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PODCAST · 3191 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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O NOSSO DESAMOR DE CADA DIA
21 Fev 20153:49EP 191

O NOSSO DESAMOR DE CADA DIA

&nbsp;O Nosso desamor de cada dia.<br /> \n<br /> \n<br /> \nDia desses passamos por uma rua e nos chamou a aten&ccedil;&atilde;o um grande muro, &agrave; frente de uma casa.<br /> \n<br /> \nCom todo capricho, o muro estava pintado com uma cor clara e, pequenos canteiros, com flores mi&uacute;das, haviam sido colocados &agrave; beira da cal&ccedil;ada.<br /> \n<br /> \nUm primor! Infelizmente, bem no meio do muro, havia sido escrito em letras pretas, tortas, grotescas, destoando totalmente da beleza e bom gosto do dono da casa: Jesus te ama!<br /> \n<br /> \nA mensagem &eacute; positiva, no entanto, pichar propriedade alheia mostra, em primeira m&atilde;o, que n&oacute;s ainda n&atilde;o aprendemos a amar nosso irm&atilde;o.<br /> \n<br /> \nN&atilde;o respeitar a propriedade alheia, n&atilde;o preservar o que outro gastou em economias, em trabalho, em esfor&ccedil;o, para conseguir &eacute; falta total de amor.<br /> \nE o pior do nosso desamor ao pr&oacute;ximo, &eacute; quando somos religiosos, e a pretexto de levar &ldquo;A palavra de Deus&rdquo;, colocamos o volume do som do templo no ultimo, incomodando outros irm&atilde;os da vizinhan&ccedil;a, que n&atilde;o professam da mesma f&eacute; .<br /> \nE quando colocamos o nosso carro na frente de nossa casa e abrimos as portas, para ouvir musicas do nosso gosto em volume t&atilde;o alto, que o nosso vizinho &eacute; obrigado ouvir o que n&oacute;s gostamos, sem respeitar a liberdade que o mesmo tem, de n&atilde;o ouvir as musicas de nossa prefer&ecirc;ncia.E muitas vezes nos esquecemos, que pode haver uma pessoa enferma e que necessita de repouso nessa mesma casa. <br /> \n<br /> \n<br /> \nE nosso desamor ao pr&oacute;ximo continua. Basta olharmos para nosso planeta. Aplaudimos os discursos dos que nos conclamam ao mundo sustent&aacute;vel, &agrave; reciclagem do lixo, &agrave; coleta seletiva e tudo o mais.<br /> \n<br /> \nComparecemos a caminhadas que objetivam conscientizar a todos a respeito da correta postura ecol&oacute;gica. Contudo, muitos de n&oacute;s vamos deixando pelo caminho as marcas da nossa passagem: copos e garrafas descart&aacute;veis, pap&eacute;is de bala...<br /> \n<br /> \nE n&atilde;o estaremos amando nosso pr&oacute;ximo enquanto nos &ocirc;nibus as pessoas idosas, gestantes, com crian&ccedil;as ao colo estiverem em p&eacute; e n&oacute;s fingirmos dormir para n&atilde;o lhes dar o lugar.<br /> \n<br /> \nNem mesmo quando alardeamos que temos TV a cabo em casa, mas nada pagamos por ela, porque puxamos o cabo da casa do vizinho.<br /> \n<br /> \nEnquanto n&atilde;o houver o m&iacute;nimo respeito pela propriedade do outro, pelos bens p&uacute;blicos, ainda estaremos estacionados no desamor.<br /> \n<br /> \nEnquanto acreditarmos que o bom mesmo &eacute; ser esperto e passar o outro para tr&aacute;s e ainda nos vangloriarmos do feito, n&atilde;o estaremos no caminho do amor.<br /> \n<br /> \nEnquanto ensinarmos, por nossos atos, &agrave;s gera&ccedil;&otilde;es futuras que o bom &eacute; ficar rico, da noite para o dia, n&atilde;o importando os m&eacute;todos; que o bom &eacute; sempre levar vantagem em tudo, ainda estacionamos no desamor.<br /> \n<br /> \nPensemos nisso: quem ama serve ao semelhante, ajuda a planta e socorre o animal.<br /> \n<br /> \nQuem ama, preserva o mundo em que vive e que o seu irm&atilde;o tamb&eacute;m vive.<br /> \n<br /> \nTodos desejamos um mundo melhor, mais justo, sadio e agrad&aacute;vel.<br /> \n<br /> \nLembremos que tudo depende de n&oacute;s, de cada um de n&oacute;s.<br /> \nPensemos nisso.<br /> \n<br /> \n<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br />

