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PODCAST · 1736 EPISÓDIOS

Pense Nisso

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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 PREOCUPAÇÃO
28 Abr 20263:38EP 1640

PREOCUPAÇÃO

Preocupação Há um oponente que nos persegue a todo instante, surrupiando nossa paz interior, impedindo-nos de viver o agora. Ele nos persegue implacavelmente, nos ataca incansavelmente, comprometendo até nossa saúde, nos angustiando e arrancando de nós o maior presente da vida: a felicidade do aqui e agora. Com ele, não conseguimos aproveitar as coisas simples e até grandiosas da vida. Deixamos de vibrar por algo e damos lugar a um medo. Esse inimigo é a preocupação. Palavra originalizada do latim Preocupazione, que significa preocupação. E quantas vezes não estamos preocupados previamente pelas diversas ocasiões? Por elas somos bombardeados desde que acordamos e, às vezes, é o motivo de nem dormirmos. A preocupação com o amanhã nos assusta mais do que deixar de viver o hoje. E, às vezes, essas aflições são diversas. Por vezes, são as questões financeiras, contas e dívidas que parecem não ter fim; as demandas do trabalho e o futuro na carreira; ainda a família, amigos e pessoas que estão em conflitos; a saúde; e, ainda, situações globais, como doenças e pandemias. Você consegue pensar, lembrar do que te traz aflições? O que tem te deixado angustiado? Quais são as situações da sua vida que lhe geram preocupação? O que tira a sua paz? O mestre Jesus, quando passou aqui na Terra, instruiu a não nos preocuparmos com o amanhã, pois basta a cada dia o seu mal, o seu leão por dia. O Nazareno ainda nos orienta a observarmos as aves do céu, pois, quando olhamos para elas, percebemos que não semeiam nem colhem e, mesmo assim, nada lhes falta, pois o Criador cuida delas. Elas não se preocupam com a comida de amanhã, apenas vivem o hoje. Um líder budista disse, certa vez, que só existem dois dias do ano em que não podemos fazer nada: um se chama ontem e o outro, amanhã. Talvez você esteja deixando de viver momentos preso na preocupação do dia que ainda nem chegou, do problema que nem aconteceu, da falta que não surgiu, do imprevisto que nem aconteceu. O poeta William Shakespeare explanou que é possível perder-se a vida quando a pretendemos resgatar à custa de demasiadas preocupações. O que tira a sua energia? Quais preocupações tiram a sua paz? O que você pode fazer sobre elas? Às vezes, a melhor saída é viver o agora, crendo que o amanhã será melhor. Pense nisso, mas pense agora.

O SILENCIO É OURO
24 Abr 20263:30EP 1639

O SILENCIO É OURO

O silêncio é ouro. Creio que todos já ouvimos o provérbio que diz que a palavra é prata e o silêncio é ouro. Mas poucos conseguem, de fato, colocar essa sabedoria de vida na prática cotidiana. Infelizmente, existe um equívoco em pensar que ficar calado, em determinadas situações, é uma covardia, insegurança e falta de posicionamento. Mas o silêncio é, na verdade, uma atitude necessária e importante. Muitas situações se resolvem de modo mais construtivo e pacífico quando fazemos alguns segundos de silêncio, ao invés de discutir, criticar ou agredir verbalmente. No silêncio, é possível acalmar os ânimos, refletir com o corpo, com calma, e observar os fatos e situações com lucidez, tomando decisões com acerto. O destempero das palavras tem causado inúmeros problemas. Uma palavra, depois de proferida, possui um efeito devastador. Tenhamos cuidado com o que dizemos. O mestre de Nazaré nos alertou: o que contamina o homem não é o que entra pela boca, mas o que sai dela, porque a boca fala do que o coração está cheio. Calar em discussões desnecessárias é evitar tragédias e desafetos. No silêncio, respeitamos a opinião dos outros, por mais que a nossa seja contrária. Falar sobre o que estamos sentindo e acontecimentos necessários é importante. Jamais ficamos calados diante das injustiças, do que é errado, ou aceitamos agressões verbais quietos. Todavia, sejamos cuidadosos com o que sai da boca. Da nossa boca e no momento que sai, pois existem palavras certas em horas erradas, palavras erradas em hora certa e, o pior de tudo, palavras erradas em horas erradas. No mundo em que vivemos, cheios de informações e notícias, nos vemos obrigados a proferir a nossa opinião, a comentar a respeito de tudo que nos acontece ou que presenciamos, que, muitas das vezes, esquecemos de praticar a reflexão da situação antes de falarmos. O silêncio é valioso quando verdadeiramente compreendemos a sua importância. De vez em quando, é necessário ser silencioso, habituar-se à própria presença, inteirar-se de solidão e entendê-lo e sentimentos. No silêncio, conseguimos ouvir o interior da alma, aprendemos a humildade, a deixar o orgulho de fora, a reparar nas coisas simples e a valorizar o que realmente nos importa, evitando reclamações vazias e aprendendo a praticar a gratidão. Silêncio é, em verdade, atitude necessária e importante na vida, pois o homem sábio vive em quietude e só rompe o silêncio para falar o que é verdadeiro, útil e bom. Pense nisso, mas pense agora.

