Capa de PENSE NISSO

PODCAST · 3191 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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BARBEIROS NÃO EXISTEM
12 Set 20142:48EP 103

BARBEIROS NÃO EXISTEM

&nbsp;BARBEIROS N&Atilde;O EXISTEM!<br /> \n<br /> \nConta-se que, um dia, um homem foi &agrave; barbearia para cortar os cabelos e, enquanto o barbeiro o atendia, ambos mantinham uma conversa animada.<br /> \nFalavam de muitas coisas, at&eacute; que o homem resolveu falar da vida e, para explic&aacute;-la, falou a respeito de Deus.<br /> \nO barbeiro, homem muito incr&eacute;dulo, come&ccedil;ou a contestar a exist&ecirc;ncia de Deus e falou:<br /> \nDeixe disso, meu caro! Deus n&atilde;o existe!<br /> \nE por qu&ecirc;? Perguntou o homem.<br /> \nOra, se Deus existisse n&atilde;o haveria tantos miser&aacute;veis passando fome! Olhe &agrave; sua volta e veja quanta tristeza. &Eacute; s&oacute; andar pelas ruas e enxergar!<br /> \nBem, se essa &eacute; a sua maneira de pensar, eu a respeito.<br /> \nSim, claro. Falou rapidamente o barbeiro.<br /> \nO homem pagou o corte e ia saindo, quando avistou um maltrapilho com longos e feios cabelos, barba desgrenhada, suja, abaixo do pesco&ccedil;o.<br /> \nN&atilde;o se conteve, deu meia volta e falou ao barbeiro:<br /> \nSabe de uma coisa? N&atilde;o acredito em barbeiros! Barbeiros n&atilde;o existem.<br /> \nComo assim? Perguntou surpreso o descrente.<br /> \nSim, falou o homem, se existissem barbeiros n&atilde;o haveria pessoas de cabelos e barbas compridas!<br /> \nOra, existem tais pessoas porque evidentemente n&atilde;o v&ecirc;m a mim!<br /> \nQue bom! Disse o homem. Agora voc&ecirc; entendeu.<br /> \n* * *<br /> \nSe o fato de existirem pessoas passando fome, enfrentando dificuldades, sofrimentos, dores fosse suficiente para provar que Deus n&atilde;o existe, estar&iacute;amos observando a realidade de um ponto de vista muito estreito.<br /> \nA exist&ecirc;ncia de Deus &eacute; uma verdade subjetiva, e como tal, deve ser buscada com a raz&atilde;o e o sentimento.<br /> \nCada pessoa pode encontrar Deus de maneira diferente, mas existe uma condi&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica: &eacute; preciso busc&aacute;-Lo com firme desejo de encontr&aacute;-Lo.<br />

