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PODCAST · 3191 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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PALAVRAS E AÇÕES
7 Fev 20152:44EP 183

PALAVRAS E AÇÕES

&nbsp;Palavras e A&ccedil;&otilde;es<br /> \n<br /> \nO fil&oacute;sofo americano Ralph Waldo Emerson tem uma frase interessante quando trata a respeito das rela&ccedil;&otilde;es humanas. Diz o seguinte: Quem voc&ecirc; &eacute; fala t&atilde;o alto, que n&atilde;o consigo ouvir o que voc&ecirc; est&aacute; dizendo.<br /> \nQuantas vezes j&aacute; pensamos a respeito disso? Quantas vezes j&aacute; avaliamos o quanto nossas a&ccedil;&otilde;es pesam no nosso cotidiano?<br /> \nMuitas vezes, gostar&iacute;amos de ter um mundo mais justo, respeitoso. Discursamos de maneira eloquente, usando racioc&iacute;nio l&oacute;gico e perspicaz.<br /> \nDoutras vezes exigimos do pol&iacute;tico, do chefe, do parente a&ccedil;&otilde;es mais justas, posicionamento mais claro, atitude mais honesta.<br /> \nIndignamo-nos perante as injusti&ccedil;as sociais, escrevemos para os jornais, mandamos correios eletr&ocirc;nicos a uma infinidade de contatos, a fim de expressar nossa opini&atilde;o.<br /> \nTudo isso &eacute; muito justo e o correto exerc&iacute;cio de cidadania cabe a cada um de n&oacute;s de maneira imposterg&aacute;vel.<br /> \nPor&eacute;m, j&aacute; refletimos o quanto nossas palavras s&atilde;o efetivamente coerentes com nossas a&ccedil;&otilde;es? Quanto de nosso discurso faz eco com nossos atos?<br /> \nNingu&eacute;m tem o direito de exigir do outro aquilo que ainda n&atilde;o se esfor&ccedil;a por oferecer.<br /> \nSe voc&ecirc; recebe um troco a mais no caixa da padaria, e n&atilde;o se incomoda em devolver o que n&atilde;o lhe pertence, &eacute; furto.<br /> \nSe voc&ecirc; n&atilde;o se incomoda em subornar o policial quando est&aacute; sujeito a uma multa, est&aacute; fomentando a corrup&ccedil;&atilde;o.<br /> \nE se voc&ecirc; falsifica documenta&ccedil;&otilde;es e recibos, a fim de forjar sua declara&ccedil;&atilde;o de renda, est&aacute; incorrendo em crime contra o Estado.<br /> \nMuito embora desejemos uma sociedade melhor, faz-se necess&aacute;rio uma an&aacute;lise do nosso proceder, a fim de que entendamos se nossas a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o coerentes com nosso discurso.<br /> \nQuem furta pouco, no troco do supermercado, furtaria muito, se tivesse oportunidade. Assim, se voc&ecirc; deseja pol&iacute;ticos mais honestos, que a honestidade comece por voc&ecirc;.<br /> \nQuem suborna em uma aparentemente inocente multa, compraria consci&ecirc;ncias a qualquer pre&ccedil;o, se assim tivesse condi&ccedil;&otilde;es.<br /> \nDesta forma, se voc&ecirc; anseia por rela&ccedil;&otilde;es sociais justas e direitos iguais para todos, comece por n&atilde;o exigir privil&eacute;gios que n&atilde;o t&ecirc;m cabimento.<br /> \nQuem n&atilde;o cumpre suas obriga&ccedil;&otilde;es sociais, a partir da sua pr&oacute;pria declara&ccedil;&atilde;o de renda, n&atilde;o titubearia em forjar licita&ccedil;&otilde;es, negocia&ccedil;&otilde;es ou desviar dinheiro p&uacute;blico.<br /> \n* * *<br /> \nSe voc&ecirc; sonha com governantes e homens de neg&oacute;cios que passem ao largo de conchavos e forma&ccedil;&atilde;o de quadrilhas de palet&oacute;, comece por voc&ecirc;.<br /> \nS&oacute; teremos direito de exigir uma sociedade mais justa, a partir do momento em que nosso discurso se concretize em valores e a&ccedil;&otilde;es.<br /> \nAt&eacute; l&aacute;, correremos o risco de estarmos como o fil&oacute;sofo previu: nossas a&ccedil;&otilde;es falar&atilde;o t&atilde;o alto, que ningu&eacute;m conseguir&aacute; escutar o que estamos dizendo.<br /> \n<br /> \nPENSE NISSO, MAS PENSE AGORA!<br />

