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PODCAST · 3191 EPISÓDIOS

PENSE NISSO

Um programa que traz minutos de reflexão sobre a vida, escolhas e atitudes do dia a dia, convidando você a desacelerar e olhar para dentro, despertando novos pensamentos e perspectivas que podem fazer toda a diferença.

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SER GENTIL
14 Mai 20154:22EP 239

SER GENTIL

<strong>&nbsp;Ser gentil</strong><br /> \n<br /> \n<br /> \nOs procedimentos se faziam apressados para o embarque dos passageiros na aeronave.<br /> \nA preocupa&ccedil;&atilde;o para n&atilde;o haver atraso, o tempo ex&iacute;guo, exigia um tanto mais.<br /> \nO bom andamento na entrada do avi&atilde;o, para que todos logo se acomodassem, preocupava a tripula&ccedil;&atilde;o.<br /> \nNesse af&atilde; de logo completar a tarefa e seguir viagem, se empenhavam os comiss&aacute;rios de bordo.<br /> \nEstando acomodados um certo n&uacute;mero de pessoas, adentrou o avi&atilde;o uma jovem.<br /> \nDe complei&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica robusta, alta, embora de apar&ecirc;ncia saud&aacute;vel, denotava em seu semblante que algo n&atilde;o estava bem.<br /> \nVinha seguida pela m&atilde;e, idosa, mi&uacute;da na sua constitui&ccedil;&atilde;o, que a encorajava a seguir em frente.<br /> \nOs passos se faziam titubeantes. As m&atilde;os, suadas, apoiavam-se lentamente, poltrona a poltrona, como a querer agarrar-se, fincar-se ao solo.<br /> \nParecia tomada de pavor, como se algo fosse lhe acontecer.<br /> \nA m&atilde;e, bem pr&oacute;xima, a incentivava a dar os pr&oacute;ximos passos a fim de chegar nas poltronas que lhes cabiam.<br /> \nPor&eacute;m, a jovem n&atilde;o venceu mais do que tr&ecirc;s ou quatro fileiras.<br /> \nAo vislumbrar o imenso corredor, as in&uacute;meras poltronas, filas, pessoas, foi tomada de um medo colossal, e n&atilde;o p&ocirc;de prosseguir.<br /> \nA face se fez p&aacute;lida. As m&atilde;os agarraram a poltrona mais pr&oacute;xima e os p&eacute;s estaquearam de vez.<br /> \nA m&atilde;e, entre acabrunhada e nervosa, tentava em v&atilde;o pedir-lhe que prosseguisse. A fila dos passageiros se alongava, &agrave;s suas costas.<br /> \nVendo a cena, um comiss&aacute;rio de bordo se aproximou. Ele tinha todo o treinamento necess&aacute;rio para lidar com essas situa&ccedil;&otilde;es.<br /> \nSabia da sua obriga&ccedil;&atilde;o de dar conta do embarque de todos os passageiros, para que o piloto pudesse dar in&iacute;cio &agrave; decolagem.<br /> \nConhecia as regras e a correta abordagem, sem perder a calma e a polidez.<br /> \nPor&eacute;m, ele resolveu utilizar outra ferramenta, essa talvez mais rara nos manuais de treinamento.<br /> \nAproximou-se da jovem, tr&ecirc;mula e parecendo apavorada.<br /> \nSuavemente apoiou sua m&atilde;o sobre o ombro dela, e gentil, convidou:<br /> \nVamos sentar na poltrona, minha flor?<br /> \nAquelas palavras, que manifestavam compreens&atilde;o pela dificuldade que ela enfrentava, soaram aos seus ouvidos como b&aacute;lsamo.<br /> \nTomada de nova coragem, envolvida pela gentileza do rapaz, ela retomou os passos at&eacute; o local indicado, permitindo que o embarque retornasse ao fluxo normal.<br /> \n<br /> \n* * *<br /> \nEste &eacute; o poder da gentileza.<br /> \nDerrete a frieza das rela&ccedil;&otilde;es, supera obst&aacute;culos interpostos entre as pessoas, encoraja o mais fr&aacute;gil, fortalece o mais fraco.<br /> \nMuitas vezes, todas as t&eacute;cnicas, conhecimento e destreza n&atilde;o superam o que a do&ccedil;ura de uma palavra, um gesto suave, um olhar carinhoso s&atilde;o capazes de realizar.<br /> \nSer gentil extrapola a polidez. Vai al&eacute;m da obriga&ccedil;&atilde;o e mesmo do profissionalismo.<br /> \nSer gentil &eacute; semear pequenas flores na estrada alheia, para que o pr&oacute;ximo se impregne, mesmo que somente por curta dist&acirc;ncia, poucos passos apenas, de um leve perfume que extravasa solidariedade, fraternidade, preocupa&ccedil;&atilde;o pelo outro.<br /> \n<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base em fato narrado por <br /> \nSuely Caldas Schubert, em palestra de 8.2.2015.</em></div>

