Capa de PENSE NISSO

PODCAST · 3191 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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Episódios

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Você lembrará...
9 Jul 20144:09EP 63

Você lembrará...

Quando os cabelos nevados lhe aureolarem a face...<br /> <br /> Quando os dias se fizerem frios, porque a g&eacute;lida solid&atilde;o faz presen&ccedil;a ao seu lado...<br /> <br /> Quando seus dias se fizerem de insistente saudade, voc&ecirc; lembrar&aacute;...<br /> <br /> Lembrar&aacute; das tardes quentes, quando levava a passear os pequenos e havia risos de alegria, lambuzeira de sorvete e pipocas espalhadas pelo carro.<br /> <br /> Recordar&aacute; das brincadeiras dos meninos, usando a mangueira do jardim para se molharem uns aos outros.<br /> <br /> Lembrar&aacute; de sua voz recomendando menos bagun&ccedil;a, economia de &aacute;gua, de energia el&eacute;trica...<br /> <br /> Lembrar&aacute; das m&atilde;os pequeninas que mexiam em sua orelha, enquanto os olhinhos tentavam se fechar, entregando-se ao sono.<br /> <br /> Lembrar&aacute; do ursinho de pel&uacute;cia, de olhos grandes, deixado no banco de tr&aacute;s de seu carro, acompanhando-o em viagem de neg&oacute;cios, em visitas a clientes.<br /> <br /> O ursinho que ficava ali, sempre &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o, aguardando o retorno de seu dono, ao final do dia.<br /> <br /> Lembrar&aacute; do lanche da tarde, das visitas inesperadas portando sorrisos e flores; das festas surpresas nos anivers&aacute;rios; das cartas que chegavam com perfume de lembrei de voc&ecirc;; das viagens com os amigos; dos amores, dos afagos, das l&aacute;grimas de emo&ccedil;&atilde;o e contentamento.<br /> <br /> Voc&ecirc; lembrar&aacute;...<br /> <br /> Tudo passar&aacute; no caleidosc&oacute;pio das mem&oacute;rias, trazendo-lhe ao cora&ccedil;&atilde;o ternura e saudade.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Pense nisso, nos dias que vive e aproveite ao m&aacute;ximo o alimento do afeto, da presen&ccedil;a, da alegria.<br /> <br /> Mantenha a apar&ecirc;ncia jovial, embora o tempo teime em lhe colocar fios de prata nos cabelos e rugas na face.<br /> Conserve o sorriso espont&acirc;neo e claro, mesmo que a alma esteja em trajes de luto.<br /> <br /> Memorize os momentos felizes e arquive tudo no canto mais privilegiado de sua mente.<br /> <br /> N&atilde;o esque&ccedil;a nenhum detalhe: o dia cheio de luz ou a chuva insistente; as roupas coloridas, o bon&eacute; levado pelo vento; os risos, o machucado, o aconchego dos pequenos em seu colo; o adormecer cansado em seus bra&ccedil;os, ap&oacute;s as horas de corrida e travessuras pelo parque; o cheirinho de beb&ecirc;, o perfume do xampu, os cabelos escovados ou despenteados, rebeldes, jogados aos ombros.<br /> <br /> Observe tudo. Grave tudo. Um dia, quando a solid&atilde;o se sentar ao seu lado, esses detalhes, essas pequenas-grandes coisas lhe far&atilde;o companhia.<br /> <br /> Voc&ecirc; as retirar&aacute;, uma a uma, do ba&uacute; de mem&oacute;rias e alimentar&aacute; as suas horas, para continuar a ser feliz, como hoje o &eacute;.<br /> <br /> E talvez nem se d&ecirc; conta do quanto &eacute; feliz.<br /> <br /> Preparando a felicidade do seu amanh&atilde;, voc&ecirc; acabar&aacute; por descobrir, ainda hoje, o quanto &eacute; feliz.<br /> <br /> Pense nisso... E aja agora.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso. Ed. Fep.<br /> Em 03.08.2012<br />