UM SABIO CONSELHO
10 Set 20143:32EP 102

UM SABIO CONSELHO

&nbsp;Um s&aacute;bio conselho<br /> \n<br /> \n<br /> \nGeralmente as pessoas gostam de dar conselhos, mas nem sempre s&atilde;o conselhos dignos de serem seguidos.<br /> \nNo entanto, com aquele jovem m&eacute;dico foi diferente.<br /> \nQuase ao t&eacute;rmino da festa de sua formatura, um de seus professores se aproximou, colocou a m&atilde;o sobre seu ombro, e lhe disse:<br /> \nMeu filho, vou lhe dar um conselho. Sempre que voc&ecirc; for receitar um rem&eacute;dio para um paciente, pergunte-se primeiro: &quot;Eu tomaria esse rem&eacute;dio? Eu o daria para minha esposa, minha m&atilde;e, meu pai? Receitaria para um filho ou um irm&atilde;o?&quot; Se a resposta for sim, ent&atilde;o pode prescrever a medica&ccedil;&atilde;o e guardar a consci&ecirc;ncia tranquila.<br /> \nBom seria que cada formando, ao deixar a Universidade, recebesse um conselho desses e o seguisse na sua vida profissional.<br /> \nSe engenheiros e arquitetos se perguntassem sempre, antes de fazer um projeto, se morariam naquele edif&iacute;cio ou casa, se colocariam um ente querido para morar no seu interior;<br /> \nse o fabricante desse ou daquele produto usasse o mesmo crit&eacute;rio, e jamais colocasse em circula&ccedil;&atilde;o mercadorias que n&atilde;o deseja para si nem para os seus, n&atilde;o ter&iacute;amos reclama&ccedil;&otilde;es de consumidores;<br /> \nse pol&iacute;ticos, advogados, magistrados refletissem sobre suas a&ccedil;&otilde;es, perguntando-se se as aplicariam a si mesmos ou aos seus amores, ter&iacute;amos uma sociedade bem melhor e mais justa;<br /> \nse os professores, enfermeiros, farmac&ecirc;uticos fizessem o mesmo, o mundo seria melhor.<br /> \nSe os governantes, antes de fazer a guerra, se perguntassem se iriam para a frente de batalha, se mandariam a sua m&atilde;e, seu filho, sua esposa, seus mais diletos amigos, certamente optariam pela diplomacia.<br /> \nEnfim, se todos os indiv&iacute;duos, em qualquer atividade que desempenhem agissem sempre tendo por base fazer aos outros o que aceitariam de bom grado para si mesmos, n&atilde;o haveria viol&ecirc;ncia, injusti&ccedil;a, desamor...<br /> \nA solu&ccedil;&atilde;o de todos os problemas da Humanidade num preceito t&atilde;o simples e f&aacute;cil de entender...<br /> \nNo entanto, poucos est&atilde;o dispostos a lan&ccedil;ar m&atilde;o desse recurso.<br /> \nE sabe por qu&ecirc;?<br /> \nPorque precisaria derrotar os vil&otilde;es mais poderosos que ainda habitam o cora&ccedil;&atilde;o do homem: o orgulho e o ego&iacute;smo.<br /> \nMas voc&ecirc;, que deseja construir um mundo mais feliz e mais justo, pode fazer a sua parte sem se preocupar com aqueles que ainda se comprazem na explora&ccedil;&atilde;o dos semelhantes.<br /> \nPois voc&ecirc; s&oacute; responder&aacute; pelos pr&oacute;prios atos, perante sua pr&oacute;pria consci&ecirc;ncia e de mais ningu&eacute;m.<br /> \nPense nisso, e fa&ccedil;a a sua parte no exerc&iacute;cio da sua profiss&atilde;o, seja ela qual for.<br />