A EDUCAÇÃO E A MUSICA
22 Abr 20264:07EP 1638

A EDUCAÇÃO E A MUSICA

A educação e a música A música faz parte da história da humanidade desde os mais remotos tempos. As pinturas rupestres, achadas em sítios arqueológicos e que descrevem a rotina de grupamentos humanos primitivos, sugerem danças e uso de instrumentos musicais. A história das civilizações antigas é repleta de manifestações musicais, algumas delas ligadas a rituais religiosos ou a festas tradicionais de cada povo. Desde a vida intra-uterina, a música parece influir no bebê. Mulheres grávidas relatam menor agitação da criança quando escutam música suave. Durante os primeiros meses de vida, a criança já mostra percepção musical. Estudos demonstram que os recém-natos parecem se acalmar ao ouvir uma melodia suave. As crianças comumente se alegram quando ouvem música e, nessa fase da vida, podemos influenciar seu gosto musical através do hábito. Entre os séculos XIII e XIX, a humanidade foi presenteada com compositores que criaram um estilo de música elevado, conhecido hoje como música clássica e erudita, que significa música de qualidade. Entre os compositores desse período estão Johann Sebastian Bach, Ludwig van Beethoven, Wolfgang Amadeus Mozart, Frederic Chopin. Esse tipo de música, originalmente composta na Europa, ganhou adeptos no mundo todo. Hoje, grandes orquestras, em todos os países, se dedicam a apresentar obras desses gênios da humanidade. Beethoven costumava dizer que Deus se comunicava com ele através da música. Mozart dizia que a música não era sua, mas sim fruto de uma inspiração superior. Muitas composições de Bach foram influenciadas por sua religiosidade e, até hoje, emocionam o mundo, como o famoso oratório de Natal. Os espectadores de um concerto de música clássica sentem-se, comumente, enlevados, desfrutando de uma emoção muitas vezes indescritível. Comumente, tal gosto musical se associa a outros hábitos culturais. Por esse motivo, esse estilo musical é também chamado erudito, palavra que significa vasta cultura. A plateia dos concertos clássicos costuma manter-se em silêncio, comportamento bastante diverso das apresentações de estilos musicais populares, que convidam à agitação. No entanto, ainda hoje, em muitas sociedades, o gosto pela música clássica não é o mesmo. Não é o que predomina, talvez porque tal estilo não seja apresentado às crianças. Assim como a educação formal é necessária para que a criança aprenda a ler e a escrever e desenvolva um conhecimento básico que a habilite para a sua vida, a educação musical pode formar o hábito do indivíduo. Ao ouvir música de elevada qualidade desde a infância, o indivíduo poderá incorporá-la a seus hábitos com maior facilidade. Educar é desenvolver a capacidade física, intelectual, moral e afetiva de um indivíduo. Educar uma criança é uma tarefa da mais alta responsabilidade. É dever de quem educa mostrar caminhos de qualidade a uma criança e dar a ela bases morais para escolher o caminho que, mais tarde, usando seu livre arbítrio, ela escolherá. Pense nisso, mas pense agora.

