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PODCAST · 3191 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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COMPANHEIROS DE JORNADA
23 Out 20144:26EP 126

COMPANHEIROS DE JORNADA

&nbsp;Companheiros de jornada<br /> \n<br /> \nAo longo da hist&oacute;ria evolutiva, o cavalo tem sido um animal que muito tem servido ao homem.<br /> \nAl&eacute;m de ser &uacute;til em v&aacute;rias tarefas no campo, montar cavalos e estar em contato com a natureza &eacute; bom para a sa&uacute;de e bem-estar de muitos de n&oacute;s.<br /> \nAs pessoas que apreciam essa pr&aacute;tica sabem o quanto &eacute; envolvente.<br /> \nCavalgar &eacute; sentir o ch&atilde;o sob os p&eacute;s e o destino nas pr&oacute;prias m&atilde;os, o que traz uma sensa&ccedil;&atilde;o de liberdade, como se nada nos impedisse de seguir em frente.<br /> \nMas, hoje, o contato com esse animal tamb&eacute;m tem ajudado muitas crian&ccedil;as e adultos a superarem dificuldades cognitivas e de mobilidade. &Eacute; a equoterapia.<br /> \nEsse &eacute; um m&eacute;todo terap&ecirc;utico e educacional, no qual o cavalo &eacute; o inter&not;mediador entre o praticante e o terapeuta.<br /> \nApesar do grande porte f&iacute;sico, ele &eacute; d&oacute;cil, se deixa conduzir e desenvolve um importante la&ccedil;o afetivo com as pessoas que com ele mant&ecirc;m contato.<br /> \nCada passo completo do cavalo apresenta padr&otilde;es semelhantes aos do caminhar humano e, na medida em que o praticante anda sobre ele, h&aacute; um ajuste natural do seu corpo ao ritmo da marcha do animal.<br /> \nA adapta&ccedil;&atilde;o a esse ritmo &eacute; um dos pontos mais importantes da equoterapia.<br /> \nAl&eacute;m disso, a troca de apoio das patas, os movimentos da cabe&ccedil;a e do pesco&ccedil;o imp&otilde;em ao cavaleiro um ajuste de todo o seu corpo, em resposta aos desequil&iacute;brios provocados por esses movimentos.<br /> \n* * *<br /> \nEsse &eacute; o exemplo de apenas um animal que nos serve em diversas circunst&acirc;ncias e nos traz a certeza da benevol&ecirc;ncia Divina, que colocou esses companheiros para caminhar ao nosso lado na exist&ecirc;ncia terrestre.<br /> \nOutras esp&eacute;cies tamb&eacute;m nos auxiliam de formas diversas, no trabalho, no lazer, em tratamentos de sa&uacute;de, al&eacute;m daquelas que nos servem de alimento necess&aacute;rio ao corpo f&iacute;sico e ao pr&oacute;prio vestu&aacute;rio.<br /> \nInfelizmente, vemos ainda situa&ccedil;&otilde;es em que eles s&atilde;o v&iacute;timas da indiferen&ccedil;a e crueldade.<br /> \nUns abandonados, outros levados ao extremo da for&ccedil;a f&iacute;sica em trabalhos pesados, por vezes &agrave; custa de a&ccedil;oites. Alguns presos e outros perseguidos sem piedade.<br /> \nBusquemos olhar para esses seres com compaix&atilde;o, dedicando-lhesa considera&ccedil;&atilde;o que merecem, pois s&atilde;o tamb&eacute;m herdeiros do Universo.<br /> \nSejamo-lhes gratos pelo tanto que nos oferecem sem nada pedir em troca e ofertemo-lhes a nossa prote&ccedil;&atilde;o.<br /> \nPara Francisco de Assis, a natureza e todos os seres eram dignos de apre&ccedil;o e admira&ccedil;&atilde;o porque significavam a express&atilde;o da Divindade.<br /> \nEle amava profundamente os animais.Externando a humildade e grandeza de sua alma, frequentemente se referia a eles como irm&atilde;os da Humanidade.<br /> \nDemonstrou um imenso amor pela natureza e nos ensinou que todas as criaturas merecem o nosso respeito.<br /> \nFa&ccedil;amos a nossa parte no mundo de hoje. Defendamos e protejamos esses seres que a Inteligencia Suprema colocou sob nossa tutela. Lembremos que, &agrave; semelhan&ccedil;a de outros tantos, esses tamb&eacute;m se constituem talentos da Divindade &agrave;s nossas vidas. E, como todos os demais, teremos que dar conta do que fizermos com eles.<br /> \nPensemos nisso.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br />