UTILIDADE E ÓCIO
6 Fev 20153:33EP 182

UTILIDADE E ÓCIO

&nbsp;Utilidade e &Oacute;cio<br /> \n<br /> \nO ser humano possui in&uacute;meras necessidades que precisam ser atendidas para se sentir pleno e feliz.<br /> \nAlgumas s&atilde;o muito elementares e percept&iacute;veis, como alimenta&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de e seguran&ccedil;a.<br /> \nOutras s&atilde;o mais sutis, mas nem por isso menos importantes.<br /> \nPor exemplo, sentir-se acolhido e valorizado.<br /> \nDentre essas necessidades mais sofisticadas, encontra-se a de ser &uacute;til.<br /> \nPor&eacute;m, no contexto da sociedade atual, abundam os passatempos e a busca pelo &oacute;cio.<br /> \nAs pessoas gastam longas horas em jogos, reais ou virtuais, passatempos e divers&otilde;es.<br /> \nDe outro lado, valoriza-se bastante ter a cada dia mais tempo dispon&iacute;vel.<br /> \nIdealizam-se feriados prolongados, viagens e passeios.<br /> \nA um olhar superficial, parece que a vida humana se destina primordialmente ao recreamento e ao nada fazer.<br /> \nN&atilde;o se trata de negar a import&acirc;ncia do descanso e das atividades l&uacute;dicas.<br /> \nMas de situ&aacute;-las em seu devido lugar.<br /> \nS&atilde;o o contraponto da atividade produtiva, n&atilde;o a finalidade do existir.<br /> \nA rigor, s&oacute; descansa quem trabalha.<br /> \nO &oacute;cio, em si mesmo, &eacute; vazio e exasperante.<br /> \nNada substitui a sensa&ccedil;&atilde;o de plenitude de quem cumpriu o dever, ao terminar uma tarefa.<br /> \nQuem logra tornar-se &uacute;til sente-se harmonizado com o coletivo.<br /> \nAssim, tarefas e deveres nobres n&atilde;o constituem obst&aacute;culo &agrave; felicidade.<br /> \nN&atilde;o h&aacute; lucro algum em evit&aacute;-los ou minimiz&aacute;-los, enquanto se gasta a vida com futilidades.<br /> \nOs deveres s&atilde;o parte essencial de um existir equilibrado e pleno.<br /> \nDe outro lado, &eacute; importante n&atilde;o confundir utilidade com grandeza.<br /> \nQuem busca a grandeza costuma se comparar com os semelhantes.<br /> \nCom isso, tende a se angustiar.<br /> \nAfinal, sempre h&aacute; seres com maior e menor preparo e com tarefas correspondentes ao seu talento.<br /> \nEm vez de se tranquilizar ao atender seus deveres com compet&ecirc;ncia, r&oacute;i-se de inveja de quem &eacute; convocado para ocupar posi&ccedil;&otilde;es de maior destaque.<br /> \nTamb&eacute;m corre o risco de desprezar aquele que desempenha tarefas singelas.<br /> \nAssim, o relevante &eacute; identificar os seus compromissos e empenhar-se em bem execut&aacute;-los.<br /> \nCuidar dos pr&oacute;prios deveres com seriedade e compet&ecirc;ncia.<br /> \nApreciar a sensa&ccedil;&atilde;o de ser &uacute;til e produtivo.<br /> \nPense nisso.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso<br />

