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PODCAST · 3191 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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O  QUE FAZEMOS NÓS?
4 Mar 20154:20EP 199

O QUE FAZEMOS NÓS?

&nbsp;O que fazemos n&oacute;s?<br /> \n<br /> \nMuito embora conte-se a m&atilde;os cheias, no mundo, as calamidades, as dores e as dificuldades, em todos os cantos h&aacute; quem semeie amor, paz e solidariedade.<br /> \nMuito embora fale-se em cat&aacute;strofes, crimes hediondos e barb&aacute;ries, nunca houve, como hoje, tanta solidariedade, abnega&ccedil;&atilde;o e amor ao pr&oacute;ximo.<br /> \nAssim, ser&aacute; sempre o que cada um de n&oacute;s escolher para valorizar que dar&aacute; as tintas do que nossa sociedade vem passando.<br /> \nO mundo sempre foi feito de contrastes.<br /> \nNa multid&atilde;o, que somos todos n&oacute;s, estamos cada um na sua faixa de evolu&ccedil;&atilde;o e amadurecimento, fruto da pr&oacute;pria conquista individual.<br /> \nAssim, nada mais natural que alguns se comprazam com a guerra, enquanto outros semeiem a paz.<br /> \nN&atilde;o soa t&atilde;o incoerente que alguns colecionem fortunas vazias e sem nexo, enquanto outros trabalhem na solidariedade fraterna.<br /> \nAlguns mais amadurecidos, outros nem tanto.<br /> \nVale a pena lembrar que, neste caldo que &eacute; nossa humanidade, cada um de n&oacute;s responde apenas por aquilo que faz.<br /> \nAssim, a maldade alheia ser&aacute; sempre do outro, enquanto n&atilde;o a abrigarmos em nossa intimidade.<br /> \nA viol&ecirc;ncia do pr&oacute;ximo estar&aacute; manchando apenas as m&atilde;os dos outros, enquanto n&atilde;o nos apropriarmos dela como forma de conduta pessoal.<br /> \nInevitavelmente, esses comportamentos, tantas vezes esdr&uacute;xulos e desequilibrados, nos chocam, nos provocam repulsa, gerando coment&aacute;rios de indigna&ccedil;&atilde;o.<br /> \nNada obstante, resta-nos indagar: o que fazemos n&oacute;s diante de tanta desfa&ccedil;atez?<br /> \nSe tantos se locupletam no roubo e na corrup&ccedil;&atilde;o, estamos educando nossos filhos nas virtudes da honestidade e da honradez?<br /> \nSe muitos se utilizam da viol&ecirc;ncia para conseguir destaque, amealhar seguidores, ou como conduta de vida, ser&aacute; que estamos promovendo a paz com nossas atitudes e coment&aacute;rios?<br /> \nA sociedade &eacute; o espelho de seus cidad&atilde;os, com sua maturidade e seus valores.<br /> \nSe desejamos que ela se modifique, comecemos por n&oacute;s.<br /> \nNossos valores e atitudes contribuir&atilde;o para um mundo melhor, ou somar&atilde;o para o desequil&iacute;brio vigente.<br /> \nTudo &eacute; uma quest&atilde;o de escolha.<br /> \nDessa forma, todas as vezes que desejarmos mudar o mundo, que anelarmos por valores elevados, essa &eacute; a hora de come&ccedil;armos a mudar a n&oacute;s mesmos.<br /> \nA reestrutura&ccedil;&atilde;o do mundo passa inevitavelmente pela reestrutura de cada um de n&oacute;s.<br /> \nDia vir&aacute; em que, cansada e exaurida dos valores vazios e infelizes com os quais elegeu caminhar, nossa sociedade buscar&aacute; outros par&acirc;metros.<br /> \nEnquanto isso, que possamos dar in&iacute;cio a essa sociedade mais equilibrada e nobre com a qual todos sonhamos.<br /> \nAnte a espera de mudan&ccedil;as mais intensas e significativas, busquemos implementar em nosso mundo &iacute;ntimo tudo o que desejamos seja um dia a t&ocirc;nica do nosso mundo.<br /> \nPensemos nisso. Fa&ccedil;amos isso.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br />

