
SABEDORIA DO SAMURAI

PODCAST · 3191 EPISÓDIOS
Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.


Companheiros de jornada<br /> \n<br /> \nAo longo da história evolutiva, o cavalo tem sido um animal que muito tem servido ao homem.<br /> \nAlém de ser útil em várias tarefas no campo, montar cavalos e estar em contato com a natureza é bom para a saúde e bem-estar de muitos de nós.<br /> \nAs pessoas que apreciam essa prática sabem o quanto é envolvente.<br /> \nCavalgar é sentir o chão sob os pés e o destino nas próprias mãos, o que traz uma sensação de liberdade, como se nada nos impedisse de seguir em frente.<br /> \nMas, hoje, o contato com esse animal também tem ajudado muitas crianças e adultos a superarem dificuldades cognitivas e de mobilidade. É a equoterapia.<br /> \nEsse é um método terapêutico e educacional, no qual o cavalo é o inter¬mediador entre o praticante e o terapeuta.<br /> \nApesar do grande porte físico, ele é dócil, se deixa conduzir e desenvolve um importante laço afetivo com as pessoas que com ele mantêm contato.<br /> \nCada passo completo do cavalo apresenta padrões semelhantes aos do caminhar humano e, na medida em que o praticante anda sobre ele, há um ajuste natural do seu corpo ao ritmo da marcha do animal.<br /> \nA adaptação a esse ritmo é um dos pontos mais importantes da equoterapia.<br /> \nAlém disso, a troca de apoio das patas, os movimentos da cabeça e do pescoço impõem ao cavaleiro um ajuste de todo o seu corpo, em resposta aos desequilíbrios provocados por esses movimentos.<br /> \n* * *<br /> \nEsse é o exemplo de apenas um animal que nos serve em diversas circunstâncias e nos traz a certeza da benevolência Divina, que colocou esses companheiros para caminhar ao nosso lado na existência terrestre.<br /> \nOutras espécies também nos auxiliam de formas diversas, no trabalho, no lazer, em tratamentos de saúde, além daquelas que nos servem de alimento necessário ao corpo físico e ao próprio vestuário.<br /> \nInfelizmente, vemos ainda situações em que eles são vítimas da indiferença e crueldade.<br /> \nUns abandonados, outros levados ao extremo da força física em trabalhos pesados, por vezes à custa de açoites. Alguns presos e outros perseguidos sem piedade.<br /> \nBusquemos olhar para esses seres com compaixão, dedicando-lhesa consideração que merecem, pois são também herdeiros do Universo.<br /> \nSejamo-lhes gratos pelo tanto que nos oferecem sem nada pedir em troca e ofertemo-lhes a nossa proteção.<br /> \nPara Francisco de Assis, a natureza e todos os seres eram dignos de apreço e admiração porque significavam a expressão da Divindade.<br /> \nEle amava profundamente os animais.Externando a humildade e grandeza de sua alma, frequentemente se referia a eles como irmãos da Humanidade.<br /> \nDemonstrou um imenso amor pela natureza e nos ensinou que todas as criaturas merecem o nosso respeito.<br /> \nFaçamos a nossa parte no mundo de hoje. Defendamos e protejamos esses seres que a Inteligencia Suprema colocou sob nossa tutela. Lembremos que, à semelhança de outros tantos, esses também se constituem talentos da Divindade às nossas vidas. E, como todos os demais, teremos que dar conta do que fizermos com eles.<br /> \nPensemos nisso.<br /> \n<br /> \nRedação do Pense Nisso.<br />


A evolução.<br /> \n<br /> \n<br /> \nA evolução espiritual é um fenômeno bastante complexo, que se dá em sucessivas fases.<br /> \n<br /> \nNo começo, predomina a natureza corpórea.<br /> \n<br /> \nDominada pelos instintos, a criatura dedica seu tempo e seu interesse a atividades triviais.<br /> \n<br /> \nComer, vestir-se, abrigar-se, procriar e cuidar da prole, eis a que se resumem suas preocupações.<br /> \n<br /> \nNesse período, o egoísmo é marcante.<br /> \n<br /> \nOs instintos de conservação da vida e da preservação da espécie têm absoluta preponderância.<br /> \n<br /> \nCom o tempo, o ser começa a desvincular-se de sua origem.<br /> \n<br /> \nA inteligência se desenvolve, o raciocínio se sofistica e o senso moral desabrocha.