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PODCAST · 1859 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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TEMPO E OPORTUNIDADE
12 Nov 20224:34EP 699

TEMPO E OPORTUNIDADE

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

FUGINDO DA VERDADE
12 Nov 20225:01EP 698

FUGINDO DA VERDADE

Tempo e oportunidade Troca-se um relógio com tempo rápido, por um relógio de horas longas. Para olhar a natureza, e apreciar os pássaros. Troca-se um dia apavorado, preso, rápido, por um dia solto, leve e comprido. Para brincar e aproveitar a vida. * * * O poema singelo é de uma jovem estudante, de alguém que, mesmo em tenra idade, descobriu que o tempo é um dos bens mais preciosos que temos. Nenhum dia é igual ao outro na natureza. Eles não se repetem, são únicos. O homem é que os torna iguais, repetitivos, cansativos, quando simplesmente se esquece de dirigir a sua vida e permite que a vida o carregue. É certo que o mundo moderno nos exige muito para acompanhá-lo, para estar em sintonia com tudo de novo que surge, mas poderíamos questionar: precisamos realmente de tudo isso? Precisamos deixar que o trabalho nos escravize, que ocupe grande parte de nosso tempo, de nossas forças? Precisamos estar sempre pensando na competição, em ser melhores do que os outros, em estar na frente das outras ideias, em estar sempre na vanguarda de tudo? Será preciso acompanhar os modismos, as novidades das mídias, para nos sentirmos bem? Se fizermos uma análise profunda, veremos que não, que não precisamos de muito do que temos, de muito do que dizem que devemos ter para construir uma vida agradável e feliz. Para quem raciocina que tempo é dinheiro, talvez olhar a natureza seja perda de tempo, mas para quem já aprendeu a ver que tempo é oportunidade, descobrirá que apreciar os pássaros, passar mais tempo com a família, ouvir uma boa música, ler um bom livro, são oportunidades da vida bem aproveitadas. Um pai, ou uma mãe que tomem a resolução de abrir mão de um sucesso maior na profissão, por acreditarem que necessitam estar mais próximos dos filhos, com certeza se sentirão mais realizados do que aqueles que lutam incansavelmente para dar tudo à família, e esquecem que a sua presença, a sua atenção, o seu tempo, é o que de mais valioso podem dar a eles. Esta existência é uma oportunidade única, e é chegado o momento de despertar para os verdadeiros objetivos que devemos ter aqui. É chegado o instante de redescobrir o tempo e a sua utilidade. * * * Que tal pensarmos: quando foi a última vez que dedicamos o dia para estar com os nossos afetos? Quando foi a última vez que conseguimos nos desligar dos problemas profissionais, para nos ocuparmos com atividades filantrópicas? Quando foi a última vez que paramos para ouvir, de corpo e alma uma música, deixando-nos penetrar pela harmonia? Quando foi a última vez que lemos um livro nobre, uma página edificante? Quando foi a última vez que lembramos que somos um Espírito imortal, e que nada levaremos deste mundo além das nossas conquistas morais? Pensemos nisso. Redação do Pense Nisso, com base em poema de Aline Bescrovaine Pereira, da coletânea Palavra viva, do Colégio Positivo, ano 1998. Em 24.5.2013.

Tudo é transitório
5 Nov 20224:42EP 693

Tudo é transitório

TUDO É TRANSITÓRIO Um redator de importante revista nacional escreveu, em um de seus artigos, algo que nos levou a reflexões a respeito da vida que levamos. Escreveu ele que pode até não ser verdade. Talvez a História não comprove o fato, contudo, é uma excelente ideia. Na Roma antiga, quando um general voltava de uma campanha vitoriosa no estrangeiro, fazia-se uma grande procissão pela cidade. O povo saía às ruas para assistir o desfile triunfal do comandante vencedor e homenagear a grandeza que ele trazia para a pátria. Era a honra máxima que um cidadão romano podia almejar. Mas, para chegar a isso, ele devia ter trabalhado muito por Roma. Ele devia ter matado em combate pelo menos cinco mil soldados inimigos; tinha de mostrar os chefes derrotados, que desfilavam atrás do seu carro; devia ter enfrentado um exército, no mínimo, equivalente ao seu. E, acima de tudo, devia trazer a sua tropa de volta para casa porque um líder é responsável pelos seus liderados. Entretanto, os romanos, que passaram à História como os símbolos do orgulho, paradoxalmente tinham em alta conta a modéstia pessoal. Como, então, receber toda essa homenagem, desfilar vitorioso pela multidão como um rei, ser ovacionado como o grande triunfador e não se encher de soberba? É aí que aparece a grande ideia. Logo atrás do general vitorioso, no mesmo carro puxado por quatro cavalos, que ele conduzia, ficava um escravo. De tanto em tanto tempo, ele dizia baixinho, no ouvido do triunfador: Memento mori. Ou seja:Lembre-se de que você vai morrer um dia. Com certeza, nada melhor para baixar a soberba de qualquer alta autoridade que começa a se achar o bom, o melhor. Lembre-se de que você vai morrer um dia. Essa a reflexão que, de tempos em tempos, seria oportuno nos permitirmos. Não somos imortais na carne, embora alguns, antecipando novas e surpreendentes conquistas da ciência médica, apregoem que chegará o dia em que não mais haveremos de morrer. Seria trágico e enfadonho. Isso se chama dinamismo e renovação. Mas, lembrar que teremos fim um dia, que nossos eventuais inimigos também haverão de morrer, que tudo passa, é medida salutar. Nada é perene, sobre a Terra. Passam as questões corriqueiras, o poder, a autoridade humana, a vida física. O que hoje é, amanhã poderá deixar de ser. Assim reflexionando, não ficaremos agarrados a pretensos cargos, a fortunas, a interesses mesquinhos. Tudo é transitório na Terra. Hoje detemos o cargo, amanhã estará em outras mãos. Hoje comandamos centenas de pessoas,amanhã essas mesmas pessoas poderão estar acompanhando nosso funeral. Assim sendo, semeemos o bem, façamos nosso melhor como se hoje fosse nosso último dia neste mundo. Amemos, abracemos, façamos nosso melhor porque o amanhã poderá nos surpreender nos campos de uma realidade que apenas supomos, mas temos a certeza absoluta. Pensemos nisso. Redação do Pense Nisso, com dados iniciais colhidos no artigo de J. R. Guzzo, publicado na revista Veja, de 29 de agosto de 2012.

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