FUI AJUDÁ-LO A CHORAR
3 Mar 20154:35EP 198

FUI AJUDÁ-LO A CHORAR

&nbsp;Fui ajud&aacute;-lo a Chorar<br /> \n<br /> \n<br /> \nComo anda seu envolvimento com as outras pessoas?<br /> \nVoc&ecirc; &eacute; daqueles que se fecha em seus problemas, em suas dificuldades, nem sequer querendo saber se existe algu&eacute;m &agrave; sua volta que precisa de ajuda?<br /> \nOu voc&ecirc; &eacute; daquelas almas que j&aacute; consegue se envolver com as dores alheias, procurando diminu&iacute;-las, ou pelo menos n&atilde;o deixando que algu&eacute;m sofra na solid&atilde;o?<br /> \nH&aacute; uma certa passagem que pode ilustrar isso. Foi vivida pelo autor Leo Buscaglia, quando, certa vez, foi convidado a ser jurado de um concurso numa escola. O tema da competi&ccedil;&atilde;o era: A crian&ccedil;a que mais se preocupa com os outros.<br /> \nO vencedor foi um menino cujo vizinho &ndash; um senhor de mais de oitenta anos &ndash; acabara de ficar vi&uacute;vo. Ao notar o velhinho no seu quintal, em l&aacute;grimas, o garoto pulou a cerca, sentou-se no seu colo e ali ficou por muito tempo.<br /> \nQuando voltou para sua casa, a m&atilde;e lhe perguntou o que dissera ao pobre homem.<br /> \nNada. &ndash; Disse o menino &ndash; Ele tinha perdido a sua mulher, e isso deve ter do&iacute;do muito. Eu fui apenas ajud&aacute;-lo a chorar.<br /> \n* * *<br /> \nA pureza do cora&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as &eacute; sempre fonte de ensinamentos profundos.<br /> \nGeralmente costumamos dizer que n&atilde;o estamos aptos a ajudar algu&eacute;m, por n&atilde;o sermos capazes, ou porque sabemos t&atilde;o pouco para consolar.<br /> \nPara muitos, essa &eacute; uma posi&ccedil;&atilde;o de fuga, uma desculpa que encontramos para mascarar o ego&iacute;smo que ainda grita dentro de nossa alma, dizendo que precisamos primeiro cuidar de n&oacute;s mesmos, e que os outros s&atilde;o menos importantes.<br /> \nPara outros, isso reflete a falta de esclarecimento, pois precisamos compreender que todos temos capacidade de auxiliar.<br /> \nN&atilde;o nos preocupemos se n&atilde;o conhecemos palavras bonitas para dizer, ou se n&atilde;o podemos conceber uma sa&iacute;da miraculosa para uma dificuldade que algu&eacute;m atravesse.<br /> \nNossa companhia, nosso ombro amigo, nosso dizer Estou aqui com voc&ecirc;, s&atilde;o atitudes muito importantes.<br /> \nMuitas vezes, o que as pessoas precisam &eacute; de algu&eacute;m para chorar ao seu lado, para estar ali, afastando o fantasma da solid&atilde;o para longe, e n&atilde;o permitindo que os pensamentos depressivos tomem conta de seu senso.<br /> \nOutras vezes, mais importante que os conselhos, que as li&ccedil;&otilde;es de moral, &eacute; o nosso abra&ccedil;o apertado, nosso tempo para ouvir o desabafo de algu&eacute;m.<br /> \nN&atilde;o precisamos ter todas as respostas e solu&ccedil;&otilde;es dos problemas do mundo em nossas m&atilde;os, para conseguir ajudar.<br /> \nOs verdadeiros her&oacute;is s&atilde;o aqueles que ofertam o que t&ecirc;m, o que sabem, e, mais do que tudo, ofertam seus sentimentos, suas l&aacute;grimas aos outros.<br /> \nVoc&ecirc; sabia?<br /> \nVoc&ecirc; sabia que n&atilde;o precisamos dizer Meus p&ecirc;sames, &agrave;s pessoas, quando enfrentam a morte de um ente querido?<br /> \nO dicion&aacute;rio nos diz que a palavra p&ecirc;sames, significa pesar pelo falecimento ou infort&uacute;nio de algu&eacute;m. Assim sendo, torna-se um termo muito pesado, j&aacute; que aprendemos a compreender a morte, n&atilde;o como um desastre, um infort&uacute;nio, e sim uma passagem, uma mudan&ccedil;a na vida daquele que parte, e daqueles que ficam.<br /> \nN&atilde;o nos preocupemos em ter algo para dizer. Um abra&ccedil;o fala mais do que mil palavras. Uma prece silenciosa &eacute; como uma brisa suave consolando os cora&ccedil;&otilde;es que passam por esse momento.<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. O que mais se<br /> \npreocupava, do livro Hist&oacute;rias para pais, filhos e netos, de Paulo<br /> \nCoelho, ed. Globo.<br />

