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PODCAST · 1895 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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EXEMPLOS, LIÇÕES E EXPERIÊNCIAS
11 Abr 20264:35EP 1751

EXEMPLOS, LIÇÕES E EXPERIÊNCIAS

Exemplos, lições e experiências. Que modelos temos apresentado aos nossos filhos para que eles possam seguir? Às vezes, buscamos modelos de longe, nomes expressivos que tenham realizado grandes benefícios para a humanidade. Se são autênticos, naturalmente falam à alma do jovem, que é idealista por natureza. Contudo, existem, por vezes, criaturas bem próximas a nós que não valorizamos: pais, parentes, amigos que traduziram sua vida em legado de paz, que sacrificaram tudo por seus ideais, que exerceram suas atividades para além do dever. Lemos, certa feita, acerca de um prisioneiro político romano que somente aos 76 anos, graças à queda do regime, pôde visitar seus filhos e conhecer seus netos. Um homem de 76 anos, de profundos olhos azuis, que, apesar de toda a dureza e maus-tratos sofridos na prisão, manteve seu entusiasmo pela vida, na certeza de que tudo valera a pena, mesmo o sacrifício da família, do prestígio, do poder que gozava. Contemplando o mar, nas areias das praias americanas, comendo batatas fritas e aprendendo com os netos a atirar um disco de plástico, exclamava: “Que belo sonho! Que maravilha! A vida vale a pena ser vivida em toda a sua plenitude.” Um de seus netos, alguns dias depois, precisou escrever uma redação para a escola. Durante várias horas, ele trabalhou duro sobre as folhas de papel. Quando terminou, leu em voz alta para sua mãe, emocionada: “Conheci um verdadeiro herói. O pai de minha mãe foi parar na cadeia por falar abertamente contra o governo. Depois de seis anos de solitária prisão, ele foi libertado. Minha mãe, meu tio e minha avó saíram do país. Ele não foi autorizado a ir embora com eles. Sozinho, ficou em seu país, amargando a dor da separação e o desrespeito de amigos e parentes, que o consideravam um fracassado. Ouvir falar de meu avô fez com que eu entendesse que lutar por minhas crenças é muito importante para mim. Na quinta série, escrevi à professora uma carta de protesto, porque considerei que ela tomara uma decisão injusta em relação a um de meus amigos. Atualmente, sou representante da turma no conselho de alunos e estou lutando com firmeza para melhorar nossa escola. Tenho orgulho de meu avô romano. Espero que, de fato, exista uma outra vida para que eu possa vê-lo outra vez.” O exemplo é nobre e, como percebemos, estabeleceu rumos dignos a outras vidas. Sua lição foi a de que não devemos silenciar nossa voz na defesa dos valores e da verdade. Ao contrário, devemos falar para sermos ouvidos; senão, como já aprendemos a sentir, sempre haverá uma parte em nós que permanecerá insatisfeita. Lutar pelos ideais de enobrecimento é ensinamento que não devemos relegar a segundo plano, quando falamos de nossos filhos, nossos tesouros e responsabilidade maior. Aproveitemos todas as lições com que a vida nos honra a cada hora. Estejamos abertos, estejamos atentos, tendo olhos de ver e ouvidos de ouvir. Os exemplos passam ao nosso lado, e suas experiências são lições significativas que não podemos ignorar. Pense nisso, mas pense agora.