TUDO É TRANSITORIO
19 Fev 20154:27EP 190

TUDO É TRANSITORIO

&nbsp;Tudo &eacute; transit&oacute;rio<br /> \n<br /> \nUm redator de importante revista nacional escreveu, em um de seus artigos, algo que nos levou a reflex&otilde;es a respeito da vida que levamos.<br /> \nEscreveu ele que pode at&eacute; n&atilde;o ser verdade. Talvez a Hist&oacute;ria n&atilde;o comprove o fato, contudo, &eacute; uma excelente ideia.<br /> \nNa Roma antiga, quando um general voltava de uma campanha vitoriosa no estrangeiro, fazia-se uma grande prociss&atilde;o pela cidade.<br /> \nO povo sa&iacute;a &agrave;s ruas para assistir o desfile triunfal do comandante vencedor e homenagear a grandeza que ele trazia para a p&aacute;tria.<br /> \nEra a honra m&aacute;xima que um cidad&atilde;o romano podia almejar. Mas, para chegar a isso, ele devia ter trabalhado muito por Roma.<br /> \nEle devia ter matado em combate pelo menos cinco mil soldados inimigos; tinha de mostrar os chefes derrotados, que desfilavam atr&aacute;s do seu carro; devia ter enfrentado um ex&eacute;rcito, no m&iacute;nimo, equivalente ao seu.<br /> \nE, acima de tudo, devia trazer a sua tropa de volta para casa porque um l&iacute;der &eacute; respons&aacute;vel pelos seus liderados.<br /> \nEntretanto, os romanos, que passaram &agrave; Hist&oacute;ria como os s&iacute;mbolos do orgulho, paradoxalmente tinham em alta conta a mod&eacute;stia pessoal.<br /> \nComo, ent&atilde;o, receber toda essa homenagem, desfilar vitorioso pela multid&atilde;o como um rei, ser ovacionado como o grande triunfador e n&atilde;o se encher de soberba?<br /> \n&Eacute; a&iacute; que aparece a grande ideia. Logo atr&aacute;s do general vitorioso, no mesmo carro puxado por quatro cavalos, que ele conduzia, ficava um escravo.<br /> \nDe tanto em tanto tempo, ele dizia baixinho, no ouvido do triunfador: Memento mori. Ou seja:Lembre-se de que voc&ecirc; vai morrer um dia.<br /> \nCom certeza, nada melhor para baixar a soberba de qualquer alta autoridade que come&ccedil;a a se achar o bom, o melhor.<br /> \n<br /> \nLembre-se de que voc&ecirc; vai morrer um dia. Essa a reflex&atilde;o que, de tempos em tempos, seria oportuno nos permitirmos.<br /> \nN&atilde;o somos imortais na carne, embora alguns, antecipando novas e surpreendentes conquistas da ci&ecirc;ncia m&eacute;dica, apregoem que chegar&aacute; o dia em que n&atilde;o mais haveremos de morrer. Seria tr&aacute;gico e enfadonho.<br /> \nIsso se chama dinamismo e renova&ccedil;&atilde;o. Mas, lembrar que teremos fim um dia, que nossos eventuais inimigos tamb&eacute;m haver&atilde;o de morrer, que tudo passa, &eacute; medida salutar.<br /> \nNada &eacute; perene, sobre a Terra. Passam as quest&otilde;es corriqueiras, o poder, a autoridade humana, a vida f&iacute;sica.<br /> \nO que hoje &eacute;, amanh&atilde; poder&aacute; deixar de ser.<br /> \nAssim reflexionando, n&atilde;o ficaremos agarrados a pretensos cargos, a fortunas, a interesses mesquinhos. Tudo &eacute; transit&oacute;rio na Terra.<br /> \nHoje detemos o cargo, amanh&atilde; estar&aacute; em outras m&atilde;os. Hoje comandamos centenas de pessoas,amanh&atilde; essas mesmas pessoas poder&atilde;o estar acompanhando nosso funeral.<br /> \nAssim sendo, semeemos o bem, fa&ccedil;amos nosso melhor como se hoje fosse nosso &uacute;ltimo dia neste mundo. Amemos, abracemos, fa&ccedil;amos nosso melhor porque o amanh&atilde; poder&aacute; nos surpreender nos campos de uma realidade que apenas supomos, mas temos a certeza absoluta.<br /> \nPensemos nisso.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com dados iniciais colhidos no<br /> \nartigo de J. R. Guzzo, publicado na revista Veja, de 29 de agosto de<br /> \n2012.<br />