A CULPA É DA CARNE
2 Mar 20153:58EP 197

A CULPA É DA CARNE

&nbsp;A culpa &eacute; da carne?<br /> \n<br /> \nQuando algu&eacute;m procura uma desculpa para justificar os seus erros, &eacute; comum ouvirmos a afirmativa de que a carne &eacute; fraca.<br /> \nA culpa, portanto, &eacute; da carne, ou seja, do corpo f&iacute;sico.<br /> \nHahnemann, criador da Medicina Homeop&aacute;tica, fez a seguinte afirmativa:<br /> \nO corpo n&atilde;o d&aacute; c&oacute;lera &agrave;quele que n&atilde;o a tem, do mesmo modo que n&atilde;o d&aacute; os outros v&iacute;cios. Todas as virtudes e todos os v&iacute;cios s&atilde;o inerentes ao Esp&iacute;rito. Caso Contrario, onde estariam o m&eacute;rito e a responsabilidade?<br /> \nUma inteligente constata&ccedil;&atilde;o, pois cont&eacute;m grandes verdades.<br /> \nCulpar o corpo pelas nossas fraquezas equivaleria a culpar a roupa que estamos usando por um acesso de c&oacute;lera.<br /> \nQuando a boca de um guloso se enche de saliva diante de um prato apetitoso, n&atilde;o &eacute; a comida que excita o &oacute;rg&atilde;o do paladar, pois sequer est&aacute; em contato com ele.<br /> \n&Eacute; o Esp&iacute;rito, cuja sensibilidade &eacute; despertada, que atua sobre aquele &oacute;rg&atilde;o atrav&eacute;s do pensamento.<br /> \nSe uma pessoa sens&iacute;vel facilmente verte l&aacute;grimas, n&atilde;o &eacute; a abund&acirc;ncia das l&aacute;grimas que d&aacute; a sensibilidade ao Esp&iacute;rito, mas precisamente a sensibilidade desse que provoca a secre&ccedil;&atilde;o abundante das l&aacute;grimas. <br /> \nAssim, um homem &eacute; m&uacute;sico n&atilde;o porque seu corpo seja propenso &agrave; musicalidade, mas porque seu Esp&iacute;rito &eacute; musicista.<br /> \nComo podemos perceber, a a&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito sobre o corpo f&iacute;sico &eacute; t&atilde;o evidente que uma violenta como&ccedil;&atilde;o moral pode provocar desordens org&acirc;nicas.<br /> \nQuando sofremos um susto, por exemplo, logo em seguida vem a sudorese, o tremor, a taquicardia...<br /> \nOutras vezes, um acesso de ira pode provocar dor de cabe&ccedil;a, e at&eacute; mesmo deixar manchas roxas pelo corpo.<br /> \nQuanto &agrave;s disposi&ccedil;&otilde;es para a pregui&ccedil;a, a viol&ecirc;ncia, a corrup&ccedil;&atilde;o, igualmente n&atilde;o podem ser lan&ccedil;adas &agrave; conta da carne, pois s&atilde;o tend&ecirc;ncias radicadas no Esp&iacute;rito imortal.<br /> \nSe assim n&atilde;o fosse, seria f&aacute;cil, pois n&atilde;o ter&iacute;amos nenhuma responsabilidade pelos nossos atos, desde que, uma vez enterrado o corpo, com ele sumiriam todas as fragilidades e os equ&iacute;vocos cometidos.<br /> \nToda responsabilidade moral dos atos da vida f&iacute;sica competem ao Esp&iacute;rito. <br /> \nAssim, quanto mais esclarecido for o Esp&iacute;rito, menos desculp&aacute;vel se tornam as suas faltas, uma vez que, com a intelig&ecirc;ncia e o senso moral, nascem as no&ccedil;&otilde;es do bem e do mal, do justo e do injusto.<br /> \n* * *<br /> \nTodos n&oacute;s, sem exce&ccedil;&atilde;o, possu&iacute;mos na intimidade a centelha divina, a for&ccedil;a capaz de conter os impulsos negativos e fazer vibrar as emo&ccedil;&otilde;es nobres que o Criador depositou em n&oacute;s.<br /> \nFazendo pequenos esfor&ccedil;os conquistaremos a verdadeira liberdade, a supremacia do Esp&iacute;rito sobre o corpo. E s&oacute; ent&atilde;o entenderemos porque o Mestre afirmou: V&oacute;s sois deuses, podereis fazer o que Eu fa&ccedil;o, e muito mais.<br /> \nPense Nisso, mas pense Agora!<br /> \n<br /> \nReda&ccedil;&atilde;o com base no cap. VII do livro O c&eacute;u e o inferno,<br /> \nde Allan Kardec, ed. Feb e no livro Hahnemann, o ap&oacute;stolo da <br /> \nmedicina espiritual, de Herm&iacute;nio C. Miranda, ed. Celd.<br />