SIMPLESMENTE O SIMPLES
12 Mai 20153:59EP 238

SIMPLESMENTE O SIMPLES

<strong>&nbsp;Simplesmente; o Simples</strong><br /> \n<br /> \nMuitas pessoas reclamam da correria de suas vidas.<br /> \nAcham que t&ecirc;m compromissos demais e culpam a complexidade do mundo moderno.<br /> \nEntretanto, in&uacute;meras delas multiplicam suas tarefas sem real necessidade.<br /> \nViver com simplicidade &eacute; uma op&ccedil;&atilde;o que se faz.<br /> \nMuitas das coisas consideradas imprescind&iacute;veis &agrave; vida, na realidade, s&atilde;o sup&eacute;rfluas.<br /> \nA rigor, enquanto buscam coisas, as criaturas se esquecem da vida em si.<br /> \nAngustiadas por m&uacute;ltiplos compromissos, n&atilde;o refletem sobre sua realidade &iacute;ntima.<br /> \nEsquecem do que gostam, n&atilde;o pensam no que lhes traz paz, enquanto sufocam em buscas vazias.<br /> \nDe que adianta ganhar o mundo e perder-se a si pr&oacute;prio?<br /> \nSe a criatura n&atilde;o tomar cuidado, ter e parecer podem tomar o lugar do ser.<br /> \nNingu&eacute;m necessita trocar de carro constantemente, ter incont&aacute;veis sapatos, sair todo final de semana.<br /> \n&Eacute; poss&iacute;vel reduzir a pr&oacute;pria agita&ccedil;&atilde;o, conter o consumismo e redescobrir a simplicidade.<br /> \nO simples &eacute; aquele que n&atilde;o simula ser o que n&atilde;o &eacute;, que n&atilde;o d&aacute; demasiada import&acirc;ncia a sua imagem, ao que os outros dizem ou pensam dele.<br /> \nA pessoa simples n&atilde;o calcula os resultados de cada gesto, n&atilde;o tem artimanhas e nem segundas inten&ccedil;&otilde;es.<br /> \nN&atilde;o se trata de levar uma vida inconsciente, mas de reencontrar a pr&oacute;pria inf&acirc;ncia.<br /> \nA simplicidade n&atilde;o ignora, apenas aprendeu a valorizar o essencial.<br /> \nOs pequenos prazeres da vida, uma conversa interessante, olhar as estrelas, andar de m&atilde;os dadas, tomar sorvete...<br /> \nTudo isso comp&otilde;e a simplicidade do existir.<br /> \nN&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio ter muito dinheiro ou ser importante para ser feliz.<br /> \nMas &eacute; dif&iacute;cil ter felicidade sem tempo para fazer o que se gosta.<br /> \nN&atilde;o h&aacute; nada de errado com o dinheiro ou o sucesso.<br /> \n&Eacute; bom e importante trabalhar, estudar e aperfei&ccedil;oar-se.<br /> \nProgredir sempre &eacute; uma necessidade humana.<br /> \nMas isso n&atilde;o implica viver angustiado, enquanto se tenta dar cabo de infinitas atividades.<br /> \nSe o pre&ccedil;o do sucesso for aus&ecirc;ncia de paz, talvez ele n&atilde;o valha a pena.<br /> \nAs coisas sempre ficam para tr&aacute;s, mais cedo ou mais tarde.<br /> \nMas h&aacute; tesouros imateriais que jamais se esgotam.<br /> \nAs amizades genu&iacute;nas, um amor cultivado, a serenidade e a paz de esp&iacute;rito s&atilde;o alguns deles.<br /> \nPreste aten&ccedil;&atilde;o em como voc&ecirc; gasta seu tempo.<br /> \nAnalise as coisas que valoriza e veja se muitas delas n&atilde;o s&atilde;o apenas um peso desnecess&aacute;rio em sua exist&ecirc;ncia.<br /> \nExperimente desapegar-se dos excessos.<br /> \nAo optar pela simplicidade, talvez redescubra a alegria de viver.<br /> \nSteve Jobs, um dos maiores g&ecirc;nios da industria de softwares, dizia sempre: &ldquo;O genial n&atilde;o &eacute; fazer coisas complicadas, e sim transformar coisas complicadas em muito simples.Simples e bonitas.&rdquo;<br /> \n<br /> \nPense nisso e experimente o simples.<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso. <br /> \nEm 26.06.2012</em></div>

