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Pense Nisso

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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BENEFICIOS DO AUTO CONHECIMENTO
16 Fev 20264:25EP 1584

BENEFICIOS DO AUTO CONHECIMENTO

Benefícios do Autoconhecimento O autoconhecimento é importante em nossas vidas para nos entendermos melhor. Muitas vezes, ignoramos o real significado de algumas sensações que vivenciamos no nosso cotidiano por não nos conhecermos profundamente. Pensamos estar doentes, buscamos o parecer médico e o resultado nos frustra, porque nada é constatado em nível físico. Quantas vezes nos sentimos debilitados, como que enfraquecidos, com sensações desagradáveis a nos invadir? Ou irritados, sem saber a causa? Quantos são os dias em que acordamos sem vontade de nada, até mesmo de sair da cama? E, quando nos perguntam o que está acontecendo conosco, nossa resposta é “nada”, mas continuamos sem vontade de coisa alguma. Importante seria que tivéssemos em mente que, além da realidade física e social, temos, atuante em nós, a realidade espiritual. Aqui vale uma explanação. Quando falamos de realidade espiritual, não é no tocante à religiosidade, e sim aos sentimentos e pensamentos. Muitos não aprendemos ainda, mas, à noite, quando dormimos, nos libertamos parcialmente do corpo e, dessa forma, participamos de uma realidade que, para nós, ainda é um mistério. Vamos chamar aqui de realidade espiritual. Esses momentos são importantes para nossa realidade espiritual, pois permitem que mantenhamos contato com amigos, amores e mesmo inimigos e desamores do passado de nossas vidas. Ao acordarmos, no corpo físico, trazemos gravadas no subconsciente as lembranças acompanhadas de seus efeitos, que se refletem em nosso corpo. Pode acontecer que algumas dessas sensações interfiram em nosso estado de ânimo, parecendo-nos estar doentes, desanimados. Conscientemente, não sabemos explicar o porquê desse mal-estar. Assim também, os momentos de alegria e disposição especiais, ao acordarmos, dão-nos a certeza de que vivemos bons momentos durante o sono do corpo. Grandes sábios da humanidade tiveram o seu momento de glória em suas invenções depois de terem um sono, ou mesmo um cochilo, em que visitaram certos locais de seus subconscientes ou receberam determinadas informações das profundezas de suas mentes. Ou, ainda, sintonizaram com outras mentes criativas que os inspiraram a encontrar a solução para o que planejavam criar, inventar. Isso tão importante é o uso de uma boa leitura e a oração sincera antes de nos entregarmos ao sono, todas as noites. Essa atitude nos garantirá a tranquilidade mental que nos beneficiará. Nosso corpo funciona retratando o estado de ânimo do espírito que o habita. As sensações que nos parecem estranhas ou sem causa podem estar ocorrendo em nível mental, refletindo-se no corpo físico. Na busca do autoconhecimento, é bom que identifiquemos quem somos espiritualmente falando e como vivenciamos essa realidade. Ou seja, qual a qualidade dos nossos pensamentos e sentimentos? Quais as emoções que predominam em nós? Quais desejos alimentamos? Pois essas são manifestações da alma que nos identificam com almas afins e nos permitem sensações agradáveis ou não. Com tal estudo, decifraremos muitas questões que nos parecem inexplicáveis e poderemos corrigir imperfeições que nos criam sintonias indesejáveis. Pensemos nisso e apliquemo-nos nisso.

