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Pense Nisso

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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NUNCA FUJA DA VIDA
4 Nov 20254:38EP 1496

NUNCA FUJA DA VIDA

NUNCA FUJA DA VIDA Quando Hitler invadiu a Polônia e iniciou a perseguição aos judeus, uma jovem e sua família viveram por alguns meses escondidos em um porão. Descobertos, foram separados, e ela nunca mais viu seus pais ou teve notícias de seus irmãos. No campo de concentração onde foi colocada, ela suportou os maiores horrores. A comida era pouca, o tratamento rude. As companheiras enlouqueciam, eram mortas ou se matavam. Durante uma entrevista, um repórter perguntou se ela nunca pensara em se matar. “Sim”, respondeu, “mais de uma vez. Quando o frio era muito grande, quando a fome parecia me devorar e eu não via a perspectiva de salvação. Mas, nesses momentos, eu lembrava de meu pai. Logo que fomos para o porão, nos ocultar dos nazistas, ele me disse: ‘Filha, aconteça o que acontecer, nunca fuja da vida. Resista até o fim.’” Quando os aliados foram vitoriosos, aquela jovem e mais algumas mulheres foram encontradas em um campo de concentração, desnutridas, algumas sequer podiam se erguer, tal era o estado de fraqueza. Ela mesma confessa que tinha dificuldades para andar, pesava trinta e poucos quilos somente e não tomava banho havia três anos. Então, um oficial americano se aproximou dela e a tomou nos braços, carregando-a até um caminhão. Durante o trajeto, ele foi lhe dizendo que ficasse calma, que tudo daria certo, que ela receberia o socorro necessário. Cinquenta e oito anos depois, frente às câmeras, ela e o marido mostravam a alegria de sua união. Bom, o marido não era outro senão o jovem oficial americano que a encontrou magra, suja, desnutrida — e a carregou nos braços. Naquele dia, ela não somente teve a sua vida salva, sendo resgatada de uma situação de penúria, como encontrou o seu grande amor. Deus tem mesmo inimagináveis caminhos para dar a vitória àqueles que acreditam e cultivam o dom mais lindo de todos: a vida. Se os dias lhe parecem demasiado pesados, carregados de problemas, dores e sofrimento, não desista de lutar. Se você está a ponto de abandonar tudo, espere um pouco. Aguarde o amanhecer, espere o dia passar e deixe o sol retornar outra vez. Quando você menos espera, o socorro chega, a situação se modifica, o problema alcança solução. Nem todo amanhecer é como imaginamos, e, às vezes, a dor da batalha e as aflições transmitem a sensação de que não terá mais jeito e que não há luz no fim do túnel. Mas, para aqueles que insistem e acreditam, sempre haverá um plano de Deus para a solução, para a paz e para a felicidade. Acredite que boas coisas acontecem, mesmo quando nos deparamos com coisas ruins. Procure sorrir sempre, mesmo diante das dificuldades, e também não se envergonhe das lágrimas diante da necessidade. Chore, sofra, mas lute para vencer, sem deixar o cansaço te derrotar, nem o desânimo ou o preconceito te dominar. Ser frágil não significa ser fraco, significa, acima de tudo, ver e entender a realidade a partir da sua perspectiva e lutar com todas as forças que tem. Não se esqueça: o amor de Deus nunca falha. Aguarde. Pense nisso, mas pense agora.