O PORQUÊ DA DOR
11 Mai 20154:38EP 237

O PORQUÊ DA DOR

<strong>O porqu&ecirc; da dor</strong><br /> \n<br /> \nPor que sofremos &eacute; uma indaga&ccedil;&atilde;o que fazemos muitas vezes. Para que serve a dor, afinal?<br /> \n<br /> \nEm alguns momentos, ela &eacute; o alerta, dando-nos ci&ecirc;ncia dos excessos que estamos nos permitindo, prejudicando a maquinaria org&acirc;nica, solicitando-nos pondera&ccedil;&atilde;o.<br /> \n<br /> \nConstitui-se em sinal da natureza que nos informa que algum &oacute;rg&atilde;o n&atilde;o anda bem, o que, para os prudentes, significa buscar o m&eacute;dico, a correta medica&ccedil;&atilde;o, seguir a prescri&ccedil;&atilde;o devida, repouso ou exerc&iacute;cios.<br /> \n<br /> \nEm outros momentos, ela funciona como elemento que convida &agrave; reflex&atilde;o, a passar em revista atos e lembran&ccedil;as de nossa vida.<br /> \n<br /> \nAssim &eacute;, por exemplo, nos dias da velhice que, para muitos, significa horas de imobilidade, ina&ccedil;&atilde;o e sofrimento.<br /> \n<br /> \n&Eacute; uma prova necess&aacute;ria para a alma que, por esse meio, adquire madureza, crit&eacute;rio e o correto ju&iacute;zo a respeito das coisas da Terra e do Mundo Invis&iacute;vel. Avalia, pondera, conclui.<br /> \n<br /> \nA dor tem, portanto, n&atilde;o somente a propriedade do resgate das culpas do passado. Executa igualmente o papel do h&aacute;bil artista frente a um bloco de m&aacute;rmore.<br /> \n<br /> \nA est&aacute;tua, nas suas formas perfeitas, ideais, est&aacute; escondida no imenso bloco.<br /> \n<br /> \n&Eacute; a dor que toma do martelo, do cinzel e, a golpes violentos, ou ent&atilde;o sob o cuidadoso trabalho do buril, desenha a est&aacute;tua viva em contornos maravilhosos.<br /> \n<br /> \nPara que a forma seja extra&iacute;da em linhas delicadas, para que o Esp&iacute;rito triunfe da mat&eacute;ria, precisamos do sofrimento, desde que n&atilde;o vivemos somente pelo amor e pelo bem.<br /> \n<br /> \nE que frutos tem dado o sofrimento! Reiteradas vezes, &eacute; sob o aguilh&atilde;o do luto e das l&aacute;grimas, da ingratid&atilde;o, da trai&ccedil;&atilde;o das amizades e do amor, das ang&uacute;stias multiplicadas que o poeta verseja de forma mais terna e o m&uacute;sico encontra os mais sublimes acordes.<br /> \n<br /> \nCumpre-nos analisar a incid&ecirc;ncia da dor, em nossas vidas, atribuindo-lhe o efetivo valor.<br /> \n<br /> \nSob a a&ccedil;&atilde;o das marteladas sucessivas, a moleza, a apatia e a indiferen&ccedil;a desaparecem. Tamb&eacute;m a c&oacute;lera, a dureza e a arrog&acirc;ncia.<br /> \n<br /> \nEm todos n&oacute;s, provoca ou desenvolve a sensibilidade, a delicadeza, a bondade e a ternura.<br /> \n<br /> \nEntendamos, pois, a dor como um dos meios de que usa o Poder Infinito para nos chamar a Si e, ao mesmo tempo, para nos tornar mais rapidamente acess&iacute;veis &agrave; felicidade espiritual.<br /> \n<br /> \nO sofrimento que nos fere objetiva sempre a nossa corre&ccedil;&atilde;o, exatamente como a m&atilde;e corrige o filho para educ&aacute;-&not;lo e melhor&aacute;-lo.<br /> \n<br /> \nFaz-nos sentir tamb&eacute;m que o mundo em que vivemos &eacute; um lugar de passagem e n&atilde;o o ponto de chegada, que deveremos alcan&ccedil;ar ap&oacute;s exaustiva jornada.<br /> \n<br /> \n* * *<br /> \nOs animais est&atilde;o sujeitos ao trabalho de evolu&ccedil;&atilde;o para o princ&iacute;pio inteligente que neles existe.<br /> \n<br /> \nAtrav&eacute;s de certos padecimentos naturais os animais adquirem os primeiros rudimentos de consci&ecirc;ncia.<br /> \n<br /> \nA dor, num sentido amplo de entendimento, ser&aacute; necess&aacute;ria enquanto o homem n&atilde;o tiver colocado o seu pensamento e os seus atos de acordo com as Leis Divinas.<br /> \n<br /> \nDepois disso, ela deixar&aacute; de se fazer sentir pois logo se far&aacute; a harmonia.<br /> \n<br /> \n<br /> \n<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. 26<br /> \ndo livro O problema do ser,<br /> \ndo destino e da dor, de L&eacute;on Denis, ed. Feb.<br /> \nEm 29.05.2013.<br /> \n&nbsp;</em></div>