A FELICIDADE E A RIQUEZA
14 Fev 20264:59EP 1583

A FELICIDADE E A RIQUEZA

A felicidade e a riqueza. Dinheiro não traz felicidade, diz o provérbio popular. E os ambiciosos imediatamente completam: não traz felicidade, mas ajuda um bocado. Será mesmo? Vamos ouvir uma pequena história sobre isso. Marcelo vivia sonhando com a fortuna. Todas as semanas separava o dinheiro e passava na lotérica para fazer um jogo. À noite, no barraco pobre, fazia planos para quando se tornasse milionário. Ah, pensava ele, serei um dos mais felizes da terra. Imaginava mansões, carros, roupas elegantes, amigos risonhos. Enfim, uma vida de conforto e alegria. Pela manhã, dirigia-se para o trabalho com o bilhete no bolso da calça surrada. O coração palpitava, e as mãos tremiam levemente antes de checar o resultado. Negativo. Conferia mais duas ou três vezes e, enfim, descartava o papel, desconsolado. E, nessa hora, sempre lembrava de Anete. Amava Anete há muito tempo. A moça gostava dele, mas não queria se casar com um pobre tão. Os dias passaram. Numa tarde calorenta, um carro caríssimo estacionou diante da casa de Anete. Um homem elegante desceu, dirigiu-se à moça e entregou-lhe um pequeno pacote. Ela abriu. A joia a deixou sem fala. Olhou para o homem. Era Marcelo. Havia acertado os números da loteria. Estava rico. Casaram-se e foram felizes nos primeiros tempos. Décadas depois, Marcelo trazia a alma em frangalhos. Anete tornara-se gastadora, fútil. Nada detinha sua ânsia por perfumes, festas, roupas, bolsas, viagens, sapatos. Os filhos criaram-se, educados por babás e professores. Agora, adolescentes, passavam noites em boates, consumindo bebidas e drogas, rodeados de amigos irresponsáveis. Mimados, não respeitavam ninguém, zombavam de tudo, riam-se das coisas sagradas. A casa tinha cercas elétricas, alarmes, câmeras, cães ferozes e vigias. Os carros eram blindados. Quanta solidão! Os dias se passavam frios, sem objetivos nobres. Não! Definitivamente Marcelo não era feliz. Observava a esposa e os filhos desfrutando a riqueza, mas levando uma vida vazia. A história de Marcelo é mais comum do que se imagina. Quantas vezes colocamos a razão de nossa felicidade em valores como dinheiro e bens materiais? O dinheiro é bom quando bem utilizado, quando direcionado para coisas úteis, para o bem ou para a solidariedade. Do contrário, ele apenas serve para uma vida repleta de prazeres, mas sem qualquer significado mais profundo. Observe o que nos revela a vida dos milionários. Será apenas o que aparece nas revistas de celebridades? Será uma existência feita apenas de alegrias? Certamente que não. Um olhar mais atento ao noticiário desvelador que visita os ricos mostra que a morte também chega para eles e para seus parentes. Divórcios, escândalos, abandonos, miséria moral, depressão e infelicidade estão presentes em toda parte. E isso sem falar nos que vivem aprisionados em suas casas, reféns do dinheiro, com medo de assaltos. Será isso uma vida boa? Vale a pena trocar a tranquilidade de uma vida simples pelo conforto que custa paz íntima? E o que dizer dos que perderam a própria vida por causa do dinheiro? Os que foram mortos pelos próprios filhos ou parceiros por causa de heranças? Ou os que foram enganados pelos amigos em quem confiavam? Será esse o nosso ideal de vida? Valerá a pena? Certamente que não. Não há riqueza que possa pagar por sentimentos reais, pelas pequenas alegrias da família. Não. A felicidade, definitivamente, não está no dinheiro. Ela está, gloriosa, na consciência tranquila, nos pequenos prazeres que são frutos do amor, numa vida feita de trabalho e de sonhos. Claro que podemos ter os bolsos cheios e o coração leve, mas isso depende da riqueza que você leva na sua alma, que é se dar bem, fazendo o bem. Sim, isso é possível. Pense nisso, mas pense agora.