O VELHO PROBLEMA DAS DROGAS
9 Set 20144:31EP 101

O VELHO PROBLEMA DAS DROGAS

&nbsp;O velho problema das drogas<br /> \n<br /> \nH&aacute; algum tempo, certa emissora de r&aacute;dio levou ao ar uma s&eacute;rie de reportagens sobre o velho problema das drogas.<br /> \nV&aacute;rios profissionais da &aacute;rea foram ouvidos e, infelizmente, pelas considera&ccedil;&otilde;es feitas, ficou entendido que grande parte da responsabilidade pelo uso de drogas, na adolesc&ecirc;ncia, recai sobre os ombros dos pais.<br /> \nO que geralmente acontece &eacute; que os pais n&atilde;o observam algumas no&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas para se formar um indiv&iacute;duo consciente das suas responsabilidades e resistente ao apelo das drogas.<br /> \nPensando em fazer o melhor, os pais come&ccedil;am por isentar os filhos de qualquer obriga&ccedil;&atilde;o.<br /> \nPara poup&aacute;-los, executam as tarefas que lhes dizem respeito.<br /> \nQuando os filhos s&atilde;o pequenos os pais se desdobram para fazer tudo, providenciar para que nada lhes falte e para que n&atilde;o tenham que enfrentar frustra&ccedil;&otilde;es nem quaisquer dificuldades.<br /> \nQuando a crian&ccedil;a come&ccedil;a sua jornada na escola, os pais as acompanham, carregam a sua mochila e, alguns at&eacute; fazem as li&ccedil;&otilde;es de casa para poupar poss&iacute;veis reprimendas de seus mestres.<br /> \nAssim a crian&ccedil;a vai crescendo num mundo de ilus&otilde;es, pois essa n&atilde;o &eacute; a realidade que ter&atilde;o que enfrentar logo mais, quando tiverem que caminhar com as pr&oacute;prias pernas.<br /> \n&Eacute; evidente que essa crian&ccedil;a, quando chegar na adolesc&ecirc;ncia, n&atilde;o ter&aacute; estrutura nenhuma.<br /> \nDiante da primeira dificuldade ficar&aacute; vulner&aacute;vel como uma flor de estufa aos primeiros golpes do vento.<br /> \nEla n&atilde;o aprendeu a suportar frustra&ccedil;&otilde;es, pois os pais as evitaram o quanto puderam. Ela nunca teve nenhuma responsabilidade a lhe pesar sobre os ombros.<br /> \nEssas crian&ccedil;as n&atilde;o est&atilde;o preparadas para pensar, nem para sair de dificuldades, nem para resolver problemas. Sempre esperam que algu&eacute;m resolva tudo por elas, pois essa foi a li&ccedil;&atilde;o que receberam dos pais ou respons&aacute;veis.<br /> \nAfinal de contas, quem &eacute; que pode passar pelo mundo isento de dificuldades?<br /> \nIsso &eacute; imposs&iacute;vel, em se tratando do nosso mundo.<br /> \nE o problema est&aacute; justamente quando a crian&ccedil;a, agora adolescente, sofre seu primeiro solavanco, que pode at&eacute; n&atilde;o ser t&atilde;o grave, mas &eacute; suficiente para abalar sua estrutura fr&aacute;gil, agora longe do olhar vigilante dos pais.<br /> \n&Eacute; preciso que os pais repensem essa forma de amor sem racioc&iacute;nio, esse amor permissivo, bajulador e sem consist&ecirc;ncia.<br /> \n&Eacute; preciso permitir que os filhos andem com as pr&oacute;prias pernas, amparando-os sempre, mas deixando-os fortalecer os pr&oacute;prios m&uacute;sculos.<br /> \n&Eacute; preciso deix&aacute;-los enfrentar pequenas frustra&ccedil;&otilde;es, como n&atilde;o ganhar o brinquedo igual ao do filho do vizinho, por exemplo.<br /> \nAssim, se voc&ecirc; &eacute; pai ou m&atilde;e e tem interesse em manter seu filho longe das drogas, pense com carinho a respeito das recomenda&ccedil;&otilde;es que lhe chegam.<br /> \nE, acima de tudo, doe muito amor e aten&ccedil;&atilde;o aos seus pequenos pois quem ama, verdadeiramente, ensina a viver e n&atilde;o faz sombra para impedir o crescimento dos seus amores.<br /> \n* * *<br /> \nSe voc&ecirc; quer que seu filho tenha os p&eacute;s no ch&atilde;o, coloque responsabilidades sobre seus ombros.<br /> \nSe voc&ecirc; quer que seu filho resista aos vendavais da exist&ecirc;ncia e ao convite mortal das drogas, permita que ele firme suas ra&iacute;zes bem fundo, mesmo que para isso tenha que se dobrar de vez em quando, como faz a pequena &aacute;rvore enquanto seu tronco est&aacute; em forma&ccedil;&atilde;o.<br /> \nPense nisso, mas, pense agora!<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base <br /> \nno artigo publicado no site da Federa&ccedil;&atilde;o Esp&iacute;rita do Paran&aacute;.<br />