A FAMÍLIA
9 Mai 20153:20EP 236

A FAMÍLIA

<strong>&nbsp;A Fam&iacute;lia.<br /> \n</strong><br /> \nSabemos que &eacute; na fam&iacute;lia que est&aacute; a base da constru&ccedil;&atilde;o do car&aacute;ter e tamb&eacute;m a educa&ccedil;&atilde;o dos sentimentos da crian&ccedil;a e do jovem.<br /> \nO lar &eacute;, por excel&ecirc;ncia, uma grande e aben&ccedil;oada escola, uma institui&ccedil;&atilde;o humana educativa na qual aprendemos a amar pais, filhos e irm&atilde;os para, um dia, ampliarmos esse amor a toda a Humanidade.<br /> \nO processo de educa&ccedil;&atilde;o &eacute; relativo pois, ao mesmo tempo em que pais e m&atilde;es est&atilde;o educando seus filhos, est&atilde;o tamb&eacute;m crescendo individualmente.<br /> \nA ingenuidade infantil facilita a tarefa de modelagem do car&aacute;ter e o direcionamento adequado das m&aacute;s tend&ecirc;ncias.<br /> \n&Eacute; ent&atilde;o na adolesc&ecirc;ncia que costumam surgir as grandes dificuldades. &Eacute; nessa fase que o jovem est&aacute; buscando construir a sua pr&oacute;pria identidade, estabelecendo-se facilmente um conflito entre as gera&ccedil;&otilde;es.<br /> \nAs diferentes vis&otilde;es de mundo podem ser uma das causas desse conflito. Salutar entender que a diversidade de opini&otilde;es &eacute; necess&aacute;ria para o avan&ccedil;o e procurarmos n&atilde;o fazer dessas diferen&ccedil;as motivo de disc&oacute;rdia.<br /> \nElas passam a se tornar motivo de choque quando as partes envolvidas, pais e jovens, sobretudo os mais velhos, tentam impor a sua vis&atilde;o de mundo.<br /> \nPara que n&atilde;o ocorra essa imposi&ccedil;&atilde;o, por nenhuma das partes, deve haver muito di&aacute;logo, nos relacionamentos, objetivando a constru&ccedil;&atilde;o de uma nova vis&atilde;o e o aprendizado de que o ponto de vista do outro deve ser respeitado.<br /> \nOutra quest&atilde;o que leva a essas diverg&ecirc;ncias &eacute; a diferen&ccedil;a de valores e interesses entre as gera&ccedil;&otilde;es.<br /> \n&Eacute; certo que h&aacute; valores que s&atilde;o perenes e devem fazer parte da constru&ccedil;&atilde;o do car&aacute;ter de pessoas de bem. Honestidade, respeito, aprendizado de uma ocupa&ccedil;&atilde;o &uacute;til, &eacute;tica e esfor&ccedil;o pessoal s&atilde;o aquisi&ccedil;&otilde;es inquestion&aacute;veis.<br /> \nPor&eacute;m, se nos mantivermos cristalizados em nossas pr&oacute;prias experi&ecirc;ncias, tendemos a transferi-las para nossos filhos, n&atilde;o abrindo espa&ccedil;o para que eles desenvolvam seus pr&oacute;prios interesses.<br /> \nO tipo de educa&ccedil;&atilde;o recebida pelos pais pode colaborar nesse processo. Opress&atilde;o demais e processos de intoler&acirc;ncia geralmente n&atilde;o causam resultados positivos. A flexibilidade &eacute; necess&aacute;ria em certos momentos.<br /> \nDeve-se cuidar tamb&eacute;m com a permissividade em excesso.<br /> \nNa busca de uma nova defini&ccedil;&atilde;o para si mesmo, o jovem passa a apresentar caracter&iacute;sticas que antes desconhec&iacute;amos, muitas das quais prefer&iacute;amos que eles n&atilde;o as tivessem, mas temos que aprender a respeit&aacute;-las.<br /> \n&Eacute; fundamental diferenciar o que &eacute; espec&iacute;fico da personalidade do indiv&iacute;duo, como os gostos e prefer&ecirc;ncias, e o que precisa ser moldado e orientado. <br /> \n<br /> \n* * *<br /> \nPara que no lugar de um conflito entre as gera&ccedil;&otilde;es, possamos estabelecer um encontro entre elas, &eacute; importante o cultivo de profundo respeito entre pais e filhos.<br /> \n&Eacute; indispens&aacute;vel tamb&eacute;m que o di&aacute;logo esteja sempre presente e que as concess&otilde;es ocorram quando necess&aacute;rio.<br /> \nMas sobretudo, o que deve prevalecer &eacute; o amor, traduzido na express&atilde;o de cuidado e afeto.<br /> \n<br /> \nPensemos nisso.<br />