COMO VIVEM AS FLORES
13 Fev 20265:00EP 1582

COMO VIVEM AS FLORES

Como vivem as flores. Era uma tarde quente de verão, e o vendaval agitava a folhagem com violência, anunciando a tempestade que se aproximava rapidamente. Pelas janelas abertas, um suave perfume enchia a casa. Açoitados pelo vento, os pés de manjericão, alfavaca e lavanda dobravam-se e liberavam um delicioso perfume. Era impressionante notar a maneira como as flores e folhagens respondiam aos golpes violentos do vento. Os primeiros pingos de chuva enfeitavam as rosas abertas como se fossem diamantes líquidos. Mas o temporal anunciado logo chegou, e as gotas da chuva, agora misturadas com o vento, pareciam um bombardeio cruel, esmagando as suaves pétalas, que respondiam à agressão liberando um perfume inconfundível. Era incrível aquela lição viva de generosidade e aceitação. Ante a violência do temporal, instintivamente, as plantas se dobravam para não quebrar. Sabemos que as plantas não pensam. Elas não são seres racionais, mas cumprem, silenciosas e submissas, a tarefa que o criador lhes confia, apesar das tempestades da vida. Assim também agem algumas pessoas que, na verdade, são como as flores e, mesmo sendo esmagadas pela enfermidade cruel ou pela dureza da vida, respondem com o perfume do otimismo e da alegria. Seres racionais que são, sabem o que são. Sabem que todas as lições que lhes chegam são oportunidades de crescimento e auto-superação. Como aconteceu com uma jovem senhora, agredida por um câncer cruel que tentava lhe roubar o corpo, minando-o aos poucos e insistentemente. Quando soube que teria que fazer quimioterapia novamente, ela não se desesperou. Já a família, preocupada com seu estado de saúde, insistia para que a jovem senhora ficasse em casa, repousando, mas ela preferia trabalhar. Trabalhando como vendedora, ela sempre superava as metas estabelecidas, apesar de passar muito mal quando fazia o tratamento quimioterápico. A dor não a impedia de estar o dia todo com um sorriso nos lábios, distribuindo otimismo junto aos seus colegas. Sempre gentil, ela tripla a doença, trabalha, curta. Confia, sofre e espera. Uma pessoa assim é como uma flor que, mesmo açoitada pelos ventos fortes e pela violência da chuva, exala perfume e não deixa de florescer a cada primavera. Parece que Deus permite que pessoas assim nasçam na terra para exemplificar a confiança, o otimismo. São pessoas que não se deixam desanimar, mesmo diante dos quadros mais graves e desesperadores. Enquanto muitas pessoas saudáveis reclamam por coisas mínimas, faltam ao trabalho sem motivos justos, essa mulher flor abre suas pétalas de esperança e dignifica a oportunidade de crescer que o Criador lhe concede a cada dia. Em vez de se deixar derrotar pela enfermidade, ela luta com vigor e coragem. E, acima de tudo, com confiança plena em Deus. Então, quando em algum momento sua coragem ameaçar vacilar, pense nas pessoas que sofrem mais que você. Firma o passo e siga em frente outra vez. A exemplo dessa senhora valente, não permita que uma doença, um problema, lhe roube a paz de espírito e a imensa vontade de viver. Imite as flores. Elas, mesmo tendo suas pétalas rasgadas pelo granizo, não deixam de exalar perfume. Pense nisso e busque viver com otimismo, por mais que a situação esteja difícil. Lembre-se sempre de como vivem as flores.