O ÓBVIO
17 Fev 20153:33EP 188

O ÓBVIO

&nbsp;O &oacute;bvio<br /> \n<br /> \n<br /> \nCerta vez, um amigo abordou o m&eacute;dium Chico Xavier e lhe perguntou:<br /> \nChico, na sua opini&atilde;o, qual &eacute; o homem mais rico?<br /> \nPara mim, respondeu ele, o homem mais rico &eacute; o que tenha menos necessidades.<br /> \nArriscando nova pergunta, o companheiro quis saber:<br /> \nE o homem mais justo e s&aacute;bio?<br /> \nCom o fraterno sorriso de sempre, ele voltou a responder:<br /> \nO homem mais justo e s&aacute;bio &eacute; o que cumpre com o dever.<br /> \nMas - voltou a insistir o homem, certamente querendo uma resposta ou revela&ccedil;&atilde;o diferente - o que voc&ecirc; est&aacute; me dizendo &eacute; o &oacute;bvio!<br /> \nSem parar o que estava fazendo e, com a espontaneidade de sempre, Chico terminou dizendo:<br /> \nMeu filho, tudo que est&aacute; no Evangelho &eacute; o &oacute;bvio!<br /> \nN&atilde;o existem segredos nem mist&eacute;rios para o bem proceder. Nada mais &oacute;bvio que a verdade!<br /> \nO nosso problema &eacute; justamente este: queremos alcan&ccedil;ar o c&eacute;u, vivendo fora do &oacute;bvio na Terra!<br /> \n* * *<br /> \nA palavra &oacute;bvio vem do latim obvius e significa tudo aquilo que &eacute; evidente, &agrave; vista, lugar-comum.<br /> \nEla &eacute; formada de ob, que representa &agrave; frente; e de via, que significa caminho.<br /> \nAssim, ela indica aquilo que est&aacute; &agrave; nossa frente, sem ser segredo ou estar escondido, o que salta &agrave; vista.<br /> \nChico Xavier, na sua humildade de sempre, mostrou excelsa sabedoria ao apontar uma caracter&iacute;stica humana dos dias atuais: a de complicar o que &eacute; extremamente simples.<br /> \nAssim criamos f&oacute;rmulas, palavras m&aacute;gicas, receitas e esquemas mil, para entender o que sempre esteve t&atilde;o claro nas li&ccedil;&otilde;es que h&aacute; mais de dois mil anos s&atilde;o ensinadas.<br /> \nPor vezes, parece que a fuga do &oacute;bvio &eacute; fuga da responsabilidade.<br /> \nResponsabilidade de quem j&aacute; sabe o que deve fazer, de quem j&aacute; tem o conhecimento, mas deixa a a&ccedil;&atilde;o, a mudan&ccedil;a, a renova&ccedil;&atilde;o sempre para amanh&atilde;.<br /> \nPor que relutamos tanto em entender o &oacute;bvio? Ser&aacute; entendimento o que falta? Acreditamos que n&atilde;o. Nossa gera&ccedil;&atilde;o j&aacute; tem entendimento e intelig&ecirc;ncia suficientes.<br /> \nO que falta &eacute; o movimento interior da mudan&ccedil;a, de deixar as paix&otilde;es negativas para tr&aacute;s.<br /> \nAs li&ccedil;&otilde;es dos sacerdotes, pastores e palestrantes esp&iacute;ritas, embasadas no Evangelho, &eacute; o &oacute;bvio. O &oacute;bvio t&atilde;o necess&aacute;rio para acalmar nossas almas angustiadas com as incertezas do mundo.<br /> \n&Eacute; via segura &agrave; nossa frente, conduzindo &agrave; t&atilde;o sonhada felicidade.<br /> \nPense Nisso!<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base no texto do Momento Esp&iacute;rita<br />