APRENDER A FLORESCER
7 Mai 20155:05EP 235

APRENDER A FLORESCER

<strong>&nbsp;Aprender a florescer</strong><br /> \n<br /> \n<br /> \nEla era uma jovem das fam&iacute;lias mais ricas de Los Angeles. Prestes a se casar, seu noivo foi convocado para o Vietn&atilde;. Antes, deveria passar por um treinamento de um m&ecirc;s.<br /> \nEnamorada, ela optou por antecipar o casamento e partir com ele. Ao menos poderia passar o m&ecirc;s do treinamento pr&oacute;ximo dele, antes de sua partida para terras t&atilde;o long&iacute;nquas e perigosas.<br /> \nPr&oacute;ximo &agrave; base do deserto da Calif&oacute;rnia onde se daria o treinamento, havia uma aldeia abandonada de &iacute;ndios Navajos e uma das cabanas foi especialmente preparada para receber o casal.<br /> \nO primeiro dia foi de felicidade. Ele chegou cansado, queimado pelo sol de at&eacute; 45 graus. Ela o ajudou a tirar a farda e deitar-se. Foi rom&acirc;ntico e maravilhoso.<br /> \nAo final da semana, ela estava infeliz e ao fim de dez dias estava entrando em desespero.<br /> \nO marido chegava exausto do treinamento, que come&ccedil;ava &agrave;s cinco horas da manh&atilde; e terminava &agrave;s dez horas da noite. Ela era vi&uacute;va de um homem vivo, sempre exaurido. Escreveu para a m&atilde;e, dizendo que n&atilde;o aguentava mais e perguntando se deveria abandon&aacute;-lo.<br /> \nAlguns dias depois, recebeu a resposta. A velha senhora, de muito bom senso, lhe enviou uma quadrinha em versos livres que dizia mais ou menos assim:<br /> \nDois homens viviam em uma cela de imunda pris&atilde;o. Um deles olhava para o alto e enxergava estrelas. O outro, olhava para baixo e somente via lama. Abra&ccedil;os. Mam&atilde;e.<br /> \nA jovem entendeu. Ela e o marido estavam em uma cela, cada um a seu modo. Ver as estrelas ou contemplar a lama era sua op&ccedil;&atilde;o.<br /> \nPela primeira vez, em vinte dias de vida no deserto, ela saiu para conhecer os arredores.<br /> \nLogo adiante, surpreendeu-se com a beleza de uma concha de caracol. Ela conhecia conchas da praia, mas aquelas eram diferentes, bel&iacute;ssimas.<br /> \nQuando seu marido chegou naquela noite, quase que ela nem o percebeu, t&atilde;o aplicada estava em separar e classificar as conchas que recolhera durante todo o dia.<br /> \nQuando terminou o treinamento e ele foi para a guerra, ela decidiu permanecer ali mesmo. Descobrira que o deserto era um mar de belezas.<br /> \nDe seus estudos e pesquisas resultou um livro que &eacute; considerado a obra mais completa acerca de conchas marinhas, porque o deserto da Calif&oacute;rnia um dia foi fundo de mar e &eacute; um imenso dep&oacute;sito de f&oacute;sseis e riquezas minerais.<br /> \nMais tarde, com o retorno do esposo do Vietn&atilde;, ela voltou a Los Angeles, com a vida enriquecida por experi&ecirc;ncias salutares. Tudo porque ela aprendera a florescer onde Deus a colocara.<br /> \n* * *<br /> \nExistem flores nos jardins bem cuidados. Existem flores agrestes em pleno cora&ccedil;&atilde;o &aacute;rduo do deserto.<br /> \nExistem flores perdidas pelas orlas dos caminhos, enfeitando veredas an&ocirc;nimas.<br /> \nMuitas sementes manifestam sua vida florescendo a partir de um pequeno gr&atilde;o de terra, perdido entre pedras brutas, demonstrando que a sabedoria est&aacute; em florescer onde se &eacute; plantado.<br /> \nFlorescer, mesmo que o jardineiro sejam os ventos graves ou as &aacute;guas abundantes.<br /> \nFlorescer, ainda que as condi&ccedil;&otilde;es de calor e umidade nem sempre sejam as favor&aacute;veis...<br /> \n<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base na palestra Flores&ccedil;a <br /> \nonde for plantado, proferida por Divaldo Pereira Franco.<br /> \nEm 25.01.2013.</em></div>