A EVOLUÇÃO
21 Out 20143:54EP 124

A EVOLUÇÃO

&nbsp;A evolu&ccedil;&atilde;o.<br /> \n<br /> \n<br /> \nA evolu&ccedil;&atilde;o espiritual &eacute; um fen&ocirc;meno bastante complexo, que se d&aacute; em sucessivas fases.<br /> \n<br /> \nNo come&ccedil;o, predomina a natureza corp&oacute;rea.<br /> \n<br /> \nDominada pelos instintos, a criatura dedica seu tempo e seu interesse a atividades triviais.<br /> \n<br /> \nComer, vestir-se, abrigar-se, procriar e cuidar da prole, eis a que se resumem suas preocupa&ccedil;&otilde;es.<br /> \n<br /> \nNesse per&iacute;odo, o ego&iacute;smo &eacute; marcante.<br /> \n<br /> \nOs instintos de conserva&ccedil;&atilde;o da vida e da preserva&ccedil;&atilde;o da esp&eacute;cie t&ecirc;m absoluta preponder&acirc;ncia.<br /> \n<br /> \nCom o tempo, o ser come&ccedil;a a desvincular-se de sua origem.<br /> \n<br /> \nA intelig&ecirc;ncia se desenvolve, o racioc&iacute;nio se sofistica e o senso moral desabrocha.<br /> \n<br /> \nAs inven&ccedil;&otilde;es tornam poss&iacute;vel gastar tempo com quest&otilde;es n&atilde;o diretamente ligadas &agrave; sobreviv&ecirc;ncia.<br /> \n<br /> \nViver deixa de ser t&atilde;o dif&iacute;cil, sob o prisma material.<br /> \n<br /> \nEm compensa&ccedil;&atilde;o, come&ccedil;am os dilemas morais.<br /> \n<br /> \nCom a raz&atilde;o desenvolvida, a responsabilidade surge forte nos caminhos espirituais.<br /> \n<br /> \nO que antes era admiss&iacute;vel passa a ser um esc&acirc;ndalo.<br /> \n<br /> \nA sensibilidade se apura e a criatura aspira por realiza&ccedil;&otilde;es intelectuais e afetivas.<br /> \n<br /> \nEssa nova sensibilidade tamb&eacute;m evidencia que o pr&oacute;ximo &eacute; seu semelhante, com igual direito a ser feliz e realizado.<br /> \n<br /> \nGradualmente se evidencia a igualdade b&aacute;sica entre todos os homens.<br /> \n<br /> \nMalgrado possuidores de talentos e valores diversos, n&atilde;o se distinguem no essencial.<br /> \n<br /> \nUma chama divina os anima e a todos conduzir&aacute; aos maiores cimos da evolu&ccedil;&atilde;o.<br /> \n<br /> \nContudo, o abandono dos h&aacute;bitos toscos das primeiras viv&ecirc;ncias n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil.<br /> \n<br /> \nS&eacute;culos s&atilde;o gastos na &aacute;rdua tarefa de domar v&iacute;cios e paix&otilde;es.