A RIQUEZA MAIOR
12 Fev 20264:37EP 1581

A RIQUEZA MAIOR

A Riqueza Maior Havia um senhor muito rico que era dono de terras de valor incalculável. Vivia num palácio, rodeado de servos e amigos. Era um homem bom e utilizava sua riqueza para atender a fome alheia. Providenciava abrigo a quem precisasse, agasalho a quem pedisse. Costumava orar todos os dias e, em suas preces, agradecia sempre pelos bens que possuía, em especial aqueles que nem o tempo, nem a ferrugem e nem a traça destrói. Do lado oposto da aldeia vivia um camponês. Habitava uma gruta e, para sobreviver, plantava legumes e hortaliças que regularmente levava ao senhor do palácio a fim de vendê-las. Toda vez que se dirigia para as terras do homem rico, ia resmungando consigo mesmo sobre o que considerava uma grande injustiça, pois aquele homem tinha tanto, enquanto ele era tão pobre. Certo dia, chegou a notícia aos portões do palácio avisando que malfeitores estavam a caminho, provocando mortes e violência. Temendo que algo pudesse acontecer aos seus familiares, amigos e servidores, o senhor do palácio logo providenciou para que todos buscassem lugares seguros. Quando o último grupo se retirou, os desordeiros estavam muito perto das portas do palácio, e o seu dono verificou que não havia sobrado nenhum cavalo para que pudesse fugir. Recordou-se do vendedor de hortaliças, das tantas vezes que o auxiliara e, apressado, buscou a gruta. Lá chegando, contou-lhe tudo e pediu abrigo. O agricultor viu ali a sua oportunidade dourada e ofereceu-se para repartir a sua gruta com o rico senhor, desde que aquele lhe doasse todos os seus bens. Sem pensar duas vezes, o rico lhe disse que tudo lhe pertencia desde então: terras, palácio, tesouros. O nobre senhor foi repousar, enquanto o camponês, impaciente por tomar posse do que era seu por direito, correu ao palácio, enquanto orava a Deus, dizendo: nunca mais vou reclamar, obrigado meu Deus, agora tenho tudo que sempre quis. Os malfeitores chegaram, destruíram algumas peças, levaram outras e surraram, maltrataram e abandonaram o novo proprietário. Passados alguns dias, o nobre, que não parava de agradecer a Deus por ter salvado sua vida, dos seus amigos, parentes e familiares, com os quais logo iria se juntar, foi levar um cesto de verduras ao palácio. Que bom, pensou ao chegar. Os malfeitores quase não estragaram nada. O homem que me salvou a vida, recolhendo-me em seu teto, deve estar feliz com os tesouros que restaram. Percorrendo as galerias do palácio, começou a se mostrar preocupado. Poças de sangue marcavam um caminho. Acompanhando as marcas, ele chegou até o enorme salão de piso de mármore e colunas douradas. Lá estava o camponês, caído, semi-morto, sozinho. Estava cego e inválido. Apesar de toda a riqueza, não tivera ninguém que o levasse ao leito, que o tratasse e lhe aliviasse as dores do corpo e da alma. O homem nobre abraçou o corpo machucado, transformado em farrapo humano, e intimamente orou: obrigado, Senhor, ainda sou mais rico por tudo que me destes. De todos os bens que a divindade nos proporciona no caminho terreno, sem dúvida, a maior fortuna é a da vida, que possibilita o nosso aperfeiçoamento. Pense nisso, mas pense agora.