O REFLEXO INTERNO E EXTERNO
9 Abr 20262:40EP 1749

O REFLEXO INTERNO E EXTERNO

O reflexo no interno e no externo. Conta uma popular lenda do Oriente que um jovem chegou à beira de um oásis, junto a um povoado, e, aproximando-se de um velho, perguntou-lhe: “Que tipo de pessoa vive neste lugar?” “Que tipo de pessoa vivia no lugar de onde você vem?”, perguntou, por sua vez, o ancião. “Ah, um grupo de egoístas e malvados”, replicou o rapaz. “Estou satisfeito de haver saído de lá.” “A mesma coisa você haverá de encontrar por aqui”, replicou o velho. No mesmo dia, um outro jovem se acercou do oásis para beber água e, vendo o ancião, perguntou-lhe: “Que tipo de pessoa vive por aqui?” O velho respondeu com a mesma pergunta: “Que tipo de pessoa vive no lugar de onde você vem?” O rapaz respondeu: “Um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas, hospitaleiras. Fiquei muito triste por ter de deixá-las.” “O mesmo encontrará por aqui”, respondeu o ancião. Um homem, que havia escutado as duas conversas, perguntou ao velho: “Como é possível dar respostas tão diferentes à mesma pergunta?” Ao que o velho respondeu: “Cada um carrega no seu coração o ambiente em que vive. Aquele que nada encontrou de bom nos lugares por onde passou não poderá encontrar outra coisa por aqui. Aquele que encontrou amigos ali também os encontrará aqui, porque, na verdade, a nossa atitude mental é a única coisa na nossa vida sobre a qual podemos manter controle absoluto.” A verdade deste conto é que carregamos dentro de nós a nossa realidade. Nosso mundo externo, às vezes, só reflete o que temos no nosso mundo interior, o que está dentro de nós. Você já pensou sobre isso? Sobre o seu descontentamento com o mundo real, por vezes, estar relacionado com o descontentamento interno? É preciso mudar a perspectiva interna, e então tudo mudará. É necessário trabalhar a mente para aprender a lidar melhor com as pessoas, com as coisas e com o que delas esperamos. Pense nisso, mas pense agora.

INCAPAZ
8 Abr 20264:02EP 1748

INCAPAZ

Incapaz, Andy Foster tem 45 anos. É autista e garçom num restaurante da Inglaterra. Quando alguns clientes se sentiram incomodados com a sua presença, como se tivessem algum problema em serem atendidos por ele, o dono do estabelecimento tomou uma atitude radical: escreveu uma carta e postou numa rede social. “Hoje, passamos o dia reconstruindo a autoestima de um dos membros da nossa equipe, depois de ele ter sido desrespeitado e discriminado ao servir uma mesa no jantar de ontem à noite. Qual o problema dele? E por que você deu esse trabalho para ele?”, os clientes perguntaram. “Aqui em nosso restaurante, nós contratamos nossos funcionários com base na experiência e paixão pelo trabalho. Não contratamos pela cor da pele, aparência, pela quantidade de tatuagens, pelo tamanho das roupas, pelas crenças religiosas ou por doenças. Nós não discriminamos. Mas, se você faz isso, então, por favor, não reserve uma mesa conosco. Você não merece nosso tempo, esforço nem respeito.” Ainda trazemos vícios antigos na alma. Por que homens e mulheres recebem remunerações diferentes ao realizarem o mesmo trabalho, ao ocuparem o mesmo cargo? Por que as pessoas idosas não podem trabalhar? Por que nos utilizamos do termo incapaz referindo-nos à pessoa com deficiência? Incapaz do quê? De realizar certas tarefas? Refletamos. Será que todos nós não somos ainda incapazes de muitas coisas? Alguns de nós, vendo alguém tocando alguns acordes de uma música num instrumento qualquer, afirmamos: “Não sou capaz de tocar nem uma campainha.” Outros não temos jeito algum para trabalhar manuais. Outros, ainda, não entendemos uma vírgula das notícias sobre economia, bolsa de valores, câmbio etc. E somos chamados de incapazes por isso? Seria uma grande ofensa, no mínimo. Assim, debruçando nosso olhar para esses que são considerados especiais, perceberemos que eles podem ter muita dificuldade em certas áreas, que aprendem com mais vagar. Entretanto, ao mesmo tempo, fazem muitas outras coisas com maestria, até com virtuosismo. São capazes de atender uma mesa num restaurante com mais simpatia e alegria do que muitos dos chamados normais. São capazes de realizar tarefas com extrema atenção, com capricho, algo muito difícil de se encontrar em funcionários, no geral. São capazes de cozinhar, de ministrar uma aula, de atuar e de tudo o que possamos imaginar. Mais ainda, são capazes de nos fazer acreditar no poder da persistência, do esforço e da resignação. Eles nos ensinam muitas coisas. Pensemos bem. Refletamos um pouco mais da próxima vez que ouvirmos o termo incapaz ou quando percebermos qualquer tipo de discriminação com quem quer que seja. Por fim, sejamos nós aqueles que abramos portas para eles, para que deixem de ser excluídos em nossa sociedade e possam ter uma vida plena. Não permitamos que nosso preconceito nos transforme em verdadeiros incapazes.