SER COMO SE JÁ NÃO FÔSSEMOS
14 Fev 20154:04EP 187

SER COMO SE JÁ NÃO FÔSSEMOS

&nbsp;Ser como se j&aacute; n&atilde;o f&ocirc;ssemos<br /> \n<br /> \n&Eacute; preciso n&atilde;o esquecer nada:<br /> \nnem a torneira aberta nem o fogo aceso,<br /> \nnem o sorriso para os infelizes,<br /> \nnem a ora&ccedil;&atilde;o de cada instante.<br /> \n&Eacute; preciso n&atilde;o esquecer de ver a nova borboleta, nem o c&eacute;u de sempre.<br /> \nO que &eacute; preciso &eacute; esquecer o nosso rosto, o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.<br /> \nO que &eacute; preciso esquecer &eacute; o dia carregado de atos, a ideia de recompensas e de gl&oacute;ria.<br /> \nO que &eacute; preciso &eacute; ser como se j&aacute; n&atilde;o f&ocirc;ssemos, vigiados pelos pr&oacute;prios olhos, severos conosco, pois o resto... o resto n&atilde;o nos pertence.<br /> \n* * *<br /> \nCec&iacute;lia Meirelles nos faz pensar e viajar por entre suas palavras singelas e profundas.<br /> \nSeria poss&iacute;vel viver como se j&aacute; n&atilde;o f&ocirc;ssemos, em um mundo de tangibilidade plena como o nosso?<br /> \nSeria poss&iacute;vel como que viver em dimens&otilde;es diferentes ao mesmo tempo? E, ser&aacute; que j&aacute; n&atilde;o vivemos?<br /> \nH&aacute; uma parte de n&oacute;s vivendo na esfera ponder&aacute;vel, da mat&eacute;ria, das necessidades de sobreviv&ecirc;ncia.<br /> \nH&aacute; outra, habitante do eterno, onde os espelhos do mundo n&atilde;o refletem nada, imponder&aacute;vel, espiritual.<br /> \nViver como se j&aacute; n&atilde;o f&ocirc;ssemos, pode significar estar no mundo, sem ser do mundo.<br /> \nDependemos do material para a sobreviv&ecirc;ncia, para a manuten&ccedil;&atilde;o da encarna&ccedil;&atilde;o.<br /> \nPor&eacute;m, nosso cora&ccedil;&atilde;o, nossas mais valiosas energias podem estar sendo investidas nessa vida maior, na vida eterna do Esp&iacute;rito imortal.<br /> \nQuando investimos no amor, na doa&ccedil;&atilde;o, no sorriso para os infelizes ao nosso redor, estamos sendo como se j&aacute; n&atilde;o f&ocirc;ssemos, pois estamos vivendo o espiritual, o permanente, acima do ef&ecirc;mero, do passageiro.<br /> \nQuando investimos no autoconhecimento, buscando em n&oacute;s, diariamente, o que precisa de reforma, estamos sendo como se j&aacute; n&atilde;o f&ocirc;ssemos.<br /> \nQuando n&atilde;o esperamos as recompensas e gl&oacute;rias do mundo, vivendo com leveza o dia carregado de atos, estamos sendo como se j&aacute; n&atilde;o f&ocirc;ssemos.<br /> \nSeveros conosco, no sentido de vigiarmos nossos pensamentos e atos, dando conta de nossa pr&oacute;pria administra&ccedil;&atilde;o.<br /> \nN&atilde;o a severidade que pune, que enche de culpa, mas aquela que previne e que corrige sempre, evitando perdermos tempo em caminhos infelizes.<br /> \nE o resto... o resto n&atilde;o nos pertence.<br /> \nPertencem a Deus a Lei e a Justi&ccedil;a. Pertence &agrave; consci&ecirc;ncia de cada um seu pr&oacute;prio julgamento.<br /> \n* * *<br /> \nL&eacute;on Denis, grande s&aacute;bio do s&eacute;culo 18, em sua obra Depois da morte, ensina:dolorosa, cheia de ang&uacute;stias para uns, a morte n&atilde;o &eacute;, para outros, sen&atilde;o um sono agrad&aacute;vel seguido de um despertar silencioso.<br /> \nO desprendimento &eacute; f&aacute;cil para aquele que previamente se desligou das coisas deste mundo, para aquele que aspira aos bens espirituais e que cumpriu os seus deveres.<br /> \n.<br /> \nAinda h&aacute; tempo de escolher. Ainda h&aacute; tempo de se preparar. Pensemos nisso.<br /> \n<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base no poema &Eacute; preciso n&atilde;o<br /> \nesquecer nada, do livro Poesia completa, de Cec&iacute;lia Meirelles, ed. Nova<br /> \nFronteira e no cap. 30, do livro Depois da morte, de L&eacute;on Denis, ed. Feb.<br />