APRISIONADOS PELO MEDO
20 Abr 20264:26EP 1637

APRISIONADOS PELO MEDO

Aprisionados pelo medo. Na sala de aula, a professora perguntou aos seus alunos: do que vocês têm mais medo? Depois de um breve e tenso silêncio, um garoto respondeu, um tanto tímido: ah, professora, eu tenho medo do escuro. Outro falou: tenho muito medo do bicho papão. Medo da morte? Medo de altura? Medo de ser esquecido pelos pais na escola? Vários medos foram confessados e anotados pela sábia professora, que conseguia libertar os pequenos do sofrimento gerado pelo medo através do uso da razão. Por fim, uma garotinha disse, com arde e assustada: tenho muito medo do mal amém, que é um monstro muito perigoso. E você já viu esse monstro? Perguntou, interessada, a professora. Nunca vi, mas é um monstro tão perigoso que minha mãe pede todos os dias a Deus que nos livre dele, esclareceu a menina. E concluiu: minha mãe sempre pede a Deus, no fim da sua oração, e livrai-nos do mal amém. Não é preciso refletir muito para entender a situação daquela criança com relação ao medo do monstro criado pela sua imaginação. O medo era tão tirano que ela nunca usou confessá-lo à mãe: um medo terrível de algo que nunca existiu. Mas será que somente as crianças têm medo do que desconhecem? Certamente não. A ignorância tem sido, desde todos os tempos, a grande responsável pelo terror imposto pelo medo. O desconhecido gera medos inconfessáveis em pessoas de todas as idades. Mas como podemos ter tanto medo do desconhecido? Isso ocorre justamente porque os monstros criados pela imaginação geralmente são mais terríveis do que os reais. O medo da morte é um exemplo disso. O medo do inferno também tem feito reféns. O juízo final é outro tirano que atemoriza muita gente. Todos esses temores são frutos da ignorância, não há dúvida. Existem pessoas que têm medo do futuro, medo da solidão, medo de sentir medo, e por aí vai. Enquanto a razão não lançar suas luzes sobre essas questões, o medo continuará a enfericitar os indivíduos, fazendo-os reféns da própria ignorância. Muitos pensadores já afirmaram que só o conhecimento liberta das garras do medo sem sentido. O conhecimento é diferente de crença: a crença é sempre cega, vazia de certezas. Para crer em algo, não é preciso conhecer, basta acreditar. Mas a convicção só se adquire através do conhecimento. Assim sendo, vale a pena envidar esforços para libertar-nos dos medos, buscando lançar luz sobre o que a ignorância oculta. Importante libertar nossas crianças, muitas delas reféns de monstros imaginários terríveis, dialogando com elas sobre seus medos. É preciso considerar que o medo é o pior de todos os monstros e precisa ser aniquilado com urgência. É preciso clarear os caminhos escuros da ignorância com a luz do conhecimento, para que o medo bata em retirada. Como asseverou o grande filósofo grego Sócrates, há apenas um bem, o conhecimento, e um mal, a ignorância. Sócrates foi o precursor da dialética, da lógica, mas foi vítima da ignorância de seus contemporâneos. Pensemos nisso e busquemos, com vontade firme, conhecer as leis que regem a vida. Só assim seremos verdadeiramente livres de todos os medos que tanto nos infelicitam. Pensem nisso, mas pensem agora.