TECNOLOGIA DA DISTÂNCIA
27 Fev 20153:09EP 196

TECNOLOGIA DA DISTÂNCIA

&nbsp;Tecnologia da Dist&acirc;ncia.<br /> \n<br /> \n<br /> \nEstava uma noite quente, o que &eacute; habitual em Mato Grosso, ou&ccedil;o a minha esposa me chamar: &ndash; amor vem ver a lua, ela esta linda, brilhante!<br /> \nContrariado, deixo de lado o teclado do computador, e atendo o chamado, mas com inten&ccedil;&atilde;o de voltar brevemente e continuar a navegar na internet.<br /> \nRealmente a lua estava linda, resplandecente. Ficamos ali, juntos, admirando o sat&eacute;lite natural do nosso planeta por horas.<br /> \nEnquanto observava o c&eacute;u, pusemo-nos a pensar o quanto, hoje, somos escravos de certas tecnologias.<br /> \nVejamos a Internet. Num primeiro momento, a novidade enriqueceu rela&ccedil;&otilde;es por tornar poss&iacute;vel a comunica&ccedil;&atilde;o em tempo real e de f&aacute;cil acesso a quase todos.<br /> \nPodemos nos comunicar com algu&eacute;m, inclusive visualizando-o, diariamente, amenizando a saudade.<br /> \nEnviamos fotos, informa&ccedil;&otilde;es, realizamos pesquisas, tudo t&atilde;o f&aacute;cil e agilmente.<br /> \nNo entanto, toda essa tecnologia est&aacute;, exatamente, nos tornando pessoas isoladas. Conectados a redes, a comunidades virtuais, estamos esquecendo dos que se encontram ao nosso lado.<br /> \nEstamos realizando tanto virtualmente que nos esquecemos de abra&ccedil;ar fisicamente, de enla&ccedil;ar o outro, de olh&aacute;-lo nos olhos.<br /> \nEstamos desaprendendo a falar, a conversar. <br /> \n&emsp;<br /> \nAssim, as crian&ccedil;as e adolescentes viajam com seus pais mas, no banco de tr&aacute;s, utilizam constantemente os dedos no celular. Enviam mensagens, respondem e-mails, fazem download disso e daquilo, jogam.<br /> \nDi&aacute;logo? Olhar a paisagem? Admirar a natureza que vai bordando exuber&acirc;ncias, em colorido variado? Nem pensar!<br /> \n* * *<br /> \nSe voc&ecirc; &eacute; escravo de qualquer m&iacute;dia que o esteja isolando, por hoje, ao menos, pare.<br /> \nPare e observe. Redescubra o valor de abra&ccedil;ar seu amor, de conversar com ele, de sorrir para ele.<br /> \nVeja seu filho que ensaia desenhos no papel, que rabisca montanhas e rios...<br /> \nEsque&ccedil;a o celular, o teclado do computador e viva um dia diferente.<br /> \nUm dia de amor, de entrega, de doa&ccedil;&atilde;o e de muitas surpresas maravilhosas.<br /> \nS&oacute; hoje! Depois? Depois temos a certeza que gostar&aacute; tanto deste hoje que desejar&aacute; repetir a dose.<br /> \n<br /> \nPense nisso, mas pense agora.<br />