A MENTE
6 Abr 20262:43EP 1746

A MENTE

A mente. Certa vez, um viajante parou embaixo de uma árvore para descansar em sua sombra. Ele dormiu por algumas horas e, quando acordou, sentiu fome. Então pensou: gostaria de comer uma grande tigela de macarrão. Quando olhou para o lado, viu uma grande tigela de macarrão. Ele levou um susto, mas a fome era tanta que ele nem pensou muito e devorou a tigela toda. Quando terminou de comer, pensou: que sede, gostaria de tomar um copo de água fresquinha. Do nada, apareceu à sua frente um copo de água fresca. Dessa vez, seu susto foi ainda maior. Ele não estava entendendo nada. Começou a ficar com medo e pensou que talvez aquele lugar estivesse enfeitiçado, e que aqueles acontecimentos fossem obra de algum espírito maligno. Logo, olhou para o lado e viu espíritos assustadores vindo em sua direção. Ele deu um pulo e começou a tremer da cabeça aos pés. Pensou que gostaria que alguém pudesse aparecer para salvá-lo. Nesse instante, um monge apareceu e o levou para longe daquela árvore. O monge lhe explicou que aquela era a árvore dos desejos e que tudo que pensamos debaixo dela acontece. Explicou que, da mesma forma que a árvore, nossa mente também é uma fonte de desejos, que todos os nossos pensamentos, bons ou ruins, medos e sonhos, são criados primeiro em nossa mente. Que ninguém pode nos alegrar ou nos torturar, somente a nossa mente, e, dessa forma, o paraíso ou o inferno em nossa vida somos nós quem criamos. Nessa história, aprendemos sobre o poder da nossa mente. É ela o maior campo de batalha. Dela podemos produzir realidades boas ou ruins. Nela podemos nos achar fortes ou fracos. Dela vem a inspiração ou a sua falta. Cabe a nós exercitarmos nossa mente para que ela trabalhe a nosso favor. Buda disse certa vez que somos o que pensamos. Tudo que somos surge com nossos pensamentos. Com eles, fazemos o mundo. O que você tem construído com sua mente? Pense nisso, mas pense agora.

 PÁSCOA
4 Abr 20263:37EP 1745

PÁSCOA

Páscoa. Você já deve ter percebido, pelas prateleiras abarrotadas de ovos e coelhos de chocolate, que se aproximam os dias da Páscoa. Os meios de comunicação, em geral, não lhe deixam esquecer tal data. Se, no entanto, alguém lhe perguntasse o que é a Páscoa, você saberia responder? Qual a relação com ovos, coelhos e chocolates? Tem-se notícias de que os israelitas, bem antes de Moisés, celebravam a Páscoa sempre na primeira lua cheia da primavera, quando ofereciam à divindade os primogênitos do seu rebanho. A palavra em aramaico “pacham”, em hebraico “pessá”, significa a passagem. Segundo alguns, do sol pela constelação de Carneiro, ou da lua pelo sol, o seu ponto mais alto. Nas línguas saxônicas, o nome indica uma associação com o mês de abril, quando se comemorava a morte do inverno e a recuperação da vida, a chegada da primavera. O sentido de passagem é relacionado no livro bíblico Êxodo. Foi na época da Páscoa que se deu a libertação do povo hebreu. Cerca de quinze séculos antes de Cristo, depois de ter vivido cerca de quatro séculos no Egito, duramente tratado pelos faraós, conseguiu o povo de Israel abandonar para sempre a terra da escravidão. Naquela noite, os hebreus se serviram da carne assada de um cordeiro, pães ázimos, isto é, sem sal e fermento, e alfaces amargas. Em memória daquela noite, todo ano, pelo 14 de Nizam, o mês de abril, os chefes de família celebravam a Páscoa, comemorando agora a libertação do cativeiro egípcio. Nos dão notícias da última ceia de Jesus com os apóstolos, justamente na época da Páscoa. A paixão, morte e ressurreição de Jesus coincidiram com essa festa. Para os cristãos, a data deve lembrar a ressurreição de Jesus Cristo. Após a sua morte na cruz, ele se mostra vivo para os apóstolos, discípulos e amigos. O costume de oferecer ovos como presente nessa época remonta aos antigos egípcios. Entre nós, o costume foi trazido por missionários que visitaram a China. Só que, antigamente, eram ovos mesmo, de pata ou de galinha, coloridos e enfeitados, depois transformados em ovos de chocolate. Para alguns historiadores, o coelho, por ser o animal que mais se reproduz, traduz antigos ritos do paganismo da fertilidade. Para os cristãos, a Páscoa representa a imortalidade da alma, segundo as escrituras do Novo Testamento, atestado pelo próprio Cristo. Você sabia que os ovos de chocolate foram introduzidos no Brasil entre os anos de 1913 e 1920 por imigrantes alemães? E que foi a partir do século XVIII que se passou a incorporar o ovo de chocolate na comemoração da Páscoa? Pense nisso, mas pense agora.