PONTOS DE VISTA
6 Mai 20154:11EP 234

PONTOS DE VISTA

<strong>&nbsp;Pontos de vista</strong><br /> \n<br /> \n<br /> \nUm dia, cinco alunos foram submetidos a uma experi&ecirc;ncia curiosa.<br /> \nTodos, de olhos vendados, foram conduzidos para perto de um animal a fim de identificarem suas caracter&iacute;sticas.<br /> \nO primeiro passou vagarosamente as m&atilde;os nas orelhas do bicho e falou convicto: &Eacute; algo espalhado, como um tapete.<br /> \nO segundo aproximou-se, esticou o bra&ccedil;o, pegou na tromba e exclamou: &Eacute; uma coisa comprida e redonda, deve ser uma jiboia.<br /> \nTocando demoradamente uma das pernas do animal, o terceiro falou convicto: Isto n&atilde;o &eacute; um animal, &eacute; um tronco de &aacute;rvore.<br /> \nO quarto aluno apalpou por v&aacute;rias vezes uma das presas e disse: Ah, isto n&atilde;o &eacute; um tronco, mas sim uma lan&ccedil;a, muito pontiaguda.<br /> \nO quinto e &uacute;ltimo, por sua vez, exclamou com seguran&ccedil;a, tocando o rabo do animal:Definitivamente isto &eacute; apenas uma corda muito fina!<br /> \nE porque n&atilde;o entrassem num acordo, os alunos come&ccedil;aram uma discuss&atilde;o acalorada. Afinal, todos eles haviam tocado o animal com as pr&oacute;prias m&atilde;os, e por esse motivo, cada um tinha seu pr&oacute;prio ponto de vista.<br /> \nPara acalmar os &acirc;nimos, o professor falou com firmeza:<br /> \nCada um de voc&ecirc;s est&aacute; certo, mas cada um est&aacute; errado tamb&eacute;m.<br /> \nTodos querem defender o seu ponto de vista mas n&atilde;o querem admitir que o outro possa estar com uma parcela da verdade.<br /> \nAto cont&iacute;nuo, tirou as vendas dos jovens e todos puderam contemplar o enorme elefante e perceber que todas as opini&otilde;es tinham seus fundamentos.<br /> \n<br /> \n* * *<br /> \nGrande parte dos desentendimentos entre as pessoas, na viv&ecirc;ncia di&aacute;ria, &eacute; resultado de cada um defender o seu ponto de vista sem se permitir ver as coisas sob o ponto de vista do outro.<br /> \nTodos querem ter raz&atilde;o, sem abrir m&atilde;o da sua verdade.<br /> \nNo entanto, tudo seria mais f&aacute;cil se admit&iacute;ssemos a possibilidade de o outro estar certo.<br /> \nAs pessoas s&atilde;o individualidades que trazem consigo possibilidades muito pr&oacute;prias no entendimento das coisas e situa&ccedil;&otilde;es.<br /> \nPor essa raz&atilde;o, n&atilde;o podemos exigir que os outros vejam com os nossos olhos, nem que pensem com a nossa mente.<br /> \nSe todos compreend&ecirc;ssemos esses detalhes importantes na vida de rela&ccedil;&atilde;o, certamente evitar&iacute;amos grande parcela de dissabores e discuss&otilde;es in&uacute;teis.<br /> \n<br /> \n* * *<br /> \nTodas as flores s&atilde;o flores, mas o ger&acirc;nio n&atilde;o tem as caracter&iacute;sticas do cravo e nem a rosa as da violeta.<br /> \nTodos os frutos s&atilde;o frutos, mas a laranja n&atilde;o guarda semelhan&ccedil;a com a pera.<br /> \nAl&eacute;m disso, cada flor tem o seu perfume original, tanto quanto cada fruto n&atilde;o amadurece fora da &eacute;poca prevista.<br /> \nAssim tamb&eacute;m &eacute; com as criaturas.<br /> \nCada pessoa respira em faixa diversa de evolu&ccedil;&atilde;o.<br /> \n&Eacute; justo que nos detenhamos na companhia daqueles que sentem e pensam como n&oacute;s, entretanto, &eacute; caridade n&atilde;o violentar a cabe&ccedil;a daqueles que n&atilde;o comungam das nossas ideias.<br /> \nPensemos nisso!<br /> \n<br /> \n<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso, com base no cap. Os cegos e o elefante, <br /> \nde O livro das virtudes, v. II, de Willian J. Bennett, ed.Nova Fronteira<br /> \ne no cap. 3 do livro Ceifa de luz , pelo Esp&iacute;rito Emmanuel, <br /> \npsicografia de Francisco C&acirc;ndido Xavier, ed. Feb.<br /> \nEm 28.05.2013.</em></div>