SER TRANSPARENTE
26 Fev 20154:39EP 195

SER TRANSPARENTE

&nbsp;SER TRANSPARENTE<br /> \n<br /> \n&Agrave;s vezes, nos perguntamos por que &eacute; t&atilde;o dif&iacute;cil ser transparente.<br /> \nCostumamos acreditar que ser transparente &eacute; simplesmente ser sincero e n&atilde;o enganar os outros. No entanto, &eacute; muito mais do que isso.<br /> \n&Eacute; ter coragem de se expor, de ser fr&aacute;gil, de chorar, de falar do que sentimos. &Eacute; desnudar a alma, deixar cair as m&aacute;scaras e baixar as armas.<br /> \n&Eacute; destruir os imensos e grossos muros que insistimos tanto em levantar e permitir que toda a nossa do&ccedil;ura aflore, desabroche e transborde.<br /> \nInfelizmente, quase sempre, a maioria de n&oacute;s decide n&atilde;o correr esse risco. Preferimos a dureza da raz&atilde;o &agrave; leveza que exporia toda a fragilidade humana.<br /> \nPreferimos o n&oacute; na garganta &agrave;s l&aacute;grimas que brotam da profundeza do nosso ser.<br /> \nPreferimos nos perder na busca insensata por respostas imediatas a simplesmente nos entregar diante de Deus e admitir que n&atilde;o sabemos todas as respostas, que somos fr&aacute;geis, que temos medo.<br /> \nPor mais doloroso que seja construir uma m&aacute;scara que nos distancia cada vez mais do que realmente somos e de Deus, preferimos manter uma imagem que nos d&ecirc; a sensa&ccedil;&atilde;o de prote&ccedil;&atilde;o.<br /> \nE vamos nos afogando mais e mais em atitudes, palavras e sentimentos que n&atilde;o condizem com o nosso verdadeiro eu.<br /> \nN&atilde;o porque sejamos pessoas falsas, mas porque nos perdemos de n&oacute;s mesmos e j&aacute; n&atilde;o sabemos onde est&aacute; nossa brandura, nosso amor mais intenso.<br /> \nCom o passar dos anos, um vazio escuro nos faz perceber que j&aacute; n&atilde;o sabemos oferecer e nem pedir aos que nos cercam o que de mais precioso temos a compartilhar: a do&ccedil;ura, a compaix&atilde;o e a compreens&atilde;o.<br /> \nMuitas vezes sofremos e nos sentimos s&oacute;s, imensamente tristes e choramos sozinhos, num sil&ecirc;ncio que nos remete &agrave; saudade de n&oacute;s mesmos.<br /> \nSaudade daquilo que pulsa e grita dentro de n&oacute;s e que n&atilde;o temos coragem de mostrar &agrave;queles que nos querem bem e que nos amam.<br /> \nAprendemos que nos mostrar com transpar&ecirc;ncia &eacute; sinal de fraqueza, &eacute; ser menos do que o outro. Na verdade, se ag&iacute;ssemos deixando que a nossa raz&atilde;o ouvisse o nosso cora&ccedil;&atilde;o, poder&iacute;amos evitar muita dor.<br /> \n<br /> \nAo partilhar as dores com os nossos afetos, tenhamos a certeza que elas ser&atilde;o abrandadas, pois dividir as ang&uacute;stias, medos e afli&ccedil;&otilde;es, as torna menores.<br /> \nQuando partilharmos as alegrias, estaremos fazendo felizes tamb&eacute;m aqueles a quem estimamos, pois a alegria dos amigos &eacute; nossa tamb&eacute;m.<br /> \nExpor a nossa fragilidade aos amigos e amores jamais ser&aacute; sinal de fraqueza. <br /> \nProcuremos, pois, de forma equilibrada, n&atilde;o prender tanto o choro, n&atilde;o conter a demonstra&ccedil;&atilde;o da alegria, n&atilde;o esconder tanto o nosso medo e nossas afli&ccedil;&otilde;es. Enfim, abandonemos essa ideia de desejarmos parecer t&atilde;o invenc&iacute;veis.<br /> \n<br /> \nPense Nisso, mas pense agora.<br />

