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PODCAST · 165 EPISÓDIOS

Pense Nisso

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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O AMANHECER E O ANOITECER
11 Jun 20264:27EP 109

O AMANHECER E O ANOITECER

Toda manhã despertamos e, de imediato, começamos a cumprir a lista de tarefas programadas para as diversas horas do dia. Realizamos muitas coisas, corremos de um lugar para outro, tomamos várias decisões. Limpamos, arrumamos, compramos, vendemos, escrevemos, lemos, atendemos. São ações e mais ações que consomem horas. O dia passa, a noite chega e, cansados, queremos um momento de repouso, um pouco de lazer. Então chega a hora de dormir. De um modo geral, para muitos de nós, a vida simplesmente vai passando na agitação dos compromissos cotidianos. Quase nunca paramos para pensar na importância do lapso temporal entre o despertar e o adormecer. Um novo dia se inicia com a vibração dos raios do sol, demonstrando a vivacidade da natureza que estava adormecida. Toda a potência da vida vai sendo reiniciada. Cada amanhecer é um presente de Deus para nós. Nosso despertar significa o início de mais um ciclo de aprendizados e realizações. É a renovação de valiosas oportunidades durante algumas horas. É importante que, antes de corrermos para cumprir tarefas e resolver problemas, façamos uma reflexão sobre aquilo que pretendemos concretizar no dia que surge. Lembrar de agradecer a Deus por acordar, por mais um dia de vida, nos permite uma conexão maior com o nosso Criador. E, enquanto as horas passam, essa conexão nos fortalece para cumprir nossos deveres, manter uma atitude positiva, cultivar o otimismo diante das circunstâncias que surgirão e enfrentar, com coragem, as lutas naturais da vida. À medida que o dia avança, aproveitemos cada minuto, sem pressa, mas também sem adiar aquilo que nos compete realizar. Quando a noite chegar, entendamo-la como outro momento: o momento da avaliação das ações realizadas. O momento de compartilhar com a família, de ter uma conversa descontraída, de contar as experiências vividas. Pode ser, ainda, o momento de uma leitura edificante, da busca por um estudo mais aprofundado. Talvez você prefira assistir a um filme ou ouvir uma boa música. Observemos o ciclo da natureza e percebamos que, com o apagar do dia e o início da noite, vem o sereno para lavar as folhas, a temperatura diminui e um certo silêncio se faz presente. Enquanto paramos para observar a lua, busquemos desacelerar o ritmo agitado que nos manteve em atividade por tantas horas. É um momento de revitalização das energias para um novo amanhã. O sono é a porta que Deus nos abre para renovar as nossas forças e começar tudo de novo. Mas isso não significa que precisamos viver sempre da mesma maneira. Todos os dias podemos agir diferente, conquistar coisas novas e escrever uma nova história. Por isso, quando este dia terminar, faça uma reflexão. Entregue uma oração a Deus, permitindo que, tão logo feche os olhos, livre-se, ainda que por algumas horas, da rotina agitada. Que você possa criar boas expectativas para um novo amanhecer. Hoje pode ter sido bom. Amanhã pode ser ainda melhor. E assim a nossa vida passa. Mas ela não deve simplesmente passar. O importante é vivê-la plenamente e desfrutar de cada instante. Pense nisso... mas pense agora

 EM BUSCA DA FELICIDADE
10 Jun 20262:41EP 108

EM BUSCA DA FELICIDADE

Havia um homem que queria muito encontrar a felicidade. Um dia, ele resolveu sair de casa e correr pelo mundo à sua procura. Para cada pessoa que ele encontrava, perguntava o segredo da felicidade, e cada uma dessas pessoas dava uma resposta diferente. Ele procurou sábios, mestres, padres, rabinos, mas não se satisfazia com a resposta de nenhum deles. Os anos se passaram, e ele já havia percorrido o mundo todo. Já estava velho, de cabelos brancos e muito cansado pela procura. Um dia, ele se sentou para descansar embaixo de uma árvore e viu uma casa abandonada, caindo aos pedaços. Ele simpatizou com a casa e resolveu que ali construiria a sua felicidade. Ele cortou o mato, limpou a casa toda, trocou as janelas quebradas, reformou o que era preciso, pintou as paredes, plantou flores no jardim. Só então ele se deu conta de que aquela era a sua casa, que ele havia abandonado há tanto tempo. Ele compreendeu que não adiantou de nada percorrer o mundo todo, pois a felicidade está no lugar onde nós estamos e decidimos fazer deste lugar um lugar feliz. Essa história nos ensina que a felicidade não é um destino distante ou algo que devemos buscar incansavelmente fora de nós mesmos. Muitas vezes, passamos a vida correndo atrás de respostas e soluções externas, acreditando que a felicidade está em algum lugar remoto ou em circunstâncias. Sustâncias especiais. No entanto, a verdadeira felicidade reside em transformar o nosso próprio espaço e as nossas próprias vidas. A mensagem é clara: a felicidade está onde decidimos cultivá-la. Não é necessário procurar por ela em outros lugares ou em outras pessoas, mas sim investir no que temos e fazer o melhor de cada situação. Pense isso, mas pense agora.