SERENIDADE
13 Fev 20155:14EP 186

SERENIDADE

&nbsp;A SERENIDADE<br /> \n<br /> \nVoc&ecirc; j&aacute; parou para observar, algum dia, como as pessoas andam pelas ruas apreensivas?<br /> \n<br /> \nO semblante sempre carregado e o cenho franzido traduzem a ang&uacute;stia &iacute;ntima. A problem&aacute;tica em que se encontram mergulhados.<br /> \n<br /> \nEm alguns momentos, a impress&atilde;o que se tem &eacute; que a maioria das gentes anda em batalha interior constante.<br /> \n<br /> \nE nos perguntamos: Onde a serenidade? Em especial daqueles de n&oacute;s que ostentamos o adjetivo de sermos religiosos.<br /> \n<br /> \nAcaso teremos esquecido a exorta&ccedil;&atilde;o que diz: A cada dia basta o seu cuidado? <br /> \n<br /> \n&Eacute; por essa raz&atilde;o que, com regularidade, a Provid&ecirc;ncia Divina permite que Seus mission&aacute;rios visitem a Terra, travestidos em corpos humanos e nas mais variadas frentes de trabalho. <br /> \n<br /> \nRecordamos que em 1958, o Mundo assistiu &agrave; posse de mais um Papa. <br /> \nAos 77 anos, &Acirc;ngelo Giuseppe Roncalli assumiu o papado com o nome de Jo&atilde;o XXIII. &Acirc;ngelo Roncalli era um homem que causava um impacto sempre favor&aacute;vel nas pessoas.<br /> \n<br /> \nReconhecia claramente suas limita&ccedil;&otilde;es e era dotado de um vivo senso de humor.<br /> \n<br /> \nSurpreendeu pela coragem de inaugurar debates sobre temas intoc&aacute;veis at&eacute; ent&atilde;o. <br /> \n<br /> \nEm um documento asseverou que todos os homens t&ecirc;m direito de escolher a sua religi&atilde;o. <br /> \n<br /> \nEm 1960, num dos seus escritos, ele registrou uma p&aacute;gina com not&aacute;vel sentimento de religiosidade universal.<br /> \n<br /> \nChama-se O Dec&aacute;logo da Serenidade e cont&eacute;m dez sugest&otilde;es de conduta para o homem que deseja a paz.<br /> \n<br /> \n1&ordf; primeiro Procurarei viver pensando apenas no dia de hoje, exclusivamente neste dia, sem querer resolver todos os problemas da minha vida de uma s&oacute; vez.<br /> \n<br /> \n2&ordf; segundo - Hoje, apenas hoje, procurarei ter o m&aacute;ximo cuidado na minha conviv&ecirc;ncia; cort&ecirc;s nas minhas maneiras, a ningu&eacute;m criticarei, nem pretenderei melhorar ou corrigir &agrave; for&ccedil;a ningu&eacute;m, sen&atilde;o a mim mesmo.