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PODCAST · 200 EPISÓDIOS

Pense Nisso

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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RELACIONAMENTO FAMILIAR
17 Jun 20264:00EP 144

RELACIONAMENTO FAMILIAR

O maior problema no relacionamento familiar é que cada um acredita que a razão lhe pertence. A esposa reclama porque o marido acredita que é doutor em tudo, está sempre certo. Não admite que ninguém lhe diga que está errado. O marido, por sua vez, fala que a mulher é muito impertinente, gosta de confusão, faz tempestade em copo d'água. O filho reclama que os pais estão totalmente por fora do mundo e querem governar a sua vida. Talvez falte um pouco de amor para iluminar o relacionamento afetivo e nos inspirar maneiras de convivermos com menos egoísmo. Conta o escritor Tom Anderson que, certa vez, ouviu alguém afirmar que o amor deve ser exercitado como um ato da vontade. Pode-se demonstrar amor através de gestos simples. Impressionou-se com o que ouviu. Reconheceu-se egoísta e que havia se tornado insensível ao amor familiar. Ficou imaginando o que poderia melhorar o relacionamento afetivo se deixasse de criticar tanto a esposa e os filhos, se não ligasse a televisão somente no canal de seu interesse, se deixasse de se concentrar na leitura do jornal e desse um pouco de atenção aos familiares. Durante as férias de duas semanas em que estavam juntos na praia, decidiu ser um marido e pai carinhoso. No primeiro dia, beijou a esposa e falou como ela estava bem vestindo aquele suéter amarelo. — Você reparou? Falou, admirada. Logo que chegaram à praia, Tom pensou em descansar. Mas a esposa o convidou para dar um passeio junto ao mar. Ia recusar, mas lembrou da promessa que fizera a si mesmo, por isso foi com ela. No outro dia, a esposa o convidou a visitar um museu de conchas. Ele detestava museus, mas foi. Numa das noites, não reclamou quando a esposa demorou demais para se arrumar e eles chegaram atrasados a um jantar. E assim se passaram 12 dias. As férias estavam por terminar. Entretanto, Tom fizera a promessa de continuar com aquela disposição de expressar amor. Foi então que surpreendeu a esposa muito triste. Porque lhe perguntasse o motivo, ela lhe indagou: — Você sabe de alguma coisa que eu não sei? — Por que pergunta? disse o marido. — Bem, é que eu fiz aqueles exames rotineiros há algumas semanas. Segundo me disse o médico, estava tudo bem. Mas, por acaso, ele disse alguma coisa diferente para você? — Não! afirmou. — Claro que não! Por que deveria? — É que você. Respondeu a esposa — está sendo tão bom para mim, que imaginei estar com uma doença grave, que iria morrer. — Não, querida — tornou a falar Tom, sorrindo. — Você não está morrendo. Eu é que estou começando a viver. Ao admitir que não somos infalíveis, nos habilitamos a iniciativas maravilhosas que põem água na fervura dos desentendimentos. Existem expressões mágicas em favor da harmonia doméstica: "Cometi um erro"; "Você tem razão"; "Peço perdão"; "Fui indelicado"; "Prometo mudar". Que tal começar hoje mesmo a tentar utilizar uma dessas expressões a favor da paz em nosso lar? Pense nisso, mas pense agora.