 UM GESTO DE AMOR
9 Jun 20263:21EP 107

UM GESTO DE AMOR

Um garoto, com cerca de doze anos de idade, vestido e calçado de forma humilde, entra em uma loja, escolhe um sabonete comum e pede ao proprietário que o embrulhe para presente. – É para minha mãe. Disse com orgulho. O dono da loja ficou comovido diante da singeleza daquele presente. Olhou com piedade para o garoto e, sentindo uma grande compaixão, teve vontade de ajudá-lo. Pensou que poderia embrulhar, junto com o sabonete, algum artigo mais significativo, algo que significasse um presente de verdade. O garoto, notando a hesitação do homem, pensou que ele estivesse duvidando de sua capacidade de pagar, colocando a mão no bolso, retirou as moedinhas que dispunha e as colocou sobre o balcão. O dono da loja ficou ainda mais comovido quando viu as moedas, de valor tão insignificante. E lembrou de sua própria mãe, fora pobre e, muitas vezes, em sua infância e adolescência, também desejara presentea-la. Mas, quando conseguiu emprego, ela já havia partido para o mundo espiritual. Do outro lado do balcão, o menino começou a ficar ansioso, então perguntou: – Moço, está faltando alguma coisa? – Não. Respondeu o proprietário da loja – é que, de repente, me lembrei de minha mãe, que morreu quando eu ainda era jovem. Sempre quis dar um presente para ela, mas, nunca consegui comprar nada. Na espontaneidade de seus doze anos, perguntou o menino: – Nem mesmo um sabonete? O homem se calou. Refletiu um pouco e desistiu da ideia de melhorar o presente do garoto. Embrulhou o sabonete com o melhor papel que tinha na loja, colocou uma fita e despachou o freguês, sem responder mais nada. A sós, pôs-se a pensar. Como é que nunca pensara em dar algo tão pequeno e simples para sua mãe? Sempre entendera que presente tinha que ser alguma coisa significativa, tanto assim que, minutos antes, sentira piedade da singela compra, e pensara em melhorar o presente daquele garoto. Comovido, entendeu que, naquele dia, tinha recebido uma grande lição. Junto com o sabonete do menino, seguia algo mais importante e grandioso, o melhor de todos os presentes: Um gesto de amor! O amor é lindo e deve ser demonstrado e vivido em todos os momentos, através de gestos sinceros. As vezes acreditamos que para demostrar o nosso afeto precisamos de um gesto grandioso, quanto na verdade são as pequenas coisas, um sorriso, um abraço, uma lembrança especial, onde demostramos todo o nosso carinho por quem amamos. Faça hoje mesmo um gesto de amor, para as pessoas importantes da sua vida. Pense nisso. Mas pense agora.