O ESSENCIAL
8 Set 20144:08EP 100

O ESSENCIAL

&nbsp; O ESSENCIAL<br /> \n<br /> \n<br /> \nA mulher entrou no consult&oacute;rio do psicoterapeuta e se sentou. Antes de come&ccedil;ar a falar, j&aacute; chorava.<br /> \n<br /> \nQuando finalmente conseguiu parar de solu&ccedil;ar, disse: Estou sozinha. Meu marido me largou h&aacute; dois meses. Viajei, pensando que esqueceria, mas n&atilde;o consigo esquecer.<br /> \n<br /> \nEle &eacute; um ingrato. Afinal, eu lhe dei os melhores anos de minha vida. Eu lhe dei filhos lindos. Eles sempre estavam prontos, bem vestidos e penteados, com as mochilas &agrave;s costas, na hora de ir para a escola.<br /> \n<br /> \nSempre tive a refei&ccedil;&atilde;o pronta quando ele chegava, n&atilde;o importando a hora. Sempre recebi os amigos dele. Sempre fui a todos os lugares com ele, mesmo que n&atilde;o gostasse. Sempre sorri, para que todos soubessem que ele tinha uma esposa feliz.<br /> \n<br /> \nDei-lhe uma casa maravilhosa. Nunca permiti que existisse p&oacute; sobre os m&oacute;veis. Sempre tive o m&aacute;ximo de cuidado com os len&ccedil;&oacute;is para que estivessem brancos, bem passados, perfumados.<br /> \n<br /> \nE agora, isso! Ele conheceu uma mocinha no escrit&oacute;rio, se apaixonou por ela e me deixou.<br /> \n<br /> \nO psicoterapeuta olhou para ela e lhe perguntou: E o que &eacute; que voc&ecirc; deu de voc&ecirc; para ele?<br /> \n<br /> \nEla n&atilde;o entendeu. Sim, durante anos ela o servira como cozinheira, arrumadeira, bab&aacute; dos filhos dele. Mas nunca se lembrara de que era a esposa, a companheira, a amiga.<br /> \n<br /> \n* * *<br /> \n<br /> \nNaturalmente, ter a casa arrumada, len&ccedil;&oacute;is limpos, crian&ccedil;as alinhadas e prontas &eacute; importante. Mas n&atilde;o &eacute; tudo. Mesmo porque, algumas dessas tarefas podem ser delegadas a terceiros. <br /> \n<br /> \nUma refei&ccedil;&atilde;o pode ser conseguida em um restaurante, roupas limpas na lavanderia, a casa pode ser limpa pela faxineira.<br /> \n<br /> \nMas o carinho de uma esposa n&atilde;o se compra. Espera-se, simplesmente, como a esposa aguarda o do marido.<br /> \n<br /> \nMais importante do que a casa sem p&oacute;, &eacute; um sorriso e um abra&ccedil;o de ternura quando os dois se encontram.<br /> \n<br /> \nMais importante do que o tapete exatamente no lugar e todos os enfeites bem dispostos sobre os m&oacute;veis, &eacute; uma m&atilde;o que aperta a outra com for&ccedil;a.<br /> \n<br /> \n&Eacute; a companhia agrad&aacute;vel de quem se senta ao lado, olha nos olhos e descobre que o outro teve um dia terr&iacute;vel.<br /> \n<br /> \nUm confia ao outro as suas dificuldades e suas ansiedades, encontrando aconchego m&uacute;tuo.<br /> \n<br /> \nAmar &eacute; dar-se, &eacute; confiar. Olhar juntos para os filhos que crescem e v&atilde;o se tornando independentes.<br /> \n<br /> \n* * *<br /> \n<br /> \nLembre-se: o mais importante s&atilde;o as pessoas. De que adianta a casa, o carro, as joias, se n&atilde;o houver pessoas para partilhar com voc&ecirc;?<br /> \n<br /> \nEntre as pessoas existem aquelas que dependem do nosso afeto. Por isso, n&atilde;o se canse de amar.<br /> \n<br /> \nOlhe para as pessoas. Preste aten&ccedil;&atilde;o nas suas palavras, gestos, olhares, sentimentos. Em especial aquelas que compartilham com voc&ecirc; do mesmo teto, pois s&atilde;o as que mais necessitam do seu amor.<br /> \nPense Nisso!<br /> \n<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. &Eacute; a&iacute; que est&aacute; a<br /> \nluz (a busca do ser), do livro Vivendo, amando e aprendendo, de Leo<br /> \nBuscaglia, ed. Nova era.<br />