Grandeza da renúncia
7 Jul 20144:34EP 61

Grandeza da renúncia

Alberto D&uuml;rer, o excelente pintor alem&atilde;o, antes de ser famoso, necessitando estudar, combinou com um jovem amigo, igualmente artista, sobre a necessidade de procurarem um n&uacute;cleo de maior cultura.<br /> <br /> Mudariam de cidade para que ambos pudessem aprimorar seu estilo.<br /> <br /> Porque n&atilde;o dispusessem de um mecenas, ou seja, um financiador ou padrinho que os ajudasse, estabeleceram um plano: um trabalharia como lavador de pratos, enquanto o outro iria estudar pintura.<br /> <br /> Assim, com a venda dos primeiros quadros, o que trabalhava passaria tamb&eacute;m a estudar.<br /> <br /> Chegando ao local pretendido, Alberto afirmou: Eu me dedicarei ao trabalho de lavar pratos. Contudo, o companheiro respondeu: N&atilde;o. Eu sou mais velho e j&aacute; tenho emprego no restaurante.<br /> <br /> Dessa forma, gra&ccedil;as &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o do amigo, D&uuml;rer come&ccedil;ou a estudar e a pintar.<br /> <br /> Depois de um tempo, Alberto reunira uma soma que permitiria que o companheiro estudasse. Ele deixou o trabalho no restaurante e se dirigiu &agrave; escola.<br /> <br /> Percebeu, por&eacute;m, que a atividade rude lhe destru&iacute;ra a sensibilidade t&aacute;ctil, desequilibrara o ritmo motor.Deu-se conta de que nunca atingiria a genialidade, ainda mais, descobrindo a qualidade superior de D&uuml;rer.<br /> <br /> Dotado de sentimentos nobres, renunciou &agrave; carreira e retornou ao trabalho de lavador de pratos.<br /> <br /> Numa noite em que D&uuml;rer voltou ao est&uacute;dio, ao abrir silenciosamente a porta, estacou na sombra, vendo pela claraboia do teto o reflexo do luar que adentrava pelo c&ocirc;modo.<br /> <br /> A luz alumiava duas m&atilde;os postas em atitude de prece.<br /> <br /> Era o amigo, ajoelhado, que rogava b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os para o companheiro triunfar na pintura.<br /> <br /> O artista, comovido ante a cena, imortalizou-a numa pequena tela, que passou &agrave; posteridade como Estudo para as m&atilde;os de um Ap&oacute;stolo, para o altar de Heller, hoje na galeria Albertina, em Viena.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> E n&oacute;s ouvintes, ser&aacute; que somos capazes de viver tal grau de ren&uacute;ncia?<br /> <br /> Em dias em que a competi&ccedil;&atilde;o nos desespera e afoga, exigindo que sejamos sempre melhores do que os outros, sen&atilde;o n&atilde;o somos ningu&eacute;m &ndash; ser&aacute; que j&aacute; descobrimos o caminho seguro da ren&uacute;ncia?<br /> <br /> A ren&uacute;ncia &eacute; a emo&ccedil;&atilde;o dos Esp&iacute;ritos superiores transformada em b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os pelo caminho dos homens.<br /> <br /> Quem renuncia estabelece, para o pr&oacute;ximo, a diretriz do futuro em clima de paz.<br /> <br /> A ren&uacute;ncia &eacute; melhor para quem a oferta.<br /> <br /> Poder ceder, quando &eacute; f&aacute;cil disputar; reconhecer o valor de outrem, quando se lhe est&aacute; ao lado, ensejando-lhe oportunidade de crescimento; ajudar sem competir, s&atilde;o express&otilde;es elevadas da ren&uacute;ncia que d&aacute; &agrave; vida um sentido de significativa grandeza.<br /> <br /> Felizes aqueles que hoje cedem para amanh&atilde; receber; os que agora doam para mais tarde enriquecer-se; os que compreendem que a verdadeira felicidade consiste em ajudar e passar, sem impor nem tomar.<br /> <br /> Quem renuncia, enfloresce a alma de paz, granjeando a gratid&atilde;o da vida pelo que recebe.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. 8, do livro Receitas de paz, pelo Esp&iacute;rito Joanna de &Acirc;ngelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal<br /> Em 04.10.2012.<br />