<br /> \n<br /> \nAs invenções tornam possível gastar tempo com questões não diretamente ligadas à sobrevivência.<br /> \n<br /> \nViver deixa de ser tão difícil, sob o prisma material.<br /> \n<br /> \nEm compensação, começam os dilemas morais.<br /> \n<br /> \nCom a razão desenvolvida, a responsabilidade surge forte nos caminhos espirituais.<br /> \n<br /> \nO que antes era admissível passa a ser um escândalo.<br /> \n<br /> \nA sensibilidade se apura e a criatura aspira por realizações intelectuais e afetivas.<br /> \n<br /> \nEssa nova sensibilidade também evidencia que o próximo é seu semelhante, com igual direito a ser feliz e realizado.<br /> \n<br /> \nGradualmente se evidencia a igualdade básica entre todos os homens.<br /> \n<br /> \nMalgrado possuidores de talentos e valores diversos, não se distinguem no essencial.<br /> \n<br /> \nUma chama divina os anima e a todos conduzirá aos maiores cimos da evolução.<br /> \n<br /> \nContudo, o abandono dos hábitos toscos das primeiras vivências não é fácil.<br /> \n<br /> \nSéculos são gastos na árdua tarefa de domar vícios e paixões.<br /> \n<br /> \nAs encarnações se sucedem enquanto o Espírito luta para ascender.<br /> \n<br /> \nO maior entrave para a libertação das experiências dolorosas é o egoísmo, que possui forte vínculo com o apego às coisas corpóreas.<br /> \n<br /> \nQuanto mais se aferra aos bens materiais, mais o homem demonstra pouco compreender sua natureza espiritual.<br /> \n<br /> \nO Espírito necessita libertar-se do apego a coisas transitórias.<br /> \n<br /> \nApenas assim ele adquire condições de viver as experiências sublimes a que está destinado.<br /> \n<br /> \nQuem deseja sair do primitivismo deve combater o gosto pronunciado pelos gozos da matéria.<br /> \n<br /> \nO melhor meio para isso é praticar a abnegação.<br /> \n<br /> \nTrata-se de uma virtude que se caracteriza pelo desprendimento e pelo desinteresse.<br /> \n<br /> \nA ação abnegada importa na superação das tendências egoístas do agente.<br /> \n<br /> \nAge-se em benefício de uma causa, pessoa ou princípio, sem visar a qualquer vantagem ou interesse pessoal.<br /> \n<br /> \nCertamente não é uma virtude que se adquire a brincar.<br /> \n<br /> \nApenas com disciplina e determinação é que ela se incorpora ao caráter.<br /> \n<br /> \nMas como ninguém fará o trabalho alheio, é preciso principiar em algum momento.<br /> \n<br /> \nComece, pois, a praticar a abnegação.<br /> \n<br /> \nEsforce-se em realizar uma série de atitudes com foco no próximo.<br /> \n<br /> \nEsqueça a sua personalidade e pense com interesse no bem alheio.<br /> \n<br /> \nEsse esforço inicial não tardará a dar frutos.<br /> \n<br /> \nO gosto pelo transitório lentamente o abandonará.<br /> \n<br /> \nEle será substituído pelos prazeres espirituais.<br /> \n<br /> \nVocê descobrirá a ventura de ser bondoso, de amparar os caídos e de ensinar os ignorantes.<br /> \n<br /> \nEsses gostos suaves e transcendentes o conduzirão a esferas de sublimes realizações.<br /> \n<br /> \nPense nisso.<br /> \n<br /> \nRedação do Pense Nisso.<br />


Educação<br /> \n<br /> \n<br /> \nDia desses lemos, em um adesivo colado no vidro traseiro de um veículo, a seguinte advertência:<br /> \nMinha educação depende da tua.<br /> \nFicamos a imaginar qual seria o conceito de educação para quem pensa dessa forma.<br /> \nOra, se nossa educação dependesse dos outros, certamente seria tão instável quanto a quantidade de pessoas com as quais nos relacionamos.<br /> \nAdemais, se assim fosse, não formaríamos jamais o nosso caráter. Seríamos apenas o resultado do comportamento de terceiros. <br /> \nA educação, é a arte de formar caracteres e, por conseguinte, é o conjunto de hábitos adquiridos.<br /> \nAssim sendo, como fica a nossa educação se refletir tão somente o comportamento dos outros, como uma reação apenas?<br /> \nUm amigo tinha o costume de dizer: Bateu, levou. Um dia perguntamos se ele admirava os mal-educados que tanto criticava.