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PODCAST · 1736 EPISÓDIOS

Pense Nisso

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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O SÁBIO INDIANO
14 Abr 20263:07EP 1632

O SÁBIO INDIANO

O Sábio Indiano Na Antiga Índia, havia um grande sábio. Muitas pessoas viajavam por semanas para visitá-lo e pedir seus conselhos. Raramente ele saía do seu monastério, mas, quando o fazia, reunia multidões para escutar suas palavras. Certa vez, ele estava no vilarejo próximo ao monastério, e milhares de pessoas se reuniram para ouvir os seus ensinamentos. Então, um homem na multidão. O sábio respondeu: assim como a água tem sua fonte no topo da montanha e escorre formando rios nas suas faces, todos fluindo e correndo em direção ao mar, assim também é Deus. Ele é visto por seus diversos ângulos, por pessoas e civilizações diferentes. As religiões são criadas por seres humanos, mas o propósito de todas é nos levar a Deus, ao único Deus. A religião certa é o amor a Deus e ao próximo. Essa história nos ensina sobre um Deus universal. Enquanto muitas vezes estamos ocupados em estabelecer poder e veracidade entre crenças e credos, Deus segue apenas interessado em amar a todos que estão dispostos a crer nele, independente da perspectiva. Ao invés de nos preocuparmos em barrar a fé do outro por não se associar à nossa, devíamos estar preocupados em amar o próximo, aceitá-lo e viver em paz. Que, diante de qualquer embate religioso, você se lembre deste grande sábio da Índia. O amor de Deus transcende fronteiras religiosas, acolhendo a todos, independentemente de sua crença, independentemente da tradição religiosa que seguimos. A essência divina é um amor incondicional que nos une como seres humanos. Reconhecer essa dimensão inclusiva do amor divino pode promover a compreensão, a tolerância e a paz entre as diferentes crenças, enfatizando a mensagem fundamental de amor e união presente em muitas tradições espirituais. Pense nisso. Mas pense agora.

O TEMPO
13 Abr 20263:01EP 1631

O TEMPO

O tempo. Com o passar do tempo, sentimos que estamos acelerando. Os dias vão ficando mais rápidos. Entra ano e sai ano, e sentimos que não realizamos nada, que não temos tempo para nada. Quantas vezes você já parou e pensou: o que eu fiz com todos os dias do ano passado? Claro que lembramos de algumas coisas que nos marcaram, algumas conquistas ou situações muito difíceis. Mas você se lembra de todos os 365 dias vividos? O que foi feito com eles? É o tempo que está acelerando? Ou somos nós que estamos nos perdendo na correria do dia a dia e não apreciamos as pequenas coisas da vida? Talvez seja apenas a desconformidade com que utilizamos o nosso tempo, e cada minuto parece tão paradoxal quanto as necessidades que vivenciamos nele. As fotografias estão antigas um minuto após o clique, mas 60 segundos de espera em um semáforo é muito. Um minuto para falarmos com quem amamos é muito pouco, mas, para um pai que espera seu filho nascer, é uma eternidade. Os macarrões são instantâneos, mas aquele livro que você quer ler pode esperar. A falta de tempo traz a ansiedade e a sensação de sempre estarmos perdendo algo, seja o crescimento dos filhos, fazer aquela viagem ou atualizar uma série. Estamos sempre pensando: “vou economizar meu tempo”. E, quanto mais economizamos tempo, mais precisamos dele. É que corremos mais depressa para chegar a lugar nenhum. E, enquanto vivemos as experiências do mundo, nas lutas, nos acertos e nos equívocos, poucas vezes damos valor ao tempo, que é uma bênção que Deus nos concede para a evolução de nós mesmos. Vamos com calma. Vamos apreciar as belezas da vida: o café da manhã, o nascer e o pôr do sol. Nutrifique a sua mente com um bom livro. Passe tempo de qualidade com a sua família, para que, quando chegarmos ao final inevitável da vida, possamos olhar para trás e ver que a nossa história valeu a pena ser vivida. Pense nisso, mas pense agora.