O rico vigilante
5 Jul 20144:15EP 60

O rico vigilante

O desejo de ser rico &eacute; bastante comum.<br /> <br /> Em geral, ele se origina do ego&iacute;smo e da vontade de gozar dos bens do mundo em regime de &oacute;cio e saciedade.<br /> <br /> Mas h&aacute; quem o justifique com a ideia de dar conforto e seguran&ccedil;a para os seus.<br /> <br /> A respeito desse sonho t&atilde;o comum, h&aacute; uma narrativa bem esclarecedora.<br /> <br /> Conta-se que um homem honrado animou-se com o prop&oacute;sito de enriquecer para beneficiar sua fam&iacute;lia.<br /> <br /> Aflito por alcan&ccedil;ar seus fins, envolveu-se em v&aacute;rias empresas.<br /> <br /> Por vinte anos consecutivos, ajuntou moeda sobre moeda, formando o patrim&ocirc;nio de alguns milh&otilde;es.<br /> <br /> Quando se deu por satisfeito, reconheceu que todos os quadros da pr&oacute;pria vida se haviam alterado.<br /> <br /> O lar, dantes simples e alegre, adquirira fei&ccedil;&atilde;o sombria.<br /> <br /> A esposa fizera-se escrava de mil obriga&ccedil;&otilde;es destinadas a matar o tempo.<br /> <br /> Os filhos cochichavam entre si a respeito da heran&ccedil;a que a morte do pai lhes reservaria.<br /> <br /> Os vizinhos, acreditando-o completamente feliz, cercaram-no de inveja e ironia.<br /> <br /> Os negociantes visitavam-no a cada instante, propondo-lhe transa&ccedil;&otilde;es criminosas ou descabidas.<br /> <br /> Servidores o bajulavam, com declarado fingimento, quando ao lado de seus ouvidos.<br /> <br /> Em raz&atilde;o de tantos dist&uacute;rbios, era compelido a transformar a resid&ecirc;ncia em uma fortaleza.<br /> <br /> Sobrava-lhe tempo, agora, para registrar as mol&eacute;stias do corpo, cada vez mais presentes.<br /> <br /> Em poucas semanas de observa&ccedil;&atilde;o, concluiu que a fortuna trancafiada no cofre era motivo de crises sem fim.<br /> <br /> A partir da&iacute;, passou a libertar suas enormes reservas.<br /> <br /> Junto dele, amigos e vizinhos passaram a ter as b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os do servi&ccedil;o e do bom &acirc;nimo.<br /> <br /> Desde o primeiro sinal de semelhante renova&ccedil;&atilde;o, a esposa fixou-o com estranheza e revolta.<br /> <br /> Os filhos odiaram-no e os pr&oacute;prios beneficiados o julgaram louco.<br /> <br /> Todavia, o milion&aacute;rio vigilante passou a possuir no domic&iacute;lio um santu&aacute;rio aberto e alegre.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Essa hist&oacute;ria pitoresca simboliza a necessidade do equil&iacute;brio na vida humana, em especial no que tange aos bens materiais.<br /> <br /> Toda riqueza que corre, &agrave; maneira das &aacute;guas cristalinas da fonte, &eacute; uma b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o viva.<br /> <br /> J&aacute; a riqueza em in&uacute;til repouso converte-se em po&ccedil;o venenoso de &aacute;gua estagnada.<br /> <br /> N&atilde;o h&aacute; l&oacute;gica em querer um rio inteiro, quando um simples copo de &aacute;gua pode saciar a sede.<br /> <br /> Os bens do mundo s&atilde;o instrumentos e n&atilde;o a finalidade do existir.<br /> <br /> Qualquer que seja a posi&ccedil;&atilde;o do homem, ele enfrenta problemas e desafios.<br /> <br /> Na busca de bens cada vez mais vastos, n&atilde;o compensa esquecer a ess&ecirc;ncia do existir.<br /> <br /> Fam&iacute;lia, amigos e a pr&oacute;pria dignidade constituem o tesouro mais importante que se pode ter.<br /> <br /> Pense nisso.Mas Pense Agora<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. 21, do<br /> livro Jesus no lar, pelo Esp&iacute;rito Neio L&uacute;cio, psicografia de Francisco C&acirc;ndido Xavier, ed. Feb.<br /> Em 01.03.2013.<br />

Antes de condenar...
4 Jul 20144:54EP 59

Antes de condenar...