 A VIDA
3 Nov 20253:46EP 1495

A VIDA

A vida Durante muito tempo, tentei entender o que as pessoas pensavam ao meu respeito. O que esperavam de mim. Parecia difícil separar meus diferentes papéis numa mesma sociedade. Ora, filho, um menino sonhador, cheio de expectativas. Ora, irmão, o mais velho, já assumindo responsabilidades e um pouco mais realista nesse mundo de tantas desigualdades. Mais tarde, o amigo, capaz de guardar confidências e ser um abrigo num dia mau. E, de repente, pai e homem de negócios. Tantos compromissos... e muito medo de errar. Sempre tive muitas perguntas, mas eram poucas as respostas. Dias atrás, aprendi, com a sabedoria de Mário Quintana, que a vida pode ser mais leve. Carregar o mundo nas costas, pensar além do amanhã e em tudo de ruim que pode ou não acontecer, não parece uma escolha produtiva. Eu precisava de leveza nos meus dias. Ah... e como isso é bom! Quando parei de me cobrar tanto, aprendi a me amar mais. E, quando me amei de verdade, pude compreender que, em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa. Percebi que o sofrimento emocional nada me agrega, é um sinal de que estou construindo uma história contra a minha verdade. Foi então que parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver mais: que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Desisti de querer ter sempre razão e, com isso, errei menos. Desisti também de reviver o passado. Hoje, já não me preocupo nem com o futuro. Isso me mantém no presente, que é onde a vida acontece. Descobri que, na vida, quando alimentamos um sonho, a gente tem mais é que se jogar, porque os tropeços e tombos são inevitáveis. O que vai acontecer depois disso, a gente só vai saber se realmente tentar. Hoje eu sei que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas, quando eu a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada. Sem amor, sem carinho e sem verdadeiros amigos, a vida é vazia, solitária... e se torna amarga. Mas a minha felicidade não pode depender dos meus dias bons ou maus. Por isso, eu decidi ser feliz. Ser feliz é construir, todos os dias, a nossa história. Reconhecer que vale a pena viver, apesar dos desafios, das incompreensões e dos períodos de crise. A grande sacada é ser grato por esse presente. Nós somos privilegiados por esse milagre, o milagre da vida. Pense nisso. Mas pense agora.

NO PRÕXIMO AMANHECER
1 Nov 20252:47EP 1494

NO PRÕXIMO AMANHECER

No próximo amanhecer Hoje me dei um tempo para pensar na vida. Na minha vida. Decidi, então, que, a partir do próximo amanhecer, vou mudar alguns detalhes para ser, a cada novo dia, um pouco mais feliz. Para começar, vou procurar não olhar mais para trás. O que passou é passado. Se errei, agora não vou conseguir corrigir. Então, para que remoer o que passou? Refletir sobre aqueles erros, sim, e fazer deles o aprendizado para o meu hoje. Nem todas as pessoas que amo retribuem meus carinhos como eu gostaria. E daí? A partir do próximo amanhecer, vou continuar a amá-las, mas sem tentar querer mudar ninguém. Pode ser que elas ficassem do jeito que eu gostaria que fossem, mas já não seriam as pessoas que eu amo. Isso eu não quero. Mudo eu. Mudo a minha maneira de vê-las, respeitando o modo delas serem. A partir do próximo amanhecer, vou lutar com mais garra para que eles aconteçam. Mas vai ser diferente. Não vou responsabilizar ninguém por minha felicidade. Eu simplesmente vou ser feliz por minha conta própria. Não vou mais parar a minha vida porque o que desejo não acontece, porque uma mensagem não chega, porque não ouço o que gostaria de ouvir. Vou fazer o meu momento. Vou ser feliz agora. Terei outros dias pela frente. A partir do próximo amanhecer, vou ser mais grato pela oportunidade que tenho de viver, apesar dos meus problemas. A partir do próximo amanhecer, não vou mais querer ser um modelo de perfeição, porque, se eu aceitar as minhas limitações, serei mais tolerante com as dificuldades dos meus irmãos. A partir do próximo amanhecer, vou viver a minha vida sem medo de ser feliz, mas sem esquecer de ninguém, e compartilhar essa felicidade com todos ao meu redor. A partir do próximo amanhecer, vou dizer, sem medo, a mais pessoas o quanto elas são especiais para mim, o quanto eu as amo. Mas, pensando bem, não vou esperar o próximo amanhecer para fazer tudo isso, porque pode ser que não haja o próximo amanhecer. É... Eu vou dar aquele abraço apertado, sorrir e dizer que tenho muito amor para dar, hoje. Agora. Pense nisso, mas pense agora.