 A CARIDADE DO RESPEITO
8 Jun 20264:56EP 106

A CARIDADE DO RESPEITO

Você já parou para se perguntar o que é a verdadeira caridade? A palavra caridade, tão conhecida das pessoas e instituições a que ela se propõe, nem sempre é bem entendida. Rara às vezes é bem praticada. De um modo geral, aquelas pessoas que se dispõem a exercê-la não se atentam para um detalhe muito importante. Estamos tratando com pessoas. Homens, mulheres, crianças. Todos têm, como nós, seus gostos, suas vontades. Como nós, eles gostam de algum alimento e não de outros. Apreciam uma fruta e não outra. Como nós, eles gostariam, por vezes, mais de um pedaço de chocolate do que um pão com manteiga ou margarina. Podem estar com fome, mas como nós, sonham em saborear esse ou aquele prato. Então, seria válido nos perguntarmos o porquê que nas nossas ações de voluntariado, se é que acontecem, devemos servir o mesmo alimento todos os dias. Não seria interessante variar o cardápio, oferecer algo mais aos nossos irmãos que precisam? Alguns talvez possam entender tal prática como luxo. Não é isso. Esta é apenas uma chamada para que voltemos a nossa atenção ao respeito. Seria importante nos colocarmos no lugar de quem está recebendo o prato de comida. Não gostaríamos que, vez ou outra, ele fosse diferente, tivesse outro sabor. E se falarmos de roupas e calçados? Alguns de nós simplesmente damos sem permitir que a pessoa escolha por esse ou aquele tipo de doação. Muitos gostariam de receber um calçado que realmente pudesse usar, que servisse no seu pé. Temos a ideia equivocada de que quem está precisando de ajuda deve aceitar o que lhe seja ofertado. Muitos limpam o guarda-roupa, mas sem propósito. Sim, o necessitado engole sua vontade e veste o que lhe damos porque ele precisa. Quanto melhor se sentiria se lhe permitíssemos a escolha? Ainda que tenhamos as melhores das intenções, faltamos muitas vezes o gesto gentil de dizer, amigo, não sei se pode servir para você, mas é o que eu tenho. E se você tem condições de fazer melhor, faça. Isso é tratamento que não é de um ser humano a outro ser humano. Um irmão a outro irmão. Se você tem a disposição e condições de doar uma cesta básica a uma família, que tal escolher os melhores alimentos, como se fosse para abastecer a sua casa? Seja generoso. A recomendação de Cristo é de fazermos aos outros o que gostaríamos que nos fizessem. Então temos que nos questionar se gostaríamos de vestir uma roupa de número 50 quando nosso manequim é 42, se calçaríamos um sapato 40 quando nosso número é 36. Temos ainda que nos perguntar se comeríamos algo sem qualidade, tudo pelo simples fato de que a necessidade nos visita. Olhemos aquele que nos busca com respeito, com compaixão. Se nada tivermos que lhe possa servir, que possamos dizer. Mas olhemos nos olhos dele, falemos como quem se importa verdadeiramente. Muitos que buscam a caridade alheia são pessoas que mais do que o pão, o leite, o abrigo, precisam de um coração que os abrace, de um olhar que os descubra visíveis, gente como toda gente. São mães que buscam corações sensíveis que os ajudem a manter vivos os filhos queridos. Há filhos órfãos que precisam encontrar uma mão estendida para os livrar das garras da morte. Há pais de família que, mesmo trabalhando de sol a sol, não ganham o suficiente para manter a família. Pensemos nisso e atendamos com respeito e amor as pessoas e famílias a nossa conta. Pense nisso, mas pense agora.

DESUNIÃO E DIVERGÊNCIA
6 Jun 20264:31EP 105

DESUNIÃO E DIVERGÊNCIA

Depois das últimas eleições no Brasil, tenho percebido que muitas pessoas que antes eram amigas hoje nem sequer se falam, por conta das divergências políticas e religiosas. Essa é uma situação que, em grande escala, o mundo já provou ser extremamente maléfica. As grandes atrocidades cometidas pela humanidade, muitas vezes, começam exatamente assim: pelo nosso pretenso pragmatismo, ou seja, pela imposição das verdades de cada um. Sim, é correto e salutar que nos posicionemos diante das ideias e opiniões. No entanto, isso deve acontecer sempre com bom senso, respeito e equilíbrio, compreendendo que outras pessoas podem pensar de maneira diferente. Sem fanatismo, intolerância ou personalismo, poderemos, por meio das nossas ideias, fomentar a paz e o progresso. Seria impossível existir qualquer grupo humano, por menor que fosse, sem pensamentos divergentes ou opiniões contrárias. Entre dois amigos, como entre dois irmãos muito próximos, pode haver divergências profundas em assuntos políticos, religiosos ou sociais, sem que isso provoque qualquer arranhão na amizade. Discutam, discordem, assumam posições opostas, mas permaneçam unidos. Afinal, o que todos nós desejamos é viver em paz e prosperidade. Essa reflexão me faz lembrar um dos discursos mais marcantes do cinema, presente no filme "O Grande Ditador", interpretado por Charles Chaplin: "Todos nós queremos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Queremos viver pela felicidade do próximo, e não pela sua desgraça. Não queremos odiar nem desprezar ninguém. Neste mundo há lugar para todos, e a boa Terra é rica e pode prover as necessidades de todos. O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, mas nós nos perdemos. A cobiça envenenou a alma dos homens, levantou no mundo as muralhas do ódio e fez-nos marchar, a passo de ganso, para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos tornaram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo estará perdido." Essas palavras permanecem atuais. Elas nos lembram que o verdadeiro progresso não está apenas na tecnologia, na economia ou na política, mas, sobretudo, na capacidade de convivermos com respeito, mesmo quando pensamos de forma diferente. Como também dizia Chaplin, o povo tem o poder de tornar esta vida livre e bela, de fazer dela uma aventura maravilhosa. Portanto, em nome da democracia, usemos esse poder para nos unir. Lutemos por um mundo novo, um mundo bom, onde todos tenham oportunidade de trabalhar, onde os jovens possam sonhar com o futuro e os idosos vivam com segurança e dignidade. Infelizmente, muitos chegam ao poder prometendo exatamente isso, mas acabam enganando aqueles que depositaram neles sua confiança. Os ditadores libertam a si mesmos, mas escravizam o povo. Por isso, lutemos para libertar o mundo do ódio, da ganância e da prepotência. Derrubemos as barreiras que nos separam e construamos um mundo em que a ciência, o progresso e a solidariedade caminhem lado a lado em benefício de toda a humanidade. Que essas palavras, eternizadas na voz e na interpretação inesquecível de Charles Chaplin, nos inspirem a refletir sobre o respeito, a tolerância e o valor da convivência. Pense nisso... mas pense agora.

