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A VAIDADE
A vaidade é o primeiro pecado capital. Usamos a palavra pecado de forma metafórica, é claro. Mas a vaidade, a soberba, o orgulho, é aquilo que faz com que alguém se ache melhor do que os outros, ou acima do outro, e faz com que o vaidoso deixe de perceber a igualdade, deixe de perceber e de se abrir aos outros. A vaidade é um defeito, porque a vaidade acaba indicando para as pessoas que eu quero ou pretendo ser diferente e acima delas. A pessoa vaidosa toma decisões erradas, porque se tem numa conta excessiva e sempre se superestima. A pessoa vaidosa é difícil, porque ela só vê a si. A pessoa vaidosa é pouco estratégica, porque ela leva em conta que o mundo inteiro vai pensar sobre ela aquilo mesmo que ela pensa sobre si mesma. A pessoa vaidosa é frágil, porque alguns elogios, na sua grande maioria falsos, podem quebrar toda a resistência de uma pessoa vaidosa. A pessoa vaidosa se torna pouco produtiva, porque acha suficiente aquilo que faz. A pessoa que é tomada pela vaidade é uma pessoa que não consegue desenvolver o seu potencial, porque acha que é perfeita. Quando olhamos o mundo como um lugar de diferenças, todos são iguais na dignidade diante da lei, mas todos são absolutamente diferentes na percepção do mundo e nas capacidades. Quando percebermos que temos características boas e ruins em comparação aos outros, quando tivermos uma dimensão das nossas próprias personalidades, vamos conseguir dar os primeiros passos para superar o problema da vaidade. As vaidades não nos tornam apenas chatos; a vaidade nos torna infelizes e incapazes de amarmos. Como todo vício moral, a vaidade impede uma apreciação precisa da realidade. Quem importa esse defeito não percebe que apenas se complica ao cultivá-lo; que seria muito mais feliz ao viver com simplicidade; que ninguém se preocupa muito com sua pessoa e com sua pertença importância; que, ao tentar brilhar cada vez mais, frequentemente cai no ridículo e se torna alvo de chacota. Analise seu caráter e reflita se você não possui excesso de vaidade. Você reconhece facilmente seus erros? Elogia as virtudes e os sucessos alheios? Quando se filia a uma causa, o faz por ideal ou para aparecer? Admite quando a razão está com os outros? Caso você se reconheça vaidoso, tome cuidado com seus atos. Esforce-se por perceber o seu real papel no mundo. Reflita que a vaidade é um peso a ser carregado ao longo do tempo. Simplifique sua vida. Valorize os outros. Admita os próprios equívocos. Ao abrir mão da vaidade, seu viver se tornará muito mais leve e prazeroso. Pense nisso, mas pense agora.






O TEMPO
Com o passar do tempo, sentimos que estamos acelerando! Os dias vão ficando mais rápidos, entra anos e saí anos e sentimos que não realizamos nada, que não temos tempo para nada. Quantas vezes você já parou e pensou o que eu fiz com todos os dias do ano passado? claro que lembramos de algumas coisas que nos marcou, algumas conquistas ou situações muito difíceis. Mas você lembra de todos os 365 dias vividos? o que foram feitos com eles? É o tempo que está acelerando ou somos nós que estamos nos perdendo na correria do dia a dia e não apreciamos as pequenas coisas da vida? Talvez, seja apenas a desconformidade que utilizamos o nosso tempo e cada minutos parece tão paradoxal quanto as necessidades que vivenciamos nele. As fotografias estão antigas minuto após o clique. Mas 60 segundo de espera em um semáforo é muito. 1 minuto para falarmos com quem amamos é muito pouco, mas para um pai que espera seu filho nascer é uma eternidade. Os macarrões são instantâneos, mas aquele livro que você quer ler, pode esperar. A falta de tempo traz a ansiedade e a sensação de sempre estarmos perdendo algo. Seja o crescimento dos filhos, fazer aquela viagem, atualizar uma série. Estamos sempre pensando, vou economizar meu tempo, e quanto mais economizamos tempo, mais precisamos dele. A sensação é que corremos mais depressa para chegar a lugar nenhum. E Enquanto vivemos as experiências do mundo, nas lutas, nos acertos, nos equívocos, poucas vezes, damos valor ao tempo que é uma bênção que Deus nos concede para a evolução de nós mesmos. Vamos com calma, vamos apreciar as belezas da vida, o café da manhã, o nascer e o pôr do sol. Nutrifica a sua mente com um bom livro, passe tempo de qualidade com a sua família. Para que quando chegarmos no final inevitável da vida, podemos olhar para trás e ver que a nossa história valeu a pena ser vivida. Redação do Pense Nisso. Autor: Kellen Nascimento