AMAR A VIDA
31 Out 20254:31EP 1493

AMAR A VIDA

O pintor Van Gogh disse: “O melhor meio de amar a vida é amar muitas coisas.” Se você quiser saber se sabe amar, preste atenção e veja quantas vezes por dia você diz: “Detesto isso. Detesto esse tipo de gente. Detesto esse tipo de coisas.” Tudo isso em vez de dizer: “Gosto.” Você diz que ama as coisas? Quantas vezes você diz: “Gosto disso. Gosto de crianças. Gosto de flores. Gosto de música.” Para amar a vida, devemos estar dispostos a amar. Você pode imaginar alguma coisa mais importante? Por que se trabalha? Por que se luta? Por que se sofre? Por que se espera? É o amor. É a vida. Trabalha-se porque se ama o trabalho. Escolhemos a profissão porque gostamos de fazer aquilo. Certo dia, observamos um cirurgião que estudava para uma delicada intervenção que teria que realizar no dia seguinte. Ele lia, fazia apontamentos, preparava gráficos. Era uma cirurgia para a reconstituição da face de um adolescente que sofreu um sério traumatismo. De vez em quando, entre uma e outra anotação, ele exclamava: “Fascinante! Maravilha! Que coisa surpreendente!” Era o profissional apaixonado pela sua arte, pela sua profissão, pelo que ele iria realizar no dia seguinte. Conta um professor universitário que, certa feita, foi para a Nova Inglaterra, no outono, visitar um de seus alunos. Passeando, ele pediu que parasse o carro. Ele estava maravilhado com a visão daquelas árvores, com folhas vermelhas, douradas, azuis, roxas, castanhas, magenta e pretas. Sim, pretas! Tudo na mesma árvore. Ele nunca havia visto algo assim. Em Los Angeles, onde residia, estava habituado, na chegada do outono, a que as folhas secassem e caíssem, e pronto. Mas ali, ele estava impressionado e perguntou: “Como é que essa folha resolve ser preta e esta resolve ser amarela, na mesma árvore?” Ora — disse o aluno — “sei lá, é assim mesmo.” “Não”, falou o professor, “não é assim mesmo. Deve haver um bom motivo para isso, e eu quero saber qual é. Leve-me para a biblioteca.” Foram à biblioteca e pesquisaram o assunto. Depois de esclarecido acerca das razões científicas para a mudança das cores, o professor afirmou: “Conhecer tudo isso não torna a questão nem mais nem menos espiritual. Continua a ser pura magia, a ser maravilhoso.” E se manteve encantado e apaixonado pelas cores das folhas. Isso é amar as coisas. Isso é dizer sim à vida. É ser um amante da vida. E, se a vida por acaso lhe oferecer muitos dias de céu cinzento, siga à risca a recomendação do escritor Nikos Kazantzakis: “Você tem o seu pincel, tem as suas tintas. Pinte o paraíso e depois entre nele.” Contemplemos a terra submissa e boa, sulcada pelo arado para a dádiva do pão. Aprendamos com ela a lição da humildade e deixemos que o agricultor compassivo transforme nossa vida numa semeadura de amor para o bem de todos. Amemos a manhã que desperta ensolarada. Amemos a chuva que chega sem avisar. Agradeçamos ao vento que enche de folhas a nossa calçada. Quando ele sossegar, aproveitemos e fotografemos o tapete natural. Acreditemos: ninguém, além do vento, consegue colocar as folhas dessa forma tão livre, tão espontânea. Aproveitemos a hora que passa depressa e aquela que parece nunca terminar. Amemos nosso dia, nosso tempo. Amemos a vida. Pense nisso, mas pense agora. Amemos nosso dia, nosso tempo.