A VIDA FORA DO MUNDO DIGITAL
17 Abr 20263:42EP 1635

A VIDA FORA DO MUNDO DIGITAL

A vida fora do mundo digital. Aquele homem, desempregado, entra num concurso da Microsoft para ser técnico de limpeza. O gerente de recursos humanos o entrevista, faz um teste, ou seja, varrer o chão, e então lhe diz: o serviço é seu. Me passa seu e-mail, e eu lhe enviarei a ficha para preencher, a data e hora que deverá se apresentar para o serviço. O homem, desesperado, responde que não tem computador, e muito menos e-mail. O gerente de RH disse que lamenta, mas, se não tiver e-mail, quer dizer que virtualmente não existe, e, como não existe, não pode ter o trabalho. O homem sai desesperado, sem saber o que fazer, tem apenas 100 dólares no bolso. Então, ele decide ir ao supermercado e comprar uma caixa de 10 quilos de tomates. Bate de porta em porta, vendendo os tomates a quilo, e, em menos de duas horas, tinha conseguido duplicar o capital. Repete a operação mais três vezes e volta pra casa. Então, ele verifica que pode sobreviver dessa maneira. Sai de casa cada vez mais cedo e volta pra casa cada vez mais tarde, e assim triplica e até quadriplica o dinheiro a cada dia. Pouco tempo depois, compra uma combi, depois troca por um caminhão e, pouco tempo depois, chega a ter uma pequena frota de veículos para distribuição. Passados cinco anos, o homem é dono de uma das maiores distribuidoras de alimentos dos Estados Unidos. Pensando no futuro da família, decide fazer um seguro de vida. Chama um corretor, acerta um plano e, quando a conversa acaba, o corretor lhe pede o e-mail para enviar a proposta. O homem disse que não tem e-mail. Curioso, o corretor lhe diz: você não tem e-mail e chegou a construir este império? Imagine se você tivesse um e-mail? O homem pensa e responde: se eu tivesse e-mail, seria um homem da limpeza da Microsoft. A história não é sobre um cargo ou outro, mas sim sobre a vida real que podemos construir fora da internet. Vivemos em uma era onde o digital parece ser a resposta para tudo, desde empregos e comunicação até compras e entretenimento. Há uma necessidade urgente de se estar inserido nas redes sociais e se sentir pertencente deste novo mundo. No entanto, essa história nos ensina que a vida real, com seus desafios e oportunidades tangíveis, é onde a verdadeira transformação acontece. No off, onde ninguém vê. A internet pode, sim, facilitar o processo, mas é a atitude que realmente move montanhas. Experimente, como esse homem, construir uma vida fora da urgência das selfies e dos vídeos de 30 segundos. Existem várias possibilidades fora da internet. Pense nisso, mas pense agora.

ILHA DOS SENTIMENTOS
16 Abr 20262:52EP 1634

ILHA DOS SENTIMENTOS

Era uma vez uma ilha onde moravam todos os sentimentos: a alegria, a tristeza, a sabedoria e todos os outros. Por fim, o amor. Mas, um dia, foi avisado aos moradores que aquela ilha iria afundar. Todos os sentimentos apressaram-se para sair da ilha, pegaram seus barcos e partiram. Mas o amor ficou, pois queria ficar só mais um pouquinho com a ilha, antes que ela afundasse. Quando, por fim, estava quase se afogando, o amor começou a pedir ajuda. Nesse momento, estava passando a riqueza em um lindo barco. O amor disse: Riqueza, leve-me com você. Não posso, há muito ouro e prata no meu barco. Não há lugar para você. Ele pediu ajuda à vaidade, que também vinha passando: Vaidade, por favor, me ajude. Não posso te ajudar, amor. Você está todo molhado e poderia estragar meu barco novo. Então, o amor pediu ajuda à tristeza: Tristeza, leve-me com você. Ah, amor, eu estou tão triste. Eu prefiro ir sozinha. Também passou a alegria, mas ela estava tão alegre que nem ouviu o amor chamá-la. Já desesperado, o amor começou a chorar. Foi quando ouviu uma voz chamar: Vem, amor, eu levo você. Era um velhinho. O amor ficou tão feliz que se esqueceu de perguntar o nome do velhinho. Chegando do outro lado, na praia, ele perguntou à sabedoria: Sabedoria, quem era aquele velhinho que me trouxe aqui? A sabedoria respondeu: Era o tempo. O tempo? Mas por que só o tempo me trouxe? Porque só o tempo é capaz de entender o amor. Na pressa do dia a dia, é fácil esquecer que o tempo é nosso aliado mais valioso. Ele nos dá a perspectiva e a sabedoria necessárias para entender o amor em sua forma mais pura. Confie no tempo, pois ele sempre nos levará ao entendimento e à verdade. Talvez você não tenha o amor correspondido na medida que gostaria, mas lembre-se que só o tempo é capaz de entender o amor. Pense nisso, mas pense agora.

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