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NÃO FUJA DE VOCÊ
Muitas das vezes nos abatemos com as dificuldades da vida, as desilusões amorosas, o epílogo de um sonho, e neste momento começamos a nos afundar no entristecer, nas angústias e gradativamente vai desmoronando a nossa motivação, a ponto de ficarmos dormentes, e os anseios da vida pouco nos interessa e então: Fugimos de nós mesmo. Deixamos de ser aquele Eu cheio de sonhos, cheios de alegria e brilho, e nos escondemos atrás da montanha de infortúnio, andando pelas ruas, ou fazendo o nosso trabalho apenas por fazer, nada nos interessa, nada nos empolga. Mas descobrimos a nossa força quando estamos fracos. Todos passamos por momentos difíceis. Quantas vezes nossos sonhos, nossos projetos, aquilo que esperávamos com ansiedade, não deram certo? E quando isso acontecer, tenha Paciência! Continue a lutar. Estamos na escola da vida para aprender a resignação, a perseverança, a diligência, a disciplina e tantas outras virtudes que, só o tempo e a paciência, pode nos oferecer. Viver bons momentos é fácil, tudo se torna agradável, nos sentimos confiantes. Porém, somente nos momentos de dificuldades é que serão colocados à prova os nossos sentimentos. Apenas nas adversidades saberemos se realmente confiamos na vida, se temos esperança, se temos fé e se realmente acreditamos em Deus e aceitamos a sua vontade. Lembremo-nos sempre de que na Terra não vivemos apenas de momentos bons nem só de momentos ruins. Vivemos uma mescla de situações, cujo único objetivo é o aprendizado do espírito. Os altos e baixos da vida sempre irão existir, apenas não fuja de você, não se deixe abater pelos infortúnios da vida, reaja, lute, utilize todo o potencial que há dentro de você. E lembrando-se sempre de que Deus é o dono de todo o poder e o controle de tudo está nas suas mãos. Estamos apenas aprendendo. Tudo passa. E assim vamos evoluindo, um pouco a cada dia, e no final da jornada veremos a recompensa das nossas batalhas, e o quanto vitoriosos fomos durante todo o transcorrer da nossa existência. Pense Nisso, mas pense agora. Redação Centro América Fm: Texto baseado na Redação do Momento Espírita: Não se deixe desestimular


FEITO REVOADA
FEITO REVOADA Você já observou uma daquelas árvores comuns, altas, quando estão repletas de pássaros em seus galhos? As aves pousadas preenchem os espaços, e mesmo os ramos mais secos parecem ganhar vida com a visita animada dos pequenos seres; A árvore ganha movimentos que não possuía. Ganha sons que não era capaz de emitir. A vida se soma à vida. A árvore nunca foi tão exuberante. Mas, sem avisar, sem aparente razão, subitamente todos eles resolvem bater em revoada ao mesmo tempo. Outro belíssimo espetáculo de se ver. Coordenados, sem medo, obedecendo a um comando interno que lhes faz desafiar os ares a todo instante, eles voam... Eles voam, buscando seus destinos, continuando a desempenhar seu importante papel na Criação. Mas e a árvore? Normalmente nem mais a notamos. A árvore permanece, agora, aparentando estar vazia, incompleta. Faltam os passarinhos, os ruídos, a festa, falta aquela alegria toda em torno da árvore. * * * Há épocas da vida que parece que as pessoas começam a partir assim, feito revoada, todas quase ao mesmo tempo. As redes sociais possibilitam que saibamos desse tipo de notícia instantaneamente. Lá se foi aquele amigo distante. Agora aquele outro, pai de fulano, mãe de beltrana... E quando chega a vez dos nossos próximos nos damos conta de que todos teremos que partir um dia. Sentimo-nos, então, como a árvore que perdeu todos os pássaros que cantavam e brincavam em seus braços. Sentimo-nos minguados, desfolhados, silenciosos... É de se compreender a tristeza da árvore. Necessário lembrar, vez ou outra, que os pássaros não pertencem às árvores, que não fazem parte dela, como o tronco, a galhada ou as folhas. São visitantes passageiros, que fizeram breve morada ali, em seu aconchego verdejante, antes de seguir suas jornadas pelo espaço sem fim. Assim, poderíamos perguntar: deve a árvore sofrer com as