Conta o escritor Stephen Covey, em um de seus livros, um fato ocorrido com ele, numa manh&atilde; de domingo, no metr&ocirc; de Nova York.<br /> <br /> As pessoas estavam calmamente lendo jornais, divagando, descansando com os olhos semicerrados. Era uma cena calma e tranq&uuml;ila.<br /> <br /> Subitamente, um homem entrou no vag&atilde;o do metr&ocirc; com os filhos. As crian&ccedil;as faziam algazarra e se comportavam mal. O clima mudou instantaneamente.<br /> <br /> O homem sentou-se ao lado de Stephen e fechou os olhos, aparentemente ignorando a situa&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> As crian&ccedil;as corriam de um lado para o outro, atiravam objetos e chegavam a puxar os jornais dos passageiros, incomodando a todos.<br /> <br /> Mesmo assim o pai n&atilde;o fazia nada.<br /> <br /> Para Stephen era quase imposs&iacute;vel evitar a irrita&ccedil;&atilde;o. Ele n&atilde;o conseguia acreditar que ele pudesse ser t&atilde;o insens&iacute;vel a ponto de deixar que seus filhos incomodassem os outros daquele jeito, sem tomar uma atitude.<br /> <br /> Dava para perceber facilmente que as demais pessoas tamb&eacute;m estavam irritadas.<br /> <br /> A certa altura, enquanto ainda conseguia manter a calma e o controle, Stephen virou-se para o homem e disse: Senhor, seus filhos est&atilde;o perturbando muitas pessoas. Ser&aacute; que n&atilde;o poderia dar um jeito neles?<br /> <br /> O homem olhou para Stephen, como se estivesse tomando consci&ecirc;ncia da situa&ccedil;&atilde;o naquele exato momento, e disse calmamente: Sim, creio que o senhor tem raz&atilde;o. Acho que deveria fazer algo. Acabamos de sair do hospital, onde a m&atilde;e deles morreu h&aacute; uma hora... Eu n&atilde;o sei o que pensar, e parece que eles tamb&eacute;m n&atilde;o sabem como lidar com isso.<br /> <br /> N&oacute;s podemos imaginar como Stephen se sentiu naquele momento...<br /> <br /> Diante da resposta inesperada, ele passou a ver a situa&ccedil;&atilde;o de um modo diferente. E como via diferente, pensava, sentia e agia de um jeito diferente.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Quantas vezes n&oacute;s vemos, sentimos e agimos de maneira oposta &agrave; que dever&iacute;amos, por n&atilde;o perceber a realidade que est&aacute; por tr&aacute;s da cena.<br /> <br /> No mundo conturbado em que vivemos, pensando quase exclusivamente em n&oacute;s pr&oacute;prios, muitas dores e gemidos ocultos passam despercebidos, e perdemos a oportunidade de ajudar, de estender a m&atilde;o.<br /> <br /> Por isso, &eacute; importante que cultivemos em n&oacute;s a sensibilidade para perceber a dor oculta e amenizar a aridez da vida ao nosso redor.<br /> <br /> Geralmente o que fazemos &eacute; condenar, sem a m&iacute;nima an&aacute;lise da realidade de quem est&aacute; passando por &aacute;rduas dificuldades.<br /> <br /> No entanto, &eacute; t&atilde;o bom quando algu&eacute;m percebe nossas dores e sofrimentos que n&atilde;o ousamos expressar...<br /> <br /> &Eacute; t&atilde;o agrad&aacute;vel quando algu&eacute;m nota que estamos atravessando momentos dif&iacute;ceis e nos oferece apoio...<br /> <br /> &Eacute; t&atilde;o confortador encontrar algu&eacute;m que leia em nossos olhos a tristeza que levamos na alma dilacerada, e nos acene com palavras de otimismo e esperan&ccedil;a...<br /> <br /> As pessoas t&ecirc;m maneiras diferentes de enfrentar o sofrimento. Umas se desesperam, outras ficam ap&aacute;ticas, muitas se tornam agressivas, algumas fogem...<br /> <br /> Por tudo isso, n&atilde;o devemos julgar a situa&ccedil;&atilde;o pelas apar&ecirc;ncias, porque podemos nos enganar.<br /> <br /> No caso do metr&ocirc;, ap&oacute;s saber o que realmente estava acontecendo com aquele pai e seus filhos, o cora&ccedil;&atilde;o de Stephen tomou-se de compaix&atilde;o.<br /> <br /> Sinto muito. Gostaria de falar sobre isso? Posso ajudar? - Essa foi a atitude daquele que estava prestes a ter um ataque de nervos.<br /> <br /> Seus sentimentos mudaram. E mudaram porque ele soube da verdade que se escondia por tr&aacute;s da aparente indiferen&ccedil;a de um pai que n&atilde;o sabia como lidar com o pr&oacute;prio sofrimento...<br /> <br /> Pensemos nisso, antes de julgarmos algu&eacute;m ou uma situa&ccedil;&atilde;o.<br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no item<br /> De dentro para fora, do livro Os 7 h&aacute;bitos das<br /> pessoas altamente eficazes, de Stephen Covey,<br /> ed. Best Seller e Franklin Covey.<br /> Em 10.06.2012.<br />