A FAMILIA
25 Fev 20153:26EP 194

A FAMILIA

&nbsp;A Fam&iacute;lia.<br /> \n<br /> \nSabemos que &eacute; na fam&iacute;lia que est&aacute; a base da constru&ccedil;&atilde;o do car&aacute;ter e tamb&eacute;m a educa&ccedil;&atilde;o dos sentimentos da crian&ccedil;a e do jovem.<br /> \nO lar &eacute;, por excel&ecirc;ncia, uma grande e aben&ccedil;oada escola, uma institui&ccedil;&atilde;o humana educativa na qual aprendemos a amar pais, filhos e irm&atilde;os para, um dia, ampliarmos esse amor a toda a Humanidade.<br /> \nO processo de educa&ccedil;&atilde;o &eacute; relativo pois, ao mesmo tempo em que pais e m&atilde;es est&atilde;o educando seus filhos, est&atilde;o tamb&eacute;m crescendo individualmente.<br /> \nA ingenuidade infantil facilita a tarefa de modelagem do car&aacute;ter e o direcionamento adequado das m&aacute;s tend&ecirc;ncias.<br /> \n&Eacute; ent&atilde;o na adolesc&ecirc;ncia que costumam surgir as grandes dificuldades. &Eacute; nessa fase que o jovem est&aacute; buscando construir a sua pr&oacute;pria identidade, estabelecendo-se facilmente um conflito entre as gera&ccedil;&otilde;es.<br /> \nAs diferentes vis&otilde;es de mundo podem ser uma das causas desse conflito. Salutar entender que a diversidade de opini&otilde;es &eacute; necess&aacute;ria para o avan&ccedil;o e procurarmos n&atilde;o fazer dessas diferen&ccedil;as motivo de disc&oacute;rdia.<br /> \nElas passam a se tornar motivo de choque quando as partes envolvidas, pais e jovens, sobretudo os mais velhos, tentam impor a sua vis&atilde;o de mundo.<br /> \nPara que n&atilde;o ocorra essa imposi&ccedil;&atilde;o, por nenhuma das partes, deve haver muito di&aacute;logo, nos relacionamentos, objetivando a constru&ccedil;&atilde;o de uma nova vis&atilde;o e o aprendizado de que o ponto de vista do outro deve ser respeitado.<br /> \nOutra quest&atilde;o que leva a essas diverg&ecirc;ncias &eacute; a diferen&ccedil;a de valores e interesses entre as gera&ccedil;&otilde;es.<br /> \n&Eacute; certo que h&aacute; valores que s&atilde;o perenes e devem fazer parte da constru&ccedil;&atilde;o do car&aacute;ter de pessoas de bem. Honestidade, respeito, aprendizado de uma ocupa&ccedil;&atilde;o &uacute;til, &eacute;tica e esfor&ccedil;o pessoal s&atilde;o aquisi&ccedil;&otilde;es inquestion&aacute;veis.<br /> \nPor&eacute;m, se nos mantivermos cristalizados em nossas pr&oacute;prias experi&ecirc;ncias, tendemos a transferi-las para nossos filhos, n&atilde;o abrindo espa&ccedil;o para que eles desenvolvam seus pr&oacute;prios interesses.<br /> \nO tipo de educa&ccedil;&atilde;o recebida pelos pais pode colaborar nesse processo. Opress&atilde;o demais e processos de intoler&acirc;ncia geralmente n&atilde;o causam resultados positivos. A flexibilidade &eacute; necess&aacute;ria em certos momentos.<br /> \nDeve-se cuidar tamb&eacute;m com a permissividade em excesso.<br /> \nNa busca de uma nova defini&ccedil;&atilde;o para si mesmo, o jovem passa a apresentar caracter&iacute;sticas que antes desconhec&iacute;amos, muitas das quais prefer&iacute;amos que eles n&atilde;o as tivessem, mas temos que aprender a respeit&aacute;-las.<br /> \n&Eacute; fundamental diferenciar o que &eacute; espec&iacute;fico da personalidade do indiv&iacute;duo, como os gostos e prefer&ecirc;ncias, e o que precisa ser moldado e orientado. <br /> \n* * *<br /> \nPara que no lugar de um conflito entre as gera&ccedil;&otilde;es, possamos estabelecer um encontro entre elas, &eacute; importante o cultivo de profundo respeito entre pais e filhos.<br /> \n&Eacute; indispens&aacute;vel tamb&eacute;m que o di&aacute;logo esteja sempre presente e que as concess&otilde;es ocorram quando necess&aacute;rio.<br /> \nMas sobretudo, o que deve prevalecer &eacute; o amor, traduzido na express&atilde;o de cuidado e afeto.<br /> \n<br /> \nPensemos nisso.<br />