O TROTE
5 Fev 20153:24EP 181

O TROTE

&nbsp;O Trote<br /> \n<br /> \n<br /> \nAcontece a cada in&iacute;cio de per&iacute;odo letivo. Mais caracterizado nas Universidades, embora em algumas escolas de n&iacute;vel m&eacute;dio ocorra igualmente.<br /> \n&Eacute; o trote a que s&atilde;o submetidos os calouros. Dos banhos de lama, cortes de cabelo e pinturas exageradas pelo corpo, tem, a cada ano, mais evidenciado o desrespeito e a inconsequ&ecirc;ncia.<br /> \nDa humilha&ccedil;&atilde;o de sair &agrave; rua mendigando moedas, ao desfile p&uacute;blico portando sacos de estopa &agrave; guisa de vestimenta, passou-se a engendrar maiores maldades e atos vexat&oacute;rios.<br /> \nMais de uma vez o excesso, do que deveria ser uma saud&aacute;vel brincadeira, coloca em risco a vida do calouro.<br /> \nS&atilde;o queimaduras por produtos qu&iacute;micos at&eacute; o coma alco&oacute;lico, pela indu&ccedil;&atilde;o &agrave; ingest&atilde;o de bebidas alco&oacute;licas variadas.<br /> \nO momento de alegria, de comemora&ccedil;&atilde;o do sucesso se transforma em pesadelo ao calouro e aos seus familiares.<br /> \nOs meses exaustivos de estudo, a tens&atilde;o pelas provas, a disputa por uma vaga, o investimento emocional e financeiro se encerra, por vezes, para o candidato, de forma frustrante.<br /> \nSer&aacute; isso que a Universidade tem a oferecer? Certo que o que os bancos acad&ecirc;micos oferecem &eacute; a instru&ccedil;&atilde;o.<br /> \nMas o conhecimento ampliado, a possibilidade do avan&ccedil;ar no intelecto estar&aacute; acaso criando monstros? Seres humanos insens&iacute;veis, ou pior, maus ao ponto de agredir colegas novatos?<br /> \nCom certeza, isso &eacute; o reflexo do relaxamento da educa&ccedil;&atilde;o, a arte de formar caracteres.<br /> \nReflexo de lares onde tudo se est&aacute; permitindo &agrave; crian&ccedil;a, que cresce com o conceito de que tudo pode.<br /> \nMesmo porque, desde os bancos escolares primeiros, em muitos casos, os professores s&atilde;o ref&eacute;ns em sala de aula.<br /> \nRef&eacute;ns de pais que d&atilde;o raz&atilde;o irrestrita aos filhos, com o argumento de que pagam a mensalidade.<br /> \nRef&eacute;ns de alunos que sabem que n&atilde;o importa o que fa&ccedil;am, nada lhes acontecer&aacute;.<br /> \nEnt&atilde;o, nos perguntamos: Para onde vamos, afinal? O que ser&aacute; do mundo, se os profissionais em forma&ccedil;&atilde;o agem com total desrespeito ao ser humano, &agrave;s leis, &agrave; ordem?<br /> \nQue esperaremos de um profissional m&eacute;dico amanh&atilde;, se hoje, adentrando a Universidade, ele massacra seu colega?<br /> \nQue aguardaremos de um advogado amanh&atilde;, se agora ele se permite o desrespeito ao companheiro de classe, em total desconsidera&ccedil;&atilde;o com a &eacute;tica?<br /> \nQue nos reserva o futuro?<br /> \n* * *<br /> \nPais e professores cabe-nos retomar as r&eacute;deas e estabelecer diretrizes.<br /> \n&Eacute;tica no lar, respeito na escola, normativas de comportamento.<br /> \nParceria lar-escola. Parceria nos prop&oacute;sitos, nos ideais. Sentirmo-nos como part&iacute;cipes de um mesmo e grandioso prop&oacute;sito de educa&ccedil;&atilde;o.<br /> \nAssim, quando as crian&ccedil;as se transformarem em adolescentes, em jovens, estaremos de bra&ccedil;os dados, nas comemora&ccedil;&otilde;es dos seus sucessos.<br /> \nE quando chegar o momento do trote, teremos eventos produtivos acontecendo.<br /> \nGincanas entre grupos de uma e outra faculdade, disputando quem arrecada maior quantidade de alimentos para o lar de idosos; quem consegue maior n&uacute;mero de latas de leite em p&oacute; para as creches.<br /> \nTeremos mutir&otilde;es de jovens, dispostos a colaborar com o pr&oacute;prio complexo estrutural universit&aacute;rio, pintando, consertando, melhorando a cal&ccedil;ada, embelezando o jardim.<br /> \nPensemos nisso e invistamos logo, para um amanh&atilde; de paz com que todos sonhamos.<br />