O que você quer ser quando crescer?
3 Jul 20144:47EP 58

O que você quer ser quando crescer?

Quando se &eacute; pequeno tudo o que voc&ecirc; deseja se torna mais simples do que parece.<br /> <br /> Construir o pr&oacute;prio patrim&ocirc;nio, chegar &agrave; lua, ter o emprego dos sonhos, viajar pelo mundo.<br /> <br /> O engra&ccedil;ado &eacute; que voc&ecirc; cresce e a maioria desses desejos permanece com voc&ecirc; por muito tempo.<br /> <br /> Alguns v&atilde;o continuar apenas como sonhos, outros podem at&eacute; virar realidade, mas para isso &eacute; preciso que voc&ecirc; responda &agrave; uma pequena pergunta: O que voc&ecirc; quer ser quando crescer?<br /> <br /> Astronauta? M&eacute;dico? Bombeiro?<br /> <br /> Saber esta resposta n&atilde;o ser&aacute; o fim das suas buscas e sim o seu ponto de partida para v&aacute;rias outras.<br /> <br /> &Eacute; atrav&eacute;s dela que o seu futuro come&ccedil;a a ser desempenhado, &eacute; ela que transforma o plano louco em algo totalmente poss&iacute;vel.<br /> <br /> Comigo n&atilde;o foi diferente. Assim como voc&ecirc;, eu queria o improv&aacute;vel, surpreendente, o inovador. Fazer o que ningu&eacute;m mais seria capaz de realizar, ir t&atilde;o longe que nenhuma outra pessoa pudesse me alcan&ccedil;ar. Ser o descobridor de uma nova era ou, quem sabe, de um novo tempo.<br /> <br /> Na verdade, eu queria mesmo era realizar os meus desejos.<br /> <br /> E assim como em uma brincadeira de crian&ccedil;a, conquistar tudo aquilo que parecia improv&aacute;vel. O trabalho dos sonhos, a fam&iacute;lia perfeita. E porque n&atilde;o viajar pelo espa&ccedil;o?<br /> <br /> N&atilde;o cheguei a ser astronauta, n&atilde;o fui bombeiro e muito menos m&eacute;dico, mas experimentei o novo. Comecei do zero, fiz de tudo e tudo de uma forma diferente.<br /> <br /> Servi a aerona&uacute;tica, vendi jornais, verduras e picol&eacute;. Trabalhei como ajudante na constru&ccedil;&atilde;o civil. Fui operador de produ&ccedil;&atilde;o, pintor e at&eacute; artes&atilde;o.<br /> <br /> O primeiro grande patrim&ocirc;nio n&atilde;o foi nenhum castelo, vendi muito esterco e metal. Talvez todas essas op&ccedil;&otilde;es n&atilde;o me permitiram enxergar mais longe naquele momento, mas com certeza permitiu-me ter experi&ecirc;ncia. Experimentar minha capacidsade de empreender para viver e estar a frente do tempo em que vivo.<br /> <br /> E voc&ecirc;? Tem sonhado com o qu&ecirc;? Quais os seus planos para chegar l&aacute;?<br /> <br /> Ficar parado n&atilde;o vai lhe trazer nenhum resultado inovador. N&atilde;o lamente sua sorte, n&atilde;o tenha vergonha do que faz. O trabalho &eacute; o que transforma voc&ecirc;.<br /> <br /> Posso te dar um conselho?<br /> <br /> Sonhe! Experimente! Fa&ccedil;a o novo.<br /> <br /> Busque a concretiza&ccedil;&atilde;o dos seus desejos todos os dias.<br /> <br /> Escolha fazer o que voc&ecirc; gosta e n&atilde;o apenas o que lhe tr&aacute;s dinheiro. Ele vir&aacute; naturalmente atrav&eacute;s dos seus esfor&ccedil;os. <br /> <br /> Seja fiel aos seus valores. Fa&ccedil;a com amor e seja o melhor naquilo que faz.<br /> <br /> Lembre-se: Voc&ecirc; &eacute; o &uacute;nico respons&aacute;vel pelo seu destino. Coloque-se sempre em primeiro lugar. Ame o pr&oacute;ximo na mesma propor&ccedil;&atilde;o que se ama.<br /> <br /> Somos todos capazes de ser e fazer. N&atilde;o deixe que fa&ccedil;am por voc&ecirc;. Erre. Erre de novo e atrav&eacute;s do erro ganhe experi&ecirc;ncia.<br /> <br /> N&atilde;o seja t&atilde;o duro com voc&ecirc; mesmo e quando tudo parecer dif&iacute;cil, volte a ser uma crian&ccedil;a novamente sem nenhum medo de responder a pergunta:<br /> <br /> O que voc&ecirc; quer ser quando crescer?<br /> <br /> Pense nisso, mas pense agora.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no texto de Deivison Pedroza.<br /> Em 02.01.2013.<br />