NOSSA VIDA PONTO COM
6 Set 20143:44EP 99

NOSSA VIDA PONTO COM

&nbsp;NOSSA VIDA PONTO COM<br /> \n<br /> \nA cena &eacute; comum nos dias de hoje: reuni&otilde;es sociais e profissionais, nas quais as pessoas ficam grande parte do tempo conectadas aos seus telefones m&oacute;veis.<br /> \nQuando chegam aos lugares, v&atilde;o logo depositando &agrave; mesa o acess&oacute;rio e a partir da&iacute;, fica dividida a aten&ccedil;&atilde;o. &Eacute; um olho no ambiente e outro na tela do aparelho.<br /> \nParece at&eacute; que tem um poder magn&eacute;tico, pois as pessoas s&atilde;o capazes de olhar mais para ele do que umas para as outras.<br /> \nEstando sozinhos, a impress&atilde;o que se tem &eacute; que o referido instrumento &eacute; capaz de fazer companhia ao indiv&iacute;duo, substituindo a presen&ccedil;a f&iacute;sica de um amigo.<br /> \nQuando funcionavam simplesmente como telefones n&atilde;o eram t&atilde;o invasivos, mas hoje o seu uso est&aacute; muito ampliado. Na &acirc;nsia de nos mantermos conectados com o mundo, por vezes, nos esquecemos de quem est&aacute; ao nosso lado.<br /> \nPriorizamos a necessidade de receber uma not&iacute;cia importante, de enviar ou receber alguma mensagem ou fazer consulta para esclarecer d&uacute;vidas.<br /> \nS&atilde;o os novos h&aacute;bitos sociais.<br /> \nInfelizmente, eles partem as pessoas ao meio. Metade do indiv&iacute;duo fica presente e a outra metade fica ligada ao aparelho e a tudo que ele proporciona.<br /> \nTemos consci&ecirc;ncia de que todo progresso tecnol&oacute;gico, quando empregado para o bem, traz alegria e conforto &agrave; humanidade.<br /> \nS&atilde;o muitas as facilidades que essa nova tecnologia nos possibilita e abrir m&atilde;o delas est&aacute; fora de quest&atilde;o.<br /> \nA reflex&atilde;o &eacute; no sentido de utiliz&aacute;-la da forma mais conveniente, com modera&ccedil;&atilde;o e respeito aos que nos cercam.<br /> \nN&atilde;o deixemos jamais de valorizar a companhia de quem est&aacute; ao nosso lado, de olhar nos olhos durante um di&aacute;logo, de escutar o outro com aten&ccedil;&atilde;o, de se fazer presente e curtir o momento em que estamos vivendo essa ou aquela situa&ccedil;&atilde;o.<br /> \nOs momentos passam e n&atilde;o voltam. Todos eles s&atilde;o importantes para fortalecer os v&iacute;nculos afetivos que existem nos relacionamentos.<br /> \nAs mensagens, pesquisas, informa&ccedil;&otilde;es e tudo mais, muitas vezes, podem esperar.<br /> \n* * *<br /> \nQualquer processo de reeduca&ccedil;&atilde;o &eacute; sempre mais trabalhoso do que a educa&ccedil;&atilde;o pura e simples, pois implica em deixarmos h&aacute;bitos enraizados e substitu&iacute;-los por outros.<br /> \nNessa &eacute;poca de tecnologia avan&ccedil;ada e de cibern&eacute;tica, trabalhemos em n&oacute;s mesmos a capacidade de vivenciar integralmente os relacionamentos pessoais.<br /> \nBusquemos desligarmo-nos do que est&aacute; distante para valorizarmos e nos ligarmos verdadeiramente em quem est&aacute; conosco aqui, agora. <br /> \nAproveitemos cada minuto com os amores, os afetos. Isso &eacute; insubstitu&iacute;vel e poder&aacute; n&atilde;o se repetir.<br /> \nPensemos nisso: o momento &eacute; agora, enquanto est&atilde;o conosco.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso<br />