AS ESTRELAS DO MAR
4 Fev 20153:26EP 180

AS ESTRELAS DO MAR

&nbsp;As estrelas do mar<br /> \n<br /> \nCerto dia, um escritor, que costumava caminhar pela praia, em busca de inspira&ccedil;&atilde;o, observou, ao longe, um homem a se movimentar.<br /> \nQuando chegou mais perto notou que ele juntava as estrelas do mar, que haviam ficado presas na areia quente da praia, e as devolvia ao mar.<br /> \nS&oacute; ent&atilde;o ele se deu conta de que havia muitas estrelas do mar espalhadas pela praia. <br /> \nEspantado disse ao homem: Voc&ecirc; n&atilde;o percebe que h&aacute; muitas estrelas do mar por a&iacute;? Seu esfor&ccedil;o n&atilde;o vale a pena.<br /> \nMesmo que voc&ecirc; trabalhe v&aacute;rios dias seguidos n&atilde;o conseguiria salvar todas elas. Ent&atilde;o, que diferen&ccedil;a faz?<br /> \nO homem, que ainda n&atilde;o havia parado para lhe dar aten&ccedil;&atilde;o, pegou uma estrela do mar, ergueu-a e, mostrando-a ao escritor disse: Para esta eu fiz diferen&ccedil;a.<br /> \n* * *<br /> \nQuando nos parecer que um pequeno gesto nobre de nossa parte n&atilde;o faz diferen&ccedil;a, lembremo-nos desta singela hist&oacute;ria.<br /> \nPensemos que um &uacute;nico sorriso pode fazer muita diferen&ccedil;a para algu&eacute;m que se encontra desalentado.<br /> \nUma palavra de otimismo far&aacute; diferen&ccedil;a para quem est&aacute; desesperado.<br /> \nUm exemplo nobre junto aos filhos, aos familiares, aos amigos, ou &agrave;queles que nos observam de perto, pode fazer muita diferen&ccedil;a.<br /> \nA cada instante n&oacute;s perdemos excelentes oportunidades de sermos gentis, de perdoarmos, de agirmos com delicadeza, de sermos honestos, sinceros, de calarmos uma ofensa.<br /> \nE isso tudo, no c&ocirc;mputo geral, faz grande diferen&ccedil;a.<br /> \nA t&atilde;o falada e &uacute;til globaliza&ccedil;&atilde;o, a grande quantidade de informa&ccedil;&otilde;es que chega a cada instante, a disputa pelo poder, a competi&ccedil;&atilde;o desonesta, faz com que nos esque&ccedil;amos de ser gente.<br /> \nParece mesmo que estamos nos tornando m&aacute;quinas automatizadas, incapazes de olhar para quem est&aacute; ao nosso lado, sen&atilde;o como um ferrenho concorrente ou um advers&aacute;rio pertinaz.<br /> \nSe todos n&oacute;s repens&aacute;ssemos valores e nos lembr&aacute;ssemos de que somos seres criados para viver em sociedade e que, acima de tudo, somos Esp&iacute;ritos imortais, filhos do mesmo Pai, talvez sofr&ecirc;ssemos menos.<br /> \nE isso faria diferen&ccedil;a.<br /> \n* * *<br /> \nQuando percebermos algu&eacute;m preso nas areias quentes da solid&atilde;o...<br /> \nQuando notarmos algu&eacute;m se debatendo no mar revolto do sofrimento... lembremos que todos somos estrelas do Universo, colocadas lado a lado, pelo Criador, para crescermos juntos.<br /> \nPortanto, n&atilde;o sejamos estrelas apagadas, mas fa&ccedil;amos brilhar a nossa luz onde quer que estejamos.<br /> \nS&oacute; ent&atilde;o perceberemos o quanto isso faz diferen&ccedil;a.<br /> \nPense Nisso, mas pense agora.<br /> \n<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br />