revoadas frequentes da existência, ou se alegrar com os belos voos de seus novos amigos passarinhos? A resposta é admirável: ela precisa das duas coisas. Não há mal algum em sofrer. As almas mais sensíveis sofrem a ausência e a despedida. Choram as lágrimas da gratidão, das boas lembranças e da falta das energias do outro ... Mas, também porque amam, choram de alegria pela libertação, pela beleza de um voo que é certo para todos, pois é voo de final de uma etapa e início de uma nova. É um voo de renovação. Curioso é que somos, ao mesmo tempo, árvore e passarinho. E conhecemos a história a partir dos dois pontos de vista. Bate em nós, vez ou outra, essa melancolia das revoadas, quando o olhar se detém apenas nas árvores esvaziadas que ficaram. Que os momentos difíceis que temos enfrentado possam nos ensinar algo importante: A nossa vida e tudo o que nela há, é um privilégio. Somos agraciados a todo o instante... Que possamos valorizar cada momento, cada indivíduo que passa em nossa vida… cada oportunidade... Façamos isso, todos os dias... Pense nisso, mas… pense agora! (*) Pense Nisso baseado na Redação do Momento Espírita - Em 25.6.2021.



A ARTE DE ENVELHECER
A ARTE DE ENVELHECER Graças às conquistas médicas, a condições melhores, a possibilidade de longevidade foi aumentada. Isso nos diz que temos a possibilidade de viver para além dos setenta anos. Por isso, um alerta se faz de importância. Precisamos aprender a envelhecer. Aprender a olhar para o espelho e perceber que a face não apresenta o mesmo viço. Contudo, é imperioso que descubramos que nosso olhar continua brilhante, inquieto, desejando ver todas as cores de todos os dias. Cora Coralina, a poetisa e contista brasileira, que morreu aos noventa e cinco anos de idade, tinha sua fórmula especial para bem envelhecer. Em entrevista, declarou: Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice. E digo para você, não pense. Nunca diga estou envelhecendo, estou ficando velha. Eu não digo. Eu não digo que estou velha, e não digo que estou ouvindo pouco. É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso. Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos. Isso me ajuda a vencer as dificuldades da vida. O melhor roteiro é ler e praticar o que se lê. O bom é produzir sempre e não dormir de dia. Também não diga para você mesmo que está ficando esquecido, porque assim você fica mais. Nunca digo que estou doente. Digo sempre: estou ótima. Eu não digo nunca que estou cansada. Nada de palavra negativa. Quanto mais você diz estar ficando cansado e esquecido, mais esquecido fica. Você vai se convencendo daquilo e convence os outros. Então, silêncio! Sei que tenho muitos anos. Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades, mas não sei se sou velha. Posso dizer que eu sou a terra e nada mais quero ser. Convoco os velhos como eu, ou mais velhos que eu, para exercerem seus direitos. Sei que alguém vai ter que me enterrar, mas eu não vou fazer isso comigo. Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes. O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade. Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça. Digo o que penso, com esperança. Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor. Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende. Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir. * * * Essa mulher extraordinária não deixou somente palavras bonitas, mas exemplos. Manteve a jovialidade da alma no avançar dos anos. Criou filhos, enviuvou, produziu e vendeu linguiça caseira e banha de porco para se manter. Enquanto escrevia versos e contos, derramando a fonte de sua juventude pelas letras, começou a fazer doces para vender em sua cidade de Goiás. Ela viveu a religiosidade, a simplicidade, trabalhando, auxiliando quanto pôde. Sobre o despedir-se da vida, escreveu: Morrerei tranquilamente dentro de um campo de trigo ou milharal, ouvindo ao longe o cântico alegre dos ceifeiros. Que belas lições! Pensemos a respeito. Redação do Pense Nisso, com base em dados biográficos de Cora Coralina. Em 16.6.2019.