<br /> \n<br /> \n3&ordf; terceiro - Hoje, apenas hoje, serei feliz, na certeza de que fui criado para a felicidade, n&atilde;o s&oacute; no outro Mundo, mas tamb&eacute;m j&aacute; neste.<br /> \n<br /> \n4&ordf; quarto - Hoje, apenas hoje, adaptar&not;-me-ei &agrave;s circunst&acirc;ncias, sem pretender que sejam todas as circunst&acirc;ncias a se adaptarem aos meus desejos.<br /> \n<br /> \n5&ordf; quinto - Hoje, apenas hoje, dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura, recordando que, assim como o alimento &eacute; necess&aacute;rio para a vida do corpo, assim a boa leitura &eacute; necess&aacute;ria para a vida da alma.<br /> \n<br /> \n6&ordf; sexto - Hoje, apenas hoje, farei uma boa a&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o direi a ningu&eacute;m.<br /> \n<br /> \n7&ordf; s&eacute;timo - Hoje, apenas hoje, farei ao menos uma coisa que me custe fazer, e se me sentir ofendido nos meus sentimentos, procurarei que ningu&eacute;m o saiba.<br /> \n<br /> \n8&ordf; oitavo - Hoje, apenas hoje, executarei um programa pormenorizado. Talvez n&atilde;o o cumpra perfeitamente, mas ao menos escrev&ecirc;-lo-ei. E fugirei de dois males: a pressa e a indecis&atilde;o.<br /> \n<br /> \n9&ordf; nono - Hoje, apenas hoje, acreditarei firmemente, embora as circunst&acirc;ncias mostrem o contr&aacute;rio, que a Provid&ecirc;ncia de Deus se ocupa de mim como se n&atilde;o existisse mais ningu&eacute;m no Mundo.<br /> \n<br /> \n10&ordf; d&eacute;cimo - Hoje, apenas hoje, n&atilde;o terei nenhum temor. De modo especial n&atilde;o terei medo de gozar o que &eacute; belo e de crer na bondade.<br /> \n* * *<br /> \n&emsp;<br /> \n<br /> \n<br /> \nO homem do futuro, que define as conquistas das virtudes nos esfor&ccedil;os do presente, descobre o imenso prazer de ser bom, humano e benevolente para com todos, sem distin&ccedil;&atilde;o de ra&ccedil;as, nem de cren&ccedil;as, porque em todos os homens v&ecirc; irm&atilde;os seus.<br /> \n<br /> \nPense nisso! Mas, pense agora. <br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no texto O dec&aacute;logo da serenidade,<br /> \nda Revista Reformador de agosto de 1996, ed. Feb. <br />