OH,COMO EU A AMEI
3 Fev 20154:10EP 179

OH,COMO EU A AMEI

&nbsp;Oh, como eu a amei!<br /> \n<br /> \nO padre estava terminando o servi&ccedil;o f&uacute;nebre na hora do sepultamento. De repente, o homem de 78 anos, cuja esposa de 70 anos acabara de morrer, come&ccedil;ou a gritar:<br /> \n- &ldquo;Oh, como eu a amei!&rdquo;<br /> \nSeu lamento desolado interrompeu o sil&ecirc;ncio da formalidade. Os outros familiares e amigos permaneceram de p&eacute; em torno da sepultura, parecendo chocados e embara&ccedil;ados.<br /> \nSeus filhos, envergonhados, tentaram silenciar seu pai.<br /> \nEst&aacute; certo, papai; n&oacute;s entendemos.<br /> \nO velho homem olhava fixamente o caix&atilde;o descer lentamente na sepultura. O padre continuou. Terminando, ele cumprimentou os familiares que, um a um, foram deixando o local.<br /> \nTodos, exceto o velho homem.<br /> \n- &ldquo;Oh, como eu a amei!&rdquo; Gemeu ruidosamente.<br /> \nSua filha e dois filhos novamente tentaram cont&ecirc;-lo, mas ele continuou.<br /> \n-&ldquo;Como eu a amei!&rdquo;<br /> \nAquele homem permaneceu olhando fixamente para o sepulcro. O padre o abordou dizendo: &ldquo;eu sei como voc&ecirc; deve se sentir, mas est&aacute; na hora de irmos embora.&rdquo;<br /> \nTodos devemos ir e continuar nossa vida.<br /> \n&ldquo;Oh, como eu a amei!&rdquo; Disse novamente o velho homem ao padre.<br /> \n&ldquo;Voc&ecirc; n&atilde;o faz id&eacute;ia...&rdquo;<br /> \n&ldquo;Eu quase disse isso a ela, uma vez...&rdquo;<br /> \n<br /> \nIncont&aacute;vel n&uacute;mero de pessoas passa por uma situa&ccedil;&atilde;o semelhante a essa.<br /> \nS&atilde;o esposas e esposos, filhos, irm&atilde;os, tios, amigos, que passam uma vida inteira juntos e n&atilde;o t&ecirc;m coragem de declarar seus sentimentos.<br /> \nNo momento em que o criador, pai amoroso e bom, vem requisitar nosso ente querido, e este viaja com destino ao mundo espiritual, muitas vezes fazemos como aquele esposo e gritamos com todas as for&ccedil;as que n&oacute;s o amamos, mas &eacute; demasiadamente tarde...<br /> \nPara que voc&ecirc; n&atilde;o fique com uma declara&ccedil;&atilde;o de amor presa na garganta, diga hoje mesmo o que voc&ecirc; sente pelos seus afetos.<br /> \nDiga ao seu filho o quanto voc&ecirc; o ama.<br /> \nFale para os irm&atilde;os que eles s&atilde;o importantes para voc&ecirc;. Talvez a felicidade deles dependa dessa declara&ccedil;&atilde;o.<br /> \nConfidencie aos seus pais que voc&ecirc; os ama, se &eacute; que ainda n&atilde;o o fez. Isso lhes trar&aacute; uma alegria inesperada.<br /> \nN&atilde;o esconda dos seus amigos o que voc&ecirc; sente por eles. Talvez eles desconhe&ccedil;am seus sentimentos de ternura.<br /> \nAbrace seus av&oacute;s, se ainda os tem por perto. Um abra&ccedil;o de neto representa o maior dos tesouros. E, talvez, o melhor dos rem&eacute;dios.<br /> \nConfesse ao seu esposo ou a sua esposa o seu amor. Isso far&aacute; com que o relacionamento se torne mais agrad&aacute;vel e os eventuais problemas se tornem mais f&aacute;ceis de superar.<br /> \n&Agrave;s vezes pensamos que as pessoas sabem o que sentimos por elas e por isso n&atilde;o dizemos, mas nem sempre elas adivinham.<br /> \n<br /> \nPense nisso e tome uma atitude agora. Conjugue o verbo amar no tempo presente. <br /> \nEquipe de Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em texto intitulado &quot;Oh, how i loved her&quot;, de Hanonch Mccarty.<br />