<br /> \n<br /> \nAs encarna&ccedil;&otilde;es se sucedem enquanto o Esp&iacute;rito luta para ascender.<br /> \n<br /> \nO maior entrave para a liberta&ccedil;&atilde;o das experi&ecirc;ncias dolorosas &eacute; o ego&iacute;smo, que possui forte v&iacute;nculo com o apego &agrave;s coisas corp&oacute;reas.<br /> \n<br /> \nQuanto mais se aferra aos bens materiais, mais o homem demonstra pouco compreender sua natureza espiritual.<br /> \n<br /> \nO Esp&iacute;rito necessita libertar-se do apego a coisas transit&oacute;rias.<br /> \n<br /> \nApenas assim ele adquire condi&ccedil;&otilde;es de viver as experi&ecirc;ncias sublimes a que est&aacute; destinado.<br /> \n<br /> \nQuem deseja sair do primitivismo deve combater o gosto pronunciado pelos gozos da mat&eacute;ria.<br /> \n<br /> \nO melhor meio para isso &eacute; praticar a abnega&ccedil;&atilde;o.<br /> \n<br /> \nTrata-se de uma virtude que se caracteriza pelo desprendimento e pelo desinteresse.<br /> \n<br /> \nA a&ccedil;&atilde;o abnegada importa na supera&ccedil;&atilde;o das tend&ecirc;ncias ego&iacute;stas do agente.<br /> \n<br /> \nAge-se em benef&iacute;cio de uma causa, pessoa ou princ&iacute;pio, sem visar a qualquer vantagem ou interesse pessoal.<br /> \n<br /> \nCertamente n&atilde;o &eacute; uma virtude que se adquire a brincar.<br /> \n<br /> \nApenas com disciplina e determina&ccedil;&atilde;o &eacute; que ela se incorpora ao car&aacute;ter.<br /> \n<br /> \nMas como ningu&eacute;m far&aacute; o trabalho alheio, &eacute; preciso principiar em algum momento.<br /> \n<br /> \nComece, pois, a praticar a abnega&ccedil;&atilde;o.<br /> \n<br /> \nEsforce-se em realizar uma s&eacute;rie de atitudes com foco no pr&oacute;ximo.<br /> \n<br /> \nEsque&ccedil;a a sua personalidade e pense com interesse no bem alheio.<br /> \n<br /> \nEsse esfor&ccedil;o inicial n&atilde;o tardar&aacute; a dar frutos.<br /> \n<br /> \nO gosto pelo transit&oacute;rio lentamente o abandonar&aacute;.<br /> \n<br /> \nEle ser&aacute; substitu&iacute;do pelos prazeres espirituais.<br /> \n<br /> \nVoc&ecirc; descobrir&aacute; a ventura de ser bondoso, de amparar os ca&iacute;dos e de ensinar os ignorantes.<br /> \n<br /> \nEsses gostos suaves e transcendentes o conduzir&atilde;o a esferas de sublimes realiza&ccedil;&otilde;es.<br /> \n<br /> \nPense nisso.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br />