CALAR A DISCÓRDIA
24 Fev 20153:52EP 193

CALAR A DISCÓRDIA

&nbsp;Calar a Disc&oacute;rdia<br /> \n<br /> \n<br /> \nSe todos os homens pensassem do mesmo modo, o marasmo e a mesmice tomariam conta do mundo.<br /> \nOcorre que conviver em harmonia com o diferente pressup&otilde;e maturidade.<br /> \nEm qualquer g&ecirc;nero de relacionamento humano, &eacute; necess&aacute;rio respeitar o pr&oacute;ximo. <br /> \nNo &acirc;mbito profissional, busca-se o crescimento da empresa na qual se participa.<br /> \nNa esfera familiar, colima-se a educa&ccedil;&atilde;o e o preparo de seus membros para a vida, em um contexto de dignidade.<br /> \nO fato de algu&eacute;m discordar de suas id&eacute;ias n&atilde;o significa que esteja contra voc&ecirc;.<br /> \nA conviv&ecirc;ncia humana raramente deixa de produzir algum atrito.<br /> \nMas &eacute; preciso saber calar a disc&oacute;rdia.<br /> \nSe o embate de id&eacute;ias e posi&ccedil;&otilde;es n&atilde;o &eacute; ruim, a agressividade e o radicalismo sempre o s&atilde;o.<br /> \nPense sobre as institui&ccedil;&otilde;es que voc&ecirc; integra.<br /> \nSua presen&ccedil;a em tais ambientes visa ao interesse coletivo, ou &agrave; exalta&ccedil;&atilde;o de seu ego?<br /> \n&Eacute; melhor afastar-se delas do que, por mesquinharia, ser causa de desestabiliza&ccedil;&atilde;o e brigas.<br /> \nMas o ideal &eacute; aprender a sacrificar seu interesse pessoal em prol de uma causa maior.<br /> \nSe uma controv&eacute;rsia surge, reflita com serenidade sobre os pontos de vista envolvidos.<br /> \nCaso sua posi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o seja defens&aacute;vel, abdique dela.<br /> \nProcure ser um elemento pacificador nos meios em que se movimenta.<br /> \nH&aacute; pouca coisa t&atilde;o cansativa quanto um altercador contumaz.<br /> \nCertas posturas s&atilde;o toler&aacute;veis apenas em pessoas muito jovens.<br /> \nNa maturidade, a rebeldia e a vaidade sistem&aacute;ticas s&atilde;o rid&iacute;culas.<br /> \nN&atilde;o canse seus semelhantes, com posi&ccedil;&otilde;es inflex&iacute;veis e injustific&aacute;veis.<br /> \nAprenda a ceder e a compatibilizar, quando isso n&atilde;o comprometer sua honestidade e sua &eacute;tica.<br /> \nDe que lhe adianta vencer um debate, se a causa que voc&ecirc; defende sofre com isso?<br /> \nO homem s&aacute;bio identifica quando deve avan&ccedil;ar e quando deve recuar.<br /> \nMas sempre o faz de forma sincera e digna.<br /> \nDe nada adianta afetar concord&acirc;ncia e semear a disc&oacute;rdia nos bastidores.<br /> \nA dissimula&ccedil;&atilde;o e a intriga s&atilde;o indignas de uma pessoa honrada.<br /> \nReflita sobre isso, quando se vir envolvido em debates e contendas.<br /> \nQuando se engajar em uma causa, sirva-a com desinteresse.<br /> \nJamais se permita servir-se dela para aparecer.<br /> \nMas principalmente nunca a prejudique por radicalismo e imaturidade.<br /> \nPense nisso, mas pense agora.<br />