EXEMPLOS, LIÇÕES E EXPERIENCIAS
11 Abr 20264:35EP 1630

EXEMPLOS, LIÇÕES E EXPERIENCIAS

Exemplos, lições e experiências. Que modelos temos apresentado aos nossos filhos para que eles possam seguir? Às vezes, buscamos modelos de longe, nomes expressivos que tenham realizado grandes benefícios para a humanidade. Se são autênticos, naturalmente falam à alma do jovem, que é idealista por natureza. Contudo, existem, por vezes, criaturas bem próximas a nós que não valorizamos: pais, parentes, amigos que traduziram sua vida em legado de paz, que sacrificaram tudo por seus ideais, que exerceram suas atividades para além do dever. Lemos, certa feita, acerca de um prisioneiro político romano que somente aos 76 anos, graças à queda do regime, pôde visitar seus filhos e conhecer seus netos. Um homem de 76 anos, de profundos olhos azuis, que, apesar de toda a dureza e maus-tratos sofridos na prisão, manteve seu entusiasmo pela vida, na certeza de que tudo valera a pena, mesmo o sacrifício da família, do prestígio, do poder que gozava. Contemplando o mar, nas areias das praias americanas, comendo batatas fritas e aprendendo com os netos a atirar um disco de plástico, exclamava: “Que belo sonho! Que maravilha! A vida vale a pena ser vivida em toda a sua plenitude.” Um de seus netos, alguns dias depois, precisou escrever uma redação para a escola. Durante várias horas, ele trabalhou duro sobre as folhas de papel. Quando terminou, leu em voz alta para sua mãe, emocionada: “Conheci um verdadeiro herói. O pai de minha mãe foi parar na cadeia por falar abertamente contra o governo. Depois de seis anos de solitária prisão, ele foi libertado. Minha mãe, meu tio e minha avó saíram do país. Ele não foi autorizado a ir embora com eles. Sozinho, ficou em seu país, amargando a dor da separação e o desrespeito de amigos e parentes, que o consideravam um fracassado. Ouvir falar de meu avô fez com que eu entendesse que lutar por minhas crenças é muito importante para mim. Na quinta série, escrevi à professora uma carta de protesto, porque considerei que ela tomara uma decisão injusta em relação a um de meus amigos. Atualmente, sou representante da turma no conselho de alunos e estou lutando com firmeza para melhorar nossa escola. Tenho orgulho de meu avô romano. Espero que, de fato, exista uma outra vida para que eu possa vê-lo outra vez.” O exemplo é nobre e, como percebemos, estabeleceu rumos dignos a outras vidas. Sua lição foi a de que não devemos silenciar nossa voz na defesa dos valores e da verdade. Ao contrário, devemos falar para sermos ouvidos; senão, como já aprendemos a sentir, sempre haverá uma parte em nós que permanecerá insatisfeita. Lutar pelos ideais de enobrecimento é ensinamento que não devemos relegar a segundo plano, quando falamos de nossos filhos, nossos tesouros e responsabilidade maior. Aproveitemos todas as lições com que a vida nos honra a cada hora. Estejamos abertos, estejamos atentos, tendo olhos de ver e ouvidos de ouvir. Os exemplos passam ao nosso lado, e suas experiências são lições significativas que não podemos ignorar. Pense nisso, mas pense agora.

O REFLEXO INTERNO E EXTERNO
9 Abr 20262:40EP 1628

O REFLEXO INTERNO E EXTERNO

O reflexo no interno e no externo. Conta uma popular lenda do Oriente que um jovem chegou à beira de um oásis, junto a um povoado, e, aproximando-se de um velho, perguntou-lhe: “Que tipo de pessoa vive neste lugar?” “Que tipo de pessoa vivia no lugar de onde você vem?”, perguntou, por sua vez, o ancião. “Ah, um grupo de egoístas e malvados”, replicou o rapaz. “Estou satisfeito de haver saído de lá.” “A mesma coisa você haverá de encontrar por aqui”, replicou o velho. No mesmo dia, um outro jovem se acercou do oásis para beber água e, vendo o ancião, perguntou-lhe: “Que tipo de pessoa vive por aqui?” O velho respondeu com a mesma pergunta: “Que tipo de pessoa vive no lugar de onde você vem?” O rapaz respondeu: “Um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas, hospitaleiras. Fiquei muito triste por ter de deixá-las.” “O mesmo encontrará por aqui”, respondeu o ancião. Um homem, que havia escutado as duas conversas, perguntou ao velho: “Como é possível dar respostas tão diferentes à mesma pergunta?” Ao que o velho respondeu: “Cada um carrega no seu coração o ambiente em que vive. Aquele que nada encontrou de bom nos lugares por onde passou não poderá encontrar outra coisa por aqui. Aquele que encontrou amigos ali também os encontrará aqui, porque, na verdade, a nossa atitude mental é a única coisa na nossa vida sobre a qual podemos manter controle absoluto.” A verdade deste conto é que carregamos dentro de nós a nossa realidade. Nosso mundo externo, às vezes, só reflete o que temos no nosso mundo interior, o que está dentro de nós. Você já pensou sobre isso? Sobre o seu descontentamento com o mundo real, por vezes, estar relacionado com o descontentamento interno? É preciso mudar a perspectiva interna, e então tudo mudará. É necessário trabalhar a mente para aprender a lidar melhor com as pessoas, com as coisas e com o que delas esperamos. Pense nisso, mas pense agora.