EDUCAÇÃO
15 Out 20142:46EP 122

EDUCAÇÃO

&nbsp;Educa&ccedil;&atilde;o<br /> \n<br /> \n<br /> \nDia desses lemos, em um adesivo colado no vidro traseiro de um ve&iacute;culo, a seguinte advert&ecirc;ncia:<br /> \nMinha educa&ccedil;&atilde;o depende da tua.<br /> \nFicamos a imaginar qual seria o conceito de educa&ccedil;&atilde;o para quem pensa dessa forma.<br /> \nOra, se nossa educa&ccedil;&atilde;o dependesse dos outros, certamente seria t&atilde;o inst&aacute;vel quanto a quantidade de pessoas com as quais nos relacionamos.<br /> \nAdemais, se assim fosse, n&atilde;o formar&iacute;amos jamais o nosso car&aacute;ter. Ser&iacute;amos apenas o resultado do comportamento de terceiros. <br /> \nA educa&ccedil;&atilde;o, &eacute; a arte de formar caracteres e, por conseguinte, &eacute; o conjunto de h&aacute;bitos adquiridos.<br /> \nAssim sendo, como fica a nossa educa&ccedil;&atilde;o se refletir t&atilde;o somente o comportamento dos outros, como uma rea&ccedil;&atilde;o apenas?<br /> \nUm amigo tinha o costume de dizer: Bateu, levou. Um dia perguntamos se ele admirava os mal-educados que tanto criticava.<br /> \nImediatamente ele se posicionou em contr&aacute;rio: &Eacute; claro que n&atilde;o!<br /> \nEnt&atilde;o questionamos outra vez: Se n&atilde;o os admira, por que voc&ecirc; os imita?<br /> \nEle ficou um tanto confuso, pensou um pouco e respondeu: &Eacute;, de fato dever&iacute;amos imitar somente o que achamos bonito.<br /> \nDessa forma, a nossa educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deve jamais depender da educa&ccedil;&atilde;o dos outros, menos ainda da falta de educa&ccedil;&atilde;o dos outros.<br /> \nImaginemos se Jesus, tivesse ensinado: Se algu&eacute;m te bater numa face, esmurra-lhe a outra. Ou ent&atilde;o: Faz aos outros tudo aquilo que n&atilde;o desejas que te fa&ccedil;am. Os Crist&atilde;os certamente n&atilde;o o aceitariam como Modelo e Guia.<br /> \nPortanto,n&atilde;o nos espelhemos nos que n&atilde;o s&atilde;o modelos nem de si mesmos. Construamos o nosso car&aacute;ter com os exemplos nobres.<br /> \nAssim, n&oacute;s tamb&eacute;m podemos dar exemplos dignos de serem imitados.<br /> \nPense Nisso, Mas pense agora<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base nos itens 685 e 685 a, de O livro dos Esp&iacute;ritos, de Allan Kardec, ed. Feb.<br /> \n<br />