PREOCUPAÇÕES
16 Jun 20263:53EP 143

PREOCUPAÇÕES

Quando lidamos com diversos desafios do cotidiano, por vezes nos surpreendemos em estado de preocupação. São as questões domésticas, as profissionais, as sociais. São muitas coisas a pesar sobre nossos sentimentos, nossos pensamentos, nosso humor. São problemas que envolvem os filhos. Onde vão morar? A viagem para o exterior? Um novo curso que ele deve começar? São tantas incertezas. Será que vão conseguir superar todas as etapas? E, se não conseguir, como vão reagir? A filha começou a namorar. Dará certo dessa vez? E, se não der, como vai ficar o coração dela? O chefe tem ideias diferentes das nossas a respeito de muitas coisas. Como isso refletirá em nossa carreira? Nossas finanças, como vão ficar? Os nossos projetos sairão do papel nos próximos meses? E os eventos que estavam programados para este ano? Será que vão mesmo acontecer? Vale parar um pouco e meditar a respeito desse fenômeno que se chama preocupação e que consome muitas de nossas energias. Se a causa for válida, convertamos a preocupação em ação positiva, em vez de ficar a remoer o desafio que se apresenta. Se a causa da preocupação não for legítima, se nosso estado psicológico se prende ao desejo de posse, ao ciúme, à falta de fé ou qualquer capricho nocivo à saúde da alma, desliguemo-nos dessa sintonia, que somente nos trará desespero, mágoa e indiferença. Se persistirmos no estado de preocupação, poderemos adoecer ou realizar atos de que, mais tarde, nos arrependeremos. Quando alimentamos exagerado desejo de posse, ou quando elegemos objetos como pontos de felicidade, poderemos perder o exato objetivo de nossa vida na Terra. Afinal, não nos encontramos aqui para usufruir, mas para nos disciplinarmos, para nos educarmos e bem utilizar o que nos chegue e como chegue. Desse modo, estudemos com clareza os motivos das nossas preocupações e consideremos que o Celeste Amigo já prescreveu, há muito tempo, que a cada dia já basta o seu mal. Na certeza de que estamos no mundo a fim de aprender, crescer e amar, não nos permitamos sucumbir ante problemas de saúde, dificuldades financeiras, mal-entendidos ou questões familiares. Aprendamos a resolver, um após outro, os problemas. Porque, às vezes, o tempo é o melhor remédio para as dificuldades. Entreguemos as nossas preocupações ao Criador e marchemos adiante, aguardando as luzes dos novos dias, que sempre brilham após as horas de sombras e desalento. O Criador nunca deixa ao abandono os que nele confiam. Se nem sempre nos dá o auxílio material, sempre inspira as boas ideias para que encontremos os meios de sair da dificuldade. É a divina providência, sempre alerta e a postos. Pense nisso, mas pense agora.

UM SIMPLES BOLO DE ANIVERSÁRIO
15 Jun 20264:16EP 142

UM SIMPLES BOLO DE ANIVERSÁRIO

Existem acontecimentos que fazem uma diferença enorme em nossas vidas. Por vezes, um aceno em meio ao trânsito, algumas palavras carinhosas recebidas no WhatsApp, um pequeno gesto de gentileza dão ânimo a alguém desanimado. Uma iniciativa que tomamos para um colega, um conhecido, um amigo, em determinado momento, pode marcar corações, mexer com as emoções. Foi o que aconteceu com o jovem Michael, no supermercado onde trabalha. Ele é estimado pelos companheiros por sua educação e disposição para ajudar a quem precise. Quando os colegas ficaram sabendo que Michael estava aniversariando, juntaram dinheiro e compraram um bolo para comemorar o aniversário, o dia dele. Quando entregaram o bolo e cantaram “Parabéns a Você”, o rapaz se emocionou. Agradeceu muito e não segurou as lágrimas. Disse que era a primeira vez que comemorava o aniversário. Sua mãe não podia dar-se ao luxo de comprar um bolo. Era de uma família muito simples, com poucos recursos. E ele agora estava com o bolo nas mãos, presente dos seus colegas. Ninguém imaginava que essa comemoração fosse inédita na vida do rapaz, e todos se emocionaram junto com ele. O ser humano, por mais que se considere bem resolvido e pense não ligar para certas coisas, como um gesto de carinho, sempre descobre que esta é uma necessidade. Quem diz não se importar de sentir-se aceito, respeitado, querido, em verdade acaba por se descobrir carente de tudo. A carência afetiva atinge todas as faixas etárias, culturais e sociais. É um mal que vai consumindo devagarinho, entristecendo o ser, deixando marcas. Mas, quando se é um bom amigo, bom irmão, bom companheiro, torna-se fácil ofertar as manifestações de apreço, de amizade. Na vida prática de Jesus, observamos o quanto ele prestava atenção aos sentimentos dos que o rodeavam. Quando ele entra na cidade de Naim e vê passar homens carregando um corpo para o sepultamento, observa a dor da mãe viúva que o acompanhava. Então, por identificar aquele sofrimento, resolveu devolver à mãe o filho com vida. Em outro momento, quando Jesus entra na casa de Simão Pedro, percebendo a preocupação da família, ora e cura a sogra do amigo, tomada por febre. Ele, o Mestre, nos ensinou a nos mantermos atentos ao nosso entorno, descobrirmos as dores do próximo e fazer ao outro o que gostaríamos que nos fosse feito. Comecemos, pois, esse exercício e haveremos de descobrir quanta alegria poderemos espalhar com muito pouco. O nosso papel é descobrir quem anda desanimado, entristecido. Pode ser que lhe baste um cumprimento, saber que alguém se importa com ele. Talvez um café, um bolinho, uma flor possam tornar diferente o seu dia. Com certeza, não haveremos de resolver os problemas do mundo, mas, se colaborarmos para a felicidade de alguém a cada dia, nós mesmos haveremos de nos sentir muito realizados. Pense nisso, mas pense agora.