CONVERSANDO COM DEUS
3 Abr 20264:10EP 1744

CONVERSANDO COM DEUS

Conversando com Deus. Ninguém pode duvidar da eletricidade, mas, para que a lâmpada nos ilumine o aposento, recorremos a fios condutores que lhe transportem a força desde a aparelhagem da usina distante até o recesso de nossa casa. A fotografia é hoje fenômeno corriqueiro. Contudo, para que a imagem se fixe na execução do retrato, é preciso que a emulsão gelatinosa sensibilize a placa que a recebe. A voz humana, através da radiofonia, é transmitida de um continente a outro com absoluta fidelidade. Todavia, não prescinde do remoinho eletrônico que, devidamente disciplinado, lhe transporta as ondulações. Entretanto, como exprimir a fé? Indaga-se muitas vezes. A fé não encontra definição no vocabulário vulgar. É força que nasce com a própria alma, certeza instintiva na sabedoria de Deus, que é a sabedoria da própria vida. Palpita em todos os seres, vibra em todas as coisas, mostra-se no cristal fraturado que se recompõe humilde e revela-se na árvore decepada que se refaz, gradativamente, entregando-se às leis de renovação que abarcam a natureza. A prece é filha da fé. Quando cultivamos a fé em nosso íntimo, naturalmente buscamos nos manter sintonizados com a espiritualidade maior. Temos na oração o mais eficiente sistema de intercâmbio entre o céu e a terra. Ela nos liga a Deus e dá-nos a certeza de, no recolhimento e na solidão, estarmos com Ele. Renunciar à prece é recusar a assistência divina. Nunca duvidemos da paternidade celeste. Deus vela por nós e, sempre que precisarmos, nos enviará o socorro. Para que nossa prece alcance o alto, ela deve ser motivada pela verdadeira confiança em Deus. Também deve ser sincera, humilde, vir do coração e não somente dos lábios. Podemos orar em voz alta ou no mais absoluto silêncio, mas o que realmente vale é a intenção com a qual oramos. Se, em algum momento de nossas vidas, sentirmos necessidade de pedir algo a Deus, estejamos atentos a que tipo de súplicas faremos. Deus sempre nos concede coragem, paciência e resignação. Se fizermos nossas orações com fé e sinceridade, as respostas sempre chegarão. Mas convém mantermos a mente e o coração abertos para que possamos perceber essas respostas, pois, muitas vezes, Deus não nos enviará exatamente o que desejamos, nem da maneira como gostaríamos. Teremos o que for necessário para nos impulsionar ao crescimento espiritual e nos levar à real felicidade. Conversando com Deus, pedi força e vigor. Deus me mandou dificuldades para me fazer forte. Pedi sabedoria. Deus me deu problemas para resolver. Pedi prosperidade. Deus me deu energia e cérebro para trabalhar. Pedi amor. Deus me mandou pessoas com problemas para eu ajudar. Pedi favores. Deus me deu oportunidades. Não recebi nada que eu queria, mas recebi tudo o que eu precisava. Minhas preces foram atendidas. Pense nisso. Mas pense agora.

Nada tocando
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