A CRITICA
4 Set 20144:06EP 98

A CRITICA

&nbsp;A CR&Iacute;TICA<br /> \n<br /> \n<br /> \nConvidada a fazer uma prele&ccedil;&atilde;o sobre a cr&iacute;tica, a conferencista compareceu ante o audit&oacute;rio superlotado, carregando pequeno fardo. <br /> \nAp&oacute;s cumprimentar os presentes, retirou os livros e a jarra de &aacute;gua de sobre a mesa, deixando somente a toalha branca.<br /> \nEm sil&ecirc;ncio, acendeu poderosa l&acirc;mpada, enfeitou a mesa com dezenas de p&eacute;rolas que trouxera no embrulho e com v&aacute;rias d&uacute;zias de flores frescas e perfumadas.<br /> \nLogo ap&oacute;s, apanhou na sacola diversos enfeites de expressiva beleza, e enfileirou-os com gra&ccedil;a.<br /> \nDepois, diante do assombro de todos, depositou em meio aos demais objetos pequenina lagartixa, num frasco de vidro.<br /> \nS&oacute; ent&atilde;o se dirigiu ao p&uacute;blico perguntando:<br /> \nO que &eacute; que os senhores est&atilde;o vendo?<br /> \nE a assembl&eacute;ia respondeu, em vozes discordantes:<br /> \nUm bicho!<br /> \nUm lagarto horr&iacute;vel!<br /> \nUma larva!<br /> \nUm pequeno monstro! <br /> \nEsgotados breves momentos de expecta&ccedil;&atilde;o, a expositora considerou:<br /> \nAssim &eacute; o esp&iacute;rito da cr&iacute;tica destrutiva, meus amigos!<br /> \nOs senhores n&atilde;o enxergaram o forro de seda alva, que recobre a mesa.<br /> \nN&atilde;o viram as flores, nem sentiram o seu perfume.<br /> \nN&atilde;o perceberam as p&eacute;rolas, nem as outras preciosidades.<br /> \nN&atilde;o atentaram para a luz faiscante que acendi no in&iacute;cio.<br /> \nMas n&atilde;o passou despercebida, aos olhos da maioria, a diminuta lagartixa...<br /> \nE, sorridente, concluiu sua exposi&ccedil;&atilde;o esclarecendo:<br /> \nNada mais tenho a dizer...<br /> \n* * *<br /> \nQuantas vezes n&atilde;o nos temos feito cegos para as coisas e situa&ccedil;&otilde;es valorosas da vida.<br /> \nAcostumados a ver somente os fatos que denigrem a sociedade humana, volvemos o olhar para os detritos morais das criaturas.<br /> \nAssim, criticamos a m&iacute;dia por enfatizar as mis&eacute;rias humanas, os desvalores, as fofocas e as intrigas, mas, em verdade, isso tudo s&oacute; vem a lume porque ainda nos comprazem. Em &uacute;ltima an&aacute;lise, &eacute; o que vende!<br /> \nN&atilde;o h&aacute; espa&ccedil;o para uma mensagem edificante, e os que teimam em veicular coisas e situa&ccedil;&otilde;es nobres, o fazem sob o peso de enormes dificuldades.<br /> \n&Eacute; imperioso atentarmos para os nossos valores ou desvalores, antes de levantarmos a voz para criticar a sociedade e os meios de comunica&ccedil;&atilde;o em geral.<br /> \n&Eacute; importante observarmos os nossos interesses pessoais antes de gritarmos contra os governantes, sem esquecer que eles s&oacute; ocupam os cargos depois de eleitos por n&oacute;s.<br /> \nEnfim, &eacute; relevante atentarmos para os que buscam divulgar o bem e o belo e candidatarmo-nos a engrossar essas fileiras.<br /> \nAssim, com a exalta&ccedil;&atilde;o do bem, em detrimento do mal, a sociedade lograr&aacute; sobrepujar as mis&eacute;rias, evidenciando as belezas e os atos de ess&ecirc;ncia superior, e encontraremos a felicidade perene.<br /> \nPensemos Nisso.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. VII do livro<br /> \nO c&eacute;u e o inferno, de Allan Kardec, ed. Feb e no livro<br /> \nHahnemann, o ap&oacute;stolo da medicina espiritual,<br /> \nde Herm&iacute;nio C. Miranda, ed. Celd.<br />