RELACIONAMENTO DE UM SÓ
13 Jun 20264:40EP 141

RELACIONAMENTO DE UM SÓ

Por mais que amemos, por mais que nos dediquemos e alimentemos esperanças em relação aos nossos relacionamentos, por mais que queiramos, nem sempre o outro está disposto a oferecer retorno. Ou tentamos, então, manter uma relação unilateral que pede somente sobre nossas cabeças, ou tomamos fôlego e percebemos que chega de sermos tontos. Não é fácil termos a noção exata de quando estamos embarcando em um barco furado, quando já fizemos tudo que estava ao nosso alcance sem resultados consistentes. Da mesma forma, podemos nos enganar quanto às reais intenções do parceiro, caso sejamos o tipo de pessoa que espera demais, além da conta, sem prestar atenção no que o outro quer. Tem para dar. Muitas vezes, idealizamos um romance açucarado. Esperamos que o outro corresponda àquilo que queremos, da forma como desejamos. No entanto, cada um tem a sua maneira própria de se expressar e de se importar, ou seja, muitas vezes o parceiro não corresponderá de forma fidedigna às expectativas que criamos, e nem sempre isso quer dizer que ele não nos ama. No entanto, quando prestamos atenção devida e refletimos com sobriedade acerca da forma como nosso relacionamento vem sendo construído, teremos, sim, a resposta aos nossos questionamentos, por mais dolorosa que seja. No fundo, sabemos se estamos recebendo amor verdadeiro, se estamos vivendo a troca, a partilha, a soma que se devem constituir as trocas amorosas. Infelizmente, muitas pessoas mal percebem que o parceiro está se despedindo, a pouco e pouco, que os olhares deixaram de se cruzar, que as mãos pararam de se procurar, que o coração arrefeceu o ritmo e a intensidade de suas batidas, que o adeus há muito já se instalou. Então, quando se dão conta, o outro já nem estava mais ali ao lado e tomou a decisão de partir, em busca de ares menos densos, onde pudesse respirar tranquilo, onde não fosse invisível. É preciso se conscientizar de que a única coisa que o vazio nos devolve é o eco da nossa própria e inútil insistência. É assim que muitas pessoas se perdem umas das outras, após o sofrimento calado e solitário da única parte que se entregou por inteiro, em vão, por dias, meses, anos. E quando tomamos a importância de evitarmos daquele vazio que suga e achata a nossa essência. Nada mais importará, nada mais nos fará tentar de novo, porque o cansaço então terá varrido qualquer afetividade de dentro de nós. Já não estaremos mais por ali, nem junto, nem perto de fato, apenas distantes o bastante para sobrevivermos longe do terreno arenoso da entrega inútil. Felizmente, seguiremos prontos para recomeçar, pois estaremos levando conosco a nossa capacidade de amar com verdade, com entrega de corpo e alma. Mas, para que esse amor não seja um relacionamento de um só, devemos nos ater nos detalhes, nas pequenas observações, nas respostas às perguntas mais simples que conseguimos alimentar a relação com demonstrações de generosidade e de amor. Como um lubrificante a facilitar o movimento das engrenagens, esses sentimentos de amor. Os movimentos permitem que a vida a dois ganhe profundidade e solidez. Frente à resposta ríspida, utilizemo-nos da bondade da palavra suave e compreendê-la. Substituamos o julgamento severo e rígido, muitas vezes já desgastado pelo tempo, pela generosidade de quem percebe e reconhece valores em quem nos acompanha. Pensemos nesses detalhes, mas pensemos agora.