CRENÇA E CONHECIMENTO
10 Out 20144:43EP 121

CRENÇA E CONHECIMENTO

&nbsp;Cren&ccedil;a e conhecimento<br /> \n<br /> \nN&atilde;o &eacute; raro se ouvir afirmativas como &ldquo;eu creio que vai chover&rdquo;, &ldquo;creio que vai fazer muito frio este ano&rdquo;...<br /> \nSem d&uacute;vida essas s&atilde;o opini&otilde;es que n&atilde;o t&ecirc;m nenhum compromisso com a verdade. S&atilde;o meras cren&ccedil;as. E a cren&ccedil;a &eacute; cega.<br /> \nNo entanto, uma pessoa que conhece meteorologia e tem equipamentos para sondar o clima, poder&aacute; afirmar se ir&aacute; chover ou fazer calor nos pr&oacute;ximos dias.<br /> \nCertamente as pessoas que t&ecirc;m conhecimento s&atilde;o as mais indicadas para opinar sobre os assuntos que dominam.<br /> \nN&atilde;o poderia ser diferente quanto &agrave;s quest&otilde;es relativas &agrave;s cren&ccedil;as religiosas.<br /> \nNesse particular &eacute; sempre importante buscar o conhecimento com os s&aacute;bios que realmente sabem sobre as leis que regem o universo.<br /> \nAcreditar nesta ou naquela f&oacute;rmula, neste ou naquele movimento, numa receita qualquer de felicidade, n&atilde;o &eacute; pr&oacute;prio de pessoas que desejam saber o porqu&ecirc; e o significado das coisas.<br /> \nAproveitando-se das pessoas que aceitam tudo sem exame, sem uma an&aacute;lise profunda das propostas apresentadas, sempre houve e sempre haver&aacute; os pregadores de ilus&otilde;es.<br /> \nE eles n&atilde;o precisam de muito esfor&ccedil;o, n&atilde;o. Basta prometer a felicidade p&oacute;stuma e receitar uma f&oacute;rmula simples e f&aacute;cil, que conseguem in&uacute;meros seguidores fi&eacute;is.<br /> \nMas, se diante das prescri&ccedil;&otilde;es pergunt&aacute;ssemos se isso realmente nos ajudar&aacute; e de que maneira; qual ser&aacute; nosso crescimento efetivo, esse tipo de proposta desapareceria. <br /> \nTemos de convir que, se os cultos exteriores, as promessas f&aacute;ceis, as palavras decoradas ditas sem emo&ccedil;&atilde;o, trouxessem felicidade, n&atilde;o haveria nenhum infeliz no mundo.<br /> \nComece perguntando a si mesmo se determinada pr&aacute;tica lhe far&aacute; efetivamente mais feliz, lhe trar&aacute; mais conhecimento das coisas, mais grandeza d`alma.<br /> \nSe uma barganha, uma troca de favores, &eacute; interessante para ambas as partes ou somente para uma delas.<br /> \nPergunte-se o que faria com o objeto que costuma oferecer em troca de um favor dos c&eacute;us, caso o recebesse de algu&eacute;m.<br /> \nQue utilidade teria para voc&ecirc; o objeto ou a atitude que oferece como pagamento de um favor.<br /> \nSe o objeto for oferecido a Deus, que &eacute; o supremo senhor do universo, o que Deus faria com a sua oferta?<br /> \n&ldquo;Dai a C&eacute;sar o que &eacute; de C&eacute;sar e a Deus o que &eacute; de Deus&rdquo;.<br /> \nO que Deus faria com as coisas de C&eacute;sar?<br /> \nO que ele faria com as quinquilharias que nem para n&oacute;s, criaturas imperfeitas, teriam utilidade?<br /> \nBusque, assim, o conhecimento das leis morais que regem o universo.<br /> \nSe voc&ecirc; &eacute; crist&atilde;o, encontrar&aacute; nos ensinos de Jesus informa&ccedil;&otilde;es importantes que lhe ajudar&atilde;o a abrir os olhos do intelecto e apreciar o mundo de uma forma mais ampla e l&uacute;cida.<br /> \n&ldquo;Ao dizer: &ldquo;Antes que Abra&atilde;o fosse, eu sou&rdquo;, ele se referia a sua maturidade espiritual, que foi conquistada antes dos primeiros homens habitarem o planeta.<br /> \nMesmo antes de Jesus vamos encontrar s&aacute;bios que tamb&eacute;m ensinaram grandes verdades, como S&oacute;crates, Plat&atilde;o, Arist&oacute;teles, entre outros.<br /> \nEm vez da cren&ccedil;a cega, que certamente nos levar&aacute; a grandes decep&ccedil;&otilde;es e desilus&otilde;es, optemos pelo conhecimento das coisas.<br /> \nSomente o conhecimento da verdade nos far&aacute; livres. Livres de tantas esquisitices e f&oacute;rmulas sem sentido que s&oacute; nos retardam o acesso &agrave; felicidade que desejamos tanto.<br /> \nPense em todas essas considera&ccedil;&otilde;es, e opte por uma das alternativas: cren&ccedil;a cega, ou conhecimento l&uacute;cido e f&eacute; inabal&aacute;vel.<br /> \n<br /> \nEquipe de Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br />