RENOVAÇÃO INTELIGENTE
11 Fev 20264:14EP 1580

RENOVAÇÃO INTELIGENTE

A RENOVAÇÃO INTELIGENTE Vivemos em um mundo cercado por tecnologia. Ao olharmos a nossa volta, a vemos cada vez mais presente. Inclusive, percebemos o uso da inteligência artificial fazendo parte de nossas vidas. Basta buscarmos algo para adquirir pela internet. Escolhido o produto que desejamos, em seguida várias opções do mesmo produto surgem em nossas telas do computador ou celular. Também quando usamos aplicativos para a localização de um endereço, se uma rua estiver interrompida, o programa nos informa imediatamente outra opção de rota. São alguns exemplos do uso da inteligência artificial na nossa vida. Verificamos que, quando enviamos informações para as inteligências artificiales, elas se servem rapidamente desses dados para melhorarem seus processos. São programas para se adaptarem prontamente e se aprimoram. Essa velocidade do uso dos dados pelas inteligências artificiais em seus processos de adequação nos deve conduzir a algumas reflexões. Portadores de inteligência que somos, é importante nos indagarmos o quanto aproveitamos dos conhecimentos e experiências de nossas vidas. Temos nos servido de nossa inteligência para melhorarmos nossa forma de ser, de agir? Estamos realizando esse processo de melhoria? De um modo geral, passamos muitos anos em bancos escolares, aprendendo sobre os mais diversos temas. Quase todos nos dedicamos por mais ou menos tempo ao estudo de idiomas. Frequentamos espaços voltados à religião, na busca por lições sobre a espiritualidade. Em grande parte de nossos dias, estamos em locais de trabalho, aprendendo sempre. Realizamos tarefas voluntárias e aprendemos com o nosso próximo lições valiosas. Na convivência com nossos familiares, desfrutamos de amplo aprendizado acerca de relacionamentos e sentimentos. E não podemos esquecer das tantas existências mais ou menos exitosas, dos desacertos praticados e suas consequências. Já experimentamos a dor, a necessidade de saúde, a desilusão amorosa, a perda de mente querida. E o que fazemos com todas essas experiências e conhecimentos adquiridos? Estamos nos servindo deles para a transformação moral? Para uma mudança de rota? Estamos alterando comportamentos inadequados? Estamos educando pensamentos? Buscando uma versão melhor de nós mesmos? Devemos nos servir da nossa inteligência para nossa própria renovação. Aproveitar as experiências, o conhecimento, para concretizarmos a mudança inteligente. Muitos são os caminhos para essa transformação. Precisamos refletir onde queremos chegar e traçar a rota mais apropriada. Aquela que nos desvie de acidentes imprevistos. A mais adequada para alcançarmos o objetivo. Isso nos exige dedicação e esforço, mas também vigilância, disciplina, persistência. São valores que podem nos auxiliar nesse processo. Nós temos a oportunidade de empreender essa renovação inteligente. Ainda hoje. E os frutos disso podem ser muito positivos. Pense nisso. Mas pense agora.

 AS VOLTAS QUE A VIDA DÁ
10 Fev 20264:21EP 1579

AS VOLTAS QUE A VIDA DÁ

As voltas que a vida dá. Alguém disse certa vez que a vida sempre nos oferece duas janelas. Você já parou para pensar nisso? Uma é a janela da felicidade, que nos apresenta um jardim de flores, de cores, de alegria. Ela está à nossa frente e nos mostra os dias de bênçãos, de convívio amigo, de amenidades. Mas devemos lembrar que a outra janela está às nossas costas. É a janela da tristeza, do sofrimento, das dificuldades. Todos nós debruçamos hora numa, hora noutra. O que significa que se alternam na vida os momentos de felicidade e os de tristeza. Importante é que de cada uma delas saibamos extrair o mesmo: o melhor que nos possa oferecer. Ante a janela das dificuldades, tenhamos criatividade e esforço para reverter as situações que sejam possíveis. Acontecimentos da vida do ator Drew Goddall podem bem exemplificar essas duas fases. Ele estudou teatro, conheceu atores famosos e chegou a interpretar alguns papéis. Mas, após uma severa crítica ao seu trabalho, sua carreira simplesmente desabou. No ano de 1990, sem dinheiro para pagar o aluguel, precisou sair de seu apartamento e foi morar na rua. Foram seis longos meses em que dormia em uma caixa de papelão e dependia de quem lhe oferecesse algo para se alimentar. Foi quando surgiu a ideia de engrachar sapatos, o que lhe poderia render algum dinheiro. A partir daí, um dos seus clientes o convidou a trabalhar. Trabalhar como engraxate em seu escritório. O panorama começou a mudar. Drew começou a ganhar dinheiro ao ponto de, decorrido certo tempo, abrir sua própria empresa. O negócio deu muito certo. Ele fez parceria com importantes empresas de Londres, cujos executivos desejam ter seus sapatos bem polidos. Sendo muito grato a quem o ajudou no tempo em que viveu nas ruas, ele oferece oportunidades a quem está na mesma situação em que ele se encontrou anos atrás. Por esse motivo, a maioria dos seus 40 funcionários foram pessoas desabrigadas ou são portadoras de necessidades especiais. Com certeza, um exemplo de superação. Igualmente de solidariedade, de amor ao próximo. Por vezes, somos pegos de surpresa por situações que nos obrigam a perder. Por um ponto final em nossa atual história e a começar novo parágrafo. Somos obrigados a simplificar a maneira de ser e de viver. O detalhe importante nessas horas é que não nos deixemos envolver pela depressão, pelo desânimo. É hora de sair da janela da dificuldade e se voltar para outra, a janela em frente, e vislumbrar uma maneira de reverter a situação. É hora de buscar novas formas de trabalho, de usar nossa criatividade, de não nos deixarmos vencer pelos primeiros fracassos. E guardar a certeza de que podemos dar a volta por cima, adaptando-nos à nova realidade. Um lugar mais simples para morar, menos comodidades, quem sabe, mas seguir em frente. E, depois de tudo, não esquecer de olhar para os que permanecem desamparados, sem teto, sem piscina. Espão, estender a mão a quem padece nos dirá, com todas as letras, que aprendemos a lição que a janela de trás nos oportunizou um dia. Pense nisso, mas pense agora.