Consciência social
2 Jul 20145:30EP 57

Consciência social

Em O livro dos Esp&iacute;ritos, Allan Kardec perguntou aos S&aacute;bios do Mundo Espiritual em que consiste a miss&atilde;o dos Esp&iacute;ritos encarnados.<br /> <br /> E os Benfeitores da Humanidade responderam: em instruir os homens, em lhes auxiliar o progresso; em lhes melhorar as institui&ccedil;&otilde;es, por meios diretos e materiais.<br /> <br /> As miss&otilde;es, por&eacute;m, s&atilde;o mais ou menos gerais e importantes. O que cultiva a terra desempenha t&atilde;o nobre miss&atilde;o como o que governa, ou o que instrui.<br /> <br /> Tudo em a natureza se encadeia. Ao mesmo tempo em que o Esp&iacute;rito se depura pela encarna&ccedil;&atilde;o, concorre, dessa forma, para a execu&ccedil;&atilde;o dos des&iacute;gnios da Provid&ecirc;ncia.<br /> <br /> Cada um tem neste mundo a sua miss&atilde;o, porque todos podem ter alguma utilidade.<br /> <br /> Caros ouvintes, Ca da um tem a sua parcela de responsabilidade na constru&ccedil;&atilde;o de um mundo melhor.<br /> <br /> Por essa raz&atilde;o, &eacute; importante perguntar a n&oacute;s mesmos o que estamos fazendo para melhorar as institui&ccedil;&otilde;es terrenas e fomentar o progresso geral.<br /> <br /> Em pleno s&eacute;culo XXI ainda h&aacute; pessoas que pensam que os problemas sociais s&atilde;o de responsabilidade exclusiva dos governos e lavam as m&atilde;os.<br /> <br /> H&aacute; empres&aacute;rios que, alegando desonestidade por parte dos governantes, sonegam impostos.<br /> <br /> Apesar de nada justificar a sonega&ccedil;&atilde;o, &eacute; preciso perguntar se eles assumem para si mesmos a responsabilidade de investir o montante sonegado em favor da sociedade da qual se beneficiam.<br /> <br /> Se destinam o valor deixado de recolher aos cofres p&uacute;blicos para custear o ensino de crian&ccedil;as e jovens carentes, a fim melhorar a condi&ccedil;&atilde;o social da sua localidade.<br /> <br /> Ou se deixam de pagar impostos apenas para enriquecer os pr&oacute;prios bolsos, usando a desculpa de que o governo n&atilde;o faz.<br /> <br /> Ter consci&ecirc;ncia social &eacute; estar atento &agrave;s necessidades dos cidad&atilde;os que est&atilde;o sobre os palcos da Terra, neste cen&aacute;rio do qual tamb&eacute;m fazemos parte.<br /> <br /> Ter consci&ecirc;ncia social &eacute; descobrir aqueles que j&aacute; atuam em organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais, ou outra iniciativa qualquer, movendo esfor&ccedil;os em favor de um mundo melhor e se somar a eles.