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FOLHA DE PAPEL
A confiança é a base de qualquer relacionamento, seja pessoal ou profissional, é ela que nos permite abrir nossos corações e mentes para os outros, compartilhar nossos sentimentos, nossos sonhos, nossos medos, é o que nos faz sentir seguro, respeitados e valorizados. Mas o que acontece quando essa confiança é quebrada? Quando alguém nos trai, mente, nos decepciona? Como podemos lidar com essa situação? Como podemos recuperar a confiança perdida? Pegue uma folha de papel e amasse bem. Agora tente desamassar e deixar a folha lisa novamente. Conseguiram? Provavelmente não. A folha ficou cheia de marcas, de dobras, de rugas. Ela nunca mais será a mesma. Assim é a confiança. Quando alguém nos machuca, nos fere, nos magoa, a confiança fica amassada. Ela nunca mais será a mesma. Podemos até tentar consertar, perdoar, esquecer. Mas as marcas ficam lá, nos lembrando do que aconteceu. E isso afetar a forma como nos relacionamos com as outras pessoas, como nos vemos e como vemos o mundo. Então, o que podemos fazer? Devemos desistir da confiança? Devemos nos fechar para os outros? Devemos viver com medo de sermos feridos novamente? Claro que não. A confiança é essencial para a nossa felicidade, para o nosso crescimento e para o nosso sucesso. Não podemos deixar que uma experiência ruim nos impeça de confiar novamente. Mas como podemos restaurar a confiança? Como podemos voltar a acreditar nas pessoas ou em nós mesmos? Não há uma resposta fácil para isso. Cada caso é um caso. Cada pessoa é uma pessoa. Mas podemos trabalhar nossos sentimentos e educar as nossas emoções. E o primeiro passo para a cura é; não negue, não minimize, não ignore o que aconteceu. Encare a realidade. Admita que você foi ferido, que você se sentiu traído, que você perdeu a confiança. Isso é importante para se libertar da culpa, da raiva, da mágoa. Isso é importante para você se curar. Não se isole, nem se feche. Compartilhe seus sentimentos com alguém de confiança, alguém que possa te ouvir, te apoiar, te compreender, fazer sentir acolhido, respeitado e valorizado. Desabafa, falar lava a alma. A confiança é como uma folha de papel, quando amassado nunca mais será o mesmo. Mas isso não significa que ela não possa ser usada novamente. Podemos transformar essa folha em um aviãozinho, em um barquinho, em um origami. Podemos transformar essa folha em uma obra de arte, em uma mensagem de amor, em um bilhete de esperança. Podemos transformar essa folha em algo novo, algo melhor, algo mais bonito. Podemos transformar essa dor em uma lição, em uma oportunidade, em um desafio, transformar essa dor em crescimento, em superação, em uma vitória. Por isso, não desistam de confiar, não desistam de acreditar na bondade do próximo, de confiar na vida e principalmente de confiar em si mesmos. A confiança é o que nos move, o que nos inspira, o que nos faz felizes. A confiança é o que nos torna humanos. Pense nisso, mas pense agora.




A VAIDADE
A vaidade é o primeiro pecado capital. Usamos a palavra pecado de forma metafórica, é claro. Mas a vaidade, a soberba, o orgulho, é aquilo que faz com que alguém se ache melhor do que os outros, ou acima do outro, e faz com que o vaidoso deixe de perceber a igualdade, deixe de perceber e de se abrir aos outros. A vaidade é um defeito, porque a vaidade acaba indicando para as pessoas que eu quero ou pretendo ser diferente e acima delas. A pessoa vaidosa toma decisões erradas, porque se tem numa conta excessiva e sempre se superestima. A pessoa vaidosa é difícil, porque ela só vê a si. A pessoa vaidosa é pouco estratégica, porque ela leva em conta que o mundo inteiro vai pensar sobre ela aquilo mesmo que ela pensa sobre si mesma. A pessoa vaidosa é frágil, porque alguns elogios, na sua grande maioria falsos, podem quebrar toda a resistência de uma pessoa vaidosa. A pessoa vaidosa se torna pouco produtiva, porque acha suficiente aquilo que faz. A pessoa que é tomada pela vaidade é uma pessoa que não consegue desenvolver o seu potencial, porque acha que é perfeita. Quando olhamos o mundo como um lugar de diferenças, todos são iguais na dignidade diante da lei, mas todos são absolutamente diferentes na percepção do mundo e nas capacidades. Quando percebermos que temos características boas e ruins em comparação aos outros, quando tivermos uma dimensão das nossas próprias personalidades, vamos conseguir dar os primeiros passos para superar o problema da vaidade. As vaidades não nos tornam apenas chatos; a vaidade nos torna infelizes e incapazes de amarmos. Como todo vício moral, a vaidade impede uma apreciação precisa da realidade. Quem importa esse defeito não percebe que apenas se complica ao cultivá-lo; que seria muito mais feliz ao viver com simplicidade; que ninguém se preocupa muito com sua pessoa e com sua pertença importância; que, ao tentar brilhar cada vez mais, frequentemente cai no ridículo e se torna alvo de chacota. Analise seu caráter e reflita se você não possui excesso de vaidade. Você reconhece facilmente seus erros? Elogia as virtudes e os sucessos alheios? Quando se filia a uma causa, o faz por ideal ou para aparecer? Admite quando a razão está com os outros? Caso você se reconheça vaidoso, tome cuidado com seus atos. Esforce-se por perceber o seu real papel no mundo. Reflita que a vaidade é um peso a ser carregado ao longo do tempo. Simplifique sua vida. Valorize os outros. Admita os próprios equívocos. Ao abrir mão da vaidade, seu viver se tornará muito mais leve e prazeroso. Pense nisso, mas pense agora.