ERRAR OU QUASE ACERTAR
9 Fev 20264:06EP 1578

ERRAR OU QUASE ACERTAR

Errar ou quase acertar? Numa manhã ensolarada, pai e filha aproveitavam o tempo juntos numa quadra de esportes. Ela, aos seus 9 anos, fazia o pai de goleiro e chutava seguidas vezes a bola, mirando no desejado gol. Faltava prática, faltava experiência, naturalmente, e a maioria das tentativas era frustrada. Cada vez que a bola seguia para fora, ela ouvia: pra fora! Ou errou! O pai percebeu que ela ia se desestimulando, perdendo a paciência, emitindo sons de raiva toda vez que a bola não seguia na direção esperada. Ele então mudou a estratégia. Não quis facilitar simplesmente as coisas pra ela, pois sabia que não é assim que se prepara um filho para o mundo. Mas, ao invés de dizer errou ou pra fora, com o tom frustrado, ele começou a gritar quase. E esse quase veio com o tom de empolgação, de alegria, de quase lá, de faltou pouco. Incrivelmente, o humor da criança se transformou. Ela continuou chutando muitas vezes pra fora, na trave, mas numa alegria imensa, alegria de quem continuava tentando sem se desestimular. Naquele quase empolgante do pai, estava o elogio à tentativa, estava a congratulação pela persistência, pelo esforço, mostrando que quanto mais tentativas houvesse, mais bolas dentro ela conseguiria. E foi isso mesmo que ocorreu. Ela começou a acertar muito mais que antes. E cada antigo erro virou um divertido quase. Cheio de risadas. Pensemos em nossas vidas, em nossas atitudes. Na maioria das vezes, queremos acertar. Nossas intenções são boas e estão dentro da compreensão que temos sobre essa ou aquela situação. Chamar de erro, de falha, de defeito, parece crueldade conosco mesmo. Quem sabe se trocarmos o não consegui, o errei, o não deu certo, pelo quase. Consegamos perceber que tentamos, que fomos atrás e que precisamos nos dar novas chances. As leis divinas nos dão novas chances sempre. Por que nós mesmos não nos daríamos? Não se trata de iludir-se com palavras anenas, como alguns podem pensar. Trata-se de ser auto-exigente. Mas exigirmos da maneira correta, sem julgamentos frios, sem autodesestímulo ou autodepreciação. O quase da brincadeira de pai e filha será correspondente a dizer ou sentir: dessa vez eu não consegui, cheguei perto e agora eu sei como fazer melhor. Ou ainda, não cheguei lá. Quando alguém fracassa em qualquer atividade, isso não representa debilidade de esforço ou falta de vontade bem direcionada. Antes, transforma-se em um elemento de experiência para futuras tentativas. Por isso, mesmo que os seus resultados não sejam, neste momento, aqueles que você busca, continue acreditando. Utilize palavras otimistas no seu dia a dia. Persista. Acredite na sua capacidade e nas suas experiências. Pense nisso, mas. Pense agora.

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