<br /> <br /> Ter consci&ecirc;ncia social l&uacute;cida &eacute; contribuir de forma efetiva e sem interesse oculto, com todas as a&ccedil;&otilde;es nobres, n&atilde;o importando se s&atilde;o iniciativas de religiosos ou de ateus.<br /> <br /> Ter consci&ecirc;ncia social &eacute; deixar de criticar governos e institui&ccedil;&otilde;es e fazer a sua parte para a melhoria da situa&ccedil;&atilde;o do seu lar, da sua rua, do seu bairro, da sua cidade, do seu Estado, do seu pa&iacute;s, do seu planeta.<br /> <br /> Somos todos habitantes do planeta. Estamos todos nessa mesma embarca&ccedil;&atilde;o chamada Terra.<br /> <br /> Precisamos nos comprometer com a melhoria das institui&ccedil;&otilde;es de um modo geral. Seja essa institui&ccedil;&atilde;o o nosso lar ou o lar do vizinho. Seja o nosso pa&iacute;s ou o pa&iacute;s vizinho.<br /> <br /> Nossa ra&ccedil;a deve ser a ra&ccedil;a humana. Nossa nacionalidade deve ser a Terra.<br /> <br /> Nossa paternidade deve ser o universo. Nossos irm&atilde;os devem ser todos os homens do planeta.<br /> <br /> Para que cumpramos a miss&atilde;o que nos foi confiada, &eacute; preciso olhar o mundo com mais abrang&ecirc;ncia, abandonando essa forma m&iacute;ope de ver o mundo como se o mundo fosse apenas eu com meus pr&oacute;prios interesses.<br /> <br /> Pensemos nisso e dilatemos a nossa aten&ccedil;&atilde;o. Fa&ccedil;amos um pacto conosco mesmos e coloquemos m&atilde;os &agrave; obra.<br /> <br /> A obra que nos cabe executar no cumprimento da miss&atilde;o que o Universo nos confiou.<br /> <br /> &Eacute; para isso que estamos aqui. Foi por isso que nascemos neste aben&ccedil;oado planeta.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> Voc&ecirc; n&atilde;o &eacute; uma pedra solta, no leito do rio do destino, a rolar incessantemente. Voc&ecirc; tem uma meta que o aguarda e que alcan&ccedil;ar&aacute;.<br /> <br /> Em sua origem voc&ecirc; &eacute; luz avan&ccedil;ando para a Grande Luz.<br /> <br /> S&oacute; h&aacute; sombras porque voc&ecirc; ainda n&atilde;o se disp&ocirc;s a movimentar os poderosos geradores de energia adormecida no seu interior.<br /> <br /> Pense nisso e comece agora a fazer luz na pr&oacute;pria caminhada e, por conseguinte, espalhando luz ao seu redor.<br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no item 573, de<br /> O livro dos Esp&iacute;ritos, de Allan Kardec, ed. Feb e no cap. 11 do<br /> livro Momentos de consci&ecirc;ncia, pelo Esp&iacute;rito Joanna de &Acirc;ngelis,<br /> psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal. <br /> Em 11.06.2014.<br />