ACOLHIMENTO QUE ARREBATA
30 Out 20254:23EP 1492

ACOLHIMENTO QUE ARREBATA

Acolhimento que arrebata Francisco de Assis, em seu tempo, revolucionou ideias e inaugurou parâmetros de comportamento. Tinha uma forma toda especial de tratar com os desertados da sorte, os pobres, os equivocados. Conta-se que, certa feita, três ladrões que viviam atormentando a cidade de Monte Casale foram pedir comida a Freangelo. Ciente de quem eram e dos danos que poderiam provocar, ele os afugentou. Tão logo se fez a oportunidade, tudo narrou a Francisco, confiante de que receberia agradecimentos pelo que fizera. No entanto, Francisco, de imediato, não concordou com essa atitude, pois não condizia com a proposta de amor dos evangelhos e com os exemplos do Mestre Jesus. Chamando os frades, a todos determinou outro padrão de tratamento para com os irmãos ladrões. Disse-lhes que, caso tornassem a encontrá-los, deveriam ter para com eles um procedimento diferente do comum das pessoas. Propôs, então, que os frades adentrassem a floresta, onde costumavam se esconder os malfeitores, levando alimento e uma toalha, oferecendo a refeição mais ou menos nos seguintes termos: —Irmãos ladrões, venham comer. Não precisam assaltar as pessoas. E, quando assaltarem, por favor, não batam nelas. O ritual deveria ser repetido dia após dia e, finalmente, quando conseguissem as presenças dos ladrões para a refeição, deveriam aproveitar para lhes falar de outra forma: —Irmãos ladrões, não seria melhor que vocês trabalhassem em vez de roubar? Podemos ajudá-los? Arrumar alguma ocupação? Que tal? A proposta de acolhimento e regeneração, nessa aproximação gradativa e singela, feita de forma sincera e interessada, acabou por convencer alguns dos ladrões a modificarem a sua vida, aderindo à proposta de amor e fraternidade pregada e vivenciada por Francisco. É possível que, nos dias atuais, com tanta violência vigorando e a criminalidade alcançando patamares inimagináveis, nenhum cidadão se sinta seguro a qualquer hora do dia ou da noite nas ruas, nem em sua casa, ou em seu local de trabalho. Por isso mesmo, dificilmente buscaria um diálogo com malfeitores de qualquer ordem, até mesmo por temor à sua própria vida, pela sua integridade física. Mas o exemplo vivenciado pelos frades, sob a batuta de amor de Francisco, pode nos servir para meditarmos a respeito de novas fórmulas de tratarmos com os que qualificamos de malfeitores ou criminosos, uma proposta de regeneração, de reeducação, iniciando pela conquista através da pedagogia do acolhimento. Também é uma maneira de nos conduzir a reflexões sobre nossa própria forma de tratar os malfeitores da nossa paz, os que nos causam problemas, levantam calúnias, estabelecem obstáculos na harmonia das nossas vidas. Como poderíamos interagir de forma positiva com eles? Talvez iniciando por não estabelecer sintonia com sua maldade. Depois, vibrando de forma diversa, endereçando-lhes, como resposta às suas agressões, o desejo de que se reabilitassem, que se dessem conta do desastre que estão causando para si mesmos. “Quem semeia ventos colhe tempestades”, já sentencia o provérbio popular. Com certeza, essa nossa mudança de comportamento nos conduziria a melhores dias, a horas mais harmônicas e produtivas. Pensemos nisso. Tentemos a proposta franciscana.

EU PENSAVA QUE O CHORO ERA RUIM
29 Out 20254:15EP 1491

EU PENSAVA QUE O CHORO ERA RUIM

Eu achava que o choro era ruim. A experiência de uma mãe e seu bebê nos traz reflexões muito profundas e importantes. Ela nos diz: “É que eu achava que o choro era ruim. Eu achava que o choro tinha que parar. E acho que é isso que aprendi: não precisa.” Existem, sim, motivos para o choro, desconforto de temperatura, fome, fralda, refluxo, doença, sono. Mas existe o choro que não cessa, mesmo após checar tudo o que possa estar errado. E esse choro, que pode durar horas até, não é errado. E se hoje eu pudesse rever esses dias de maternagem, talvez me preocupasse menos em silenciar o choro de minha filha e mais em acolher suas lágrimas. Talvez eu me focasse menos em ficar dizendo “shhh”, balançando Clarinha de um lado pro outro do quarto, tentando todas as táticas possíveis, me sentindo incapaz de consolá-la, e decidisse aceitar o seu choro, sua voz, como eu procuro aceitar a de qualquer amigo que me procura em prantos. Entender que não se pode resolver a dor do outro, mas sempre se pode acolhê-la. Entender que o choro, às vezes, não é dor, mas adaptação a esse mundo de sons, cheiros, luzes e pessoas a que o bebê não está acostumado. Entender que, quando não se fala, não se balbucia e não se gesticula, só existe o choro como comunicação. E quantas vezes as minhas tentativas de cessar o choro me impediram a verdadeira conexão com a minha filha! O quanto o simples ato de abraçá-la e permitir que ela chorasse o que precisava, sabendo que eu estava ali com ela, presente, integralmente presente, sem procurar distraí-la, teria sido tão ou mais eficiente do que tentar táticas e truques para ela parar de chorar. O quanto aquele choro não era um pedido por mais presença, com intenção e coração. Uma necessidade de dar um basta nas incômodas visitas pós-parto. Um desejo de proximidade. E o luto pela separação de mim, segura e protegida. Choro é emoção. Não quero ensinar a ela que o choro é errado, que as emoções são erradas, que sentir é inadequado. O choro é normal. Se percebermos bem, adquirimos este hábito de fazer tudo para que o choro cesse o quanto antes, tanto o nosso chorar quanto o de alguém que nos é caro. O choro é incômodo, é constrangedor em nossa cultura, e precisa ser represado com uma urgência e um desespero injustificados, se pensarmos bem. Não paramos para pensar que o choro tem seu momento. É algo que precisa sair, e precisa de tempo para isso. “Melhor para fora do que para dentro”, disse alguém um dia, consolando uma pessoa que se desculpava por não ter conseguido segurar as lágrimas. Sim, nós pedimos desculpas por nos emocionarmos. Muito estranho, né? Como se fosse sinal de fraqueza. Chorar é bom. Chorar é importante. Chorar é terapêutico. Aqueles que guardam anos e anos de lágrimas constroem doenças para si. É isso mesmo: ficamos doentes porque represamos emoções. E, no que diz respeito à dor do outro, que muitas vezes não conseguimos resolver, que às vezes teríamos vontade de tirar com as mãos, se pudéssemos, quando é de um filho, de um pai, de uma mãe... essas dores podemos acolher. Podemos compartilhar lágrimas e dizer: “Eu estou com você.” Acolher o choro de alguém sempre será um gesto profundo de amor. Pense nisso, mas pense agora.