A BENÇÃO DO TRABALHO
5 Mai 20153:16EP 233

A BENÇÃO DO TRABALHO

<strong>&nbsp;A ben&ccedil;&atilde;o do trabalho<br /> \n</strong><br /> \nEm todos os quadrantes das atividades humanas, &eacute; poss&iacute;vel observar criaturas queixosas e insatisfeitas por terem que trabalhar.<br /> \nA maioria revolta-se contra o g&ecirc;nero de seu trabalho.<br /> \nOs que varrem a rua querem ser comerciantes.<br /> \nOs comerciantes desejam a condi&ccedil;&atilde;o de industriais.<br /> \nOs trabalhadores do campo preferem a exist&ecirc;ncia na cidade.<br /> \nQuem obedece almeja mandar.<br /> \nOs convocados aos altos postos falam do peso de suas atribui&ccedil;&otilde;es.<br /> \nO problema, contudo, n&atilde;o &eacute; de g&ecirc;nero de tarefa, mas de compreens&atilde;o da oportunidade recebida.<br /> \nDe modo geral, as queixas, nesse sentido, s&atilde;o filhas da pregui&ccedil;a inconsciente.<br /> \nO anseio pelas altas posi&ccedil;&otilde;es sinaliza uma vis&iacute;vel vaidade.<br /> \nO desejo de muito ganhar e pouco fazer evidencia gan&acirc;ncia e pregui&ccedil;a.<br /> \nTodo homem &eacute; herdeiro de si mesmo, em especial quanto a seus pendores e aptid&otilde;es.<br /> \nEle &eacute; sabiamente colocado pela vida nas posi&ccedil;&otilde;es mais adequadas ao pr&oacute;prio burilamento.<br /> \nPor certo o esfor&ccedil;o individual tem o seu papel a cumprir nos destinos humanos.<br /> \n&Eacute; sempre louv&aacute;vel o homem que vence as injun&ccedil;&otilde;es de sua vida e supera todos os obst&aacute;culos.<br /> \nContudo, enquanto atua em determinada &aacute;rea, deve honr&aacute;-la e honrar-se com o seu desempenho profissional.<br /> \nNo contexto de uma &uacute;nica vida material, nem todos podem mandar ou deter as posi&ccedil;&otilde;es de fortuna.<br /> \nEstas se alteram conforme as necessidades de experi&ecirc;ncia das criaturas.<br /> \nAs posi&ccedil;&otilde;es modestas costumam ser das mais &uacute;teis no aprendizado da obedi&ecirc;ncia, da humildade e da frugalidade.<br /> \nJ&aacute; as altas coloca&ccedil;&otilde;es s&atilde;o convites &agrave; doa&ccedil;&atilde;o ao semelhante.<br /> \nN&atilde;o se destinam a satisfazer a vaidade, mas a realizar o bem coletivo.<br /> \nO importante &eacute; valorizar o trabalho, conforme se apresente.<br /> \nTrabalhar &eacute; uma b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o e um dever incontorn&aacute;vel.<br /> \nAssim, quando sentir cansa&ccedil;o ou vontade de reclamar, lembre-se de que o universo trabalha incessantemente, e voc&ecirc;, &eacute; o herdeiro das estrelas.<br /> \nA Humanidade come&ccedil;ou ontem seu humilde labor.<br /> \nMas o universo , a quanto tempo esta no trabalho para a nossa exist&ecirc;ncia?<br /> \n<br /> \nPense nisso.<br />