FANATISMO E TOLERÂNCIA
2 Fev 20154:27EP 178

FANATISMO E TOLERÂNCIA

&nbsp;Fanatismo e Toler&acirc;ncia<br /> \n<br /> \n&Eacute; natural que nas nossas escolhas, nas nossas andan&ccedil;as, encontremos essa ou aquela filosofia de vida que mais nos pare&ccedil;a adequada.<br /> \n&Eacute; compreens&iacute;vel que a escolha religiosa de cada um de n&oacute;s tenha um car&aacute;ter pr&oacute;prio e pessoal, que mais concorde com nossa vis&atilde;o de mundo e de um Criador.<br /> \nAssim tamb&eacute;m escolhemos o partido pol&iacute;tico, o time de futebol, o esporte preferido para praticar, o hobby para os momentos de lazer, que nos pare&ccedil;a o melhor, e que tenha mais significado para n&oacute;s.<br /> \nComo temos hist&oacute;rias de vida diferentes, percep&ccedil;&otilde;es de mundo, valores, capacidades intelectuais e emocionais muito pessoais e individualizadas, cada um de n&oacute;s faz suas escolhas externas em coer&ecirc;ncia com aquilo que j&aacute; conquistou intimamente.<br /> \nDessa forma, mesmo que n&atilde;o concordemos com a op&ccedil;&atilde;o de vida de outros, mesmo que tal ou qual situa&ccedil;&atilde;o jamais possa ser nossa escolha, para algu&eacute;m isso pode ser o melhor.<br /> \nPortanto, compreender que n&atilde;o ser&atilde;o todos que aceitar&atilde;o a nossa religi&atilde;o como a melhor, que ver&atilde;o nossa profiss&atilde;o como a mais acertada escolha ou que conseguir&atilde;o entender nossas op&ccedil;&otilde;es, tudo isso faz parte da vida. <br /> \nTodas as vezes que tentarmos for&ccedil;ar algu&eacute;m a pensar como n&oacute;s, entraremos em campo perigoso.<br /> \nQuando somos intolerantes com as op&ccedil;&otilde;es distintas das nossas, quando n&atilde;o vemos com naturalidade outros caminhos trilhados por tantos, estamos demonstrando nossa inflexibilidade com a diversidade do pensar e do agir alheios.<br /> \nO pr&oacute;ximo passo, seguido &agrave; intoler&acirc;ncia, ser&aacute; certamente o do fanatismo.<br /> \nQuando n&atilde;o conseguimos aceitar as op&ccedil;&otilde;es alheias, n&atilde;o conseguimos ver outros caminhos para trilhar, tendemos a impor nossas escolhas como a &uacute;nica verdade e a &uacute;nica op&ccedil;&atilde;o l&iacute;cita e saud&aacute;vel.<br /> \nSeremos aqueles que tentaremos impor nossa religi&atilde;o, nossa filosofia de vida, nosso esporte ou nosso hobby aos que nos cercam, para que eles se conven&ccedil;am da nossa certeza, esquecendo-nos de que ela &eacute; nossa e de mais ningu&eacute;m.<br /> \nDisso conclu&iacute;mos que n&atilde;o nos cabe impor a ningu&eacute;m nossa cren&ccedil;a, seja religiosa, seja de vida, ou de qualquer matiz.<br /> \n* * *<br /> \nSe convidados a opinar sobre o que seja, que possamos expor nosso ponto de vista com naturalidade e tranquilidade, mas sem pretens&atilde;o ou arrog&acirc;ncia, como se o nosso caminho fosse o &uacute;nico que conduz para a felicidade, para o bem-estar.<br /> \nQuando temos necessidade de impor o que pensamos, mostramos n&atilde;o s&oacute; a fragilidade e incertezas que carregamos, como a necessidade constante de autoafirmar nossas cren&ccedil;as.<br /> \nNuma sociedade t&atilde;o diversificada como a nossa, pratiquemos a toler&acirc;ncia e a compreens&atilde;o para com o pr&oacute;ximo.<br /> \nMesmo as op&ccedil;&otilde;es err&ocirc;neas que o outro, porventura, tenha feito, ser&atilde;o li&ccedil;&otilde;es preciosas para seu aprendizado, que talvez n&atilde;o ocorressem se n&atilde;o fosse de tal maneira.<br /> \nPermitamos a cada um a liberdade do pensar e do agir, fazendo, de nossa parte, as op&ccedil;&otilde;es que nos levem &agrave; felicidade, &agrave; paz e &agrave; consci&ecirc;ncia tranquila.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso a partir de um texto da F.E.P.<br />