PAIS CRUCIFICADOS
7 Out 20143:27EP 120

PAIS CRUCIFICADOS

&nbsp;Pais crucificados<br /> \n<br /> \n<br /> \nQuando vemos o jovem que passa, com andar irreverente, cabelos coloridos, roupas extravagantes e pulseiras de v&aacute;rios modelos e cores, logo imaginamos que &eacute; filho de pais descuidados.<br /> \nTodavia, n&atilde;o raro, por tr&aacute;s desse jovem, aparentemente rebelde, h&aacute; pais de consci&ecirc;ncia tranquila e segura por saber que, apesar da apar&ecirc;ncia um tanto ex&oacute;tica, seu filho &eacute; uma alma boa, educada, respeitadora das leis.<br /> \nNo entanto, h&aacute; jovens de apar&ecirc;ncia harm&ocirc;nica, de gestos reverentes e roupas bem alinhadas que crucificam seus pais impondo-lhes dores e sacrif&iacute;cios cru&eacute;is.<br /> \nH&aacute; pais crucificados por filhos rebeldes, desobedientes e inconsequentes, cuja indiferen&ccedil;a aos conselhos paternos se constitui em verdadeiro mart&iacute;rio.<br /> \nH&aacute; pais crucificados por filhos toxic&ocirc;manos, infelizes, desditosos.<br /> \nH&aacute; pais crucificados por filhos prostitu&iacute;dos e prostituidores, que carregam o cora&ccedil;&atilde;o envolto em dor suprema.<br /> \nH&aacute; pais crucificados por filhos criminosos, que carregam no cora&ccedil;&atilde;o a amargura de ver o rebento criado com tanto carinho, detido por grades como se fosse fera perigosa.<br /> \nH&aacute; pais crucificados por filhos corruptos, desleais, que sentem na alma a desdita de ver seus mais sinceros esfor&ccedil;os por bem educ&aacute;-los se perderem como gotas que somem em terreno &aacute;rido.<br /> \nH&aacute; pais crucificados por filhos ingratos ou indiferentes, que trazem a alma dilacerada pelos espinhos cru&eacute;is dessas chagas morais.<br /> \nH&aacute; pais crucificados por filhos adotivos que n&atilde;o se cansam de lhes atirar no rosto o fato de n&atilde;o serem filhos naturais, esquecidos de que os pais adotivos os aceitaram por op&ccedil;&atilde;o, por amor, e n&atilde;o por obriga&ccedil;&atilde;o ou imposi&ccedil;&atilde;o.<br /> \nH&aacute; pais crucificados pela solid&atilde;o... pela saudade...<br /> \nH&aacute; pais crucificados por tantas dores...<br /> \nMas, acima de todas essas dores, h&aacute; um Pai justo, amoroso e bom, que tudo v&ecirc; e a tudo prov&ecirc;.<br /> \nSe voc&ecirc; &eacute; um desses pai ou m&atilde;e que carrega sua cruz em sil&ecirc;ncio, pense que Intelig&ecirc;ncia Suprema observa seus sofrimentos e vela por seus passos.<br /> \nPense que essa alma, antes de ser seu filho &eacute; filho do Universo.<br /> \nO importante &eacute; que sua consci&ecirc;ncia esteja tranquila por ter feito e continuar fazendo todo o poss&iacute;vel para bem educar seu filho.<br /> \nPor essa raz&atilde;o, se o seu cora&ccedil;&atilde;o de pai ou de m&atilde;e est&aacute; desalentado e o desespero lhe ronda a alma, lembre-se da ora&ccedil;&atilde;o.<br /> \nOre com fervor rogando for&ccedil;as para seguir em frente e dar conta dessa miss&atilde;o grandiosa que o Criador lhe confiou.<br /> \nN&atilde;o permita que o des&acirc;nimo lhe fa&ccedil;a companhia.<br /> \nOs dias passam e com eles surgem novas oportunidades, e o Universo possui recursos inimagin&aacute;veis.<br /> \nPense que seus esfor&ccedil;os de hoje ser&atilde;o compensados pelas alegrias de um amanh&atilde; feliz, ap&oacute;s vencidas as &aacute;rduas lutas por conduzir essas almas rebeldes que hoje s&atilde;o seus filhos.<br /> \n* * *<br /> \nPais e m&atilde;es, v&oacute;s sois os arcos dos quais vossos filhos s&atilde;o arremessados como flechas vivas.<br /> \nO arqueiro, que &eacute; o Criador, mira o alvo na senda do Infinito e vos estica com toda a sua for&ccedil;a para que Suas flechas se projetem, r&aacute;pidas e para longe.<br /> \nQue vosso encurvamento na m&atilde;o do Arqueiro seja vossa alegria, pois assim como o Arqueiro ama a flecha que voa, ama tamb&eacute;m o arco que permanece est&aacute;vel.<br /> \nPense nisso!<br /> \n<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com pensamentos finais do cap. Os filhos, do livro O profeta, de Gibran Khalil Gibran, ed. Agici.<br />

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