ele caíra. Levantou-se, limpou a poeira da roupa e, sereno, continuou o seu caminho. Uma jornalista londrina teve oportunidade de lhe perguntar: Senhor, o senhor não vai revidar? Por que deveria? - Perguntou, tranquilo. Mas, senhor, ele lhe esbofeteou a face. Feriu a sua honra. Gandhi a olhou, profundamente, nos olhos e respondeu: Minha jovem, minha honra não está no rosto. Sim, sua honra como a de todos nós, não está no rosto. A honra está na alma e essa ninguém a pode remover, senão nós mesmos. Manchamos nossa honra de filhos de Deus quando nos permitimos revidar agressões, descer ao nível do agressor. Dilapidamos nossa honra quando nos permitimos compactuar com a mentira, com a corrupção, com o crime de qualquer nível. Pensemos nisso e nos mantenhamos no bem, no caminho do reto dever, mesmo que as circunstâncias pareçam contra nós. Redação do Pense Nisso com base em fato narrado por Sandra Della Pola, em palestra proferida no Teatro da Federação Espírita do Paraná, no dia 11 de julho de 2010. Em 11.07.2012.