 REGRAS PARA SER FELIZ
5 Jun 20264:11EP 104

REGRAS PARA SER FELIZ

Conta-se que um homem de negócios, após longos anos de trabalho árduo, conseguiu juntar uma significativa fortuna. Mas, apesar de todo o dinheiro que possuía, sentia-se infeliz. Um grande vazio perturbava sua alma, e as tribulações lhe roubavam a paz. Certo dia, ouviu falar de um velho sábio, conhecedor de regras eficientes para quem desejasse ser feliz. O executivo não teve dúvidas: foi ao encontro dele. Após uma longa e exaustiva viagem, chegou ao lugarejo onde residia o sábio. Frente a frente com ele, o homem de negócios foi direto ao assunto: — Ouvi dizer que o senhor conhece a receita para se conquistar a felicidade. O que mais desejo é ser feliz. Pode me ajudar? O sábio respondeu: — Bem, na verdade, as regras são muito simples. A primeira delas é prestar atenção. A segunda é prestar atenção. E a terceira e última é prestar muita atenção. O executivo pensou que aquilo poderia ser uma brincadeira. No entanto, mudou de ideia à medida que se dispôs a ouvir, de forma pausada e calma, as explicações. — Quem presta atenção em tudo o que acontece nos momentos de sua vida consegue ser feliz. Preste atenção no que as pessoas lhe dizem. Saiba ouvi-las com serenidade, buscando ajudar na medida do possível. Ao fazer uma refeição, aproveite bem o momento. Preste atenção nos alimentos que ingere. Sinta seus sabores. Preste atenção em tudo à sua volta. Olhe atentamente para a lua, as estrelas e o amanhecer. Contemple um jardim, seus perfumes e suas cores. Observe as aves e a variedade de suas plumagens. Ouça atentamente o canto de um pássaro solitário. Preste atenção na chuva. Imagine os lençóis d'água no subsolo espalhando fertilidade e vida. Pare para observar o trabalho das formigas, sua organização e sua perseverança. Enfim, observe atentamente os pequenos detalhes ao seu redor. Em pouco tempo, você perceberá que existe uma infinidade de coisas boas no mundo, e isso o fará feliz. Quando o sábio concluiu sua fala, o empresário foi percebendo o quanto tudo aquilo lhe passava despercebido. Guardou em seu coração todas aquelas regras e, ao retornar para seu lar, estava disposto a lutar pela felicidade tão almejada. Por muitas vezes, agimos como aquele homem infeliz. Mesmo com a felicidade tão perto, desperdiçamos a oportunidade de desfrutá-la. As horas são abençoadas oportunidades de aprendizado e alegria. Embora se repitam incessantemente, os minutos nunca são os mesmos, e as circunstâncias mudam a cada segundo. A cada hora, temos sessenta minutos para encontrar motivos de felicidade. Basta que prestemos muita atenção em cada um deles, sem esquecer que nossa atenção deve voltar-se para as coisas positivas. Ah, e elas são muitas! Pense nisso, mas pense agora.