ACOMODAÇÃO
12 Fev 20153:32EP 185

ACOMODAÇÃO

&nbsp;Acomoda&ccedil;&atilde;o<br /> \n<br /> \nO animal satisfeito dorme!<br /> \nEsta reflex&atilde;o &eacute; de Guimar&atilde;es Rosa, e n&oacute;s traz , um profundo alerta existencial.<br /> \nO que o escritor t&atilde;o bem percebeu &eacute; que a condi&ccedil;&atilde;o humana perde subst&acirc;ncia e energia vital, toda vez que se sente plenamente confort&aacute;vel com a maneira como as coisas j&aacute; est&atilde;o.<br /> \nRende-se assim &agrave; sedu&ccedil;&atilde;o do repouso e imobiliza-se na perigosa acomoda&ccedil;&atilde;o.<br /> \nA advert&ecirc;ncia &eacute; preciosa, posto que, a satisfa&ccedil;&atilde;o conclui, encerra, termina.<br /> \nA satisfa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deixa margem para a continuidade, para prosseguimento, para a persist&ecirc;ncia, para desdobramento.<br /> \nA satisfa&ccedil;&atilde;o acalma, limita, amortece.<br /> \nQuando algu&eacute;m nos fala: Fiquei muito satisfeito com voc&ecirc; ou Estou muito satisfeito com seu trabalho, &eacute; algo assustador.<br /> \nTal express&atilde;o pode ser entendida como uma barreira ao crescimento, dizendo que nada mais de n&oacute;s desejam, ou que aquele &eacute; nosso limite, nossa possibilidade.<br /> \nO est&aacute; bom como est&aacute; pode nos acomodar &agrave; situa&ccedil;&atilde;o atual.<br /> \nSeria muito melhor a seguinte express&atilde;o: Meu trabalho &eacute; bom mas fiquei insatisfeito, e portanto, quero conhecer outras coisas.<br /> \nPercebamos que quando se utiliza da express&atilde;o insatisfeito, n&atilde;o &eacute; para criticar ou depreciar o trabalho, mas para incentivar a continuidade.<br /> \nUm bom filme, por exemplo, n&atilde;o &eacute; aquele que, quando termina, ficamos insatisfeitos, parados, olhando quietos para a tela, enquanto passam os cr&eacute;ditos, desejando que n&atilde;o acabe?<br /> \nUm bom livro n&atilde;o &eacute; aquele que, quando encerramos a leitura, o deixamos no colo, absortos e distantes, pensando que poderia n&atilde;o terminar?<br /> \n&Eacute; desta forma que a vida de cada um tamb&eacute;m deve ser, afinal de contas, n&atilde;o nascemos prontos e acabados.<br /> \nAinda bem, pois estar plenamente satisfeito consigo mesmo &eacute; considerar-se terminado, e assim, sem necessidades de avan&ccedil;os em novos conhecimentos.<br /> \nO animal satisfeito dorme, pois n&atilde;o tem objetivos de vida, n&atilde;o tem raz&atilde;o para sair do lugar.<br /> \nO ser insatisfeito, sedento por melhorar-se, p&aacute;ra por pouco tempo, avalia-se, celebra e valoriza o que j&aacute; conseguiu. Depois, segue em frente, rumo ao inexplorado.<br /> \n* * *<br /> \nComo se acomodar perante um horizonte sem limites?<br /> \nComo parar de caminhar sabendo que muito nos aguarda &agrave; frente?<br /> \nComo deixar de buscar o aprimoramento constante, se percebemos que quanto mais conseguimos, mais temos por conquistar?<br /> \nDespertemos, aqueles de n&oacute;s que ainda dormimos o sono da acomoda&ccedil;&atilde;o!<br /> \nPense nisso, e liberte-se do sono pernicioso do comodismo.<br />