<br /> \nImediatamente ele se posicionou em contrário: É claro que não!<br /> \nEntão questionamos outra vez: Se não os admira, por que você os imita?<br /> \nEle ficou um tanto confuso, pensou um pouco e respondeu: É, de fato deveríamos imitar somente o que achamos bonito.<br /> \nDessa forma, a nossa educação não deve jamais depender da educação dos outros, menos ainda da falta de educação dos outros.<br /> \nImaginemos se Jesus, tivesse ensinado: Se alguém te bater numa face, esmurra-lhe a outra. Ou então: Faz aos outros tudo aquilo que não desejas que te façam. Os Cristãos certamente não o aceitariam como Modelo e Guia.<br /> \nPortanto,não nos espelhemos nos que não são modelos nem de si mesmos. Construamos o nosso caráter com os exemplos nobres.<br /> \nAssim, nós também podemos dar exemplos dignos de serem imitados.<br /> \nPense Nisso, Mas pense agora<br /> \n<br /> \nRedação do Pense Nisso, com base nos itens 685 e 685 a, de O livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. Feb.<br /> \n<br />

Crença e conhecimento<br /> \n<br /> \nNão é raro se ouvir afirmativas como “eu creio que vai chover”, “creio que vai fazer muito frio este ano”...<br /> \nSem dúvida essas são opiniões que não têm nenhum compromisso com a verdade. São meras crenças. E a crença é cega.<br /> \nNo entanto, uma pessoa que conhece meteorologia e tem equipamentos para sondar o clima, poderá afirmar se irá chover ou fazer calor nos próximos dias.<br /> \nCertamente as pessoas que têm conhecimento são as mais indicadas para opinar sobre os assuntos que dominam.<br /> \nNão poderia ser diferente quanto às questões relativas às crenças religiosas.<br /> \nNesse particular é sempre importante buscar o conhecimento com os sábios que realmente sabem sobre as leis que regem o universo.<br /> \nAcreditar nesta ou naquela fórmula, neste ou naquele movimento, numa receita qualquer de felicidade, não é próprio de pessoas que desejam saber o porquê e o significado das coisas.<br /> \nAproveitando-se das pessoas que aceitam tudo sem exame, sem uma análise profunda das propostas apresentadas, sempre houve e sempre haverá os pregadores de ilusões.<br /> \nE eles não precisam de muito esforço, não. Basta prometer a felicidade póstuma e receitar uma fórmula simples e fácil, que conseguem inúmeros seguidores fiéis.<br /> \nMas, se diante das prescrições perguntássemos se isso realmente nos ajudará e de que maneira; qual será nosso crescimento efetivo, esse tipo de proposta desapareceria. <br /> \nTemos de convir que, se os cultos exteriores, as promessas fáceis, as palavras decoradas ditas sem emoção, trouxessem felicidade, não haveria nenhum infeliz no mundo.<br /> \nComece perguntando a si mesmo se determinada prática lhe fará efetivamente mais feliz, lhe trará mais conhecimento das coisas, mais grandeza d`alma.<br /> \nSe uma barganha, uma troca de favores, é interessante para ambas as partes ou somente para uma delas.<br /> \nPergunte-se o que faria com o objeto que costuma oferecer em troca de um favor dos céus, caso o recebesse de alguém.<br /> \nQue utilidade teria para você o objeto ou a atitude que oferece como pagamento de um favor.<br /> \nSe o objeto for oferecido a Deus, que é o supremo senhor do universo, o que Deus faria com a sua oferta?<br /> \n“Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.<br /> \nO que Deus faria com as coisas de César?<br /> \nO que ele faria com as quinquilharias que nem para nós, criaturas imperfeitas, teriam utilidade?<br /> \nBusque, assim, o conhecimento das leis morais que regem o universo.<br /> \nSe você é cristão, encontrará nos ensinos de Jesus informações importantes que lhe ajudarão a abrir os olhos do intelecto e apreciar o mundo de uma forma mais ampla e lúcida.<br /> \n“Ao dizer: “Antes que Abraão fosse, eu sou”, ele se referia a sua maturidade espiritual, que foi conquistada antes dos primeiros homens habitarem o planeta.<br /> \nMesmo antes de Jesus vamos encontrar sábios que também ensinaram grandes verdades, como Sócrates, Platão, Aristóteles, entre outros.<br /> \nEm vez da crença cega, que certamente nos levará a grandes decepções e desilusões, optemos pelo conhecimento das coisas.<br /> \nSomente o conhecimento da verdade nos fará livres. Livres de tantas esquisitices e fórmulas sem sentido que só nos retardam o acesso à felicidade que desejamos tanto.<br /> \nPense em todas essas considerações, e opte por uma das alternativas: crença cega, ou conhecimento lúcido e fé inabalável.<br /> \n<br /> \nEquipe de Redação do Pense Nisso.<br />