DIA DOS NAMORADOS
12 Jun 20263:04EP 140

DIA DOS NAMORADOS

E eis que chega outra vez. Hoje, 12 de junho, haverá muitas flores, perfumes, presentes, jantares à luz de velas, abraços, expectativas. Sim, embora esse apressar das coisas que vivemos no mundo, de muitos ficares, de conquistas apressadas e descomprometimentos, o amor continua na moda. E basta-se anunciar o dia dos namorados para que o coração bata diferente. A origem do dia dos namorados remonta ao século 3 da nossa era. Conta-se que, durante o governo do imperador Claudio II, este proibiu a realização de casamentos em seu reino com o objetivo de formar um grande e poderoso exército. Claudio acreditava que, se os jovens não tivessem família, se alistariam com maior facilidade. Apesar disso, um bispo romano continuou a celebrar casamentos, mesmo com a proibição do imperador. Seu nome era Valentim, e as cerimônias eram realizadas em segredo. A prática foi descoberta, Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto preso, muitos jovens lhe enviavam flores e bilhetes, dizendo que eles ainda acreditavam no amor. Valentim foi decapitado em 14 de fevereiro de 270 d.C. A partir de então, o dia de São Valentim, 14 de fevereiro, passou a ser tido como dia dos namorados em vários países. No Brasil, a data do dia dos namorados é comemorada a 12 de junho, por ser a véspera do dia 13, dia de Santo Antônio. É que Santo Antônio tem tradição de casamenteiro, provavelmente por suas pregações a respeito da importância da união familiar, que, na época, era combatida pelos cátaros. Independentemente de datas, o mais importante é a manifestação do amor. É ter um dia para aqueles de que nós, que andamos esquecidos de como é importante demonstrar que se ama. Um dia para todos os casais: namorados, noivos, casados. Um dia especial para lembrar de como é bom amar. Como é bom ter alguém ao seu lado para dar e receber carinho. E nesse dia é bom recordar os tempos felizes de um início de namoro, de casamento. E, se houver rusgas, que sejam desfeitas com um abraço, com um beijo, flores e ternura. Porque, afinal, é maravilhoso ter alguém para amar. Pense nisso. Mas pense hoje, dia dos namorados. O que você acha?

O AMANHECER E O ANOITECER
11 Jun 20264:27EP 139

O AMANHECER E O ANOITECER

Toda manhã despertamos e, de imediato, começamos a cumprir a lista de tarefas programadas para as diversas horas do dia. Realizamos muitas coisas, corremos de um lugar para outro, tomamos várias decisões. Limpamos, arrumamos, compramos, vendemos, escrevemos, lemos, atendemos. São ações e mais ações que consomem horas. O dia passa, a noite chega e, cansados, queremos um momento de repouso, um pouco de lazer. Então chega a hora de dormir. De um modo geral, para muitos de nós, a vida simplesmente vai passando na agitação dos compromissos cotidianos. Quase nunca paramos para pensar na importância do lapso temporal entre o despertar e o adormecer. Um novo dia se inicia com a vibração dos raios do sol, demonstrando a vivacidade da natureza que estava adormecida. Toda a potência da vida vai sendo reiniciada. Cada amanhecer é um presente de Deus para nós. Nosso despertar significa o início de mais um ciclo de aprendizados e realizações. É a renovação de valiosas oportunidades durante algumas horas. É importante que, antes de corrermos para cumprir tarefas e resolver problemas, façamos uma reflexão sobre aquilo que pretendemos concretizar no dia que surge. Lembrar de agradecer a Deus por acordar, por mais um dia de vida, nos permite uma conexão maior com o nosso Criador. E, enquanto as horas passam, essa conexão nos fortalece para cumprir nossos deveres, manter uma atitude positiva, cultivar o otimismo diante das circunstâncias que surgirão e enfrentar, com coragem, as lutas naturais da vida. À medida que o dia avança, aproveitemos cada minuto, sem pressa, mas também sem adiar aquilo que nos compete realizar. Quando a noite chegar, entendamo-la como outro momento: o momento da avaliação das ações realizadas. O momento de compartilhar com a família, de ter uma conversa descontraída, de contar as experiências vividas. Pode ser, ainda, o momento de uma leitura edificante, da busca por um estudo mais aprofundado. Talvez você prefira assistir a um filme ou ouvir uma boa música. Observemos o ciclo da natureza e percebamos que, com o apagar do dia e o início da noite, vem o sereno para lavar as folhas, a temperatura diminui e um certo silêncio se faz presente. Enquanto paramos para observar a lua, busquemos desacelerar o ritmo agitado que nos manteve em atividade por tantas horas. É um momento de revitalização das energias para um novo amanhã. O sono é a porta que Deus nos abre para renovar as nossas forças e começar tudo de novo. Mas isso não significa que precisamos viver sempre da mesma maneira. Todos os dias podemos agir diferente, conquistar coisas novas e escrever uma nova história. Por isso, quando este dia terminar, faça uma reflexão. Entregue uma oração a Deus, permitindo que, tão logo feche os olhos, livre-se, ainda que por algumas horas, da rotina agitada. Que você possa criar boas expectativas para um novo amanhecer. Hoje pode ter sido bom. Amanhã pode ser ainda melhor. E assim a nossa vida passa. Mas ela não deve simplesmente passar. O importante é vivê-la plenamente e desfrutar de cada instante. Pense nisso... mas pense agora.