Preconceito
1 Jul 20145:03EP 56

Preconceito

Aconteceu num voo da British Airways entre Johanesburgo, na &Aacute;frica, e Londres, na Inglaterra.<br /> <br /> Uma senhora branca, de uns cinquenta anos, senta-se ao lado de um negro.<br /> <br /> Visivelmente perturbada, ela chama a comiss&aacute;ria de bordo.<br /> <br /> Qual &eacute; o problema? - Pergunta a mo&ccedil;a.<br /> <br /> Mas, voc&ecirc; n&atilde;o est&aacute; vendo? - Responde a senhora. Voc&ecirc; me colocou ao lado de um negro. Eu n&atilde;o consigo ficar ao lado de gente desta classe. Quero que voc&ecirc; me d&ecirc; outro assento.<br /> <br /> Por favor, acalme-se. Quase todos os lugares deste voo est&atilde;o tomados. Vou ver se h&aacute; algum lugar dispon&iacute;vel.<br /> <br /> A comiss&aacute;ria se afasta e volta alguns minutos depois.<br /> <br /> Minha senhora, como eu suspeitava, n&atilde;o h&aacute; nenhum lugar vago na classe econ&ocirc;mica. Conversei com o comandante e ele me confirmou que n&atilde;o h&aacute; mais lugar na classe executiva. Entretanto, ainda temos um assento na primeira classe.<br /> <br /> Antes que a senhora pudesse fazer qualquer coment&aacute;rio ou esbo&ccedil;ar um gesto, a comiss&aacute;ria continuou:<br /> <br /> &Eacute; totalmente in&eacute;dito o fato de a companhia conceder um assento de primeira classe a algu&eacute;m da classe econ&ocirc;mica.<br /> Contudo, dadas as circunst&acirc;ncias, o comandante considerou que seria verdadeiramente vergonhoso algu&eacute;m ser obrigado a se sentar ao lado de uma pessoa intrat&aacute;vel.<br /> <br /> E, dirigindo-se ao senhor negro que, at&eacute; aquele momento ficara sempre calado, ouvindo as agress&otilde;es da senhora, que parecia t&atilde;o distinta, a comiss&aacute;ria complementou:<br /> <br /> Senhor, se for de sua vontade, fa&ccedil;a o favor de apanhar os seus pertences e me acompanhar. Eu o encaminharei para um assento na primeira classe, que est&aacute; &agrave; sua espera.<br /> <br /> E todos os passageiros ao redor, que acompanhavam a cena, muito chocados, levantaram-se e bateram palmas.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> O preconceito &eacute; pr&oacute;prio dos orgulhosos. Expressa, em verdade, a estreiteza de vis&atilde;o da criatura.<br /> <br /> Todos os seres humanos s&atilde;o formados dos mesmos elementos. T&ecirc;m as mesmas necessidades, como seja de comer, beber, dormir, amar e sonhar.<br /> <br /> N&atilde;o h&aacute;, pois, motivo algum para que algu&eacute;m se julgue mais importante ou superior a quem quer que seja.<br /> <br /> Qual a import&acirc;ncia da cor da pele? Se apagarmos as luzes de uma sala cheia de pessoas e nos tocarmos no escuro, saberemos distinguir os brancos dos negros e esses dos amarelos?<br /> <br /> Se cheg&aacute;ssemos em uma aldeia ind&iacute;gena, onde os seus componentes jamais tivessem visto um homem branco, eles nos estranhariam. Reclamariam da palidez da nossa pele e ser&iacute;amos ali um elemento muito diferente.<br /> <br /> Que se diria se, em um canteiro de rosas vi&ccedil;osas, abertas, perfumadas, as de cor vermelha, aveludadas, desprezassem as amarelas? N&atilde;o achar&iacute;amos grande tolice?<br /> <br /> Pois o mesmo se aplica aos seres humanos.<br /> <br /> * * *<br /> <br /> A &uacute;nica superioridade que devemos perseguir, com ardor, &eacute; a superioridade moral.<br /> <br /> Ela nos conferir&aacute; fraternidade, amor e justi&ccedil;a, afastando de n&oacute;s todo preconceito, ego&iacute;smo e orgulho, porque nos elevar&aacute; &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de verdadeiros filhos de Deus.<br /> <br /> <br /> Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no<br /> artigo Racismo, de autoria desconhecida.<br /> Em 5.9.2012.<br />

Nada tocando
PENSE NISSO
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