Pais crucificados<br /> \n<br /> \n<br /> \nQuando vemos o jovem que passa, com andar irreverente, cabelos coloridos, roupas extravagantes e pulseiras de vários modelos e cores, logo imaginamos que é filho de pais descuidados.<br /> \nTodavia, não raro, por trás desse jovem, aparentemente rebelde, há pais de consciência tranquila e segura por saber que, apesar da aparência um tanto exótica, seu filho é uma alma boa, educada, respeitadora das leis.<br /> \nNo entanto, há jovens de aparência harmônica, de gestos reverentes e roupas bem alinhadas que crucificam seus pais impondo-lhes dores e sacrifícios cruéis.<br /> \nHá pais crucificados por filhos rebeldes, desobedientes e inconsequentes, cuja indiferença aos conselhos paternos se constitui em verdadeiro martírio.<br /> \nHá pais crucificados por filhos toxicômanos, infelizes, desditosos.<br /> \nHá pais crucificados por filhos prostituídos e prostituidores, que carregam o coração envolto em dor suprema.<br /> \nHá pais crucificados por filhos criminosos, que carregam no coração a amargura de ver o rebento criado com tanto carinho, detido por grades como se fosse fera perigosa.<br /> \nHá pais crucificados por filhos corruptos, desleais, que sentem na alma a desdita de ver seus mais sinceros esforços por bem educá-los se perderem como gotas que somem em terreno árido.<br /> \nHá pais crucificados por filhos ingratos ou indiferentes, que trazem a alma dilacerada pelos espinhos cruéis dessas chagas morais.<br /> \nHá pais crucificados por filhos adotivos que não se cansam de lhes atirar no rosto o fato de não serem filhos naturais, esquecidos de que os pais adotivos os aceitaram por opção, por amor, e não por obrigação ou imposição.<br /> \nHá pais crucificados pela solidão... pela saudade...<br /> \nHá pais crucificados por tantas dores...<br /> \nMas, acima de todas essas dores, há um Pai justo, amoroso e bom, que tudo vê e a tudo provê.<br /> \nSe você é um desses pai ou mãe que carrega sua cruz em silêncio, pense que Inteligência Suprema observa seus sofrimentos e vela por seus passos.<br /> \nPense que essa alma, antes de ser seu filho é filho do Universo.<br /> \nO importante é que sua consciência esteja tranquila por ter feito e continuar fazendo todo o possível para bem educar seu filho.<br /> \nPor essa razão, se o seu coração de pai ou de mãe está desalentado e o desespero lhe ronda a alma, lembre-se da oração.<br /> \nOre com fervor rogando forças para seguir em frente e dar conta dessa missão grandiosa que o Criador lhe confiou.<br /> \nNão permita que o desânimo lhe faça companhia.<br /> \nOs dias passam e com eles surgem novas oportunidades, e o Universo possui recursos inimagináveis.<br /> \nPense que seus esforços de hoje serão compensados pelas alegrias de um amanhã feliz, após vencidas as árduas lutas por conduzir essas almas rebeldes que hoje são seus filhos.<br /> \n* * *<br /> \nPais e mães, vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.<br /> \nO arqueiro, que é o Criador, mira o alvo na senda do Infinito e vos estica com toda a sua força para que Suas flechas se projetem, rápidas e para longe.<br /> \nQue vosso encurvamento na mão do Arqueiro seja vossa alegria, pois assim como o Arqueiro ama a flecha que voa, ama também o arco que permanece estável.<br /> \nPense nisso!<br /> \n<br /> \n<br /> \nRedação do Pense Nisso, com pensamentos finais do cap. Os filhos, do livro O profeta, de Gibran Khalil Gibran, ed. Agici.<br />