O VALOR DA PACIÊNCIA
4 Mai 20154:40EP 232

O VALOR DA PACIÊNCIA

<strong>&nbsp;O VALOR DA PACI&Ecirc;NCIA</strong><br /> \n<br /> \nAlgu&eacute;m disse, um dia, que a paci&ecirc;ncia &eacute; a arma dos fracos.<br /> \n<br /> \nNada mais falso: a paci&ecirc;ncia, ao contr&aacute;rio, talvez seja o est&aacute;gio mais avan&ccedil;ado de for&ccedil;a que um ser humano pode atingir.<br /> \n<br /> \nAlgumas pessoas neste mundo s&atilde;o capazes de derrubar um ex&eacute;rcito inteiro com a for&ccedil;a das m&atilde;os, e por isso se julgam fortes.<br /> \n<br /> \nOutras s&atilde;o capazes de arriscar a pr&oacute;pria vida pelos motivos mais banais, e por isso se julgam fortes.<br /> \n<br /> \nMas, pensando bem: quantos de n&oacute;s s&atilde;o capazes de suportar uma longa afli&ccedil;&atilde;o, sem queixar-se uma &uacute;nica vez?<br /> \n<br /> \nQuantos s&atilde;o capazes de tolerar o sofrimento, a tristeza, a doen&ccedil;a e as pequenas contrariedades da vida, em sil&ecirc;ncio, dia ap&oacute;s dia, e mesmo assim tirar &acirc;nimo, sabe-se l&aacute; de onde, para continuar acreditando na sorte e na felicidade?<br /> \n<br /> \nN&atilde;o h&aacute; d&uacute;vida de que &eacute; preciso ser forte para derrubar um ex&eacute;rcito ou arriscar a vida. Mas &eacute; preciso ser ainda mais forte para levantar da cama, disposto a tentar novamente, mesmo j&aacute; tendo tentado e fracassado um milh&atilde;o de vezes.<br /> \n<br /> \nMuita gente se deixa impressionar pela suposta for&ccedil;a dos destemidos e valent&otilde;es. Por&eacute;m, &agrave;s vezes, h&aacute; mais for&ccedil;a na paci&ecirc;ncia, na resigna&ccedil;&atilde;o e na obstina&ccedil;&atilde;o de certas pessoas aparentemente fr&aacute;geis do que em qualquer outro lugar.<br /> \n<br /> \nQuando algu&eacute;m nos ofende ou desfaz de nosso valor, &eacute; normal que sintamos a necessidade de responder &agrave; altura, fazer a pessoa engolir suas palavras &mdash; mas isso a far&aacute; acreditar em n&oacute;s ou nos respeitar? <br /> \n<br /> \nAbsolutamente, n&atilde;o.<br /> \n<br /> \nCrescer e aparecer: eis a &uacute;nica forma de fazer algu&eacute;m mudar de ideia a nossa respeito.<br /> \n<br /> \nPara isso, &eacute; preciso paci&ecirc;ncia: deixar nossos cr&iacute;ticos e agressores falando sozinhos para, de repente, surpreend&ecirc;-los &mdash; n&atilde;o com palavras, mas com obras. Conquistando vit&oacute;rias que julgavam fora de nosso alcance. Crescendo e aparecendo, enquanto fazem pouco de n&oacute;s.<br /> \n<br /> \nQuando vemos nosso sacrif&iacute;cio resultando in&uacute;til, nosso esfor&ccedil;o todo jogado por terra, &eacute; natural que sintamos vontade de chorar e nos revoltar &mdash; mas isso vai mudar a realidade?<br /> \n<br /> \nAbsolutamente, n&atilde;o.<br /> \n<br /> \nJuntar os cacos e recome&ccedil;ar: eis a &uacute;nica forma de mudar alguma coisa.<br /> \n<br /> \nTamb&eacute;m para isso &eacute; preciso paci&ecirc;ncia: engolir a decep&ccedil;&atilde;o sem perder tempo com l&aacute;grimas in&uacute;teis, para voltar &agrave; carga com a mesma disposi&ccedil;&atilde;o de antes, como se nada houvesse acontecido.<br /> \n<br /> \nO desespero, muitas vezes, nasce de nossa pr&oacute;pria ignor&acirc;ncia: nos julgamos incapazes de suportar determinadas situa&ccedil;&otilde;es, superar momentos de afli&ccedil;&atilde;o e tristeza, recome&ccedil;ar do zero.<br /> \n<br /> \nMas estamos enganados quando pensamos dessa forma: quem tem paci&ecirc;ncia para deixar a poeira baixar acaba, mais cedo ou mais tarde, percebendo que o bicho nunca &eacute; t&atilde;o feio quanto parece. E, mais importante do que isso, que somos sempre mais fortes do que imaginamos.<br /> \n<br /> \nEmbora talvez mais dif&iacute;cil, embora &agrave;s vezes penoso, a paci&ecirc;ncia &eacute; sempre o caminho mais curto e mais certo: aquele que sabe esperar e persistir acaba sempre alcan&ccedil;ando a vit&oacute;ria.<br /> \n<br /> \n<br /> \nQuem aprende a ser paciente sabe que n&atilde;o h&aacute; nada melhor do que um dia depois do outro.<br /> \n<br /> \nE que a paci&ecirc;ncia pode ser amarga como o lim&atilde;o, mas seus frutos s&atilde;o doces como o mel... <br /> \nPense Nisso, mas pense agora.<br /> \n<br /> \n******<br /> \n<br /> \nAcesse o novo site da centro America fm.<br /> \nL&aacute; voc&ecirc; encontra esse, e outros textos e &aacute;udios do Pense Nisso.<br /> \nAcesse: centroamericafm.com.br<br /> \n<div style=''text-align: right;''><em>Reda&ccedil;&atilde;o do Pense Nisso.<br /> \nCom base no pensamento de Bertrand Rosseau<br /> \nEm 11.4.2014.</em></div>

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