INCAPAZ
8 Abr 20264:02EP 1627

INCAPAZ

Incapaz, Andy Foster tem 45 anos. É autista e garçom num restaurante da Inglaterra. Quando alguns clientes se sentiram incomodados com a sua presença, como se tivessem algum problema em serem atendidos por ele, o dono do estabelecimento tomou uma atitude radical: escreveu uma carta e postou numa rede social. “Hoje, passamos o dia reconstruindo a autoestima de um dos membros da nossa equipe, depois de ele ter sido desrespeitado e discriminado ao servir uma mesa no jantar de ontem à noite. Qual o problema dele? E por que você deu esse trabalho para ele?”, os clientes perguntaram. “Aqui em nosso restaurante, nós contratamos nossos funcionários com base na experiência e paixão pelo trabalho. Não contratamos pela cor da pele, aparência, pela quantidade de tatuagens, pelo tamanho das roupas, pelas crenças religiosas ou por doenças. Nós não discriminamos. Mas, se você faz isso, então, por favor, não reserve uma mesa conosco. Você não merece nosso tempo, esforço nem respeito.” Ainda trazemos vícios antigos na alma. Por que homens e mulheres recebem remunerações diferentes ao realizarem o mesmo trabalho, ao ocuparem o mesmo cargo? Por que as pessoas idosas não podem trabalhar? Por que nos utilizamos do termo incapaz referindo-nos à pessoa com deficiência? Incapaz do quê? De realizar certas tarefas? Refletamos. Será que todos nós não somos ainda incapazes de muitas coisas? Alguns de nós, vendo alguém tocando alguns acordes de uma música num instrumento qualquer, afirmamos: “Não sou capaz de tocar nem uma campainha.” Outros não temos jeito algum para trabalhar manuais. Outros, ainda, não entendemos uma vírgula das notícias sobre economia, bolsa de valores, câmbio etc. E somos chamados de incapazes por isso? Seria uma grande ofensa, no mínimo. Assim, debruçando nosso olhar para esses que são considerados especiais, perceberemos que eles podem ter muita dificuldade em certas áreas, que aprendem com mais vagar. Entretanto, ao mesmo tempo, fazem muitas outras coisas com maestria, até com virtuosismo. São capazes de atender uma mesa num restaurante com mais simpatia e alegria do que muitos dos chamados normais. São capazes de realizar tarefas com extrema atenção, com capricho, algo muito difícil de se encontrar em funcionários, no geral. São capazes de cozinhar, de ministrar uma aula, de atuar e de tudo o que possamos imaginar. Mais ainda, são capazes de nos fazer acreditar no poder da persistência, do esforço e da resignação. Eles nos ensinam muitas coisas. Pensemos bem. Refletamos um pouco mais da próxima vez que ouvirmos o termo incapaz ou quando percebermos qualquer tipo de discriminação com quem quer que seja. Por fim, sejamos nós aqueles que abramos portas para eles, para que deixem de ser excluídos em nossa sociedade e possam ter uma vida plena. Não permitamos que nosso preconceito nos transforme em verdadeiros incapazes.

A MENTE
6 Abr 20262:43EP 1625

A MENTE

A mente. Certa vez, um viajante parou embaixo de uma árvore para descansar em sua sombra. Ele dormiu por algumas horas e, quando acordou, sentiu fome. Então pensou: gostaria de comer uma grande tigela de macarrão. Quando olhou para o lado, viu uma grande tigela de macarrão. Ele levou um susto, mas a fome era tanta que ele nem pensou muito e devorou a tigela toda. Quando terminou de comer, pensou: que sede, gostaria de tomar um copo de água fresquinha. Do nada, apareceu à sua frente um copo de água fresca. Dessa vez, seu susto foi ainda maior. Ele não estava entendendo nada. Começou a ficar com medo e pensou que talvez aquele lugar estivesse enfeitiçado, e que aqueles acontecimentos fossem obra de algum espírito maligno. Logo, olhou para o lado e viu espíritos assustadores vindo em sua direção. Ele deu um pulo e começou a tremer da cabeça aos pés. Pensou que gostaria que alguém pudesse aparecer para salvá-lo. Nesse instante, um monge apareceu e o levou para longe daquela árvore. O monge lhe explicou que aquela era a árvore dos desejos e que tudo que pensamos debaixo dela acontece. Explicou que, da mesma forma que a árvore, nossa mente também é uma fonte de desejos, que todos os nossos pensamentos, bons ou ruins, medos e sonhos, são criados primeiro em nossa mente. Que ninguém pode nos alegrar ou nos torturar, somente a nossa mente, e, dessa forma, o paraíso ou o inferno em nossa vida somos nós quem criamos. Nessa história, aprendemos sobre o poder da nossa mente. É ela o maior campo de batalha. Dela podemos produzir realidades boas ou ruins. Nela podemos nos achar fortes ou fracos. Dela vem a inspiração ou a sua falta. Cabe a nós exercitarmos nossa mente para que ela trabalhe a nosso favor. Buda disse certa vez que somos o que pensamos. Tudo que somos surge com nossos pensamentos. Com eles, fazemos o mundo. O que você tem construído com sua mente? Pense nisso, mas pense agora.

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