NOITES ESCURAS
3 Set 20144:28EP 97

NOITES ESCURAS

&nbsp;NOITES ESCURAS<br /> \n<br /> \n<br /> \nSem d&uacute;vida, a vida e a obra de Madre Teresa de Calcut&aacute; s&atilde;o fontes de inspira&ccedil;&atilde;o para todos os que objetivam o bem, a caridade e o amor.<br /> \nNascida na Alb&acirc;nia, em 26 de agosto de 1910, aos dezoito anos fez seus primeiros votos religiosos.<br /> \nA servi&ccedil;o de sua congrega&ccedil;&atilde;o, foi enviada &agrave; &Iacute;ndia, como professora. Mais tarde, se tornaria assistente no Lar dos moribundos, em Kalighat.<br /> \nFoi nessa institui&ccedil;&atilde;o que teve o seu contato com atividades assistencialistas e, sobrepondo barreiras &eacute;tnico-religiosas, recebeu donativos de hindus, mu&ccedil;ulmanos e budistas para as obras de caridade.<br /> \nAuxiliou crian&ccedil;as e idosos abandonados, mulheres gr&aacute;vidas, leprosos, aid&eacute;ticos e uma infinidade de homens e mulheres necessitados.<br /> \nMais do que um curativo, um prato de comida, Madre Teresa trabalhava incessantemente em prol daqueles cuja esperan&ccedil;a havia sido furtada e oferecia amor a todos aqueles que a sociedade marginalizava.<br /> \nMerecidamente, recebeu o Pr&ecirc;mio Nobel da Paz em 1979, al&eacute;m do t&iacute;tulo de Doutora Honoris Causa em Medicina pela Universidade Cat&oacute;lica Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o, na It&aacute;lia, e a Medalha Presidencial da Liberdade, nos Estados Unidos, em 1985.<br /> \nDesencarnou em 1997, aos oitenta e sete anos, legando &agrave; Humanidade um grande exemplo de humildade e amor ao pr&oacute;ximo.<br /> \nO que poucas pessoas sabem &eacute; que Madre Teresa de Calcut&aacute; passou por um per&iacute;odo de conflito em sua vida. Seus bi&oacute;grafos costumam chamar de a noite escura de Madre Teresa.<br /> \nNesse per&iacute;odo, em cartas enviadas a amigos e confidentes, ela revelou um profundo sentimento de vazio, de escurid&atilde;o.<br /> \nNuma de suas cartas escreveu: H&aacute; tanta contradi&ccedil;&atilde;o em minha alma, um profundo desejo de Deus. Um sofrimento cont&iacute;nuo e, com isso, o sentimento de n&atilde;o ser querida por Deus, vazia, sem f&eacute;, sem &acirc;nimo, sem zelo.<br /> \nMais tarde, j&aacute; bastante idosa, a disc&iacute;pula do amor foi questionada acerca de sua noite escura.<br /> \nEla respondeu, de forma bem humorada, que tais conflitos internos serviram de prote&ccedil;&atilde;o diante de tanta exposi&ccedil;&atilde;o na m&iacute;dia, de forma que n&atilde;o perdesse de vista seus objetivos, ou seja, o amor e a caridade.<br /> \nTamb&eacute;m com suas d&uacute;vidas existenciais Madre Teresa nos deixa valiosas li&ccedil;&otilde;es. Mesmo diante de &iacute;ntimos questionamentos, manteve-se firme em seus prop&oacute;sitos.<br /> \nNos momentos em que n&atilde;o conseguia administrar seu torvelinho interno de d&uacute;vidas, trabalhava mais e mais em prol do pr&oacute;ximo.<br /> \nE foi o pr&oacute;ximo, o mais simples, o mais necessitado, que fez a ponte entre ela e as respostas que ardentemente desejava.<br /> \nDa mesma maneira, muitas vezes passamos por noites escuras. Conflitos externos e internos que assolam nossas almas.<br /> \nJ&aacute; foi sentenciado: Fa&ccedil;a aos outros tudo aquilo que gostaria que a ti fosse feito. Para encontrar respostas, Madre Teresa seguiu &agrave; risca tal recomenda&ccedil;&atilde;o. Teremos n&oacute;s disposi&ccedil;&atilde;o suficiente para faz&ecirc;-lo tamb&eacute;m?<br /> \nPensemos nisso!<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com dados do<br /> \nlivro Madre Teresa venha, seja minha luz, de<br /> \nBrian Kolodiejchuk, ed. Thomas Nelson.<br />