IMPACIÊNCIA E IRRITAÇÃO
27 Jan 20152:44EP 177

IMPACIÊNCIA E IRRITAÇÃO

&nbsp;Impaci&ecirc;ncia e irrita&ccedil;&atilde;o<br /> \n<br /> \nVoc&ecirc; costuma se irritar com facilidade?<br /> \nEm caso afirmativo, j&aacute; pensou por que isso acontece?<br /> \nSem uma reflex&atilde;o mais detida, costumamos dizer que as pessoas s&atilde;o as respons&aacute;veis pela nossa irrita&ccedil;&atilde;o, afinal, elas sempre est&atilde;o onde n&atilde;o deveriam, e na hora errada.<br /> \nE quando n&atilde;o s&atilde;o as pessoas &eacute; a situa&ccedil;&atilde;o em si que nos tira do s&eacute;rio.<br /> \nPor exemplo: se estamos indo para casa ou para o trabalho, sempre tem muita gente na nossa frente, o que ocasiona um terr&iacute;vel congestionamento capaz de nos fazer perder a calma.<br /> \nSe vamos ao shopping para umas compras r&aacute;pidas, l&aacute; est&atilde;o tamb&eacute;m aquelas pessoas inconvenientes.<br /> \nVamos encontr&aacute;-las outra vez nas filas dos bancos, supermercados e at&eacute; no cinema.<br /> \nLogo, s&atilde;o elas as grandes culpadas pela nossa impaci&ecirc;ncia.<br /> \nSe, por acaso, voc&ecirc; est&aacute; nessa lista dos que se irritam por causa dos outros ou das situa&ccedil;&otilde;es, pare e pense um pouco sobre o assunto.<br /> \nSer&aacute; que s&atilde;o as pessoas que irritam voc&ecirc;, ou &eacute; voc&ecirc; que se permite irritar com as pessoas?<br /> \nSer&aacute; que as situa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o irritantes ou voc&ecirc; est&aacute; se deixando levar pelas circunst&acirc;ncias sem se preservar da irrita&ccedil;&atilde;o?<br /> \n&Eacute; importante, at&eacute; mesmo para a nossa sa&uacute;de f&iacute;sica e mental, que aprendamos a relevar situa&ccedil;&otilde;es inesperadas.<br /> \nQuando sa&iacute;mos de casa ou do escrit&oacute;rio, preparemo-nos para enfrentar um tr&acirc;nsito congestionado, se for necess&aacute;rio, sem que isso nos deixe irritados.<br /> \nEssas e outras tantas situa&ccedil;&otilde;es somente nos far&atilde;o perder a paci&ecirc;ncia se n&oacute;s permitirmos.<br /> \nE se voc&ecirc; j&aacute; perdeu muitas vezes a paci&ecirc;ncia com situa&ccedil;&otilde;es e pessoas, poder&aacute; responder com conhecimento de causa:<br /> \nSua irrita&ccedil;&atilde;o j&aacute; resolveu algum problema? Ou s&oacute; serviu para lhe causar dor de cabe&ccedil;a ou outra indisposi&ccedil;&atilde;o qualquer?<br /> \nPor tudo isso, vale a pena cultivar a arte de ser paciente, mesmo nas situa&ccedil;&otilde;es mais dif&iacute;ceis e aparentemente imposs&iacute;veis.<br /> \n* * *<br /> \nUm dia o homem perguntou ao trabalho:<br /> \nQual o elemento mais resistente que voc&ecirc; j&aacute; encontrou?<br /> \nE o trabalho respondeu: A pedra.<br /> \nA &aacute;gua, que corria calmamente em derredor, escutou a conversa e, em sil&ecirc;ncio, descobriu um meio de pingar sobre a pedra. Em algum tempo, abriu-lhe grande brecha, atrav&eacute;s da qual podia passar de um lado para outro.<br /> \nO homem anotou o acontecimento e perguntou para a &aacute;gua qual fora o instrumento que ela utilizara para realizar aquele prod&iacute;gio. A &aacute;gua humilde respondeu simplesmente:<br /> \nFoi a paci&ecirc;ncia.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com pensamento extra&iacute;do do Boletim Ser em foco, n&ordm; 02/00.<br />