BONS SÃO MAIORIA
11 Fev 20152:56EP 184

BONS SÃO MAIORIA

&nbsp;BONS S&Atilde;O MAIORIA<br /> \n<br /> \nUma campanha de marketing nacional trouxe uma verdade bela e esperan&ccedil;osa.<br /> \nEspalhados pelas cidades, v&aacute;rios outdoors revelavam alguns dados estat&iacute;sticos muito interessantes. Eis alguns deles:<br /> \nPara cada pessoa dizendo que tudo vai piorar, existem cem casais planejando ter filhos.<br /> \nPara cada corrupto existem oito mil doadores de sangue.<br /> \nEnquanto alguns destroem o meio ambiente, 98% das latinhas de alum&iacute;nio j&aacute; s&atilde;o recicladas no Brasil.<br /> \nPara cada tanque fabricado no mundo, s&atilde;o feitos cento e trinta e um mil bichos de pel&uacute;cia.<br /> \nNa Internet, a palavra amor tem mais resultados do que a palavra medo.<br /> \nPara cada muro que existe no mundo, se colocam duzentos mil tapetes escritos &ldquo;bem-vindo&rdquo;.<br /> \nEnquanto um cientista desenha uma nova arma, h&aacute; um milh&atilde;o de m&atilde;es fazendo past&eacute;is de chocolate.<br /> \nExistem raz&otilde;es para acreditar. Os bons s&atilde;o maioria.<br /> \n<br /> \n* * *<br /> \n<br /> \nEstamos precisando de vis&atilde;o otimista e positiva como esta em nosso mundo.<br /> \nAqueles que desejam ver o mundo em p&acirc;nico e se alimentam de not&iacute;cias ruins &ndash; pois dizem que s&atilde;o essas que vendem &ndash; n&atilde;o podem mais controlar nossos sentimentos.<br /> \nN&oacute;s, como consumidores de not&iacute;cias, de informa&ccedil;&otilde;es, devemos mostrar que desejamos tamb&eacute;m ver o lado bom do mundo, da vida, das pessoas.<br /> \nSe analisarmos qualquer notici&aacute;rio, seja local ou nacional, iremos ainda perceber a grande domina&ccedil;&atilde;o das not&iacute;cias ruins, como se o mundo estivesse vivendo o caos absoluto.<br /> \nN&atilde;o &eacute; bem assim. Muito de bom est&aacute; sendo feito no mesmo instante em que ocorrem assassinatos, acidentes, crises pol&iacute;ticas, etc.<br /> \nO bem est&aacute; sendo constru&iacute;do no mundo, sim, mesmo os pessimistas e terroristas de plant&atilde;o dizendo que n&atilde;o ou mesmo se negando a ver.<br /> \nO que acontece &eacute; que, muitas vezes, os bons ainda s&atilde;o t&iacute;midos e receosos. Isso os impede de se sobrepor aos maus bulhentos e arrojados.<br /> \n<br /> \nPor que, no mundo, os maus t&ecirc;m geralmente maior influ&ecirc;ncia sobre os bons?<br /> \n<br /> \nEis a resposta :<br /> \n<br /> \n&Eacute; pela fraqueza dos bons. Os maus s&atilde;o intrigantes e audaciosos, os bons s&atilde;o t&iacute;midos. Quando estes &uacute;ltimos quiserem, dominar&atilde;o.<br /> \nPermane&ccedil;amos refletindo sobre esta &uacute;ltima afirma&ccedil;&atilde;o: Quando os bons quiserem, dominar&atilde;o.<br /> \nReflitamos qual nosso papel nesta mudan&ccedil;a. O que posso fazer para ter parte nesta domina&ccedil;&atilde;o pac&iacute;fica e definitiva do bem na face da Terra.<br /> \nPermitamos que nossos gestos de amor ganhem o mundo e mostrem &agrave; sombra que seus dias de domina&ccedil;&atilde;o est&atilde;o contados.<br /> \nRaia o sol de uma Nova Era. O tempo do amor finalmente chegou.<br /> \nFa&ccedil;amos parte desta transforma&ccedil;&atilde;o de alegria que tomar&aacute; conta do orbe. Amemos mais. Participemos mais. Sorriamos mais.<br /> \n<br /> \nFA&Ccedil;A ISSO, MAS FA&Ccedil;A AGORA.<br />

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