SÓCRATES E A IMORTALIDADE DA ALMA
23 Fev 20155:14EP 192

SÓCRATES E A IMORTALIDADE DA ALMA

&nbsp;S&oacute;crates e a imortalidade da alma<br /> \n<br /> \n<br /> \nNo ano 399 antes da era crist&atilde;, o Tribunal dos Heliastas, composto por representantes das dez tribos que compunham a democrata Atenas, reunia-se com seus 501 membros para cumprir uma obriga&ccedil;&atilde;o bastante dif&iacute;cil.<br /> \nRepresentantes do povo, escolhidos aleatoriamente, estavam ali para julgar o fil&oacute;sofo S&oacute;crates.<br /> \nO pensador era acusado de recusar os deuses do Estado, e de corromper a juventude.<br /> \nFigura muito controversa, S&oacute;crates era admirado por uns, criticado por outros.<br /> \nTinha costume de andar pelas ruas com grupos de jovens, ensinando-os a pensar, a questionar seus pr&oacute;prios conhecimentos sobre as coisas e sobre si mesmos.<br /> \nS&oacute;crates desenvolveu a arte do di&aacute;logo, sempre na procura da verdade no interior do homem.<br /> \nSeus dizeres &ldquo;S&oacute; sei que nada sei&rdquo; representam a sapi&ecirc;ncia maior de um ser, reconhecendo sua ignor&acirc;ncia, reconhecendo que precisava aprender, buscar a verdade.<br /> \nPor isso foi s&aacute;bio, e al&eacute;m de s&aacute;bio, deu exemplos de conduta moral inigual&aacute;veis.<br /> \nViveu na simplicidade e sempre refletiu a respeito do mundo materialista, dos valores ilus&oacute;rios dos seres, e das cren&ccedil;as vigentes em sua sociedade.<br /> \nFrente a seus acusadores foi capaz de lhes deixar li&ccedil;&otilde;es important&iacute;ssimas, como quando afirmou:<br /> \n&ldquo;N&atilde;o tenho outra ocupa&ccedil;&atilde;o sen&atilde;o a de vos persuadir a todos, tanto velhos como novos, de que cuideis menos de vossos corpos e de vossos bens do que da perfei&ccedil;&atilde;o de vossas almas.&rdquo;<br /> \nO grande fil&oacute;sofo foi condenado &agrave; morte por cerca de 60 votos de diferen&ccedil;a.<br /> \nA grande maioria torcia para que ele tentasse negociar sua pena, assumindo o crime, e tentasse livrar-se da puni&ccedil;&atilde;o capital, com pagamento de algumas moedas.<br /> \nCom certeza, todos sairiam com as consci&ecirc;ncias menos culpadas.<br /> \nTodos, menos S&oacute;crates que, de forma alguma, permitiu-se ir contra seus princ&iacute;pios de moralidade &iacute;ntimos. Assim, aceitou a pena imposta.<br /> \nPreso por cerca de 40 dias, teve chance de escapar, dado que seus amigos conseguiram uma forma il&iacute;cita de dar-lhe a liberdade.<br /> \nN&atilde;o a aceitou. N&atilde;o permitiu ser desonesto com a lei, por mais que esta o houvesse condenado injustamente. Mais uma vez exemplificou a grandeza de sua alma.<br /> \nE foram extremamente tranq&uuml;ilos os &uacute;ltimos instantes de S&oacute;crates na Terra.<br /> \nUma calma espantosa invadia seu semblante, e causava admira&ccedil;&atilde;o em todos que iam visit&aacute;-lo.<br /> \nIndagado a respeito de tal sentimento, o pensador revelou o que lhe animava o esp&iacute;rito:<br /> \n&ldquo;Todo homem que chega aonde vou agora, que enorme esperan&ccedil;a n&atilde;o ter&aacute; de que possuir&aacute; ali o que buscamos nesta vida com tanto trabalho!<br /> \nEste &eacute; o motivo de que esta viagem que ordenam me traz t&atilde;o doce esperan&ccedil;a.&rdquo;<br /> \nSim, S&oacute;crates tinha a certeza &iacute;ntima da imortalidade da alma, e deixou isso bem claro em v&aacute;rios momentos de seus di&aacute;logos.<br /> \nA perspic&aacute;cia de seus pensamentos e reflex&otilde;es j&aacute; haviam chegado a tal conclus&atilde;o l&oacute;gica.<br /> \nO grande fil&oacute;sofo partia, certo de que continuaria seu trabalho, de que prosseguiria pensando, dialogando, e de que desvendaria um novo mundo, uma nova perspectiva da vida, que &eacute; uma s&oacute;, sem morte, sem destrui&ccedil;&atilde;o.<br /> \n* * *<br /> \nQue possamos todos, a exemplo de S&oacute;crates, deixar este mundo com o cora&ccedil;&atilde;o repleto de esperan&ccedil;a e sem medo.<br /> \nPense Nisso, mas pense agora!<br /> \n<br /> \n<br /> \nTexto da Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso com base no livro O F&eacute;don, de Plat&atilde;o, Cole&ccedil;&atilde;o Filosofia &ndash; Textos n&ordm; 4. ed. Porto e no livro Apologia de S&oacute;crates, de Plat&atilde;o, Cole&ccedil;&atilde;o Aos pensadores, ed. Nova Cultural. <br />

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