O DIFERENCIAL
4 Jun 20264:06EP 103

O DIFERENCIAL

No mundo em que vivemos, repleto de mídias e padrões sociais, ser diferente é quase ser um estranho. Não estamos falando aqui da falta de inclusão de pessoas com deficiências físicas ou síndromes. Estamos falando daquela pessoa que opta por não ser igual apenas para se encaixar. Daquela pessoa que pensa diferente. Daquela pessoa que não quer ser apenas mais uma, mas única. Afinal, o que é um diferencial? Na matemática, é uma diferença pequeníssima, conhecida como infinitesimal. No carro, é um dispositivo mecânico indispensável. No dicionário, é algo singular e único. Como podemos perceber, o diferencial é aquilo que nos torna indivíduos. Muitas empresas, quando estão recrutando novos candidatos, perguntam: "Qual é o seu diferencial?". E a pessoa, timidamente, responde aquilo que acredita que o recrutador quer ouvir: — Ah, eu tenho boa comunicação. — Tenho formação acadêmica. — Sou especializado em determinada área. Mas por que escondemos a verdade? Por que não falamos sobre o nosso verdadeiro diferencial? Será que é por vergonha das nossas estranhas manias, que, na verdade, são apenas expressões da nossa individualidade? Todos nós, seres humanos, temos as nossas próprias carências, frustrações e dificuldades. Tentar preencher expectativas criadas pela sociedade, onde o indivíduo precisa se sujeitar a um mundo ordeiro e alienado, gera conflitos e expectativas irreais, levando-nos, muitas vezes, à depressão. "Eu preciso de mais seguidores." "Preciso postar o Reels do momento." "Preciso do mais novo modelo de celular lançado." "Nas rodas de amigos, preciso beber muito para fazer parte do grupo." Essa obsessão e essa angústia por sermos aceitos pelo coletivo pairam constantemente sobre nós. E, aos poucos, dia após dia, vamos nos perdendo. Vamos perdendo o nosso diferencial. Não se perca tentando viver em um ambiente que não lhe traz felicidade, onde não aceitam seus defeitos, suas peculiaridades e suas manias. Respeite, valorize e apoie a sua singularidade, pois é dela que se constituem a nossa originalidade e a nossa unicidade. São as nossas manias e os nossos defeitos que nos distinguem entre tantas outras pessoas. É o somatório das características intrínsecas que compõem a alma humana. E, da próxima vez que alguém lhe perguntar qual é o seu diferencial, que você possa responder: "Sou diferente porque aprendo quando erro." "Sou diferente porque amo cantar alto, mesmo desafinado." "Ou quem sabe, sou diferente porque falo sozinho as ideias mais mirabolantes, excêntricas e criativas que me vêm à mente." O diferencial é indispensável para que não percamos a nossa individualidade. Seja distinto. Seja extraordinário. Seja, simplesmente, você. Pense nisso, mas pense agora.

SEJA VOCÊ MESMO
3 Jun 20262:30EP 102

SEJA VOCÊ MESMO

Desde muito cedo, somos ensinados a disfarçar e mascarar os nossos sentimentos e a nossa personalidade. Na maioria das vezes, não temos a oportunidade de desenvolver ou seguir as nossas intuições e manias. Passamos horas tentando convencer a nós mesmos de que está tudo bem e de que isso é para o nosso próprio bem. Para piorar ainda mais, comparamos as nossas realizações e os nossos progressos com os de todos ao nosso redor. Então, aprendemos que é mais importante parecer bem-sucedidos em relação aos outros do que nos sentirmos animados ou realizados com os nossos próprios sucessos e sonhos. É doloroso e estressante sentir que estamos vivendo uma mentira, dizendo o que as outras pessoas querem ouvir e fazendo coisas que realmente não queremos apenas para agradar alguém. Mas por que fazemos isso? Por que não vivemos intensamente? Por que não dizemos não às coisas que não nos agradam? Por que não podemos ser ousados, livres e selvagens? Afinal, Deus nos deu a vida para ser vivida. Temos que aprender a ser fiéis a nós mesmos, aprender a dizer não às situações que nos incomodam e sermos honestos conosco. Pode ser difícil. Afinal, passamos anos disfarçando e mascarando nossos sentimentos e nossa personalidade. Acostumamo-nos a ser infiéis a nós mesmos. Mas precisamos nos libertar para podermos começar a viver. Então, desprenda-se de tudo o que está te prendendo a uma mentira. Retire todas essas camadas de medo e condicionamento e seja fiel a você mesmo. Quando isso acontecer, aprenderemos a viver livres e intensamente. Pense nisso, mas pense agora.

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