VÁ AO OESTE
27 Out 20253:45EP 1490

VÁ AO OESTE

Vá ao oeste. Durante o século XV, os desbravadores dos mares passaram por muitas empreitadas difíceis. Eles estavam em busca de novas terras. Colombo descobriu a América do Norte em 1492, e Cabral, o Brasil, em 1500. Descobriram essas terras ao oeste de onde residiam, a milhas e milhas de distância. Tempos depois, houve outras empreitadas. Os americanos buscaram novas terras, também ao oeste de onde estavam. Afinal, Colombo ficou apenas no descobrimento da parte leste do continente americano, e assim também foi com Cabral. No Brasil, a incumbência de ir em busca do oeste do território coube aos bandeirantes. Em nenhum momento essas empreitadas foram fáceis. Muitas pessoas sucumbiram diante desse desafio. A conquista das novas terras, ao oeste, foi um marco de superação da história humana. Procuremos nos imaginar como os esportistas. Todos eles buscam a sua superação. No início, sofrem muitas derrotas, são quedas inúmeras e muitas frustrações. Mas, em seguida, conseguem alcançar o seu oeste. É o alpinista chegando ao cume de uma montanha, o surfista pegando uma onda perfeita, o paraquedista executando com maestria suas manobras. Esses são apenas alguns exemplos de superação desses atletas. Para chegar a isso, com certeza, muito trabalho, dedicação, persistência e outros adjetivos foram necessários para que a meta traçada por eles fosse alcançada. Eles conseguiram conquistar o seu oeste, um oeste que não é fácil de ser alcançado, mas também não é impossível. E para nós? Onde está o nosso oeste? Temos um a buscar? Seria a busca de um melhor salário? De uma família perfeita? De amigos e familiares compreensivos e cooperativos ao máximo? Nosso oeste está tão distante como estava para Colombo e Cabral? É algo mais fácil ou mais difícil de ser alcançado? Muitas são as perguntas, e várias são as respostas. Cada um de nós tem a sua. Cada um tem o seu oeste a buscar. Resta saber agora se essa busca é uma busca nobre, uma busca que nos fará permanecer no caminho do bem. Refletamos bem qual oeste estamos buscando. Se estamos no rumo onde, no futuro, veremos um caminho de luz, ótimo, sigamos em frente. No entanto, se no atual caminho percebemos que, logo mais à frente, enxergaremos um céu cinza e carregado, paremos e busquemos uma nova rota. Os desbravadores dos mares, por certo, enfrentaram várias tempestades e souberam contorná-las. Tiveram que mudar a sua rota, mas não o seu destino. Vários “oestes” existem e podem ser alcançados, mas apenas você é o dono do seu destino. Pense nisso… mas pense agora.

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