A ILUSÃO
26 Jan 20153:43EP 176

A ILUSÃO

&nbsp;A Ilus&atilde;o <br /> \n<br /> \nA ilus&atilde;o da eterna beleza f&iacute;sica &eacute; quase generalizada.<br /> \nA busca por produtos que evitem que as marcas de express&atilde;o se transformem em vincos na face, &eacute; assustadora.<br /> \nSem d&uacute;vida, &eacute; louv&aacute;vel a possibilidade que os avan&ccedil;os cient&iacute;ficos propiciam para que as pessoas se sintam bem.<br /> \nA medicina est&eacute;tica surge justamente para trazer bem-estar e aumentar a auto-estima, corrigindo este ou aquele problema f&iacute;sico.<br /> \nTodavia, acreditar que os recursos da tecnologia v&atilde;o nos tornar jovens no corpo f&iacute;sico para sempre, &eacute; triste ilus&atilde;o.<br /> \nAproveitando essa fragilidade dos indiv&iacute;duos, de cair nas malhas da ilus&atilde;o, o com&eacute;rcio tem sido lucrativo, vendendo disfarces no atacado e no varejo.<br /> \nS&atilde;o cintos para disfar&ccedil;ar as gorduras, comprimindo-as para que a silhueta pare&ccedil;a mais delineada...<br /> \nSuti&atilde;s que simulam seios maiores, mais torneados...<br /> \nCal&ccedil;as e meias com bumbuns posti&ccedil;os, e muito mais...<br /> \nS&atilde;o iludidos... S&atilde;o ilus&otilde;es...<br /> \nA psic&oacute;loga Mariliz Vargas fala sobre os perigos da fuga intermin&aacute;vel das marcas do tempo.<br /> \nEla diz que &eacute; preciso equilibrar a busca da juventude com a aceita&ccedil;&atilde;o da vida como ela &eacute;, com seus momentos e suas fases, com suas mudan&ccedil;as e suas perdas.<br /> \nN&atilde;o podemos perder a no&ccedil;&atilde;o do limite desses tipos de procedimento, pois o tempo continuar&aacute; a passar e a velhice, cedo ou tarde , se manifestar&aacute;, assim como a morte f&iacute;sica.<br /> \nVivemos em sociedade que estimula demasiadamente a ilus&atilde;o de controle mental. Somos incentivados a acreditar que podemos tudo, e que caso n&atilde;o tenhamos tudo, &eacute; por pura falta de compet&ecirc;ncia da nossa parte.Isso causa um profundo impacto emocional naqueles que nos deixamos levar por esse tipo de ilus&atilde;o.<br /> \nCom isso tudo, n&atilde;o desenvolvemos os recursos internos para lidar com a vida real, suas perdas e seus limites, suas dores e suas dificuldades.<br /> \nTorna-se obsecado pela perfei&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica &eacute; uma das consequ&ecirc;ncias desse processo mental, e tem sido um fator determinante no desenvolvimento de doen&ccedil;as psicossom&aacute;ticas e da infelicidade humana.<br /> \nVale a pena pensar um pouco mais sobre essa quest&atilde;o.<br /> \nBuscar refletir sobre os caminhos que escolhemos e observar a dire&ccedil;&atilde;o que tomamos.<br /> \nRetirar do olhar o v&eacute;u das ilus&otilde;es e seguir a passos firmes na dire&ccedil;&atilde;o da felicidade sem disfarces e sem fantasias.<br /> \nNa dire&ccedil;&atilde;o da felicidade efetiva, que s&oacute; a realidade pode nos oferecer.<br /> \nPensemos nisso!<br />

Nada tocando
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