ANTES DE DESANIMAR
2 Set 20142:46EP 96

ANTES DE DESANIMAR

&nbsp;ANTES DE DESANIMAR<br /> \n<br /> \nAntes de voc&ecirc; desanimar porque fracassou em alguma coisa, pense que somente alcan&ccedil;a o sucesso quem insiste, apesar de tudo.<br /> \nFred Astaire, o famoso ator que encantou as telas do cinema dan&ccedil;ando, ao fazer seu primeiro teste para o cinema, recebeu as informa&ccedil;&otilde;es de que n&atilde;o sabia atuar.<br /> \nEra careca, dizia o relat&oacute;rio, e ainda dan&ccedil;ava um pouco.<br /> \nO professor de Enrico Caruso dizia que ele n&atilde;o tinha voz e n&atilde;o era capaz de cantar. Acreditando nisso, os pais de Enrico queriam que ele fosse engenheiro. Ele n&atilde;o desistiu e se tornou famoso cantor de &oacute;pera, admirado at&eacute; os dias atuais.<br /> \nWinston Churchill foi reprovado na sexta s&eacute;rie. Somente se tornou Primeiro Ministro da Inglaterra depois dos 60 anos. Sua vida foi cheia de derrotas e fracassos. Mas ele nunca desistiu.<br /> \nChegou a dizer um dia: Eu deixaria a pol&iacute;tica para sempre, se n&atilde;o fosse a possibilidade de um dia vir a ser Primeiro-Ministro. Conseguiu.<br /> \nE talvez poucos saibam: ele foi pr&ecirc;mio Nobel de literatura em 1953, por suas mem&oacute;rias da Segunda Guerra Mundial.<br /> \nWalt Disney foi despedido pelo editor de um jornal por falta de id&eacute;ias. Voc&ecirc; pode imaginar tal coisa?<br /> \nAntes de construir a Disneyl&acirc;ndia, foi &agrave; fal&ecirc;ncia diversas vezes. Nunca desanimou.<br /> \nRichard Bach teve recusada a sua hist&oacute;ria de dez mil palavras por 18 editoras. Era a hist&oacute;ria de uma gaivota que planava.Uma gaivota chamada Fern&atilde;o Capelo Gaivota.<br /> \nPorque ele n&atilde;o desistiu, em 1970 a MacMillan publicou a hist&oacute;ria e em 5 anos vendeu mais de 7 milh&otilde;es de exemplares, s&oacute; nos Estados Unidos.<br /> \nRodin era considerado por seu pai como um idiota. Seu tio dizia que ele era um caso perdido. Por tr&ecirc;s vezes ele foi reprovado na admiss&atilde;o &agrave; escola de artes.<br /> \nDescrito como o pior aluno da escola, Rodin n&atilde;o desistiu e deu ao mundo maravilhas da escultura como O pensador, O beijo e Filho pr&oacute;digo.<br /> \nChegou a ficar afastado do mundo das artes por dez anos, quando teve uma de suas obras recusada para exposi&ccedil;&atilde;o.Contudo, em 1900, em Paris, foi lhe destinado um pavilh&atilde;o inteiro para a mostra de 168 trabalhos seus.<br /> \nAo morrer, o hotel em Paris, onde viveu seus &uacute;ltimos nove anos de vida, se transformou em Museu Rodin, tendo ele legado suas obras ao Estado.<br /> \nAssim acontece com todos os que perseguem os seus sonhos, n&atilde;o se permitindo desanimar por fracassos, derrotas ou julgamentos precipitados.<br /> \nPortanto, se voc&ecirc; est&aacute; a ponto de desanimar, pare um pouco e pense. Logo haver&aacute; de descobrir que ainda h&aacute; muitas tentativas a serem feitas.<br /> \nH&aacute; muita gente a ser procurada, muitos dias a serem vividos e muitas conquistas a alcan&ccedil;ar.<br /> \nN&atilde;o h&aacute; limites para quem acredita que pode atingir os seus objetivos, que pode concretizar os seus projetos.<br /> \nCharles Darwin, conta sua biografia, era considerado por todos seus mestres e por seu pr&oacute;prio pai, um garoto comum e intelectualmente bem abaixo do padr&atilde;o m&eacute;dio.<br /> \nPor que n&atilde;o se permitiu desanimar, se transformou no pai da Teoria da Evolu&ccedil;&atilde;o.<br /> \nPense nisso e tente outra vez. E outra mais.<br /> \nN&atilde;o se deixe abater por cr&iacute;ticas, por experi&ecirc;ncias mal sucedidas. V&aacute; em frente. Tente de novo e ver&aacute; que os seus esfor&ccedil;os alcan&ccedil;ar&atilde;o &ecirc;xito. <br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Momento Esp&iacute;rita, com base no cap. Pense nisso<br /> \ndo livro Hist&oacute;rias para aquecer o cora&ccedil;&atilde;o &ndash; edi&ccedil;&atilde;o de Ouro, de <br /> \nJack Canfield e Mark V. Hansen, ed. Sextante.<br />

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