EM BUSCA DA FELICIDADE
10 Jun 20262:40EP 138

EM BUSCA DA FELICIDADE

Havia um homem que queria muito encontrar a felicidade. Um dia, ele resolveu sair de casa e correr pelo mundo à sua procura. Para cada pessoa que ele encontrava, perguntava o segredo da felicidade, e cada uma dessas pessoas dava uma resposta diferente. Ele procurou sábios, mestres, padres, rabinos, mas não se satisfazia com a resposta de nenhum deles. Os anos se passaram, e ele já havia percorrido o mundo todo. Já estava velho, de cabelos brancos e muito cansado pela procura. Um dia, ele se sentou para descansar embaixo de uma árvore e viu uma casa abandonada, caindo aos pedaços. Ele simpatizou com a casa e resolveu que ali construiria a sua felicidade. Ele cortou o mato, limpou a casa toda, trocou as janelas quebradas, reformou o que era preciso, pintou as paredes, plantou flores no jardim. Só então ele se deu conta de que aquela era a sua casa, que ele havia abandonado há tanto tempo. Ele compreendeu que não adiantou de nada percorrer o mundo todo, pois a felicidade está no lugar onde nós estamos e decidimos fazer deste lugar um lugar feliz. Essa história nos ensina que a felicidade não é um destino distante ou algo que devemos buscar incansavelmente fora de nós mesmos. Muitas vezes, passamos a vida correndo atrás de respostas e soluções externas, acreditando que a felicidade está em algum lugar remoto ou em circunstâncias. Sustâncias especiais. No entanto, a verdadeira felicidade reside em transformar o nosso próprio espaço e as nossas próprias vidas. A mensagem é clara: a felicidade está onde decidimos cultivá-la. Não é necessário procurar por ela em outros lugares ou em outras pessoas, mas sim investir no que temos e fazer o melhor de cada situação. Pense isso, mas pense agora.

UM GESTO DE AMOR
9 Jun 20263:21EP 137

UM GESTO DE AMOR

Um garoto, com cerca de doze anos de idade, vestido e calçado de forma humilde, entra em uma loja, escolhe um sabonete comum e pede ao proprietário que o embrulhe para presente. – É para minha mãe. Disse com orgulho. O dono da loja ficou comovido diante da singeleza daquele presente. Olhou com piedade para o garoto e, sentindo uma grande compaixão, teve vontade de ajudá-lo. Pensou que poderia embrulhar, junto com o sabonete, algum artigo mais significativo, algo que significasse um presente de verdade. O garoto, notando a hesitação do homem, pensou que ele estivesse duvidando de sua capacidade de pagar, colocando a mão no bolso, retirou as moedinhas que dispunha e as colocou sobre o balcão. O dono da loja ficou ainda mais comovido quando viu as moedas, de valor tão insignificante. E lembrou de sua própria mãe, fora pobre e, muitas vezes, em sua infância e adolescência, também desejara presentea-la. Mas, quando conseguiu emprego, ela já havia partido para o mundo espiritual. Do outro lado do balcão, o menino começou a ficar ansioso, então perguntou: – Moço, está faltando alguma coisa? – Não. Respondeu o proprietário da loja – é que, de repente, me lembrei de minha mãe, que morreu quando eu ainda era jovem. Sempre quis dar um presente para ela, mas, nunca consegui comprar nada. Na espontaneidade de seus doze anos, perguntou o menino: – Nem mesmo um sabonete? O homem se calou. Refletiu um pouco e desistiu da ideia de melhorar o presente do garoto. Embrulhou o sabonete com o melhor papel que tinha na loja, colocou uma fita e despachou o freguês, sem responder mais nada. A sós, pôs-se a pensar. Como é que nunca pensara em dar algo tão pequeno e simples para sua mãe? Sempre entendera que presente tinha que ser alguma coisa significativa, tanto assim que, minutos antes, sentira piedade da singela compra, e pensara em melhorar o presente daquele garoto. Comovido, entendeu que, naquele dia, tinha recebido uma grande lição. Junto com o sabonete do menino, seguia algo mais importante e grandioso, o melhor de todos os presentes: Um gesto de amor! O amor é lindo e deve ser demonstrado e vivido em todos os momentos, através de gestos sinceros. As vezes acreditamos que para demostrar o nosso afeto precisamos de um gesto grandioso, quanto na verdade são as pequenas coisas, um sorriso, um abraço, uma lembrança especial, onde demostramos todo o nosso carinho por quem amamos. Faça hoje mesmo um gesto de amor, para as pessoas importantes da sua vida. Pense nisso. Mas pense agora.

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